22 novembro 2014

OAB VAI COMBATER USO DE SACRIFÍCIO DE ANIMAIS EM RITUAIS DE RELIGIÃO AFRO

O presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB-RJ, Reynaldo Velloso, afirmou que a entidade irá combater o sacrifício de animais em ritos das religiões afro-brasileiras a partir do próximo ano.
“Tradição tem que ser na África, não no Brasil”, disse Velloso, em discurso durante a XXII Conferência Nacional dos Advogados. Na umbanda, candomblé e outros cultos afro-brasileiros, o sacrifício de animais durante as celebrações é tido como sagrado.
De acordo com o jornal O Dia, representantes do candomblé alegaram perseguição religiosa. O babalorixá Ivanir dos Santos, que preside a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, afirmou que a iniciativa de Velloso é injusta e acusou grupos evangélicos de orquestrarem a medida.
“Isso é perseguição de grupos evangélicos, e ele está querendo usar isso como forma de se notabilizar”, afirmou. Para Ivanir, a prática do sacrifício é interpretada de maneira equivocada: “Os animais têm que ser defendidos, mas as pessoas têm que entender os limites da nossa tradição da sacralização do alimento”, argumentou.
O pai de santo também se disse tranquilo quanto à situação, pois “outras ações jurídicas já feitas em combate à pratica foram consideradas inconstitucionais”.
No entanto, Velloso sugere que o sacrifício é praticado por religiões com “pouca representação” na sociedade brasileira: “Só o candomblé e mais religiões de poucos adeptos cometem essa prática. Tem que prevalecer a vontade da maioria. Onde já se viu matar um ser indefeso para uma entidade evoluir? Isso só existe na cabeça das pessoas”, protestou.
Velloso rebateu o argumento do pai de santo e disse que não é evangélico, e reforçou a ideia de que o sacrifício de animais é uma afronta à Constituição Federal.
“A religião tem que ter um limite. Há leis que proíbem maus tratos aos animais. A religiosidade tem que se submeter a todas as regras da vida. Você não tem direito de matar um marginal se ele invadir sua casa”, disse Velloso.
TiagoChagas

ENFIM, MÓRMONS ADMITEM QUE JOSEPH SMITH, SEU LÍDER, TEVE ENTRE 30 A 40 MULHERES

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias admitiu que seu fundador, Joseph Smith, teve cerca de 40 mulheres, incluindo uma de 14 anos e esposas de seus seguidores.
A Igreja Mórmon passou 200 anos negando a informação que Smith era polígamo até que aceitou esclarecer alguns aspectos de sua história, falando que Brigham Young, fundador da igreja em Salt Lake City, em Utah, também não era monógamo.
“Joseph teve várias esposas adicionais e autorizou outros santos dos últimos dias a praticar o casamento plural”, diz o documento oficial da denominação. O texto intitulado de “Casamento Plural em Kirtland e Nauvoo” afirma que seu fundador teve entre 30 e 40 esposas, uma “estimativa cuidadosa”.
As mulheres de Joseph Smith tinham, em sua maioria, entre 20 e 40 anos com exceção de Helen Mar Kimball, filha de amigos próximos do religioso que foi “separada” para ele antes de completar 15 anos.
“O casamento plural era difícil para todos os envolvidos. Para Emma, esposa de Joseph Smith, era uma provação abominável”, diz parte de um texto publicado no ano passado.
Fundada em 1830, a Igreja Mórmon só passou a proibir a poligamia em 1890. Hoje a igreja tem milhões de fiéis espalhados em dezenas de países, só nos Estados Unidos são mais de 6 milhões de mórmons e no Brasil são quase 1,5 milhão de seguidores. 
Com informações Extra. Se quiser ver a Materia, clique AQUI

21 novembro 2014

FEITIÇARIA GOSPEL - 11


Esse é mais um daqueles materiais espirita/macumbeiro/gospel que os falsos apóstolos e falsos crentes, andam espalhando por aí, a fim de enganar 'e subverter a fé de alguns' e lançar milhares de não crentes que querem uma solução para seu drama, no inferno, para onde os líderes também vão.

Esse é uma das facetas do 'outro evangelho' que já está no nosso meio.

Deus nos livre desses malignos homens, em nome de Jesus.

Viva vencendo essa feitiçaria com cara de evangelho!!!

Seu irmão menor. 

20 novembro 2014

LIÇÃO 08 - 23/11/14 - "OS IMPERIOS MUNDIAIS E O REINO DO MESSIAS"




TEXTO ÁUREO

“E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão” (Dn 7.27).

