02 setembro 2014

EXPONDO OS ERROS DA BÍBLIA NVI / NIV - CONCLUSÃO


A Bíblia é a Palavra de Deus, inspirada, inerrante e infalível. É a base de toda a nossa fé e prática (II Tm 3:16). Por isso o diabo tem investido na tentativa de danificá-la. Todo esforço tem sido feito para corroer a fé na sua inspiração, infalibilidade e autoridade, e na divindade de Cristo. Se olharmos a História, veremos tentativas até de extirpar a Palavra de Deus. Não podendo destruí-la, o diabo tem investido na tentativa de enfraquecer as doutrinas cardeais dela, através das diversas versões, tendo como base fontes não fidedignas. Cabem algumas perguntas: "Por que tantas versões? Qual a origem das novas versões? Por que a Almeida Revista e Atualizada traz textos em colchetes? Por que a NIV suprime versículos inteiros?"

Quando se procura a respeito da origem das novas traduções, descobre-se que são grandemente baseadas na edição de um texto grego feita em 1881 por Westcott e Hort. Estes tomaram como base um grupo de manuscritos que representam uma pequena percentagem dos cerca de 4255 manuscritos existentes. Tal pequeno grupo de manuscritos havia sido rejeitado pela maioria dos crentes através dos séculos, porque não os consideravam dignos de confiança. A edição de Westcott e Hort tornou-se predominante nos modernos meios teológicos, trazendo grande prejuízo para as igrejas fieis. Aquela edição geralmente é chamada de "Texto Crítico" (T.C.) ou (W.H.).

Antes do surgimento do T.C., as traduções tinham como base o "Textus Receptus" (T.R.). Em inglês a versão Rei Tiago e em português a Almeida Corrigida. (Sendo que, em 1994, foi lançada a Corrigida Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana, que é mais fiel aos originais). O T.R. foi organizado por Erasmo em 1516, representando a maioria esmagadora dos manuscritos, sendo usado pelas igrejas Batistas, evangélicas fiéis a Deus. 

Nosso propósito é mostrar que as versões que têm por base o T.C. procuram enfraquecer diversas doutrinas como: divindade de Cristo, expiação por Cristo, Sua morte vicária, etc. Temos como exemplo os diversos textos em colchetes na versão Atualizada, querendo insinuar que podem ou não ser inspirados por Deus, Jo 7:53-8:11. Isto é um acinte à doutrina da preservação, Sl 119:89,152,160; Is 40:8; Mt 24:35; I Pe 1:23-25; Ap 22:18-19. 

Agora, em 2000, será lançada em nosso Brasil a NVI (Nova Versão Internacional). Veja o que está no prefácio da New International Version, na sua 5a impressão (setembro.86), na página vi: "O texto em grego usado na tradução do NT foi um texto eclético... Onde os manuscritos existentes diferem, os tradutores escolheram uma entre as leituras, de acordo com os consagrados princípios da crítica textual do Novo Testamento. Notas de rodapé chamam atenção para aqueles locais onde havia incerteza sobre em que consistia o texto original". Isto é um ataque frontal à doutrina da preservação. Além disso, como fundamentalistas não podemos aceitar versões e/ou traduções que seguem a filosofia de equivalência dinâmica (que violenta o sentido original do texto). Vejam e pasmem com o que está escrito na contra capa do Novo Testamento da NVI, em português, que foi lançado em nosso país em 1994. "Em 1991 deparei-me a primeira vez com a NVI ... Logo verifiquei tratar-se de uma versão altamente precisa ... tendo por princípio na sua tradução, a equivalência dinâmica. ... Considero-a a mais fiel ...". Isto é um diatribe contra a Palavra de Deus.


Vejamos os ataques dessas versões:


Ataques à DIVINDADE DE CRISTO:


(Choque-se comparando a NVI ante a Fiel também em Mc 9:24; Lc 23:42; At 8:37; 1 Co 15:47; Ap 1:11. Ademais, T.C. e NVI extirpam centenas dos títulos divinos: Senhor, Jesus, Cristo, Jesus Cristo, Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, etc.!):

João 3:13 Fiel = "Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, QUE ESTÁ NO CÉU." T.C. e NVI sacam do texto que Cristo "está no céu." Assim, anulam aqui (mesmo que não em toda a Bíblia), que Cristo é onipresente, é Deus! NVI: "Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem."

At 9:5,6 "E ele disse: Quem és, Senhor? E disse O SENHOR: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. DURO É PARA TI RECALCITRAR CONTRA OS AGUILHÕES. (6) E ELE, TREMENDO E ATÔNITO, DISSE: SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA? E DISSE-LHE O SENHOR: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer." T.C. e NVI omitem aqui que Cristo é "o Senhor", é Deus, devemos-lhe imediata e total obediência! NVI ="Saulo perguntou: 'Quem és tu, Senhor?' Ele respondeu: 'Eu sou Jesus, a quem você persegue. (6) Levante-se, entre na cidade; alguém lhe dirá o que deve fazer'."

Rm 14:10, 12 "Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de CRISTO. (12) De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus" T.C. e NVI, no v. 10, adulteram "Cristo" para "Deus". Ora, como o juiz de v. 10 é o de v.12, T.C. e NVI aqui2 anulam uma fortíssima prova da divindade de Cristo, e que é a Ele que os crentes darão conta (para fins de galardoamento)! NVI ="Portanto, você, por que julga seu irmão? Ou por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de DEUS. (12) Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus."

1Tm 3:16 "E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: DEUS se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória." T.C. e NVI (em nota de rodapé) põem em dúvida "Deus", trocando-o por "Aquele que", portanto destruindo aqui2 uma das maiores provas da divindade de Cristo! "Note que a NIV americana já trocou "Deus" por "aquele que", no corpo do texto!... NVI = "Não há dúvida de que é grande o mistério da piedade: aquele que foi manifestado em corpo, justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado entre as nações, crido no mundo, recebido na glória." 

1 João 4:3 "E todo o espírito que não confessa que Jesus CRISTO VEIO EM CARNE não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo." T.C. e NVI aqui2 agradam as falsas religiões, pois anulam que Cristo veio em carne, extirpam que Jesus Cristo (mesmo sempre sendo 100% Deus) encarnou literalmente, teve e sempre terá corpo literal e será 100% homem! NVI: "mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Este é o espírito do anticristo, a cerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo."


Ataques à EXPIAÇÃO POR CRISTO ( E SÓ PELO SEU SANGUE):

Cl 1:14 "Em quem temos a redenção PELO SEU SANGUE, a saber, a remissão dos pecados;" T.C. e NVI tiram aqui2 que foi pelo derramamento do sangue de Cristo que nossos pecados foram expiados, Deus foi propiciado, nossa salvação foi comprada!1 NVI: "em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados." Nunca esqueçamos: He 9:22 "E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão."! 


Ataques à MORTE VICÁRIA DE CRISTO (em nosso lugar!):


1 Co 5:7 "Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado POR NÓS." T.C. e NVI tiram aqui2 que Cristo morreu "por nós", recebendo em nosso lugar o castigo que merecemos Is 53:5! NVI: "Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado."

