29 junho 2016

ERROS DOUTRINÁRIOS E HERESIAS INVADEM IGREJAS EVANGÉLICAS E LÍDERES NÃO SE PREOCUPAM

Jornal Notícia Agora – Pág.8-Cidades / Vitória(ES), domingo, 7 de novembro de 2004

A matéria deve, no mínimo, gerar um estado de alerta entre a liderança das igrejas evangélicas. Destaque para o depoimento da dona-de-casa L.E.A., espírita que se tornou evangélica. (Até este ponto tudo parece normal, pois esse é o ponto alto da pregação do evangelho – a conversão). Mas a declaração da dona-de-casa é a seguinte: “Se souberem, serei excluída!”. Leia na íntegra o que ela diz:
“Sou batizada nos templos católico, espírita e evangélico. Quando era mais nova, freqüentava a Igreja Católica. Mais tarde, passei a desenvolver minha mediunidade. Há cinco anos estou na Igreja do Evangelho Quadrangular.
Quando Deus te chama não adianta fugir dEle. Sou evangélica, mas não deixei o espiritismo. Trabalho como intercessora na igreja. Faço orações pelos irmãos que me procuram. Só que na verdade, quem está dando conselhos é uma entidade que incorporo. Eu digo: ‘Deus está mandando te dizer…’, mas quem está falando ao meu ouvido é a entidade.
Quando estou no culto e o pastor diz que a igreja receberá o Espírito Santo, na verdade quem se manifesta é uma entidade. Ninguém desconfia, porque eu a disciplinei para que chegue quieta.
Se as pessoas souberem da verdade, serei excluída. Só Deus sabe do meu segredo, pois sou instrumento dEle. Já ajudei a muita gente com minhas orações. Pretendo levar o meu trabalho para outras igrejas”.
Um dos grandes desafios da igreja nestes últimos dias é combater os ardis e enganos de satanás. Na igreja, que é a legítima guardiã da sã doutrina, os crentes devem estar devidamente preparados e alicerçados na Palavra de Deus, atentos à voz do Espírito Santo e comprometidos com o ensino bíblico ortodoxo. Lamentamos que muitos crentes arriscam-se negligenciando nessa parte. 
Diante desses perigos que ameaçam a igreja, os pastores, líderes, obreiros e os crentes em geral devem prosseguir primando pelo ensino bíblico, não permitindo que os modismos, as inovações, e outras coisas irrelevantes com interesses espúrios, firmados no orgulho, na vaidade, na sede pelo poder e outros sentimentos carnais, entrem nas igrejas.
As toxinas do mundanismo estão se proliferando por todas as partes contaminando também o ambiente do povo de Deus, invertendo valores, insensibilizando as virtudes, envenenando almas, e corrompendo a sã doutrina. O que nos leva a concluir que, se antes já era um desafio, nos dias atuais, aparentemente, torna-se ainda mais difícil para os servos de Deus conservarem a pureza da doutrina bíblica. Mas também não é algo impossível! A recomendação de Ec. 9.8 é tão atual hoje, quanto no dia em que foi escrita: “Em todo tempo sejam alvos os teus vestidos e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça”.
Erros doutrinários, heresias, costumes e práticas mundanas têm invadido as igrejas evangélicas, principalmente aquelas onde os pastores e líderes parecem estar de olhos fechados, e os crentes, com poucas exceções, parecem gostar dessas inovações, sem perceber que podem levados a um distanciamento da comunhão presença do Senhor.
Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrina de demônios” (1 Tm 4.1).
Seara News

28 junho 2016

ATROCIDADES CATÓLICAS - 02


Esfola Medieval
Quando o esfolamento era realizado com a vítima viva, ele era realizado normalmente prendendo, por meio de cordas, os braços da vítima em um poste acima de sua cabeça, enquanto seus pés eram amarrados abaixo. Seu corpo ficava totalmente exposto e o torturador, com a ajuda de uma pequena faca, tirava a pele da vítima lentamente. Na maioria dos casos, o torturador tirava a pele facial em primeiro lugar, trabalhando lentamente em direção aos pés da vítima. A maioria das vítimas morria antes de o torturador sequer chegar na sua cintura.

Em outra versão, a vítima, antes de sofrer a esfola, teria sido exposta ao sol, até que a pele ficasse queimada, adquirindo um tom avermelhado. Após essa exposição a vítima seria submetida a esfola tal como foi explicado acima.

A esfola consistia na remoção da pele do corpo. Geralmente, era feita uma tentativa de manter a parte removida da pele intacta. 

O burro espanhol
Burro Espanhol: vítima 'sentava' em duas vigas transversais cortantes, com pesos amarrados aos pés

Fixado em duas vigas transversais, o Burro Espanhol consistia em uma placa cortante, de corte triangular, onde a vítima era obrigada a sentar como se senta ao cavalgar. Pesos anexados aos pés dos torturados pressionavam o corpo deles contra o objeto cortante. Há relatos de fontes que afirmam que, em casos mais extremos, a vítima chegava a se partir ao meio.
Outra informação, diz assim:"A vítima nua era colocada em uma sela em forma de V de madeira e balas de canhão eram acorrentadas a seus pés, rasgando-o gradativamente ao meio". 

A Serra: com as pernas suspensas, acusado tinha o corpo serrado até a morte

A Serra
A vítima era amarrada de cabeça para baixo. O sangue descia para o cérebro, isso abrandava a perda de sangue, uma forma de humilhar ainda mais a vítima. Dependendo da vítima e torturador, esta tortura poderia durar várias horas. Quando a confissão era necessária, a vítima era forçada a assistir alguém ser sujeito a este método. Se ele não confessasse, ele seria lentamente cortado pela metade. 

o-rato

Rato Vivo
Esse método de tortura consistia em forçar um rato passar através do corpo da vítima (geralmente os intestinos), como forma de escape. Isto era feito da seguinte forma: A vítima estava completamente presa no chão ou em qualquer superfície horizontal. Um rato era então colocado em seu estômago coberto por um recipiente metálico. Quando o recipiente era gradualmente aquecido, o rato começava a procurar uma saída - através do corpo da vítima. 

Outro método: a pessoa ficava sentada nua, em um recipiente do tipo urinol ou penico, de metal, dentro deste recipiente era colocado um rato mergulhado em óleo. Posteriormente o urinol era aquecido até que o rato em desespero adentrasse pelo reto do torturado. Depois de entrar pelo ânus o rato não tem mais como virar-se para sair, causando todo o tipo de estrago no intestino e morte por infecção. Esta técnica também foi largamente utilizada por nazistas durante a 2ª Guerra Mundial.

Expostos em praça pública em um caixão de ferro (Foto: Reprodução)



Medieval Tortura caixão
A vítima era colocada dentro do "caixão". Torturadores forçavam as vítimas com excesso de peso dentro do dispositivo, ou até mesmo faziam o "caixão" um pouco maior do que o normal para deixar as vítimas mais desconfortável. O período de tempo que uma vítima era mantida dentro do caixão era determinada pelo seu crime. Crimes muito graves, como a blasfêmia, eram punidos com a morte dentro do caixão, onde a vítima era mantida dentro sob o sol com animais comendo a sua carne. 

pinça

O tubo de crocodilo
A vítima era fixada dentro de um tubo grande o suficiente apenas para a entrada da vítima. O tubo, tendo dentes de crocodilo-como picos, era lentamente comprimido deixando a vítima totalmente imobilizada. O torturador só podia ver seu rosto e pés. 

pontrona

Trono da Tortura
Existiam muitos modelos de cadeira. Todos elas tinham uma coisa em comum: pregos para perfurarem as costas, apóia-braços, assento, pernas e descansa-pé. O número de pregos em uma destas cadeiras variava de 500 a 1.500. 
mamas

O estripador de mama
Utilizado como uma forma de punir as mulheres, o estripador de mama foi uma maneira dolorosa e cruel para mutilar seios das mulheres condenadas. 
Usado para causar grande perda de sangue, as garras, que eram muitas vezes aquecidas, eram colocadas sobre os seios expostos. Depois de penetradas nos seios, elas eram puxadas ou empurradas perfurando e arrancando pedaços de carne viva.

