27 junho 2017

OS INIMIGOS DO PAPA

Quem são os Arautos do Evangelho, organização católica formada a partir da TFP e liderada por um religioso que promove cultos à revelia do Vaticano e afirma que Francisco serve ao demônio

Crédito: Divulgação
GUIA Monsenhor João Clá, 77 anos, fundador dos Arautos do Evangelho: líder religioso renunciou ao cargo após escândalo (Crédito: Divulgação)

Em uma sala, trajados com túnica medieval bege, ornada com desenho de uma grande cruz vermelha de cano longo e portando um rosário na cintura, vários homens ouvem atentamente a um senhor muito idoso, que fala com dificuldade, sentado numa cadeira de espaldar alto.
Ele faz intervenções à leitura de outro homem, que está em pé, à sua direita, e recita dezenas de folhas, cujo conteúdo seria uma sessão de exorcismo. A seguir, algumas “declarações” dadas pelo demônio, por meio da voz da pessoa possuída, por intervenção de um sacerdote: “Dr. Plínio (Corrêa de Oliveira, fundador da Tradição, Família e Propriedade e morto em 1995) está sentado à esquerda da Virgem… Ele tem o controle sobre o mundo porque ele é a ordem do Universo…Dr. Plinio esmaga a minha cabeça: eu morro de inveja dele… Ele faz com que os trabalhos do monsenhor (João Clá, fundador dos Arautos do Evangelho) dêem certo…” A leitura da sessão de exorcismo continua, com intervenções do monsenhor João (o idoso que lidera a reunião), muitas gargalhadas, questionamentos e observações.
Em dado momento, o diabo anuncia que a América do Norte irá desaparecer, por meio da ação de um meteorito. O sacerdote exorcista pergunta: “E a Europa, será atingida? E o Vaticano?” No que vem a revelação, seguida de interjeições de espanto: “O Vaticano já é meu, a cabeça do Vaticano é minha. Ele (o papa) é um estúpido, me obedece em tudo e ama a glória. Ele é uma alma estúpida, que me serve…” Um dos presentes ao encontro ainda questiona se esse “demônio” é capaz de entrar no Vaticano, ao que o monsenhor responde, imediatamente: “Ele é o demônio mais capaz que já existiu entre nós, pois está sendo obrigado a dizer.”
A leitura, em voz alta, e algo teatralizada, continua. “…Dr. Plinio está incentivando a morte do papa”, afirma o demônio. “Mas não vou deixar que ele morra…” O diabo anuncia, também, que Francisco irá morrer dentro do Vaticano, ao escorregar e bater a cabeça. E que seu sucessor não será “subordinado” a ele. Revela, inclusive o nome: o esloveno Frank Rodé, que já declarou que o pontífice argentino é muito “de esquerda”.
A reunião que descreveu a sessão de exorcismo durou mais de duas horas e foi gravada em vídeo. Ela aconteceu no início do ano passado, mas só foi divulgada há duas semanas, por meio do vaticanista italiano Andrea Tornieli, do blog “Vatican Insider”, pertencente ao jornal “La Stampa”.
A veiculação já causou estragos. Monsenhor João, antes intocável, divulgou sua saída do comando do grupo, que está presente em dezenas de países, mas cuja sede é no Brasil. E a Santa Sé designou o cardeal brasileiro João Braz de Aviz, atual prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, para investigar os Arautos, que, pasmem, são uma sociedade de vida apostólica. Reconhecida oficialmente pelo Vaticano. Eles também são suspeito de promover culto a Plínio Correa de Oliveira, sua mãe, Dona Lucilia, e ao próprio monsenhor João.
APURAÇÃO Acima, papa Francisco, que designou um cardeal brasileiro para investigar sociedade (Crédito:Divulgação)
A Sociedade Clerical de Vida Apostólica Vergo Flos Carmeli, mais conhecida como os “Arautos do Evangelho”, é uma dissidência da Tradição, Família e Propriedade (TFP), fundada pelo advogado Plínio Corrêa de Oliveira (1908-1995) em 1960.
Ela foi criada pelo monsenhor João Scornamiglio Clá Dias, secretário particular de Corrêa, quatro anos após a sua morte, como resultado de brigas com os fundadores da TFP. Ao contrário da primeira organização, que tinha um perfil ultra-direita, mas uma agenda mais política, que costumava lutar contra o comunismo, o aborto e o divórcio, entre outros temas, os Arautos se tornaram uma sociedade mais voltada a assuntos religiosos.
Tanto que tinham como líder um monsenhor. E postularam o reconhecimento do Vaticano, no pontificado de João Paulo II (1920-2005) para avalizar sua identidade. Esse mesmo grupo decretou que o papa Francisco está possuído pelo demônio.
Que a ala conservadora franze a testa para o argentino Bergoglio já se sabe há muito tempo. Mas uma coisa é uma indisposição intelectual. Outra é o que se viu no vídeo da sociedade liderada por monsenhor João. O desconforto é tanto que há um pacto de silêncio entre os católicos. Procuradas, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e a Nunciatura Apostólica se recusaram a dar declarações sobre o tema. “Esse caso é confuso, não está claro nem de um lado, nem de outro. Falta bastante conhecimento de fato”, diz um teólogo que prefere não se identificar.
DEVOÇÃO  O advogado Plínio Corrêa de Oliveira, fundador da TFP e maior inspiração dos Arautos (Crédito:Juan Esteves/Folhapress)
O golpe logo foi sentido na sede dos Arautos, em São Paulo. O superior geral monsenhor João Clá resolveu renunciar ao cargo na sexta-feira 2 de junho, mas anunciou a decisão na segunda-feira 12. A alegação é que, ao chegar aos 77 anos, lhe pareceu justo deixar sua função, a fim de que um filho seu (um padre da instituição) “possa conduzir a Obra à perfeição desejada por Nossa Senhora”. Após a saída de seu líder, os Arautos divulgaram uma nota desmentindo as informações divulgadas pelo italiano Andrea Tornieli e desqualificando o vaticanista, um dos mais prestigiados do mundo.
Os soldados de Cristo
Sociedade Clerical de Vida Apostólica Vergo Flos Carmeli: Arautos do Evangelho