1Pd 4:1 "Ora, pois, já que Cristo padeceu POR NÓS na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado;" Novamente, é pisado e tirado aqui2 que Cristo morreu "por nós", recebendo em nosso lugar o castigo que merecemos Is 53:5! NVI: "Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado."

Ataques à doutrina da TRINDADE:


1 João 5:7-8 "Porque três são os que testificam NO CÉU: O PAI, A PALAVRA, E O ESPÍRITO SANTO; E ESTES TRÊS SÃO UM. E TRÊS SÃO OS QUE TESTIFICAM NA TERRA: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num." T.C. e NVI arrancam aqui2 a mais explícita e uma das mais fortes provas da doutrina da Trindade!1 "Há três que dão testemunho: (8) o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes." Será que isto não equivale à Bíblia dos Testemunhas de Jeová:? "Porque são três os..."

O rodapé da NVI visa levar a mortal engano, pois a passagem é estabelecida por fortes provas teológicas, gramaticais, lógicas, históricas, de contradição da crítica textual e de consistência com o estilo bíblico. E por pelo menos: várias traduções antiqüíssimas (Siríaca/Pershitta de 150DC, Valdenses de 157 DC, etc.); 22 manuscritos gregos (o 635, de 10** DC; etc.), entre aqueles relativamente poucos que contêm o capítulo e sobreviveram; praticamente todos os códices que também contêm o capítulo e sobreviveram (alguns anteriores ao século IV); e citações de 12 "pais da Igreja" (Tertuliano em 200 DC; etc.). Há um excelente livro exclusivamente em defesa destes 2 versos: "The History of the Debate Over 1 John 5:7-8", Michael Maynard, Comma Publications, 444 págs., 1995.


Ataques à inspiração da BÍBLIA:

Lc 4:4 "E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, MAS DE TODA A PALAVRA DE DEUS." T.C. e NVI extirpam aqui2 que viveremos de cada uma de todas as palavras da Bíblia, e que todas e cada uma delas são inspiradas por Deus! NVI: "Jesus respondeu: Está escrito: 'Nem só de pão viverá o homem'."


Ataques à DOUTRINA DA SALVAÇÃO:


(Choque-se comparando a NVI ante a Fiel também em: Mt 9:13; 18:11):
Mt 20:16 "Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; PORQUE MUITOS SÃO CHAMADOS, MAS POUCOS ESCOLHIDOS." T.C. e NVI aqui2 tiram palavras de modo a gravemente enfraquecer a doutrina da salvação (mais especificamente, do chamamento e da eleição). NVI: "Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos."

Mc 2:17 "E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores AO ARREPENDIMENTO." T.C. e NVI extirpam aqui2 a indispensabilidade de verdadeiro arrependimento, para salvação! NVI:"Ouvindo isso, Jesus lhes disse: 'Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores'."

João 3:15 "Para que todo aquele que nele crê NÃO PEREÇA, mas tenha a vida eterna." T.C. e NVI extirpam aqui2 que quem não crer perecerá (sofrerá eternamente no lago de fogo, esta é a morte eterna)! NVI: "Para que todo o que nele crê tenha vida eterna."

João 6:47 "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê EM MIM tem a vida eterna." T.C. e NVI suprimem aqui2 "em mim", favorecendo o universalismo, que basta crer em algo ou alguém, seja o que ou quem for, não indispensavelmente em Cristo! NVI:"Asseguro-lhes que aquele que crê tem a vida eterna."

At 8:37 "E DISSE FILIPE: É LÍCITO, SE CRÊS DE TODO O CORAÇÃO. E, RESPONDENDO ELE, DISSE: CREIO QUE JESUS CRISTO É O FILHO DE DEUS." T.C. e NVI tiram aqui2 todo o verso do texto principal, anulando que batismo vem depois da salvação, e esta decorre de crer em Cristo e em tudo que Ele disse de Si, inclusive Sua divindade!

At 9:5-6 "E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. DURO É PARA TI RECALCITRAR CONTRA OS AGUILHÕES. E ELE, TREMENDO E ATÔNITO, DISSE: SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA? E DISSE-LHE O SENHOR: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer." T.C. e NVI extirpam aqui2 o que pusemos em maiúsculas, anulando que salvação vem da aceitação de Cristo como Senhor (a quem aceitamos como controlador absoluto) e como Deus! NVI: "Saulo perguntou: 'Quem és tu, Senhor?' Ele respondeu: 'Eu sou Jesus, a quem você persegue. (6) Levante-se, entre na cidade; alguém lhe dirá o que deve fazer'." (O irmão Hélio Silva conta de um missionário americano a quem ele muitíssimo admira e ama, e que usava a boa King James Bible para preparar sermões que ia pregar em português. Com a KJB, ele preparou um excelente sermão baseado no texto que a NVI extirpou. Resultado: confundiu-se todo na hora de pregar, mesmo que tenha tentado usar todas as Bíblia - T.C. brasileiras presentes! Inconsistência! Inconsistência!).

Rm 8:1 "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, QUE NÃO ANDAM SEGUNDO A CARNE, MAS SEGUNDO O ESPÍRITO." T.C. e NVI extirpam aqui2 o que pusemos em maiúsculas, anulando, aqui, que há, sim, condenação (não quanto à salvação mas sim quanto à comunhão, correção, galardão, o ser usado por Deus) para o salvo que andar segundo a carne: At 5:1-10; 1Co 3:12,15; 5:9-10; Gl 5:16-18; 1Jo 3:20-21; 5:16!1 NVI:"Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus,"

1Pd 2:2 "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, PARA QUE POR ELE VADES CRESCENDO." T.C. e NVI anulam o que pusemos em maiúsculas, favorecendo aqui2 o ensino herético que a salvação vem por um processo gradual de crescimento! NVI:"Como crianças recém-nascidas, desejem intensamente o leite espiritual ouro, PARA QUE POR MEIO DELE cresçam PARA SALVAÇÃO."

2Pd 2:17 "Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas ETERNAMENTE se reserva." T.C. e NVI extirpam aqui2 que a condenação é eterna! (sem cessar de existir e sofrer)! NVI:"Estes homens são fonte sem água e névoas impelidas pela tempestade. a escuridão das trevas lhes está reservada."

Ataques à importância do JEJUM BÍBLICO:


Choque-se comparando a NVI ante a Fiel também em: At 10:30-31; 1 Co 7:5):
Mt 17:21 "mas esta casta de DEMÔNIOS não se expulsa senão pela oração e pelo jejum." T.C. e NVI (em nota de rodapé) põem séria dúvida sobre todo o verso, enfraquecendo aqui2 a necessidade da arma oração + jejum. Quem teria interesse nisto, senão o nosso inimigo?! (ver Ef 6:12)

Mc 9:29 "E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração E JEJUM." T.C. e NVI (em nota de rodapé) põem em dúvida "e jejum", enfraquecendo aqui2 que piedoso jejuar é indispensável contra certos demônios. 

