01 outubro 2016

MAIORES E MELHORES QUE O APÓSTOLO PAULO

Resultado de imagem para Pastores famosos  juntos

A natureza da mensagem pregada pela maioria dos púlpitos hoje em dia é oposta aos valores bíblicos e apostólicos. Com uma mensagem atrativas aos seus ouvintes, muitos são aqueles que se utilizam da carência espiritual e teológica de seus expectadores para propagar suas mensagens e estabelecer seus reinos na terra. 

Distante do apelo bíblico e genuinamente cristão, os pregadores da pós modernidade arrebanham as multidões por onde passam criando, cada vez mais discípulos e colaboradores que ajudarão a prosperar seus ministérios. Em meio a um tão grande mover, uma pergunta é levantada:'Todo esse crescimento é fruto da obra do Espírito Santo? Afinal, vivemos, na atualidade,um avivamento? São, estes dias, tempos de um grande mover apostólico?'

Sabe, realmente houve um tempo que creditei que todo o crescimento evangélico no Brasil era fruto de um agir sobrenatural do Espírito. Doce ilusão! Como considerar que o Santo Espírito de Jesus Cristo seria capaz de regenerar milhares e torná-los cristãos frágeis, desconhecedores da Mensagem de Seu Salvador? Seria Deus o[ supremo], ser capaz de trazer alguém para o arraial de Cristo e não realizar um obra completa, que contemplasse plenamente nosso ser a ponto de mudar o curso de nossas vidas? Ou será que Deus tem apenas o interesse em que congreguemos em nossas denominações aos domingos, de maneira a não afetar nosso caráter com mudanças grandes?

Certamente que o propósito de redenção traçado por Jesus na cruz do Calvário, tem como objetivo muito mais que nos salvar da condenação do inferno para a eterna comunhão com Deus, visa, ainda, o aperfeiçoamento na trajetória da vida cristã(2Co.13.9;Ef.4.12).
Nas palavras de Paulo, em Efésios, toda a estrutura da Igreja de Cristo tem como objetivo a formação de um caráter aperfeiçoado, ou seja, tem como objetivo formar a imagem de Cristo na vida daqueles que depositaram sua fé no altar. Já aos coríntios, o apóstolo dos gentios deixa clara a nossa missão diante deste mundo[que jaz no maligno (1Jo.5.19) !]: "Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor"(2Co.3.18).

A nossa missão é ter um brilho tal qual Cristo possuiu em Seu ministério, de forma a refletir a glória de Deus.

Infelizmente, não é este brilho que vemos nos crentes que 'aceitam' Jesus por meio de uma pregação destas propagadas às massas. O evangelho apregoado pelos grandes preletores é uma mensagem repleta de auto-suficiência, bênçãos e mais bênçãos, uma cachoeira inesgotável de milagres a todos os que seguem suas palavras. Neste cenário, o 'deus' é o próprio homem, é o próprio'evangélico'. Nesse cenário todo temos JEOVÁ- o gênio da lâmpada, concedendo toda sorte de pedidos pelo suplicante. As conquistas seguirão aos dessa fé e não sofrerão nadinha porque fomos forjados para vencer em tudo  e pronto.

Há aqueles que ainda creem que vivemos um tempo apostólico, repleto dos mesmos sinais que Pedro e João viveram quando, por exemplo, subiram ao templo para a oração e foram instrumento na  cura do paralítico. Muitos acreditam que há, hoje, apóstolos tão ungidos(ou mais), que Pedro e João, realizando sinais maiores ainda que este. O problema, porém, é que os que acreditam nisso, são os mesmos que enriquecem a si mesmos, sugam ao máximo seus congregados com dízimos dez vezes no mês, 'trízimos, e campanhas tão sobrenaturais que carregam todo o natural(principalmente o dinheiro dos irmãos...). Consideram-se os maiores homens de Deus da históriaTadinho de Paulo, este apóstolo era radical demais  e suas palavras não se aplicam hoje, pensam eles.

Quanto ao questionamento acima, se vivemos algo sobrenatural, a resposta, se ainda falta reposta, é simples:não vivemos mover nenhum. Há, ainda, aqueles que não se dobraram a baal, os fiéis, poucos que mantém a sã doutrina... Na maioria, vivemos o 'show da fé'...   Um espetáculo que saiu do prumo espiritual para dar lugar a elementos pagãos, como se o exercício da nossa devoção a Jesus tenha se tornado algo tão mundano,  sendo cheio de paramentos de fora da mensagem original, abandonando seu aspecto santo, que é característica da caminhada cristã.

Viva vencendo essa loucura que tomou conta da mente dos 'pregadores e cantores' de Deus!!!

Abraços.

Seu irmão menor.

30 setembro 2016

SOBRE CARTAS FICTÍCIAS PARA PASTORES PENTECOSTAIS QUE SE TORNARAM CALVINISTAS


Que ninguém se iluda com cartas fictícias direcionadas a pastores pentecostais que se tornaram calvinistas.

Meu conselho a qualquer pastor assembleiano que abraçou a teologia calvinista é que seja honesto em assumi-la publicamente, como alguns já tem feito. Fazendo assim você será honesto com seus irmãos em Cristo e consigo mesmo.

Outros não assumiram ainda o seu calvinismo porque são dependentes de cargos e posições, do dinheiro que recebem por exercerem funções na igreja, ou por medo de perderem agendas e vendas de livros publicados pela editora oficial.

De fato a doutrina calvinista é em muitos aspectos incompatível com a doutrina bíblica adotada pelas Assembleias de Deus no Brasil.

Não perca tempo tentando calvinizar as Assembleias de Deus. Digo calvinizar pois o calvinismo não representa toda Reforma, apesar de presunçosamente tentar passar tal ideia.

Afirmo que nem com os deslizes da editora oficial, e com as suas práticas comerciais desprovidas de coerência com o seu compromisso institucional, o calvinismo com os seus absurdos doutrinários, contradições e erros bíblicos grotescos será abraçado como doutrina nas Assembleias de Deus no Brasil.

Penso ainda que provavelmente um grupo pentecostal-calvinista se levantará no Brasil fora das Assembleias de Deus e das Igrejas Presbiterianas, pois em sua carta fictícia, diz o teólogo calvinista que o recebimento de pastores pentecostais calvinistas entre os "reformados" é ainda um caso a se pensar e decidir. Tal cuidado é óbvio, principalmente partindo de quem zomba dos dons espirituais fazendo piadas dos mesmos em suas conferências, palestras e outros eventos.

Por fim, a previsão do teólogo calvinista em sua carta fictícia sobre "reformar" o Pentecostalismo Clássico no Brasil deve ficar somente na ficção e em seu desejo utópico.

Altair Germano

29 setembro 2016

LIÇÃO 01 - 02/010/16 - "A SOBREVIVÊNCIA EM TEMPOS DE CRISE"

Resultado de imagem para LIÇÕES QUARTO TRIMESTRE CPAD

ESTAMOS COMEÇANDO HOJE O 4º TRIMESTRE DE 2016 - TÍTULO: "O DEUS DE TODA PROVISÃO - ESPERANÇA E SABEDORIA DIVINA PARA A IGREJA EM MEIO ÀS CRISES"

TEXTO ÁUREO
"Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo;  eu venci o mundo."  (Jo. 16.33)
 
VERDADE PRÁTICA
As crises podem ser superadas com sabedoria, fé e com a ajuda de DEUS


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 
 Habacuque 1.1-17


Introdução

POR QUE OS CRENTES SOFREM? 

