27 março 2015

MAÇONARIA - HERESIAS DO GRAU 3 - RITO ESCOCÊS, ANTIGO E ACEITO


"Neste texto mostraremos heresias absurdas que pseudo-cristãos de nossas igrejas evangélicas e protestantes se dignam participar no Terceiro Grau do Rito Escocês Antigo e Aceito. É inacreditável que ainda haja líderes-servos em nosso meio que ousam trocar o Cristianismo bíblico, puro e autêntico pelo lixo espiritual da Maçonaria. Deleite-se com as fotos extraídas diretamente do Manual do Grau 3 e os comentários feitos a base delas:


Página 3
Logo de ínicio, na página 3, vemos evidenciais da teologia maçônica, que em todos os 33 graus com seus rituais já muito bem conhecidos por mim, não é apresentada como teologia para que os enganados por Satanás que por ali trilham pensem que não se trata de mais uma religião e, assim, não precisarão abandonar a sua própria. Então, ensinam que a vida nasce da morte, através do sacrifício da própria vida. Seria o sacrifício da própria vida um meio de se morrer e ganhar a vida? A Bíblia mostra que é Jesus Cristo que se sacrificou por nós e, portanto, não precisamos de nos sacrificar para ganhar a vida. (João 3:16; Romanos 3:25; 8:3) A vida nasce não da nossa morte, mas da morte de Cristo. .

Página 5
Na página 5 do livro secreto maçom do grau 3, observamos como os maçons são religiosos, orando ao Adonai Elohim da Bíblia! Estas palavras são proferidas à vista do corpo de Hiram Abi Assassinado. Quem é este Hirãm Abi? Hiram Abi é um nome extraído da Bíblia. Ele foi enviado pelo rei de Tiro, também chamdo Hiram, para ajudar a Salomão na construção do Templo. (1 Reis 5:1-9) Hiram Abi tinha muita competência em lidar com objetos de bronze. Ele veio ao Rei Salomão para fazer toda a obra necessária. (1 Reis 7:14) Assim, no conceito maçom, Hiram Abi era um pedreiro, ou um maçom. Mas que conversa é esta de o Maçom do grau 3 orar à vista do corpo de Hiram Abi? Mais abaixo saberemos a resposta.

Página 13.
Em nome de Jesus, jamais se  abre as sessões da loja maçônica, mas que maravilha ver um cristão - talvez pastor, diácono, missionário - exclamar: "Em nome de Deus e de São João, nosso padroeiro, está aberta a loja de mestre". Na Igreja, ora em nome de Jesus, mas na Loja Maçônica, em nome de São João. Mas este São João não é o São João Batista da Bíblia, mas o São João da Escócia, também conhecido como São João Esmoleiro ou São João de Jerusalém. A maçonaria reserva até um dia para este "São": 24 de junho. Por que este suposto cristão não ora na Igreja em nome de São João?

Pergunta ao cristão maçom: Você já orou hoje ao seu santo padroeiro? Se fez isso, você não tem identidade cristã. 

Depois dessa oração antibíblica, observe o que ocorre na preparação para se admitir os candidatos ao Grau 3 do Rito Escocês Antigo e Aceito:

página 14.
Sim! Uma pessoa entra num esquife, ou caixão, e o rosto dela deve estar coberto com pano mortuário desde os pés até a cintura e o seu rosto deve ser coberto com um pano de linho tinto de sangue! Será que Jesus participaria de uma ritualística espiritual dessas? E você, cristão verdadeiro, que segue apenas a Cristo e que somente ao sangue dele aceita como simbolo eficaz para a sua vida - participaria de um ritual destes? Você já não morreu com Cristo e se tornou corpo de Cristo? Não será ressuscitado na semelhança da ressurreição de Cristo? (Romanos 6:1-7) Que nojento, não é mesmo? E na Igreja Protestante e Evangélica não faltam pastores, diáconos e membros comuns para participar disso!

Continuando, o Ritual prossegue, e das páginas 15 em diante, a preocupação dos maçons ali é averiguar se o candidato a se tornar parte do Grau 3 é um assassino ou não. Claro que há um simbolismo nisso, MAS JESUS PARTICIPARIA DISSO?

Desconfia-se dele como assassino pelo fato de ele saber a palavra sagrada do Grau 3 que é Tubalcaim.  Imagine a cena agora, em que um pastor, diácono ou membro de igreja comum estivesse dentro da loja maçônica, no Ritual, recebendo a seguinte ofensa por desejar participar deste grau. 

Página 19.
Um outro PDF que tenho aqui usa a expressão "fala infeliz", em vez de "fala desgraçado". Como um cristão, se de fato o é, pode aceitar ser humilhado com a palavra "desgraçado" ou "infeliz" num ritual que segundo os pastores maçons nada os incomoda na maçonaria? Não recebeu ele a graça de Deus em Cristo Jesus? Mas ele é desgraçado por se desconfiar que ele é um assassino, que pode estar ludibriando os maçons ali presentes. Mesmo que tudo isso seja simbólico, conseguiríamos imaginar um apóstolo participando disso? Nem de longe! Enquanto esses verdadeiros profanos espirituais são chamados de desgraçados por não conhecer a palavra passe, nós, cristãos, salvos em Jesus, somos agraciados por Deus com tão grandiosa salvação (Hebreus 2:3).

Sabia você que muitos pastores e diáconos maçons, com quem já conversei, chegaram a me falar que entraram para a maçonaria para ver se ela, em algum aspecto, poderia ajudar no ministério deles? Isso sim é ser profano! Buscando na maçonaria ajuda para o ministério deles!

Enquanto isso, dentro da Loja Maçônica, durante o ritual, permanece o esquife. É o esquife de Hiram Abi, aquele que foi assassinado e que os maçons ali presentes estão a inquirir do candidato se ele é o assassino. Obviamente que há um simbolismo nisso, pois Hiram Abi morreu bem antes de Jesus e não poderia ter sido o candidato o seu assassino. Mas continuemos com as heresias cometidas ali.

Depois do candidato falar a palavra passe, prestar o juramento e ser aceito no Grau 3, para se tornar Mestre Maçom, ele é convidado a representar Hiram Abi, o maior de todos os maçons. Veja:
Página 23
Enquanto os cristãos são exortados a representar a Cristo, o maçom do Grau 3 recebe a ordem de representar o maior homem do mundo Maçom, Hiram Abi. Pode uma coisa dessas?