FACEBOOK NÃO INVADE APENAS A SUA PRIVACIDADE, ELE PROGRAMA A SUA PERSONALIDADE!


Até onde chega o poder do Facebook,especialmente quando mostra poucos escrúpulos para modificar seu algoritmo? Evgeny Moronov afirma que o Facebook não apenas invade nossa privacidade, mas também invadiu a nossa personalidade.

Até alguns anos atrás (em 2008), quando o Facebook começou a se a tornar a rede social  mas popular do mundo, um artigo do The Guardian questionava as "amizades" do Facebook . Para dar o salto para se tornar uma plataforma de alcance mundial, o Facebook recorreu a sua primeira linha de investidores a In-Q-Tel (o braço empreendedor da CIA) e aPeter Thiel (dono do PayPal, de ideias transhumanistas e membro Bilderberg). Naquela época, havia mais preocupação com a privacidade das informações do usuário, o qual é conhecido por ter acesso a aplicativos de terceiros e agências de marketing. Hoje em dia nos parece pouco alarmante entregar nossa informação ao Facebook até porque, depois dos vazamentos de Snowden, sabemos que em qualquer parte somos vigiados (incluindo sites como Facebook que de maneira voluntária ou coercitivamente tem entregado informação de seus usuários à NSA).

Em algum momento no entanto, não há muito tempo, era quase escandaloso pensar que abriríamos nossas vidas, até mesmo compartilhar nossos detalhes mais íntimos a uma companhia cujo interesse é poder ganhar dinheiro com essa informação, sem dizer, a "amigos" que mal conhecemos. O mesmo Zuckerberg afirmou em conversas gravadas pouco após de ter lançado o Facebook: "as pessoas são estúpidas, simplesmente me dão seu email ".

Em janeiro de 2008, Tom Hodgkinson, o jornalista do The Guardian, escreveu: "O Departamento de Defesa da CIA ama a tecnologia, porque torna a espionagem mais fácil". Hodgkinson claramente suspeitava que o Facebook iria ser usado com essa finalidade (quando tinha menos de 60 milhões de usuários: hoje possui mais de 1 bilhão). Efetivamente, o Facebook foi usado pra nos espiar - de novo com seu consentimento e sim, isso na prática é o que menos importa - e seguramente está sendo usado para nos espiar. Outro prenúncio da participação da empresa de capital de risco da CIA nos primeiros dias do Facebook: este site se tornaria em um laboratório social onde se experimentaria o comportamento dos usuários e se manipularia suas interações possivelmente como parte de um programa de engenharia social - simplesmente para poder ganhar mais dinheiro, tendo mais cliques e vendendo mais publicidade.

Em junho a publicação sem alarde de um estudo mostrou que o Facebook realizou um experimento com 700 mil usuários modificando seu algoritmo - regras invisíveis - para que aparecessem mais posts positivos ou negativos (segundo o grupo) em seus novos feeds. Os resultados mostraram que aqueles expostos a posts positivos se sentiram mais felizes e escreveram mais posts positivos (e mais no total). Isto resultou em mais cliques e mais receita publicitária.

Este experimento gerou um certo alerta entre os críticos. Clay Johnson, o co-fundador do Blue State Digital, a agência que geriu a campanha digital de Obama em 2008, disse: "Poderia a CIA incitar uma revolução no Sudão pressionando o Facebook a promover descontentamento? Deveria ser legal? Pode Mark Zuckergerg combinar o resultado de uma eleição promovendo certos sites?" Perguntas que são todavia, mais alarmantes quando sabemos que o Facebook dorme com a CIA (ao menos uma prima próxima).

Mas, na verdade, a "má imprensa" pouco afetou o Facebook, cujas ações se encontram em seu ponto mais alto. Como aponta o sempre crítico Evgeny Morozov , na realidade nada afeta o Facebook, nem ao menos qualquer questionamento ético. Mas o experimento fornece informação valiosa a Zuckerberg e a seus sócios: podem ganhar dinheiro, inclusive permitindo aos usuários um mínimo respiro de privacidade, sempre que continuem multiplicando os cliques. Agora o Facebook, a companhia que lançou a ideia de que a privacidade era coisa do passado e que todos deveríamos abraçar o social como um envelope transparente onipresente, possui uma ferramenta para avisar aos usuários que estão "compartilhando demais" (oversharing) o que lhes permite ver como estão sendo medidos.

Isto parece ser de novo uma estratégia com uma agenda às escuras, como já aconteceu antes da história do Facebook. Morozov, acusado de tecnofóbico radical (mas provavelmente um dos mais lúcidos observadores da internet), adverte que o Facebook está comprando companhias e desenvolvendo aplicações que registram os movimentos online e offline dos usuários, o que significa que poderá possuir conteúdo mais relevante - conteúdo especialmente dirigido a uma pessoa que está correndo, conduzindo ou andando de bicicleta, por exemplo, como ocorre com o app Moves.

A linha de fundo é que o Facebook não parece ter nenhum escrúpulo em manipular seu algoritmo se isto beneficiar seu plano de negócios ou sua agenda social, e não existe um mecanismo para fazê-lo prestar contas. Outro exemplo das alterações do algoritmo, aparentemente inofensivo e louvável, foi em 2012 quando alterou sua configuração para que os usuários pudessem expressar um status como doador de órgãos, o qual produziu mais de 13 mil registros no primeiro dia. É muito grande o poder de decidir que tipo de iniciativa é boa para a sociedade e qual não. Morozov escreve:

A razão pela qual devemos temer o Facebook e estes tipos de empresas não é porque violam nossa privacidade. é porque definem os parâmetros da massa cinzenta na maior parte invisível da infraestrutura tecnológica que molda nossa identidade. Todavia, não possuem o poder de nos tornar felizes ou tristes, mas seguramente estarão prontos para nos fazer felizes ou tristes se ajudar a gerar mais receita

Esta visão não está longe de um tom distópico - uma distopia totalitária não seria apenas imersiva, mas provavelmente ocorreria sem que nós déssemos dado conta que está acontecendo. Morozov nos pede que nos perguntemos: "O quanto nossa identidade está sendo modificada pelos algoritmos, bases de dados e apps que estendem os esforços políticos, comerciais e estatais para tornar-nos mas felizes - como diz a música distópica do Radiohead - 'mais em forma, mais feliz, mais produtivo'" (fitter, happier, more productive).

Paralelamente, até uns meses atrás, o Facebook tem feito algumas alterações em seu algoritmo, apertando de tal maneira que os posts das fan pages apareçam em menor quantidade a menos usuários, claramente para fazer com que as companhias que buscam receber tráfego ou para que suas mensagens apareçam massivamente, tenham que pagar por seus posts. Esta medida tem golpeado a numerosos sites de notícias, chegando ao ponto que alguns praticamente desapareçam. Como podemos ficar seguros de que o Facebook não privilegia seus algoritmos a sites que pagam mais ou que são mais ideologicamente relacionados, ou simplesmente que gerem mais receita ao fomentar uma espécie de ecossistema favorável para promover esta "felicidade" digital que se traduz em cliques?

