20 abril 2014

HÁ ALGUMA COISA ERRADA COM PAULO?

 

É isso que eles fazem, controlam pessoas e transformam a mentira em verdade, usando de vãs sutilezas para enganar os membros que não estudam por si só, porque são ensinados a somente obedecer o Papa e que só a ICAR é habilitada para interpretar a bíblia, de acordo com suas TRADIÇÕES religiosas. 

Tinha alguma coisa errada com Paulo em (Col. 2:8) dizendo para que ninguém ficasse preso à filosofias e Tradições humanas?

Parece que eles esqueceram também do ensino citado em 1 Cor. 4:6 " ...aprendais a não ir além do que está escrito...". Eles esqueceram não só desses pontos mais de vários outros referentes à palavra.

Paulo nos advertiu: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." Gálatas 1:8.

"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;" 2 Tim. 4:3.

Graça e Paz! http://www.facebook.com/AVerdadeEAVida?directed_target_id=0

O 'EVANGELHO' MALDITO

 
 
 
A epístola aos Gálatas foi escrita para salvar o cristianismo do legalismo judaico. Seu assunto continua atual, pois em qualquer época há sempre o risco de alguém, ou um segmento da igreja se inclinar para o legalismo religiosos.

I. O APOSTOLADO DE PAULO
“Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos” (Gl 1.1).

Paulo começa a sua epístola com as saudações de costume (ver Rm 1.1-7 e a Introdução às Epístolas).

Neste versículos, Paulo se apresenta-se como apóstolo (= enviado), como em todas as sua outras epístolas, deixando claro que foi nomeado como tal por Jesus Cristo e por Deus Pai (cf. At 9.3-6; 26.15-18). Portanto, a mensagem que anuncia não é invenção humana. (Cf. também Gl 1.11-12).

Este é o prefácio da defesa de seu ministério que será defendido nos capítulos 1 e 2. Havia um questionamento sobre o seu ministério ser menor que o do apóstolo Pedro. Os 12 apóstolos tiveram contato direto com Cristo, Paulo não. Porém, o Cristo que se encontrou com Paulo já estava ressurreto. Quando esteve com os discípulos, Jesus era homem e Deus, com Paulo, era somente Deus!

II. A DEFESA DE PAULO
Paulo alega que seu ministério “não tem parte com homens” e “nem por intermédio de homens”. Com isso, ele se defende de uma acusação (1.10). É necessário que Paulo utilize da autoridade do nome de Cristo e de Deus Pai, que são formulações de fé, para combater seus os inimigos do evangelho.

É comum: “apóstolo de Jesus Cristo” ou “apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus” (1ª Co 1.1), ou “como servo de Jesus Cristo” (Fl 1.1). Sua fé está totalmente baseada no sacrifício de Jesus Cristo (1.34), chamando a todos que entender os benefícios desse sacrifício a dar-LHE “Glória pelos séculos dos séculos”.

Paulo começa a defesa de seu ministério, apresentando a defesa de sua fé. Paulo tem certeza que o seu ministério é bem sucedido porque está totalmente fundamentado no sacrifício vicário de Jesus: Ele agrada a Deus por ser servo de Cristo (1.10).

A grande maioria dos líderes labuta para defender seus cargos, seus interesses, suas tradições. Os ministros foram chamados para uma vocação santa e digna, mas para ministrar as Verdades da Santa Palavra de Deus e defender a Noiva de Cristo contra os ataques do diabo e de seus ministros. Todavia, isto não é priorizado se as mensagens são apenas bajulações de comodismo, deixando de lado a pregação genuína do Evangelho.

III. O ESPANTO DE PAULO
“Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (1.6-9).

Paulo apresenta o motivo de sua carta: havia um grupo de irmãos que estava perturbando (1.7) o pleno entendimento do Evangelho de Cristo. Esses “falsos irmãos” eram considerados judaizantes porque defendiam que o Evangelho, para ser perfeito deveria praticado juntamente com a Lei de Moisés, ou seja, retornar ao LEGALISMO, e assim pregavam outro evangelho (1.6). Paulo tem uma clara constatação: Os gálatas ainda estavam agindo como bebês na fé, tal qual um neófito, inconstantes na fé que receberam.

Paulo está admirado com a susceptibilidade dos gálatas aos argumentos dos oponentes. Eles também foram chamados para o evangelho de Cristo, mas tão depressa mudaram para “outro evangelho”, isto é, um evangelho adulterado. A Bíblia afirma claramente que há um só Evangelho, “O Evangelho de Cristo”, e esse Evangelho nos veio pela revelação de Jesus, e pela inspiração do Espírito Santo. Mas alguns vos inquietam vos perturbam, e querem mudar o Evangelho. O Evangelho é definido e revelado na Bíblia, a Palavra de Deus. Evangelho quer dizer: “Boas Novas de Salvação”.

Deus “chamou” os gálatas, por meio do Evangelho de Cristo para o novo estado salvício (1.6s; 5.8), para o estado da “graça de Cristo” ou de “Deus” (1.6; 2.21; 5.4). Este estado fundamenta-se unicamente na “cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (6.14). Agora, contudo, existe o perigo de que os gálatas já tivessem caído dessa graça (1.6; 5.4), pelo fato de serem seduzidos pelos judaizantes (1.7; 3.1; 5.10), terem eliminado o escândalo da cruz (5.11), crendo que o evangelho ensinado por Paulo, precisasse de um complemento (5.3; 6.12).

Paulo advertiu os Gálatas que o evangelho que os pregadores estavam ensinando era “outro” (gr. allos) “um outro tipo, diferente”, “o qual não é outro”. O verdadeiro evangelho, que vem de Deus, segundo Cristo, e não casado com a lei.

Este evangelho diferente consistia não somente em crer em Cristo, mas também ligar-se à fé judaica mediante a circuncisão (5.2), as obras da lei (3.5) e a guarda dos dias judaicos (4.10).

