06 julho 2015

VIDA E OBRA DE UM SERVO DE DEUS - JHON HUSS

João Huss (1369-1415)
Enquanto Wycliffe enfrentava as autoridades eclesiásticas na Inglaterra, Huss era o responsável pelo movimento pré-reformador na Boêmia, parte do que atualmente é a Tchecoslováquia, ligada naquele tempo ao império Alemão. Tanto na Boêmia de Huss quanto na Europa de Wycliffe, uma reforma eclesiástica era necessária, pois a simonia, a pompa dos prelados e a corrupção moral eram comuns. Gonzáles acredita que metade do território nacional estava em poder da igreja, enquanto a coroa possuía uma sexta parte.
Durante estes anos, muitas das ideias de Wycliffe influenciaram Huss, especialmente aquelas que diziam respeito à espiritualidade da igreja. Huss, entretanto, não era exclusivamente um produto da teologia de Wycliffe, porque teólogos tchecos anteriores, tais como Mateus de Janov, também deram forma ao desenvolvimento teológico de Huss. É possível que Conrado de Waldhausen tenha influenciado mais a Huss do que a Wycliffe. Conrado foi um dos grandes pregadores do movimento pré-reforma na Boêmia, obtendo um grande número de discípulos, e é possível traçar uma linha de sucessão ininterrupta entre ele e o mais famoso dos reformadores boêmios, João Huss. Por esta razão, apesar de ser verdade que as ideias de Wycliffe encontraram eco nas de Huss, afirma Gonzáles que isto não deve ser exagerado ao ponto de fazer do reformador boêmio um mero discípulo do inglês.
Huss nasceu na aldeia de Husinec, no sul da Boêmia. Estudou na Universidade de Praga e, em 1398, juntou-se ao corpo docente da Faculdade de Letras, como preletor. Além disso, fez os votos de sacerdote. Durante estes anos passou pela conversão, embora não sejam claros os pormenores. Passados alguns anos, Huss foi nomeado reitor e pregador na capela de Belém, em Praga, o centro do movimento da reforma tcheca, em 1402. Ali ele pregou com dedicação a reforma que tantos outros tchecos propugnavam desde os tempos de Carlos IV.
Os sermões de Huss atacavam os abusos dos clérigos, especialmente a imoralidade e a luxúria do clero. Sua teologia era uma mistura de doutrinas evangélicas e católico-romanas tradicionais. Huss pregava contra a veneração do papa, ressaltando uma forte fé cristocêntrica que enfatizava a responsabilidade do indivíduo diante de Deus. Acreditava que somente Cristo podia perdoar os pecados e esperava um dia de juízo vindouro. Enfatizava a pregação da Palavra de Deus para a realização de uma transformação moral e espiritual na vida de seus ouvintes. Sua eloquência e fervor eram tamanhos que, em pouco tempo, aquela capela se transformou no centro do movimento reformador. Sua ousadia na palavra era absolutamente notável, tanto que, Venceslau IV, rei da Boêmia, e sua esposa, a rainha Sofia, o acolheram por seu confessor, e lhe deram o seu apoio.
Não devemos pensar que a nobreza olhava Huss com os olhos do rei, porquanto alguns o encaravam com receio. Ao mesmo tempo em que pregava contra os abusos que havia na igreja, Huss continuava sustentando as doutrinas geralmente aceitas, e nem mesmo seus piores inimigos se atreviam a censurar a sua vida ou sua ortodoxia. As pregações e ensinos de Huss exalavam a mensagem dos reformadores, tanto que em 1407, já era identificado com os reformadores.
Como teólogo, Huss ajudou a restaurar uma visão bíblica da igreja, visão esta que se concentrava nos ensinos de Cristo e no seu exemplo de pureza. Além disso, sua ênfase na pregação e no sacerdócio universal dos crentes veio a ser marca distintiva da Reforma protestante posterior. Incentivou também o cântico de hinos congregacionais, muitos dos quais eram de sua autoria. Para os tchecos, Huss não foi apenas um líder espiritual, mas também um ponto central de inspiração nacional nos séculos posteriores à sua morte.
Em 1409, o Papa Alexandre V autorizou o arcebispo de Praga a erradicar a heresia na sua diocese. Quando o arcebispo pediu que Huss deixasse de pregar, ele se recusou e foi excomungado em 1410. Huss, de igual modo, continuou a pregar contra a política e autoridades papais.
Em 1411, quando o Papa de Roma, João XXIII, homem de vida dissoluta e hábitos guerreiros, proclamou uma cruzada contra Ladislau, rei de Nápoles, e ofereceu em troca as indulgências a todos aqueles que se reunissem ao exército papal, Huss se opôs severamente. Vinte anos antes tinha comprado uma indulgência, mas agora transformado, havia mudado de opinião, protestando contra esse duplo abuso, ou seja, o de vender indulgências e o de proclamar uma cruzada contra outros cristãos. O povo, encantado com sua eloquência, recusou a receber os missionários do Papa. Estes revidaram, assassinando sorrateiramente três líderes que se opunham à cruzada. Huss, prevendo as consequências retirou-se para o sul da Boêmia, a fim de ensinar e pregar. Foi citado pelo Papa para comparecer perante o tribunal do Vaticano, mas ignorou a intimação, sendo por esse motivo, excomungado.
Em 1414, com a promessa de salvo-conduto, Huss viajou para o Concílio de Constança. Um salvo-conduto representava para Huss que ele corria perigo. Mas Huss não desejava perder a oportunidade de pregar a reforma. Como estava cônscio de que compareceria diante de João XXIII e de sua cúria, antes de partir deixou um documento que deveria ser lido no caso de sua morte. Seu caráter e devoção eram extraordinários. Afirmava, neste documento, que seu pecado, imagine, era jogar xadrez!

