24 maio 2016

CONSEQUÊNCIAS DE UMA TRAIÇÃO


Muitos desviam-se facilmente da igreja e de Jesus, pensando em breve voltar a comunhão e tudo se normalizar porém, não foi assim com Judas.

I. Privilégio de Judas
1. Chamado pelo mestre Lc 6:13-16
2. Era o tesoureiro executivo Jo 13:29
3. Alcançou graça no ministerio At 1:17

II. O Descuido de Jesus
1. Não era fiel Jo 12:6
2. Deixou Satanás Entrar Jo 13:27

III. O Pecado de Judas
1. Concupiscéncia Mt 26:14-16
2. Traição Mt 26:48-49
3. Pecado Consumado

IV. As Consequencias do Pecado
Sobre Judas

1. Não recebeu perdão Mt 27:4
2. Suicidou-se Mt 27:5
3. Foi riscado do livro Sl 69:28
4. Satanás a sua direita Sl 109:6
5. Julgado e condenado Sl 109:7
6. Oração em pecado Sl 109:7
7. Poucos os seus dias Sl 109:8
8. Seu lugar foi ocupado Sl 109:8

V. Sobre sua Familia
1. Mulher viúva Sl 109:9
2. Filhos órfãos, desprezados, mendigos e vagabundos Sl 109:9-12
3. Sua descendência apagada Sl 109:13


Será que você que me lê agora, também não tem pensado em 'tirar umas férias de Jesus' e voltar só mais tarde?
Melhor não correr o risco.
A morte vem, sem dar aviso

Ouça esse belo louvor, fica firme em Jesus, ajude na sua igreja e não deixe o diabo te enganar:



Viva vencendo a tentação de abandonar a fé!!!

Abraços.

Seu irmão menor.

23 maio 2016

PASTORES E IGREJAS 'CRISTÃS' QUE AGRADAM A TODOS, MENOS A JESUS

 
     Sim. Isso é um 'culto' numa igreja 'evangélica'

Há muitas igrejas com seus pastores que há muito tempo, perderam a visão de suas chamadas, perderam com isso a simplicidade do Evangelho,atrelando ás sua vidas 'um rosário' de coisas que não são parte da vida de um pastor e menos ainda, parte de uma igreja Cristã Evangélica nos moldes que Jesus Cristo estabeleceu.
Veja porque afirmo isso, com toda a minha indignação santa:
Muitos pastores têm uma visão errada a respeito da missão da igreja. Uma ideia pervertida da função da igreja é uma tragédia. Alguns líderes têm a igreja como um clube, como uma associação tipo Rotary. Nesse contexto, as atividades da igreja passam a ser um tipo de entretenimento prazeroso. Ser membro da igreja é coisa hiper-agradável, especialmente se a igreja é da moda, incluindo, em sua membresia, algumas pessoas de elevado status.
Nas igrejas de visão deturpada, as construções de características recreacionais são proeminentes. Elas têm equipamentos de ginástica, piscinas, salões de jogos, banheiros com chuveiros, telões de alta definição, home theater, cafeteria, campos de futebol, quadra para jogos diversos, escolinhas para crianças e escolas para adultos. Todo o prédio da igreja é usado como maneira das pessoas a verem como um lugar para passar um tempo agradável. Comidas são vendidas na cozinha/cantina da igreja. Vende-se também CD’s, camisetas(autografados até), bonés, broches com propaganda da igreja, jornalzinho da mocidade e, até tatuagens são feitas. A igreja virou parque de diversões. Atende muito bem os boêmios, os góticos e a juventude transviada.
Se o Senhor Jesus entrasse em uma dessas igrejas de visão deturpada, viraria e jogaria fora os equipamentos de ginástica, as mesas de sinucas e 'totó', as raquetes de ping-pong, as máquinas de cinema, 'confiscaria' as bolas de futebol e tantas outras bugigangas e parafernálias de entretenimento, assim como chutou e derrubou as bancadas dos comerciantes expulsando-os da porta do templo. A verdade é que o templo do Senhor está secularizado. A igreja através desses líderes caiu na 'gandaia'. Mexe o lixo em busca de algo valioso. Esses pastores têm levado para dentro da igreja todo tipo de coisas seculares. Estão seguindo exatamente os passos dos judeus que Jesus enxotou do templo.
Há líderes que defendem a ideia humanitária da igreja. Para eles, a função primordial da igreja não é a preparação das almas para se encontrar com o noivo Jesus, mas a transformação da sociedade como um todo, até que esse mundo se torne um paraíso, um lugar melhor para as pessoas habitarem durante a vida atual. Os pastores da igreja dessa gente transviada advogam que a ênfase principal da missão da igreja não está no depois, mas no agora. Eles insistem que a igreja se engaje em todo tipo de projetos humanitários, inclusive aqueles que recebem benefícios do Governo local. Esses líderes defendem o engajamento dos crentes na política a fim de legislar e desenvolver programas de serviços e reforma social. É a igreja marxista. É a igreja com cheiro de Leonardo Boff, Nelson Mandela, Desmond Tutu, Madre Teresa de Calcutá. É a igreja da Teologia da Missão Integral (TMI). É a igreja de Ariovaldo Ramos, Ed René Kivitz, Paulo Cappeleti e Carlos Queiroz. Esses homens perderam a visão de que nunca poderemos produzir discípulos pelas leis do Parlamento. Os homens têm que nascer de novo. Isso só é possível 'pela loucura da pregação'!
Os sermões dos pastores de visão deturpada giram em torno da preservação do meio ambiente, aquecimento global, desarmamento, combate a pobreza, evolução sociológica das raças, fontes alternativas de energia, autoestima, eliminação do estresse. Os sermões são aguados, pois o Evangelho é um evento a ser dito, não uma doutrina a ser preservada. 'O escândalo da cruz', a singularidade de Jesus Cristo, as exigências da obediência e a realidade do inferno passam longe em seus sermões.
É necessário salientar que as condições sociais melhoram e as reformas morais acontecem como subprodutos da proclamação de 'todo o Conselho do Senhor' pela igreja. A melhoria física dos homens vem como resultado da influência da igreja através da pregação da genuína mensagem da cruz. Por isso, a missão prioritária da igreja não é lutar para a melhoria das condições sociais. A igreja não precisa levantar a bandeira em prol da melhoria do sistema carcerário, do sistema de saneamento ou de uma escola pública mais eficiente. A missão real da igreja não é fazer projetos humanitários, mas salvar almas pela pregação do Evangelho.