São diversas as razões por que os crentes sofrem:

(1) O crente experimenta sofrimento como uma decorrência da queda de Adão e Eva. 
(2) Certos crentes sofrem pela mesma razão que os descrentes sofrem, i.e., consequência de seus próprios atos.
(3) O crente também sofre, pelo menos no seu espírito, por habitar num mundo pecaminoso e corrompido. 
(4) Os crentes enfrentam ataques do diabo. 
(a) As Escrituras claramente mostram que Satanás, como “o deus deste século” (2Co 4.4), controla o presente século mau (ver 1Jo 5.19; cf. Gl 1.4; Hb 2.14). 
 (b) Satanás e seus seguidores se comprazem em perseguir os crentes. 
(5) De um ponto de vista essencialmente bíblico, o crente também sofre porque “nós temos a mente de CRISTO” (ver 1Co 2.16). 
(6) DEUS pode usar o sofrimento como catalizador para o nosso crescimento ou melhoramento espiritual. 
(a) Frequentemente, Ele emprega o sofrimento a fim de chamar a si o seu povo desgarrado, para arrependimento dos seus pecados e renovação espiritual (ver o livro de Juízes). 
(b) DEUS, às vezes, usa o sofrimento para testar a nossa fé, para ver se permanecemos fiéis a Ele. 
(c) DEUS emprega o sofrimento, não somente para fortalecer a nossa fé, mas também para nos ajudar no desenvolvimento do caráter cristão e da retidão. 
(d) DEUS também pode permitir que soframos dor e aflição para que possamos melhor consolar e animar outros que estão a sofrer (ver 2Co 1.4). 
(7) Finalmente, DEUS pode usar, e usa mesmo, o sofrimento dos justos para propagar o seu reino e seu plano redentor. 

O RELACIONAMENTO DE DEUS COM O SOFRIMENTO DO CRENTE

(1) O primeiro fato a ser lembrado é este: DEUS acompanha o nosso sofrer. 
(2) Temos também de DEUS a promessa que Ele converterá em bem todos os sofrimentos e perseguições daqueles que o amam e obedecem aos seus mandamentos (ver Rm 8.28). 
(3) Além disso, DEUS promete que ficará conosco na hora da dor; que andará conosco “pelo vale da sombra da morte” (Sl 23.4; cf. Is 43.2).

VITÓRIA SOBRE O SOFRIMENTO PESSOAL. Se você está sob provações e aflições, que deve fazer para triunfar sobre tal situação?

(1) Primeiro: examinar as várias razões por que o ser humano sofre (ver seção 1, supra) e ver em que sentido o sofrimento concerne a você. Uma vez identificada a razão específica, você deve proceder conforme o contido em “É nosso dever”. 
(2) Creia que DEUS se importa sobremaneira com você, independente da severidade das suas circunstâncias (ver Rm 8.36; 2Co 1.8-10; Tg 5.11; 1Pe 5.7). O sofrimento nunca deve fazer você concluir que DEUS não lhe ama, nem rejeitá-lo como seu Senhor e Salvador. 
(3) Recorra a DEUS em oração sincera e busque a sua face. Espere nEle até que liberte você da sua aflição (ver Sl 27.8-14; 40.1-3; 130). 
(4) Confie que DEUS lhe dará a graça para suportar a aflição até chegar o livramento (1Co 10.13; 2Co 12.7-10). Convém lembrar de que sempre “somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8.37; Jo 16.33). A fé cristã não consiste na remoção de fraquezas e sofrimento, mas na manifestação do poder divino através da fraqueza humana (ver 2Co 4.7). 
(5) Leia a Palavra de DEUS, principalmente os salmos de conforto em tempos de lutas (e.g., Sl 11; 16; 23; 27; 40; 46; 61; 91; 121; 125; 138). 
(6) Busque revelação e discernimento da parte de DEUS referente à sua situação específica — mediante a oração, as Escrituras, a iluminação do ESPÍRITO SANTO ou o conselho de um santo e experiente irmão. 
(7) Se o seu sofrimento é de natureza física, JESUS nos cura de todas as enfermidades.
(8) No sofrimento, lembre-se da predição de CRISTO, de que você terá aflições na sua vida como crente (Jo 16.33). Aguarde com alegria aquele ditoso tempo quando “DEUS limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor” (Ap 21.4). 

1. A CRISE COMO UMA REALIDADE

DEUS CRIOU O MUNDO PERFEITO. Do início ao fim da Bíblia Sagrada podemos conferir milhares porções do trabalhar de Deus. Toda a Sua obra é perfeita, tudo o que Ele faz é bom. Isto não quer dizer que tenhamos que entender exatamente o que Deus está fazendo para considerar boa a sua vontade. Da criação do mundo até os tempos do apocalipse, tudo o que foi realizado pelo Senhor é perfeito. Isto nos leva a concluir que se alguma coisa em nossa vida não está bem, é necessário avaliar o que pode estar fora da vontade do Pai, porque o que ele realiza é bom.

A Bíblia Sagrada nos recomenda a não nos conformarmos com este mundo mal. Paulo falou aos romanos que a vontade de Deus é a melhor escolha que podemos fazer em nossas vidas. Confira Romanos, capítulo 12, versículo 2: “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.

Nossa vida reflete nossas decisões. Não é culpa de Deus, por exemplo, que você não tenha sido aprovado no vestibular. O que Deus faz é bom, mas será que você se preparou para prestar o exame? Será que às vezes não somos duros demais ou cedemos demais? Precisamos estar centrados na boa, agradável e perfeita vontade do Pai para que a nossa vida seja abençoada.

 O primeiro capítulo da Bíblia, no livro de Gênesis, nos mostra como Deus criou o mundo. Se você ler este capítulo vai perceber ao final de cada dia, quando Deus termina seu trabalho, o escritor usa a frase “e viu Deus que era bom”. Ele criou o sol, a lua, as estrelas e viu que era bom o que tinha feito. Criou as aves, os répteis, separou o mar da terra, criou a natureza e viu que era bom o que tinha feito. Mas, bom para quem?

Quando Deus criou a terra em seus mínimos detalhes, Ele fez pensando no homem. Deus entregou tudo em nossas mãos em seu estado perfeito. Tudo era muito bom.  Quando Deus fez o homem e a mulher, a Bíblia diz que Ele não achou simplesmente bom. Ao nos criar e concluir sua obra, viu que era MUITO bom. “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom (Gênesis, capítulo 1, versículo 31)”.

Avalie sua vida, suas intenções, suas escolhas. Se tiver alguma coisa fora do lugar e algo não está bem, é provável que você precise melhorar em algum aspecto. "Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e santo em todas as suas obras (Salmo 145, versículo 17)”. Romanos, capítulo 8, versículo 28 diz: "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”.

Quando nossa vida está no centro da vontade de Deus, até mesmo quando enfrentamos as dificuldades, sentimos a presença do Senhor e ficamos bem. Você conhece a história da mulher sunamita? Você pode ler no capítulo 4 de 2ª Reis. Após uma dor de cabeça, o filho dela morreu. Quando ela procurou o profeta Eliseu lhe perguntaram: “Vai tudo bem com você, com seu marido e com o seu filho?”. A resposta daquela mulher é uma verdadeira lição para as nossas vidas. Disse ela: “Sim! Vai tudo bem”. Mesmo em meio a uma situação de angústia e morte, tudo estava bem, porque tudo o que Deus faz é bom. No final desta história, através do poder de Deus, o filho desta mulher, que estava morto, ressuscita.