Após tal aprovação, o RESPEITAB:. passa a narrar a história de Hiram Abi e como ele foi morto. Segundo a maçonaria, Hiram era o grande artífice do templo de Salomão e foi morto por três traidores que ainda não eram mestres maçons e quiseram saber de Hiram a palavra secreta dos mestre maçom. O nome dos três seriam: Jubeias, Jubelos e Jubelum, sendo este último o que teria dado o golpe de misericórdia em Hiram. Quando os três se reúnem e descobrem que não haviam descoberto a palavra secreta de Mestre, decidem enterrar o corpo de Hiram em Jerusalém.

Segundo a lenda registrada no Ritual do Grau 3, os assassinos confessam o crime e recebem uma punição terrível de Salomão. Esta punição tem muito a ver com o juramento que o maçom faz para ingressar nessa sociedade/religião de Satanás. Observe:


Página 30
Em cada grau que o maçom avança, ele presta um juramento desejando que, caso viole os segredos maçônicos, sua garganta seja degolada, seu coração arrancado e seu corpo seja dividido ao meio (com algumas variações em cada grau). Este juramento maçônico vem desta "estória", ou lenda.
Conforme confidenciou-me um ex-maçom grau 33, QUE SE ARREPENDEU DE TER SIDO MAÇOM, a maçonaria manda matar o traidor em sentido simbólico. Se ele tem um comércio e os maçons ali frequentam, tal traidor jamais terá seus amigos maçons em seu estabelecimento. Também, os maçons "fritam" a pessoa na cidade toda, acabam com a reputação dele, desacreditando-a de todas as formas possíveis.

A seguir, preste atenção no que ocorre quando se encontra o corpo de Hiram. Um certo procedimento que se faz ali é feito em todos os funerais maçons, onde a retirada dos profanos (quem não é maçom) é solicitada. Veja:


Página 31
Espetaram na terra um ramo de acácia. No enterro maçom, o mestre de cerimônia segura no dedo mínimo e diz "a carne se desprende dos ossos".
Página 33
Daí, os maçons começam a rodar em volta do túmulo. Na outra extremidade do caixão, o Venerável Mestre tira o ramo de acácia do caixão, leva-o às suas narinas, e volta para dentro do caixão. Mas de onde eles trazem essa ritualística? Em Ezequiel 8:1-18, mostra como a casa de Judá nos dias de Ezequiel haviam se tornado sincretistas, ou seja, misturaram formas diferentes de adoração pagã e as trouxeram para dentro do templo. E uma das abominações que faziam eram levar o ramo ao nariz: "Vê, eles levam o ramo ao nariz". (Ezequiel 8:17) O que significava "levar o ramo ao nariz"?

De acordo com o Novo Comentário Bíblico de São Jerônimo, Antigo Testamento, página 632, trata-se de um dos gestos mesopotâmicos que indicavam um sinal fálico (sexual) e também de humilhação a um deus. Era a adoração ao Deus Tamuz, de acordo com o contexto de Ezequiel 8:1-18, sendo praticada em Israel.

É interessante que no Dicionário de Maçonaria, página 22, de Joaquim Gervásio de Figueiredo, Grau 33 da maçonaria, ele confessa que a Acácia, para os maçons, simboliza a inocência, a iniciação e a imortalidade da alma. Portanto, no funeral maçom, a acácia é usada para simbolizar a imortalidade da alma que o maçom terá. Mas simbolizam isso através de um ritual que Deus condena em Ezequiel 8:17.

Retornando ao Maçom que é aceito no Grau 3 e se torna Mestre Maçom, o ritual continua dentro da Loja. Ele precisa agora fazer um juramento de lealdade. Perceba que não faz o menor sentido um Pastor, Diácono ou membro comum de Igreja fazer tal juramento:



Além de um cristão verdadeiro não jurar desta forma, colocando seu corpo, o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19) e a morada do Pai e do Filho (João 14:23) nas mãos da própria maçonaria e do seu deusinho genérico, o G:.A:.D:.U:., neste juramento ele afirma que a Loja é consagrada a quem? A São João! Você gostaria de ter um pastor, diácono ou membro comum de Igreja que consagra sua vida a Deus mas faz juramentos numa loja consagrada a São João? Não é vergonhoso que as igrejas cristãs tolerem isto?

Mais vergonhoso ainda é compreender o significado da morte de Hiram nessa lenda maçônica. Isto é um absurdo que vou lher revelar. Na página 4 do Ritual do Grau 3, há a seguinte ilustração:


Página 4
Aqui temos um caixão de defunto. Representa a morte de Hiram. Segundo relatos de ex-maçons, eles tiveram que entrar aqui no ritual. Outros negam isso. Seja como for, como vimos na primeira foto acima, o objetivo do Grau 3 é ensinar que a vida nasce da morte. Hiram foi morto. Mas o que este Hiram, nesta lenda, significa? Isto é revelado aos maçons durante as sessões e não está transcrito no Ritual do Grau 3, todavia, quando vasculhamos a literatura maçônica, desvendamos que no Ritual do Grau 3, ao sair do caixão se está celebrando a ressurreição de Hiram Abi. Sim, é isso mesmo. Observe a explicação que o Sr. Joaquim Gervásio de Figueiredo dá, em seu livro Dicionário de Maçonaria - Seu Mistérios, Seus Ritos, Sua Filosofia e Sua História,página 176:


Observe a confissão de um maçom Grau 33 em seu próprio dicionário! Ele afirma que esta ritualística de Hiram Abi e a lenda de seu martírio é vinculada às lendas de ressurreição de Osíris, Tammuz (o mesmo a quem os judeus em Ezequiel 8:17 estavam adorando por levar os ramos ao nariz), Khrishna, Adônis e Cristo. Em primeiro lugar, a ressurreição de Cristo é posta em pé de igualdade com a dessas falsas divindades. Em segundo lugar, a ressurreição de Cristo é considerada para explicar o que ocorre com Hiram Abi. E para o maçom, o seu grande exemplo a ser seguido é Hiram Abi, que não revelou os segredos aos que não estavam aptos ainda para conhecê-los.

Portanto, o maçom que entra no caixão imita ao seu exemplo mor, Hiram Abi, morrendo para o mundo profano e ressuscitando, quando sai do caixão, após receber a ritualística do ramo de acácia, símbolo da imortalidade da alma. Pode um cristão participar da maçonaria?