Fundador: Monsenhor João Scornamiglo Clá Dias
Fundada: oficialmente em 2001, com a aprovação do papa João Paulo II
Elevada à sociedade de vida apostólica em 2009, por Bento XVI
Está presente em: 78 países
Tem: 200 sacerdotes
Composta: de 2820 homens e 1260 mulheres, além de 50.557 famílias e membros solidários
Os arautos usam uniforme de estilo militar medieval, túnica bege, ornada com desenho de uma grande cruz de cano longo e um rosário na cintura.

Débora Crivellaro/http://istoe.com.br/os-inimigos-do-papa/  EDIÇÃO Nº 2480 23.06

26 junho 2017

CRENTE AO SEU JEITO

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Estarreço diante dos padrões que muitos que se dizem crentes criam para si, fora da Bíblia, a Palavra de Deus. Livros são lidos e admirados como regras de práticas e são seguidos como se fossem capazes de produzir atitudes de fé. A Bíblia tem sido menosprezada por causa da insuficiência de entendimento e principalmente por causa da imensa falta de vontade em obedecer o que Deus manda.
É isso que tenho percebido aos montes por aí. Gente que cria o seu padrão diante das circunstâncias que o cerca, considerando-se especial por causa do alto padrão que mantém segundo sua avaliação.
Não suportariam um segundo diante da Bíblia! Talvez seja por isso que não a conseguem ler!
Não entenderiam que as melhores atitudes são consideradas trapos de imundícia diante de Deus. Is. 64:6.
Mas muitos insistem em supervalorizar aquilo que determinaram como melhor maneira de viver para si. Diante disso, aqueles que não agem conforme sua avaliação de viver bem, são considerados fora dos padrões, inclusive aqueles que procuram viver segundo o padrão de vida conforme a Bíblia determina.
Aqueles, cuja a regra de fé e prática é a Bíblia, são considerados fora do padrão pessoal e por isso até as músicas que cantam são consideradas fora da realidade. Não é só questão de gosto quanto ao estilo, o problema maior é a forma de viver e considerar válido ou não a prática da letra que se canta. Cantar o que não se crê é algo que soa muito falso. Hino 301 Cantor Cristão.
Participei do encontro dos Homens Batistas e durante a nossa reunião cantamos mais de quinze hinos do Cantor Cristão. Pergunto aos que estavam na reunião da OPBB(Ordem dos Pastores Batistas do Brasil), quantos hinos cantaram. Disseram-me que nenhum!!!
Depois vocês não sabem explicar a razão das Igrejas estarem vivendo cada um da sua maneira de entender como ser um crente servo no Reino.
Digas-me o que cantas e te direi o que és, ou o que não és!
Ouvi que durante uma das mensagens na reunião da CBB(Convenção Batista do Brasil) os aplausos eram constantes, quando o pregador defendia o valor das mulheres…
Digas-me como ages e te direi quem és!
A CBB está buscando nova expectativa para tentar sobreviver. Diante de uma liderança que ínsita o povo “aplaudir Jesus” fico desconfiado que temos diante de nós uma terrível expectativa! Diante de uma liderança que afirma ser menosprezo às mulheres que se lhes neguem o direito ao pastorado feminista, chamando de atitude machista aqueles que não concordam com essa coisa, é uma expectativa terrível!
Percebo a nossa fragilidade proporcionada pela falta de centralização. E não estou dizendo sobre centralização em uma pessoa mas na centralização da Bíblia, a Palavra de Deus.