VERDADE PRÁTICA

Enquanto os impérios humanos caem, o Reino de Deus se expande através de Jesus Cristo.
 

INTRODUÇÃO
Daniel 7 conclui a seção aramaica do livro (veja comentários em 1.1-2) e encerra as mensagens relacionadas aos poderes pagãos mundiais. Em certo sentido, esse capítulo serve de ponte entre a seção gentia e a seção judaica seguinte. A primeira seção, expressa na língua das terras onde Israel e Judá estavam exilados, levou a palavra de Deus aos imperadores e impérios dos gentios. A segunda, na língua da promessa ao povo da promessa, levou a palavra infalível de Deus ao remanescente de Israel. A perspectiva da primeira é a ordem mundial gentia. A perspectiva da segunda seção apresenta o Reino de Deus em primeiro plano, ainda que em conflito com as forças do mundo. Assim, esse sétimo capítulo faz convergir as duas perspectivas, a terrena e a celestial. Junto com o capítulo 2, ele tem sido definido como o coração da mensagem de Daniel.

A VISÃO DOS QUATRO ANIMAIS

O Sonho De Daniel Com As Quatro Bestas E Sua Interpretação, 7:1-14

7: 1 - Enquanto no capítulo 2 o sonho era de Nabucodonosor, registramos aqui o sonho de Daniel. Em muitos aspectos, estes sonhos são paralelos; de fato, o sonho de Daniel parece dar ampliação e entendimento tanto a Daniel 2 como a Apocalipse 13. Estes capítulos fornecem uma chave para o entendimento do livro de Apocalipse.

7:2-3 - Quatro grandes animais vieram do mar, cada uma diferente da outra. Estas quatro bestas são identificadas como quatro reinos (7:17, 23). O "mar" parece representar a massa humana da sociedade (Isaías 17:12; Apocalipse 17:15). Os "ventos" são forças usadas por Deus para comandar e até mesmo para destruir (Jeremias 49:36; 51: 1).

Os animais e a imagem de Nabucodonosor (7.1-3). No primeiro ano de Belsazar (1) seria quatorze anos antes da queda do reino Babilônico. O sonho de Daniel sobre a ordem das coisas futuras lançou a vista do tempo em que o profeta se encontrava, mais de cinco séculos antes do nascimento de Cristo, até a nossa era e até o fim dos tempos. Da sua perspectiva, rodeado por uma escuridão silenciosa da noite (2), emergiu uma figura violenta e furiosa - tempestuosos ventos do céu, animais rugindo (3) subindo das águas, espalhando-se pela terra, um após o outro.

Os ventos do céu agitando o mar é uma figura ilustrativa das duas dimensões da realidade na história. Há a existência terrena de pessoas e nações representada pelo mar agitado e a terra sólida. Há a ordem celestial, sobrenatural. Os dois domínios estão envolvidos no curso dos afazeres humanos, e entre eles e dentro deles há um conflito dinâmico de forças.

Há um paralelo impressionante entre a visão de Daniel descrita aqui e a visão de Nabucodonosor da grande imagem. Na verdade, elas claramente retratam as mesmas realidades históricas, embora de pontos de vista diferentes. O capítulo 2 retrata a história como Deus permitiu que um monarca pagão a vislumbrasse. A imagem continha elementos da própria situação de Nabucodonosor. Na visão de Daniel compartilhamos da concepção de um homem de Deus que consegue captar um vislumbre da perspectiva de Deus. Nabucodonosor viu a ordem mundial elevando-se em uma magnificência esplendorosa, um colosso dourado cintilante, mas Daniel viu a mesma substância em forma de animais temerosos e vorazes.

Stevens percebe a relevância do símbolo da bestialidade sendo aplicado aos tiranos da história. "Devemos nos curvar em respeito diante dessa manifestação avaliadora divina sobre o caráter do governo imperial do mundo. Quais são os atributos dos animais? Guardar o que é seu a qualquer custo; brigar por aquilo que não têm, mas que querem ter; voar e procurar a violência, sedentos de sangue a qualquer provocação [.,,] inclinados a sentir o máximo de satisfação no sangue, na agonia, na perda e na morte dos objetos da sua fúria [...] Deus anteviu esse espírito predominante nos impérios mundiais até o fim. Na verdade, esse é o verdadeiro espírito do império mundial. E o militarismo é o seu instrumento indispensável".15 Verdadeiramente, "o SENHOR não vê como vê o homem" (1 Sm 16.7).