Se você souber que seu pastor é maçom, ou foi e não se arrepende de ter sido, cuidado ao se posicionar contra a maçonaria. Ele, de alguma forma, te perseguirá. Eles não reagem como um pastor que foi maçom e deixou à maçonaria dizendo para seus colegas e pastores maçons:"Se vocês conseguem ser cristãos e conviver com isso, fiquem. Eu não consigo." Os maçons nas Igrejas se unem para destruir sua reputação quando você condena as heresias maçônicas. Você perceberá que em comparação aos outros, você não terá oportunidades de pregar, ser um professor da Escola Bíblica Dominical, orar, etc. E muito menos espere ser diácono e pastor. Pelo menos é o que tenho ouvido de ex-maçons. Quer um conselho se seus líderes são maçons? Caia fora desta Igreja! Ela está em prostituição espiritual! -"

Fernando Galli

25 março 2015

LIÇÃO 13 - 29/03/15 - "A IGREJA E A LEI DE DEUS"


TEXTO ÁUREO

“Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes, estabelecemos a lei."(Rm3.31)

VERDADE PRÁTICA

0 Senhor Jesus definiu de maneira clara a relação entre o Antigo e o Novo Testamento, entre a Lei e o Evangelho



Leitura em classe

Mateus 5.17-20; Romanos 7.7-12


Quando Jesus de Nazaré veio ao mundo terreno, Ele mostrou que a principal razão da sua vinda era esta: “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” (Jo 10.10). Jesus de Nazaré é a Palavra encarnada. É o cumprimento de toda a lei: “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mt 22.34-40). Não podemos fazer com a Lei de Cristo o que os escribas fizeram com os Dez Mandamentos: Atentar para a dureza da Lei e esquecer-se do olhar amoroso que ela nos demanda.

Mais importante que obedecer a letra é alcançar o espírito da Lei, que é Cristo. Assim o apóstolo Paulo ratifica: “Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13.9,10). Quer cumprir a Lei de Deus de todo coração? Ame! Contra o amor não há lei. Por quê? O amor é o cumprimento da lei. Em vez de decorarmos uma lista de “pode não pode”, devemos fazer tudo baseado no amor — naturalmente a Bíblia não se refere ao amor romântico das telas de Hollywood, mas à disposição de se fazer o que tem de ser feito em favor do outro, segundo o Evangelho —, então cumpriremos a lei de Deus na íntegra. O nosso Senhor resumiu toda a lei ao dizer que o seu objetivo é levar os homens à plenitude do amor. Aqui está o seu signifi cado: “E disto demanda a Lei e os Profetas” (Mt 22.40).

Precisamos relembrar que o Decálogo tem uma divisão natural que versa sobre o relacionamento do homem com Deus e do homem com o seu próximo. A nossa relação com a lei de Deus deve se dá nestes termos: vertical, amando a Deus de todo coração e alma; horizontal, amando o próximo como a si mesmo. Mais do que quaisquer perspectivas de interpretação, o mais importante é nos conscientizarmos da importância dos princípios eternos de Deus revelados na sua Palavra e interpretados pela pessoa bendita de Jesus de Nazaré. Por isso, toda leitura do Antigo Testamento precisa e deve ser feita tendo Jesus como a chave hermenêutica da nossa leitura e interpretação.

“Não cuideis que vim destruir a lei e os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir” - Mateus 5.17.

Os estatutos do Senhor (Salmo 119.33-36). O salmista faz vários pedidos que expressam o desejo de ser instruído. Ele entendeu que de si mesmo não tinha condições de aprender os caminhos divinos e usufruir o que está escrito nas Escrituras Sagradas. Nenhum ser humano tem em si mesmo essa capacidade; no entanto, quando somos ensinados pelo Mestre, a Bíblia passa a ser um Livro vivo. Ao falar a respeito do ministério do Espírito Santo, Jesus declarou que, dentre as várias atribuições que foram dadas a Ele, é a de nos ensinar todas as coisas e nos fazer lembrar o que Deus tem dito (João 14.26).

O cristão e a Lei. O Novo Testamento diz que nós, que estamos sob a graça, não estamos subordinados a Lei (Romanos 6.14). Nosso relacionamento com Deus não depende de observar uma lista extra de leis, mas, em vez disso, de corresponder aos estímulos do Espírito Santo.

Os Dez Mandamentos foram especialmente dados a Israel. Mas também foram dados para nós, Igreja de Cristo, as dez ordenanças do Decálogo revelam Deus como uma Pessoa moral e amável e somos instruídos a imitá-lo (Efésios 5.1).
Somos Igreja quando estamos reunidos em nome de Cristo. “Igreja” é uma palavra vertida do grego koiné do termo Eklesia, significa “assembleia”, “ajuntamento”. A primeira vez que aparece no Novo Testamento, foi proferida por Cristo. A citação está em Mateus 15.15-17.

Qual o significado de Mateus 5.17? Jesus Cristo é o sujeito, o alvo, o cumprimento das profecias do Antigo Testamento (Mateus 1.22; 2.6, 15, 17, 18, 23, 3.3; 4.14-15). No Sermão do Monte, Cristo afirmou enfaticamente que não veio para destruí-la, pois a Lei não pode ser anulada.

O texto de Mateus mostra a expressa e total obediência de Jesus à Lei, tanto pela sua obediência a ela como pela sua morte sacrificial. Ele viveu toda a Lei, As Escrituras expõem que toda a Lei foi cumprida em Jesus, o único que cumpriu-a por inteira (Gálatas 3.11, 24). Além disso, capacitou os que creem e confiam nEle a satisfazer as suas exigências.

Como o cristão se relaciona com a Lei nos dias atuais?  O Decálogo nunca teve a função de salvar, mas, de conduzir as pessoas a Cristo. A Lei de Deus, entregue por Moisés, tinha os seguintes objetivos: veio para para expor e condenar a malignidade pecado do homem (Romanos 3.20; 7.7); prover um padrão de justiça; revelar a santidade de Deus; levar o homem à plena consciência de que é pecador; apontar para aquEle que a viveria integralmente.

Quem ama a Cristo guarda os seus mandamentos (João 14.23-24). Se ao guardarmos os mandamentos damos prova de que amamos a Deus, também provamos o contrário quando não os observamos.

Ninguém pode ser salvo pelas obras da Lei, apesar disso ela é dada aos crentes. A fé em Jesus é a chave para o cumprimento da lei.

Jesus cumpriu a Lei e deu a ela um novo significado, enfatizando o amor a Deus e ao próximo.