IMORALIDADE: VÁRIOS TIPOS DE COMPORTAMENTO FORAM ABSORVIDOS E AGORA SÃO ACEITOS COMO ALGO 'NATURAL'

Na mesma semana em que a Suprema Corte dos EUA oficializou a união homossexual em todo o país, uma pesquisa de opinião do Instituto Gallup mostra que a sociedade hoje considera “aceitáveis” comportamentos que antes rejeitava.
Antes considerados como “tabu” e moralmente inaceitáveis, vários tipos de comportamento foram, de certa forma, absorvidos e agora aceitos como algo “natural”.
Por exemplo, chegou a um índice recorde o apoio a relações de pessoas do mesmo sexo, o nascimento de um bebê fora do casamento e sexo entre um homem e uma mulher solteira. Há também uma crescente aceitação do divórcio, da pesquisa com células-tronco e da poligamia, indica o Gallup.
Se em 2001, apenas 40% das pessoas disseram não ter problemas com as relações gays, em 2015 o índice chegou a 63%, um aumento de mais de 50% em 14 anos.
Em 2001, apenas 45% das pessoas diziam que ter um bebê fora do casamento era aceitável. Agora a aceitação chega a 61%, um aumento de 16 %.
Sexo entre um homem e uma mulher solteira era vista como moralmente aceitável por 53% dos entrevistados em 2001. Agora 68% consideram isso moral, um aumento de 15%.
A aceitação do divórcio aumentou de 59% para 71 % desde 2001, um aumento de 12%. Pesquisas com células-tronco eram aceitas por 52%, agora são 64%, um salto de 12%.
A poligamia (ter mais de um cônjuge ao mesmo tempo) era “moralmente aceitável” por apenas 7% das pessoas em 2001, agora mais que dobrou, sendo aprovados por 16%, da população.
A clonagem de seres humanos tinha igualmente 7% de aceitação em 2001, chegando a 15% agora, mais de 100% de aumento. A clonagem de animais variou menos, indo de 31 para 34%. O suicídio assistido por médicos tinha aceitação 49% 14 anos atrás, alcançando o patamar de 56 % agora.
Cometer suicídio passou de 13% para 19% na aceitação moral, um aumento de quase 50%. Aceitação moral do aborto aumentou de 42 para 45% desde 2001.
Um aspecto com menor variação foi a pergunta “Você aceitaria que seu cônjuge tivesse um caso?”. Somente 7% disseram que sim em 2001; 8% aceitariam essa situação agora.
A popularidade da pena de morte foi a única que diminuiu. Tinha o apoio de 63% da população em 2001, caindo para 60% em 2015.

Diminui a confiança na Igreja

O Instituto Gallup publicou outra pesquisa que mostra uma mudança distinta na sociedade. Os americanos mostram ter o menor índice de confiança na religião organizada da história.
Antes considerada “um pilar da liderança moral na cultura da nação”, a Igreja cristã – como religião predominante – estava em primeiro lugar na confiança durante os anos 1980.
Lydia Saad, autora do relatório divulgado recentemente, explica que ao se falar em confiança, remete-se a “um juízo de valor sobre a forma como a instituição é percebida, uma marca da quantidade de respeito que lhe é devido”.
Houve um ligeiro aumento na confiança dos católicos, por exemplo, que parece ser devido à popularidade do Papa Francisco.
De modo geral, igreja/religião agora está em quarto lugar na pesquisa do Gallup. Fica atrás dos militares, empresas de pequeno porte e da polícia. Atrás dela vem o sistema de saúde, o Congresso e a mídia.
“Quase todas as organizações perderam na confiança, mas a popularidade da religião caiu mais que todas”, disse Saad.
Na primeira pesquisa do tipo, em meados da década de 1970, a confiança da sociedade em geral na igreja ou religião organizada beirava os 70%. Em 2015, o índice é de apenas 42%.
Um dos resultados mais significativos desta pesquisa é que ela corrobora com as estatísticas que mostram um abandono crescente da Igreja. O aumento dos “sem religião” é muito em consequência dessa perda de confiança, reitera Saad.
Na análise estratificada, o Instituto Gallup mostra que evangélicos e católicos tem o mesmo percentual de confiança. Cinquenta e um por cento de cada grupo diz confiar plenamente na Igreja. A sucessão de escândalos envolvendo líderes religiosos atingiu mais os evangélicos, uma vez que 73% diziam confiar na Igreja em 1985.
Por outro lado, a confiança dos católicos teve seu ponto mais baixo (41%) durante o auge dos escândalos de abuso sexual em 2002. Analistas creditam essa recuperação de 10 pontos percentuais à atuação do Papa Francisco. 
Com informações de Religion News e Prophecy News Watch
Ato público a favor do pecado e da licenciosidade
O ato público que propõe a criação da Lei do Amor livre, garantindo a livre expressão da sexualidade e coíbindo a discriminação à população LGBT, acontece nesta quinta-feira (14) em frente à Igreja Matriz da Boa Vista, na Rua da Imperatriz. O ato começa às 11h.