Foto de cavalete usado como tortura


Cavalete

O condenado era colocado deitado com as costas sobre o bloco de madeira com a borda cortante, as mãos fixadas em dois furos e os pés em anéis de ferro. Nesta posição (atroz para si mesma, se pensarmos que o peso do corpo pesava sobre a borda cortante), era procedido o suplício da água. O carníficie, mantendo fechadas as narinas da vítima, introduzia na sua boca, através de um funil, uma enorme quantidade de água: dada a posição, o infeliz corria o risco de sufocar, mas o pior era quando o carníficie e os seus ajudantes pulavam sobre o ventre, provocando a saída da água, então, se repetia a operação, até ao rompimento de vasos sanguíneos internos, com uma inevitável hemorragia que colocava fim ao suplício.
Outro sistema de tortura que usava o cavalete, reservado às suspeitas de bruxarias, era aquele do “fio de água”. A imputada era colocada nua sob um finíssimo jato de água gelada e deixada nesta posição por 30 a 40 horas. Este suplício era chamado “gota tártara” porque foi inventada na Rússia (país que sempre privilegiou os sistemas de tortura lentos e refinados).

Foto de uma guilhotina de madeira, para tortura no pescoço

Guilhotina

27 junho 2016

ATROCIDADES CATÓLICAS - 01


O Catolicismo Romano é o responsável por uma grande perseguição e também morte, ás vezes sob tortura, daqueles que  haviam aceitado a fé protestante e já não obedeciam ás ordens de Roma.

Isso fez com que se começasse uma guerra entre Católicos Romanos e Protestantes em diversos países e muitas atrocidades foram cometidas em nome de 'um deus' que Roma servia e seguia, seu papa.

A partir de hoje, uma vez por semana, sempre nas segundas feiras, estaremos expondo aqui, com base em documentos históricos o que foram as 'Atrocidades Católicas'.

Começamos hoje com o fato que ficou registrado na história como:

 A Noite de São Bartolomeu:(Anos de 1547 a 1593): Durante uma delas, teve lugar o massacre de 20.000 protestantes, numa só noite, a tristemente célebre Noite de S. Bartolomeu (1572).

Esse foi um episódio sangrento na repressão aos protestantes na França pelos reis franceses, que eram católicos.

Na Noite de São Bartolomeu de 1572, os católicos massacraram os protestantes chamados huguenotes na França. Somente em Paris, cerca de três mil protestantes foram exterminados nessa noite(algumas fontes históricas ligadas a grupos Católicos  afirmam que foram 'apenas' 2 mil, enquanto historiadores protestantes chegam a afirmar que as mortes chegaram ao exorbitante número de 70 mil, em toda a França). Os atos de selvageria começaram em Paris, mas logo se espalhou por todo o país, resultando na morte de um número absurdo de huguenotes. Ficamos com o total de 70 mil, que é também um numero considerado pela Enciclopédia Britânica.


A matança foi iniciada no dia 24 de agosto de 1572, dia de São Bartolomeu, e se estendeu ao longo até meados do mês de outubro.
Poucos dias antes, era calmo o ambiente na capital. Celebrara-se um matrimônio real, que deveria encerrar um terrível decênio de lutas religiosas entre católicos e huguenotes. Os noivos eram Henrique, rei de Navarra e chefe da dinastia dos huguenotes, e Margarida Valois, princesa da França, filha do falecido Henrique 2º e de Catarina de Médici.
Margarida era irmã do rei Carlos IX. Alguns milhares de huguenotes de todo o país – a nata da nobreza francesa – foram convidados a participar das festas de casamento em Paris. Uma armadilha sangrenta, como se constataria mais tarde.

Casamento sobre o Sena

A guerra entre católicos e protestantes predominou na França durante anos, com assassinatos, depredações e estupros. E agora, um casamento deveria fazer com que tudo fosse esquecido, ou ao menos o casamento serviria como uma tentativa de apaziguar o conflito.

O casamento não foi realizado na catedral. O noivo protestante não deveria entrar na Notre Dame, nem assistir à missa. Diante do portal ocidental da catedral, foi construído um palco sobre o rio Sena, no qual celebrou-se o casamento. Margarida não respondeu com um "sim" à pergunta, se desejava desposar Henrique, mas fez simplesmente um aceno positivo com a cabeça. Como era comum na época, o casamento tinha motivação exclusivamente política.

No século 16, o maior esteio da França não era o rei, mas sim a Igreja. E ela estava inteiramente infiltrada pela nobreza católica. Uma reforma do clero significaria, ao mesmo tempo, o tolhimento do poder dos príncipes. Assim, a nobreza – tendo à frente os Guise – buscava a preservação do status.

Casamento forçado seguido de atentado

Os Guise – a linhagem predominante na França – observavam com profunda desconfiança a cerimônia ao lado da Notre Dame. O casamento foi realizado por determinação da poderosa rainha-mãe Catarina de Médici – uma mulher fria, detentora de um marcante instinto de poder.

Poucos dias depois da cerimônia, o almirante Coligny sofreu um atentado em rua aberta. O líder huguenote teve apenas ferimentos leves. Ainda assim, os huguenotes pressentiram uma conspiração. Estava em perigo a trégua frágil, lograda através do casamento. Por trás do atentado, estavam os Guise e Catarina de Médici.
O casamento era parte de um plano preparado a longo prazo. Carlos, o rei com olhar de louco, ficou furioso ao saber do atentado a Coligny, que era seu conselheiro e confidente. Os católicos espalharam então o boato de que os huguenotes estavam planejando uma rebelião para vingar-se do atentado, que teria sido forjado pelos protestantes para servir de desculpa para o reinicio das disputas.

Começa o plano diabólico
O rei Carlos foi pressionado, ou manipulado, por sua mãe, Catarina e contra sua vontade ordenou a execução de Coligny. Na verdade Carlos, que na época tinha 22 anos, era apenas um fantoche, na verdade quem governava a França era sua mãe.

Catarina de Médici
Sabendo que os protestantes não iriam aceitar a morte de Coligny, a coroa francesa exigiu um trabalho completo: não deveria sobrar nenhum huguenote que pudesse acusá-lo posteriormente do crime.

Coligny foi assassinado com requintes de crueldade na noite de São Bartolomeu, sua cabeça decepada e  teria sido enviada ao Papa Gregório XIII.

Assim como Coligny, milhares de pessoas que professavam a mesma fé acabaram mortos nas semanas seguintes. Até Outubro, houve uma onda organizada de assassínios de huguenotes em doze cidades francesas, sendo que as principais foram: Toulouse, Bordéus, Lyon, Bourges, Ruão, e Orleães.

Relatos da quantidade de cadáveres arremessados nos rios afirmam uma visível contaminação, de modo que ninguém comia peixe, pelas condições insalubres do local.

Não foi o primeiro nem o último ataque massivo aos protestantes franceses, outros ataques ocorreriam. Embora não o único, "foi o pior dos massacres religiosos do século". Por toda a Europa, "imprimiu nas mentes protestantes a indelével convicção que o catolicismo era uma religião sanguinária e traiçoeira."

