21 novembro 2017

A DECADÊNCIA DO CESSACIONISMO

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Nada em Paulo sugere que os chamados “dons espirituais” cessariam até o tempo em que “conheceremos como somos conhecidos”. O Espírito continua a soprar à vontade e qualquer um que disser “eu sei donde Ele vem” ou “eu sei para onde Ele vai” é melhor encarar João 3.8 e, assim, pensar novamente. [N.T. Wright]
O cessacionismo é a crença segundo a qual os dons extraordinários, especialmente a profecia e glossolalia, ficaram restritos ao primeiro século da Era Cristã. Paradoxalmente o cessacionismo no Brasil faz barulho, e muito barulho! Talvez porque vivemos na maior nação carismática do mundo e é naturalmente que a reação seja igualmente grande. Neste texto quero apontar sobre o porquê da decadência do cessacionismo e como isso explica a virulência das suas manifestações.

Não faz muito tempo o famoso pastor batista fundamentalista John MacArthur Jr. lançou uma conferência para combater o pentecostalismo, como se esse fosse um câncer perigoso ao cristianismo. Nas palestras não havia distinção entre as loucuras do Benny Hinn com o gracioso ministério de David Wilkerson, por exemplo. Para John MacArthur e os demais conferencistas, se alguém fala em línguas a hipótese mais benevolente é que essa pessoa seja uma desequilibrada ou, em alguns casos, até mesmo endemoninhada.

No Brasil não é diferente. O pastor batista fundamentalista Marcos Granconato, uma espécie de cópia de MacArthur, dedica boa parte do seu ministério a demover pentecostais ou continuístas de sua própria crença. E aqui falo em cópia no sentido positivo e negativo do termo, logo porque o autor em nada manifesta pensamento próprio senão na repetição de argumentos do pastor californiano. Ele se comporta como uma espécie de evangelista cuja missão é arrancar jovens das “trevas carismáticas”. Como um Dom Quixote, esses teólogos se aventuram a combater inimigos imaginários com toda a força e vontade. Ou seja, um verdadeiro desperdício para a causa do Reino de Deus. Além disso, esse debate parecia até superado na década de 1980, mas há sempre certo espírito reacionário que insiste em velharias e disputas mesquinhas.

Esse comportamento histérico é explicado pela degradação da teologia cessacionista. Essa teologia foi dominante nos círculos protestantes no final do século XIX e na primeira metade do século XX, mas especialmente a partir da década de 1960 a aceitação vem sendo de uma fração cada vez mais diminuta de cristãos, sejam eles protestantes ou católicos. E isso não somente entre a teologia popular e seus expoentes nos púlpitos periféricos, mas o carisma do Espírito também chegou à academia com toda a força de um vento que assopra onde quer.

O continuísmo, ou seja, a crença que todos os dons neotestamentários são válidos para a contemporaneidade é hoje exposta por teólogos de primeira linha. Nomes como J. Lee Grady, Wayne Grudem, Jack Deere, Craig Keener, Jon Ruthven, Sam Storms, Doug Oss, Mel Robeck, Paul Elbert, Randy Clark, Robert Menzies, J. P. Moreland, Gary Greig, Mark Rutland, Michael Brown, Gary Shogren, William De Arteaga, William K. Kay, Melvin Hodges, N. T. Wright, D. A. Carson, John Piper, Mark J. Cartledge, Roger Olson, Gordon D. Fee, Krister Stendahl, Grant. R. Osborne, Jon Mark Ruthven, James K. A. Smith, Amos Yong, Wilf Hildebrandt etc.

O interessante nessa lista é enxergar expoentes das mais diversas correntes concordando em um ponto: o dom do Espírito é também para hoje. Outro ponto alto é ver grandes especialistas em hermenêutica e exegese, Novo Testamento e teologia paulina como continuístas. Há, também, diversas confissões representadas: luteranos, anglicanos, batistas, presbiterianos, metodistas e assembleianos.

O debate, em termos bem mais civilizados, também chegou ao seio católico. O teólogo francês Yves Congar (1904-1995), considerado um dos maiores especialistas em pneumatologia, era um continuísta entusiasmado. Congar, enquanto vivia, era muito amigo do maior teólogo católico do último século: Joseph Ratzinger. Poucos sabem, mas Ratzinger, considerado um clérigo bem conservador, tem uma perspectiva aberta sobre o exercício contemporâneo da profecia para além do magistério ou dos sacramentos. Veja a concepção de profecia do teólogo alemão em: RATZINGER, Joseph. Ser Cristão na Era Neopagã. Vol. 3. 1 ed. Campinas: Ecclesiae, 2016. pp 131- 150.

O que mais irrita nos cessacionistas brasileiros é esse tom de superioridade, a arrogância de quem pensa ser o suprassumo da teologia. Quanta tolice de quem está a perder o bonde da história, logo porque o século XXI tem como marca a expansão do cristianismo com face carismática. Além disso, esses sempre estão prontos a gracejos e piadas de mau gosto, especialmente envolvendo a manifestação da glossolalia. Alguns, que nem sabem usar minimamente a gramática da língua pátria, querem insinuar que os outros não conseguem discernir o delírio da linguagem.