7:4 - A primeira besta era como um leão com asas de águia, mas lhe foi dado uma mente de homem. Esta representaria a Babilônia (veja Daniel 2:37-38).




O leão com asas (7.4). A identificação dos três primeiros animais parece claramente um paralelo com a interpretação de Daniel da imagem do capítulo 2. O leão com asas de águias [...] foi levantado [...] e posto em pé como um homem e recebeu um coração de homem.
Essa imagem provavelmente representa Nabucodonosor como a grande personificação do império babilônico. Sua degradação é sugerida pelo despojar das asas, e sua restauração pelo presente de um coração e a postura ereta de um homem. O rei dos animais é representado pela força e ferocidade, e o rei das aves, pela graça, agilidade e voracidade; combinados retratam o poder e a grandeza régia desse rei e de seu reino.
 
 

7:5 - O segundo animal era como um urso levantando-se sobre um de seus lados, com três costelas entre os dentes. Como este corresponde ao sonho de Nabucodonosor, representa o império medo-persa (Daniel 2:39; também 8:3, 20).

O urso desajeitado (7.5). O segundo animal, semelhante a um urso, "tendo sua pata levantada, pronto para atacar" (Berkeley), era o segundo animal mais feroz. As três costelas em sua boca e a ordem: Levanta-te, devora muita carne, descrevem seu instinto predatório. Os reinos da Babilônia, Lídia e Egito podem representar as costelas entre os dentes do urso. Pusey descreve de maneira vívida a impassibilidade desajeitada do império persa-imponente e pesado na sua estratégia militar, devastador de vidas e recursos humanos. A campanha militar de Xerxes contra a Grécia, que experimentou sua derrota inicial na batalha de Maratona, mais se assemelhava à migração de imensos bandos do que à ação de um exército. Estima-se em mais de dois milhões e meio de soldados em ação.
 

7:6 - A terceira besta era como um leopardo, mas com quatro asas e quatro cabeças. Esta corresponderia ao império macedônio ou grego (Daniel 2:39; também 8:8, 21).

O leopardo com suas asas velozes (7.6). O leopardo com quatro asas de ave é um símbolo apropriado do grego Alexandre, cuja velocidade impressionante e poder admirável rapidamente colocaram a Pérsia e o mundo aos seus pés. A divisão em quatro partes do seu reino logo após a sua morte é sugerida pelas quatro cabeças.

Poder, saque e terror (7). O caráter distinto do quarto animal é o terror que provoca no observador; ele era terrível e espantoso e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro. "Ele devorava e dilacerava suas vítimas em pedaços e pisoteava o que sobrava com seus pés" (Berkeley). Sua diferença marcante em relação aos outros animais antes dele era especificamente notada.

Dez chifres (7). Da sua cabeça cresciam dez pontas ("chifres", ARA). Símbolos de poder militar, esses chifres representam dez reis ou reinos (cf. v. 24). Saindo da mesma cabeça eles apresentavam uma unidade na diversidade, como partes de um mesmo animal. Eles também pertenciam ao mesmo período histórico em contraste com as sucessivas aparições dos animais.


O temeroso chifre pequeno (8). Saindo da mesma cabeça e desalojando três das pontas primeiras subiu outra ponta pequena. Mais devastador do que qualquer um dos seus predecessores, esse chifre torna-se o assunto principal do restante do capítulo. Um ser humano, dotado de inteligência e sagacidade extraordinárias, com um imenso orgulho, é sugerido pelos olhos de homem, e uma boca que falava grandiosamente.
 
7:7-8 - A quarta besta não é descrita, exceto que tinha dentes de ferro e dez chifres, do meio dos quais saiu um chifre menor que arrancou três dos primeiros chifres (veja 7:23-24). Esta quarta besta se identifica com o império romano (Daniel 2: 40-45), que estava no poder quando o reino de Deus foi estabelecido. Contudo, este reino guerreia com os santos (7:19-21). Esta besta também é descrita em Apocalipse 13.

O monstro indescritível (7.7-8). O quarto animal torna-se o tópico especial da interpretação do anjo nos versículos 15-28. Essa criatura espantosa mas indefinível lembra fortemente o caráter heterogêneo da parte inferior da imagem de Nabucodonosor com as pernas de ferro e os pés e dedos formados de uma mistura de ferro e barro (2.40-43).

O CLÍMAX DA VISÃO PROFÉTICA

7:9 - O "Ancião de Dias" é Deus Pai que é de "eternidade a eternidade" (Salmo 90: 1-2). Ele é retratado aqui como representando a pureza e o poder.