O evento marca as comemorações do Dia Internacional de Luta contra a Homofobia (17 de maio). Os  militantes do Instituto Papai e Gema-UFPE são os responsáveis pelo ato. 
 
No Recife, a Lei 16.780 existe desde 2002 e proíbe qualquer forma de discriminação ao cidadão com base em sua orientação sexual e prega a penalização dos estabelecimentos que, de alguma forma, possam discriminar essas pessoas. 
 
Durante o Ato Público na Rua da Imperatriz serão distribuídos materiais informativos, em formato de “cartões de visita” contendo uma síntese da Lei, além de recolhimento de assinaturas a favor da existência de uma nova lei estadual relacionada a temática. 

Reconhecendo a conquista que a Lei 16.780 representa na luta contra a homofobia, o Coordenador de Projetos do Instituto Papai, Thiago Rocha, destaca a importância de uma lei estadual contra esse tipo de discriminação: “Pernambuco vem apresentando altos índices de violência e assassinatos contra a população LGBT nos últimos anos, e em 2015, segundo o Centro Estadual de Combate à Homofobia, se contabiliza 11 mortes entre travestis e gays no estado. Temos entendimento que esse número é ainda é maior. Por isso reivindicamos uma Lei estadual que coíba violações e crimes causados pela discriminação à orientação sexual ou identidade de gênero das pessoas.”
 
A LEI 16.780 - A lei 16.780 diz que "entende-se por orientação sexual a liberdade do cidadão de expressar abertamente seus afetos e relacionar-se emocional e sexualmente com pessoas do mesmo sexo ou oposto, sejam eles homossexuais masculino ou feminino, independente de seus trajes, acessórios, postura corporal, tonalidade da voz ou aparência" (§ 1º, Art. 1º). 

Entretanto, para o coletivo, esta lei não é devidamente fiscalizada, tampouco tem sido utilizada pela sociedade civil, o que implica, para o grupo na criação de uma nova lei similar a esta e a realidade atual.

http://m.noticias.ne10.uol.com.br/grande-recife/noticia


05 julho 2015

PLURALISMO RELIGIOSO

Blog de alinemarcaledreligiosa :*** Educação Religiosa **Professora Aline Marçal, MARKETING RELIGIOSO
A afirmação a seguir é quase uma unanimidade em círculos sociais: “Política, futebol e religião não se discute”. Vamos nos ater apenas a questão da religião. Baseado nesta falsa premissa não devemos debater sobre assuntos religiosos. Aqueles que levantam essa bandeira bradam, na mesma voz, que todos os caminhos levam a Deus (ou ao paraíso, ou à salvação). Será?

 Ao analisar as crenças de alguns grupos religiosos, principalmente quando observamos o que estes grupos afirmam sobre questões básicas da fé cristã, no que diz respeito a quem é Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo, o homem, a Bíblia, a igreja, a salvação e o pecado, podemos constatar que não existe concordância, que não se fala a mesma língua. Vejamos, de modo bem resumido, três exemplos de credos muito distintos:

Mormonismo (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias): Deus é um homem evoluído; Jesus é irmão de Lúcifer; o homem poderá evoluir até se tornar um deus; o Livro de Mórmon, Pérola de Grande Valor e Doutrinas e Convênios compõem um complemento da Bíblia e são a base doutrinária do Mormonismo; a salvação só poder ser encontrada no Mormonismo.

Budismo: Nega que Deus (ou deuses – já que não enxerga Deus como o Cristianismo bíblico) possa interagir com o homem, ou seja, é uma divindade impessoal, chegando ao ponto de negar a existência de um ser divino; a realidade não passa de uma grande ilusão; a vida do homem é apenas sofrimento, ou seja, viver é sofrer; “salvação” é tão somente se libertar dos ciclos de reencarnação (ao atingir o Nirvana).

Kardecismo (Espiritismo de Mesa Branca / Espiritismo Científico): Jesus foi um espírito puro, um médium. O Espírito Santo (o Consolador prometido por Jesus em João 16.7) é a própria doutrina codificada por Allan Kardec, ou seja, o Espiritismo é o Consolador; fora da caridade não há salvação (evolução, fim das reencarnações, estágio de pureza de espírito); a Bíblia não é a Palavra de Deus e a reencarnação é o meio pelo qual Deus aplica Sua justiça.

A lista é muito longa, poderíamos falar muito sobre a diversidade de credos, mas os exemplos acima atestam que não há concordância geral com relação aos credos. Como pode então existir aqueles que defendem que todos os caminhos levam a Deus?

Pluralismo Religioso

Pluralismo Religioso é diferente de diversidade ou variedade religiosa. Diversidade/variedade é o fato de que existe uma gama imensa de credos, que até certo ponto produzem benefícios aos indivíduos e a sociedade, e isso é um fato inegável. Ao falar em Pluralismo Religioso designamos a filosofia que afirma que todas as religiões são iguais, boas, com os mesmos fins e que na essência possuem o mesmo sistema de crenças, levando por conseqüência ao mesmo fim. Mas atenção! Não estou dizendo que mórmons, budistas e kardecistas são pluralistas. A pessoa que aceita o pluralismo religioso não é necessariamente praticante de uma religião, mas sim de uma filosofia religiosa.