A Lei do Espírito de Vida (Romanos 8.2). Ninguém pode ser justificado pelas obras da lei (Gálatas 2.16). Hoje, vivemos a Lei do Espírito de vida em Cristo Jesus. O fato de estarmos debaixo da graça não nos isenta de obedecermos aos mandamentos de Deus (Romanos 6.15). Todavia, é preciso perceber com clareza que o cumprimento da lei moral não é um mérito pessoal conquistado pelo esforço próprio, mas uma situação que surge de um coração regenerado e transformado.

As Escrituras Sagradas é a inerrante Palavra de Deus revelada ao ser humano. O Criador preservou-a de forma incontestável a sua mensagem ao longo dos séculos, o que nos traz a garantia de que podemos confiar em seu conteúdo como regra de fé e conduta, como a lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos (Salmo 119.115).

A Lei real (Tiago 2.8). As leis do Antigo Testamento destinadas à nação de Israel , tais como as leis sacrificiais, cerimoniais, sociais ou cívicas, já não são obrigatórias (Hebreus 10.1-4). A Lei que o crente deve cumprir se consiste nos princípios éticos e morais do Antigo Testamento (Romanos 3.31; Gálatas 5.14); bem como nos ensinamentos de Cristo e dos apóstolos (1 Coríntios 7.19; Gálatas 6.2).

A ética do Reino mencionada por Jesus no Sermão do Monte não é alcançada pelo esforço humano e, muito menos, é condição para alcançar a salvação. A única maneira pela qual a humanidade pode ser redimida é pela fé em Jesus Cristo.

A sombra dos bens futuros (Hebreus 10.1). Pensar com prudência sobre a lei divina para os dias atuais é uma necessidade que nos pressiona, pois ela nos fornece valores e princípios eternos, sustenta nossos passos e dá em momento oportuno a garantia de felicidade perpétua.

O Evangelho isenta-nos da Lei (Gálatas 4.1-5). Mesmo depois de terem conhecido Cristo, os crentes gálatas passaram a observar o calendário de festas judaicas como se ainda fossem servos da Lei. Então, por meio de uma comparação, Paulo explicou que os que creem em Jesus são filhos de Deus e não precisam fazer coisa alguma para merecer as dádivas do Senhor, pois elas foram dadas como herança.

Subsídio para o Professor: 

Na aula de hoje, a fim de reforçar as orientações apresentadas, refletiremos a respeito da relação entre lei e graça no contexto da igreja. Inicialmente meditaremos sobre o significado da lei de Deus para os israelitas, em seguida, analisaremos a abordagem de Jesus no que tange à lei, e ao final, compararemos o papel da lei e da graça para a igreja. Concluiremos mostrando que os Dez Mandamentos se aplicam à igreja, mas que são cumpridos no amor-agape.

1. A LEI DE DEUS
A revelação da lei de Deus deixou os israelitas atônitos, de acordo com o registro bíblico, “todo o povo viu os trovões, e os relâmpagos, e o sonido da buzina, e o monte fumegando; e o povo, vendo isso, retirou-se e pôs-se de longe” (Ex. 20.18). Isso aconteceu depois que o Senhor desceu sobre o monte Sinai, de modo que aquele povo pode testemunhar a glória de Deus (Ex. 19.18). Diante daquela manifestação gloriosa –  shekinah – o povo se distanciou do lugar, permanecendo distante. Isso tem a ver com a demonstração da grandiosidade divina, e na limitação humana. Os israelitas interpretaram a lei como instrumento de julgamento, deixando de atentar para seu lado positivo (Ex. 20.19). Com base nessa tradição, uma ala do judaísmo preferiu um relacionamento distante de Yahweh. 

Ele chegaram a pedir a Moisés que intercedesse por eles, não queriam ouvir a revelação diretamente de Deus (Ex. 20.19). Foi nesse contexto que Moisés se colocou como mediador entre Deus e os homes, assumindo a condição de profeta. Esse testemunho é dado em Dt. 5.5 “naquele tempo, eu estava em pé entre o Senhor e vós, para vos notificar a palavra do Senhor, porque temestes o fogo e não subistes ao monte”. O povo teve dificuldade de compreender o espírito da lei, ao invés de vê-la como uma dádiva, para evitar que eles pecassem, e fossem destruídos, assumiram apenas o lado negativo (Ex. 20.20). Nos tempos de Jesus muitos religiosos interpretaram erroneamente a Lei, tornando-a um fardo para as pessoas. O legalismo presente em algumas igrejas evangélicas é um reflexo desse equívoco.

2. JESUS E O CUMPRIMENTO DA LEI
A própria Lei tem seus limites, ninguém é capaz de guarda-la, estamos fadados ao fracasso, pela condição pecaminosa. É justamente por esse motivo que Paulo explica que nenhuma carne será justificada diante de Deus pelas obras da Lei. O próprio Apóstolo deixa claro que o papel da Lei e apenas revelar o pecado (Rm. 3.20). Tiago reforça esse argumento ao declarar que qualquer que tropeçar em um só ponto da lei torna-se culpado de todos (Tg. 2.10). 

A lei pode apenas condenar, ela não tem poder para salvar, identifica a doença, mas não provê o remédio. Por isso temos a necessidade de um melhor Mediador, providenciado pelo próprio Deus. A providência divina é atestada por Paulo, afirmando que há apenas um Mediador entre Deus e os homens (I Tm. 2.5,6). Por meio de Cristo Deus providenciou o que a lei não pode fazer (Rm. 8.3), dando-nos um Mediador superior a Moisés (Hb. 3.3; 8.6; 9.15; 12.22-24). Isso significa que não estamos sem Lei para Deus, estamos agora debaixo da Lei de Cristo (I Co. 9.21). A obra redentora de Cristo cumpriu a Lei, Ele mesmo declarou que não veio para destruir a lei, mas para cumpri-la (Mt. 5.17,18). Na sua morte Jesus cumpriu a lei cerimonial (Mc. 27.50,51;Lc. 24.46), bem como as instituições festivas e sacrificiais (Hb. 5.4,5; I Co. 5.7). Em consequência disso não nos cabe mais ficar presos às cerimônias do culto judaico, como apregoam algumas igrejas judaizantes (Cl. 2.17).