Quando olhamos para a sociedade, não há dúvida de que temos feito desordem da ordem de Deus. Mas Deus, por sua natureza divina, em sua misercórdia, ainda quer restaurara ordem, e por isso enviou o seu filho, Jesus (veja Efésios 1:10). Deus enviou Jesus como resposta para a desordem, para poder criar de novo um mundo obediente às ordens de Deus.

O apóstolo Paulo diz "...se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Coríntios 5:17). Onde há trevas, Cristo diz: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida" (João 8:12). Em um mundo de caos, Cristo estabelece a ordem e a união pela sua igreja: "...há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos" (Efésios 4:4-6). Onde há vidas vazias, é Cristo que "...a tudo enche em todas as coisas" (Efésios 1:23).

É responsabilidade de cada pessoa reconhecer que Deus existe e o buscar. A revelação geral de Deus (isto é, o mero fato de ele existir, como é evidente pela criação) nos torna indesculpáveis se o rejeitarmos. Mas, para conseguirmos escapar do estrago feito pela nossa desobediência, é necessário muito mais do que apenas reconhecer que Deus existe.

Paulo avisou: "Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos" (Atos 17:30-31). Jesus Cristo veio para fazer a nova obra criadora de Deus, nos corações e nas almas dos homens. Que busquemos a Deus em espírito e em verdade (João 4:23-24), nos arrependendo de nossa desobediência, o pecado, e obedecendo a ordem de Deus em Cristo, para que ele possa fazer de nós novas criaturas, segundo a vontade de Deus!

UMA SOCIEDADE EM CRISE

É preciso olhar no retrovisor da história para entendermos melhor o presente. Os tempos mudaram, mas o homem ainda é o mesmo. E nossa natureza decaída (usando um termo teológico) continua tendenciosa para o mal: somos movidos pelas mesmas ambições, pecados, desejos egoístas e loucuras. Nessa avalanche de crises, podemos constatar que a solução para a decadência moral e espiritual encontra-se nos 10 mandamentos, que são mais atuais que pensamos.
Ou a sociedade muda seu estilo de vida, ou continuaremos vivendo tempos cada vez mais difíceis. Sim, ao que tudo nos leva a crer, há coisa ainda pior vindo pela frente.

Os dez mandamentos são a síntese da Lei de DEUS ( Êxodo 20:1-17). Extremamente negligenciados e desprezados na atualidade, neste mundo avesso a tudo aquilo que pertence a Deus, seu cumprimento nos pouparia de problemas pessoais e conflitos mundiais. Inclusive, podemos dizer que o Decálogo é base de boa parte de regras áureas de convivência. Quando Jesus os “resumiu” em Amarás a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo, Ele nos deu a dica de uma vida mais saudável, satisfeita e feliz.

Crise-leis-divinas

Aquele que se esquece da Lei do Senhor sofre em dobro

O Senhor sabia que nosso relacionamento com o próximo só melhoraria com a hipótese de desenvolvermos antes um relacionamento com o próprio Deus. Ou seja, além da questão da essência do que fazer, temos a questão da prioridade: o que fazer primeiro, para obter um melhor resultado. Com efeito, os dez mandamentos se dividem em duas categorias principais:
1- Os primeiros 4 mandamentos definem nosso relacionamento com Deus. Indica que fomos criados para adorar ao Senhor. Nada pode ser mais importante que Deus em nossas vidas e nem substituir o reinado de Jesus em nossos corações. Nada deve substituir nosso tempo a sós com DEUS!

Como juiz da terra o Senhor merece reverência. Como Rei, é digno de toda nossa honra. No entanto, nossa cultura está permeada de flagrante desrespeito a Deus, e Seu nome é usado de forma banal e ofensiva por muitos.

Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos.Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.

2- E os últimos seis definem nosso relacionamento com as outras pessoas: protegem os laços familiares e as relações sociais, tais como o que prescreve que filhos devem respeitar os pais, o que condena as relações extraconjugais, abusos sexuais, e os que reprovam velhos conhecidos nossos como a cobiça, o furto e o engano.

Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que SENHOR teu Deus te dá.
Não matarás.
Não adulterarás.
Não furtarás.
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
“Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”

UMA IGREJA QUE ORA

Resultado de imagem para uma igreja orando

A. W. Tozer disse que se muitos comparecessem ao trabalho com a mesma fidelidade com que frequentam o culto de oração não ficariam empregados por muito tempo.  Essa verdade parece universal. Se olharmos para as igrejas que tem culto de oração, e eu estou falando de culto de oração, não de campanhas, veremos as igrejas com muito pouca frequência. A impressão que tenho é que oração e estudo bíblico não agradam a muitos crentes.

O texto que lemos nos mostra Pedro e João, após terem sido libertos, procurando os irmãos para contar-lhes o que havia lhes acontecido e o que os líderes religiosos lhes havia ordenado. Diante do relato dos apóstolos a igreja se levanta em oração pedindo a Deus direção para continuar a fazer o que o Senhor Jesus lhes havia designado a fazer (Mt 28.16-20). Essa atitude nos mostra uma total dependência de Deus e de Sua direção em relação ao que fazer diante do ocorrido.

D. Martyn Lloyd-Jones nos diz que os discípulos oraram porque a única coisa que eles queriam fazer era continuar pregando, ensinando e trabalhando em nome de Jesus, e eles compreendiam que só havia um meio pelo qual poderiam fazer isso: só poderiam continuar se Deus os habitasse. Na oração da igreja nós vemos os crentes fazendo exatamente esse pedido ao Senhor e o Espírito Santo vindo sobre eles mais uma vez.

Entenda uma coisa: Não é lendo as Escrituras nas línguas originais ou em alguma linguagem contemporânea que nos tornaremos cristãos melhores, mas, sim, ajoelhando-nos com a Bíblia aberta à nossa frente, permitindo que o Espírito de Deus quebrante nosso coração. Então, devidamente quebrantados diante do Todo-Poderoso, levantamo-nos e saímos para o mundo, proclamando a gloriosa mensagem de Jesus Cristo, o Salvador da humanidade, disse A. W. Tozer.

A igreja é o povo que busca a Deus em oração nas horas de dificuldades. A oração é arma de guerra. Quando nos curvamos diante de Deus, levantamos diante dos homens. Quando colocamos os nossos olhos em Deus, perdemos o medo da ameaça dos homens. Os apóstolos viram durante todo o ministério de Jesus Ele orando, por isso eles lhe pediram: “Ensina-nos a orar” (Lc 11.1). Eles não pediram para lhes ensinar a pregar, a expulsar demônios, a curar enfermos; eles queriam aprender a orar, porque orar é ter comunhão com o Pai, e tendo comunhão com o Pai as outras coisas são uma consequência.

Mas o que podemos aprender com essa oração da Igreja Primitiva diante das ameaças recebidas?