Que o Espírito Santo venha sobre nós com graça, serviço e sabedoria!
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Se você quer aprofundamento sobre o assunto não deixe de ler essas obras em português:

- O Dom de Profecia - Do Novo Testamento aos Dias Atuais (Editora Vida) de Wayne Grudem.
- Surpreendido pelo Poder do Espírito (CPAD) de Jack Deere.
- Surpreendido com a Voz de Deus (Editora Vida) de Jack Deere.
- A Manifestação do Espírito. A contemporaneidade dos dons à luz de I Coríntios 12-14 (Edições Vida Nova) de D. A. Carson.
- Paulo, o Espírito e o Povo de Deus (Edições Vida Nova) de Gordon D. Fee.
- O Batismo no Espírito Santo e com Fogo (CPAD) de Anthony D. Palma.
- Rastros de Fogo (CPAD) de José Gonçalves.
- No Poder do Espírito (Editora Vida) de Robert e William Menzies.
- Revelação e Experiência do Espírito Santo - n. 1 (Edições Paulinas) de Yves Congar.
- Quando o Espírito Vem com Poder (ABU Editora) de John White.
- Teologia do Espírito de Deus no Antigo Testamento (Editora Academia Cristã e Edições Loyola) de Wilf Hildebrandt.
- A Doutrina do Espírito Santo (CPAD) de Stanley M. Horton.

Artigos:
- Dons Espirituais em: Dicionário de Paulo e suas Cartas (Edições Vida Nova, Edições Loyola e Editora Paulus) de Gordon D. Fee.
- 1 Coríntios em: Comentário Bíblico Pentecostal (CPAD) de Anthony D. Palma.

- Pneumatologia em: Teologia Sistemática Pentecostal (CPAD) de Antonio Gilberto.

Por Gutierres Fernandes Siqueira

20 novembro 2017

O MITO DA MODESTIA

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Sabe o que não suporto? Ver programas de TV mostrando os cristãos como seres esquisitos, que mais parecem alienígenas, tratando com depreciação a imagem do crente — tanto que nos incomodamos com a expressão “crente”, e preferimos usar outros sinônimos. Ser crente é como ser uma piada, uma alienação. Infelizmente, muitos acreditam que simplicidade e modéstia (princípios bíblicos) tem a ver com desleixo e mau gosto; que ser diferente é ser estranho. Nossa imagem é uma das grandes recomendações da nossa fé. Antes de falarmos de conduta cristã, saiba que a modéstia é considerada uma qualidade positiva que está de acordo com os padrões éticos e morais estabelecidos pela sociedade. Não é mania ou invenção de crente.

Alguns conselhos:
  • Tenha uma imagem que passe confiança e credibilidade, afinal você propaga uma mensagem que precisa ser levada a sério.
  • Não confunda elegância com riqueza. É possível ver milionários se portando inadequadamente, e moradores de rua agindo com classe. Ter classe não é um luxo, mas um princípio de vida.
  • MODÉSTIA é o mesmo que DISCRIÇÃO. Perceba várias roupas das chamadas “moda evangélica” são tudo, menos discretas. Abusam de acessórios, enfeites e, muitas vezes, de relaxo. Chamam mais atenção do que uma peça bem selecionada de uma loja comum.
  • Modéstia não é acomodação. Se está com sobrepeso ou baixo peso, pode decidir reformular sua dieta. Se está com celulite, pode mudar a alimentação e fazer exercícios físicos. Se está com a pele manchada, pode buscar um tratamento com um especialista. São exemplos simples, mas que frequentemente geram dúvidas no nosso estilo de vida.
  • Vestir-se com simplicidade é uma virtude, pois você não intimida os mais pobres com uma ostentação desnecessária.
  • Por isso recomendamos a simplicidade com elegância, pois assim se passa a melhor impressão para todos os públicos.
·  Já vimos por aqui, inúmeros estudos científicos e conselhos de especialistas sobre o poder da imagem. Nossa aparência fala de nós antes mesmo de abrirmos a boca. Ela pode transmitir confiabilidade, mas também pode fazer com que nossas palavras pareçam vazias ou malucas. Cuidado, a imagem pode ser um ruído na comunicação — um bloqueio. É óbvio que o foco principal da vida cristã não é ser elegante, arrumado e limpo. Afinal, lemos em I Pedro 3:1-4 que 'nosso enfeite interno é o mais importante'. Mas para realizar uma missão tão grande é preciso ficar atento a todos os detalhes, por isso a Bíblia nos orienta também sobre nossa vestimenta.
·         Em I Samuel 16:7 se encontra um texto famoso que diz que “o homem vê a aparência, o Senhor vê o coração”. Poucos sabem interpretar corretamente este pensamento. Primeiro, vale entender o contexto desse verso. Deus tinha pedido que Samuel procurasse um novo rei para Israel, mas que não julgasse pela aparência quem poderia ou não exercer este cargo. Entre todos os fortões e com cara de poderosos que Samuel se encontrou, Deus avisou que o escolhido era Davi, o caçulinha que cuidava de ovelhas. Ninguém parecia dar imporatância pro coitado.
É este tipo de aparência que Deus não olha. Não importa nossa estatura, nossa cor ou nossa posição. Ele vê nosso maior potencial quando ninguém mais enxerga isso.
·  Ah, também vale lembrar que a Bíblia diz: “Brilhe vossa luz diante dos homens” (Mateus 5:16). Ou seja, Deus se importa com o que as pessoas pensam ao nosso respeito. Como vimos acima, o homem não tem o poder de ver nossa alma, nosso coração. Só Deus pode fazer isso. Então, obviamente devo me atentar para minha aparência também, pois é a primeira coisa que o mundo enxerga em mim.
·  Costumamos dizer que nosso lar não é aqui, mas também não é em Marte, ? Observe a elegância de Kate Middleton, duquesa da realeza britânica. Em sua função, é indispensável cuidar da aparência, se vestindo de forma agradável, simples, decente e feminina. E nós, que somos representantes de um Reino muito maior, será que não temos uma imagem a zelar? Não devemos nos atentar às impressões que passamos? Gosto muito desses textos:
· “Os cristãos não devem se dar ao trabalho de se tornar objeto de estranheza por se vestirem diferentemente do mundo (…). Se o mundo introduzir uma moda de vestuário modesta, conveniente e saudável, que esteja de acordo com a Bíblia, não mudará nossa relação com Deus ou com o mundo se adotarmos essa moda de vestuário.”