Massacre de São Bartolomeu, de François Dubois
Henrique de Navarra sobreviveu à noite de São Bartolomeu nos aposentos do rei, que tinha dado a ordem para o massacre. Henrique teve de renegar a sua fé e foi encarcerado no Louvre. Quatro anos mais tarde, ele conseguiu fugir. Retornou ao seu reino na Espanha e, anos depois, em  1594, subiu ao trono francês.

Henrique, agora católico, permaneceu irmão espiritual dos huguenotes, concedeu-lhes a igualdade de direitos políticos através do Édito da Tolerância de Nantes. Uma compensação tardia para os huguenotes. Henrique defendia a coesão do país: "A França não se dividirá em dois países, um huguenote e outro católico. Se não forem suficientes a razão e a Justiça, o rei jogará na balança o peso da sua autoridade."


Fontes:

www.revistadehistoria.com.br
História Ilustrada do Cristianismo - Justo Gonzales

26 junho 2016

INSTRUMENTOS DE TORTURA CATÓLICO ROMANA CONTRA OS 'PROTESTANTES'

Você provavelmente estudou sobre a Idade Média, ou como ela também é conhecida: 'Idade das Trevas'. Talvez na época você fosse uma criança, ou adolescente, e a professora não queria te chocar – ou desconhecia o assunto profundamente -, então provavelmente deixou de fora a parte mais pesada da coisa, que incluía torturas maníacas como nunca se viu, e que só devem encontrar paralelo nos delírios de Stalin, Pol Pot, ou dos carcereiros de Abu Ghraib.
Apesar de haver exceções, em sua maior parte o período foi exatamente isso: Trevas. Muitos historiadores colocam a culpa nas invasões bárbaras, e em como esses povos eram primitivos, mas o fato é que grande parte do atraso se deve aos sucessores do todo-poderoso Império Romano: a Igreja Católica. É só ver o rumo que tomou a Filosofia, as Artes e a Ciência para ver que estava tudo nas mãos da Igreja. Um caso clássico é o de Galileu Galilei, que teve de voltar atrás nas suas descobertas sobre a questão da translação da Terra, porque suas teorias iam de encontro ao pensamento (errôneo) imposto pela Igreja.
Também existiu o que ficou conhecido como 'Index Librorum Prohibitorum', que era uma lista de livros proibidos pela Igreja na época, administrada pelo Santo Ofício(que parece menos inócuo chamado por seu nome mais conhecido: Inquisição), que não por coincidência foi criado na mesma época que o protestantismo começou a assombrar a supremacia dos Católicos, por volta do século XVI. Para você ter uma idéia do atraso da Igreja, ela só foi abolir oficialmente o 'Index' – que incluía em suas proibições, gente como os escritores Voltaire, Alexandre Dumas e Jean-Paul Sartre, e os cientistas Galileu Copérnico, Descartes e Pascal – no ano de 1966.
Mas essa escuridão cultural e conservadora foi uma das facetas mais amenas da Igreja Católica na Idade Média. Os piores momentos foram reservados aos distintos senhores responsáveis pelo Tribunal de Santo Ofício! Inicialmente, de acordo com relatos históricos medievais, a Inquisição foi criada para combater o sincretismo religioso, em 1184, que unia a fé católica a cultos pagãos e realizavam adivinhações utilizando coisas como plantas.
Mas as atribuições da Inquisição foram se tornando cada vez maiores. Além de iniciar uma campanha – é necessário que se entenda que mesmo tendo uma organização unificada, com um representante perante o Papa, os Tribunais eram mais ou menos independentes, assim como os Poderes Judiciários de hoje, sendo instalados onde tinham focos de heresias e outros pecados – contra o sincretismo, a Inquisição ficou a cargo de julgar crimes/pecados como heresias, adultérios, feitiçaria(esse levou muita gente pra fogueira), além de colocar a culpa nessa gente de toda a sorte de desgraça que ocorria no local em que estava instalado o Tribunal.
Logicamente, com tamanho poder, os Tribunais impunham punições políticas e econômicas, de forma a aumentar a expansão da Igreja na época. Dessa forma, as penas mais leves, geralmente vistas como alívio, era o confisco de bens, além de flagelos públicos, e desfiles com roupas de hereges. Com a vasta quantidade de penas aplicada, não é difícil entender porque a Igreja foi relativamente a instituição mais rica da história. Com ela, enriqueciam os reis que a apoiavam, como era o caso dos espanhóis.
E os relatos dizem que os Inquisidores eram eficientes. O mais famoso deles, o espanhol Tomás de Torquemada, foi o responsável por diversas campanhas contra judeus e muçulmanos na Espanha. E para chegarem a esse nível de eficiência, os inquisidores – a exemplo dos homens responsáveis pelo Gulag – eram criativos. Necessitavam espalhar o terror para que todos tivessem medo deles, e para isso abusavam de instrumentos sem precedentes na história humana, com o intuito de causar dor extrema, sem, contudo, matar o herege, dando tempo pra ele confessar seus pecados(ou dizer onde escondeu a herança dos avós dele)!
Dizem que a tortura nessa época não era tão comum quanto a gente pensa, mas fica difícil afirmar isso após dar uma olhada nessa lista de aparelhos que parecem ter saído de uma filme de Hellraiser, ou Jogos Mortais.
Arranca-seios
O Arranca-Seios
Este é um instrumento usado primordialmente em mulheres, geralmente acusadas de abortos ou de adulterarem. Seu uso era simples, e consistia em esquentar o aparelho numa fogueira, prende-lo no seio exposto da vítima, e depois arranca-lo vagarosa ou lentamente, dependendo do que o inquisidor queria causar. Logo depois se deixava a mulher sangrando para que pudesse morrer de hemorragia, ou que fosse levada a loucura pela dor.