Paulo, então, faz duas declarações:

A. Ainda que um anjo venha do céu e diga algo além do que ele pregou, seja anátema (maldito).

B. Se alguém fizer semelhante ao anjo, também seja anátema. Ou seja, ser humano ou celeste não tem supremacia sobre o que Cristo ensinou e Paulo que retransmitiu na íntegra.

A palavra “anátema” (gr. anathema) significa alguém que está sob maldição divina, condenado à destruição e que será alvo da ira divina e da condenação eterna. Aqueles que corrompem o evangelho, Paulo chama-os de “Anátema”, ou “maldito”. O fato de o apóstolo amaldiçoar duas vezes esses hereges mostra a seriedade do assunto. Estavam propagando outro evangelho, privando os cristãos da liberdade com que Jesus nos libertou, transferindo para o homem a honra e a glória que pertence exclusivamente a Deus, oferecendo a salvação por meio de recursos humanos. Eis porque Paulo foi tão contundente com esses hereges.

Malditos (“anátema”) são todos que pregam um evangelho contrário à mensagem que Paulo pregava de acordo com a revelação que Cristo lhe dera (vv. 11-12). Quem acrescenta ou tira algo do evangelho original e fundamental de Cristo e dos apóstolos, ficam sujeitos à maldição divina: “Deus tirará a sua parte do livro da vida” (Ap 22.18-19).

Deturpar o Evangelho é uma forma de iniqüidade, e é abominável, anátema, condenável à perdição eterna.

O apóstolo Paulo, inspirada pelo Espírito Santo, revela a atitude, de julgamento e indignação para com aqueles que procuram perverter o evangelho original de Cristo (v. 7) e mudar a verdade do testemunho apostólico. Igual atitude evidenciava-se Jesus Cristo contra os falsos líderes religiosos que rejeitavam em parte a Palavra de Deus, substituindo a revelação divina por suas próprias idéias e interpretações (Mt 23; Mc 7.6-9).
Os Gálatas eram filhos na fé de Paulo e, além disso, o apóstolo amava de verdade. Paulo estava lidando com algo muito nocivo à igreja. Diante disso ele precisava realmente ser muito duro com eles. Aqui ele deixa claro que não tinha nada pessoal contra eles; o assunto tinha a ver com a verdade do evangelho.
Os fariseus estavam perturbando a outros e distorcendo a verdade enquanto espalhavam heresias doutrinárias. Sua mensagem herética era que os gálatas cristãos deviam permitir que Moisés terminasse o que Cristo havia começado. Em outras palavras, a salvação não vem pela fé apenas ela exige obras. O empreendimento humano deve acompanhar a fé sincera antes que você possa ter certeza da sua salvação. Continuamos a ouvir esse “evangelho diferente” até hoje e ele é uma mentira. A teologia que defende a salvação apoiada no desempenho humano não representa boas novas, e sim, um engano. É heresia. Atingiu o ponto crucial do problema: a situação de distanciamento do Evangelho em que se encontrava a Igreja.
O Evangelho que Paulo apresenta aos Gálatas (1.9), é o tema central apresentado na forma concreta do evangelho ensinado por Cristo Jesus.

Em 1.11-12, ele volta com o assunto dos versículos 1.8-9: O apóstolo deixa claro que ele não é um anátema. Faz-nos lembrar que seu encontro com Cristo no caminho de Damasco, At 9.2-3, foi o início de um grande período de aprendizado. Ele relembra que, como judeu, foi um praticante improdutivo e perseguidor da igreja (1.13).
O Senhor Jesus fez uma única vez e por todos um sacrifício perfeito! E muitos pela sua fé em obras e coisas materiais e homens etc. estão desfazendo o que o Eterno fez no Filho a salvação! A única coisa de que precisamos é: sermos merecedores dessa vitória já conquistada por Cristo! E não em dias, homens que são idolatrados, coisas materiais e etc. Tudo o que está aí vai desaparecer! A única coisa que é eterna é a nossa nefesh (alma) e o nosso rûah (espírito) e isso levamos conosco: A nossa bondade ou ruindade em ações e pensamentos do “coração”! Por isso mesmo não devemos mudar a salvação que já nos foi dada! Devemos sim sermos mais do que merecedores dessa salvação! Pois a fé é misturada a coisas materiais desse mundo e isso está muito errado!

Para os reformadores, somente a Escritura Sagrada tem a palavra final em matéria de fé e prática: Sola fide – fé somente.

A salvação que começa com amor de Deus estendendo-se à humanidade perdida e é em prática pela morte e ressurreição de Cristo resulta em todo o louvor sendo dado a Deus. Mas, a salvação que inclui ritos e práticas humanas, trabalho árduo, esforço pessoal e até mesmo rito religiosos distorce as boas novas porque o homem recebe a glória e não Deus. O problema é que ela apela para a carne.

Deus ordena os crentes a defender a fé (Jd 3), a corrigir os errados com amor (2ª Tm 2.25-26) e a separarem-se dos falsos mestres, que na igreja negam as verdades bíblicas fundamentais ensinadas por Jesus e os apóstolos (Rm 16.17-18); 2ª Co 6.17). Essas verdades incluem: a salvação pela graça mediante a fé em Cristo como Senhor e Salvador efetuada pela expiação através de sua morte e do Seu sangue (Rm 3.24-25; 5.10).

IV. O EVANGELHO QUE PAULO RECEBEU E PREGOU
“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo. Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (vvs. 10-12).

Falsos mestres foram aos gálatas, procurando persuadi-los a rejeitar os ensinos de Paulo e aceitar “outro evangelho”. Os judaizantes, um grupo de judeu legalista da Igreja Primitiva, (que não respeitaram o concílio de Jerusalém At 15), tentavam casar a mensagem da salvação em Cristo com o contexto da lei mosaica (Dt 4.2). Cristãos imaturos criam nos ensinos distorcidos dos judaizantes. Esses ensinos envolviam outros ensinos além da justificação pela fé. Falsos ensinos continuam sendo muito persuasivos.