·   “Como um povo, não cremos que nosso dever seja estar fora da moda ao sair ao mundo. Não, não devemos ser excêntricos ou esquisitos em nosso vestuário para diferir do mundo, temendo que nos desprezem por assim fazermos.”· (Conselho sobre Saúde, pág 604).
·          
·   Assim como qualquer empresa e instituição, temos que manter a imagem em conformidade com nossa ideologia. Nossos princípios promovem a decência, discrição, feminilidade/masculinidade, pureza… e como toda a criação de Deus, BOM GOSTO! E devemos nos educar na “simplicidade do vestuário; simplicidade com elegância”. Já contei essa história, mas vale lembrar… Nas aulas de telejornalismo na faculdade, minha professora dizia que para apresentar um telejornal o profissional deve estar vestido e penteado com elegância, mas sem extravagância. Sabem por quê? A elegância é necessária para que o comunicador seja respeitado e levado a sério. E sobre evitar a extravagância? É simples. O jornalista não deve chamar atenção para si, mas sim para a notícia. Vamos reformular a última frase para você entender melhor como deve ser nossa atitude: O cristão não deve chamar atenção para si, mas sim para a notícia (o evangelho). Isto é modéstia.
       Vanessa Brito
Que sua vida e sua postura, atraiam pessoas para Cristo todos os dias.

Viva vencendo o grande desejo de se expor e ser parecido com o 'formato do mundo'!!!

Abraços.

Seu irmão menor.


19 novembro 2017

PRECISAMOS DE MAIS HOMENS DE DEUS

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Precisamos de mais homens de Deus,
homens que realmente foram escolhidos e chamados por Deus,
homens de Deus que foram comissionados e mandatados pelo próprio Rei.
Precisamos de homens de Deus,
homens que foram capacitados e equipados por Ele,
que foram transformados e ungidos por Ele.
Homens de Deus que realmente Ele  enviou. 
Homens que abandonaram o mundo pecaminoso,
para ganharem os homens deste mundo para Jesus.
Precisamos de homens de Deus,
que realmente sejam homens de Deus.

Precisamos de mais homens de Deus,
precisamos de homens que sabem se manter ajoelhados diante de Deus,
e sabem se manter de pé e resistir ao diabo e a seu exército,
assim como diante de tudo o que é contra Deus. 
Homens que sabem discernir os ardis do inimigo
e que não se deixam escravizar. 
Precisamos de homens de Deus que não se rendem e 
nem se vendem diante das propostas do diabo e do mundo. 
Precisamos de homens de Deus,
homens que são realmente homens de Deus. 

Precisamos de mais homens de Deus,
precisamos de homens que se revestem constantemente do poder,
e da Sua graça,
homens que buscam mais unção a cada dia,
mais força, 
mais graça e mais revestimento. 
Precisamos de homens de Deus que buscam a Deus incessantemente e
incessantemente. 
Homens que reconhecem que sem Deus, 
nada são, nada sabem e nada podem. 
Precisamos de  homens de Deus,
homens que são realmente homens de Deus. 

Precisamos de mais homens de Deus,
homens que têm compromisso com a Palavra e 
com o Deus da Palavra.
Homens que não corrompem e nem falsificam a Palavra,
precisamos de homens que leem, meditam e estudam a Palavra
para se alimentarem cada vez mais 
e para serem capazes de alimentar cada vez melhor os outros. 
Homens que pregam e defendem a verdade a todo custo.
Precisamos de homens de Deus,
homens que são realmente homens de Deus. 


Precisamos de mais homens de Deus,
homens que mexem com o mundo,
não com as armas físicas,
mas com as armas espirituais. 
Homens que são verdadeiramente canais 
e instrumentos nas mãos de Deus.
Precisamos de homens que entregaram as suas vidas para Deus
e vivam unicamente para Ele e por Ele. 
Precisamos de homens de Deus capazes de vencer todos os obstáculos e
desafios que podem aparecer na caminhada com Deus. 
Precisamos de homens de Deus,
homens que são realmente homens de Deus. 

Precisamos de homens de Deus,
homens que ainda guardam a fidelidade, 
a obediência, a integridade e a santidade diante de Deus. 
Homens que só querem glorificar e honrar o nome de Deus. 
Homens que têm o coração, a fé e os olhos postos somente no Senhor.
Homens que não estão atrás de prêmios e aplausos, 
muito menos atrás de renome e status,
homens que só querem ser instrumentos e canais de Deus
para a transformação e a edificação das outras vidas. 
Precisamos de homens de Deus,
homens que são realmente homens de Deus. 

Precisamos de homens de Deus,
o mundo está cansado de ver homens de Deus,
mas que na verdade não o são. 
O mundo precisa de homens de Deus,
homens que fazem a diferença,
homens que são a diferença 
e homens que vivem a diferença. 
O mundo precisa de homens de Deus,

Homens que são realmente homens de Deus. 

Você é esse homem de Deus?

(Desconheço a autoria)

18 novembro 2017

REDENÇÃO LIMITADA?

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O teólogo Walter Elwell resume o debate sobre a extensão da expiação desta forma: “Embora haja variações quanto aos modos básicos em que este assunto pode ser abordado, as escolhas resumem em duas: ou a morte de Cristo foi pretendida para assegurar a salvação para um número limitado ou a morte de Jesus foi pretendida para prover salvação para todos. A primeira concepção é algumas vezes chamada ‘expiação limitada’ pois Deus limitou o efeito da morte de Cristo a um número específico de pessoas eleitas, ou ‘redenção particular’ pois a redenção foi para um grupo particular de pessoas. A segunda concepção é algumas vezes referida como ‘expiação ilimitada’ ou ‘redenção geral’ pois Deus não limitou a morte redendora aos eleitos, mas permitiu que ela fosse para a humanidade em geral.”