Para que possamos entender melhor o conceito do pluralismo religioso, precisamos distinguir alguns termos relacionados a tal estudo [1]:

● O Pluralismo Religioso é a crença de que toda religião é verdadeira. Cada uma proporciona um encontro genuíno com o Supremo. Uma pode ser melhor que a outra, mas todas são adequadas.

● O Relativismo afirma que não há critérios pelos quais se possa saber qual religião é verdadeira ou melhor. Não há verdade objetiva na religião, e cada religião é verdadeira para quem acredita nela.

● O Inclusivismo afirma que uma religião é explicitamente verdadeira, enquanto todas as outras são implicitamente verdadeiras.

● O Exclusivismo é a crença de que apenas uma religião é verdadeira, e as outras que se opõem a ela são falsas.

Concordo em todos os sentidos com David K. Clark que define o mundo das religiões como um verdadeiro supermercado onde superabundam produtos atraentes [2]. Neste mercado as pessoas têm consumido aquilo que lhes aprazem, sem se dar o trabalho de entender que não é possível que todos os credos de A a Z (ou do Agnosticismo ao Zen) possam levar ao mesmo fim. Respeitamos sim a variedade religiosa bem como a liberdade religiosa, respeitamos as crenças das pessoas, mas respeito e concordância não significam a mesma coisa. Desta forma discordamos totalmente da cosmovisão pluralista.

Aqueles que defendem a filosofia do Pluralismo Religioso acham que qualquer produto do mercado da fé pode atender as necessidades humanas, por isso tudo é bom e de valor. A questão da utilidade destes produtos vem à tona. Não há uma busca e um exame pelo verdadeiro, mas sim pelo útil. Por exemplo, uma pessoa que possua sua própria religião (um budista), se dirige ao Kardecismo para buscar a comunicação com entes queridos já falecidos. Este simpatizante do Karcecismo abraça-o buscando tão somente a utilidade que o Kardecismo apregoa, mesmo sendo budista.

Logo, os pluralistas religiosos são caçadores de benefícios, e não se importam se os benefícios que buscam se tornem como vendas em seus olhos.

Na contramão desta filosofia está o Exclusivismo Religioso. O Cristianismo é exclusivista. Por maior que seja o grito dos pluralistas, Jesus Cristo, o Filho de Deus disse que é o caminho, a verdade e a vida (João 14.6).

Nosso objetivo como propagadores do Evangelho é levar ao mundo perdido o Salvador, Jesus! Por isso e para isso estamos dispostos a remover a venda que está nos olhos dos pluralistas, fazendo esta obra de apologética não com ódio, mas sim com o amor Daquele que nos amou primeiro.

No próximo degrau vamos tratar de uma polêmica que envolve o exclusivismo cristão: é ofensivo afirmar que Jesus é o único caminho?

Conto contigo!

Toda honra e glória ao Senhor.

Notas:

[1] GEISLER, Norman L. Enciclopédia de apologética. Editora Vida. São Paulo, SP: 2002. p.701

[2] CLARK, David K. in BECKWITH, Francis J. & CRAIG, William Lane & MORELAND, J.P. Ensaios apologéticos: um estudo para uma cosmovisão cristã. Hagnos. São Paulo, SP: 2006. p.347


João Weronka

04 julho 2015

LIÇÃO 01/07/15 - "UMA MENSAGEM À IGREJA LOCAL E À LIDERANÇA"

Texto Áureo

 “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza.” ( l Tm 4.12)

Verdade Prática

 As cartas pastorais reúnem orientações à Liderança cristã e aos membros em geral para que vivam conforme a vontade de Deus.

LEITURA BÍBLICA 

 I TIMÓTEO 1:1-2 = TITO 1:1-4

INTRODUÇÃO
A Epístola a Tito é de tipo semelhante às cartas a Timóteo, cujo tema principal é o aconselhamento de um pastor-supervisor a um jovem pastor-presidente. Mas nesta carta, como naquelas a Timóteo, assuntos pessoais impulsionam assuntos pastorais. Embora sua posição no Novo Testamento seja depois de 2 Timóteo, sua posição cronológica é, provavelmente, entre as duas cartas a Timóteo. Temos certeza de que Tito precede 2 Timóteo, porque o apóstolo ainda era homem livre quando escreveu esta carta sob estudo. Mas se Tito precede ou sucede 1 Timóteo é difícil dizer.

QUEM ERA TIMÓTEO
a. Naturalmente tímido e receoso – 1 Coríntios 16.10
b. Aparência juvenil, que inspirava pouca responsabilidade -1 Timóteo 4.12
c. Não gozava de boa saúde – 1 Timóteo 5.23
d. Emoções à flor da pele – 2 Timóteo 1.4

AS QUALIDADES DE TIMÓTEO
a. Timóteo era um cooperador – Romanos 16.21                                                                              b. Amado e fiel – 1 Coríntios 4.17
c. Trabalhava na obra do Senhor – 1 Coríntios 16.10
d. Era confiável – Filipenses 2.20
e. Tinha um caráter aprovado – Filipenses 2.22
f. Um servo perseverante e digno de Cristo – 1 Ts 3.2
g. Sincero diante de Deus – 2 Timóteo 1.5
h. Estudante zeloso e obediente à Palavra de Deus – 2 Timóteo 3.15
i. Um homem de boa reputação – Atos 16.2