A PRIMEIRA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE NA ORAÇÃO DEVEMOS RECONHECER A SOBERANIA DE DEUS (At 4.24a)

A religiosidade tem sido um dos maiores fracassos na vida de muitas pessoas dentro de nossas igrejas. A religiosidade tem levado muitas pessoas a pensarem que são verdadeiros cristãos, que conhecem a Deus, que o servem. No entanto, a religiosidade cega às pessoas de verem quem elas realmente são e quem é Deus verdadeiramente.

Conhecer a Deus é mais que conhecer tradições religiosas. É mais que ser criado em uma determinada denominação evangélica. É muito mais que guardar preceitos da palavra de Deus como fazia o jovem rico (conf. Mc 10.17-31). Também não é ter experiências religiosas (tem gente que se emociona, se arrepia); mas isso não é conhecer a Deus e nem a Sua soberania.

- Conhecer a Deus é saber que Ele é um Deus vivo e todo-poderoso. A Igreja reunida se dirige a Deus o chamando de Soberano. Esta era uma forma como se dirigiam a Deus no Antigo Testamento.
Aqui a palavra utilizada no grego é “Despotes”, que quer dizer “Soberano Senhor”, termo usado para denominar um proprietário de escravos e uma autoridade de poder inquestionável. O Sinédrio podia fazer ameaças e proibições, e tentar silenciar a igreja, mas a autoridade deles estava sujeita a uma autoridade maior. Os decretos dos homens não podem passar por cima dos decretos de Deus.
A Bíblia nos diz que no ano da morte do rei Uzias, o profeta Isaías entra no templo para orar e tem uma das maiores revelações de todo o Antigo Testamento, ele contempla a glória do Senhor. Nos diz o texto assim:
«No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça» (Is 6.1-4 – ACF).

Nós não estamos à mercê dos homens, nós estamos debaixo da potente mão de Deus. Nada acontece sem que Ele não saiba e nada acontece sem que Ele não permita (Is 42.12-26; Is 66.1; Sl 113).
Como disse R. N. Champlin: “Precisamos, portanto, aprender a confiar em Deus como aquele ser supremo que controla todas as coisas, e que faz tudo cooperar juntamente para o bem de suas criaturas, e, sobretudo, de seus escolhidos”.

- Conhecer a Deus é saber que Ele é o criador de todas as coisas (At 4.24b). A Bíblia nos mostra que podemos conhecer a Deus através da Sua criação (Sl 19.1-6; Rm 1.18-21; At 14.15, 17.24), Ele não se ocultou do ser humano, muito pelo contrário, a natureza nos revela que existe um criador, um sustentador e um legislador.

D. Martyn Lloyd-Jones nos diz que Deus não começou a viver quando Jesus Cristo nasceu! Deus sempre era e sempre será; Deus é eterno. A encarnação é simplesmente um ponto divisor. Você não começa em Jesus Cristo. O Deus em quem eu creio é o Deus de Gênesis: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. O cristianismo do Novo Testamento começa com Deus o Criador. cf. (Hb 11.3; Jo 1.1-3).

- Conhecer a Deus é saber que Ele é o Senhor da revelação (At 4.25,26). Foi este Senhor Soberano que profetizou nos Salmos os esforços dos reis do mundo para se rebelarem contra Ele e o Messias. O pensamento implícito é, claramente, que é fútil para os homens urdir tramas contra o Deus que não somente criou o universo inteiro como também previu estas coisas vãs [8]. Durante o momento de oração Deus revela a Sua Palavra, Ele mostra que o que estava acontecendo era o que fora profetizado por Davi no Salmo 2. O que estava acontecendo, na verdade, era um cumprimento profético.

- Conhecer a Deus é saber que Ele é o Senhor da história (At 4.27,28). O que aconteceu com Jesus não foi obra do acaso, mas foi o que o Senhor já havia decido de antemão que acontecesse. O Senhor tem a história em Suas mãos. Como nos falou Paulo em Gálatas 4.4: «Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei» (Gl 4.4 – ACF). A palavra “tempos” nesse versículo remete ao desenrolar de todos os tempos deste mundo, e a sua “plenitude” corresponde ao “tempo determinado pelo Pai”, que o apóstolo havia mencionado em (Gl 4.2). É o tempo exato estabelecido por Deus antes da fundação do mundo, no qual Seu Filho viria trazer salvação. Toda a história anterior convergia para este momento, o da chegada do Filho de Deus no palco da história humana.

Esta oração, inspirada pelo Espírito Santo, reconhecia que os líderes judeus estavam na mesma classe dos povos do mundo exterior que estavam sempre a enfurecer-se, conspirando contra Deus e contra Jesus. Herodes Antipas, Pilatos, os gentios e o povo de Israel verdadeiramente se reuniram em atitude hostil contra o Santo Servo de Deus, Jesus. Todavia, eles só podiam fazer o que a mão de Deus e a Sua vontade tivessem determinado de antemão que fosse feito. Eles eram, entretanto, responsáveis por seus feitos, desde que, livremente, escolheram realizá-los.

A Igreja Primitiva acreditava firmemente na soberania de Deus e em Seu plano perfeito para o seu povo. Convém observar, porém, que não permitiam que sua fé na soberania divina anulasse a responsabilidade humana, pois davam testemunho fiel e oravam. Quando o povo de Deus perde o equilíbrio e enfatiza excessivamente a soberania de Deus ou a responsabilidade humana, a igreja perde poder. Mais uma vez, somos lembrados das palavras sábias de Agostinho: “Ore como se tudo dependesse de Deus e trabalhe como se tudo dependesse de você”.

Portanto, era assim que a Igreja Primitiva entendia o Deus da criação, da revelação e da história, cujas ações características são resumidas em três verbos: “fizeste” (v. 24), “disseste” (v. 25) e “predeterminaste” (v. 28).

A SEGUNDA LIÇÃO QUE APRENDO QUE NA ORAÇÃO DEVEMOS PEDIR INTREPIDEZ PARA PREGAR A PALAVRA (At 4.29,30)

Esta é uma oração ousada, mas não vingativa. Eles não pedem a morte de seus inimigos. Não pediram fogo de céu para destruir os seus inimigos (Lc 9.51-56). Uma igreja que ora alcança maturidade espiritual. E esta maturidade nos é mostrada aqui de três formas.

- A Igreja pede que o Senhor olhe para as ameaças dos Seus inimigos. Assim como o Sinédrio estava perseguindo a Igreja, posteriormente, Saulo de Tarso fez a mesma coisa. Só que ambos estavam perseguindo o Senhor Jesus através da Sua Igreja, por isso que eles pedem que o Senhor olhasse para suas ameaças.

Não oram para que suas circunstâncias fossem alteradas, nem para que seus inimigos fossem depostos dos cargos. Antes, pediram para que Deus lhes desse poder para fazer o melhor uso possível das circunstâncias e realizar o que Ele havia determinado. Não foi uma demonstração de “fatalismo”, mas de fé no Senhor da história que tem um plano perfeito e é sempre vitorioso. Pediram capacitação divina, não uma rota de fuga; e Deus lhes deu o poder que precisavam.
Não quero dizer com isso que seja errado pedir livramento ou mesmo a intervenção divina nas situações adversas. Não é isso. O que devemos entender é que nem sempre o Senhor irá nos livrar dos problemas; por isso que devemos pedir ao Senhor capacitação para suportá-los e continuarmos em frente testemunhando dEle. Veja por exemplo o apóstolo Paulo com seu “espinho na carne” (2Co 12.7-10).