7: 1O - Milhares de milhares e milhões de milhões estavam diante dele (veja Apocalipse 5: 11-14). O Pai é retratado sobre o trono para julgar (veja Apocalipse 20:11-15), mas realmente o julgamento final será por seu Filho (Atos 17:31; 2 Coríntios 5: 1 O).

Os tronos de julgamento (7.9-10). Quando a fúria do quarto animal alcançou seu clímax, Daniel viu tronos sendo estabelecidos, e o ancião de dias toma seu assento de julgamento. Coberto por uma luz inefável, cercado por milhares de milhares que o serviam, o Juiz iniciou o juízo [...] e abriram-se os livros. Esse quadro é claramente refletido em Apocalipse 20.4.

7: 11-12 - Deus domina e julga os reinos do mundo (DanieI4:17-25). Daniel observa as palavras do chifre menor e que a quarta besta é morta. O resto das bestas teve seu domínio tomado, mas suas vidas foram prolongadas durante um tempo.

O julgamento do animal e dos animais. O quarto animal encontra seu fim no julgamento de Deus. O animal foi morto, e o seu corpo, desfeito e entregue para ser queimado pelo fogo. Com ele foi o pequeno chifre (ponta). Os outros animais receberam uma prolongação de vida, todavia, foi-lhes removida sua autoridade e foram colocados debaixo do domínio divino.

7: 13-14 - Um como o Filho do Homem veio com as nuvens do céu. Do ponto de vista do céu ele "veio", mas do ponto de vista da terra ele "foi levado" (Atos 1:9). Foi-lhe então dado domínio, glória e um reino. Isto identifica claramente o tempo quando Cristo foi coroado como Rei dos reis. Na sua ascensão, ele recebeu a "promessa" (Atos 2:30-36; Efésios 1 :20-23). Este governo de Cristo continuará eternamente (Daniel 2:44; Hebreus 12:28).

Um novo rei e um novo reino. A seguir vem uma bela visão de um como o filho do homem (13), que vem nas nuvens do céu e recebe um domínio eterno (14). Todos os povos, nações e línguas tornam-se sujeitos a Ele. A escolha do título "Filho do homem" por Jesus inevitavelmente identifica o novo Rei. E a proclamação de Jesus acerca do Reino identifica o novo domínio. A relação dessa visão com a visão de 2.44 é evidente. Ali a pedra que foi cortada da montanha substitui os reinos (cr. Mt 24.30 e Ap 1. 7).

A interpretação do sonho, 7: 15-28.

7:15-17 - Daniel afligiu-se no espírito e pediu uma interpretação. Foi-lhe dito que estes quatro animais eram quatro reis.





7:18 - Mas os santos receberão o reino e o possuirão para todo o sempre ( 7:22,27).

A explicação dos animais (7.15-18). Não é de admirar que Daniel estava perplexo e abatido (15) com a visão que acabara de ter. Devido a sua sabedoria em relação aos caminhos de Deus, ele tinha percepção suficiente para compreender algo do significado do panorama que havia se estendido diante dele. Mas a amplitude disso e as implicações sombrias para as pessoas da terra e para o seu próprio povo eram mais do que Daniel podia absorver calmamente.

Deus é bom em prover ajuda aos seus filhos quando mais precisam dela. O anjo de Deus estava lá para socorrer Daniel, para que ele compreendesse melhor o que estava acontecendo. Os quatro animais, ele explicou, eram quatro reis (17) ou reinos. Mas a conseqüência final da história é o quinto reino, o governo dos santos do Altíssimo (18).

7: 19-22 - Mais explicação é dada com respeito à batalha travada pela quarta besta contra o reino de Deus (veja Apocalipse 13:6-7). Nos dias do império romano, a igreja foi colocada sob a prova mais severa de toda a história. A perseguição foi causada não somente pela falsa religião, mas era apoiada pelo poder político de um império mundial! Se a igreja pudesse ter sido esmagada teria sido naquele tempo! Mas quando o império romano caiu, desde então não houve mais, nem haverá, outro império mundial dominado por homens. O reino de Cristo é mundial por natureza (Marcos 16: 15-16), e permanecerá para sempre.

7:23-24 - É incerto se os dez reis são para serem tomados literalmente ou no estilo apocalíptico como significando simplesmente "o número completo ou pleno." Nem pode ser arbitrariamente determinado quem o chifre menor é nem quem são os três que foram destruídos. Houve períodos quando Roma esteve em paz com a igreja, mas houve mais do que um rei que forçou a adoração ao imperador e perseguiu aqueles que se recusavam a curvar-se a eles. Talvez este chifre menor signifique a disparidade entre os dominadores.