Na falta de entendimento do sentido do evangelho, por outro lado, cria-se uma igreja imatura que dificilmente experimentará um crescimento normal não sendo capaz de transmitir o evangelho de forma que faça sentido ao restante do grupo. Um dos grandes desafios que temos perante nós hoje é aprender com o nosso passado e pregar um evangelho que faça sentido na sociedade.

A falta de critério sadio e benéfico no corpo de Cristo tem trazido sérios prejuízos á Igreja, pois estão deixando de lado a Palavra de Deus para seguir suas regras, conceitos pessoais e denominacionais.

Os acusadores do apóstolo diziam que Paulo procurava agradar aos gentios pregando-lhes uma mensagem e, da mesma forma, aos judeus, pregando outro evangelho. O apóstolo declara que seu compromisso era com Deus, e não com os homens (v. 10).

“Aquilo que anunciamos a vocês não se baseia em erros ou em má intenção; e também não tentamos enganar ninguém. Pelo contrário, sempre falamos como Deus quer que falemos, porque ele nos aprovou e nos deu a tarefa de anunciar o evangelho. Não queremos agradar as pessoas, mas a Deus, que põe à prova as nossas intenções” (1ª Ts 2.3-4 - NTLH).

A mensagem de Paulo era fiel, verdadeira e sem engano. A sua doutrina era sã, pura e inalienável, pois seu compromisso era com Deus e não com os homens.

Uma grande falha da igreja nos dias de hoje, é a tendência de algum líder que procura acomodar o evangelho as doutrinas humanas (tradições) como meio de salvação. O apóstolo Paulo sabia que isto acabaria destruindo a mensagem de Cristo. Paulo esforça-se para mostrar aos crentes que o simples evangelho é suficiente para suprir as necessidades deste mundo. É tudo que o ex-fariseu Paulo tem usado em qualquer ocasião no estabelecimento do reino de Deus. Ele prega nada mais do que Jesus Cristo crucificado, morto, mas ao terceiro dia ressurreto.

Uma situação semelhante existe hoje. Há pregadores que aceitam as hipóteses e as especulações tradicionalistas ou filosóficas tais como humanismo, legalismo, liberalismo de doutrina, sem questioná-las, colocam o Evangelho dentro de suas idéias. A mistura deste todo não é Evangelho, mas sim, uma distorção da verdade, feita pelos homens. O Evangelho de Cristo não deve ser de modo algum, acomodado a qualquer sistema humano.

Todo e qualquer movimento religioso que põe a revelação particular e a experiência pessoal acima da revelação divina através da Bíblia Sagrada, cai em graves erros de interpretação da doutrina cristã. É o que está acontecendo com determinadas igrejas cristãs nos dias atuais. Vão além do que está escrito: Paulo estava percebendo que a exigência de guardar a lei na igreja dos gálatas estava além do Evangelho, isto é, adulterando o Evangelho genuíno de Jesus Cristo. Quaisquer ensinamentos, doutrinas ou idéias originados em pessoas, ou revelações, que não estejam expressos e mediante a Palavra de Deus, não podem ser incluídas no Evangelho. Misturá-los com o conteúdo original do Evangelho é transtornar ou adulterar o Evangelho, e esses não herdarão o reino de Deus. (1ª Co 6.9-10).

Por isso que o apóstolo Paulo comenta dizendo:

“Pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a Palavra de Deus; antes recomendamos à consciência de todo o homem na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2ª Co 4.2).

“Ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para própria destruição deles. Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, decaiais da vossa própria firmeza” (2ª Pe 3.16-17).

A segunda carta de Pedro foi escrita para avisar do perigo de divisões na igreja, causado por falsos mestres, que nela viriam introduzir-se no futuro.

“Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até a ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmo repentina destruição” (2ª Pe 2.1).

O diabo falhou ao tentar a igreja primitiva por ataque externo através das injúrias, injustiças e abusos das autoridades pagãs do Império Romano. Agora, o apóstolo prediz uma tentativa de destruição interna, quando escreve: “haverá entre vós falsos mestres”.

O grande apóstolo, antes do seu martírio em 68 a.D., numa última tentativa, escreveu à igreja despertando-a ao dever de guardar a sã doutrina. Pedro não desejava pregar uma nova doutrina, mas simplesmente exortá-los a estarem vigilantes e bem armados para que ninguém viesse arrastá-los pelo erro destes insubordinados, levando-os a cair da alcançada graça em Cristo, (2ª Pe 3.17). Para evitar este perigo eles precisam “crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (3.18).

O crente deve ter um bom conhecimento da Palavra de Deus, para não ser vítima de heresias. Por isso, cada crente deverá estudá-la com amor e dedicação, de modo sistemático, com a ajuda do Espírito Santo.

V. O MESTRE BÍBLICO DE PAULO
Saulo era um jovem judeu da cidade de Tarso da Cilícia, criado aos pés de Gamaliel, um dos maiores rabinos da sua época (At 22.3). Com o seu profundo conhecimento nas Escrituras do Antigo Testamento, estava preparado para defender o antigo sistema de fé de seus pais. Depois de Yahveh ter revelado que Jesus o Messias prometido nas Escrituras, no caminho de Damasco, ele passou a pregar a Cristo segundo as profecias do AT. O Senhor mostrou-lhe a relação entre a lei e o evangelho quanto à salvação unicamente através da fé em Jesus Cristo.

Paulo era um ardoroso defensor da fé judaica antes de se tornar um defensor da fé cristã.

“Porque não recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo” (v.12).

Ninguém pregou para Saulo de Tarso; foi o próprio Jesus quem apareceu a ele (At 9.3-6, 15). É isso que ele quer dizer, quando diz que não recebeu e nem aprendeu de homem algum. Aqui ele faz uma demonstração da declaração feita em Gl 1.1. Ele reivindica com muito vigor e propriedade a origem divina do evangelho completo que pregava e ensinava.

VI. SUA CONDUTA NO JUDAÍSMO
“Porque ouvistes qual foi o meu proceder outrora no judaísmo, como sobremaneira perseguia eu a igreja de Deus e a devastava. E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais” (vvs. 13-14).