Hernandes Dias Lopes citando Warren Wiersbe nos diz que a verdadeira oração não consiste em dizer a Deus o que fazer, mas pedir que Deus faça sua vontade em nós e por meio de nós. É pedir que a vontade de Deus seja  feita na terra, não que a vontade humana seja feita no céu.

- A Igreja pede intrepidez na Palavra. Os apóstolos não perderam o foco, eles continuavam vendo a necessidade de ousadia na pregação da Palavra. Eles sabiam que eram falíveis, eles estavam cônscios de suas fraquezas naturais, por isso eles pedem na oração intrepidez para continuarem pregando a Palavra do Senhor.
D. Martyn Lloyd-Jones diz que a obra do Espírito Santo é tornar possível que esta mensagem seja proclamada e pregada com santa ousadia.

«Hoje muitas igrejas deixaram a Palavra e começaram a pregar as novidades do mercado da fé. Deixaram o evangelho da graça para pregar a prosperidade. Deixaram a mensagem da cruz para pregar os supostos milagres realizados por supostos homens de Deus. Deixaram de pregar o arrependimento para pregar a autoajuda. Deixaram de pregar o novo nascimento para pregar prosperidade financeira. Deixaram de pregar o evangelho para pregar outro evangelho. A Igreja anunciava com intrepidez a Palavra, não um engodo demarketing. A Igreja precisa voltar à Palavra».

  - A Igreja pede confirmação da Palavra pregada por meio de sinais. No final do Evangelho de Marcos nos diz que “os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a palavra com os sinais que a acompanhavam” (Mc 1620 – NVI).
Hoje nós temos visto dois extremos de igrejas, umas que se tornaram tão ortodoxas e teológicas que ficaram áridas em relação aos milagres. Dizem com todas as letras que o tempo do milagre acabou. Que quando morreu o último apóstolo foram enterrados com ele todos os milagres que outrora o Senhor operava.
Outras já agem de forma contrária a tudo isso. Rejeitam a ortodoxia e a teologia e se embrenham pelos milagres pregando as mais hediondas heresias.
Recentemente eu vi um vídeo em que um suposto pastor iria orar e consagrar o copo d’água das pessoas que o estava o assistindo pela TV. Caso a pessoa não tivesse água podia ser pinga, cachaça ou vodka que ele iria consagrar! Há muitas pessoas brincando com as coisas de Deus e usando Seu nome de forma indevida.

Aprendemos aqui com os apóstolos que a Igreja deve buscar a confirmação da Palavra pregada, seja com conversões, seja com milagres. O Senhor não mudou. Ele e o mesmo, ontem, hoje e para sempre (Hb 13.8).
Eles não queriam milagres por causa dos milagres, mas como oportunidades para pregar o evangelho e como sinais para que o povo reconhecesse que Jesus, na verdade, ressuscitara dentre os mortos.

A TERCEIRA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE O SENHOR CONFIRMA A ORAÇÃO DA IGREJA A REVESTINDO DE PODER (At 4.31)

“Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus”.
O Senhor respondeu positivamente a oração da Igreja, e foi de forma imediata. O texto nos mostra que ocorreram três coisas:

- Tremeu o lugar em que estavam reunidos. Foi notável o efeito da oração. O aposento em que estavam reunidos tremeu como se houvesse um terremoto. Este era um dos sinais que indicavam a teofania no Antigo Testamento (Êx 19.18; Is 6.4) e teria sido considerado um início da resposta divina à oração. O lugar foi abalado, e isso fez de todos eles mais inabaláveis.

Esse ocorrido mais uma vez nos mostra que o livro de Atos é um livro de experiências, por isso não podemos fazer teologia em cima dele. Quantas experiências notáveis vários irmãos já nos contaram que tiveram enquanto oravam. Desde visões a ouvir o Senhor falar de forma audível.

O Pastor José Satírio dos Santos da Assembleia de Deus conta em seu livro Missão em Cúcuta – Colômbia, que quando teve o chamado para ser missionário neste país teve uma experiência ímpar que o impactou tremendamente. Ele conta que depois do culto de domingo, na hora de se recolher para dormir, como de costume, ajoelhou-se ao lado da cama para orar. De repente, ele teve uma visão onde ele fora transportando para uma cidade da Colômbia. Ele conta que foi guiado até uma casa por um homem e ali eles entraram e foi convidado a lanchar com ele. Havia ali uma moça, por volta de uns dezesseis anos que os serviu: café com leite, queijo, pão e manteiga. Na visão eles oram agradecendo o alimento. Quando ele leva o pão com queijo à boca, aparece diante dele uma espécie de pergaminho onde se lia uma frase em espanhol: Dios, yo he visto uma tierra feliz! Que traduzido quer dizer: Deus, eu vi uma terra feliz! Nisso ele volta a si em seu quarto, e quando ele se dá por si ele percebe que havia pão e queijo de verdade em sua boca.

Só mais outro exemplo. Eu conheço um pastor batista, da mesma convenção que sou, CBB, que foi convidado a ir ao monte orar com alguns irmãos; embora ele não fosse muito a favor disso, foi com eles. Chegando lá ele me contou que teve uma experiência tremenda. Ele disse que viu ao seu redor e onde eles estavam tudo estava brilhando após ele ter orado. Ele me disse que pegava folhas no chão e elas simplesmente brilhavam em sua mão, e que no momento em que desceram de lá tudo havia desaparecido.

Eu poderia contar outras experiências que já ouvi de homens de Deus que vivenciaram enquanto oravam, mas creio que estas duas são suficientes.
Entenda uma coisa: uma coisa é termos uma experiência enquanto oramos, outra coisa é fazermos teologia em cima disso.

- O Senhor encheu todos os presentes, mais uma vez, com o Seu Espírito. A experiência de Pentecostes parece se repetir mais uma vez. Todos os presentes foram cheios do Espírito Santo. Na verdade o que houve foi uma renovação da plenitude do Espírito Santo, a fim de preparar os crentes para a obra que o Senhor iria realizar através deles.

- E anunciavam corajosamente a Palavra de Deus. Não há evangelização eficaz sem o poder do Espírito Santo. Charles Spurgeon subia as escadas do púlpito da igreja do Tabernáculo em Londres, dizendo: “Eu creio no Espírito Santo, eu dependo do Espírito Santo”. Sem o Espírito Santo nem uma alma pode ser convertida. É mais fácil um leão tornar-se vegetariano do que uma pessoa converter-se a Cristo sem a obra do Espírito Santo. Fazer a obra de Deus sem o poder do Espírito é o mesmo que tentar cortar lenha com o cabo do machado. Precisamos ser continuamente cheios do Espírito. O enchimento de ontem não serve mais para hoje (At 2.4; 4.8; 4.31). Sem o Espírito Santo não pode haver intrepidez na pregação da Palavra.

CONCLUSÃO

Orar é uma necessidade da igreja e de cada crente. Só podemos atingir a maturidade espiritual orando e estudando a Palavra, do contrário, seremos crentes fracos e sem autoridade espiritual. Como já dizia os antigos: “Muita oração, muito poder, pouca oração, pouco poder”.