EXPIAÇÃO LIMITADA
Definição da Expiação Limitada: “Uma referência à concepção que a morte expiatória de Cristo foi apenas para os eleitos.”
Louis Berkhof diz: “A posição reformada é que Cristo morreu com o propósito de real e seguramente salvar os eleitos, e somente os eleitos. Isto equivale a dizer que Ele morreu com o propósito de salvar somente aqueles a quem Ele de fato aplica os benefícios da Sua obra redentora.”

Passagens Típicas Oferecidas em Apoio à Expiação Limitada
Mt 1.21: “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.”
Mt 20.28: “…o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.”
Mt 26.28: “Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.”
Jo 10.15: “…e dou a minha vida pelas ovelhas.”
At 20.28: “Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.”
Ef 5.25: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela.”
Hb 9.28: “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.”
Jo 15.13: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.”

Argumentos Levantados em Favor da Expiação Limitada
A Bíblia fala de uma extensão limitada da expiação.
A Bíblia diz que Cristo morreu por um grupo específico de pessoas – “a igreja,” “Seu povo,” “Suas ovelhas.”

Louis Berkhof diz: “A Escritura qualifica repetidamente aqueles pelos quais Cristo entregou Sua vida de tal maneira que indica uma limitação muito definida. Aqueles por quem Ele sofreu e morreu são variadamente chamados Suas ‘ovelhas’, ‘minhas ovelhas’, Jo 10.11, 15, 26; Sua ‘igreja’, At 20.28; Ef 5.25-27; ‘o seu povo’, Mt 1.21; e ‘os eleitos’, Rm 8.32-35.”
Visto que os eleitos foram escolhidos antes da fundação do mundo, como pode ser dito honestamente que Cristo morreu por todos os homens? Em outras palavras, como poderia Cristo tencionar aquilo que em virtude de Sua onisciência Ele sabia que nunca viria a acontecer?
O estudioso reformado Charles Hodge explica o problema desta forma: “Se Deus desde a eternidade determinou salvar uma parte da raça humana e não outra, parece ser uma contradição dizer que o plano de salvação teve igual referência a ambas as partes; que o Pai enviou seu Filho para morrer por aqueles que Ele tinha predeterminado não salvar, verdadeiramente , e no mesmo sentido que Ele O entregou para aqueles que Ele tinha escolhido para fazer os herdeiros da salvação.”
O argumento parece ser que “teria sido um desperdício e uma falta de previsão da parte de Deus enviar Cristo para morrer por aqueles que Ele não tinha escolhido para salvação.”
É argumentado que a natureza da redenção é tal que, “quando paga e aceita, ela automaticamente liberta as pessoas por quem ela foi pretendida. Nenhuma obrigação adicional pode ser exigida deles. Agora, se a morte de Cristo foi um resgate para todos igualmente, e não somente para os eleitos, então deve ser o caso que todos são libertos pela obra do Espírito Santo.”
Alguns defensores da expiação limitada dizem que Cristo seria derrotado se Ele morreu por todos os homens e todos os homens não se salvam.
Se Cristo morreu por todas as pessoas, como os defensores da expiação ilimitada dizem, então Deus seria injusto se enviasse pessoas ao inferno por causa de seus próprios pecados.
É argumentado que “nenhum tribunal permite que o pagamento seja exigido duas vezes pelo mesmo crime, e Deus não faria isto também.”
Cristo pagou pelos pecados dos eleitos; os perdidos pagam por seus próprios pecados.

Visto que Cristo não orou por todos em Sua Oração Sacerdotal em João 17, mas somente pelos Seus, Cristo não deve ter morrido por todos.
É argumentando que visto que a intercessão é limitada na extensão, a expiação também deve ser.
Como Louis Berkhof coloca, “Por que limitaria Ele a Sua oração intercessória, se de fato pagou o preço por todos?”
Na Idada Média, estudiosos como Próspero de Aquitaine, Thomas Bradwardine, e John Staupitz ensinaram a expiação limitada. É alegado que, ainda que João Calvino não ensinou explicitamente a doutrina, ela aparece implícita em alguns de seus escritos. Os sucessores de Calvino então fizeram a expiação limitada explícita e a incluíram nas confissões de fé reformadas como os Cânones de Dort e a Confissão de Fé de Westminster.
Embora termos como “todos,” “mundo,” e “todo aquele que” são usados na Escritura em referência àqueles por quem Cristo morreu (por exemplo, Jo 3.16), os termos devem ser entendidos como fazendo referência aos eleitos. Em outras palavras:
“Todos” refere-se a “todos os eleitos” ou “todas as classes de homens (judeus e gentios).”

Louis Berkhof diz “a palavra ‘todos’ algumas vezes tem um sentido restrito na Escritura, denotando todos de uma classe particular, 1Co 15.22; Ef 1.23, ou todas as espécies de classes, Tt 2.11.”
O que a Bíblia quer dizer quando ela diz que Cristo é o “Salvador de todos os homens”? Charles Hodge responde: “O que quer dizer é que Ele é nosso Salvador, o Salvador dos homens antes que dos anjos, não dos judeus exclusivamente nem dos gentios apenas, não dos ricos ou dos pobres apenas, não dos justos apenas, mas também dos publicanos e pecadores….”
“Mundo” refere-se ao “mundo dos eleitos” ou a “pessoas sem distinção (judeus e gentios).”
Louis Berkhof diz que a posição da expiação ilimitada é baseada “no infundado pressuposto de que a palavra ‘mundo’… significa ‘todos os indivíduos que constituem a raça humana.’…Quando é empregado com referência aos homens, nem sempre inclui todos os homens, Jo 7.4; 12.19; 14.22; 18.20; Rm 11.12, 15.”