A Serra...
A Serra
A imagem já explica toda a diabrura desse instrumento, mas tem um adendo: o fato da vítima ser virada de cabeça pra baixo tem uma explicação científica. Com o sangue descendo todo para o cérebro, a vítima não desmaiava enquanto sofria de dores extremas, como é normal no corpo humano. Ao invés disso, ela só morria quando a serra chegava no abdômen, quando os serradores paravam, e esperavam que a pessoa terminasse sua agonia, o que poderia durar horas. Seu uso era muito incentivado pelo fato de serras serem baratas e facilmente encontradas em muitos cantos.
O berço de Judas
O Berço de Judas
Esse instrumento era um pouco mais elaborado que o clássico empalamento popularizado por Vlad, o Drácula, mas parece muito pior, devido a lentidão com que a dor era infringida. A vítima era colocada com o ânus ou a vagina sobre a ponta do berço e era lentamente baixada através de cordas amarradas a ela. Parece simples, mas existe agravantes aí. Se ela demorasse a morrer – o que poderia levar dias – poderiam ser amarrados pesos nas suas pernas, para dar uma acelerada no processo. Mas se quisessem o efeito contrário, a vítima sofria sozinha. Fora que nunca lavavam o aparelho, o que produzia infecções dolorosas.
Rack
O Rack
A vítima era colocada nessa mesa, e cordas eram amarradas nos seus membros superiores e inferiores. Um algoz se punha a enrolar a corda vagarosamente, até que as articulações se deslocassem, o que causava dor extrema na vítima. Alguns algozes mais afoitos chegavam a arrancar braços e pernas, matando por hemorragia. Mais tarde foram incorporadas lanças para estocar a vítima enquanto ela ia sendo esticada…
A pera...
A Pêra
Esse era o instrumento favorito a ser usado contra adúlteras e homossexuais. Esse aparelho era inserido no ânus ou na vagina(ou boca, se ele fosse um mentiroso), da vítima e através daquele engenho na ponta, ele se abria em duas partes ou mais partes, dilacerando o interior do inquirido. Raramente levava a morte, mas na verdade ela era, geralmente, apenas o início das dores do acusado.
O Corta-Joelhos
Os joelhos do acusado eram colocados no meio dessas garras, para serem esmagados lentamente. Às vezes, o aparelho – um dos preferidos pelos espanhóis – era aquecido, para aumentar a dor da vítima. Outras partes do corpo eram colocadas nas garras, como os pulsos, cotovelos, braços, ou as pernas. A idéia era inutilizar as articulações da vítima, ou o método servir como o início da tortura, visto que não era mortal em grande parte dos casos.
Triturador de Cabeças
O Triturador de Cabeças
Outro preferido e aperfeiçoado pelos espanhóis! A cabeça do inquirido era coloca numa barra de ferro, com o queixo apoiado na barra – algumas tinham recipientes especiais para os globos oculares – enquanto seu crânio era lentamente esmagado. O primeiro a quebrar era o maxilar, e algumas dezenas de minutos depois, a morte, após dores lancinantes. O cérebro às vezes escorria pelo nariz, ou pelas orelhas no processo, podendo o método ser usado como tortura, caso o algoz escolha ficar horas parado, apenas fazendo perguntas.
Empalamento
Empalamento
Drácula, ou Vlad, O Empalador; foi o inventor desse aqui, na Romênia do século XV, de acordo com a tradição. A vítima era colocada sobre uma estava grande e pontuda. O tempo entre o início da punição e a morte, levava em torno de três dias. Alguns carrascos tinham cuidado para que a estaca entrasse no ânus e só saísse acima do queixo da vítima, o que aumentava a dor da vítima. Acredita-se que Vlad fez isso em torno de 20.000 a 300.000 vezes.
A dama de ferro
Dama de Ferro
Provavelmente o mais famoso e conhecido método de tortura medieval. A vítima era colocada dentro dessa câmara de madeira cheia de pregos e superfícies pontudas, que continha uma abertura para que se pudesse interrogar a vítima, ou enfiar facas. Os pregos de dentro da Dama não atingiam os pontos vitais, com o intuito de atrasar a morte do torturado. Geralmente as regiões furadas eram os olhos, braços, pernas, barriga, peito e nádegas.
Mesa de esviceracao
Mesa de Evisceração
O torturado era deitado numa superfície com os pés e mãos imobilizados e logo acima dele existia uma manivela com espinhos. Um carrasco fazia uma incisão na altura do estômago e com um gancho preso a uma corrente, e através dele era retirado um pedaço do intestino, que era preso na manivela. Aos poucos a manivela era girada, e o intestino era enrolado nela.
Forquilha do herege
O herege era reservado um tratamento diferente daquele dado aos condenados comuns, visto que o objetivo da penitência era a sua alma, ainda que no momento da morte. Essa espécie de garfo era colocada no tórax e embaixo do queixo do condenado, e com uma cinta de couro era apertada contra o pescoço, fazendo com que as pontas penetrassem na carne. Foi muito usada no período de 1220 a 1600. Não era usada para obter confissões, mas como uma penitência empregada antes da execução do condenado.
Apetrechos de mutilação
Eram pinças e alicates e estavam sempre presentes na lista dos instrumentos de tortura dos carrascos da idade média. Eram usados a frio ou em estado incandescente e provocavam dores fortíssimas e mutilações. As pinças eram usadas principalmente para a ponta dos seios, unhas ou para extrair pedaços de carne. Os alicates tubulares eram usados para a castração. Os especialistas em atrocidades já haviam descoberto, para uso das pinças, as partes mais sensíveis do corpo humano.



Roda de despedaçamento

Esse instrumento produzia um sistema de morte horrível. O réu era amarrado com as costa na parte externa da roda. Sob ela colocavam-se brasas, e o carrasco, girando a roda cheia de pontas, fazia com que o condenado morresse praticamente assado. Em outros casos, no lugar de brasas se colocavam instrumentos pontudos, de maneira que o corpo ia sendo dilacerado à medida que se movimentava a roda. Esteve em uso na Inglaterra, Holanda e Alemanha, no período de 1100 a 1700.


Continuaremos amanhã...

25 junho 2016

IDEOLOGIA DE GÊNERO: DEIXEM AS CRIANÇAS EM PAZ!


CIG2

Há quase cinco anos, escrevi uma carta aberta ao doutor Drauzio Varella, em resposta ao seu artigo “Violência contra homossexuais”, publicado em seu site, por meio do qual ele afirmara: “A sexualidade não admite opções, simplesmente é. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira”. Como eu discordei, respeitosamente, do eminente médico, recebi algumas críticas de militantes da “diversidade”, que me acusaram de não saber a diferença entre sexo e sexualidade. Neste artigo, gostaria de reafirmar o que disse naquela ocasião, acrescentando informações científicas, técnicas, publicadas recentemente no jornal Mensageiro da Paz — órgão oficial das Assembleias de Deus no Brasil —, mais precisamente no número 1.583, deste mês, página 15.

A matéria do Mensageiro da Paz mostra que, no primeiro semestre deste ano, conceituados pediatras ligados ao American College of Pediatricians, apresentaram uma nota oficial — contendo um posicionamento técnico, científico, e não ideológico ou político —, por meio do qual “insta educadores e legisladores a rejeitar todas as políticas que condicionam as crianças a aceitar como normal uma vida de representação química e cirúrgica do sexo oposto”. Eles reafirmaram que não existe, cientificamente, um “terceiro sexo”, visto que a “sexualidade humana é binária por princípio, com a finalidade óbvia de reprodução e florescimento de nossa espécie”. Segundo os pesquisadores, há casos “extremamente raros de diferenciação sexual(DSD — ‘disorders of sexual differentiation’)”, tratados “como distúrbios do projeto humano. Indivíduos com DSDs não constituem um terceiro sexo”. Segue-se que, assim como eu afirmara, em 2011, em carta aberta do doutor Varella, a sexualidade de uma pessoa não deve, naturalmente, ser diferente do seu sexo, a menos que ela — já madura — resolva renunciar sua natureza.

Fisiologicamente, o ser humano normal, sem nenhum distúrbio, nasce menino ou menina. E, por isso mesmo, a identidade de gênero não deve ser equiparada à masculinidade ou à feminilidade. É normal que uma mulher grávida, ao fazer a ultrassonografia, queira saber se seu filho é macho ou fêmea, não é mesmo? “Ninguém nasce com um gênero. Todos nascemos com um sexo biológico. Gênero(uma consciência e senso de si mesmo como homem ou mulher), é um conceito sociológico e psicológico, e não um conceito biológico objetivo”, diz a nota em tela. Não há nenhuma dúvida: o gênero não está ligado à genética; não existe “gene gay” ou “gene trans”. O que se admite, é claro, é a possibilidade de alteração de gene, decorrente de maus tratos na infância, por exemplo, o que pode fazer com que o infante ou o adolescente venham a adotar um comportamento que não corresponda à sua fisiologia. E, ainda que alguém resolva dizer que é “uma mulher no corpo de um homem” ou vice-versa, “não pertencem a um terceiro sexo. Permanecem homens biológicos ou mulheres biológicos”.