3. LEI E GRAÇA
A lei é boa e santa, serve para mostrar o pecado (Gl. 3.11,24,25), mas não pode libertar o homem do pecado (Rm. 7.12). Após a regeneração o cristão se coloca na dependência do Espírito Santo, e passa a produzir Seu fruto (Gl. 5.22). A produção do fruto do Espírito resulta no processo de santificação (Rm. 8.1-7). Por meio dEle nos tornamos cumpridores de toda a lei, na medida em que demonstramos amor a Deus e ao próximo (Mc. 12.28-33), nisso se resume a lei e os profetas (Mt. 22.40). A igreja segue a Lei de Cristo, que se concretiza no amor, não mais na lei mosaica (Rm. 6.14; 13.9,10; Gl. 5.18). De modo que, como dizia Agostinho, “ame a Deus e faça o que quiser”. Essa declaração reflete a prática do cristão debaixo da graça, que é o favor imerecido de Deus, tudo que fazermos deve ser motivado pelo ágape. Foi justamente isso que Jesus disse ao declarar que a justiça dos Seus seguidores deve exceder a dos escribas e fariseus (Mt. 5.20). Os religiosos do tempo de Jesus se firmavam na observância a preceitos externos, mas os seguidores de Cristo obedecem por amor (Jo. 14.21). Estamos libertos da lei mosaica, mas não estamos livres da Lei de Cristo (Rm. 3.28), mas por causa do amor que temos por Ele, e em reconhecimento da graça de Deus que nos alcançou, a obediência não nos é um fardo, pois sabemos que o jugo de Jesus é leve e suave (Mt. 11.28). Porque Ele nos amou primeiro, e provou entregando Sua vida por nós obedecemos com alegria (Jo. 3.16; Rm. 5.8; I Jo. 4.19).

CONCLUSÃO
Os dez mandamentos têm o seu valor para a igreja atual, principalmente se atentarmos para seus princípios imutáveis. Interpretá-los, à luz do evangelho de Cristo, considerando-O como Mediador superior a Moisés, possibilita aplicações que conduzem a uma vida santa. Mas todos esses mandamentos podem ser reduzidos ao agape, a expressão do amor divino dirige-nos para a obediência, com satisfação de estar no centro da vontade de Deus (Rm. 12.1,2).

Abraços, caros irmãos.

Bom proveito.
Viva vencendo todas  'mistruras'!!!

IGREJA 'EVANGÉLICA GAY' DO DF, ACOLHE HOMOSSEXUAIS EXPULSOS DE OUTRAS IGREJAS

comunidade-athos
Uma igreja fundada por homossexuais rejeitados em suas antigas denominações funciona no antigo ponto central de prostituição de Brasília (DF). A Comunidade Athos, localizada no Conic, é voltada para quem deseja praticar o ‘cristianismo’ sem sofrer preconceitos por causa da orientação sexual.
Márcia Dias, pastora da igreja, diz que a igreja possui cerca de 300 membros, e em média 80 pessoas participam dos cultos. Quase 100% são gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais – incluindo ela própria. "De cabeça, lembro de três heterossexuais que frequentam", diz.
A Athos não condena a homossexualidade e prega a teologia inclusiva, afirmando que isso está de acordo com a Bíblia. "Há muitos erros por parte de outras igrejas. Sodoma e Gomorra, por exemplo, não era formada só por gays. Ou seja, não é a homossexualidade que foi punida por Deus", afirma a pastora.
O sexo não é colocado no contexto do casamento, basta ter um relacionamento estável para a prática. "Não permitimos a promiscuidade. O sexo pode ocorrer entre pessoas que já mantém uma relação estável. Não estamos exigindo registro em cartório, até porque a Bíblia não fala disso, mas sim que as pessoas estejam com um parceiro".
Cerca de 90% dos fiéis são homens. "Algumas mulheres são lésbicas, frequentam igrejas e ninguém percebe. Com homens, é diferente", justifica o designer gráfico Fábio Carvalho, que cuida das redes sociais da Athos.
O culto da Athos tem uma estrutura semelhante ao de outras igrejas evangélicas. Durante a pregação, o pastor Alexandre Feitosa alerta sobre os "falsos profetas" que dizem que um relacionamento entre duas pessoas do mesmo sexo não pode dar certo.
O erro das igrejas e dos homens
Por um lado, líderes de igrejas fecham as portas para as pessoas que chegam às congregações sujas pelo pecado e confusas com aquilo que a cultura secular tem semeado em suas vidas. Como disse Jesus aos fariseus, “ai de vocês, porque percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês”, no texto bíblico de Mateus 23.
Por outro, pessoas que não se colocam a disposição da obra que Deus tem a fazer na vida delas, se negam a andar como Cristo andou: negando a si mesmas, tomando diariamente a sua cruz e O seguindo. O homem que se volta aos prazeres da carne é capaz de abrir igrejas hereges e tornar a Palavra de Deus algo antiquado e ultrapassado, encontrando em versículos isolados a justificativa para sua vida pecaminosa – isso não se resume ao homossexualismo, mas a toda prática do pecado.
Pela graça de Deus somos salvos, e pela misericórdia, que se renova a cada manhã, somos perdoados e temos a oportunidade de recomeçar a vida por um novo e vivo caminho.
Revista Enfoque Gospel - Fev. 2015