O nome de Jesus Cristo não perdeu o poder, mas muitos do povo de Deus não têm mais esse poder, pois deixaram de orar ao Deus soberano. “Nada está além do alcance da oração, exceto o que está fora da vontade de Deus”. Como sugeriu R. A. Torrey, o conhecido evangelista e educador: “Ore por grandes coisas, espere grandes coisas, trabalhe para alcançar grandes coisas, mas, acima de tudo, ore”.

Silas Figueira

28 setembro 2016

UMA CURIOSIDADE INÉDITA SOBRE JONAS

Resultado de imagem para Deus dagom

Para compreendermos o significado dos acontecimentos do livro de Jonas capítulo 3 é necessário saber que os ninivitas adoravam o deus-peixe, Dagom, parte humano e parte peixe. Eles acreditavam que ele tinha saído do mar, fundado sua nação e que lhes enviava mensageiros do mar de tempos em tempos.

Se Deus, pois, houvesse de enviar-lhes um pregador, nada mais razoável que trouxesse seu plano para o nível de conhecimento dos assírios, mandando-lhes um profeta que saiu do mar! Sem dúvida muitos viram Jonas ser tirado do mar e acompanharam-no a Nínive, servindo de testemunha do fato inédito.

Há dois argumentos suplementares que confirmam a veracidade desse acontecimento. Em primeiro lugar,‘Oannes’ é o nome de uma das encarnações do deus-peixe. Esse nome, com J inicial, é a forma de escrever ‘Jonas’ no NT. Em segundo lugar, houve, por muitos séculos, uma colina assíria chamada ‘Yunnas’, nome assírio, que significa Jonas, e foi o nome dessa colina que deu aos arqueólogos a primeira pista de que possivelmente a antiga cidade de Nínive estivesse soterrada sob essa colina.

O arqueólogo Botta associou ‘Yunnas’ com Jonas e, assim, começou o trabalho de escavação, e encontrou os muros da cidade.

Nota: Infelizmente, em 2014 o E.L (grupo terrorista Estado Islâmico), publicou que havia destruído o “Nebi Yunus”, ou seja, o túmulo do profeta Jonas que estava em uma mesquita na cidade de Nínive. A notícia foi confirmada alguns dias depois por autoridades internacionais. 

Aprendemos com isso que Deus procura salvar o homem de todas as formas, sempre respeitando a nossa maneira de pensar e até mesmo as nossas debilidades e idolatrias, para que no final, entendamos que somente Ele é o Senhor, e somente através Dele é que vem a salvação e a vida eterna. Foi assim com Nínive e é assim até hoje.


Fonte: Christian Worker’s Comentary, by Dr. Gray

27 setembro 2016

CIENTISTAS AFIRMAM QUE OS IMPLANTES DE MICROCHIPS 'RFID' EM SERES HUMANOS "NÃO SERÃO OPCIONAIS"


Cientista britânico e outros colegas dizem que um novo mundo com massas de populações de pessoas informatizadas é iminente e inevitável. 

"Chips implantáveis têm o potencial de mudar a própria essência do que é ser humano", diz Gasson. "Não é possível interagir na sociedade de hoje de forma significativa sem ter um telefone celular. Acho que implantes humanos irão pelo mesmo caminho. Será tal a desvantagem não ter o implante que, essencialmente, não será opcional."

As tecnologias especificamente projetadas para rastrear os seres humanos se encontram em desenvolvimento durante as últimas décadas.

No mundo virtual, o software agora é capaz de observar em tempo real, chegando inclusive a fazer previsões sobre nosso comportamento futuro e enviar sinais às estações responsáveis de supervisão, dependendo de como os algoritmos de computador interpretam nossas atividades. Isto, por si só, é um cenário preocupante.

No entanto, o que é mais alarmante é que está acontecendo no mundo real. De acordo com os pesquisadores que trabalham em microchips implantáveis para o uso humano, é só uma questão de tempo antes que os dispositivos tenham aceitação generalizada. Vejam um trecho do artigo do jornal australiano Sydney Morning Herald:

Provavelmente, neste momento você não esteja usando microchips RFID. Se sim, você está enviando um sinal que contem um número de 15 dígitos que o identifica. Este número pode ser lido por máquinas chamadas "leitores de RFID". Que inclusive estão em todas as partes. 
O cientista cibernético Dr. Mark Gasson, da Universidade de Reading, na Grã-Bretanha, se tornou o primeiro ser humano a ser infectado com um vírus de computador, depois que injetou em si mesmo um microchip em 2009 para controlar dispositivos eletrônicos em seu escritório.
Gasson e outros cientistas dizem que um novo mundo com populações em massa de pessoas informatizados é iminente e inevitável.

"Ele tem o potencial de mudar a própria essência do que é ser humano", diz Gasson. "Não é possível interagir na sociedade de hoje de forma significativa sem ter um telefone celular. Acho que implantes humanos irão pelo mesmo caminho. Será tal a desvantagem não ter o implante que, essencialmente, não será opcional."

Veja o vídeo. Altere o idioma para o que lhe convir


Sua primeira reação a esta ideia poderá ser de descrença. Não há formas de que a sociedade aceite um dispositivo assim. Por que alguém iria querer um implante deste tipo?

Pense por um momento até onde chegamos. Durante décadas, os americanos tem rechaçado a ideia de poder ser rastreados ou interceptados.
No entanto, hoje em dia, quase todos os americanos tem um telefone celular como você. Eles são tão comuns que são considerados um direito, até mesmo pressionam o governo a oferecer descontos para aqueles que não podem pagar por um.

Cada um de nossos telefones funciona como um chip RFID, pois tem um rastreamento através do GPS ou triangulamento de sinal de todos os nossos movimentos. Como se isso não fosse suficiente, o microfone e a câmera que estão em todos os nossos telefones podem ser ativados de forma remota pelos serviços de segurança da polícia, o qual é possível desde a década de 2000. O mesmo vale para notebooks.

Mas apesar da intrusão destes dispositivos, eles são aceitos no geral por milhões de pessoas no mundo todo. Não é só isso, ninguém teve que nos obrigar a tê-los. Estamos, aparentemente, torturando a nós mesmos. E já pagamos um bom dinheiro para comprar o melhor dispositivo de rastreamento que o mercado tem a oferecer!

Para desconectar-se da "rede" simplesmente se livre de seu telefone celular. 

Mas a direção em que estas novas tecnologias vão monitorando, junto com a contínua expansão de vigilância por parte do governo, irão sugerir que a tecnologia do microchip RFID, em algum momento, seja obrigatória.

Michael Snyder do site "The Truth Wins", perguntou "O que você pode fazer quando você não puder mais comprar ou vender sem a apresentação de identificação biométrica?"

Esta tecnologia vai continuar a se expandir, e será cada vez mais difícil de ser evitada. E é mais fácil imaginar o que um governo tirano possa fazer com este tipo de tecnologia. Se quiserem, poderão literalmente utilizá-la para realizar um rastreamento dos movimentos e das ações de todos.

Um dia, esta tecnologia será provavelmente tão difundida, que não será possível abrir uma conta bancária, obter um cartão de crédito, ou inclusive comprar algo sem antes implantar o chip na mão ou no rosto.

 É difícil de imaginar que a população se submeta voluntariamente à escravidão digital. Mas, no caso da desintegração do direitos e da privacidade dos EUA, o certo é que se converta em obrigatório do dia para noite.