A função principal da igreja é fazer discípulos(Mat 28:19,29). Nada menos, nada mais que isso. No momento que uma igreja prioriza educação, cursos profissionalizantes, construção de orfanatos, hospitais e colégios está indo em caminho oposto à 'Grande Comissão'. Discípulos são feitos pela proclamação do Evangelho. O problema dos pastores que pastoreiam os bêbados, os jovens 'descolados', os empresários, os gays(declarados, inclusive), é que eles querem ser conhecidos pela construção de maga-templos. Querem a garantia de reconhecimento socialQuerem ser o pastor da onda, bacana, pop, legal. Na verdade esses líderes estão atingindo os boêmios, os góticos e a juventude transviada bem no alto da cabeça com um martelo de veludo, de modo que eles ficam sem saber quão danosos são esses pastores.

No Brasil a expressão popular “cair na gandaia” ficou bastante conhecida entre as pessoas na época do carnaval, no sentido de “cair na folia”, festejar a vida fútil. Na realidade, o que esses pastores têm feito é levar as pessoas a caírem na gandaia. Mas, o destino de quem celebra a vida fútil é o inferno.

Viva vencendo essa indecência, chamada  de pastores  da igreja atual, que são iguais aos donos de clubes e seus sócios!!!

Abraços.

Seu irmão menor.

22 maio 2016

CONSIDERAÇÕES SOBRE O LIVRO "TEOLOGIA ARMINIANA: MITOS E REALIDADES" DE ROGER OLSON


Terminei* de ler hoje a obra "Teologia Arminiana: Mitos e Realidades" (Editora Reflexão, 2013, 320 p.), do consagrado autor, Roger E. Olson, que se tornou popular no Brasil após a publicação da sua "História da Teologia Cristã: 2000 anos de tradições e reformas" (Editora Vida).

Tal publicação é oportuna a fim de esclarecer o que verdadeiramente ensina a teologia arminiana, tão comumente caricaturada por seus oponentes calvinistas. O tom conciliatório de Olson ajuda a formar um diálogo saudável.

Roger Olson busca desconstruir 10 mitos comuns acerca do arminianismo através da informação. Ei-los:

1) A Teologia Arminiana é oposta à Teologia reformada-calvinista;
2) É possível mesclar calvinismo e arminianismo;
3) O arminianismo não é uma opção evangélica ortodoxa;
4) O arminianismo tem como princípio fundamental o livre-arbítrio;
5) O arminianismo nega a soberania de Deus;
6) O arminianismo é uma teologia antropocêntrica;
7) O arminianismo não é uma Teologia da Graça;
8) O arminianismo nega a predestinação;
9) O arminianismo nega a justificação pela graça através da fé somente;
10)Todos os arminianos creem na teoria governamental da expiação(Hugo Grócio).

O primeiro mito é desconstruído à medida que é demonstrado que Armínio era reformado em sua teologia, divergindo apenas da ideia de que Deus predestinou a queda (o mal e o pecado) e elegeu incondicionalmente uma parcela da humanidade para a salvação, ignorando os demais. Armínio enfatizou a glória de Deus e usou a Teologia da Aliança (ou Federal). Entre os pontos comuns entre a teologia arminiana e calvinista, encontramos:

1) a depravação total; 2) a necessidade absoluta da graça; 3) a providência divina (com a diferença de não ser exaustiva e não ter relação positiva com o mal); 4) a inspiração das Escrituras; 5) a cristologia; 6) a Trindade; 7) a justificação; etc. Pode-se afirmar que uma teologia que afirma tais pontos esteja em total oposição ao calvinismo reformado? É claro que há pontos irreconciliáveis, mas no geral, tais teologias não são opostas (mesmo que não sejam complementares), pelo contrário, guardam muitas semelhanças. Afirmar, como fazem a maioria dos apologistas calvinistas que o arminianismo é uma heresia, e compará-lo ao semipelagianismo é, no mínimo, desonestidade intelectual!

O segundo mito nega a possibilidade de uma teologia "calminiana", justamente por ser impossível afirmar uma regeneração monergista e sinergista ao mesmo tempo. É verdade que tanto os arminianos quanto os calvinistas ensinam a predestinação e o livre-arbítrio (contrário ao conceito popular de que o calvinismo ensina a predestinação e nega o livre-arbítrio, e o arminianismo ensina o livre-arbítrio e nega a predestinação), mas interpretam estes dois conceitos de maneira diferente. Os calvinistas ensinam a predestinação absoluta juntamente com a ideia de livre-arbítrio compatibilista (uma forma de coaduná-lo com o determinismo divino), enquanto os arminianos ensinam a predestinação (no sentido de eleição soteriológica) conforme a presciência divina juntamente com a ideia de arbítrio liberto (pela graça preveniente), tornando-se livre-arbítrio libertário (capacidade de escolha contrária).

O terceiro mito é também desvendado. Armínio jamais negou os pontos basilares da fé cristã ortodoxa. Que alguns arminianos posteriores tenham se descambado para o semipelagianismo (ou mesmo o pelagianismo), como o remonstrante Limborch, e posteriormente, o avivalista Finney, isso não se nega. Mas tais não representam o arminianismo clássico lançado por Armínio, seguido por Episcópio, recuperado por John Wesley e seguido pela maioria dos metodistas posteriores. Igualmente injusta é a ideia de que o arminianismo conduz ao deísmo e à teologia liberal. Se isso aconteceu com arminianos, não se pode esquecer que Schleiemarcher, pai da teologia liberal, era calvinista. Quanto à acusação de que Armínio fosse sociniano quanto à sua cristologia, basta ler suas obras para ver que ele estava de acordo com a definição da Calcedônia (451).