Ele lembra aos seus leitores a sua origem. Era praticante fervoroso do judaísmo, religião dos judeus. Era inimigo implacável de Jesus Cristo; consentiu na morte de Estevão. Perseguiu ferozmente os cristãos não só de Jerusalém, pois estava a caminho de Damasco, no enlaço dos discípulos de Jesus (At 8.1-3; 9.1-2). Assim mostra o seu zelo pelo judaísmo e a sua disposição para exterminar a igreja de Jesus Cristo. No entanto foi alcançado pela graça de Deus. Um homem radical assim, não seria transformado em outro homem com outro conceito de teologia, com outra visão de mundo, se Deus não estivesse nesse negócio. Era impossível ser essa doutrina originada no judaísmo.

Porém o diabo é astuto, como ele havia perdido o seu maior discípulo nessa guerra, passou então usar os falsos mestres para misturar o genuíno evangelho com a Lei de Moisés o qual não é diferente hoje.

VII. PAULO UM VASO ESCOLHIDO
“Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou e me chamou pela sua graça”. (v. 15).

Quando Jesus se revelou a Saulo disse que ele era um vaso escolhido (At 9.15). O apóstolo afirma, muitos anos depois de sua conversão, que já fora escolhido por Deus para esse ministério desde o ventre de sua mãe.

Paulo reconhece a onisciência de Deus ao separá-lo antes de nascer para a obra da salvação (1.15).

VIII. “NÃO CONSULTEI NEM CARNE E NEM SANGUE” (V.16)
É uma referência a seu encontro pessoal com Jesus no caminho de damasco e que não procurou os apóstolos, para ser doutrinado por eles.

“Nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia e voltei outra vez a Damasco. Depois de três anos, fui a Jerusalém para ver Pedro e fiquei com ele 15 dias. E não vi a nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor” (Gl1.17-19).

Ele foi para a Arábia por um longo tempo e daí voltou a Damasco. Paulo não estava com isso menosprezando a autoridade dos demais apóstolos; o que ele estava dizendo é que tinha a mesma autoridade deles. Ele não esteve três anos e meio com o Senhor Jesus no Seu ministério terreno, como os apóstolos em Jerusalém, mas recebeu diretamente do Senhor o seu evangelho. Ele diz: “nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos”.

Deus usou esse homem mais que qualquer um dos apóstolos (1ª Co 15.10). Sua sabedoria sua espiritualidade, seu talento, sua criatividade, seu ímpeto, seu zelo e disposição no trabalho. Somando a isso sua bagagem cultural, o extraordinário conhecimento do Antigo Testamento, com a graça de Deus e a inspiração do Espírito Santo, são a causa da sua teologia.

IX. COMO PAULO SOUBE DE TUDO ISSO? É ISSO QUE ELE EXPLICA EM GÁLATAS 1.11-24
Paulo sabia que os gentios eram o foco de seu ministério. Por isso ele não subiu a Jerusalém (local dos judeus). Lá já havia Pedro e outros para pregar a eles. Está intrínseco que a obra de Deus não era mais restrita aos judeus que por terem a primazia, se tornaram arrogantes e totalmente irresponsáveis com a eleição que lhes foi concedida desde Abraão.

“Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias; e não vi outro dos apóstolos, senão Tiago, o irmão do Senhor. Ora, acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto. Depois, fui para as regiões da Síria e da Cilícia. E não era conhecido de vista das igrejas da Judéia, que estavam em Cristo” (Gl 1.18.-22).

Por ter Paulo consciência do seu ministério gentílico, só pisou em território judeu após 3 anos de ministério e lá encontrou Tiago, irmão de Jesus. O relato dos versos 18 e 19 têm Deus como testemunha. Era importante para Paulo dizer isso porque ele estava sendo um apóstolo focado e obediente. Na verdade, as igrejas da Judéia não o conheciam (1.22), mas sabiam da fama daquele homem que solicitou cartas para perseguir a igreja (At 9.1-2) e consentiu na morte de Estevão (At 8.1).

X. PAULO UMA TESTEMUNHA VIVA DO PODER DE DEUS
“Ouviam somente dizer: Aquele que, antes, nos perseguia, agora, prega a fé que, outrora, procurava destruir. E glorificavam a Deus a meu respeito” (Gl 1.23-24).

Paulo era uma testemunha viva do poder de Deus. Sua vida pregressa foi transformada pelo poder Daquele que agora ele apregoava, sendo assim, os gálatas não poderiam duvidar do poder da Palavra que eles estavam abandonando, porque o próprio apóstolo era um testemunho vivo desse poder e assim, os que conheceram a sua história “Glorificavam a Deus” a seu respeito (1.24).
 
Vejam vocês como o apóstolo Judas chamou alguns pastores:
“Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de amor, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas; ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre. Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra ele.  Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões. A sua boca vive propalando grandes arrogâncias; são aduladores dos outros, por motivos interesseiros. Vós, porém, amados, lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam: No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões. São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito”. – Jd. 1:12 – 19.
“Malditos” é uma expressão forte que ninguém gosta. Pensemos em outras expressões usadas pelos apóstolos:
Paulo escreveu a Timóteo dizendo:
“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;  Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência”. – 1 Tm 4.1-2.
Vejam estas expressões: “Homens hipócritas, mentirosos, homens com a consciência cauterizadas”. Eu penso que o termo “MALDITO” está bem empregado!
Entretanto, muitos desses homens são frutos diretos de um sistema “maldito”. Um sistema que amolda as pessoas às mentiras. Levam multidões a darem suas vidas a essas mentiras. Um sistema que tem por trás um velho conhecido, Satanás!
 