Primeiramente, a tecnologia deve em primeiro lugar ser aceita pela sociedade. Começará a se espalhar como produtos de consumo em tempo real, como o Google Glass. As gerações mais velhas também podem rejeitar, mas em alguns anos, você pode apostar que centena de milhões de adolescentes, crianças e adultos jovens vão correr pelas ruas com óculos de sol esportivos de aspecto interativo, capazes de navegar na Internet e capazes de gravar qualquer coisa online para ver e carregar instantaneamente.

Então, como já estamos vendo os primeiros "cobaias", os microchips RFID sendo implantados sob a pele, serão oferecidos para fazer tudo, desde o acesso aos edifícios para uma segurança máxima à compras na loja da esquina.
Finalmente, uma vez que o conceito seja aceito geralmente pela maioria, se tornará em nosso novo "código de imposto". Para ter acesso aos serviços oficiais, os humanos terão que ser marcados. Sem o reconhecimento, não será possível comprar uma cerveja e muito menos receber ajuda médica ou ter licença para dirigir.

Gostemos ou não, este é o futuro que tentarão nos impor. Cada coisa que você comprar e cada passo que der, será feito o rastreamento por um passivo microchip de 15 dígitos, o que significa que a única maneira de "apagá-lo", será eliminá-lo fisicamente de seu corpo.

Basicamente, em breve vamos viver em um mundo de constante supervisão. Nossos filhos e nossos netos, ou pelo menos a maioria deles, estarão provavelmente, não apenas sujeitos ao sistema, mas também vão pagar um preço alto, para que eles também possam "interagir com a sociedade de maneira significativa".

COMENTÁRIO DE WÁLDSON:

Prezados irmãos, diante da Matéria, vamos nos atentando para o iminente fim do tempo da igreja de Cristo aqui na terra.
E não vai demorar mesmo que Ele venha.

Os sinais indicam e essa nova tecnologia é uma realidade da qual não poderemos escapar. Ela é real e passará a ser uma necessidade a todo  cidadão.

Dias de trevas, vêm sobre a terra. O nosso desejo e esperança é que Jesus nos tire daqui, antes que venha essa perseguição-obritatoriedade para se viver na sociedade.

Jesus nos advertiu sobre esse tempo e Paulo, em pelo menos,  três de suas Cartas, aborda o assunto dos Tempos dos fins.

Meus irmãos, não nos contaminemos.
evitemos de cair na 'sutil cilada de Satanás".

Meu abraço.

Vivam vencendo, na companhia de Jesus!!!

Seu irmão menor

Fontes: As sublinhadas de azul ao longo da Matéria









26 setembro 2016

PROGRAMA CAMINHOS DA REPORTAGEM - "AMAI-VOS UNS AOS OUTROS"


Resultado de imagem para programa caminhos da reportagem tvbrasil

Caminhos da Reportagem traça um panorama das Igrejas que recebem a comunidade LGBT de braços abertos.

A repressão, em muitos casos, começa em silêncio, com o desvio de olhares na igreja. Em seguida, vêm os comentários e a proibição de exercer tarefas simples, como cantar. Até que um dia o fiel desiste de frequentar o templo, onde não se sente acolhido. O que fazer para seguir com a crença na religião que condena as relações homoafetivas?

O Caminhos da Reportagem entrevistou pastores que enfrentaram o preconceito e criaram Igrejas inclusivas.

“Onde está o pecado entre duas pessoas que se gostam, que se relacionam sexualmente de uma forma responsável?”, pergunta Padre Beto, que foi excomungado da Igreja Católica e hoje é o líder religioso da Igreja Humanidade Livre, em Bauru.

A pastora Lanna Holder viajava o mundo testemunhando a “cura” de sua homossexualidade e se considerava uma “ex- lésbica”. Até que conheceu a cantora gospel Rosania Rocha. As duas fiéis evangélicas se casaram e fundaram uma Igreja com sede em São Paulo. “Eu poderia viver a vida inteira um celibato, mas a minha sexualidade sempre iria ser aquela. Eu nasci assim”, diz Lanna Holder.

O Caminhos também ouviu dois deputados federais. Um deles é da chamada “bancada da Bíblia” e outro teve que deixar a Igreja Católica por ser homossexual. Entre os entrevistados estão pastores homossexuais e conservadores contrários às relações homoafetivas. Daniella Campos, transexual surda, assiste ao culto evangélico com a ajuda do religioso Silas Rosa, intérprete de libras e também homossexual.

Veja o vídeo:

25 setembro 2016

JOSUÉ, UM HOMEM-DOM

Resultado de imagem para perseverança

Acordei triste por saber que mais um pastor suicidou-se. Desta vez no campo presbiteriano. Homem valoroso, esse pastor em Minas gravou cds de hinos e cânticos infantis. Deu cabo de sua vida com um tiro. Que mundo é esse em que vivemos? No início do ano dois pastores batistas fizeram o mesmo. E multiplicam-se os casos desta grande anomalia religiosa: Cristo, pregado como solução para a vida, não soluciona os problemas existenciais de pastores contemporâneos!

Recordei-me de uma pregação do Pr. Arthur Alberto de Mota Gonçalves, de saudosa memória. Pregou ele sobre o texto bíblico que dizia que "Cristo, subindo ao alto deu dons aos homens". Dizia que tais dons não eram apenas capacitações, mas homens chamados e capacitados por Deus para uma tarefa especial, "homens-dom".

O Pr. Josué Nunes de Lima, de saudosíssima memória, foi um destes homens-dom. Pastor da Igreja Batista em Jardim Brasil, capital paulista, fez dela a sua catedral. Por mais de 40 anos a pastoreou, sendo o instrumento de Deus para consolidá-la como uma das grandes congregações bíblicas do Brasil.

Eu o conheci. Eu primei de sua amizade. Eu passei horas a receber o seu aconselhamento. Josué deixou em minha alma marcas profundas e até hoje eu lamento a sua ausência; não que reclame de que tenha sido recolhido pelo Senhor, mas lamento que ele tenha ido tão cedo e que tenha deixado uma lacuna tão grande em mim. Josué me faz falta!

E por que o considero homem-dom?

Quero alistar algumas razões que me convencem desta afirmativa.

01. UM CRENTE VERDADEIRO - Josué era crente de fato. Ele não era um mentiroso. Ele não iludia o auditório. Ele não se mascarava com a fé. Ele cria. Eu o vi orar! Eu o vi chorar na presença do Senhor! Eu o vi adorar a Deus de forma verdadeira! Ele levava Deus a sério. Seguia e ensinava a Bíblia com toda a segurança de quem cria. Josué era crente.

02. UM PASTOR AUTÊNTICO - Ele não ocupava o cargo de pastor; ele não "estava" pastor; ele ERA um pastor. Sua postura, sua palavra, sua presença, seu olhar, seus conselhos, sua prestatividade, sua sabedoria, sua inteligência, sua cultura, sua maneira religiosa de tratar com brandura e com seriedade todos os assuntos faziam dele um pastor autêntico. Nenhum membro de sua igreja ficava sem uma visita, ainda que a congregação fosse grande. Seu gabinete pastoral estava aberto a semana inteira e qualquer um poderia ir e conversar com ele o tempo que quisesse. Ele fazia questão de manter o gabinete num nível de solo, de fácil acesso, para que crianças, idosos, jovens e todo o povo tivesse facilidade em procurá-lo. Estava no nível do povo. Era enérgico, mas era pai. Era severo, mas também misericordioso. Josué era um autêntico pastor.