O Facebook é, ao menos potencialmente, uma máquina de alcance orwelliano, capaz de censurar e delimitar a realidade. Pouco notamos que isto está acontecendo, vivendo um "efeito aquário" dentro do sistema. O algoritmo transpassa a vida digital e se torna parte de nossa personalidade.


Fontes:



ANOM

Viva vencendo as sutilezas do inimigo, que quer nos enganar!!!

Abraços.

Seu irmão menor.

01 setembro 2014

EXPONDO OS ERROS DA BÍBLIA NVI / NIV - 03




I Pedro 2:2

"A inclusão da expressão grega ("para a salvação" ou "na salvação") é atribuída à crença de que "a salvação vem por um processo gradual de crescimento." Temos aqui um caso em que a tradição textual bizantina (TMaj) apresenta divisão. A leitura da NVI é apoiada por alguns dos principais manuscritos dessa tradição".

Temos então posto um grave problema. "Para a salvação" é MUITO diferente de "na salvação". A primeira expressão indica claramente um destino, um alvo a ser alcançado, algo que ainda não temos, mas que estamos caminhando "para" conseguir. A segunda expressão indica já termos chegado lá, estarmos já "na salvação". É gravíssimo misturarmos estas duas expressões, pois querem dizer coisas completamente diferentes.

A primeira indica exatamente que "a salvação vem por um processo gradual de crescimento", o que é contrário aos rudimentos mais básicos de soteriologia, enquanto doutrina estabelecida pela palavra de Deus. Já a segunda expressão é plenamente aceitável, pois o crescimento espiritual é um fato na vida do salvo e deve ser buscado por cada crente em Jesus Cristo.

Vejamos os versículos como podem ser lidos na ACF (Almeida Corrigida Fiel da Sociedade Bíblica Trinitariana) e na NVI (Nova Versão Internacional):
(ACF) "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo;"
(NVI) "Como crianças recém-nascidas, desejem intensamente o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçam para salvação".

Se no texto da NVI lêssemos "para que por meio dele cresçam na salvação", não haveria qualquer problema doutrinário. O problema está no TC, a base da NVI, que diz "para salvação". E assim por ter sido adotado o TC como base da tradução, temos um sério problema doutrinário incorporado à NVI.

II Tessalonicenses 2:8
"Esta passagem está alistada como umas das "gravíssimas contradições." A NVI é acusada de contradizer Apocalipse 19:20 ao traduzir aqui o verbo grego ou por "matará". Ora, esse verbo indica "consumir " ou "destruir" em Lucas 9:54 (idéia de consumir com fogo) e em Gálatas 5:15 (sentido figurativo). Assim sendo, especialmente em vista de Lc 9:54, a tradução da NVI é aceitável e não configura contradição."

O problema é que a tradução como está na NVI cria, de fato, uma contradição com Apocalipse 19:20, vejamos:
(ACF) "E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados VIVOS no lago de fogo que arde com enxofre." (Ap.19:20, destaque adicionado).

Se foram lançados vivos (zao) não poderiam estar mortos, mas poderiam sim, ter sido desfeitos ou consumidos (analisko), o que tem uma conotação completamente diferente.

I João 5:7-8
"Será que gostaríamos de basear nossa crença da doutrina da Trindade numa passagem que não constava da primeira edição do TR (1516, que o autor de E.E. declara reconhecer como o seu TR, p. 1 do documento) porque Erasmo não a encontrara em nenhum manuscrito grego disponível?"

A doutrina da trindade (trinitariana), não se baseia neste verso, ela vem desde Gênesis 1. Novamente sinto estranheza quanto a esta colocação do Prof. Oswaldo, pois não creio que ele seriamente possa crer que qualquer crente não neófito venha a basear um dos pontos doutrinários cardeais de nossa fé em apenas uma passagem bíblica. Entretanto, esta é uma das passagens que mais claramente nos apresenta esta doutrina, sendo por esta razão tomada e referenciada em praticamente toda apologia8 da doutrina trinitariana.

Quanto à questão do manuscrito, sim, esta é uma das passagens que não se encontravam nos manuscritos utilizados por Erasmo durante a confecção de sua primeira edição do TR.

"A adição da Comma Johanneum em edições posteriores se deveu a protestos iniciados pelos católicos romanos que produziram a Poliglota Complutensiana que, dominada pela Vulgata, incluíra o texto."

Não, a adição da Comma não se deveu à grita católica, mas ao fato de Erasmo ter encontrado base sólida para a sua inclusão. Apesar de haver poucos manuscritos em grego onde pode ser encontrada esta passagem: 61 (séc. XVI), 88 (séc. XII), 221 (séc. X), 429 (séc. XIV), 629 (séc. XIV), 635 (séc. XI), 636 (séc. XV), 918 (séc. XVI), 2318 (séc. XVIII) e 2473 (séc. XVII), ela está extremamente bem documentada nos textos em latim. Está presente em praticamente todos os manuscritos antigos em latim, cujo número chega a exceder o número de manuscritos em grego. Vários pais da igreja citaram a passagem em seus textos: Cipriano (258 d.C), o "Varimadum" a cita (um escrito anti-ariano de autor desconhecido de 380 d.C), Prisciliano (385 d.C), Cassiano (435 d.C) e Cassiodoro (580 d.C), entre outros. Está na Antiga Latina (150 d.C), na Peshita (150 d.C), e na Speculum (550 DC). Ela é também encontrada no credo apostólico usado pelos Waldenses9 e também no usado pelos Albigenses, ambos no século XII. Com isto podemos ver que a passagem tem um suporte textual antigo e forte, apesar de ser minoritária nos manuscritos em grego.

"Nenhum desses é anterior ao século XIV. A passagem não é citada por qualquer dos pais gregos, e sua primeira aparição em grego é num relatório conciliar de 1215."

Como podemos ver pela explanação acima, esta informação do Prof. Oswaldo é incorreta. Vários dos pais da igreja citaram a passagem, há manuscritos do século X (221), do século XI (635) e do século XII (88), e claro sua primeira aparição em grego não foi neste relatório conciliar.

"O aparato indica ainda que os manuscritos gregos que contém a Comma são os seguintes: 221, 2318..."

Até prova em contrário, a NR da NVI não falou inverdade quando disse que o texto da Comma "não é encontrado em nenhum manuscrito grego anterior ao século XII". O ônus da prova se encontra com o autor de E.E.

O 221 é do século X, sendo portanto anterior ao século XII

"Vale lembrar, ainda uma vez, que o Greek New Testament According to the Majority Text também omite a Comma, alistando o TR como a única testemunha a seu favor."