19 abril 2014

UMA LIÇÃO QUE FOI APRENDIDA NA DOR












RELIGIOSIDADE, FANATISMO RELIGIOSO E A ESPIRITUALIDADE


Ritos, confissões, cânticos, manifestações de poder ou milagres, assembleias, eventos, rotinas religiosas, etc. são sinais externos e palpáveis que as pessoas gostam como base para sua fé. Em meio a esses ideais se percebe e se vê ritos sem Deus e rito que terminam criando deuses. Dois mundos distintos e variáveis.
            São essas expressões externas da fé que chamo de religiosidade, as coisas reais que dão segurança da existência daquilo em que cremos e confessamos. Por disso está o perigo de valorizarmos apenas essas expressões externas da nossa fé cristã sem, no entanto, cuidar da parte interna, a espiritualidade.
           A religiosidade é na verdade a insensibilidade do homem religioso à própria Bíblia e os ensinos de Cristo.
            A religiosidade é ainda a prática somente da forma externa da religião e o esquecimento das ações da fé, que resulta do contato amoroso com Jesus e não com um deus que se pode julgar dominá-lo pelos ritos e formulas mágicas. Ela tende a esconder ou disfarçar a realidade interna por trás de atos públicos que dão a impressão de dedicação à causa primeira de Cristo, quando na verdade não há compromisso com o Reino de Deus.

FANATISMO RELIGIOSO
            O fanatismo religioso é sempre irracional e infundado, ou fundado para aqueles que o vivem. Em todos os casos se alimentam de experiências pessoais emocionais, que se tornam egoístas.
            O fanático exalta o exótico, o extravagante, o mundo fora do comum, até mesmo fora da realidade do cristianismo. Mas o fanático é sempre um “fogo de palha”, que impressiona muito no momento, pelo seu ar de inerrância, super “santo”, no entanto, é passageiro.
            O fanatismo separa-nos das outros seres humanos, desprezando o próximo como indigno das mesmas experiências, ou que as experiências dos outros são puras “heresias”. Dessa forma o fanatismo nos distancia do mundo real pelo envolvimento em atividades emocionais, própria ou de outros.
            Em fim, o fanatismo fica contente apenas com suas experiências emotiva e comovente infundada sobre um determinado assunto, uma doutrina “nova” ou doutrinas velhas revistas, um comportamento.
            Jesus reservou suas críticas mais pesadas e suas advertências mais fortes para aqueles que somente se ocupam da religiosidade. Os fariseus ficaram na mira de Jesus, pois eram desses que somente valorizavam a forma externa da religião (Lc 18,9-14).

 ESPIRITUALIDADE
Somos por Jesus desafiado a buscar uma espiritualidade verdadeira. O texto de Êxodo 20,4-6 reconhece o perigo de substituir a fé verdadeira por atos externos. Com isso não quero dizer que não devamos mostrar a nossa fé por elementos externos, longe de mim, fazer assim é bom e enriquece o símbolo cristão. Tendo isso em mente podemos ter nossos atos externo de fé, quando as nossas práticas exteriores, na verdade, são reflexo daquilo que dispomos no nosso interior e do compromisso sério com Deus e sua causa.
O que é quero advertir é que a espiritualidade tem haver com as nossas atitudes, nossas ações decorrentes e motivos com que adoramos a Deus. A espiritualidade é participação ativa e alegre na vida em comunidade, que baseia no compromisso por pela causa do evangelho e tende a ser solidário. A espiritualidade leva-nos a sofrer junto com e por alguém, nos envolvendo com as dificuldades dos outros, a compreender as limitações de quem está caminhando junto com o outro. Opera dentro dos das experiências normais e naturais da vida humana.
A natureza da espiritualidade é duradoura, embora menos espetacular. Leva a pessoa a relacionamentos humanos e compromisso de transformar o sentimento que o evangelho de Cristo causou em nós em atitudes práticas com o próximo. Ela dispensa os significados preconceituosos de emoção.
A espiritualidade é compreendida como algo que faz o homem participar da vida. A vida atualizada, que cria possibilidades diante da finitude.  A espiritualidade como amor é a tendência que conduz à união do que está separado, as nossas diferenças. Esse amor é descrito como a reunião do que está separado, para dar sentido à vida como atualização. Toda experiência de amor, deve estar fundada originalmente numa experiência do ser doadora de sentido para Deus em nós e para o próximo.
A espiritualidade é o amor que reúne os homens pelo bem superior, o bem do próximo, protótipo do amor de Deus pelo homem. Essa forma amorosa é colocada como mais elevada por estar mais próxima do ser do homem e do Ser-Deus.
A espiritualidade é espiritualidade quando nos leva a amar a Deus, independente da forma exterior, e ao próximo, como do nosso amor por Deus, na sua forma mais real. Esse foi o imperativo da pregação de Cristo.

CONCLUSÃO: nosso desafio!
      Sem cair num vazio religioso, somos convidados por Jesus para buscar a verdadeira espiritualidade. Orar, sem, no entanto usar vãs repetições ou aquelas palavras mirabolantes, querendo encantar quem nos ouve orar. Somos chamados a ler a Bíblia, sem nos orgulharmos da nossa capacidade de memorizar muitas passagens bíblicas e da capacidade de utilizar muitas palavras para ganhar outros em argumentos.
            O desafio também é para termos uma participação assídua na Igreja, sem aquela propaganda de nós mesmos. Somos chamados a praticar todos os atos de piedade, mas sem condenar aqueles nossos semelhantes que acompanham nosso ritmo de vida religiosa. Viver a nossa fé, por termos um compromisso sério com a vontade de Deus e a pregação de Jesus, procurando fazer sua vontade com todo o nosso ser, sem desprezar o próximo nem marginalizá-lo.

Abraços.
Vivam vencendo tudo aquilo que te prende ás amarras espirituais!!!
Seu irmão menor.

18 abril 2014

PENTECOSTALISMO NO BRASIL


Amados leitores, o vídeo que você verá logo abaixo, é simplesmente maravilhoso por ser verdadeiro e muito  bem apresentado pelo Pr. Paulo Romeiro, um dos maiores nomes da apologia cristã brasileira e com reconhecimento em diversos outros países. Ele fará uma apresentação do histórico das igrejas Pentecostais(clássicas), e fará também uma exposição do que pensam as mesmas a respeito da Hermenêutica Pentecostal Bíblica.