Enquanto tivermos entre nós aqueles que não aceitam a Bíblia como a Palavra de Deus, teremos muitos crentes às suas maneiras e estaremos diante da impossibilidade de agir com coerência diante do desafio de viver a Palavra. Isso, porque não dá para viver a Palavra com cada um demonstrando um entendimento diferente da Bíblia e vivendo conforme à sua maneira.
Afinal, o que a Palavra diz é para ser cumprido! Repito que a Palavra de Deus é a Bíblia!
Satanás está conseguindo fazer com muita facilidade o seu serviço de confundir aqueles que não tiverem um encontro fatal com o Evangelho e consequentemente com Jesus Cristo.
O encontro fatal é aquele onde alguém chega criatura e sai filho de Deus pelo poder que há no Evangelho.
Mas enquanto o Evangelho Bíblico for mascarado pelos métodos e outras coisas vis, o que se conseguirá será no máximo transformar criatura em criatura com sua maneira particular de ser crente. Crente à sua maneira!
Perceber Igrejas com placa da denominação Batista cheias dessas criaturas é se certificar da decadência dessa denominação.
Será que diante disso a nossa liderança continuará “aplaudindo”? Talvez a liderança ansiosa pelo poder, e que para alcançar tal poder precisa de milhares de membros, essa liderança aplauda. A liderança consciente sobre qual o destino das criaturas que serão transformadas em 'anjos de satanás', não se atreverá aplaudir.
Eis o desafio daqueles que estão na liderança das Igrejas e da denominação Batista: Agradar a si mesmos, aos outros ou a Deus!
Diácono C. Henri – membro da Primeira Igreja Batista de  Magé e da OBBH

25 junho 2017

"LIBERA GERAL" E, "NÃO SE REPRIMA" SÃO ATAQUES CONTÍNUOS AQUELES QUE QUEREM SERVIR A JESUS DE FATO

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“Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio.” (Pv 25. 28)

As pessoas da atualidade estão desprotegidas, abertas aos ataques dos inimigos! Suas vidas estão abertas a qualquer tipo de atuação e influência, com a forte tendência de que seja por coisas ruins! Nunca se viu antes tantas pessoas vivendo vidas em total desequilíbrio, com total falta de domínio, totalmente entregues a todo tipo de sentimento, de desejo.

O provérbio ensina com razão que quem não se domina é como uma cidade sem muros. “Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio.” (Pv 25. 28).Naquela época a proteção que as cidades tinham contra os inimigos eram as suas altas e grossas muralhas. Elas garantiam proteção contra os ataques quase sempre cruéis e fatais dos inimigos. Garantiam paz e vida aos seus moradores.

Hoje, muitos estão abertos aos ataques dos inimigos, pois estão com as suas muralhas, que é o domínio próprio, destruídas. Isso porque o domínio de si mesmo tem sido desencorajado e pouco praticado. As mídias em geral e a sociedade incentivam fortemente esse comportamento.

Veja dois exemplos de músicas: “Não segure muito teus instintos porque isso não é natural (…) não se reprima, não se reprima, não se reprima. (Menudos)”.

“Libera o corpo pra poder sentir os desejos, as vontades, o que pedir (…) libera geral, libera geral, libera geral, então libera! (Xuxa)”

Exemplos de incentivo às pessoas para fazerem o que quiser, sem domínio, sem pensar em nada, se encontram aos montes em todos os lugares.