Quanto ao quarto mito, os próprios textos de Armínio dão conta de que o princípio fundamental de sua teologia não é o livre-arbítrio humano. Este é apenas uma consequência do fundamento de sua teologia, a saber, o caráter justo e amável de Deus, que exige uma resposta livre do ser humano a fim de que haja um relacionamento genuíno entre criatura e Criador.

Sobre o quinto mito, a teologia de Armínio não nega a soberania divina, nega apenas que tal soberania seja exaustiva em relação a todos os acontecimentos da história, incluindo o mal e a Queda (pecado), pois desta forma Deus, inevitavelmente, seria autor do pecado. Ao determinar criar seres livres, a possibilidade do mal torna-se real, mas Deus não decreta o mal ativamente, de maneira que nesse caso o decreto deve ser entendido apenas como permissivo. É claro que Deus tem todo o poder para operar Sua vontade antecedente (perfeita) em toda Sua criação, mas por valorizar um relacionamento genuíno com Sua criação, Ele não usa Seu poder coercitivo. Um Imperador não deve ser considerado soberano somente porque não determina exaustivamente as decisões de seus súditos? Claro que toda analogia é imperfeita. Mas pensemos noutra: imagine um navio com destino a um determinado porto. As pessoas dentro do navio gozam de certa liberdade, mas nada que possa impedir o navio de chegar ao seu destino. Assim é a história governada por Deus: chegará ao seu clímax final. Como diz Olson, Deus é soberano sobre Sua soberania, ou seja, Ele pode Se limitar Seu poder sem Se tornar um "deus menor". Nas palavras de Tozer, "um Deus soberano não teme conceder liberdade à sua criação".

Quanto ao sexto mito, a verdade é que o arminianismo confessa a completa e total depravação do homem, de maneira que sua liberdade para escolher o bem espiritual está totalmente arruinada. A vontade humana é totalmente escravizada pelo pecado. As acusações de semipelagianismo (mera fraqueza que retém ainda algum poder na vontade) é uma tremenda inverdade. Pode ser que tal acusação se baseie na leitura de Limborch, desertor do arminianismo clássico. Mas dificilmente os calvinistas que leram Limborch não teriam acesso a Armínio. Tal acusação é mais provavelmente fruto de uma campanha que busca distorcer deliberadamente o pensamento do teólogo holandês, como já acontecia em sua época, quando Francisco Gomaro tomou à frente no projeto de caluniá-lo! A verdade é que a teologia arminiana não é otimista quanto ao homem, mas como o próprio Olson diz, é uma teologia otimista em relação à graça.

Sétimo mito: dizer que a Teologia Arminiana não é uma Teologia da Graça só por não afirmar a graça irresistível é querer monopolizar o significado de graça. Para Armínio (e os arminianos clássicos), a salvação do homem depende necessariamente da graça de Deus. O homem é incapaz de salvar-se sem o auxílio da graça. A graça preveniente (graça que vem antes) é necessária para libertar a vontade e capacitar o homem a responder à oferta salvífica do Evangelho. Em certo sentido, o primeiro raiar dessa graça é irresistível, pois todos a recebem (para alguns arminianos todos a recebem automaticamente em função da expiação de Cristo - Wesley -; para outros tal graça só é recebida na medida em que o pecador tem contato com a Palavra proclamada, o que exclui aqueles que não tiveram contato com o Evangelho - Episcópio, p. 216). Num segundo momento essa graça torna-se resistível, pois com o livre-arbítrio liberto, o homem pode aceitá-la pela fé (que é dom de Deus, logo não se trata de uma obra meritória), ou rejeitá-la. Assim, em toda a salvação, a glória é somente de Deus, pois mesmo o ato de aceitar tal graça não se trata de uma aceitação ativa, mas passiva, um simples deixar sem resistência à atuação de Deus.

Oitavo mito: A teologia de Armínio e de seus seguidores não nega a predestinação, embora a entende de forma diferente do calvinismo. Isso também se aplica aos calvinistas: eles não negam o livre-arbítrio (embora alguns se sintam desconfortáveis com o termo), mas interpretam-no de forma diferente. Armínio, inclusive, defendeu uma predestinação que mais honra mais a pessoa de Jesus Cristo do que a predestinação calvinista. Na ordem dos decretos conforme a teologia calvinista, o decreto primário de Deus (ordem lógica, não cronológica) é salvar uns e condenar outros (supralapsarianismo), ou: 1º) criar; 2º) permitir a Queda; 3º) eleger uns, ignorar o restante (todavia, mesmo que a reprovação seja vista apenas como “ignorar” – decreto de omissão -, isso não diminui a dupla-predestinação, pois a eleição incondicional exige uma reprovação incondicional). Para Armínio, o primeiro decreto e mais importante decreto divino foi estabelecer Jesus Cristo como Salvador dos pecadores. Na ordem dos decretos conforme o calvinismo “Jesus Cristo parece aparecer como um decreto posterior ao decreto primário de Deus de salvar alguns e condenar outros” (p. 237). O segundo decreto conforme Armínio é aquele que Deus decretou receber em favor os que se arrependem e creem em Cristo. Nada mais cristocêntrico. Quanto à eleição, Armínio entendeu-a condicional à fé, sendo que Deus elegeu aqueles que Ele anteviu que não rejeitariam Sua graça (preveniente e cooperante). Negou a predestinação para o pecado e o mal, mas não a predestinação.