Berkhof também diz: “Há passagens que ensinam que Cristo morreu pelo mundo… Nas passagens referidas ela pode simplesmente servir para indicar que Cristo morreu, não meramente pelos judeus, mas pelas pessoas de todas as nações do mundo.”
Similarmente, a palavra “todo aquele que” é interpretado como “todo aquele dos eleitos.”
Tais termos universais simplesmente mostram que Jesus morreu por todos os homens sem distinção (isto é, todas as espécies de pessoas, e pessoas de entre judeus e gentios), não que Jesus morreu por todos os homens sem exceção (isto é, todo pecador perdido).

EXPIAÇÃO ILIMITADA
Definição de Expiação Ilimitada: “Uma referência à doutrina que a morte redendora de Cristo foi para todas as pessoas.”

Passagens Típicas Oferecidas em Apoio à Expiação Ilimitada
(Nota: Para que possam entender minha posição sobre estes poucos versos, eu acrescentei algum texto e citações expositivas de vários estudiosos bíblicos.)
Lc 19.10: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.”
(O “perdido” parece referir-se ao mundo inteiro da humanidade perdida, não apenas aos eleitos perdidos.)
Jo 1.29: “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: ‘Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.’”
O que é o “mundo” aqui? O exegeta B. F. Westcott diz: “A idéia fundamental de kosmos [mundo] em São João é a da soma dos seres criados que pertence à esfera da vida humana como um todo ordenado, considerado à parte de Deus… o mundo vem representar a humanidade em seu estado caído, alienado de seu Criador.”

João Calvino diz deste verso: “Ele usa a palavra \’pecado\’ no singular para qualquer espécie de iniqüidade; como se ele tivesse dito que toda espécie de injustiça que aliena os homens de Deus é retirada por Cristo. E quando ele diz o pecado do mundo, ele estende este favor indiscriminadamente à toda raça humana.”
Ryle similarmente afirma: “Cristo é… um Salvador para toda a humanidade… Ele não sofreu por algumas pessoas apenas, mas por toda a humanidade… O que Cristo retirou, e carregou na cruz, não foi o pecado de certas pessoas apenas, mas a massa acumulada de todos os pecados de todos os filhos de Adão… Eu defendo tão veementemente quanto qualquer um que a morte de Cristo é proveitosa a ninguém a não ser os eleitos que crêem em Seu nome. Mas eu não ouso limitar e reduzir tais expressões como esta que estamos lidando… Eu não ouso confinar a intenção da redenção aos santos apenas. Cristo é para todo homem… A expiação foi feita para todo o mundo, embora seja aplicada e desfrutada por ninguém senão os crentes.”

Jo 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Os léxicos gregos são unânimes que “mundo” aqui denota a humanidade, não o “mundo dos eleitos.”
Jo 3.16 não pode ser separado dos versos 14-15, nos quais Cristo faz referência a Números 21 com sua discussão de Moisés levantando a serpente de metal no acampamento de Israel, para que se “qualquer um” olhasse para ela, ele experimentaria livramento físico. No verso 15 Cristo aplica a história espiritualmente quando diz que “todo aquele que” crê no Filho do Homem levantado experimente livramento espiritual.
João Calvino diz: “Ele empregou o termo universal ‘todo aquele que,’ tanto para convidar todos indiscriminadamente para participar da vida, quanto para eliminar qualquer desculpa dos incrédulos. Tal é também a significação do termo ‘mundo’ que Ele anteriormente usou [Deus amou o mundo de tal maneira]; pois embora nada seja encontrado no mundo que seja digno do favor de Deus, todavia Ele se manifesta para ser reconciliado com o mundo todo, quando Ele convida todos os homens sem exceção [não meramente ‘sem distinção’] à fé de Cristo, que não é nada mais que uma entrada para a vida.”
Jo 4.42: “E diziam à mulher: ‘Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo.’”
É certo que quando os samaritanos chamaram Jesus “o Salvador do mundo,” eles não estavam pensando no mundo dos eleitos.
Da mesma forma, quando Jesus disse, “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8.12), Ele não estava pensando em Si mesmo, como a Luz do mundo dos eleitos. “O sol no céu brilha sobre todos os homens, embora alguns, em sua insensatez, pode escolher se recolher em cavernas escuras para fugir de seus raios iluminadores.”
Quando Jesus chamou Seus discípulos de “a luz do mundo” (Mt 5.14), Ele não queria dizer que eles eram a “luz dos eleitos.”
Da mesma forma, o “Salvador do mundo” em Jo 4.42 não pode ser limitado aos eleitos.
At 2.21: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.”
Rm 5.6: “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.”
2Co 5.14-15: “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”
1Tm 2.3-4: “Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.”
1Tm 2.5-6: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.”
1Tm 4.10: “Porque para isto trabalhamos e lutamos, pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis.”
Tt 2.11: “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens.”
Hb 2.9: “Vemos, porém, coroado de glória e de honra aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos, por causa da paixão da morte, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos.”
A palavra “todos” é melhor traduzida por “cada.”
Henry Alford comenta: “Se for perguntado, por que pantos (cada) antes que panton (todos), podemos seguramente dizer que o singular exibe, muito mais fortemente do que a palavra plural, a aplicabilidade da morte de Cristo a cada homem individual.”
2Pe 3.9: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.”
1Jo 2.2: “E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.”
(Note a distinção entre “nossos” e “todo o mundo.”)
1Jo 4.14: “E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.”

17 novembro 2017

ALEMANHA OFERECERÁ REGISTRO DE “GÊNERO INTERSEX" PARA CRIANÇAS

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O Tribunal Constitucional da Alemanha solicitou ao Parlamento que seja reconhecida na certidão de nascimento a opção de um terceiro sexo. É o primeiro país europeu a tomar essa decisão de permitir que os pais possam decidir que uma pessoa não é nem homem nem mulher.