Liberando geral, sem reprimir-se o homem torna-se totalmente aberto a todo tipo de influência maligna, do mundo, da sua natureza pecadora. O destino dessa pessoa é a destruição, pois assim como a cidade sem muros está sujeita facilmente a ser conquistada e destruída pelo inimigo, os sem domínio de si também, pois não quiseram abrigar-se na obediência a Deus. E longe de Deus os homens estão sem muralhas de proteção.

Precisamos o mais breve possível reconstruir os muros de nossa “cidade” e torná-la segura contra os inimigos. Isso se faz trazendo de volta o domínio próprio para as nossas vidas, submetendo-nos ao domínio da vontade do Senhor. Fazendo assim, teremos altas e grossas muralhas ao nosso redor e seremos diariamente protegidos por ela.

A questão é tão séria que, quase não se houve mais a palavra respeito. Raro é ver algumas pessoas que ainda controlam-se e que não se envolvem em tantas coisas degradantes e más.

Até nas igrejas as coisas mudaram: o liberalismo teológico tem 'matado' a doutrina ora ensinada; a 'coisificação' da bíblia, tem tido amplo acesso em nosso meio; a imoralidade se acha na boca de muitos e muitos 'crentes'; acesso á pornografia, está se tornando algo banal; namoros que duram 4 ou 5 anos, se tornou algo comum. Quando se casam, não há nada novo para se experimentar.
Alguns líderes vivem no adultério e continuam liderando com a maior 'cara lavada', sem nenhum constrangimento e sem nenhum temor; falta muito temor também quando vimos pessoas enganarem outras usando a bíblia e sua própria interpretação para 'liberar pecados' que a bíblia nunca liberou.

E para terminar, lamento dizendo que a minha igreja de origem, Assembleia de Deus - CGADB, tem se aberto ao pecado de tal forma que é vergonhoso ás vezes, saber que aquele que eu conheci ou com quem me encontrei na rua é também um assembleiano.  Hoje, nada mais tem importância. As Assembleias de Deus hoje, não são nem sombra do que um dia foram.
Alguns 'modernos crentes', são favoráveis ás aberturas feitas e dizem que isso se chama 'contextualização'. Nome bonito para dar ao pecado.

Eu espero que breve Deus ponha um limite em toda essa sujeira 'gospel' e acabe com a alegria dos 'moderninhos'.

A você que é de fato salvo em Jesus, não  se deixe levar. Não deixe sua carne  com suas paixões te prenderem. Continue fazendo uso do 'domínio próprio', que é um dos fruto do Espírito.

Deus te guarde em santidade.

Viva vencendo os desejos da sua carne e a vaidade de seus pensamentos!!!

Abraços.

Seu irmão menor.

24 junho 2017

DIVERSOS TIPOS DE AMOR NA BÍBLIA: VAMOS ENTENDE-LOS?


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Vamos entender melhor o significado da palavra “amor” na Bíblia, e compará-la com seu uso habitual. Temos basicamente 4 palavras gregas para se traduzir como amor. São elas: Eros (físico, sexual), Storge (familiar), Philos (amizade) e Ágape (amor incondicional).


1. EROS (físico, sexual)


Chamaremos eros de “amor bolo de morangos”. Eu quero o bolo. Eu o quero tanto, que se o conseguir irei consumi-lo sem ao menos pensar em como o bolo se sente. É exatamente assim que algumas pessoas tratam seus semelhantes.

Eros é um amor que toma

Expressões que caracterizam o amor eros:

• Você me faz bem;
• Você é meu/minha;
• Você é lindo(a);
• Você me pertence;
• Teu corpo é perfeito;
• Eu amo você porque você me faz feliz.
• “O amor é cego”

Por exemplo, eros está representado no livro de Cantares (onde Salomão deleitava-se com a beleza de sua amada) e na tradução de Provérbios 7:18, onde uma prostituta faz o seguinte apelo: “Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã”. Nesse versículo, “amor” é uma representação para eros.

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 Eros é o deus grego do amor, também conhecido como Cupido

A primeira palavra grega é eros. Aparece com freqüência na literatura grega secular, mas não na Bíblia. Eros é o amor totalmente humano, carnal, voltado para o sexo. Daí a nossa palavra ERÓTICO. 

Esse tipo de amor não tem nenhum sentimento verdadeiro, mas é, basicamente, atração física, desejo sexual e expectativa de satisfação pessoal. O eros apresenta-se como amor pelo outro mas é amor por si próprio.