Nono mito: Àqueles que negam a Armínio a justificação pela graça somente através da fé deveriam ler urgentemente suas obras. Ele não apenas defende que a justificação se dá através da fé, mas afirma com os demais reformadores que a justiça de Cristo é imputada sobre o crente quando este confia em Jesus para a salvação. Poucos arminianos creem que a própria fé é imputada como justiça (a fé como base da justificação, e não a justiça de Cristo), de maneira que a fé possa ser entendida como resposta humana e base para a justificação, tornando a justificação fruto de obra humana (aí sim, trata-se de um sério desvio teológico!). Mas desvios ocorrem dentro do calvinismo, ou todos os calvinistas concordam em suas doutrinas (supralapsários x infralapsários; 5 pontos x 4 pontos; etc.)? Há inclusive calvinistas, como o Sproul Jr. que afirmam ser Deus o autor do pecado, enquanto muitos negam, embora tal negação esbarre na lógica! Há ainda arminianos que creem que por causa (instrumental, e não eficaz) da fé, o crente é considerado justo (sem pecado), mas tal justiça não é a justiça de Cristo imputada (tal concepção não deve ser vista como um sério desvio, mas uma interpretação, talvez, equivocada). Contudo, Armínio e boa parte dos seus seguidores defendem que a justiça de Cristo é imputada ao crente pela fé em Jesus. Essa também é a opinião de Olson, e a minha!

Décimo mito: Todo arminiano aceita a teoria de Grócio sobre a expiação. Armínio e Wesley não a defenderam. Pelo contrário, criam na substituição penal. Trata-se de mais um embuste da campanha difamatória!

Apenas um adendo: Preocupou-me a opinião do Olson, um teólogo conservador, acerca do teísmo aberto. Ele pareceu flertar com essa teologia: "Eu considero o teísmo aberto uma opção evangélica legítima e arminiana, mesmo que eu AINDA não a tenha adotado como minha própria perspectiva" (nota de rodapé 65, pp. 256-257). O advérbio de tempo "ainda" causou-me estranheza. Na p. 258, ele diz: "Por sentir o peso da crítica do teísmo aberto feita ao arminianismo clássico, eu permaneço um arminiano clássico esperando ajudar a aliviar o paradoxo da filosofia" (nota de rodapé 67).

Na verdade, o "peso da crítica do teísmo aberto feita ao arminianismo clássico" está longe de ser pesado! O argumento é que se conhece exaustivamente o futuro (presciência; onisciência) todas as ações livres que acontecerão, de fato, acontecerão da forma como Deus viu, não podendo acontecer de forma contrária, o que na perspectiva do teísmo aberto, faz com que tais decisões não sejam livres. Mas será que essa lógica é irresistível? Não penso assim. O fato de Deus conhecer infalivelmente que X fará A e não B, não indica que Deus assim determinou, mas que Deus conheceu eternamente a ação livre de X. Agostinho já havia refutado tal ideia em seu diálogo com Evódio ("O livre-arbítrio"). Um dos maiores filósofos cristãos da atualidade, Alvin Plantinga, também não vê nenhuma contradição entre o livre-arbítrio libertário e a onisciência absoluta de Deus.

*Thiago Titillo 
- Licenciado em Letras (Português-Literatura) pela Universidade Estácio de Sá;
- Graduado em Teologia pelo Seminário Teológico Betel, Rio de Janeiro;
- Pós-Graduando (lato sensu) em Teologia Bíblica e Sistemática-Pastoral pela Faculdade Batista do Rio de Janeiro.

- Professor de Português e Literatura (Ensino Médio) da rede estadual de ensino (RJ);
- Professor de Teologia Sistemática, Teologia do Novo Testamento, História da Igreja e Português da Faculdade de Teologia Wittenberg;
- Professor de Ensino Religioso (Ensino Fundamental II) do Colégio Souza Marques.

- Pastor Batista (Convenção Batista Brasileira);
- Diretor de Educação Religiosa da Primeira Igreja Batista em Botafogo, Rio de Janeiro.
______
OLSON, Roger E. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades; tradução Pr.Wellington Carvalho Mariano. São Paulo: Editora Reflexão, 2013.

Fonte original: Blog Teologia Arminiana

21 maio 2016

'CANTORA GOSPEL' A PREÇO FIXO


Há alguns anos atrás, para ser mais preciso, oito anos, estávamos programando uma Festividade com nossa Mocidade. Como estávamos com um desejo muito grande de trazer á nossa igreja(local), certa irmã cantora(que gostávamos muito), resolvemos ligar para ver como seria a possibilidade de ela nos atender no evento que iria acontecer a seis meses á frente. Então, ligamos para o numero que aparece na capa do cd e fomos informados que, para entrar em contato para 'eventos', tínhamos que ligar para um outro número que era o da Gravadora 'x' e lá, sim, eles nos colocariam em contato com a Agência de Promoção da cantora(eu nem sabia que havia isso no meio evangélico!!). Então, depois de várias ligações, tivemos 'a oportunidade' de entrar em contato com a determinada Agência de Promoções e Eventos para sabermos as condições necessárias para se realizar o 'evento' com a “cantora gospel" e sua banda(músicos, soa melhor, né?).

É necessário obtermos essas informações para que possamos estar a par da real e atual situação no denominado “mundo gospel”, que encontra-se recheado de estrelismos e fanatismos, abusos e concessões, descaracterização do evangelho genuinamente bíblico e aceitação de modismos.

A comentada “cantora” apresenta entre as muitas exigências para se “louvar a Deus” em um evento evangélico, um carro novo com ar condicionado exclusivo para ela e seu marido, com motorista particular. Exige, ainda, passagem aérea para 14 pessoas unicamente pela empresa TAM. Exige, ainda, duas vans: uma com 16 lugares para o transporte de sua equipe e outra para os equipamentos. Exige, ainda, que a hospedagem seja realizada em um hotel com categoria máxima, e um quarto diferenciado para a “cantora e seu marido". Exige, ainda, que não fará refeições no hotel, mas em um restaurante que disponibilize o seu café da manhã, almoço, jantar e lanche da tarde. Exige, ainda, que sejam utilizados o equipamento de show e mapa de palco de acordo com o que a “cantora” estipular. Como se todas essas exigências não bastassem, a cantora cobra pela “apresentação” o valor de R$ 35.000,00. Isso mesmo, vinte e cinco mil reais por cerca de uma hora a uma hora e meia de “show”. E mais, exige que nenhuma gravação em áudio, vídeo ou qualquer outro meio seja realizado, seja parcial ou integral do seu “show”.