I TIMÓTEO
Paulo foi liberto no ano de 60 ou 61 d.C. e retornou às suas atividades de missionário. Ao contrário do que tinha imaginado inicialmente (Atos 20:38), Paulo retornou às igrejas da Ásia e constatou certo declínio entre elas, o que pode ser observado pelos seguintes trechos: Paulo queria que Timóteo ficasse em Éfeso para “ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis” (I Timóteo 1:3-4);
Havia pessoas sem entendimento querendo ser mestres (1:7);
Havia alguns que haviam rejeitado a fé e a boa consciência, entre eles Himeneu e Alexandre (1:20).
A organização da igreja havia crescido em complexidade.
As funções de liderança haviam se tornado fixas e havia pessoas que aspiravam a essas posições (3:1). Paulo lista as condições básicas para que alguém pudesse ocupar tais cargos (3:2-13).
As viúvas precisavam inscrever-se na lista de viúvas da igreja para poder receber auxílio financeiro (5:9), o que já pressupõe o caráter de assistência social da igreja.
A teologia da igreja, à medida que ela crescia, começava a diluir-se cada vez mais, e Paulo alerta a Timóteo sobre a importância da sã doutrina (1:10, 6:3).

Biografia de Timóteo
Timóteo nasceu em Listra, filho de um pai grego e de uma mãe judia. Ele foi criado de acordo com os costumes judaicos e aprendeu as Escrituras desde criança. Paulo o chamou para ser seu aprendiz na sua segunda viagem missionária (Atos 16:1-3, II Timóteo 3:15).
Timóteo permaneceu com Paulo desde aquele momento até o fim.
Ele participou da evangelização da Macedônia e da Acaia e ajudou Paulo nos seus três anos de pregação em Éfeso. Lá, se tornou familiarizado com a cidade e com as necessidades da igreja local.
Ele foi um dos enviados a Jerusalém (Atos 20:4) e esteve com Paulo durante sua primeira prisão (Colossenses 1:1, Filemon 1).
Depois de Paulo ter sido solto, Timóteo viajou com ele e foi deixado em Éfeso para resolver os problemas de que I Timóteo trata. Paulo, por sua vez, foi visitar as igrejas da Macedônia (I Timóteo 1:3).
Timóteo provavelmente se juntou a Paulo novamente no fim da sua vida e chegou a ser preso, mas foi liberto (Hebreus 13:23).
Timóteo tinha um caráter confiável, mas não era vigoroso e forte. Ele dava a impressão de ser imaturo, embora certamente tivesse pelo menos 30 anos quando Paulo o deixou em Éfeso (I Timóteo 4:12). Ele era tímido (II Timóteo 1:7 – a palavra traduzida como covardia na versão NVI significa timidez, medo) e tinha dores de estômago freqüentes (I Timóteo 5:23).
As epístolas que Paulo escreveu para ele tinham o propósito de encorajá-lo e fortalecê-lo para a tarefa monumental para a qual Paulo o tinha designado.

Conteúdo
A carta de I Timóteo é difícil de ser dividida em tópicos porque possui um tom profundamente pessoal, quase como se Paulo estivesse conversando com
Timóteo. O preâmbulo (1:3-17) declara o propósito pelo qual Timóteo foi deixado em Éfeso.

Paulo lembra freqüentemente a Timóteo a responsabilidade do seu chamado (1:18, 4:6, 5:21, 6:11, 20), como se estivesse tentando impedi-lo de desistir de enfrentar as dificuldades da sua missão. O trabalho de Timóteo envolvia questões organizacionais e doutrinárias da igreja e exigia que Timóteo enfrentasse as pessoas que estavam causando estrago na igreja.
Na última seção (4:6-6:19), notadamente mais pessoal, Paulo descreve os diferentes grupos da igreja e como tratar cada um deles. O apelo final a Timóteo é clássico (6:11-12, 14): fuja, busque, combata, tome posse e guarde são mandamentos que mostravam a Timóteo o segredo de ter uma vida ministerial vitoriosa.

TITO
A carta a Tito foi escrita depois da primeira carta a Timóteo.
Paulo, após sair de Éfeso, foi para a Macedônia e talvez tenha pegado um barco de lá para a ilha de Creta, onde ficou por um tempo, deixando Tito para colocar em ordem o que ainda faltava e corrigir os erros da igreja. A situação em Creta era crítica. A igreja estava desorganizada, os homens eram preguiçosos (Tito 1:12) e as mulheres caluniadoras e desocupadas (2:3, 5).
A pregação da graça provavelmente deu a impressão aos cretenses de que as boas obras não eram necessárias à vida cristã. Paulo exorta os cretenses a se dedicarem a boas obras nada menos que seis vezes nessa curta carta (1:16, 2:7, 14, 3:1, 8, 14).

Embora Paulo tenha dito que a salvação não pode ser alcançada por meio das boas obras (Tito 3:5 – a única coisa que nos salva é o sangue de Cristo – Romanos 3:25, Hebreus 9:22), ele afirma com o mesmo vigor que cada discípulo precisa ser dedicado às boas obras (2:14).