Os conceituados pediatras estadunidenses asseveram que a crença de que “ele ou ela é algo que eles não são é, na melhor das hipóteses, um sinal de pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável acredita que ele é uma menina ou quando uma menina biologicamente saudável acredita que ela é um menino, um problema psicológico objetivo existe e está na mente, não no corpo, e deve ser tratado como tal”. Segundo a nota, tal comportamento resulta de uma Disforia de Gênero (GD), também conhecida como Transtorno de Identidade de Gênero(GID). Infelizmente, educadores há que, ao defender a famigerada ideologia de gênero, sequer admitem discussões ou discordâncias públicas e chamam de fascistas todos os que lhes se opõem. Entretanto, eles não se importam com a saúde das crianças e adolescentes, ignorando os perigosos riscos à saúde atrelados à tentativa de “mudança de sexo”. Segundo a nota, “Crianças que usam bloqueadores da puberdade para personificar o sexo oposto vão exigir hormônios do sexo oposto(‘cross-sex hormones’), no fim da adolescência”.

“Que pessoa compassível e razoável condenaria crianças a este destino, sabendo que após a puberdade 88% das meninas e 98% dos meninos acabarão por aceitar a realidade e alcançarão um estado de saúde física e mental?”, perguntam os pediatras. “Condicionar crianças a acreditar que uma vida inteira de representação química e cirúrgica do sexo oposto é normal e saudável, é abuso infantil. Endossar discordância de gênero como normal através da educação pública e políticas legais confundirá as crianças e os pais, levando mais crianças a buscar as ‘clínicas de gênero’, onde lhes serão dados medicamentos bloqueadores de puberdade”, respondem.

Portanto, é um absurdo que educadores(educadores?), queiram interferir no desenvolvimento normal das crianças, confundindo a sua mente e forçando-as a “escolher” uma vida de sofrimento, “uma vida inteira de hormônios do sexo oposto, cancerígenos e tóxicos, e provavelmente considerar desnecessária a mutilação cirúrgica de suas partes do corpo saudáveis quando adultos jovens”. Ora, se um adulto, já formado, quiser “sair do armário”, como fizeram a ex-heterossexual cantora Daniela Mercury e a ex-homossexual e, hoje, ex-heterossexual “pastora” Lana Holder, é um direito que lhes assiste. Mas, por favor, senhoras, “todas e todos”, deixem as crianças em paz!

Ciro Sanches Zibordi

COMENTÁRIO DE WÁLDSON


A canalhice, a covardia e a malignidade de alguns homens e mulheres(??), vem trazendo ouyta vez, agora para os municípios a malígna Ideologia do Gênero, que, varrida do Plano Nacional de Educação(PNE), no ano passado, não descansa em paz como algumas pessoas menos avisadas possam pensar. Ao contrário, “diabólica” como é, ela visa agora entrar na vida de nossas crianças e adolescentes não mais pela esfera federal, mas, sim, municipal: cada município fica responsável por implantar ou recusar esse sistema de idéias nefasto e antinatural em seu plano de ensino.
Importa, pois, relembrar que se isso se der em sua totalidade será a destruição do ser humano.
Essa ideologia recomenda à escola a não classificar os alunos em meninos ou meninas, mas crianças. As roupas e suas cores, brinquedos e banheiro, devem ser compartilhados igualmente por ambos os sexos, sem as conhecidas diferenciações marcadas pela cultura tradicional, propiciando assim 'um ambiente de igualdade e neutralidade' necessário ao processo de definição do Gênero por parte das crianças. 

Gênero é um conceito ideológico que tenta anular as diferenças e aptidões naturais de cada sexo. Esta dualidade é um aspecto essencial do que é o ser humano, como definido por Deus. 

Trata-se de uma ideologia que não consegue se equilibrar no critério cartesiano de verdade. Que para vestir-se no manto científico, orienta-se nos terrenos movediços do desconstrutivismo e do relativismo filosófico. 

Estamos diante de uma ideologia que se rebela contra Deus! Contra, a natureza, a experiência, a razão e a ciência. 
Amados irmãos em Cristo, leitores e amigos da família instituída por Deus, lutemos em oração e também em ações, para que essa malignidade não chegue até os lares brasileiros.

Concluo com um texto do médico chileno Dr. Christian Schnake:
"A ideologia de gênero é uma tentativa de afirmar para todas as pessoas que não existe uma identidade biológica em relação à sexualidade. Quer dizer que o sujeito, quando nasce, não é homem nem mulher, não possui um sexo masculino ou feminino definido, pois, segundo os ideólogos do gênero, isto é uma construção social”. 

Dr. Christian schnake - especialista em bioética

Viva vencendo com oração, os homens malignos que atentam contra a criação perfeita de Deus!!!

Abraços.

Seu irmão menor.




24 junho 2016

"PORQUE NÃO SOU PROTESTANTE"


Circula pela internet, um artigo de apologética, sob o título "Vinte razões por que não sou protestante". A pedido de um irmão, elaboramos a devida refutação a cada uma das questões levantadas. Vejamos:

1) Não sou protestante porque o protestantismo não existe desde o princípio do Cristianismo. Surgiu 1500 anos depois da era Apostólica. Suas igrejas são locais, regionais ou nacionais, não existindo uma Igreja Universal.

Resposta: Mas o Cristianismo existe e é dele que fazemos parte. O Cristianismo é Universal. O católico Martinho Lutero, um dos expoentes da Fé Reformada, teve a coragem de protestar contra a venda de indulgências, um comércio que estava denegrindo o Cristianismo. A partir daí, o Cristianismo, sob a graça de Deus, seguiu seu caminho livre das heresias. A ruptura foi necessária num momento em que o catolicismo pretendia se estender por todo o mundo, sempre com a ameaça de colocar na fogueira seus opositores. Então o Cristianismo seguiu seu caminho com a verdade bíblica, tendo unicamente Jesus como Senhor, Mediador, Advogado e Intercessor, conforme as Escrituras (Pr Airton).

2) Não sou protestante porque apesar da afirmação de que somente a Bíblia deve ser considerada como norma de fé e prática, eles não concordam entre si no tocante a pontos importantes, entrando assim, em contradições. São mais de 20.000 mil denominações diferentes. Cada uma pregando uma suposta verdade.

Resposta: Ser a Bíblia a norma de fé e prática do cristão não é uma afirmação dos crentes; é uma declaração da própria Palavra de Deus (Rm 10.17; 2 Tm 2.15; 3.16-17 ;4.2). Há muitas denominações registradas em cartório, mas existe unidade na fé em Cristo Jesus. Desprezamos dogmas criados por homens. Não comemos pelas mãos dos outros. Cada crente examina as Escrituras, e debate, e troca opiniões, assim como faziam os primeiros cristãos. Vejam:"Estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, pois de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim."(Atos 17.11)

A Bíblia chama de "nobre" aquele que examina a Palavra e dela tira suas próprias conclusões. Somos uma só fé, uma só religião, uma só doutrina. Só adoramos o Santo dos santos, Aquele que morreu em nosso lugar. Não louvamos, nem adoramos, nem suplicamos a outros deuses (Mateus 4.10). Se alguma denominação ensina outro Evangelho, não faz parte do Corpo de Cristo, não é considerada cristã, não é Igreja de Jesus (Pr Airton).

3) Não sou protestante porque atribuem a si próprios o direito de interpretar a Bíblia. Acreditam ter uma iluminação pessoal vinda do Espírito Santo sem intermediários, ou seja, sem a Igreja. O mais interessante é a diferença que o Espírito Santo manifesta em cada uma das centenas (talvez milhares) de ramificações do protestantismo.