7:25 - Sua blasfêmia contra o Altíssimo é forte. De fato, é lhe dado poder contra os santos por "um tempo, dois tempos e metade de um tempo". Isto corresponde a Apocalipse 12:14 como o período em que a mulher foi alimentada pelo Senhor, quando ela teve que fugir para o deserto. Representa um período de 3V2 anos, um tempo quebrado, mas curto (tempo = 1 ano, tempos = 2 anos, 1/2 tempo = V2 ano). É também igual a 1260 dias (Apocalipse 11:3; 12:6) e 42 meses (Apocalipse 11 :2; 13:5), e tudo isto descreve este mesmo período de severa perseguição.

"TEMPO, TEMPOS, E 1/2 TEMPO" - DANIEL 7:25; 12:7; APOCALIPSE 12:14                             “1 ano + 2 anos + 1/2 ano = 3 1/2 anos
"1260 dias" - Apocalipse 11:3; 12:6.
"42 meses" - Apocalipse 11:2; 13:5.

Este é o período de tempo quando a mulher foge para o deserto e o povo de Deus está sob a extrema prova de sua fé. Será o reino capaz de permanecer? Depois deste período, a resposta é clara: "os santos possuíram o reino"!

O quarto animal (7.19-26). Esse animal era a preocupação maior de Daniel, como tem sido no caso dos estudantes do livro de Daniel. Assim, o anjo concentrou-se nesse aspecto e deu-lhe uma atenção maior.

Esse animal com grandes dentes [ ... ] de ferro e garras de metal ("bronze", ARA) era indescritivelmente horrível. Ele era mais devasso na sua capacidade de destruir e sua crueldade do que qualquer um dos seus predecessores. Embora no início tivesse dez pontas (chifres), um pequeno chifre surgiu para desalojar três outros e distinguir-se no seu vigor e crescimento. Em ferocidade e ostentação esse chifre era mais firme do que o das suas companheiras. No [mal, esse chifre atacou o próprio Deus, o Altíssimo, e fazia guerra contra os santos e os vencia (21).

Esse quarto animal, explica o anjo, será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços (23).

Que império é esse? Que reino na história pode ser identificado com o quadro pavoroso desse quarto animal? Seguindo a interpretação adotada no capítulo 2, esse seria o Império Romano, embora a maioria dos intérpretes modernos discorde desse ponto de vista. O parecer popular é que o animal em forma de dragão representa os gregos: cujos dez chifres representam os dez governantes que sucederam Alexandre. O pequeno chifre seria Antíoco Epifânio.

Roma identificada. Young, apoiando a posição de que esse quarto animal representava o Império Romano, diz: "É provavelmente correto concordar com a visão tradicional de que esse quarto império é Roma. Isso já era expresso na época de Josefo, e te sido amplamente aceito. Podemos citar Crisóstomo, Jerônimo, Agostinho, Lutero, Calvin como alguns dos comentaristas que concordam com essa posição, ou que são, pelo meno: partidários da mesma.

Em tempos posteriores, estudiosos como E. W. Hengstenberg, H Ch. Havernick, Carl Paul Caspari, Karl Friedrich Keil, Edward Pusey e Robert DiccWilson [apoiaram essa teoria]".
Young apresenta duas razões de a teoria romana ter obtido a supremacia no Novo Testamento e ter sido aceita pelos intérpretes desde então.

a) "Nosso Senhor identificou-se como o Filho do Homem, a figura celestial de Daniel 7, e conectou a 'abominação da desolação' com a futura destruição do Templo (Mt 24)".

b) "Paulo usou a linguagem de Daniel para descrever o Anticristo; e o livro de Apocalipse empregou o simbolismo de Daniel 7 para referir-se aos poderes que existiam naquela época e aos poderes futuros. "A razão de a teoria do Império Romano tornar-se tão predominante na igreja primitiva é porque ela é encontrada no Novo Testamento, não porque os homens pensavam que tinham achado uma saída simples para a dificuldade".