Teríamos que assinar o Contrato com todas as suas exigências, enviar 50% do valor no ato da assinatura por meio de sua conta bancária e os outros 50%, teríamos que depositar 24h antes da chegada da cantora em nossa cidade. Uma vez as partes combinadas não poderiam mais cancelar o evento, se fizéssemos isso, teríamos que arcar com todo o valor acrescido de mais 50% do total que deveria ser pago imediatamente ao cancelamento.

No Contrato, viria rezando que ela só cantaria louvores dos cds 'x', 'x' e 'x'. (Nem adiantava pedir para ela cantar  um dos mais antigos!).
Também, rezaria no Contrato que sua 'apresentação' se daria no maximo por uma hora(60min), a uma hora e meia(90min), sendo que, cantaria três louvores em sequencia, teria que ter uma 'pausa' para 'descansar' as cordas vocais, depois cantaria mais três louvores e 'descanso' de novo e, por fim, mais três louvores finais. Durante esse período, ela poderia cantar, orar, 'ministrar' sobre os 'fiéis', 'profetizar bençãos' sobre eles e ter liberdade para usar a 'tribuna'(púlpito), com toda a liberdade juntamente com sua banda.

Agora, eu me pego a pensar: onde está Jesus nessa história toda?
Jesus nos dá a salvação como um presente, mas uma cantora cobra R$ 35.000,00 para dar uma hora de música.

Jesus nos dá a salvação como um presente por toda a eternidade, mas uma cantora quer dar apenas uma hora de música por R$ 35.000,00.

Jesus andava de jumento e a pé, mas uma cantora só quer andar de carro novo com ar condicionado e motorista particular.

Jesus 'não tinha onde reclinar a cabeça', mas uma cantora só quer reclinar a cabeça em um colchão de molas super confortável no melhor hotel que a cidade pode oferecer e na melhor suíte desse hotel. E tem que ser 'especial' para ela e o marido.

Jesus sentava à mesa junto com Seus discípulos e apóstolos e nas casas dos pobres, mas a cantora só quer comer nos melhores restaurantes, e separada de seus músicos.

Jesus andava pelas ruas no meio da multidão, mas a cantora só quer andar de carro e separada do povo.

Jesus escreveu o ‘nosso nome’, com o Seu próprio sangue, em um Livro que Ele mesmo fez para toda a eternidade, mas a cantora escreve o ‘seu próprio nome’ em um papel com uma tinta qualquer.

Jesus é o nosso exemplo, mas tem muita gente que imita a cantora. Afinal de contas, nessa pregação moderna vinda lá do 'cafundó do Judas', é preciso saber que 'com Cristo é vencer ou vencer'!

Ora, por R$ 35.000,00 e tantas exigências fica até difícil não vencer.

Bem, diante de tudo isso 'você não foi ungido pra perder', não é?

Vivemos os dias em que 'as vozes gospel' estão ecoando a todo vapor, mas é só esperar uma simples gripe que já não haverá voz.

Vivemos dias em que ser crente é luxo, mas é só esperar o tempo para ver o resultado final.

Vivemos dias em que 'as estrelas gospel estão brilhando', mas é só esperar o dia do Senhor que essas “estrelas” serão apagadas!

Onde está Jesus nessas vidas?

Ora, a proposta dessas pessoas não era levar o Evangelho até outras pessoas? Mas por R$ 35.000,00 e tantas exigências se torna caro demais para se levar o Evangelho. Na verdade, por R$ 35.000,00 e tais exigências não existe mais nada do Evangelho.
Todavia, olhando por outro lado, o fato de se exigir tantas coisas e se cobrar R$ 35.000,00 é até barato, já que tem muita gente sem o mínimo de caráter cristão e sem compromisso genuíno com o Senhor para cumprir essas exigências. Estou com vontade de escrever para tal cantora sugerindo que ela aumente para R$ 50.000,00. Com certeza tem gente que é capaz de pagar até mais por uma hora de barulho, sapateado, reteté, profetadas, promessas de conversão do Brasil em massa e disseminação da teologia da prosperidade, colocando o homem na posição de um deus.

Bons tempos os de Noé, que tinha que pregar apenas para os descrentes, e de graça, e não precisava de cantores e bandas dentro da Arca pra animar a bicharada. Afinal, 'como foi nos dias de Noé será nos dias da Vinda do Filho do homem'.

Como podemos suportar esse tipo de atitude?

A Bíblia nos diz que devemos imitar o Senhor e não os modismos e astros que surgem na atualidade.

Será que a Igreja evangélica brasileira não vai despertar do sono que vivencia?
Será que apesar desse suposto crescimento que o Brasil experimenta não haverá um aprofundamento no Evangelho?

Isso tudo, porém, tem acontecido para que se cumpram as Escrituras, pois fomos alertados de 'que nos últimos tempos os dias seriam trabalhosos', e quanto trabalho o povo de Deus tem dado.

A Igreja precisa aprender a viver pela fé, mas a fé em Deus e não no dinheiro ou na boa vida que um suposto ministério pode proporcionar.

'Não devemos nos amoldar a este século', ou seja, não podemos começar a agir no seio da igreja da mesma forma que o mundo age, porque não somos desse mundo.

Espero que o Senhor fale poderosamente ao coração da Igreja, convencendo o Seu próprio povo 'do pecado, da justiça e do juízo', pois quem se diz crente deve ouvir atentamente o Senhor, arrependendo-se dos mal feitos. Por isso, 'quem tem ouvidos ouça o que o Espírito tem falado à Igreja' através de Sua Palavra.

Indignados, nossa equipe se despediu e encerrou a ligação. Tristes e decepcionados ficamos. Aliás, era uma pessoa da qual gostávamos de ouvir e a achávamos uma 'irmã crente e humilde'. 

Não tínhamos esse valor para pagar e se tivéssemos, jamais faríamos tal loucura para agradar ao deus dela 'que era seu ventre', e não nos renderíamos ás exigências escabrosas que faria Salomão ou Asafe, se sentirem humilhados.

Resultado: Deus nos deu a benção de realizarmos nossa Festividade, com alegria, com muitos louvores de verdade, 'sem estrelas gospel', tivemos o prazer de ouvir cantores e pregadores nossos e no fim, Jesus salvou 6 pessoas que permanecem firmes em Cristo até hoje.