Os problemas em Creta tinham duas origens: a natureza preguiçosa dos cretenses (1:12-13) e os judaizantes, com suas fábulas e mandamentos (1:10).
Esses falsos mestres eram diferentes daqueles que causaram problemas na igreja da Galácia, já que o erro dos judaizantes de Creta era a perversão moral, enquanto que os da Galácia advogavam forte legalismo sobre o corpo.

Tito tinha sido companheiro de Paulo por mais de 15 anos. Ele se tornou um discípulo no começo da igreja de Antioquia e provavelmente viajou com Paulo durante sua terceira viagem missionária, uma vez que Paulo o enviou a Corinto para resolver os vários problemas da igreja lá (II Coríntios 7:6-16).

 Tito parece ter tido um caráter mais forte e vigoroso do que o de Timóteo e parece ter conseguido lidar melhor com a oposição de pessoas.

Conteúdo
O conteúdo e as questões de que Paulo trata em Tito são similares às abordadas em I Timóteo. Aqui, novamente, há uma ênfase no conceito da sã doutrina (1:9, 13, 2:1-2, 8).

A igreja estava na transição do pioneirismo para tempos onde já era reconhecido um padrão de doutrina considerado saudável.

II TIMÓTEO
II Timóteo é a última carta de Paulo de que se tem registro. É a sua mensagem de adeus a Timóteo. Paulo havia sido preso novamente, por razões que desconhecemos, e sabia que sua vida estava por acabar. Paulo havia sido o representante principal do evangelho aos gentios. Nas cartas pastorais, ele luta para dar as últimas instruções a homens que ele mesmo havia treinado para continuar o seu trabalho.

II Timóteo contém suas últimas palavras a um desses homens.

Conteúdo
Esta epístola contém uma mistura de sentimentos pessoais de Paulo e de últimas instruções quanto à organização da igreja e à vida pessoal de Timóteo.
Seu propósito principal era fortalecer Timóteo para o trabalho árduo que Paulo estava prestes a abandonar. Ele relatou o padrão pastoral lembrando a Timóteo da sua própria experiência, e incluindo o jovem Timóteo nela: “que nos salvou e nos chamou com uma santa vocação...” (II Timóteo 1:9, itálico nosso).

 Com esse chamado em mente, ele chama Timóteo a enfrentar seus problemas como um soldado na guerra (2:3), confiando no plano do seu general, e servindo de todo o coração em cada batalha.

Na vida pessoal e na igreja ele deveria ser sempre o servo do Senhor, nunca entrando em argumentos tolos, mas sempre disposto a ajudar as pessoas a entender a verdade de Deus. A gravura que Paulo pinta dos últimos dias (3:1-17), similar à passagem de I Timóteo 4-3, deveria preparar o coração de Timóteo para alguns dos desafios que estariam por vir. O antídoto para enfrentar esse fluxo futuro de maldade na igreja era o conhecimento das Escrituras, “que são capazes de torná-lo sábio para salvação mediante a fé em Cristo Jesus” (3:15).

Hoje estamos enfrentando o cumprimento das profecias de Paulo nessa carta. Devemos, portanto, nos perguntar se estamos usando o remédio que Paulo recomendou a Timóteo: a Bíblia. Como anda o seu conhecimento bíblico? Você rejeita as falsas doutrinas e idéias que andam no meio religioso por meio do seu conhecimento das Escrituras?

AVALIAÇÃO DAS EPÍSTOLAS PASTORAIS
As epístolas pastorais são a fonte mais confiável para entendermos como andava a igreja no período de transição entre a igreja pioneira e a igreja institucionalizada a partir do segundo século depois de Cristo.

Duas tendências merecem destaque:
O crescimento de heresias é mais aparente.

Toda carta de Paulo lida com certa oposição à verdade e divergência doutrinária. Gálatas ataca o legalismo, I Coríntios afirma que alguns não acreditavam na ressurreição do corpo, Colossenses lida com problemas filosóficos, etc.
No entanto, esses problemas eram esporádicos e pontuais (com a possível exceção do movimento judaizante). Nas cartas pastorais, todos esses erros voltam a aparecer, porém de maneira mais intensa e com um ar de ameaça futura.

Por causa dessas ameaças, há um enfoque maior em se concentrar na doutrina sadia.

A maneira como várias afirmações de Paulo são escritas em formas de credo (conjunto de princípios, normas, preceitos e crenças por que se pauta uma pessoa ou uma comunidade) apontam para a cristalização da doutrina cristã já antes do fim do primeiro século. Em outras palavras, já começava a ser reconhecido, entre as igrejas, a doutrina correta e sadia pela qual cada discípulo e cada igreja deveria se portar.

SAUDAÇÃO = 1 Timóteo 1.1,2
Em comum com a maioria das cartas gregas do século 1, esta epístola começa identificando o remetente — Paulo, apóstolo de Jesus Cristo — e o destinatário — Timóteo, meu verdadeiro filho na fé (1,2).

Apesar do fato de que a carta é uma correspondência entre os mais queridos amigos, ela não deixa de utilizar esta saudação formal e digna. Como observa adequadamente João Wesley: “A familiaridade deve ser posta de lado quando tratamos as coisas de Deus”.