Sua melhor declaração é “Eu amo você porque você me faz feliz”. Ou “Eu me sinto fortemente atraído por sua amabilidade (você me amará), por seu temperamento alegre (você me diverte), por sua beleza e sensualidade (você me dará prazer), por seu talento (eu me orgulho de você)!” Porém, quando uma ou mais destas características desaparecem, o amor morre. Esse tipo de amor só quer receber. O pouco que ele dá, é com o intuito de receber algo em troca. 

Infelizmente, muitos jovens escolhem o namorado ou a namorada, que poderá ser o companheiro ou companheira para toda a vida, com base apenas no eros. As relações físicas são antecipadas; a intensidade do eros prejudica o amor genuíno. Os namorados, mesmo não sabendo quase nada um do outro, pensam que esse tipo de amor os manterá juntos. Mas isto geralmente não acontece. Seu amor não é o verdadeiro amor. 

A ênfase exagerada no eros é alimentada por uma filosofia playboy. Esta filosofia estimula em extremo a sensualidade, tanto da mulher como do homem; a mulher desnuda-se e exibe-se pelo prazer da sedução e do sexo; o homem cobiça e apropria-se pelo prazer do machismo e do sexo; a mulher é mero objeto sexual, um brinquedo (perigoso) para o homem (criança) egoísta. Nessa filosofia, relação sexual é sinônimo de “fazer amor”. 

Casamentos construídos apenas sobre bases físicas e eróticas não duram muito... Antes do pleno envolvimento físico, os pretendentes precisam se conhecer nas áreas mais importantes da alma e do espírito. Para tanto, têm que namorar e noivar, por algum tempo, antes de se entregarem um ao outro, definitivamente, no casamento. O relacionamento sexual após o casamento será a coroação de um relacionamento:

• consolidado,
• comprometido e
• crescente.

Se você cometeu o erro de se casar (formal ou informalmente) na base do eros, apenas, aqui está uma boa notícia para você: O AMOR PODE CRESCER. Não crescerá automaticamente, mas na medida em que você o cultivar. Portanto, a única esperança para o seu casamento é ascensão aos níveis mais altos do amor.


2. PHILOS (amizade)


Chamaremos esse tipo de amor de “amor time de boliche”. Ele usa essa designação porque há uma troca mútua, um compartilhar. Em geral, baseia-se numa apreciação recíproca que pode ser destruída se um ou outro não for recíproco. Por exemplo: digamos que você é um bom jogador de boliche, eu sou um bom jogador de boliche e nós dois somos ótimos jogadores. Gostamos de estar no mesmo time de boliche. Mas você começa a beber demais e só lança bolas na canaleta. Resultado: você é tirado do time de boliche. Por mais caloroso que seja o amor philos, ele tem suas deficiências.

Relaciona-se com a alma, mais do que com o corpo. Lida com a personalidade humana – o intelecto, as emoções e a vontade. Envolve compartilhamento mútuo. Em português, a palavra mais próxima é amizade. A forma nominal é usada apenas uma vez no Novo Testamento (Tg 4.4), mas o verbo “amar”, no sentido de “gostar”, e o adjetivo “amável” são usados muitas vezes. Este é o grau de afeição que Pedro disse ter por Jesus quando Este lhe perguntou, “Simão, filho de João, tu me amas?”. O pescador respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. No original grego, o sentido é: “Sim, Senhor, tu sabes que gosto de ti, que sou teu amigo” (Jo 21. 15,16). 

Neste nível, o amor é menos egoísta, mas ainda contempla o prazer, a realização e os interesses pessoais. Não deveria, mas... Normalmente, desenvolvemos amizades com pessoas cujas características nos agradam, cujos interesses intelectuais e gostos compartilhamos. Desejamos e esperamos que estes relacionamentos sejam agradáveis e nos beneficiem de algum modo. Damos, sim, amizade, atenção e ajuda, mas com alguma motivação egoísta. Mesmo assim, philos é um nível de amor mais elevado do que eros. Nesse nível, “nossa” felicidade é mais importante do que “minha” felicidade. 

Muitos casamentos comparativamente felizes são construídos nesse nível. É muito bom quando marido e mulher são amigos. Alguns maridos e esposas dizem que se amam, mas, no dia a dia, nem amigos eles são. Prova disto é que não têm sequer prazer e empolgação com a companhia, os interesses e assuntos um do outro. 