Como foi mostrado acima, há várias outras testemunhas além do TR. E há também sólida evidência interna baseada no próprio texto grego que dá suporte à leitura encontrada no TR. Contudo, seu estudo fugiria ao escopo deste texto.
Marcos 1:2

(ACF) "Como está escrito nos profetas: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. (2) Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas. " (Mc.1:2-3)

(NVI) "Conforme está escrito no profeta Isaías: 'Enviarei à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o teu caminho' (2) 'voz do que clama no deserto: preparem o caminho para o Senhor, endireitem as veredas para ele'." (Mc.1:1-2)

"Em Marcos 1:2, o texto adotado pela NVI exige muito maior firmeza quanto à inerrância do que o do TR. Conquanto minha preferência pessoal seja pelo TMaj (= TR), precisamos reconhecer que o mesmo expediente de alistar dois profetas sob uma única autoria acontece em Mateus 27:9..."

Ora em Mateus 27:9 temos:
(ACF) "Então se realizou o que vaticinara o profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, que certos filhos de Israel avaliaram." (Mt.27:9)

Se atentarmos para o texto vemos que este diz "vaticinara o profeta Jeremias", e não "escrevera o profeta Jeremias", há clara distinção entre falar e escrever, assim, não há contradição, ou erro, quando encontramos o fato não apenas profetizado, mas também escrito pelo profeta Zacarias (Zc.11:12-13).

O mesmo não ocorre em Marcos 1:2. Por esta razão há uma informação incompleta (informação parcial apenas) na passagem tal como está na NVI, já que não foi somente o profeta Isaías (40:3) que escreveu sobre este fato, o profeta Malaquias também o profetizou e escreveu (Ml.3:1).

Assim, apesar de não reconhecermos que o mesmo expediente de Marcos 1:2 tenha sido utilizado em Mateus 27:9, concordamos com o Prof. Oswaldo quanto à sua preferência pela leitura da passagem como é encontrada no TR, que lemos "nos profetas", indicando (como realmente ocorreu) que mais de um profeta escreveu sobre o fato.

Mateus 27:34
"De igual modo, a questão do vinho e do vinagre em Mateus 27.34 reflete a expressão "procurar chifre em cabeça de cavalo." A diferença textual entre vinho e vinagre em grego é mínima () e poderia ser explicada tanto para um lado quanto para outro. O que dizer de Marcos 15:23, no TR, que usa "vinho"? Estará o TR em contradição com Salmo 69:21 [22 no Hebraico], onde surge a palavra "vinagre"? Quem sabe o fato do vinagre bíblico ser nada mais que vinho azedo (ver NVI em João 19:29) tenha motivado esse tipo de ambigüidade inerrante que o autor de E.E. apressadamente (ou por falta de maior destreza exegética) atribuiu à natureza herética da NVI?"

No caso destas duas passagens, temos duas situações diferentes que ocorreram pouco antes da crucificação:

(1) (ACF) "Deram-lhe a beber vinagre misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber." (Mt.27:34).

(2) (ACF) "E deram-lhe a beber vinho com mirra, mas ele não o tomou." (Mc.15:23).

(3) (ACF) "Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre." (Sl.69:21).

Indo ao texto grego, temos:

1. Mt.27:34 - Deram a Jesus Vinagre misturado com Fel, ou "oxos" misturado com "chole". Esta é uma mistura extremamente desagradável de azedo com amargo, a qual Jesus após provar, se recusou a tomar. 

2. Mc.15:23 - Deram a Jesus Vinho com Mirra, ou "oinos" com "smurnizo". Era costume à época de Jesus misturar-se mirra ao vinho de modo a dar-lhe um sabor e uma fragrância mais agradáveis. Esta bebida foi oferecida a Jesus, que a recusou sem sequer prová-la. 

Vemos então duas situações distintas e duas bebidas distintas. Sendo que a referência concordante com o Salmo 69:21 é a passagem de Mateus 27:34. Infelizmente o TC adultera esta passagem em Mateus, colocando a palavra "oinos" onde deveria estar a palavra "oxos", criando com isto uma contradição entre o texto de Mateus 27:34 e do Salmo 69:21 na NVI (que também nesta passagem seguiu o TC), problema este que não ocorre com o TR nem com as Bíblias traduzidas fielmente a partir dele.

O Prof. Oswaldo cita também a passagem em João 19:29. Esta passagem se refere a uma terceira situação que ocorreu pouco antes da morte de Jesus:
(ACF) " Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja, e, pondo-a num hissope, lha chegaram à boca." (Jo.19:29).

A palavra grega utilizada nesta passagem, tanto no TR quanto no TC, e traduzida pela ACF como vinagre é "oxos", e significa exatamente isto: vinagre. Esta passagem concorda com Mt.27:48, Mc.15:36 e Lc.23:36, e em todas as passagens a palavra utilizada é a mesma (ou seja "oxos"), significando sempre a mesma coisa: vinagre. Este é um princípio exegético básico, qual seja: uma mesma palavra em contextos idênticos tem sempre o mesmo significado. E como podemos observar, este princípio básico está sendo seguido pela NVI nas passagens apresentadas abaixo:

(NVI) "Imediatamente, um deles correu em busca de uma esponja, embebeu-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e deu-a a Jesus para beber" (Mt.27:48)
(NVI) "Um deles correu, embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e deu-a a Jesus para beber. E disse: "Deixem-no. Vejamos se Elias vem tirá-lo daí" (Mc.15:36).

(NVI) "Os soldados, aproximando-se, também zombavam dele. Oferecendo-lhe vinagre" (Lc.23:36).

(NVI) "Estava ali uma vasilha cheia de vinagre. Então embeberam uma esponja nela, colocaram a esponja na ponta de um caniço de hissopo e a ergueram até os lábios de Jesus" (Jo.19:29).

Mais uma vez uma afirmação do Prof. Oswaldo me causou estranheza. Isto aconteceu no momento em que afirmou que na NVI a palavra "oxos" em João 19:29 havia sido traduzida como "vinho azedo" contrariando a regra acima enunciada. Posso apenas supor (visto não ter a primeira edição do NT da NVI em mãos) que houve uma falha exegética em sua tradução, e que tal falha teria chegado até a prensa, tendo sido posteriormente corrigida pelo CT antes da publicação do texto completo da NVI.

Mas, o que realmente importa é termos podido ver claramente que vinho é vinho e que vinagre é vinagre, e que estas traduções vem de palavras gregas distintas, com significados distintos e com usos distintos, devendo portanto ter sua correta tradução respeitada em todas as suas ocorrências (e não somente estas palavras, mas todas), sob pena de introduzirmos graves contradições no inerrante texto inspirado por Deus.

(ACF) "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; (17) Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra." (II Tm.3:16-17).

Conclusão

Não podemos de forma alguma sugerir que quaisquer das pessoas que participaram da tradução da NVI tenham comprometimento com uma agenda destinada a denegrir, vilipendiar ou destruir a confiança na inerrância da palavra de Deus.