A TIMÓTEO, 1.2
Timóteo, meu verdadeiro filho na fé (2) é a distinção que o apóstolo dá a este jovem. Esta versão bíblica traduz a expressão de modo comovente: Meu “filho verdadeiramente nascido na fé” (NEB). A saudação em 2 Timóteo é ainda mais afetuosa: “Meu amado filho”.

A AUTORIDADE DO APÓSTOLO, 1.1
Na maioria das cartas de Paulo, ele se identifica por apóstolo (as únicas exceções são 1 e 2 Tessalonicenses, Filipenses e Filemom). Esta palavra era o termo grego habituai para referir-se a mensageiro, a pessoa encarregada com a tarefa de transmitir informação importante. O termo, assim que foi adotado pela igreja cristã primitiva, veio a designar um cargo de grande distinção e importância na liderança do movimento. Quando chegamos à última data desta primeira carta a Timóteo (c. 63 d.C.), o termo apóstolo atingira “significação oficial; indica status, uma posição de autoridade primária na igreja. Paulo, na função de apóstolo, tem o direito de comandar e ser obedecido. Em suas igrejas ele é o primeiro, depois de Deus”.

Epístolas Pastorais
Estes escritos conhecidos por “Epístolas Pastorais”, compreendendo a Primeira e a Segunda Epístola a Timóteo e a Epístola a Tito, diferem consideravelmente dos outros escritos atribuídos a Paulo em dois pontos: os destinatários são pessoas e o estilo é predominantemente pastoral. Todas as outras epístolas de Paulo, com exceção da Epístola a Filemom, são dirigidas a igrejas e, na maioria dos casos, são exemplos do trabalho do pastor-presidente em aconselhar, exortar e disciplinar o rebanho sobre o qual tem supervisão.  Mas as Epístolas Pastorais são dirigidas a pessoas que são pastores. Estas cartas são exemplos do trabalho supervisor do pastor-presidente que se dirige aos que são pastores-assistentes. Esta distinção é fator básico para determinar as características das Epístolas Pastorais, ação que tem provocado muito debate entre os estudiosos e levantado a idéia de que estas cartas não são da lavra de Paulo.

Mas as Epístolas Pastorais possuem a limitação de não serem “manuais de teologia pastoral”, para usar a frase de Donald Guthrie. Muitos dos tópicos essenciais a tais manuais estão omitidos destas cartas.

Elas lidam vigorosamente apenas com alguns dos assuntos enfrentados por um pastor — assuntos que eram de suma importância para essas igrejas em particular, e nada mais. Na verdade, estas cartas visam, com toda a probabilidade, apenas complementar a instrução oral do apóstolo dada a estes jovens ministros. Este fato deve ser mantido em mente ao lermos qualquer uma das cartas de Paulo, sobretudo às dirigidas a igrejas que o próprio Paulo fundou.
Por trás da instrução teológica e religiosa nas epístolas há a pregação extensa do apóstolo, e por trás de muitas análises aparentemente incompletas nas epístolas devemos presumir que houve um conjunto de ensino coerente dado pelo apóstolo em discurso oral. Embora as Epístolas Pastorais sejam limitadas na área que abrangem, resta o fato de que o conteúdo ajusta-se perfeitamente ao campo da teologia pastoral, tornando adequada a designação “pastorais”.

Autoria
A Interpretação Tradicional = A interpretação de que Paulo é o autor destas epístolas não deve ser empurrada para o lado como algo insignificante. As epístolas reivindicam a autora paulina, fato declarado abertamente na saudação de cada carta; e apesar da tendência atual de desconsiderar tal evidência, o ônus da prova ainda fica com os que menosprezam essa informação.

No lado da autenticidade destas epístolas está o fato de que, desde os dias mais antigos da igreja, elas são reputadas obra de Paulo. Alfred Plummer coloca a idéia objetivamente com estas palavras: “As evidências concernentes à aceitação geral de que elas são da autoria de Paulo são abundantes e positivas, e vêm desde os tempos antigos”. 2 E significativo que a autoria paulina começou a ser questionada somente no início do século XVII. Guthrie foi extraordinariamente objetivo quando disse: “Se a base da objeção [à autoria paulina] é tão forte quanto afirmam [seus proponentes], tem de haver alguma razão adequada para explicar a falta extraordinária de discernimento por parte dos estudiosos cristãos no transcurso de um período tão longo”.

O Ataque à Autoria Paulina
Apesar da força convincente das evidências que indica a autoria paulina destas cartas, certos expositores insistem em provar que estas evidências não são dignas de confiança.

O ataque na autenticidade das Epístolas Pastorais é efetivado em, pelo menos, quatro frentes:
1) A dificuldade em ajustá-las à carreira de Paulo conforme nos mostram a literatura do Novo Testamento;
2) a incompatibilidade dessas cartas com a organização das igrejas segundo se acredita ter existido durante a vida de Paulo;
3) os temas doutrinários das Epístolas Pastorais que, dizem, diferem radicalmente dos ensinos nas outras epístolas de Paulo; e
4) as supostas diferenças de vocabulário existentes entre as Epístolas Pastorais e as cartas de Paulo às igrejas.
a) O primeiro ataque é o problema histórico: Como estas cartas se ajustam ao que conhecemos da carreira de Paulo? Nosso conhecimento dessa carreira baseia-se em grande parte em Atos dos Apóstolos, com material suplementar valioso derivado dos próprios escritos de Paulo. Não nos esqueçamos, porém, que Atos não afirma ser uma biografia de Paulo. Na verdade, Saulo de Tarso (como era inicialmente conhecido em Atos) só é mencionado depois de Atos 7.5 8. A história da sua surpreendente conversão a Cristo é narrada no capítulo 9; e sua plena aceitação como líder cristão não ocorre até os capítulos 11 e 13.
Não há a mínima tentativa de informar o leitor sobre sua infância e mocidade. Sua presença proeminente em cena durante o desenrolar de Atos deve-se ao fato de que o seu ministério era o mais excelente de qualquer um dos apóstolos e de que Lucas, o autor de Atos, era participante de grande parte da atividade de Paulo.