Um casamento não pode sobreviver a menos que cresça pelo menos até ao nível do philos. Se você é jovem e está pensando em se casar, você deve tomar tempo para verificar se gosta realmente da pessoa com quem você pretende se unir para o resto da vida. Seguramente, essa pessoa tem defeitos, características e hábitos que poderão irritá-lo ou mesmo exaspera-lo no dia a dia da vida conjugal. Você vê mais virtudes do que defeitos e gosta dessa pessoa o bastante para perdoá-la, ajudá-la e fazê-la feliz? 

Provavelmente você já ouviu esta frase romântica: “O amor é cego!” Cuidado! O único amor cego é o eros. Esse tipo de amor realmente fecha os olhos para as faltas, ri dos defeitos e racionaliza os problemas potenciais (a menos que a pessoa amada não seja interessante em seu aspecto físico). Philos, por outro lado, honestamente encara os defeitos e decide se eles podem ser superados pelas virtudes. 

Philos é o meio caminho do amor verdadeiro – dá um pouco para receber um pouco, numa proporção de 50% a 50%. Um casal pode viver razoavelmente bem com esse tipo de amor, enquanto cada um fizer a sua parte e as circunstâncias forem favoráveis. Porém, se um deles deixa de fazer a sua parte, ou se ocorrem circunstâncias adversas (crise financeira, enfermidade grave, tensões com parentes, problemas sexuais, problemas com os filhos etc), a amizade sofre. Philos não agüenta muita pressão. No fim, torna-se egoísta e exigente. Vêm os conflitos. A amizade vira inimizade. A única esperança para um casamento estável, bem-sucedido e feliz é o crescimento para o nível mais alto do amor.

Philos é um amor que troca

Entenda a seguinte comparação:

Você têm um amigo, aqui chamado Manoel. Você, Manoel e outros amigos em comum sempre saem juntos. Vão a uma lanchonete, por exemplo. Vocês sempre dividem a conta. Mas Manoel nunca participa desta divisão. Não “colabora” com nenhum real. Exemplo do amor 50% dado – 50% recebido. Você divide a conta porque isto te beneficia também. Porém, você se sente incomodado com o fato de Manoel nunca participar da divisão. Você começa a não convida-lo mais para sair. Afinal, ele não dá retorno algum pra ti. Resumindo... um “amor” um tanto quanto egoísta. O amor do tipo Philos não é um amor que doa; sempre espera algo em troca.

Expressões que caracterizam o amor philos:

• metade da laranja;
• ele/ela me completa;
• ele/ela pensa como eu;
• ele/ela me ajuda em casa;
• ele/ela me dá presentes;
• Gostamos da mesmas coisas;
• Fazemos muitas coisas juntos;

3. STORGE (familiar)


Chamaremos esse amor de “amor da tia Maria”. Amamos tia Maria e tentamos ajudá-la, não com base na atração física (eros) dela, mas porque ela é a nossa tia Maria. Ela pode ficar velha, surda e meio-cega, mas ainda é a nossa tia Maria.

Um excelente exemplo desse tipo de lealdade encontra-se em 2 Samuel 21:10 e 11, onde “Rispa montou guarda ao lado dos corpos de seus dois filhos e outros parentes, espantando dali aves de dia e animais do campo à noite”.

É o amor mais relacionado à família – Rm 12.10 – "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros". O desaparecimento desse amor é mencionado em Rm 1.31 – insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia e 2 Tm 3.3 – sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons. 

O AMOR FAMILIAR – num certo sentido todos somos filhos de Adão, porém nem todos somos filhos de DEUS, somente os nascidos de novo, regenerados pelo poder da Palavra de DEUS, assim a família de DEUS só é formada por salvos em CRISTO.

A família moderna estrutura-se basicamente em torno do casamento, e nesse sentido, é uma família conjugal – sei que há a “família pós-moderna” e seus novos arranjos sociais, aos quais não vou tecer considerações nesse momento (pais separados, casais homoafetivos, adoção pelos avós e outros).

A relação familiar é algo extremamente COMPLEXA e DINÂMICA. Daí o amor se constituir em um desafio de escolha à cada dia: escolher amar o outro apesar das diferenças e do desgaste que muitas vezes a relação apresenta diante do fator tempo.

Você pode estar pensando que isso não é fácil, mas com a sua escolha adicionada à graça de Deus torna-se possível. Porque família é projeto de Deus em primeiro lugar; Ele é o maior interessado. Mas família também tem que ser projeto de homens e mulheres; ou seja, É PRECISO IMPLICAÇÃO DE CADA MEMBRO FAMILIAR.