Suas grandes obras literárias são: Super Crentes, Evangélicos em Crise,Desmascarando as Seitas,Decepcionados com a Graça e Religião e Alienação.

Por isso, peço-lhes que o vejam com carinho e muita atenção.
Muitas informações talvez sejam desconhecidas por você, o que me faz entender que esse já é mais um motivo para que o veja.

Bom proveito.



Viva vencendo a ignorância teológica(bíblica)!!!

Abraços.

Seu irmão menor.

MARTYN lLOYD-JONES - ENTREVISTADO EM 1970

OBAMA ESCOLHE BISPO GAY PARA FAZER ORAÇÃO DE PÁSCOA NA CASA BRANCA

Comentário de Julio Severo: Durante uns 20 anos, Barack Obama frequentou uma igreja evangélica progressista, seguidora da Teologia da Libertação Negra (como se já não bastassem uma Teologia da Libertação Latino-Americana e uma Teologia da Libertação Palestina). Agora, ele governa não apenas como presidente da nação mais poderosa do mundo, mas também como o evangélico progressista (e apóstata) mais poderoso do mundo. Como se fosse pouca coisa a atitude dele durante a Olímpiada de Inverno da Rússia, em que ele propositadamente enviou atletas americanos gays para afrontar os russos e suas leis que protegem as crianças russas contra a propaganda gay, agora Obama insiste na afronta aos cristãos, escolhendo para uma oração litúrgica da Páscoa um bispo evangélico descaradamente imoral e homossexual. Mesmo assim, ele tem recebido apoio de famosos líderes evangélicos progressistas dos EUA. Até mesmo no Brasil, colunistas de revistas evangélicas importantes, como a Cristianismo Hoje, louvam Obama. Se você quer saber o que um evangélico progressista pode fazer por uma nação, olhe para Obama, que está trabalhando para impor a agenda gay no mundo inteiro.
O presidente Barack Obama recebeu na Casa Branca cerca de 150 líderes cristãos no quinto evento anual de Café-da-Manhã de Oração de Páscoa na segunda-feira. Na conclusão do evento, o presidente escolheu profanar a comemoração da Páscoa espontaneamente convidando o primeiro bispo homossexual praticante e declarado da Igreja Episcopal para oferecer a oração de encerramento. Em sua determinação de celebrar gay em tudo na cultura, ao que tudo indica nada é sagrado.
Uma pena que o presidente Obama não estava com vontade de se mostrar bondoso com Louie Giglio, pastor da Igreja Cidade da Paixão em Atlanta. Giglio havia sido selecionado pelo presidente Obama para dar a bênção formal de consagração na inauguração presidencial de Obama em 21 de janeiro de 2013, mas foi forçado a rejeitar o convite por causa da fúria que foi provocada quando os ativistas gays descobriram que ele havia feito uma pregação contra a homossexualidade em meados da década de 1990. Os meios de comunicação prontamente rotularam o incidente como o Imbróglio de Giglio.
O reverendo Gene Robinson expressou que ficou impactado num tuite, acompanhado de uma foto de Obama atrás do pódio: “Presidente dos Estados Unidos ‘prega’ no café-da-manhã de oração da Páscoa. Então, do nada, pede que EU encerre com oração. Ó meu Deus!”
Falando de sua oração improvisada, Robinson indicou que suas palavras foram “totalmente espontâneas! Ó meu Deus!”
“O bispo, de 66 anos, se aposentou de sua diocese em New Hampshire em 2013. Ele agora passa tempo ajudando o Centro de Progresso Americano, com sede em Washington, que lida com questões da agenda gay,” noticiou Newsmax.
Gene Robinson e seu “marido” gay
No passado, até o bispo Robinson tinha a opinião de que o casamento deveria ser definido apenas como a união de um homem e uma mulher. Mas depois ele adotou a apostasia e começou um relacionamento homossexual público com Mark Andrew. Os dois legalizaram sua relação numa cerimônia de “união” civil em 2008, seguida por um culto “protestante,” realizado na Igreja de São Paulo em Concord, New Hampshire. Antes, Robinson teria dito: “Sempre foi meu desejo ser uma noiva em junho.” Oh, faça-me o favor!
Evidentemente, há solidariedade entre camaradas progressistas nessa questão.
Traduzido por Julio Severo do artigo do BarbWire: Blasphemy: Obama Picks ‘Gay’ Bishop for Easter Prayer

17 abril 2014

LIÇÃO 03 - 20/04/2014 - "DONS DE REVELAÇÃO"

TEXTO ÁUREO
 “Porque a um, pelo Espirito, é dada... a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo espírito, a palavra da ciência... e a outro o dom de discernir os espíritos” (1 Co 12.8, 10)

VERDADE PRÁTICA
 Por meio dos dons de sabedoria, ciência e discernimento de espíritos Deus revela o que se acha oculto à sua Igreja

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 CORÍNTIOS 12.8, 10; = 2 REIS 6.11, 12; = ATOS 16.16-18

INTRODUÇÃO

Quando Paulo iniciou o décimo segundo capítulo da carta aos Coríntios, tinha uma preocupação quanto à ignorância dos cristãos daquela cidade sobre os dons espirituais. ?Não quero, irmãos, que sejais ignorantes a respeito dos dons espirituais?. (I Co. 12:1). Ainda hoje a Igreja do Senhor continua em dificuldades a respeito deste assunto tão polêmico. Em algumas igrejas o assunto é esquecido e proibido falar, enquanto em outras , o excesso ultrapassa até o ensino bíblico.