03. UM AUTO-DIDATA E ESTUDIOSO - De origem humilde e com trabalhos árduos (até carregador de cereais foi), não encarou tais limitações como fim em si mesmas, mas como obstáculos que deveria ultrapassar. E como os ultrapassou! Tornou-se um homem culto, um homem acadêmico, um autêntico educador! Formado, condecorado, mestre, tornou-se um orador de categoria e de primeira linha! Nas convenções batistas estaduais era de praxe que todos esperassem os relatórios das comissões de Josué, só para ouvir-lhe dizer: "Amados irmãos, recebam o nosso fraternal amplexo". Como falava bem! Como era forte a sua voz! Como era clara a sua mensagem! Claro, ousado, lógico, preparado, absolutamente seguro e ancorado nas páginas das Escrituras Sagradas. Assim era o Josué acadêmico.

04. UM CONSELHEIRO DE PASTORES - Josué foi presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Estado de São Paulo, sucedendo o saudoso Pastor Rubens Lopes. Após a sua gestão, não deixou de ser líder e de ter em sua casa um autêntico posto de aconselhamento, um confessionário, um local onde os ministros encontravam alguém com quem repartir as suas dores, as suas dúvidas, alguém que era presente e que estendia a mão! Quantos obreiros foram abençoados com indicações de Josué! Quantos não receberam os seus cuidados, fosse com orientações, fosse financeiro, fosse de apoio em momentos de crise! Josué era um homem do povo, chamado para o ministério e entendia plenamente os seus colegas! Um ministro presente e essencial!

05. UM CLÁSSICO - Josué era um pastor batista à moda antiga. Formado por uma teologia fundamental e crescente (estudava muito e sempre mais), jamais arredou o pé dos fundamentos bíblicos da vida cristã e da orientação eclesiástica. Não permitia modernismos em seu culto, ainda que sua igreja tivesse dezenas de jovens! Promovia o culto cristocêntrico, a liturgia reformada, a prédica cristã bíblica, a hinódia sadia, a comunhão espiritual e bíblica. A Igreja Batista em Jardim Brasil tornara-se um referencial doutrinário e exemplar do que era um autêntico culto batista clássico. Sabia ser forte, sem perder a ternura e a simplicidade de homem do campo. Josué era um pastor legítimo!

06. UM HOMEM POBRE - Josué nunca se valeu do evangelho para enriquecer-se. Pelo contrário, tudo o que tinha era para o Reino de Deus. Recebia o seu salário, mas acabava por repartir com os que precisavam, além de sustentar os seus filhos queridos. Em sua casa era comum receber diversas pessoas que iam tomar café ou fazer as suas refeições ao lado do pastor amado. Sua primeira esposa, irmã Albertina, era uma anfitriã maravilhosa, meiga, querida, amorosa e espiritual. Juntos o casal Nunes de Lima enriquecia a muitos, mesmo tendo tão pouco! Não tinha posses na Terra, porque estava ajuntando uma fortuna no Céu! Não passava privações, pois a igreja o amava. Mas não usava de seu gabarito e popularidade, como muitos hoje, para fazer carteiras de sustento através de preços de conferências.

07 - UM HOMEM RESPEITADO - Comendador por 3 vezes de organizações humanitárias e filantrópicas, membro de juntas missionárias, diretor de institutos de educação teológica, partícipe ativo de amigos do bairro, conferencista em diversas partes do país e algumas vezes na Europa, recebido na casa de autoridades públicas e empresários, era um homem por demais respeitado. No bairro todos o conheciam e admiravam. Josué começara a pastorear a igreja quando ainda as ruas eram de lama e brejo; o ônibus não chegava no local e era necessário, com a família, caminhar na lama. Lavava os pés à entrada e ministrava. Construiu a sua casa naquele lugar ainda primitivo. Cresceu com ele. Era morador veterano, amado, querido e respeitado. Todos sabiam onde era a casa do pastor, em cuja fachada havia uma bíblia aberta com um versículo. Comerciantes, feirantes, professores, empresãrios, moradores, vendedores, todos tinham afeto e respeito pelo Pr. Josué.

08 - UM CONCILIADOR - Quantas crises a igreja e a denominação enfrentaram ao longo de sua carreira! Josué era procurado insistentemente por todos, pois sua palavra, sua atuação e sua maneira de colocar as coisas eram claras e não ofendiam ninguém. Era capaz de jogar água na fervura e de retirar a lenha para que o fogo se apagasse. Era um conciliador, um diplomata, um promotor da paz. Na igreja não permitia focos de intrigas ou de confusão. Com seu paternal cuidado e com a Bíblia em mãos, conseguia a paz tão necessária e o progresso da Obra do Senhor. Como Josué era precioso!

09 - MEU ESPELHO - Não sou um Josué. Eu nem tentei imitá-lo. Fui criado Wagner. Contudo, quem o conheceu e vê uma ou outra mensagem gravada onde sou o preletor, consegue identificar algo de Josué em minhas prédicas. Claro, ele foi um modelo precioso para mim! Ajudou-me, orientou-me, aconselhou-me, puxou-me a orelha, fortaleceu-me nas muitas crises que já atravessei. Inspiro-me nele para pregar, não no sentido de copiá-lo, mas de sua retórica forte, contundente e autêntica, firme e fundamentada na Bíblia. Josué deixou em mim marcas profundas e eu sou grato a Deus por este homem-dom.

Fui um bem-aventurado. Eu conheci Josué Nunes de Lima. E se o Pr. Arthur afirmou em sua pregação que Deus dá em Sua graça alguns homens-dom nas gerações, posso dizer com plena convicção: o Pr. Josué Nunes de Lima foi um destes homens. E ainda hoje, após alguns anos de sua partida, continua a ecoar através do testemunho deixado, da obra realizada, do exemplo vivido e da graça na qual firmou a sua própria vida.

Quero ser também um homem-dom; não um homem que carece de sentido na vida. Não importa quantas sejam as nossas lutas, não importa por quanto tempo tenhamos que atravessar provações e privações. Importa que o Deus Eterno quer usar a nossa vida na edificação de outros e na continuação da mensagem do evangelho que traz vida e salvação. Se eu um dia for um porcento do que Josué foi, estarei feliz, pois Josué era um imitador de Cristo (imitador no sentido de procurar viver como o Senhor).

Quero sê-lo também.

E bendito seja o Deus eterno, nosso pai, doador dos dons, inclusive dos homens-dom!

Wagner Antonio de Araújo

JOSUÉ, UM HOMEM-DOM - ADENDO

UM ADENDO
O primeiro parágrafo diz respeito à minha tristeza pelo suicídio do Rev. Aroldo Telles, da Igreja Presbiteriana em Minas Gerais, segundo informações da mídia(http://www.plox.com.br/policia/pastor-aroldo-telles-morre-em-ipatinga). o pastor Josué Nunes de Lima, pelo contrário, viveu toda a vida sem nenhuma relação com isso. E
Escrevi o texto como consolo para mim mesmo, no sentido de contrapor, diante de um suicida, um outro, cuja vida foi pautada pela fé, pela entrega e pela vida.
Que fique claro. Um foi o suicida, outro foi o homenageado em meu texto.
Do autor.