Resposta: Fazemos o que Deus quer que façamos, ou seja, que nos dediquemos à leitura de sua Palavra, e nela meditemos dia e noite (Salmos 1), pois sabemos que:"toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra".(2 Tm 3.16-17).
O acesso à Bíblia não é proibido na Igreja de Cristo. Qualquer um pode ler; tendo dúvida, pede ajuda aos mais entendidos. Para isso, há escolas dominicais e cursos teológicos. Todo crente deve saber manejar bem a palavra da verdade para apresentar-se a Deus aprovado(2 Tm 2.15). Deus não quer ignorantes de Sua Palavra. Podemos recorrer também ao Espírito Santo que não está preso numa redoma de ouro e guardado num cofre; Ele está em nós (Sl 51.11; Lc 11.13; At 2.4; Ef 1.13; Rm 8.9; 1 Co 3.16,19) e nos ajuda em nossas fraquezas, pois Ele é uma Pessoa (Rm 8.16,26; Lc 12.12; 14.26; 1 Co 2.13). Temos iluminação pessoal? E Jesus não disse que somos a luz do mundo e sal da terra (Mt 5.13,14)? (Pr Airton).

4) Não sou protestante porque a doutrina não tem unidade, as igrejas não são infalíveis em questões de moral e fé. Suas hierarquias não são rígidas, os preceitos são secundários. A salvação está em somente crer em Cristo, mas sabemos que não basta somente crer, pois, é preciso viver a fé, e vivê-la em santidade. Daí os Mandamentos. Daí a moral que a Igreja ensina. Dizer que a salvação vem somente do crer em Cristo, é continuar vivendo vida injusta ou dissoluta, é mentir à própria consciência.

Resposta: E os papas são infalíveis? E as histórias repugnantes sobre diversos papas? E a diabólica Inquisição? E o perdão pedido aos chineses, aos aborígines, a Galileu? Não é o reconhecimento de erros cometidos pelo catolicismo? A rigidez moral do catolicismo funciona? E o caso de assédio e violência sexual de sacerdotes católicos contra religiosas, em 23 países, para ficar só neste exemplo? Ensinamos o que ensina a Palavra. A fé no Senhor Jesus envolve arrependimento dos pecados; sem isso não há perdão nem salvação. A santidade faz parte da vida cristã. Quem nos convence do pecado é o Espírito Santo (João 16.8). As boas obras são decorrentes dessa fé salvífica.
"QUEM NELE CRÊ NÃO SERÁ JULGADO; QUEM NÃO CRÊ JÁ ESTÁ CONDENADO, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus"(palavras de Jesus. Jo 3.18)
Vejam também Romanos 10.9. Acontece que o catolicismo ensina a salvação pelas obras; mas não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras (Ef 2.8). Ademais, "o justo viverá pela fé" (Romanos 1.17) (Pr Airton).
5) Não sou protestante porque apesar deles lerem a Bíblia (embora sem alguns livros e com interpretações diversas) não possuem nenhuma autoridade superior Infalível, para declarar que uma palavra tem tal sentido, e exprime tal verdade.

Resposta: Qual seria a autoridade infalível na Terra? Só surgiu um homem assim: Jesus Cristo, porque não tinha a mancha do pecado. A Palavra diz:
"Seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso", e que "não há um justo, nem um sequer".(Rm 3.4,10).
Não temos um PAPA falível, mas temos um Papai do Céu infalível capaz de suprir todas as nossas necessidades (Fp 4.19).
"O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará".(Salmo 23.1)(Pr Airton).

6) Não sou protestante porque eles negam a Tradição oral. Sendo que na própria Bíblia, Paulo recomenda os ensinamentos de viva voz (Tradição) que nos foram transmitidos por Jesus e passam de geração em geração no seio da Igreja, sem estarem escritos na Bíblia. Confira em (2 Tim 1,12-14).

Resposta: Negamos a Tradição Oral porque ela foi a maior fonte de problemas já na teologia do Antigo Testamento, torcendo as palavras já escritas na Torah; e ela também tem sido comprovadamente a maior fonte de heresias no meio da Igreja Romana. No caso do Antigo Testamento, dizia Jesus aos fariseus:
"E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição".(Mc 7.9).
Note-se que Deus não deixou nada escrito, tanto no Antigo Testamento como no Novo. Mas a existência de ESCRITURA deixada por Moisés e outros homens de Deus limitou todos os sermões de Jesus a somente o que estava escrito. Ele combatia tudo o que se afastasse do que estava escrito. Paulo e os demais apóstolos podiam aconselhar os irmãos a seguir o que dissessem, pois estavam VIVOS e seu testemunho era real. Após suas mortes, tudo o mais que alguém poderá dizer que ouviu deles é mera especulação. Tome-se por exemplo a Igreja da Galácia: tinha sido evangelizada e fundada PESSOALMENTE pelo apóstolo (At 18:23), mas isso não impediu que os crentes ali logo perdessem a fé genuína para os judaizantes, obrigando Paulo a, POR ESCRITO, trazê-los de volta à verdadeira fé:"Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco". (Gl 4:11)
"É bom ser zeloso, mas sempre do bem, e não somente quando estou presente convosco". (Gl 4:18)
"Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chamou". (Gl 5.7,8).
E Paulo termina sua pregação, por estar ausente, por meio de documento escrito:"Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão"(Gl 6:11).

Se isso aconteceu num curto período de tempo, ainda em vida do Apóstolo que evangelizou os gálatas pessoalmente e em sua ausência se perderam, o que não dizer de séculos de ignorância quando a Igreja de Roma inclusive PROIBIA a leitura da Bíblia por seus seguidores? A maior prova da falha da tradição oral está na Cronologia dos Dogmas, com doutrinas humanas criadas em épocas muito tempo após a morte dos apóstolos, sendo que não se encontra nenhum documento anterior prescrevendo tal doutrina na Igreja Primitiva (tais como Purgatório, Assunção de Maria, Concepção Imaculada de Maria, Oração pelos mortos, etc). Acreditar na Tradição Oral que nunca foi registrada na Igreja do primeiro século é combater o próprio ensino de Paulo, que escrevia cartas e mandava que fossem lidas em todas as Igrejas, intercambiando com outras que já havia escrito:"E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodiceia lede-a vós também". (Cl 4.16).

23 junho 2016

LIÇÃO 13 - 26/06/2016 - " O CULTIVO DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS



TEXTO ÁUREO
     Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém!(Rm 16.27)

VERDADE PRÁTICA
                           Deus deseja que os crentes, alcançados pela graça, cultivem relacionamentos 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

                                                                       Romanos 16.1-16

INTRODUÇÃO

Estudaremos o último capítulo da Epístola aos Romanos, o qual nos mostra a suma importância dos relacionamentos entre os irmãos da igreja local. À primeira vista, o capítulo 16 de Romanos parece apenas uma lista enfadonha de nomes de pouco ou nenhum significado para nós hoje, por isso somos inclinados a subestimar o valor de seus ensinos, entretanto, um estudo mais atento deste capítulo negligenciado por muitos cristãos, revela grandes verdades e preciosos ensinamentos acerca dos relacionamentos pessoais na igreja. Paulo traz à lembrança nomes de pessoas que, de uma forma ou de outra, o ajudaram a construir a identidade cristã do primeiro século. Ele elenca 26 nomes, acrescentando na maioria dos casos uma apreciação pessoal e uma palavra de elogio. Expressões como "queridos no Senhor", "a igreja que está em sua casa", "dileto amigo", "meu amado", mostram o carinho e o relacionamento de ternura que Paulo cultivava com as pessoas, mesmo de longe. O apóstolo era um mestre de relacionamentos humanos; era um pastor experiente e sabia o valor de tratar as pessoas pelo nome e de fazer-lhes elogios encorajadores. “Deus deseja que os crentes, alcançados pela graça, cultivem relacionamentos saudáveis”. Imagine a necessidade que temos de cultivar o relacionamento de carinho e ternura com as pessoas que estão pertos: a nossa família, a igreja onde congregamos e pessoas próximas de nós!