Como a carta não foi direcionada a uma pessoa em particular, mas para a igreja de Corinto na sua totalidade, o conhecimento dos dons espirituais faz parte do crescimento espiritual do Corpo de Cristo. Assim como os cincos sentidos do homem ? Olfato, paladar, visão, audição e tato ? o fazem entrar em contato com o mundo ao seu redor, os noves dons espirituais faz o cristão entrar em contado com o mundo espiritual. Uma pessoa sem um dos sentidos é conhecida como ?deficiente físico?, uma igreja sem os dons é conhecida como ?deficiente espiritual?. Paulo faz uma lista de nove dons colocados em três grupos, mas inseparáveis:

1º) Dons de Revelação ou Conhecimento - São três que revelam algo :
a) Dom da Palavra de Sabedoria;
b) Dom da Palavra do Conhecimento;
c) Dom de discernimento de Espíritos.

Os dons de inspiração - sabedoria, ciência e discernimento de espíritos - são uma das grandes necessidades da Igreja do Senhor em nossos dias. Com eles, a Igreja saberá conduzir-se pela Palavra de Deus, e dificilmente será enganada por qualquer manifestação estranha ou bizarra.

1. O QUE SÃO DONS DE REVELAÇÃO.

1. Definição. Concedidos pelo Espírito Santo, estes dons revelam a sabedoria de Deus de maneira sobrenatural.
São também chamados “dons de saber” ou “dons de revelação”. Tratam-se de habilidades concedidas por Deus para se compreender a essência e o propósito das coisas, e descobrir-se os meios corretos para se realizar o propósito divino em cada vida, discernindo circunstâncias, relacionamentos e pessoas.

2. No Antigo Testamento. Vejamos a manifestação desses dons:

a) Sabedoria. Temos exemplos deste dom nas vidas de José: “Acharíamos um varão como este, em que haja o Espírito de Deus... ninguém há tão entendido como tu” (Gn 41.38, 39).

Moisés e Arão: “Vai pois agora, e eu serei com a tua boca, e te ensinarei o que hás de falar., e eu serei com a tua boca, ensinando-vos o que haveis de fazer”(Ex 4.12,15).

Josué: “E Josué, filho de Num, foi cheio do espírito de sabedoria” (Dt 34.9).
Salomão: “Havia nele a sabedoria de Deus.. e Deus deu a Salomão sabedoria e muitíssimo entendimento .. como a areia que está na praia” (1 Rs 3.8; 4.29, 30) etc.

b) Ciência. Vemos este dom operando nas vidas de:  Bezaliel: “E o enchi do Espírito de Deus... e de ciência, em todo artifício” (Ex 31.3).

Jovens hebreus: “Sábios em ciência, e entendidos no conhecimento” (Dn 1.4).
Hirão: (1 Rs 7.14) etc. “O temor do Senhor é o princípio da ciência” (Pv 1.7).

c) Discernimento. Exemplos do uso desse dom vemos nas vidas de:

Aías: “.. e entrando ela pela porta, disse ele: Entra, mulher de Jeroboão, porque te disfarças assim?” (1 Rs 14.1, 2,4, 6).

Eliseu: “Mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas na tua câmara de dormir” (2 Rs 6.12).
Moisés (Ex 32.17, 18) etc.

3. No Novo Testamento. Sendo usados poderosamente com esses dons temos:

a) Sabedoria. Pedro e João (At 4.13); Estevão (At 6.6, 10); Paulo, (1 Co 2.13) etc. Jesus prometeu-nos esse dom: “Na mesma hora vos ensinará o Espírito Santo o que vos convenha falar”(Lc 12.11, 12).

b) Ciência. Paulo possuía este dom: “O Espírito Santo, de cidade em cidade me revela..”
(At 20.23).

c) Discernimento. Exemplos da operação desses dons: Pedro, no caso de Ananias e Safira (At 5.1-10); Paulo, nos casos de Elimas (At 13.6-12), e da jovem possessa de demônios (At 16.17, 18) etc.


II. DESCRIÇÃO DOS DONS DE REVELAÇÃO

1. A palavra de sabedoria. Manifestação sobrenatural da sabedoria de Deus. Não se trata do resultado de qualquer esforço humano em se conhecer a sabedoria divina (1 Co 2.4, 6), nem tampouco do nosso crescimento espiritual. É um dom de Deus. Através desse dom é-nos revelada uma situação, ou problema específica para que, em palavras e atos, possamos agir de maneira adequada.

Importante analisarmos primeiro o que é a sabedoria. Como ensina o pastor João da Cruz Parente, articulista do Portal Escola Dominical, sabedoria é a “capacidade de tomar decisões corretas”.  Este mesmo pastor transcreveu o que diz a respeito a Bíblia de Aplicação Pessoal, que ora transcrevemos: “Sabedoria significa ‘discernimento prático’. Começa com o respeito a Deus, conduz a um viver correto, e resulta em habilidade aumentada para dizer o que é certo ou errado. Deus está disposto a nos dar esta sabedoria, mas seremos incapazes de recebê-la se os nossos propósitos forem egocêntricos e não estiverem centrados em Deus. Para conhecermos qual é a vontade de Deus, precisamos ler a sua Palavra e pedir que Ele nos mostre como obedecê-la.

Dom da Palavra da Sabedoria (12.8). Trata-se de uma mensagem vocal sábia, enunciada mediante a operação sobrenatural do Espírito Santo. Tal mensagem aplica a revelação da Palavra de Deus ou a sabedoria do Espírito Santo a uma situação ou problema específico (At 6.10; 15.13-22). Não se trata aqui da sabedoria comum de Deus, para o viver diário, que se obtém pelo diligente estudo e meditação nas coisas de Deus e na sua Palavra, e pela oração (Tg 1.5,6).

Alguns, às vezes, chamam este dom de o DOM DA SABEDORIA. Isso não é correto. Devemos dar-lhe o nome que a Bíblia lhe outorga: DOM DA PALAVRA DA SABEDORIA - I Cor 12:8 Deus possui toda a sabedoria. Ele sabe tudo, mas nunca revela tudo quanto sabe; simplesmente nos revela uma “PALAVRA” (UMA PEQUENA PARCELA, OU PARTE, OU FRAGMENTO) de toda a Sua sabedoria. Por isso, não é dom da sabedoria, mas, sim, o dom da palavra da sabedoria que Deus, por meio de Sua onisciência, revela ao homem.