4. ÁGAPE (amor incondicional)


Chamaremos portanto, o amor ágape de “amor chuva-sobre-justos-e-injustos”. Deus não isola pequenas áreas onde estão as pessoas boas e faz chover somente ali. Ele deixa a chuva cair sobre os maus também. A ilustração clássica desse tipo de amor encontra-se na história do bom samaritano (Lucas 10:29–37), que é contada para ilustrar o amor (agape) ao próximo (v. 27). Quando o samaritano olhou para o homem ferido e sangrando, não houve atração física (eros). O homem que havia sido açoitado não era um ente ou conhecido querido; os judeus e os samaritanos se odiavam(não tinham amor storge). O homem deixado à beira da estrada não era um amigo; ele não tinha nada para oferecer; não havia possibilidade de ação recíproca (philos). Qual seria a única motivação possível para o viajante ajudá-lo? Ele era um semelhante, um ser humano e o bom samaritano disse, em outras palavras: “Por isso eu vou ajudá-lo”. Isto é amor ágape.

Esse tipo de amor não é alimentado pelo mérito ou valor da pessoa amada, mas por Deus. Ágape ama até mesmo quando a pessoa amada não é amável, não tem muito valor, não corresponde. Esse amor não é egoísta, não busca a própria felicidade, mas a do outro, a qualquer preço. Não dá 50% para receber 50%; dá 100% e não espera nada em troca. 

Há quem diga: “Mas isto não é possível, não é humano!” Tem razão. Ninguém pode amar desse jeito... a menos que Deus lhe dê esse tipo de amor. Ágape é amor divino! Jesus e os apóstolos usaram este substantivo (e o verbo correspondente) quando se referiram ao amor de Deus. Veja estas passagens: Jo 3.13; Rm 5.8; I Jo 4.8-10. O Novo Testamento nos ensina também que quando nós nos arrependemos dos nossos pecados e cremos em Cristo, recebendo-O como nosso Salvador e Senhor, Deus derrama Seu amor em nosso coração (Rm 5.5). A partir daí, espera-se que o amor de Deus se manifeste através de nós, nos nossos relacionamentos, principalmente com o cônjuge. Veja Ef 5.25 e Tt 2.3-4.

Isto não é fácil... Todos queremos ser amados... Fazemos de tudo para conseguir um pouco de amor... E o que acontece? Nossos esforços neste sentido acabam dificultando ainda mais as coisas; talvez até afastem de nós a pessoa cujo amor tanto almejamos. A duras provas, descobrimos que é preciso amar primeiro... com amor ágape! 

Em I Jo 4, há várias referências ao amor de Deus por nós e recomendações para nos amarmos também uns aos outros. Nesse contexto, o apóstolo explica porque ou como isto é possível: “Nós amamos porque Deus nos amou primeiro” ( I Jo 4.19). O amor de Deus por nós, ensina-nos a amar ou gera amor em nosso coração. 

Deus nos ama como somos, a despeito da nossa pecaminosidade, das nossas atitudes e atos egoístas. Refletindo sobre isto, observando e agradecendo as manifestações diárias do Seu amor, aprenderemos a amar de verdade. Além disso, o Espírito Santo faz alguma coisa sobrenatural em nosso coração... “O fruto do Espírito é amor...” (Gl 5.22). Só assim, seremos capazes de amar, no sentido mais elevado e nobre do termo. 

Note que esse amor não é um esforço que fazemos, porque é a única maneira de conseguirmos que uma certa pessoa nos ame. 

Esse amor, o amor de verdade: 

• É ordenado por Deus... para nos induzir.
• É exemplificado por Deus... para nos ensinar.
• É produzido por Deus... para nos capacitar.

O marido ou esposa que ama assim não tenta mudar o cônjuge, não cobra dele o amor desejado. Simplesmente ama, sem cobrar nada em troca. Entretanto, assim como “nós amamos porque Deus nos amou primeiro”, o cônjuge amado, mais cedo ou mais tarde, responderá com amor. O princípio é simples: amor gera amor! Outras passagens ensinam esta mesma verdade. Lc 6.38; Gl 6.7.

Ágape é o amor que dá, de graça; dá 100% e não espera nada em troca.