Mas, podemos afirmar que sua escolha de basear seu trabalho de tradução em um texto espúrio como o que resultou dos esforços dos padres anglicanos Westcott e Hort, estes sim pessoas com posições doutrinárias heréticas (como podemos comprovar pela leitura dos livros "Life and Letters of Fenton J.A. Hort"10 e "Life and Letters of Brooke Foss Westcott"11), resultou em uma obra com vários erros e problemas, introduzidos em grande parte pela base textual escolhida e em outra parte pela filosofia de equivalência adotada. Os textos resultantes sempre que comparados aos textos do TR, ou aos textos de quaisquer de suas traduções fiéis, estão invariavelmente em uma posição de enfraquecimento doutrinário, introduzindo dúvidas em algumas partes e contradizendo-se em outras, e com isto diminuindo a absoluta confiança que os crentes devem ter na inerrância da palavra de Deus.

Não podemos imaginar qual seria a utilidade ou a necessidade de mais uma outra tradução da palavra de Deus (opinião esta que expressamos na introdução deste estudo), mas caso se achasse por bem executá-la, deveríamos então optar pela base textual que tem servido aos crentes durante séculos a fio, causando transformações de vidas e dando crescimento espiritual aos salvos, e esta base é o TR. Tenhamos se não uma única tradução, pelo menos uma única base textual! Não há como convivermos com mais que uma "palavra de Deus", não podemos ter dúvidas sobre o que Deus nos disse, não podemos ficar a cada passo lendo traduções e traduções da Bíblia para depois fazermos uma média e obtermos o que teria sido a palavra de Deus. A palavra de Deus é a palavra de Deus. Ela é única e imutável!

(ACF) "Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão abalados; porém a minha benignidade não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não mudará, diz o SENHOR que se compadece de ti." (Isaías 54:10)
________________________________________
1 Todos os textos bíblicos citados neste estudo foram extraídos da tradução de João Ferreira de Almeida - Corrigida e Revisada Fiel ao Texto Original (ACF), editada pela Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, exceto quando houver sido especificado em contrário.
2 Francisco I foi um rei francês comprometido com a causa protestante, sendo também aliado e colaborador dos protestantes alemães.
3 Conforme John William Burgon em seu livro "The Revision Revised".
4 Colofão é uma inscrição ou ilustração utilizada para separar porções de texto ou posta ao fim de manuscritos ou de livros impressos.
5 Uncial: Designativo da escrita que se originou do arredondamento das letras maiúsculas romanas e era usada principalmente em manuscritos gregos e latinos dos séculos IV a VIII.
6 Cursivo: manuscrito escrito com letra miúda e ligeira.
7 Lecionário: conjunto de passagens da Sagrada Escritura para ser lido na igreja.
8 Apologia: Discurso ou escrito laudatório para justificar ou defender alguém ou alguma coisa.
9 Cristãos fiéis que se recusaram a servir à hierarquia religiosa estabelecida.
10 HORT, A.F., Life and Letters of Fenton J.A. Hort, MacMillan and Co., London, 1896, vols. I,II.
11 WESTCOTT, A., Life and Letters of Brooke Foss Westcott, MacMillan and Co., London, 1903, vols. I,II.

Continua amanhã...

Abraços.



OPRESSÃO ISLÂMICA: NO IRAQUE, CRIANÇAS SÃO OBRIGADAS A BEBER SANGUE DOS PAIS PARA SOBREVIVER




Famílias yazidíes, presas sem água e nem comida nas montanhas de Sinjar, no Iraque, que foi cercada pelas milícias do Estado Islâmico, se veem obrigadas a praticar cortes em seus corpos para que seus filhos possam beber seu sangue. 

As milícias do Estado Islâmico mantêm presas cerca de 40 mil membros da comunidade yazidíes na montanha Sinjar, ao norte do Iraque, depois de te-los tirados de sua aldeia, informa “Internationa Business Times”. Os yazidíes estão cercados nas montanhas a mais de dez dias, os adultos se veem obrigados a praticar cortes em seus braços para que as seus filhos desidratados possam beber o seu sangue. 

Os yazidíes que conseguiram fugir do cerco da milícia do Estado Islâmico e que alcançaram o acampamento improvisado na província de Dohuk, no Curdistão contam as terríveis historias de seus companheiros que permanecem presos pelos islamitas. 

Um homem disse que viu o seu filho de quatro anos morrer de sede, enquanto que uma mulher relatou a emissora britânica Channel 4 que se viu obrigada a amamentar o seu filho de dois meses em uma cabra pois o seu leite tinha secado. Testemunhas afirmam terem visto algumas mulheres yazidies se suicidando pulando das rochas pelo medo de serem estupradas pelas milícias ou feitas de escravas pelo Estado Islâmico. 

Estes acontecimentos trágicos têm constrangido à comunidade internacional. Um representante da comunidade curda na Grã-Bretanha, Taban Shoresh, disse a Sky News que a única maneira de resgatar os presos é por meio de helicópteros. 

As forças armadas estrangeiras têm sido implicadas neste conflito. O presidente dos Estados Unidos Barack Obama, sancionou a realização de uma serie de bombardeios sobre o Iraque com o objetivo de derrotar as milícias do Estado Islâmico. 

Cerca de 130 militares americanos chegaram ao Iraque com a missão de avaliar a crise humanitária que afeta os yazidíes presos nas montanhas de Sinjar. Enquanto isso, as ofensivas dos militares do Estado Islâmico no país continuam. 
Quem são os yazidíes? 

Os iazidis ou Yazidi (também Yezidi; curdo : ?????? ou Êzidî) são membros de uma religião curda com antigas raízes indo-europeias. A maioria de seus seguidores vive em Mosul, na região do norte do Iraque. Existem comunidades tradicionais na Transcaucásia, Arménia, Turquia e na Síria, mas estas têm diminuído desde a década de 1990. Muitos dos seus membros emigraram para a Europa, especialmente para a Alemanha. 

Os yazidi constituíam uma pequena seita, ligada ao Iazdânismo, que resistiu ao Islã durante séculos e era reivindicada como a mais antiga religião do mundo. Dela faziam parte elementos do zoroastrismo, maniqueísmo, cristianismo, islamismo e judaísmo. Os yazidi também acreditavam na metempsicose, como forma de redenção e purificação.