I. A IMPORTÂNCIA DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

A vida na igreja local é uma grande oportunidade para termos um relacionamento de respeito e de muita alegria com aqueles que chamamos de irmãos em Cristo. São pessoas de diversas características: criança, adolescente, jovem, adulto, terceira idade, pessoas portadoras de alguma deficiência. Este é o nosso círculo de relacionamento interpessoal. Neste aspecto, o último capítulo de Romanos é um estímulo a doar-nos ao próximo em nome de Jesus.

1. Valorizando pessoas, não coisas. Paulo escreve: “Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia, para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo” (Rm 16:1,2).
Febe é apresentada como alguém que está servindo à igreja em Cencréia. Ela estava viajando de Cencréia a Roma e possivelmente foi a portadora da Epístola aos Romanos. Sempre que viajavam de uma igreja para outra, os cristãos da igreja do primeiro século levavam consigo cartas de recomendação. Essas cartas demonstravam cortesia para com a igreja visitada e eram úteis para o visitante. Assim, o apóstolo apresenta Febe e pede que ela seja recebida como verdadeira cristã, conforme convém aos irmãos em Cristo. Pede, ainda, que ela receba toda assistência que vier a necessitar. Como recomendação em favor dessa irmã, Paulo informa que ela se dedicou ao ministério de ajudar outros, incluindo ele próprio. É bem possível que seu lar em Cencréia estivesse sempre de portas abertas para obreiros e outros cristãos.
Observação: “... a cooperadora Febe, a pesar de servir a Deus na igreja de Cencréia (Rm 16:1) – aqui, o verbo ‘servir’ (gr.diakoneõ, cognato de diáconos), é o mesmo para designar o serviço dos diáconos -, não há comprovação de que ela tenha sido uma diaconisa, como muitos afirmam. Pelo contrário, o Novo Testamento assevera que o diaconato estava a cargo dos homens(Atos 6:1-5; 1Tm 3:12,13). O aludido verbo é polissêmico e pode denotar os atos de ministrar, de auxiliar ou de prestar qualquer tipo de serviço” (Zibordi, Ciro Sanches. Procura-se pregadores como Paulo. CPAD. p.188).

Não se deve ignorar os importantíssimos e valiosos serviços que mulheres devotas e caridosas, como Febe, são capazes de prestar à igreja de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. No Ministério de Jesus, as mulheres foram essenciais. Elas sempre estiveram ao lado do Senhor Jesus. Desde o Seu nascimento, elas O acompanhavam.
Na Sua apresentação no templo. Quando Jesus foi apresentado no templo, a Bíblia relata que ali estava a profetisa Ana, segundo registro de Lucas 2:36-38.
Elas O serviam: “Então Maria, tomando uma libra de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pós de Jesus e enxugou-lhe com os cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento” (João 12:3).
Elas contribuíam financeiramente: “… e também o seguiam algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; Joana, mulher de Cusa, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas” (Lc 8:2-3).
Elas estavam presentes na Sua morte. Mateus 27:55,56 relata: “Estavam ali, olhando de longe, muitas mulheres que o tinham seguido desde a Galiléia, para o servir. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José e mãe dos filhos de Zebedeu”.
Após a Sua ressurreição, foi a uma mulher que Jesus apareceu pela primeira vez: “Disse-lhe Jesus: Maria. Ela, voltando-se, disse-lhe: Mestre... Maria foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor” (João 20:15-18).
Portanto, a presença feminina no ministério de Jesus é indubitável. Não há como negar: Jesus valorizou a mulher como homem algum jamais o fez. Ela deixou de ser objeto para ser sujeito.

2. O valor das mulheres. A diversidade da igreja pode ser notada pelo gênero masculino e feminino, classe social e raça. Na igreja de Roma havia homens e mulheres servindo a Deus. Dentre as 26 pessoas saudadas na carta de Paulo, nove são mulheres. A proeminência dos nomes de mulheres enfatiza sua ampla espera de atuação(Rm 16:1,3,6,12, etc). Dentre estas mulheres estava Priscila, esposa de Áquila. Paulo fala deste casal, como 'tendo exposto suas vidas na causa do Evangelho'(Rm 16:3). Outras referências a este casal são encontradas em Atos 18:2,18,26; 1Coríntios 16:19 e 2Timóteo 4:19. Na maioria dessas passagens, Paulo sempre cita Priscila em primeiro lugar. Muitos comentaristas concordam que isso tinha uma razão de ser: Priscila se destacava na obra do Senhor, sendo auxiliada por Áquila, seu esposo. Paulo também menciona uma mulher de nome Maria(Rm 16:6). Pouco se diz dessa Maria, mas o que se sabe é que ela “trabalhou muito” na obra de Deus.

O fato incontestável é que, na igreja primitiva, a atuação das mulheres era notória e amplamente valorizada. Elas eram dedicadas à obra de Deus e exerciam seus ministérios com o apoio das lideranças da época. Além de Paulo, Lucas nos mostra que as mulheres tiveram uma participação expressiva na implantação do Reino de Deus. A relação é extensa e inclui, entre outras, Lóide e Eunice (2Tm 1:5), Maria, mãe de João Marcos (At 12:12); Priscila, que juntamente com o esposo, Áquila, passou a doutrina para várias outras pessoas, inclusive para um intelectual e culto homem de Alexandria chamado Apolo(At 18:26); Lídia(Atos 16), a primeira pessoa convertida na Europa. A sua casa foi o primeiro local de reuniões das igrejas na Europa. Todas essas mulheres atuavam nas áreas de ensino, na evangelização, intercessão e contribuição financeira, com amor e dedicação. São exemplos que ficam para sempre e nos quais podemos nos espelhar para servir a Deus.
3. Irmandade e companheirismo. Em romanos 16:7, Paulo cita o nome de pessoas que foram companheiros na jornada. Diz ele: “Saudai a Andrônico e a Júnia, meus parentes e meus companheiros na prisão, os quais se distinguiram entre os apóstolos e que foram antes de mim em Cristo”. Estes dois companheiros de Paulo podem ter sido uma equipe formada por marido e mulher. Júnia(ou Júlia, que é a leitura em certos manuscritos antigos), era um nome feminino largamente usado na época. As referências de Paulo a eles como parentes poderia significar que eles também eram judeus, possivelmente da mesma tribo. Não se sabe quando estiveram na prisão com ele, porque Paulo foi preso diversas vezes(cf. 2Co 11:23), sabe-se apenas que eles compartilharam do sofrimento de Paulo. Paulo elogiou esses cooperadores com sinceridade, e isto tem grande valor nos relacionamentos humanos. Paulo sabia disso e não hesitava em usar esse importante recurso. Hoje, a falta de companheirismo e de vida comunitária, nas igrejas locais, é tanta que nem mesmo os membros se conhecem uns aos outros, menos ainda nos megatemplos.

II. AS AMEAÇAS ÀS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

No princípio da Igreja, bem como nestes últimos dias da Igreja, os falsos mestres têm intensificado as suas artimanhas no afã de enganar os incautos. E Jesus já tinha alertado os Seus discípulos acerca dos falsos obreiros que viriam (Mt 24:11; Mc 13:22,23). Esses falsos obreiros, distorciam, e ainda distorcem, os ensinamentos de Cristo e as palavras de Seus apóstolos. Eles estavam destruindo aos poucos o significado da vida, morte e ressurreição de Jesus. Alguns afirmavam que Jesus não poderia ser Deus; outros afirmavam que Ele não poderia ter sido um homem real. Estes falsos mestres permitiam e até mesmo encorajavam todos os tipos de atos errados e imorais, especialmente os pecados sexuais. Este era um problema em toda a igreja primitiva, e Paulo frequentemente advertia as igrejas sobre este assunto.