2. A palavra da ciência. Capacidade sobrenatural que propicia uma visão além da esfera material. Através desse dom, a Igreja tem acesso a fatos a respeito de pessoas, circunstâncias e de verdades bíblicas. É a penetração na ciência de Deus (Ef 3.3).

Há diferença entre sabedoria e ciência. Sabedoria é a habilidade de se aplicar bem a ciência; a ciência é a base para a sabedoria. A sabedoria ajuda-nos a sair de dificuldades; a ciência adverte-nos para que não entremos nelas. A sabedoria é o conhecimento em ação; a ciência, o conhecimento em si mesmo. De acordo com a Bíblia, a sabedoria e a ciência devem sempre andar juntas (Ef 1.17-19).

3. O dom de discernir os espíritos. Capacidade sobrenatural de se distinguir as várias fontes das manifestações espirituais. Vivemos em um mundo onde existem imitações. enganos e falsificadores de todo o tipo (At 5.1-11; 1 Tm4.1-4;2Ts2.9; Ap 2.2). Através desse dom, podemos discernir tais coisas, e ver se estas realmente procedem de Deus.

Trata-se de uma percepção sobrenatural, pela qual detectamos a procedência das manifestações espirituais. E um dom de Deus, apropriado para uma ocasião específica, sem o qual a Igreja seria presa fácil de falsos mestres, ensinadores de heresias e de manifestações anti- bíblicas.

A palavra “discernir”, no texto sagrado, traduz, em hebraico, no mais das vezes, o termo “yada’” (???), que o Dicionário Vine diz ter como significado “…(1) saber por observação e reflexão e (2) saber por experiência” (VINE, W.E. Diccionario expositivo de palabras del Antiguo y del Nuevo Testamento exhaustivo. Nashville: Caribe. Em ambos os significados, notamos que se trata de um saber que exige uma prévia reflexão, um prévio julgamento por parte daquele que vem a saber algo. O “discernimento” é, precisamente, um saber que vem de uma distinção, de uma análise, de um julgamento.

MÉDICO PROTESTANTE DIZ: "EU APENAS CORRIJO OS ERROS DE DEUS"

A cantora, atriz e modelo sul-coreana Harisu, uma das pacientes do Dr. Kim Seok-Kwun (Foto: Ahn Young-joon/AP)
A cantora, atriz e modelo sul-coreana Harisu, uma das pacientes do Dr. Kim Seok-Kwun  (Foto: Ahn Young-joon/AP)Conhecido como o “pai dos transgêneros sul-coreanos”, o médico Kim Seok-Kwun desafia os costumes conservadores de seu país. Ele já fez mais de 320 cirurgias de mudança de sexo em sua carreira – acredita-se que seja o maior número de operações desse tipo feitas por um único médico na Coreia do Sul. Cerca de 210 dessas cirurgias foram para transformar corpos masculinos em femininos.
Kim é cirurgião plástico no Hospital Universitário Dong-A, na cidade de Busan, no sul do país. Ele se especializou em deformidades faciais e começou a fazer cirurgias de mudança de sexo em 1986, após ser procurado por vários pacientes homens usando roupas de mulher, que pediram que ele construísse vaginas para eles.
O cirurgião Kim Seok-Kwun com um paciente em seu consultório (Foto: Ahn Young-joon/AP)O cirurgião Kim Seok-Kwun com um paciente
em seu consultório (Foto: Ahn Young-joon/AP)
Protestante, o médico diz que inicialmente se questionou se deveria realmente fazer esse tipo de procedimento. Seu pastor foi contra. Amigos e colegas de trabalho brincaram que ele iria para o inferno.
"Decidi desafiar a vontade de Deus", diz Kim, de 61 anos, em uma entrevista logo antes de operar um monge budista que nasceu mulher, mas toma hormônios e vive como homem há muitos anos. “No início, eu pensei muito se deveria fazer essas operações porque pensava se estaria desafiando a vontade de Deus. Mas meus pacientes precisavam das cirurgias desesperadamente. Sem isso, eles se matariam”, diz. Ele acredita estar corrigindo o que ele chama de "erros de Deus".
Agora, Kim afirma ser um profissional realizado por ajudar pessoas que se sentem aprisionadas no corpo errado. A cirurgia do monge, que não quis dar entrevista, durou 11 horas.
Cantora transexual
A maioria dos pacientes de Kim tem cerca de 20 anos. As cirurgias para transformar homens em mulheres custam de US$ 10 mil (cerca de R$ 22,7 mil) a US$ 14 mil (cerca de R$ 31,8 mil). O procedimento oposto, mais complexo, custa cerca de US$ 29 mil (R$ 65,8 mil).
O médico Kim Seok-Kwun em uma cirurgia de mudança de sexo (Foto: Ahn Young-joon/AP)Sua cliente mais conhecida é a mais famosa transexual do país, a cantora, modelo e atriz Harisu. Segundo ela, a dor que sentiu após a cirurgia que a transformou em mulher em 1995 era “como se um martelo estivesse batendo em seus genitais”. Mas dias depois, ao deixar o hospital, ela se sentiu renascida.
O médico Kim Seok-Kwun em uma cirurgia de mudança de sexo (Foto: Ahn Young-joon/AP)Kim é um pioneiro na lenta mudança na visão sobre sexualidade e gênero na Coreia do Sul, onde mesmo discussões básicas sobre sexo são um tabu para muita gente.
Mas a situação vem mudando. Filmes e seriados com personagens gays se tornaram famosos. Um ator que já foi banido do show business por ser homossexual voltou a trabalhar. Um conhecido diretor de cinema fez uma cerimônia simbólica para se unir ao seu parceiro – o casamento gay não é reconhecido na Coreia do Sul.
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/04/corrijo-erros-de-deus-diz-cirurgiao-que-ja-fez-320-mudancas-de-sexo.html
 
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