Via:DeOlhOnafigueira

31 agosto 2014

"BIBLIA FRACASSA EM DAR RESPOSTAS", DIZ EX-PASTOR


Bart D. Ehrman, ex-pastor e chefe do departamento de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, considera que a Bíblia fracassa em dar respostas para uma questão fundamental: o sofrimento.
A existência do sofrimento no mundo passou a ser um pensamento obsessivo enquanto ele ainda era pastor e comprometido com o cristianismo e com o seu rebanho. Essa obsessão o fez vasculhar a Bíblia.
“Para mim, o problema do sofrimento se tornou o problema da fé”, escreve Ehrman em “O Problema com Deus”. “Algumas pessoas acham que conhecem as respostas. Ou não se incomodam com as perguntas”.
Ehrman aprendeu nas mensagens bíblicas que Deus, por amor, interfere para socorrer seus fiéis em momentos difíceis. Assim, Ele ajudou o povo escolhido a escapar da escravidão no Egito, curou os doentes e alimentou os famintos.
“Onde está esse Deus agora?”, questiona. “Se Deus interferiu para livrar os exércitos de Israel de seus inimigos, por que não interfere agora quando exércitos de tiranos sádicos atacam de forma selvagem e destroem aldeias, cidades e mesmo países inteiros?”
“Por que uma criança –uma simples criança!– morre de fome a cada cinco segundos? A cada cinco segundos.”
No livro, ele analisa as Escrituras e apresenta uma série ensinamentos conflitantes, principalmente na questão do sofrimento, algo que o autor considera uma dos temas mais fascinantes da humanidade e o que o levou a perder a fé.
Abandonar o cristianismo não foi uma tarefa fácil para Ehrman. “Eu fui embora esperneando, querendo desesperadamente me aferrar à fé que conhecia desde a infância e da qual me tornara íntimo a partir da adolescência. Mas eu tinha chegado a um ponto em que não podia mais acreditar”, conta.
“Eu finalmente reconheci a derrota, me dei conta de que já não podia acreditar no Deus da minha tradição e reconheci que era um agnóstico: eu não ‘sei’ se existe um Deus; mas acho que se houver um, ele certamente não é aquele proclamado pela tradição judaico-cristã”.
da Livraria da Folha
Comentário de Wáldson: Foi me passado essa Matéria por uma querida sobrinha que mora no estado de Goiás. Ela, ao ler, ficou assustada com a conclusão a que chegou o ex-pastor.
Lendo a Matéria, percebí que não seria sem motivo que ela e sei, tantos outros ficaram assustados e admirados. O ex-pastor, tenta a todo custo tirar todo o crédito de Deus, pondo-O numa situação de um carrasco e não de um Deus bondoso e amoroso.
Faltou ao ex-pastor entender que as crianças que morrem de fome, os paises que estão em guerra, as milhares de pessoas que padecem por falta de alimento e tantas outras desgraças que ocorrem a cada minuto em nossa vida, não pode ser atribuídos ao 'descaso de Deus'. Não. O mundo vive, desde o principio com as consequencias que o proprio homem lhe causou.
Haja vista, por exemplo a questão da saude no Brasil: temos recursos, temos ciência e temos tecnologia para oferecer um serviço de saúde de primeiro mundo. Mas isso tem sido feito? Não! De quem é a culpa? Seria de Deus? Claro que não. A culpa é de nossos legisladores e governantes que não têm a minima preocupação em atender ás necessidades mais básicas do ser humano.
Vimos todos os dias nos jornais que pessoas morrem em portas de hospitais, clínicas e ambulatorios por falta de atendimento ou por falta de medicação e em muitos casos por falta de profissionais da área par aos atender.
Deus deixou os recursos, a inteligência e a liberdade para que os nossos governantes façam como queiram. Então, querer tirar a culpa do proprio homem e transferi-la para Deus é no mínimo, covardia.
Me lembro de um texto biblico que diz: "De que se queixa o homem? Queixa-se de seus proprios pecados"

Viva vencendo os apostatas!!!

Seu irmão menor.

Abraços.



EXPONDO OS ERROS DA BÍBLIA NVI / NIV - 02

Em tempos difíceis como os que vivemos, não podemos nos dar ao luxo de perder de vista o que seja a verdadeira palavra de Deus, preservada pelos séculos em uso pelos Cristãos, sendo alimento saudável e vivo a todos quantos a ela recorrerem. Deus prometeu, e tem cumprido, a perfeita preservação de sua palavra através dos tempos:

(ACF1) "Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás." (Dt.12:32)

(ACF) "Os meus dias são como a sombra que declina, e como a erva me vou secando. (12) Mas tu, SENHOR, permanecerás para sempre, a tua memória de geração em geração." (Sl.102:11-12)

(ACF) "As obras das suas mãos são verdade e juízo, seguros todos os seus mandamentos. (8) Permanecem firmes para todo o sempre; e são feitos em verdade e retidão." (Sl.111:7-8)

(ACF) "O conselho do SENHOR permanece para sempre; os intentos do seu coração de geração em geração. (12) Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança." (Sl.33:11-12)

(ACF) "Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles, diz o SENHOR: o meu espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se desviarão da tua boca nem da boca da tua descendência, nem da boca da descendência da tua descendência, diz o SENHOR, desde agora e para todo o sempre." (Is.59:21)

A lista de passagens que tratam deste assunto poderia se estender por páginas. E em todas temos sempre a mesma promessa: - Que a palavra de Deus estará conosco para sempre e que o evangelho de Jesus é eterno:
(ACF) "Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão." (Mc.13:31)
(ACF) "E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo." (Ap.14:6)

Com base neste argumento e com a plena convicção na inerrância, infalibilidade e inspiração divina da palavra de Deus, vem este servo do Senhor responder com mansidão às alegações encontradas no texto do Prof. Carlos Oswaldo Pinto, intitulado "NVI - O difícil caminho em busca de uma melhor tradução":
(ACF) "Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes." (Tt.1:9)

O texto do Prof. Carlos Oswaldo Pinto pode ser lido na íntegra no seguinte endereço na Internet:
http://www.uol.com.br/bibliaworld/nvi/artigo01.htm

História resumida do texto grego recebido (Textus Receptus):
Por muitos séculos antes da "Reforma Protestante", o estudo do idioma grego foi virtualmente inexistente na Europa ocidental, mas em 1453 com a tomada de Bizâncio, capital da parte oriental do antigo Império Romano, por invasores muçulmanos, houve uma debandada de eruditos cristãos do oriente para o ocidente, trazendo consigo cópias de manuscritos das sagradas escrituras em sua língua original, o grego. Este fato reavivou o estudo do grego no ocidente, onde até este ponto circulavam apenas traduções antigas da palavra de Deus feitas a partir de 150 d.C. em Siríaco, Copta, e Latim. A versão em latim da palavra de Deus, conhecida como Vulgata, foi por ordem do Papa Damaso I "corrigida" por Jerônimo, passando a revisão a ser conhecida como a Vulgata de Jerônimo e a ser imposta pelo romanismo em contrapartida à antiga Vulgata latina, contudo destarte os esforços dos romanistas, ainda hoje restam cópias desta antiga versão.

Na geração seguinte de eruditos em grego estava Erasmo de Roterdã, o qual preparou uma edição do Novo Testamento tendo como base vários dos melhores manuscritos gregos trazidos pelos que fugiram de Bizâncio, alguns dos quais estavam disponíveis no momento da tradução, outros que foram copiados durante a preparação para o lançamento de sua Bíblia em Latim, também vários textos dos pais da igreja, os quais faziam referência a textos bíblicos em seus escritos, além da tradução da Bíblia para o Latim (a Antiga Vulgata) e para o Copta. Sua primeira edição impressa surgiu em 1516 e foi seguida por outras quatro edições. Neste meio tempo, tendo início em 1502, foi ordenada pelo Cardeal Francisco Ximenes de Cisneros a compilação uma Bíblia poliglota, o que foi levado a cabo por um grupo de eruditos da Universidade de Complutum em Alcala (Espanha), com base em um outro conjunto de manuscritos bizantinos. O trabalho resultante foi publicado com o título de "Poliglota Complutensiana" em 1522. Mesmo tendo sido realizado por católicos, este foi um trabalho que teve grande valor e qualidade por ter-se atido aos manuscritos gregos que formaram sua base.