1. Individualismo. Antes de concluir a Epístola, o apóstolo Paulo faz uma última exortação à igreja em Roma. De forma áspera, Paulo adverte aos destinatários da Epístola acerca dos cuidados que eles deveriam ter dos falsos e dissimuladores mestres que poderiam trazer grandes prejuízos espirituais a igreja e quebrar a koinonia(comunhão), cristã. Paulo ainda não tinha ido a Roma, mas ele certamente percebeu que os falsos mestres, que estavam por toda parte, passariam por ali. Ele rogou aos crentes que notassem os que promoviam dissensões e escândalos contra a doutrina da verdade. Assim exorta o apóstolo: “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos símplices” (Rm 16:17,18).
Paulo via o individualismo daqueles que promoviam dissensões e facções como um perigo às relações interpessoais dos cristãos. Por isso, os cristãos de Roma deveriam se desviar desses falsos mestres. Eles não serviam a Cristo, mas a si próprios. Em vez de serem servos de Cristo, são escravos de seus próprios apetites e interesses egoístas. O deus deles é o ventre. Eles fazem da igreja uma plataforma para se locupletarem. Buscam o lucro, e não a salvação dos perdidos. Erguem monumentos a si mesmos em vez de buscar a glória de Cristo. A língua deles é cheia de lisonjas. Suas palavras são doces e suaves, mas carregadas de veneno. Eles são amáveis em seus gestos e sempre agradáveis em suas atitudes, mas seu propósito é enganar o coração dos incautos.
Esses falsos mestres estavam mais interessados em servir os seus interesses próprios, motivados por um desejo de ganhar poder e prestígio. Em contraste, os mestres cristãos autênticos são motivados pela fé sincera, e por um desejo de fazer o que é certo. Tanto Paulo quanto Pedro condenavam os mestres gananciosos e mentirosos (cf. 1Tm 6:5).
Esta situação enfatizada por Paulo é uma realidade nos dias atuais, nestes últimos dias da Igreja do Senhor Jesus aqui na Terra. Muitos líderes de seitas têm desviado cristãos, ensinando coisas que parecem verdade, mas que na realidade são falsificadas. Os cristãos genuínos devem resistir energicamente estes falsos líderes e seus ensinos apócrifos. Aqueles que estudam a Palavra de Deus não são enganados, a exemplo dos cristãos da cidade de Beréia (cf. Atos 17:10-12).
2. Sensualismo e antinomismo. “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles” (Rm 16:17). O apóstolo diz, aqui, que essas pessoas que se diziam “irmãos”, infiltrando-se na igreja, eram facciosas e promoviam escândalos em desacordo com a doutrina.
Quem eram esses falsos mestres? A maioria dos comentaristas concordam que Paulo tinha em mente o movimento herético do primeiro século conhecido como gnosticismo. Era um movimento sectário, que tinha como prática o sensualismo e o antinomismo. Estes falsos mestres viam a matéria como algo ruim, não tinham apreço pelo corpo, já que este era material. Isso os conduzia a uma vida sensual. Segundo o Rev. Hernandes Dias Lopes, em parte alguma o apóstolo diz ou insinua que esses perturbadores fossem membros da igreja romana. Provavelmente eram intrusos, propagandistas itinerantes do erro. Alguns poderiam ser judaizantes legalistas; outros, antinomianos libertinos ou talvez ascetas; ou ainda defensores de uma combinação de dois ou mais ismos destrutivos. Eram pessoas que destroçavam a harmonia e o assentimento da fé verdadeira.
Observe o final do versículo 18: “[..] palavras suaves e lisonjas”. Estas palavras mostram uma ligeira e sutil tendência de alteração na doutrina genuína. Estas “palavras suaves e lisonjas” significa não se prender às regras absolutas da doutrina Bíblica para obedecer. São palavras atrativas, porém, destrutivas. Paulo advertiu os crentes romanos que quando eles ouvissem qualquer ensinador, deveriam verificar o conteúdo do que estava sendo dito para não serem enganados por palavras “suaves” ou “lisonjas”. Segundo afirma o Rev. Hernandes Dias Lopes, a palavra grega crestologia, traduzida por “palavras suaves”, ajuda-nos a entender o caráter desses falsos mestres. Os próprios gregos definiam 'crestólogo' como a pessoa que fala bem e atua mal. É aquela classe de pessoas que, por trás da fachada de palavras piedosas e religiosas, exercem má influência; a pessoa que desencaminha os outros não por um ataque direto, mas sutilmente; a pessoa que finge servir a Cristo, mas na realidade está destruindo a fé.
Pelo versículo 18, percebe-se que os falsos mestres estavam tentando ganhar mais dinheiro distorcendo a verdade e dizendo o que as pessoas queriam ouvir – “...tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e, com palavras suaves e lisonjas, enganam o coração dos símplices”. Segundo o Rev. Hernandes Dias Lopes, Paulo diz que os crentes de Roma precisavam fazer duas coisas: (a) notar bem esses falsos mestres, que são lobos querendo entrar no meio do rebanho(At 20:29,30); (b)afastar-se deles. Nós também devemos aproximar-nos dos irmãos e afastar-nos dos falsos mestres. Devemos fazer uma caminhada na direção da comunhão fraternal e uma caminhada de distanciamento daqueles que provocam divisões e escândalos na igreja.

III. A FONTE DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Em linhas gerais, o Deus triúno, a Sua graça e a Sua Palavra são as fontes das relações interpessoais.

1. O Evangelho da graça e o seu Conteúdo. “Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos” (Rm 16:25).

O Evangelho que Paulo pregava tinha como conteúdo a Pessoa e a obra de Jesus Cristo. E Paulo queria que os cristãos em Roma se conscientizassem disso. Ele sabia que o Evangelho e o próprio Senhor Jesus Cristo é que fortalecem os crentes na fé. 'O plano havia estado oculto desde os tempos eternos'. Os profetas que escreveram vários livros do Antigo Testamento não estavam totalmente cientes do significado de suas próprias palavras; mas eles escreveram muito, por ordem de Deus, acerca do cumprimento do mistério: a vinda do Messias, o Evangelho e a salvação dos gentios e judeus(cf. Rm 11:25,26). Deus, em sua soberania, permitiu que Sua sabedoria fosse revelada no Evangelho da graça. O resultado foi 'a salvação para todo aquele que crer'. Agora, após a vinda de Cristo e o crescimento da igreja, o que os profetas do Antigo Testamento escreveram está sendo entendido(Rm 1:2). E Paulo queria que os cristãos em Roma entendessem bem isso.

2. As Escrituras Sagradas como revelação de Deus. Assim se expressa o apóstolo Paulo: ”[...] por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus eterno, para a obediência por fé, entre todas as nações!” (Rm 16:26). As Escrituras revelam a Jesus Cristo, o conteúdo do evangelho de Paulo, enquanto a pregação de Jesus Cristo, por intermédio das Escrituras, é o meio de tornar esse mistério conhecido aos homens em todo o mundo. O 'mistério que estivera oculto' agora foi revelado por meio da vida, morte, ressurreição e exaltação de Jesus. As Escrituras proféticas não são uma invenção humana, mas o mandamento do Deus eterno; seu propósito é estimular a obediência por fé entre todas as nações. A evangelização precisa desembocar em transformação de vida. À conversão segue o discipulado; com o fim de levar o convertido ao conhecimento da genuína doutrina, à maturidade e a convicção plena da fé em Cristo.