Frases típicas:

• Eu te amo (sem um porquê).
• Você precisa ficar internado algum tempo, porque eu te amo (numa clínica de drogas, ou até mesmo preso) – chamados por uns de “amor firme”;
• Eu te amo e por isso você precisa de correção (lembra de Hb 12:6?);
• “Vai doer mais em mim do que em você” – sem o sentido pejorativo.

Conclusão


Não amamos porque somos naturalmente bons, mas porque nascemos da graça. Não cumpriremos a lei para fazer-nos “justos”, mas porque Ele nos justificou com Sua justiça. Não brilharemos porque temos luz própria, mas porque refletimos o Sol da justiça. 

Ora, o mandamento é este: 

1 – que creiamos em o nome de seu Filho Jesus Cristo
2 – e que amemo-nos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou.

E aquele que guarda os Seus mandamentos, permanece nele e Ele naquele. 

O AMOR CRISTÃO precisa ser demonstrado no dia-a-dia por todos os crentes, para que possamos alcançar os perdidos para Deus. Sem amor, não se evangeliza, não se discipula.

O amor leva-nos a realizar a obra missionária e a evangelizar. Através dele, podemos louvar e adorar a Deus em “espírito e em verdade”.

Lições Bíblicas - CPAD -1990

23 junho 2017

VEJAM SÓ! - "TEORIA DA CONSPIRAÇÃO"

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A conspiração deixou de ser teoria há muito tempo. Ela está aí pra quem quiser ver


Observe atentamente o que é dito e mostrado no vídeo

22 junho 2017

“O DIABO É APENAS UMA FIGURA SIMBÓLICA”, AFIRMA IMPORTANTE LÍDER CATÓLICO


Superior Geral dos Jesuítas padre Arturo Sosa é bastante influente no Vaticano

O Superior Geral da Companhia de Jesus, padre Arturo Sosa, afirmou em entrevista recente ao jornal espanhol 'El Mundo' que o diabo é uma figura simbólica criada pelo homem para simbolizar o mal.

"Nós, cristãos, acreditamos que fomos criados a imagem e semelhança de Deus, portanto Deus é livre, mas Deus sempre escolhe fazer o bem, porque é todo bondade. Fizemos figuras simbólicas, como o diabo, para expressar o mal. Os condicionamentos sociais também representam essa figura, pois algumas pessoas agem assim porque estão em um ambiente onde é muito difícil fazer o contrário", afirmou.

O venezuelano Sosa foi eleito no final do ano passado como líder máximo dos jesuítas, ramo católico ao qual pertence o papa Francisco. Curiosamente, o titular dessa posição é conhecido como "papa negro" devido a sua grande influência no Vaticano e também pelo uso de uma batina negra.

Ao jornal espanhol, ele admitiu que há muitos sacerdotes gays dentro da Igreja Católica: "Na vida religiosa há homossexuais e não são perseguidos, fazem parte da comunidade". Mas fez uma ressalva no tocante às denúncias de abuso sexual de crianças: "O Papa já disse: 'Tolerância zero'. Quando há casos comprovados devem ser tomadas medidas eclesiais e civis correspondentes".

Essa não foi a primeira entrevista do "papa negro" a causar polêmica.  Em fevereiro, ele declarou ao jornal italiano 'Rossoporpora', que questionava trechos do Evangelho. Ao falar sobre a indissolubilidade do matrimônio, assegurou que era preciso refletir "sobre o que Jesus realmente disse" e colocá-las em seu contexto, pois "nessa época ninguém tinha um gravador para registrar as suas palavras".
Papa disse que inferno não é "eterno"

Apesar de um boato popular na internet atribui ao papa declarações que "não há fogo no inferno", de fato Francisco nunca disse isso.

Contudo, em 2015, durante um discurso a novos cardeais sendo apontados por ele, afirmou que o castigo do inferno não é "eterno". Segundo Francisco, no DNA da Igreja de Cristo, não existe um castigo para sempre, sem retorno, inapelável.


Já em 2016, em uma pregação para sacerdotes, o pontífice assegurou: "A condenação eterna não é uma sala de tortura, ela é uma descrição dessa segunda morte: é uma morte. E aqueles que não serão recebidos no reino de Deus é porque eles não se aproximaram do Senhor… A condenação eterna é o distanciar-se constantemente de Deus… A distância para sempre de "Deus que dá a felicidade", do "Deus que nos ama tanto", este é o "fogo" e "o caminho da condenação eterna."

O Globo