A provável nomenclatura será “intersexual”, em lugar do termo mais conhecido “não binário”. As leis atuais são consideradas “discriminatórias” contra aqueles que não querem ser identificados como sendo feminino nem masculino. O Tribunal, instância maior da justiça alemã, acredita que a identidade sexual de um cidadão deveria ser defendida como um “direito básico”.

Os deputados precisam articular legalmente a decisão do Tribunal Constitucional até o final de 2018. O reconhecimento deste “terceiro sexo” é resultado de um processo aberto por uma pessoa intersexual, que travava uma batalha legal para não ser registrada como “intersexual” ou “diverso”. Todos os seus documentos davam conta que era uma mulher, mas providenciou uma análise dos seus cromossomos onde ficaria evidenciado que não podia ser classificada nem como homem nem como mulher.

O termo “intersexual” é utilizado de maneira ampla, para definir pessoas que possuem indicadores de um sexo, mas argumentam que são uma “combinação de ambos”, rejeitando a definição de homem ou mulher.

A decisão da corte alemã afirma que “a questão sexual é uma peça-chave tanto na forma como a pessoa se vê como na maneira como ela é vista pelos outros. A identidade de gênero dessas pessoas que não são homens e tampouco mulheres é protegida”. A lei alemã anterior já permitia que, em casos especiais, os pais registrassem as crianças como “sexo indefinido”. Agora isso passa a ser normatizado.

O ministro do Interior Johannes Dimroth comemorou o anúncio e afirmou que o governo “está pronto para implementá-lo”. Para o grupo ativista LGBT Terceira Opção, esta é uma “pequena revolução” na maneira como a questão de gênero será tratada na Europa daqui para frente.

De acordo com as Nações Unidas, entre 0,05 e 1,7% da população são “intersexuais”. Esse tipo de reconhecimento legal do “terceiro sexo” já existe em países como Nepal, Índia, Paquistão, Bangladesh, Nova Zelândia e Austrália. O Canadá deve regulamentar em breve.

Em 2014, o portal Gospel Prime divulgou o surgimento desse movimento mundial pela normatização de um “sexo neutro”. No Brasil já existem pessoas procurando esse reconhecimento legalmente, sempre apoiados por movimentos LGBTs. O argumento em todas as cortes de justiça é o mesmo: Direitos Humanos. O primeiro caso foi registrado em agosto.

Embora tenha diferenças claras com o caso na Alemanha, por aqui as pessoas que usam o termo “agênero” seguem o raciocínio de que sexo é uma construção e que pode ser definido e redefinido ao longo da vida por isso um bebê não deveria ter isso definido desde o nascimento. 

Com informações da agência AFP


16 novembro 2017

VIDA SOB COMUNISMO É “INFERNO PARA CRISTÃOS”, DIZ DESERTOR DA COREIA DO NORTE

Vida sob comunismo é “inferno para cristãos”, diz desertor da Coreia do Norte

Um desertor da Coreia do Norte está fazendo novas revelações sobre os horrores do regime comunista de onde fugiu anos atrás. Choi Kwanghyuk, de 55 anos, descreve como as torturas e a perseguição praticadas contra os cristãos força-os a viver se escondendo.
Temendo por sua vida, ele fugiu do regime comunista em 2013, e descreve sua nova vida no Ocidente como “viver no céu”. O governo de Kim Jong-um, terceiro da dinastia que comanda o país desde a divisão da antiga Coreia em duas nações, segue o que fazia seu pai e seu avô e mantêm um controle rigoroso sobre as comunicações. Somente os testemunhos dos desertores é que oferecem um vislumbre de como é a vida por lá.
Choi deu uma entrevista para a Fox News, onde revelou que em 2008 as autoridades o prenderam por liderar uma igreja cristã clandestina. Contou ainda que as autoridades tentaram forçá-lo a renunciar a sua fé em Cristo.
As lesões que sofreu com longos períodos de tortura e encarceramento o impediram de trabalhar. “Eles me torturaram”, lembra, “mas eu continuei me negando a fazer isso [negar Jesus]”.
Revela que os cristãos presos nos campos de prisioneiros não aceitam acordos de liberdade se isso significar desistir de suas crenças. “Decidi fugir do país porque pensei que se fosse enviado para um campo de concentração iam me matar”, relatou Choi, que consegui escapar pela fronteira com a China.
Igreja subterrânea
Embora Choi nunca tivesse ouvido falar no termo “igreja subterrânea”, comumente usado para descrever os encontros secretos como aqueles que ele liderava, explica que sua igreja por vezes se encontrava literalmente debaixo da terra. Eles usavam um grande buraco cavado pelos agricultores para armazenamento no inverno.
“Na Coreia do Norte, cavamos buracos no chão para armazenar kimchee [comida típica coreana] e batatas durante o inverno. Como faz muito frio, se não enterramos a comida no subsolo, ela congela. Não temos aquecimento”, destacou.
“Nos reuníamos em um buraco retangular e usávamos uma lanterna para estudar a Bíblia. Como não podíamos cantar em voz alta, para louvar apenas murmurávamos os cânticos”, detalhou. “A vida na Coreia do Norte é um inferno para os cristãos”, lamenta Choi.
A Coreia do Norte, que vive sob regime comunista há mais de 50 anos é o lugar mais opressivo do mundo para os cristãos, segundo o relatório da missão Portas Abertas.  Calcula-se que existam 300 mil cristãos na Coreia do Norte, sendo que de 50 mil a 70 mil estão em campos de prisioneiros.
“Em uma nação onde o regime dominante exige controle total sobre o público em geral, tudo o que desafia o poder do governo é visto como uma ameaça, incluindo a religião”, destacou Jeff King, presidente da International Christian Concern. “Como resultado, o regime norte-coreano faz tudo o que está ao seu alcance para esmagar a expansão do cristianismo”.
O relatório da Human Rights Watch publicado no início do ano afirma que “O governo comunista pratica o castigo coletivo por supostos crimes antiestatais, escravizando centenas de milhares de cidadãos, inclusive crianças, em campos de prisioneiros e outros centros de detenção”. Execuções públicas, junto com a tortura, os trabalhos forçados e a prisão arbitrária são as formas usadas para manter um clima de medo e controle.