24 março 2015

ISAAC NEWTON: CIENTISTA E TEÓLOGO

Ele era uma pessoa fora do comum - distraído e generoso, sensível à crítica e modesto. Enfrentou uma série de crises psicológicas. Tinha dificuldade em manter boas relações sociais. Contudo, ele foi um dos raros gigantes da História - um físico brilhante, astrônomo e matemático extraordinário e um filósofo natural.
Quando Isaac Newton, aquele raro gênio inglês e cavalheiro, morreu em 1727 com a idade de 85 anos, deixou uma marca indelével em todo trabalho a que se dedicou. Conhecemos suas leis do movimento e a teoria da gravitação. Nós o conhecemos por suas contribuições à compreensão do universo,. Mas raramente conhecemos suas contribuições à teologia cristã. Depois de um estudo intenso de seus escritos, concluí que Newton era não só um grande cientista, mas também um grande teólogo - um verdadeiro evangélico, criacionista e intérprete das profecias.
Minha jornada para a compreensão de Newton como teólogo começou há pouco mais de 45 anos, quando me tornei evangélico, depois de assistir a uma série evangelística sobre as fascinantes profecias de Daniel e Apocalipse. Estava então estudando na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, tendo em vista obter um diploma de engenheiro.
O ambiente da Universidade não era de molde a nutrir minha fé. Eu era bombardeado de todas as direções. Materialismo, preocupações humanísticas e uma filosofia científica restrita convergiam para colocar em dúvida minha fé recente. Eu precisava de algo para defender o que cria ser verdadeiro, e queria que minha defesa fosse sã e lógica.
Em minha procura de literatura apropriada, descobri uma versão portuguesa, de 1950, de "Newton's Observations Upon the Prophecies of Daniel and the Apocalypse" (Observações de Newton Sobre as Profecias de Daniel e o Apocalipse). Não encontrei essa obra na biblioteca da escola, tampouco numa livraria; mas em uma banca de livros velhos em uma esquina de uma rua em São Paulo. Fiquei encantado ao descobrir que o mesmo Isaac Newton a quem nós, como estudantes de engenharia, conhecêramos em ótica, mecânica, cálculo e gravitação, tinha dedicado bastante tempo e esforço à cronologia bíblica e à interpretação de profecias!
Com efeito, a Enciclopédia Britânica dá uma lista de livros de Newton: "The Chronology of Ancient Kings Amended" e "Observations Upon the Prophecies of Daniel and the Apocalypse of St. John" entre suas cinco obras mais importantes, as outras sendo "Philosophiae Naturalis", "Principia Mathematica", "Opticks" e "Arithmetica Universalis".
Minha descoberta e estudo de Newton como um cristão levou-me a compreendê-lo como um criacionista, um evangélico e um intérprete das profecias.
 Newton, o criacionista
Roberto Boyle, pioneiro em estudos das propriedades dos gases e forte promotor do cristianismo, que advogava o estudo científico da natureza como um dever religioso, morreu em 1691. Seu testamento provia fundos para uma série de palestras anuais para a defesa do cristianismo contra a incredulidade. Richard Bentley, clérigo e destacado erudito clássico, apresentou a primeira série de palestras em 1692.
Na preparação de suas palestras, Bentley buscou a ajuda de Newton, que já era famoso por seu "Principia" (1687). Bentley esperava demonstrar que, segundo as leis físicas que governam o universo natural, teria sido impossível os corpos celestes surgirem sem a intervenção de um agente divino.
Desde então, Bentley e Newton trocaram uma correspondência "quase teológica". Newton declarou: "Quando escrevi meu tratado sobre nosso sistema, tinha meus olhos voltados a princípios que podiam funcionar considerando a crença da humanidade em uma Divindade, e nada me dá maior prazer do que vê-lo sendo útil para esse fim" (1). Newton escreveu de novo: "Os movimentos que os planetas têm hoje não podiam ter sido originados em uma causa natural isolada, mas foram impostos por um agente inteligente" (2).
Outros escritos confirmam a forte crença de Newton num Criador, a quem ele se referia freqüentemente como o "Pantokrator", termo grego, que significa o Todo-poderoso, "com autoridade sobre tudo o que existe, sobre a forma do mundo natural e sobre o curso da história humana".
Newton expressa suas convicções com clareza: "Precisamos crer que há um só Deus ou monarca supremo a Quem podemos temer e guardar Suas leis e dar-Lhe honra e glória. Devemos crer que Ele é o Pai, de quem vêm todas as coisas, e que ama Seu povo como Seu Pai. Devemos crer que Ele é o "Pantokrator", Senhor de todas as coisas, com poder irresistível e ilimitado domínio, do qual não podemos esperar escapar, se nos rebelarmos e seguirmos a outros deuses, ou se transgredirmos as leis de Sua soberania, e de Quem podemos esperar grandes recompensas se fizermos Sua vontade. Devemos crer que Ele é o Deus dos judeus, que criou os céus e a Terra e tudo o que neles há, como expresso nos Dez Mandamentos, de modo que podemos agradecer-Lhe pelo nosso ser e por todas as bênçãos desta vida, e guardar-nos de usar Seu nome em vão ou adorar imagens de outros deuses" (3).
Newton também se preocupava com a restauração da Igreja Cristã à sua pureza apostólica. Seu estudo das profecias o levou a concluir que afinal a Igreja, a despeito dos seus defeitos presentes, triunfaria. William Whiston, que sucedeu a Newton como professor de matemática em Cambridge, e escreveu "The Acomplishment of Scripture Prophecies" (O Cumprimento das Profecias da Escritura), declarou, depois da morte de Newton, que " ele e Samuel Clarke tinham desistido de lutar pela restauração da Igreja às normas dos tempos apostólicos primitivos porque a interpretação que Newton dava às profecias os tinha levado a esperar uma longa era de corrupção, antes de poder ser efetiva"(4).
Newton cria num remanescente fiel que testemunharia até o fim dos tempos. Um de seus biógrafos escreve: "Por Igreja verdadeira, à qual as profecias apontavam, Newton não pensava incluir todos os cristãos nominais, mas um remanescente, um pequeno povo disperso, escolhido por Deus, povo que, não sendo movido por qualquer interesse, instrução ou poder de autoridades humanas, é capaz de se dedicar sincera e diligentemente à busca da verdade. Newton estava longe de identificar o que quer que existisse a seu redor como o verdadeiro cristianismo apostólico. Sua cronologia interna tinha posto o dia da trombeta final dois séculos mais tarde" (5).
No segundo capítulo do livro de Daniel, Newton viu o desenvolvimento da história da humanidade até o fim do tempo, quando Cristo estabeleceria Seu reino. Sobre esse assunto, ele escreveu: "E uma pedra cortada sem mãos, que caiu sobre os pés da imagem, e reduziu a pedaços os quatro metais, e tornou-se uma grande montanha, e encheu toda a Terra; ela representa que um novo reino devia surgir, depois dos quatro, e conquistar todas aquelas nações, e tornar-se muito grande, e durar até o fim dos séculos" (6).
Tratando das visões subsequentes de Daniel, Newton deixa claro que depois do quarto reino estabelecido na Terra, dar-se-ia a segunda vinda de Cristo e o estabelecimento do Seu eterno reino: "A profecia do Filho do homem vindo nas nuvens do céu relaciona-se com a Segunda vinda de Cristo" (7).
 Newton, o intérprete profético
Newton não estava satisfeito com a interpretação das profecias, então corrente. Sustentava que os intérpretes não tinham "método prévio. ... Eles torcem partes da profecia, colocando-as fora de sua ordem natural, segundo sua conveniência"(8).
Em harmonia com sua abordagem de questões científicas, Newton estabeleceu normas para interpretação profética, com uma codificação da linguagem profética a fim de eliminar a possibilidade de distorção ao bel-prazer dos intérpretes, e adotou o critério de deixar a Escritura revelar e explicar a Escritura.
Assim, a interpretação de Newton divergia da maioria de seus contemporâneos. Não estava interessado em aplicar a profecia para explicar a história política da Inglaterra, como alguns outros faziam, mas em focalizar o princípio da grande apostasia que ocorreu na Igreja, e a restauração final da igreja à sua pureza.
Este interesse na restauração da Igreja à pureza apostólica levou Newton a um estudo sobre a segunda vinda de Cristo. Sua preocupação com o futuro o levou às 70 semanas do capítulo nove do livro de Daniel. Ele, como os dispensacionalistas de hoje, designava a última semana para um futuro indeterminado, quando a volta dos judeus e a reconstrução de Jerusalém iriam começar, culminando com a gloriosa segunda vinda de Cristo.
Essa interpretação, naturalmente hoje não é aceita unanimemente nos meios evangélicos. Contudo, os princípios de interpretação de Newton estão em harmonia com os princípios utilizados por alguns evangélicos. Por exemplo, considere a seguinte interpretação que Newton faz dos símbolos:
"Ventos tempestuosos, ou o movimento de nuvens (significam) guerras; ... Chuva, se não excessiva e orvalho e água viva, (significam) as graças e doutrinas do Espírito; e a falta de chuva, a esterilidade espiritual. Na Terra, a terra seca e as águas congregadas, como um mar, um rio, um dilúvio, significam o povo de várias regiões, nações e domínios. ... E diversos animais como um leão, um urso, um leopardo, um bode, segundo suas características, representam diversos reinos e corpos políticos. ... Um governante é representado por ele cavalgar um animal; um guerreiro e conquistador, por ter uma espada e um arco; um homem poderoso, por sua estatura gigantesca; um juiz, por pesos e medidas; ... honra e glória, por uma roupagem esplêndida; dignidade real, através de púrpura e escarlate, ou por uma coroa; fraqueza, por roupas manchadas e sujas" (9).
Na interpretação de profecias relacionadas com tempo, Newton sustentava que "os dias de Daniel são anos" (10). Ele aplicou o princípio de dia-ano (Eze. 4:6 e 7; Núm. 14:34) para interpretar as 70 semanas do capítulo nove de Daniel (11) e aos três tempos e meio do período de apostasia (Dan. 7:25). Newton deixa claro que o "dia profético" é "um ano solar", e que "tempo na profecia também é equivalente a um ano solar"; e "tempos e leis foram daí em diante dados em sua mão, por um tempo, tempos e metade de um tempo, ou três tempos e meio; isto é, por 1260 anos solares, calculando o tempo por um ano de 360 dias, e um dia por um ano solar"(12).
 Conclusão
Newton era muito cauteloso em suas crenças religiosas. Isso explica, em parte, a razão pela qual não publicou suas obras teológicas quando em vida. Talvez Newton, cônscio do ambiente religioso inglês, não queria ser acusado de heresia, mas seguiu a verdade como a via na Bíblia. Felizmente, suas obras teológicas foram publicadas postumamente.
Como evangélicos vivendo no final do século XX, podemos não concordar com todas as interpretações de Newton em relação às profecias bíblicas. Mas podemos tirar proveito de suas obras teológicas e de sua metodologia cuidadosa, de modo a podermos ficar firmes e defender nossa fé, mesmo quando seguindo estudos científicos.
Apesar de suas muitas realizações e de seu renome internacional, Newton era modesto. Pouco antes de sua morte, afirmou: "Não sei o que posso parecer ao mundo, mas para mim eu pareço ter sido apenas um menino brincando à beira do mar, e divertindo-me em achar de vez em quando uma pedrinha mais lisa ou uma concha mais linda do que de costume, enquanto o grande oceano da verdade jaz por ser descoberto diante de mim".
Aqui está um gigante da ciência que não se envergonhava de sua fé e que devotou tempo para compreender a Palavra de Deus tanto no que toca sua predição do movimento da história como em prover diretriz para nossa vida pessoal.
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(*) Ruy Carlos de Camargo Vieira, é Ph.D., engenheiro mecânico-eletricista pela USP, professor emérito da USP, ex-membro do CONFEA, CFE, Conselho Superior da Agência Espacial Brasileira, ex-consultor do PNUD e fundador da Sociedade Criacionista Brasileira.
 Referências
(1) Richard S. Westfall. The Life of Isaac NewtonCambridge, University Press, 1993, p. 204.
(2) Bernard Cohen. Isaac Newton: Papers & Letters on Natural Philosophy, Cambridge, Harvard University Press, 1958, p. 284.
(3) Richard S. Westfall. Op. Cit., p. 301.
(4) Ibid., p. 300.
(5) Ibid., p. 128.
(6) Isaac Newton. Observations Upon the Propheciess of Daniel and the Apocalypse of St. John, pp. 25 e 26.
(7) Ibid., p. 128.
(8) Richard S. Westfall, Op. Cit. pp. 128 e 129.
(9) Isaac Newton, Op. Cit. pp. 18-22.
(10) Ibid., p. 122.
(11) Ibid., p. 130.
(12) Ibid., p. 113 e 114.