Falando em hoje, se a 8 anos atrás, essa cantora já cobrava R$35.000,00 por hora, imagino que hoje, ela esteja cobrando uns R$100.000,00.

Deus nos livre dos 'astros gospeis' que querem brilhar mais que Jesus, "a resplandecente estrela da manhã".

Concluo, relembrando o apóstolo Pedro, usado por Deus, nos advertindo a tanto tempo, sobre essa gente: "E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita"2 Pe. 2:3

Viva vencendo os mercadores, tanto da música quanto da pregação 'gospel'. Não os convide e se convidar, não ceda ás suas exigências!!!

Abraços.

Seu irmão menor.

20 maio 2016

POSSUÍDOS: MAIS DE 80 ALUNOS DE UMA ESCOLA PERUANA TÊM 'POSSESSÃO' MALIGNA


Uma situação no mínimo estranha foi noticiada no Peru. Dezenas de crianças, com idades entre 11 e 14, sofreram convulsões e descreveram ter a mesma visão de um homem de preto que tentava matá-las. São todos alunos da escola Elsa Perea Flores, em Tarapoto, norte do Peru.
As autoridades foram chamadas e mais de 80 alunos que estavam gritando, convulsionando e desmaiando foram levadas para tratamento médico. Os especialistas não conseguem explicar a “histeria” que tomou conta da escola. É a terceira vez este ano que acontece algo semelhante.
Para os moradores locais, trata-se de um caso de “possessão demoníaca” em massa. Alguns acreditam que isso ocorreu por que a escola fora construída sobre um antigo cemitério. Outros dizem que eram comuns os “jogos” de invocação de espíritos durante os intervalos.
Médicos que atenderam os alunos, afirmam que a estranha ‘condição’ seria contagiosa e recorrente. Alguns desses alunos continuam tendo “crises” dias depois do ocorrido. O doutor Antony Choy disse ao canal Panamericana TV:
“Não entendemos como isso tem ocorre. Sabemos que começou em 29 de abril e agora voltou a acontecer. São mais de 80 alunos afetados”. Os números variam, dependendo do canal de notícia.
Elsa de Pizango, mãe de uma menina que apresentou os sintomas, afirmou: “Ela desmaiou na escola. Eles não explicam nada no hospital. Ela simplesmente desmaiou e continua saindo espuma de sua boca”.
Um aluno, que preferiu não se identificar, descreveu sua experiência: “É perturbador pensar sobre isso. É como se alguém continuasse me perseguindo. Era um homem alto, todo vestido de preto e com uma barba grande. Eu sentia que ele estava tentando me estrangular. Meus amigos dizem que eu estava gritando desesperadamente, mas não me lembro do que aconteceu.”
Relatos de outros estudantes dão conta que eles sentiam dificuldade para respirar e sentiam algo apertando seu pescoço. Uma menina de 13 anos, disse à mídia local: “Várias crianças de diferentes salas de aula desmaiaram ao mesmo tempo. Eu senti náuseas e ouvi vozes”.
Um pastor foi chamado e orou pela escola. Ele disse não ter dúvidas que seja a ação de espíritos malignos e que continuará orando por “libertação” dos alunos. Com informações Mirror
Assista reportagemS da TV Local:
01
02
03

LIÇÃO 08 - 22/05/2016 - "ISRAEL NO PLANO DA REDENÇÃO"


TEXTO ÁUREO
“Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!” (Rm 11.36)

VERDADE PRÁTICA
A eleição da graça é formada no presente por gentios e judeus nascidos de novo, bem como, no futuro, pela conversão da nação de Israel
Texto Bíblico:
 Rm. 9:1-5; 10:1-8; 11:1-5