Fox News


PRA QUÊ ORAR PRA NAMORAR?

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Existem muitas dúvidas e ações erradas no que diz respeito à oração quando se pensa em iniciar um relacionamento. Muitos não sabem, de fato, o que significa “orar para namorar”.
Por não haver uma compreensão clara quanto ao assunto, muitos erram nesta área em que um erro pode ser fatal para seu futuro. Quero citar brevemente dois destes erros:
1. SE ENVOLVER EMOCIONALMENTE QUANDO AINDA NÃO ESTÁ ESTABELECIDO O COMPROMISSO
Envolvimento sem compromisso pode gerar defraudação. Muitos estão na fase da “oração” mas já estão agindo como se estivessem namorando. As mensagens em whatsApp e conversas ao telefone são melosas e completamente envolvente. Nisso você pode estar gerando uma expectativa e, talvez, poderá não supri-la.
2. ACHAR QUE A ORAÇÃO FARÁ COM QUE DEUS FAÇA SUA VONTADE
Pessoas oram não para saberem a vontade de Deus e/ou pedirem Sua confirmação, mas sim para que Deus cumpra o desejo que elas têm.
Se você tem incorrido em algum desses erros, pare tudo! Antes de orar com alguém, você deve estabelecer uma vida de oração constante. Orar por que a oração é o respirar do ser humano. Orar por que Deus disse que deveríamos orar por nossa vida. Se você não consegue ajeitar sua vida em oração, acha que conseguirá ajeitar um bom relacionamento? Após ter uma vida particular ou individual de oração, aí sim, você está pronto para encontrar alguém e propor iniciar um processo de oração para saber se você deve entrar nisso.
Para quê orar pra namorar?
1. PARA ALINHAR MINHA “ESCOLHA” AO PLANO DE DEUS
Seu desejo número 1 deve ser o de agradar a Deus. E a oração revela essa vontade a nós.
2. PARA QUE EU NÃO SEJA LEVADO PELOS DESEJOS E PELA EMOÇÃO
Nem tudo o que eu desejo é bom para mim. Por isso, preciso ser mais inteligente do que emotivo e a oração me ajuda muito nisso.
3. PARA QUE DEUS CONFIRME OU NÃO SE É O MOMENTO CERTO
Pode ser a pessoa certa, mas no momento errado ela acaba se tornando a pessoa errada. Cuidado.
4. PARA QUE DEUS CONFIRME OU NÃO SE É A PESSOA CERTA
Enquanto estamos orando, muitas coisas acontecem e podem ser um sinal de Deus para nos mostrar se devemos prosseguir em nossa intenção. Muitos descobrem atitudes da outra pessoa que desagradam a Deus; em alguns casos, a outra pessoa inicia um relacionamento com outra enquanto orava com você, enfim, sobretudo, a oração o livrará de opções erradas para sua vida.
Enquanto você ora, Deus está trabalhando a seu favor; não para realizar seus desejos nem para falar o que você quer ouvir, mas sim o que você precisa ouvir. Esteja aberto à ação de Deus. Lá na frente verá que Ele sempre teve razão e escolheu o melhor para você.
Não se apresse a namorar.
Não queime etapas de sua vida.
"...Tudo tem o seu tempo certo..."
Abraços.

15 novembro 2017

QUAL O PROBLEMA EM “FICAR”?


Não é difícil escutar em conversas entre os jovens, comentários sobre com quem “ficaram” ou com quem estão “ficando”. O “ficar” é um termo atual não no sentido original, mas representando um relacionamento breve, passageiro, descompromissado e imediatista entre os jovens. “Essa moda começou nos anos 90 em nosso próprio país, antes o beijo e o carinho só acontecia quando o casal estava namorando ou dentro de um contexto de compromisso sentimental, diferente do que muitos pensam, não são todos os países que aderiram esse costume de beijar sem se envolver” afirma o psicoterapeuta Flávio Gikovate.
A questão do “ficar” também é assunto nas igrejas brasileiras, muitos jovens evangélicos acreditam que “ficar” é o primeiro passo para conhecer uma pessoa ou para começar um relacionamento, outros acreditam que não faz diferença em “ficar” ou “não ficar”. Já maioria dos pastores do cenário brasileiro descordam das “justificativas” dos jovens que beijam sem antes ter um compromisso, a maioria das igrejas não vem problema do casal se beijar no namoro, mas não aprovam o “ficar” antes do relacionamento começar. Mas por que seria errado “ficar”? Qual o problema nisso?
Para responder essa questão vamos analisar de uma forma diferente, já ouvi explicações de que “ficar” é um ato sem compromisso e agir sem um propósito desagrada a Deus (Provérbios 19:21), também já aprendi que é um grave erro querer conhecer alguém através do “ficar”, pois isso demonstra que nosso foco inicial não é conhecer a outra pessoa, tentar um relacionamento com alguém que você não conhece bem e sem direção de Deus é chamado de “vontade da carne” pela bíblia, ação que desagrada a Deus (Romanos 13:14). Também ouvi um pastor declarar a seguinte frase: “Não se preocupe em conhecer a pessoa pelo beijo, ensinar a pessoa beijar depois é fácil, difícil é ensinar uma pessoa a ser fiel a Deus e a você”. Acredito que essas justificativas são muito válidas, mas podemos analisar essa questão de uma forma diferente, tente imaginar como Jesus trataria esse tema, será que Jesus se importaria se estou “ficando” ou não?
O tema “ficar” em si não era algo da época de Jesus, mas o objetivo do evangelho nunca foi dizer se isso ou aquilo é errado, e sim transformar o coração das pessoas, o objetivo de Jesus não era proibir as pessoas de fazer algo e obriga-las a fazer outra coisa. Em 1 Corintios 6:12 está escrito: “tudo me é permitido, mas nem tudo me convém, tudo me é permitido, mas eu não deixarei que nada me domine”, você é livre pra fazer o que quiser, mas conforme o evangelho vai entrando em nosso coração percebemos o que convém e o que não convém fazer, percebemos o que agrada o Espirito de Deus e o que não agrada. Alguns podem descordar de mim, mas se Jesus estivesse em carne hoje não proibiria ninguém de ficar, imagino Jesus ensinando o evangelho do reino,  se relacionando conosco a ponto de percebemos quão besta e insignificante é o “ficar”, ou fazer qualquer outra coisa sem a direção de Deus e propósito. Se você ainda tem dúvida de qual o problema em ficar, a resposta é simples, tudo depende de quanto o evangelho está em você, tudo depende de até que ponto você está se relacionando com Deus. Temos que concordar em uma coisa, pense comigo, nós queremos experimentar a Deus sem compromisso e acabamos fazendo o mesmo nos relacionamentos com pessoas, se não conseguimos ter o compromisso com Deus em oração, em entrega e em amor, o que dizer sobre o “ficar”?
Bom é saber que Jesus continua atuando hoje, querendo transformar nosso coração, querendo nos levar até a sua vontade como está escrito em Romanos 12:2 “Não vos conformeis com este mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, assim conheceram a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável”. Que Deus nos ajude e busquemos ao Senhor até seu evangelho nos desprender de nós mesmos. Amém!
Por: Victor dos Santos