23 março 2015

SERIE DROGAS ESPIRITUAIS - 09

  

A palavra “conversão” é a mais sonora de todas as que são usadas nos movimentos de caráter evangélico que têm surgido ultimamente, afastando os participantes do legítimo “Evangelho da Cruz de Cristo” em direção a um “evangelho de poder espiritual”.

Até hoje não existe uma só pessoa que tendo passado por uma lavagem cerebral possa admitir essa realidade. Daí por que as vítimas da lavagem cerebral muitas vezes se transformam em importantes divulgadoras dos movimentos que usam essa técnica reprovável.

Os organizadores desses “movimentos de poder”, também conhecidos como “grupos”, têm usado expressões ou idéias bíblicas, a fim de se apresentarem como “espinafres salvadores” dos pobres “crentes sem poder”. Esses grupos chegam a usar o número dos “12 apóstolos”, também dos “70 discípulos” que saíram a pregar, dos “120 discípulos” que estavam no cenáculo no Dia de Pentecostes, e até mesmo dos  “500 irmãos que viram Cristo subir aos céus”. A ambição de poder econômico e religioso não tem limite e os crentes mal informados, afastados da oração e da leitura bíblica diárias, vão caindo nessas armadilhas perigosas e se entregando nas mãos desses falsos profetas, que trazem a apostasia para dentro das igrejas de Cristo, em nome de um  “espírito santo”, que é o seu “office boy”.

Os organizadores desses “encontros” costumam usar os três estados de inibição transmarginal identificados pelo cientista russo Pavlov (que usava cães em suas experiências), a fim de processar o condicionamento de suas cobaias. São eles: O estado equivalenteo estado paradoxal e o estado transparadoxal.