Os capítulos 9 ao 11 de Romanos formam uma unidade. O tema dos três capítulos é a nação de Israel. Num certo sentido, estes capítulos são um parêntese. Pois como se pode ver, a linha de pensamento de Paulo poderia ter seguido do capítulo 8 direto ao capitulo 12.  Nos primeiros 8 capítulos, Paulo expressa o Evangelho de Deus, ou seja, as boas novas da Justificação (capítulos 1-5), Santificação (capítulos 6-8) e Glorificação (capitulo 8). No capitulo 12, ele trata com as implicações práticas do evangelho (como a verdade do evangelho pode afetar nosso viver diário em nossa relação para com Deus e o próximo). De modo que o capitulo 8 deveria desembocar naturalmente no capitulo 12, porem em vez de fazer isso, Paulo nos dá um parêntesis de três capítulos nos quais nos ajuda a entender  onde fica situada a nação de Israel nos planos e propósitos de Deus.
A eleição de Israel dentro do plano da redenção. – Os próximos 3 capítulos tratam a história espiritual de Israel: passada (cap.9), presente (cap.10), e futuro (cap.11).
A TRISTEZA DE PAULO (Rm 9.1-5)
Como prefácio do principal problema de que vai tratar, ele expressa sua angústia pela condição dos judeus. Digo a verdade em Cristo (1). É o seu juramento solene. Seus adversários judeus acusavam-no de falta de sinceridade; daí sua defesa veemente, na qual se revela como verdadeiro patriota. Amava os de sua raça e não Se envergonhava de chamá-los meus irmãos, meus compatriotas segundo a carne (3). Ufana-se dos privilégios judaicos e refere-os com certo floreio de linguagem, sendo o maior deles ser o Cristo descendência de Israel (5). A sinceridade do desapontamento do apóstolo, pelo fato de sua própria raça não estar desempenhando sua função e aceitando o Messias, evidencia-se por seu nobre desejo de ser anátema, separado de Cristo, por amor de seus irmãos (3; cfr. a oração de Moisés, Êx 32.32-33).
Há quem diga que as palavras de Paulo não poderiam ser interpretadas literalmente, isto é, chegar à conclusão de que ele desejaria ser condenado por amor aos irmãos. Isto por que: a) As palavras não indicam isto; b) Não conceberia nenhum benefício aos judeus; c) Tal desejo não pode ser expresso; d) Seria ímpio e absurdo; e) Nenhum homem poderia desejar ser o inimigo eterno de Deus.
Paulo vai explicar como Deus abandonou temporariamente Seu povo Israel, o que é o propósito de Deus para com os gentios, e como no futuro Deus restaurará o seu povo Israel a sua posição exaltada.
O fato é que Israel como nação e a integridade de Deus tem um relacionamento bem mais próximo do que naturalmente poderíamos idealizar. A história da igreja nos informa que não se delongou muito para que a membrezia da igreja tornar-se predominantemente gentia. Desse “quadro étnico” questões teológicas relevantes poderiam e/ou já estariam surgindo em solo romano. Seriam elas: “Porque Israel não está sendo redimido como prometido no Antigo Testamento?”; “Deus mudou sua mente ou voltou em suas promessas”?
A predominância gentílica em contraponto à rejeição judaica aparentemente gerava um conflito entre as promessas de Deus no Antigo Testamento e o Evangelho agora rejeitado por grande número de judeus. Deste modo, o caráter de Deus e do Evangelho poderiam ou já estariam sendo questionados. “De acordo com entendimento típico de um judeu cristão nos dias de Paulo, a história da salvação tinha tomado um rumo não esperado”[2]. Para responder a essa questão, Paulo escreve essa longa seção. “Ele escreve esses capítulos para comprovar a Palavra de Deus para Israel à luz da rejeição generalizada do evangelho por parte de seus contemporâneos judeus”.
PAULO FAZ UMA DISTINÇÃO DOS ISRAELITAS NA CARNE, DAQUELES QUE ELE CHAMA DE ESPIRITUAIS
O versículo “6” é o texto chave do cap. 9, porque realmente ele faz uma perfeita conexão entre a introdução e o desenvolvimento do capítulo.  Sei que é verdade que os fiéis da terra, que compõem a igreja invisível, pode até ser chamada de israelitas, porém as evidências contextuais mostram que os “verdadeiros israelitas” de Rm 9.6 não incluem os gentios, mas se refere somente aos fiéis da nação de Israel. Vejamos: Não que a palavra de Deus haja falhado. Porque nem todos os que são de Israel são israelitas (Rm 9.6).
Quem era o objeto da preocupação de Paulo no texto, os rejeitados gerais ou somente os judeus? A resposta se encontra na introdução, nos versículos 2, 3: “que tenho grande tristeza e incessante dor no meu coração. Porque eu mesmo desejaria ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne”.
Versículo 3: Porque eu mesmo desejaria ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus compatriotas segundo a carne”. Podemos observar que nos primeiros versículos deste capítulo Paulo tenta externar a sua tristeza por causa da incredulidade de Israel. Aqui no versículo 3 o apóstolo declara com firmeza que está se referindo ao Israel “segundo “a carne” e não ao Israel espiritual.
Versículos 4 e 5: os quais são israelitas, de quem é a adoção, e a glória, e os pactos, e a entrega da lei, e o culto, e as promessas; de quem são os patriarcas; e de quem descende o Cristo segundo a carne, o qual é sobre todas as coisas, Deus bendito eternamente. Amém”. Três fortes evidências que o apóstolo se referia ao Israel etnia podem ser apresentadas daqui: primeiramente, a frase “os quais são israelitas” está gramaticalmente e contextualmente ligada à última frase do versículo anterior: “que são meus parentes segundo a carne”.
Segundo, os termos: “a entrega da lei” e “de quem são os patriarcas”, jamais podem ser empregada para o Israel espiritual, porque a legislação foi entregue à nação de Israel, e não para os crentes gentios; terceiro, a oração: “e de quem descende o Cristo segundo a carne” declara explicitamente que Paulo se refere aos judeus, visto que Jesus não descende dos gentios, mas da sárka judaica.
Qual foi a palavra que Deus disse que o texto (Rm 9.6) defende que não falhou? O contexto aproximado mostra que foi uma promessa divina: “os quais são israelitas, de quem é… as promessas” (Rm 9.4), “… mas os filhos da promessa são contados como descendência” (Rm 9.8). Referia-se a promessa de salvação à nação judaica, que os judaizantes imaginavam que era incondicional e fatalística para todos os descendentes de Abraão, coisa que Paulo estava refutando.
DEUS NÃO É INFIEL ÁS SUAS PROMESSAS (Rm 9.6-13)