3) O que significa a "ponta pequena" ("pequeno chifre", vv. 8, 11,20-22, 24-26)? Intérpretes conservadores concordam quase de maneira universal em que o pequeno chifre de Daniel 7 é o Anticristo, que deverá vir no final dos tempos. Jerônimo insistia nesta te ria, contrariando Porfírio.22 Poucos que aceitam a inspiração sobrenatural de Daniel têm questionado a argumentação de Jerônimo. No entanto, inúmeros estudiosos insistem em que o pequeno chifre nesse capítulo não deve ser identificado com o pequeno chifre (ponta pequena) do capítulo 8. Quanto ao pequeno chifre - a audácia profana -, o egoísmo crescente desse ser humano que surge do solo político da história humana o distingue como a culminação da iniqüidade e impiedade. Sua caracterização como tendo olhos de homem (8) sugere que ele é um homem de caráter extraordinário, possuindo inteligência, sagacidade e uma percepção muito além da dos seus contemporâneos. Ele vencerá mundo pela racionalidade e lógica tanto quanto pela força armada. A expressão boca que falava grandiosamente (8) indica habilidade na eloqüência, persuasão, um poder de comunicação que serve como arma de guerra contra Deus e o homem.

Esse é o "homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte' que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus" (2 Ts 2.3-4). Esse é o "mistério da injustiça" (2 Ts 2.7 "o iníquo" (2 Ts 2.8).: É impossível que esse perverso seja identificado com Antíoco Epifânio Esse tirano estava morto havia cerca de duzentos anos na época de Paulo. Ele pode simbolizar "o iníquo", mas Paulo colocou o Anticristo no fim dos tempos, na culminação do conflito entre Deus e o Anti-Deus.

 A frase: E proferirá palavras contra o Altíssimo (25) é regida pela preposição contra. A palavra aramaica letsadh significa "ao lado de, contra". "Ela denota que ele usará uma linguagem na qual colocará Deus de lado, e dará atenção a outro.
Ele se colocará na posição de Deus, fazendo-se semelhante a Deus, e destruirá os santos de Deus.

c) Os reinos dos homens e o Reino de Deus (7.13-14,18,22,27-28)

7:26-28 - Mas o julgamento é dado contra o chifre menor e seu reino chega ao fim (Apocalipse 19: 19-21). Os santos foram vitoriosos ao enfrentarem o mal. A causa pela qual muitos tinham morrido foi vingada. E, como o reino permaneceu, assim também aqueles que tinham morrido sempre "reinarão". O período descrito em Apocalipse 20 como "os mil anos" parece ser o período descrito em Daniel 7:18,22,27 como o tempo em que "os santos possuíram o reino". O reino de Deus agüentou a prova feita pelo império romano.
Ele continuará a permanecer durante um período de tempo pleno, completo (l0 x 10 x 10· = 1.000). Nem Satanás nem qualquer outra força pode levá-la ao fim, mas somente na plenitude do tempo Deus concluirá os eventos deste mundo (2 Pedro 3:9-13).


1) Teorias divergentes. O que é esse reino (18) que o Altíssimo deverá entregar ao filho do homem (13) e, por meio dele, aos santos do Altíssimo (22)? Onde esse reino está localizado? Quem são seus cidadãos? Quando virá? Inúmeras teorias têm proliferado em torno desse tema importante. Talvez não haja nenhum aspecto da revelação mais importante, além da própria redenção, do que o Reino de Deus. Tampouco há assunto mais essencial para a compreensão de todas as implicações da redenção e do significado do evangelho no seu cenário universal.

a) Israel é o "ungido" de Deus e provê o cerne do Reino. Essa é a visão liberal e está intimamente ligada à teoria de que o quarto reino é a Grécia e que o pequeno chifre é Antíoco Epifânio. Não há o reconhecimento de um Messias pessoal e sobre-humano. Alguns chegam a afirmar que Onias, o sumo sacerdote que resistiu a Antíoco e foi morto por ele, poderia ser "o ungido". Argumenta-se que o autor de Daniel não poderia ter nenhum tipo de conhecimento acerca de

b) Uma visão espiritualizada. Essa visão é creditada primeiro a Orígenes e tem sido seguida por muitos intérpretes ao longo dos séculos. Desse ponto de vista, não precisa haver um tempo de um julgamento final e crucial. Cristo é o Juiz agora e tem sido desde o seu primeiro aparecimento. O Reino já está aqui e onde quer que o domínio de Deus estenda sua influência sobre os corações dos homens. A maioria dos escritores católicos, seguindo Agostinho, defende esse ponto de vista, com algumas ressalvas, identificando o Reino com a Igreja. A Cidade de Deus, de Agostinho, é um exemplo clássico dessa apresentação. A neo-ortodoxia, na sua escatologia, tende à interpretação espiritualizada do encontro contínuo dos homens e nações com o justo Juiz e seu julgamento.