14 novembro 2017

BOB ESPONJA E OS SETE PECADOS CAPITAIS

Os sete personagens principais de Bob esponja são baseados nos sete pecados capitais




Pode parecer loucura, mas o povo vê coisa até onde não tem, como se fossem uns maníacos, mas depois de ver essa matéria comecei a assistir Bob Esponja com uma visão mais observadora e percebi o fato.



Ainda não acredita? Então vou te mostrar qual dos personagens representa cada pecado.

1- Sirigueijo (avareza)




Todos que já assistiram Bob Esponja, sabem que a principal característica do seu Sirigueijo é ser mesquinho, como por exemplo, ele tem uma filha, mas nunca escolheu dar o melhor para sua filha, mesmo sendo milionário.

Quer mais um exemplo? Em um episódio, ele perde seus membros apenas para recuperar um dólar que ele havia perdido. (hilario:!)

2- Plankton (inveja)

 



Plankton considera Sirigueijo seu pior inimigo, apenas porque ele é mais rico e mais bem-sucedido do que ele. Plankton não consegue suportar esse fato, e tenta roubar a fórmula do hambúrguer de siri apenas para tentar ser como sirigueijo.

Outro exemplo, é o episódio em que ele vira amigo de sirigueijo, mas Plankton destrói a amizade apenas para roubar a fórmula do hambúrguer de siri.

3- Lula molusco (ira)




Esse é o mais óbvio, Lula Molusco está sempre de mau humor,e odeia a todos, principalmente Bob Esponja. Um exemplo é o simples uso frequente da palavra "Odeio" usada pelo personagem que quase nunca sorri.

4- Patrick (preguiça)

 



Não é raro encontrar o Patrick deitado em sua casa, ou assistindo TV, veja bem, Patrick é o único personagem que não trabalha, é gordo, (ei! isso é preconceito!) e nunca está se exercitando.

Exemplo? Em um episódio, Patrick tenta ganhar um prêmio,e acaba ganhando um prêmio por não fazer nada, e quando Bob Esponja pergunta a ele: "O que você vai fazer depois de ganhar o prêmio por ficar sem fazer nada?" e ele responde" Vou manter meu título", e volta a ficar sem fazer nada, não para manter seu título, mas por preguiça.

5- Gary (gula)




Esse é o pecado/personagem mais engraçado, pois você deve não notar, mas a piada é frequente: "Não esqueça de dar comida ao Gary", sempre que vemos Gary, ele está comendo, e todos os seus problemas são por causa da comida. Como em um episódio em que ele foge de casa por Bob Esponja ter esquecido de alimentá-lo.
A imagem é de um episódio em que Gary tem um problema de saúde por comer demais.

6- Sandy (soberba)




Sandy sempre se vangloria por ser do Texas e por ser uma criatura terrestre, muitas pessoas nunca notaram isso, mas Sandy sempre faz questão de mostrar suas invenções e seus prêmios de física, sempre que Sandy volta do Texas, as pessoas as recebem com uma grande festa,e Sandy faz questão disso.

Os exemplos são muitos, mas o mais relevante é o episódio em que ela tenta provar que ela e as criaturas da terra são superiores à todas as criaturas do mar.

7- Bob Esponja (luxúria) 






Sim, é meio estranho, até eu fiquei surpreso com isso, finalmente apareceu uma definição de luxúria que combinava com Bob Esponja.

A luxúria é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material.

Eu também não estou certo disso, mas bob esponja tem uma amor incondicional por outras pessoas, mesmo que isso irrita os outros, ou seja, é passional e egoísta.

Outra coisa que deixa em questão a semelhança entre Bob Esponja e a luxúria, é que na crença católica, a luxúria é o pecado mais grave e a "porta" para todos os outros pecados. Bob Esponja também é o personagem principal, e o nome do desenho é o nome dele.



Bob Esponja também é um pouco masoquista (gosta de ajudar os outros, mesmo que tenha que sofrer) e tem tenências homossexuais, essas duas características também representa a luxúria.
Fonte: Cearensizando