Este é o conteúdo da primeira objeção. Paulo começa sua réplica por negar que a palavra de Deus haja falhado (6). As promessas que acabava de mencionar (4) não foram quebradas, mas cumpridas com o verdadeiro Israel. O Israel de Deus, daqui por diante, é contrastado com o Judaísmo, que até a pouco fora o herdeiro oficial de Abraão, porém agora foi rejeitado devido à sua falta de fé e recusa de aceitar os direitos do Messias. O apóstolo esclarece a distinção que faz entre a filiação espiritual e a carnal, empregando ilustrações tiradas à história dos patriarcas. Dava a história a entender à raça judaica ter ela direitos sobre Deus, invertendo o que parece ser mais normal, Deus ter direitos sobre ela? Por que era semente de Abraão, seriam todos os judeus filhos de Deus? Paulo declara que Deus, no exercício de sua vontade soberana, tem decretado que a fé, não hereditariedade, é o princípio eterno de filiação.
Deus cumpre Suas promessas
Dentro do propósito redentor de Deus, suas reais promessas a Sara e a Rebeca foram cumpridas. Deus era livre para exercer Sua graça seletiva no caso dos patriarcas, uma vez que somente Ele é o originador dos propósitos dela. A justiça, pois, não é por obras, mas por aquele que chama (11), excluindo destarte todo mérito humano. Jacó e Esaú não foram tratados de modos diferentes por motivo da vida e do caráter deles, porque Jacó fora escolhido antes que ele e o irmão nascessem (11-12). Amei a Jacó, porém me aborreci de Esaú (13) deve ser isto interpretado no sentido das duas nações, não dos indivíduos, segundo se deduz da referência original nas duas citações do Velho Testamento (Gn 25.23; Ml 1.2-3).
A ELEIÇÃO E A SOBERANIA DE DEUS
Os judeus de fato criam que, por direito de nascimento e como povo de Deus, incontestavelmente seriam salvos. Por isso, existe aqui a tensão com o evangelho que Paulo pregava,  pois, a justificação que os judeus pensavam ser por méritos e descendência física, não era possível senão pela fé em Cristo. Portanto, o apóstolo deixa claro que o propósito de Deus em salvar israelitas não era baseado em descendência ou mérito próprio e, por isso, no verso 11, ele esclarece que os gêmeos não haviam sequer nascido ou feito qual-quer bem ou mal, ou seja, tal escolha não foi feita com base nas obras, seja de Jacó ou Esaú, quer sejam boas ou más.
É interessante a observação feita por Picirilli: “… são unânimes as declarações da Bíblia de que a salvação não é pelas obras. Mas, segue-se que, a Bíblia não diz que a salvação é por nada! O que a Bíblia diz é que a salvação é pela fé!  Contudo, embora Paulo já tenha asseverado o fato de que a salvação é pela fé e não por obras nos capítulos anteriores da epístola, e que o leitor original naturalmente já tivesse fixado tal fato em sua mente, deve-mos lembrar que até essa altura do capítulo 9 a palavra fé ainda não havia aparecido explicitamente, entretanto o apóstolo está até aqui deixando claro que a eleição de Deus não é baseada na descendência física de Abraão, e nem em obras, coisas estas em que os judeus se estribavam, e que estavam causando a profunda tristeza no coração do apóstolo.
O Exemplo de Faraó (vs 17-18)
Enquanto os versículos 15-16 mostram uma ênfase positiva na misericórdia de Deus, o segundo exemplo de Paulo, (o de faraó), possui uma ênfase negativa, ou seja, no Juízo de Deus. De fato, enquanto misericórdia é um atributo do caráter de Deus que ele dispensa a todos que ele deseja, endurecimento é um juízo de Deus aos que resistem a sua misericórdia (vs 17,18).
A citação aqui feita por Paulo como exemplo de resistência é de Êxodo 9:16. Este Episódio ocorre no contexto da sexta praga, quando Deus manda Moisés dizer a faraó para libertar o seu povo. Após o aviso, Deus diz que poderia ter eliminado faraó, bem como sua nação e terra, todavia, Deus não fez assim, porque tinha um propósito: primeiro, mostrar seu poder em faraó. Como bem menciona Grant Osborne, o poder de Deus demonstrado aqui pode ser ambos: tanto o de salvar, como o de julgar, pois no episódio de Êxodo Deus com seu poder salvou seu povo e com o mesmo poder condenou faraó. Também em Romanos, o poder de Deus salva os da fé (Rm 1:16) e o mesmo poder condena os incrédulos. Em segundo lugar, Deus desejava que seu nome fosse proclamado em toda a terra.
A JUSTIÇA DE DEUS – CAP. 10
Este capítulo explica a péssima condição espiritual de Israel.
Para os israelitas que procuravam ser justificados pela lei, a justiça ficou fora de seu alcance (9:31). Mas em Cristo, a justiça chega perto e pode ser alcançada pela fé. Paulo deseja a salvação dos israelitas, mas entende que é possível somente por meio de Jesus.
Ao invés de aceitar a justiça de Deus, eles procuraram, em vão, estabelecer o seu próprio sistema de justiça (2-3).
Essa descrição dos judeus se aplica bem a muitas pessoas religiosas hoje. Muitas pessoas zelosas ainda andam conforme doutrinas humanas. Da mesma maneira que os judeus precisavam abrir os seus corações para examinar as suas crenças, todos nós devemos ser abertos para aprender melhor e mudar as nossas convicções para fazer a vontade de Deus.
O tropeço dos judeus – A razão da rejeição – 10:1-13
A palavra chave aqui é JUSTIÇA. Os judeus queriam justiça mas a procurou no lugar erra-do. Como os Fariseus em Mat.25:15, os judeus gastaram muito tempo, força, e dinheiro para ganhar a justiça, mas tudo isso foi feito em ignorância. As pessoas religiosas estão fazendo a mesma coisa hoje em dia com suas boas obras. Deus não aceitou este tipo de justiça dos judeus, e não aceita hoje em dia dos gentios.
A Bíblia fala de dois tipos de justiça: justiça pelas boas obras ou pela obediência à lei, e justiça pela fé que é o Dom gratuito de Deus a todos que aceitam Seu Filho.
Os judeus não aceitaram a justiça pela fé, mas rejeitaram Cristo e sem saber que Deus fez a lei não para salvar mas para mostrar a necessidade de salvação para o pecador e aquela salvação está em Cristo.
Deus não usa mais a lei para julgar o homem, mas agora usa a cruz onde Cristo morreu. Quem crê não está condenado mas quem não crê já está condenado porquanto não crê no nome do Unigênito Filho de Deus (João 3:19).
Os gentios não buscavam a justificação pela lei, contudo, vieram a alcançá-la Mediante a fé em Cristo. Enquanto os judeus buscavam tal justificação por justiça própria. Veja, por exemplo, Fp 3:4-10, onde o próprio apóstolo mostra a dependência que tinha na lei e em sua linhagem judaica para alcançar ou manter sua justificação. Entretanto, lembramos que Paulo considerou aquilo tudo como esterco, no que se referia à sua justificação perante Deus (Fp 8-10).
Portanto, este fora o grande problema dos judeus: buscaram a justificação de justiça própria e não  decorrente da fé em Cristo. Ao lermos o final do verso 31 e o início do 32 notamos que Israel buscava a coisa certa (a justificação) todavia, com o método errado (obras e descendência abraâmica), enquanto os gentios, que não buscavam a justificação (1:18-32) vieram a alcançá-la por meio da fé (que é oposto a obras 3:20, 27-28; 4:2,6; 9:11).
Portanto, nos versos 32-33 a citação de textos como Isaías 8:14, 28:16 são mencionados para demonstrar que o tropeço de muitos israelitas era não crer na pedra angular que é Cristo.
A REDENÇÃO DE ISRAEL