c) Israel na Palestina. Essa teoria é defendida pela maioria dos intérpretes dispensacionalistas e fundanientalistas da profecia. Gabelin, Ironside, Blackstone, Larkin e muitos outros têm habilmente fomentado essa "visão de intervalo". Ela é denominada dessa forma por causa do longo intervalo ou hiato requerido pela teoria entre a Primeira e a Segunda Vindas. A era da Igreja ou da dispensação é vista como um "espaço de tempo" na profecia, um tempo de espera até que Deus possa cumprir seus propósitos e trazer Israel de volta do banimento para a Terra da Promessa, a Palestina. A aliança do Antigo Testamento é feita com o Israel literal e somente pode ser cumprida por ele.

O Reino é visto como um reino político do qual Cristo é o rei e Israel o governo. O local é a terra, na verdade, um pequeno ponto na terra, a Palestina. O tempo dessa era dourada é um período de mil anos no fim dos tempos, o milênio.

d) O Reino em continuidade até a consumação. Essa teoria associa duas das teorias precedentes, formando uma síntese maior. Ela afirma que o Reino de Deus é o mesmo governo de Deus que Jesus instituiu em seu ministério, morte e ressurreição. Foi isso que Ele proclamou quando disse: "O Reino de Deus chegou". Era isso que Ele queria que seus discípulos orassem: ''Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu" (Mt 6.10) .
Mas o Reino de Deus é mais do que isso. Jesus proclamou o crescimento e progresso do Reino em parábolas como a do semeador. Ele também deixou claro em parábolas de julgamento que deveria haver uma culminação do Reino no fim dos tempos. Essa culminação ocorreria na tribulação e no julgamento, porém, mais importante que isso, ela resultaria na vitória total de Deus e seu povo em um reino de justiça e paz na terra.

Jesus não disse nada sobre o milênio. O mesmo ocorreu com Daniel. O Reino deve ser um Reino eterno, e seu governo deve cobrir todas as nações. Young ressalta que no segundo (como também no sétimo) capítulo de Daniel "o reino messiânico é representado como sendo de duração eterna. Por essa razão, não podemos identificá-lo com um milênio de somente mil anos de duração".

A apresentação das Escrituras de que o Reino deve ser eterno é um argumento forte contra a hipótese de que deva durar somente mil anos.

Além disso, o Reino de Deus é mais do que um regime político limitado a uma pequena raça, oprimida como tem sido, exercendo um controlo autocrático sobre todos os outros povos. O Reino de Deus vindouro não se oporá aos princípios da graça que Jesus estabeleceu. O caráter essencial da salvação, do relacionamento pessoal em um viver santo, não será deixado de lado no tempo da consumação. Em vez disso, esse será um tempo em que a mensagem do anjo anunciando o nascimento do Messias se cumprirá "paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor" (Lc 2.14, NVI).

Então, Aquele que Isaías chamou de “Príncipe da Paz” (Is 9.6), reinará com justiça e "a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar" (Is 11.9; Hc 2.14).

2) O Reino e os reinos. Um dos problemas mais controversos desse capítulo é a relação do Reino de Deus e sua consumação com os reinos dos homens no fim dos tempos. A teoria do "intervalo" requer a hipótese de um Império Romano "restaurado", encabeçado por dez reis e finalmente pelo próprio Anticristo, que desaloja três reis. O procedimento desse perverso (iníquo) será especificamente com um Israel reconstituído que o considerará o Messias e se comprometerá com ele por meio de uma aliança. O rei quebra essa aliança irresponsavelmente e volta sua fúria contra Israel. Esses são os santos com quem essa pequena ponta (chifre) fazia guerra [00.] e os vencia (21); na verdade, ele destruirá os santos do Altíssimo (25); e os aniquilaria se não houvesse uma intervenção divina.

Tanto Keil quanto Young discordam dessa interpretação. Ao interpretar o segundo capítulo e esse, Young ressalta que o Deus dos céus estabelece seu Reino, não depois, mas "nos dias desses reis". 