Levando os participantes ao trânsito relâmpago em cada um desses estados, a conversão às suas doutrinas se torna  rápida,  consistente e definitiva. A lavagem cerebral executada através da música ritmada e repetitiva, da repetição de frases ou palavras de efeito (mantra), da leitura de trechos bíblicos fora do contexto, deliberadamente escolhidos pelos organizadores desses “encontros”, conduzem os participantes a um estado mental de aceitação de suas doutrinas. As vítimas desses “encontros”, realizados geralmente em fins de semana, em lugares ermos propositadamente escolhidos para esse fim, entram facilmente em “estados alterados de consciência”, chegando à “regressão ao útero materno”,  e à “viagem fora do corpo”, agindo como todas as pessoas que passaram por um estado de hipnose.

Os jargões padronizados - como por exemplo: “Deus é tremendo!”, ou então, “Direi ao Norte: Dá!”- depressa induzem os participantes ao transe hipnótico, deixando-os num estado de excitação e  expectativa, às vezes até num estado de euforia, mais que depressa atribuído ao Espírito Santo.

Quando o preletor começa a mostrar os terrores demoníacos que rondam o ambiente, prometendo-lhes, em seguida, uma solução, os participantes se entregam logo nas mãos do mesmo, como se ele fosse o próprio Salvador, em nome de quem está pregando. O efeito é imediato. Muitos daqueles condicionados mentais começam a cair para trás, a falar línguas estranhas, a rir descontroladamente, e até mesmo a se arrastar pelo chão, como minhocas espirituais nas mãos dos “pescadores de almas”. Tudo isso porque ignoram que “Deus não é de confusão”, que o Espírito Santo não é um “hippie” e, portanto, nunca age numa mente perturbada por mecanismos psicológicos. O que aí acontece é uma CATARSE, que leva os participantes a extravasarem suas emoções reprimidas, desejando transformar-se em “novas criaturas”, muitos deles até mesmo recebendo uma cura imediata para os seus males psicossomáticos.

Como esses “encontros” sempre acontecem em lugares ermos, longe das confusões do mundo, os participantes, já condicionados às instruções dos preletores, num quadro  tipicamente “orwelliano”, transformam-se em “robôs” espirituais manipulados pelo carisma desses MULTIPLICADORES DE SONHOS, ou melhor, falsos profetas,  sentindo-se na obrigação de obedecer cegamente as suas instruções, porque já ouviram mil vezes o versículo bíblico: “obedecer é melhor do que sacrificar”.

O jejum e a frugal alimentação à base de frutas e legumes é imprescindível para facilitar o condicionamento. Os “robôs” sentem-se fisicamente mais leves e espiritualmente mais acesos, transformando-se em verdadeiros “budas” evangélicos, atingindo facilmente o estado “ALFA”, quando tudo aceitam com passividade. A música ritmada, os jargões, a iluminação apropriada para os condicionamentos, os jogos de cena carregados de atração indutiva e ao mesmo tempo indiscernível, são os aliados dos organizadores desses “encontros”, os quais sempre conseguem o que desejam. No final do dia, os participantes foram levados a uma atividade “espiritual” tão intensa, que o cansaço físico e mental chegou ao extremo e então eles desabam sobre os colchões, por não conseguirem pensar em coisa alguma que não seja atingir o desejado “nirvana”. Dormem para esquecer o cansaço, os medos, as frustrações, os complexos de culpa. Contudo, as mensagens subliminares que lhes foram impingidas continuam atuando em suas mentes, mesmo porque o cérebro nunca dorme.

Após 48 horas de treinamento intensivo, os organizadores dos “encontros” já conseguiram provocar o que se chama “redução da vigilância”, que é uma espécie de colapso nervoso provocado pela exaustão física e mental, pela dieta adequada aos propósitos dos organizadores, fatores que reduzem o grau de vigilância. Então os participantes entram no segundo estágio, que é a “confusão programada”. Ela é exercida através do excesso de informações dirigidas, de leituras bíblicas escolhidas para esse fim, e de discussões entre os participantes, obviamente vigiados pelos preletores do “encontro”.   Nesse estado de confusão mental, a realidade e a fantasia se misturam de tal maneira que o participante regride à infância, quando o pai/mãe representavam o seu único deus. Finalmente vem o terceiro estágio, que é a “parada do pensamento”. Aí tem-se o esvaziamento da mente consciente, possibilitando - aos organizadores do “encontro” - um controle total dos participantes, que é a sua meta principal!  Esse método  tem sido usado pela Ordem Jesuíta desde o século 16, com os exercícios espirituais de Inácio de Loyola.

A meditação nas palavras ouvidas, os cânticos repetidos, as leituras bíblicas fora do contexto, escolhidas para o fim desejado, já se fixaram na mente de cada “robô” espiritual ali presente. É então que ele, já “convertido” e, portanto, transformado em “nova criatura”, parte para o mundo, a fim de divulgar que “o encontro é tremendo!” e aliciar muitos analfabetos bíblicos para outros “encontros”, que vão crescendo em número de adeptos,  à medida em que no coração das vítimas já decresceu o legítimo valor espiritual, e cresceu o “poder”, que o conduzirá ao próprio endeusamento. Isso é ou não é um  “encontro de Nova Era”?

O Evangelho de Cristo está carunchado por causa desses movimentos perigosos, que aparecem em todos os quadrantes do globo. Aqui no Brasil temos um desses movimentos, importado diretamente da Colômbia, a maior exportadora de cocaína do planeta, que o direcionou a Manaus, a grande receptora de drogas, a terra dos “deuses” indígenas. Suponho que essa droga seja bem  mais letal do que a cocaína e lamento pelos seus consumidores!

Todos falam em reavivamento espiritual, mas ninguém conhece realmente o significado desta expressão. Ninguém se dispõe a levar em conta os mandamentos da Bíblia,  que nos ensinam a viver uma vida santa e reta diante de Deus e dos homens, a ajudar os irmãos em dificuldade, a pagar as contas em dia, a dar, enfim, um verdadeiro testemunho cristão. O que agora interessa ao crente biblicamente acéfalo é possuir um poder espiritual “hulquiano”, para se apresentar como um “super-crente” diante da concorrência enorme que tem surgido ultimamente. Sem um sólido embasamento na pura, santa e infalível Palavra de Deus, jamais haverá qualquer tipo de reavivamento neste país. Aumenta rapidamente o número de evangélicos, com o decréscimo da qualidade do evangelho praticado.

Infelizmente, o Evangelho de Cristo já não representa o “poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”.  Agora ele é apresentado como o poder do crente para a obtenção de tudo aquilo que quer.

Mary Schultze 
 
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