Neste ponto entra em cena Robert Estienne (Stephens). Sendo simpatizante da causa de Calvino e homem de grande engenhosidade e habilidade lingüística, não passou despercebido pelo então Rei da França, Francisco I2, que o fez impressor oficial do rei, tendo a incumbência de imprimir várias obras em latim, hebraico e grego.

Na função de impressor do rei, Robert Estienne criou algumas das obras-primas da tipografia francesa, assim consideradas até nossos dias. Em 1539, ele começou a produzir a primeira e considerada a melhor Bíblia hebraica completa já impressa na França. Em 1540, Estienne introduziu ilustrações em sua Bíblia latina. Contudo, ao contrário das ilustrações fantasiosas de eventos bíblicos, ele utilizou gravuras instrutivas, baseadas em evidências arqueológicas, ou em medidas e descrições encontradas na própria Bíblia. Estas ilustrações eram xilogravuras retratando assuntos como a arca da aliança, as vestes sacerdotais, o tabernáculo e o templo de Salomão.

À esta época, Robert Estienne encomendou a Claude Garamond, o maior fundidor de tipos para impressão de então, um tipo grego especial, em três corpos, para que pudesse realizar uma impressão crítica do Novo Testamento em grego, utilizando-se também da coleção de manuscritos pertencentes ao rei Francisco I, e assim, baseando-se principalmente no trabalho de Erasmo e na Poliglota Complutensiana, bem como nos quinze manuscritos pertencentes ao rei, compilou várias edições do texto grego em 1546, 1549, 1550 e 1551. Em 1552 ele retirou-se de Paris para Genebra onde juntou-se definitivamente à causa protestante (vitória da verdadeira palavra de Deus!). 

Embora as primeiras duas impressões do texto grego feitas por Estienne fossem pouco melhores que a obra de Desidério Erasmo, Estienne acrescentou na terceira edição os cotejos e as remissões dos 15 manuscritos do rei, inclusive do Códice Bezae Cantabrigiensis, do quinto século. Esta edição teve aceitação tão ampla, que se tornou mais tarde a base do Textus Receptus, ou Texto Recebido, em que se basearam muitas das traduções posteriores, inclusive a tradução para o português realizada por João Ferreira de Almeida. Sua quarta edição de 1551, é basicamente a terceira edição, mas com a separação do texto em capítulos e versículos, separação esta adotada até hoje em nossas Bíblias.

Baseando-se na edição de Estienne 1551, Theodore Beza, um proeminente teólogo e erudito de Genebra, produziu nove outras edições do Novo Testamento em grego entre 1565 e 1604. Beza teve acesso a vários manuscritos antigos, incluindo cópias da Peshitta, da versão siríaca e de sua tradução para o latim feita por Tremellius, textos estes que não estavam disponíveis a Estienne. A edição de 1598 de Beza ficou famosa por ter sido utilizada como uma das bases principais para a tradução do Novo Testamento da King James Authorized Version em 1611.
Os textos dos Elzevirs de 1624 e 1633 são praticamente uma reimpressão do texto de Beza 1565 com não mais que 50 pequenas diferenças ao todo. Os Elzevirs eram impressores notáveis, e suas edições do Novo Testamento em grego foram precisas e elegantes. Através da Europa as edições dos Elzevirs vieram a ocupar lugar de honra, e foram utilizadas como padrão para comentários e comparações. A edição dos Elzevirs de 1633 se proclamava como sendo o "Textus Receptus", e desde então a edição de Estienne de 1550 (a terceira) ficou sendo conhecida como o "Textus Receptus" na Inglaterra e a edição dos Elzevirs de 1633 ficou com esta titulação no restante de Europa.

Importante se faz dizer que entre a primeira edição de Erasmo e o Texto Recebido (Textus Receptus), existem apenas 335 diferenças em 140.000 palavras, sendo que a esmagadora maioria das diferenças entre os textos dizem respeito a pequenos erros tipográficos, a sinônimos, ou a diferenças menores, como em Mt.8:23 onde lê-se "no barco" lia-se "o barco", originando um erro de concordância. O mesmo pode ser observado em Mt.13:2 e 14:22. 

Em outras passagens temos diferenças como em Mt.9:18 onde lia-se "um certo chefe", passou-se a ler "um chefe". E ainda outras como em Mc.5:38 em que passou a ser omitido o "e" após "alvoroço", ou como a inversão de ordem dos versículos 13 e 14 de Mateus 23.

Diferenças estas que podem ser consideradas como realmente mínimas, mas que mereceram a devida atenção por parte daqueles que estavam tratando com o texto sagrado, de modo a que o resultado fosse o que "homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo".(II Pe.1:21)

Postura espiritual

Quando estamos tratando de questões referentes à Palavra de Deus, não podemos deixar de levar em conta que Satanás está desde o início dos tempos lutando contra a pura Palavra de Deus. Foi Satanás quem levantou dúvidas a Eva sobre a palavra de Deus, perguntando:
(ACF) "...É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?" (Gn.3:1)

Portanto, não há como tratar deste assunto sem que estejamos, sob oração, nos colocando à disposição do Espírito de Deus para que nos use como instrumentos de sua vontade, levando sempre em conta as próprias escrituras, comparando as coisas espirituais com as espirituais, e não nos deixando levar em nenhum momento por paixões humanas. Sejamos então cuidadosos e sábios, seguindo os padrões bereanos, examinando tudo e retendo o bem.

(ACF) "Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim." (At.17:11).

(ACF) "Examinai tudo. Retende o bem." (I Ts.5:21)
Após esta introdução e debaixo desta postura, passaremos então a analisar o texto do Prof. Carlos Oswaldo Pinto:

Novas traduções

"...Sua visão frutificou em um vasto número de Sociedades Bíblicas espalhadas por três continentes que tomaram sobre si a tarefa de traduzir e distribuir as Escrituras por todo o planeta. A tarefa continua, não apenas porque ainda há línguas que nada possuem da Palavra de Deus, mas porque aquelas que já a possuíam passam por constantes modificações, léxicas, sintáticas e semânticas, exigindo que hoje seja satisfeito o mesmo anseio presente na Praça das Águas em Jerusalém, 430 anos a ntes de Cristo -- ouvir e compreender claramente a santa Palavra de Deus."

Sim, é fundamental que sejam feitas traduções e distribuições da Palavra de Deus para todo o planeta. Contudo, a tradução exige que se tome como base a verdadeira palavra de Deus, e não o que alguns homens por sua própria vontade ou com base em sua erudição pensem ser a palavra de Deus:
(ACF) "Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. (20) Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?" (I Co.1:19-20).

 
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