Na verdade, o capítulo 2 requer, e o capítulo 7 permite que esses reinos, de alguma forma, resistam até a consumação final. A imagem do capítulo 2 permanece intacta até que no último estágio é golpeada nos pés. Em 7.12 lemos: E, quanto aos outros animais, foi·lhes tirado o domínio; todavia, foi·lhes dada prolongação de vida até certo espaço de tempo. E, em Apocalipse 11.15 lemos: "Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo". Lemos mais adiante: "e os reis da terra trarão para ela a sua glória e honra" (a Nova Jerusalém, Ap 21.24). Poderia parecer que a existência humana na terra não cessa no tempo da consumação, nem desaparecem as estruturas sociais da lei e da ordem. Poderíamos concluir que na vinda do verdadeiro Rei à Terra o que é bom no viver humano seria, antes, realçado, em vez de desalojado ou destruído.

Mas, precisamos ir adiante. O reino messiânico não apenas tem um início; ele também chega a uma consumação! Não podemos deixar de reconhecer a importância da unidade essencial dos reinos sucessivos nos símbolos de Daniel.

Há um elo cultural essencial ao longo de todas as eras subseqüentes. Só o fato do destronamento de um imperador não significa que seu povo tenha desaparecido da face da Terra. Eles também não esqueceram as coisas boas e úteis que aprenderam dos seus pais. A pompa e a grandeza da Babilônia foram absorvidas pelo gigantismo da Pérsia, e a civilização sensual e materialista da Pérsia se fundiu com a Grécia. Igualmente notamos que o esplendor da literatura, da arte e da filosofia grega torna os romanos mais gregos do que os próprios gregos. E até o dia de hoje a firmeza das leis romanas e suas estruturas políticas fazem parte da base da civilização ocidental.

Em relação aos dez reis, descritos como dez chifres (partes) do quarto animal, Keil e Young mostram que o número dez não deve ser entendido matematicamente, mas simbolicamente. O número dez significa perfeição e suficiência.

Uma importante informação acerca desse discurso é provida pela figura do animal no fim dos tempos descrito no Apocalipse. "E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio" (Ap 13.1-2).

Obviamente, esse animal é uma combinação dos quatro animais de Daniel 7. Todos os elementos de poder, cultura e perversidade estão combinados em um. Parece claro que a manifestação política no fim dos tempos surgirá diretamente das civilizações mundiais e se tornará uma manifestação extremamente perversa.


Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e possuirão o reino para todo o sempre e de eternidade em eternidade (18). O fim da história não deverá ocorrer em decorrência de uma explosão atômica ou da destruição do que é bom. O alvo do projeto de Deus é o reino de Deus e a consumação e preservação de tudo o que é bom e belo e verdadeiro e santo. 
SUBSIDIO PARA O PROFESSOR 

INTRODUÇÃO
Na lição desta semana, veremos uma mudança narrativa no capítulo sete de Daniel. Agora estamos diante de uma série de quatro visões do profeta. É o “apocalipse do Antigo Testamento” apresentando quatro impérios simbolizados por quatro animais. A visão do capítulo dois foi dada a um rei pagão, Nabucodonosor, enquanto que a do capítulo sete, a um servo de Deus, o profeta Daniel. Veremos que em Nabucodonosor, a visão revela o lado político dos impérios apresentados como uma grande estátua. Em Daniel, através dos quatro animais, ela revela o lado moral e espiritual desses impérios. Os fatos são os mesmos, mas os objetivos das duas visões têm finalidades distintas. No capítulo sete, Deus revela a Daniel o fim dos quatro impérios e o surgimento do reino eterno do Messias prometido.. [Comentário: Estamos iniciando o exame de um dos mais excitantes e emocionantes capítulos da Bíblia. A mensagem básica de Daniel 7 é que Deus passa a confirmar ao profeta Daniel tudo o que havia mostrado a Nabucodonosor (capítulo 2), ou seja, os acontecimentos vindouros, compreendidos desde o reino babilônico até a segunda vinda gloriosa de nosso Senhor Jesus Cristo e o estabelecimento do Reino Milenar Messiânico. No capítulo 7, no entanto, além de dar mais detalhes sobre aqueles impérios mundanos do ponto de vista político e militar que se sucederiam, Deus acrescenta um fato novo: o surgimento de um poder religioso que haveria de perseguir e tentar extinguir os santos do Altíssimo. A grande certeza expressa na Palavra de Deus é que em breve este poder, em toda a sua abrangência, perderá o seu domínio e será destruído. Na vitória final, o filho do homem (Jesus Cristo) é o instrumento indispensável e é por meio dEle que Seu povo herdará o reino eterno. Este é o clímax do estudo do capítulo 7 de Daniel. A visão de todos esses acontecimentos foi dada a Daniel, segundo dados históricos, em 553 a.C., considerado como sendo o “primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia.” (Daniel 7:1). 

 
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