Lucas conclui sua narrativa de Paulo quase tão abruptamente quanto a começou, deixando o apóstolo na decisão de sua primeira prisão em Roma — encarceramento que terminou com sua absolvição. Não há evidência em Atos de que a morte de Paulo tenha ocorrido logo depois dos acontecimentos ali narrados.

Os oponentes da autoria paulina das Epístolas Pastorais argumentam que “é impossível encaixar estas epístolas na estrutura da história de Atos”. Se houvesse evidências de que os acontecimentos finais relatados em Atos coincidissem com os acontecimentos finais da vida de Paulo, esta seria realmente uma objeção fatal. Mas não há tais evidências e basear argumentos somente no silêncio de Atos sobre os anos finais da vida do apóstolo é construir argumentações em fundamentação arenosa.

E muito provável que o apóstolo foi absolvido e liberto da primeira prisão em Roma e desfrutou alguns anos de liberdade e liderança cristã. E há motivos para crer que, em suas novas atividades, ele tenha realizado o grande desejo de visitar a Espanha (Rm 15.28). W. J. Lowstuter resume o assunto:  “Não há razão válida que negue a libertação e não existe prova que a conteste.

As Epístolas Pastorais pressupõem uma libertação. Isto nos permite manusear muito razoavelmente as diversas referências históricas que, do contrário, seriam muito difíceis de explicar. Em liberdade, ele visitou suas antigas igrejas, renovou contatos com antigos trabalhos, abriu novos trabalhos em Creta, Dalmácia e Gália, planejou passar o inverno em Nicópolis, deixou a capa e livros em Trôade para lhe serem enviados pouco tempo depois ao ser lançado novamente na prisão, e de um segundo aprisionamento em Roma escrever que sua carreira estava completa e o seu caso não tinha esperança segundo os tribunais imperiais”.
b) O segundo ataque à autenticidade das Epístolas Pastorais se prende ao problema eclesiástico: a pretensa incompatibilidade destas epístolas com a organização da igreja do século 1. Dizem que as Epístolas Pastorais exprimem um estado organizacional avançado na igreja que, por definição, só poderia existir em meado do século II. As orientações dadas nestas epístolas concernentes à nomeação de bispos e diáconos e as qualificações estabelecidas para estes ofícios, a autoridade que Timóteo e Tito tinham para designar tais obreiros eclesiásticos, e o destaque que os anciãos (presbíteros) têm como guardiões e portadores da tradição são fatores, conforme argumentam, que indicam um período consideravelmente mais tardio que a época de Paulo.
Além disso, as heresias contra as quais soam notas de advertência são, ao que = parece, heresias gnósticas que se tornaram verdadeiramente ameaçadoras apenas no século II.

BUSQUE AS PRIMEIRAS COISAS PRIMEIRO


Estamos já na metade do ano, findando o sexto mês. Esse é um tempo oportuno para se fazer um balanço. Há coisas que devem ser esquecidas, outras que devem ser relembradas, mas há também aquelas que devem ser buscadas. Vivemos sob a pressão das coisas urgentes. Elas batem à nossa porta e não têm paciência para esperar. Somos a geração escrava do relógio e da agenda. Corremos de um lado para o outro, afadigando-nos com muitas coisas, mas desfrutamos pouco das coisas verdadeiramente importantes. Entramos numa ciranda sem fim e nossa vida está como um carrossel em alta velocidade sem sabermos como pará-lo. É tempo de fazermos uma avaliação, de termos coragem para tomar decisões sensatas que nos coloquem na estrada da busca das verdadeiras prioridades. O que devemos buscar em primeiro lugar?

1. Devemos priorizar o nosso relacionamento com Deus - A sociedade contemporânea capitulou-se ao secularismo. As pessoas não têm tempo para Deus ou pensam que não têm. Elas correm atrás de muitas coisas: dinheiro, trabalho, sucesso, conforto, prazer, lazer e relegam Deus a um plano secundário. Elas são mais zelosas com seus próprios interesses do que com as coisas de Deus. A vida delas não é mais regida pelas Escrituras. Seus sentimentos e desejos estão acima da verdade de Deus. Por essa razão, nossa geração está confusa e perdida. Precisamos compreender que a nossa maior necessidade é de Deus. Ele é melhor e mais importante que suas bênçãos. Ponha sua vida certa com Deus. Emende suas veredas e volte-se ao Senhor. Busque-o com toda a sofreguidão do seu coração. Ande com ele humildemente e você experimentará uma vida plena, abundante e superlativa.

2. Devemos priorizar o nosso relacionamento com a família – A família é o mais rico patrimônio que Deus nos deu. Precisamos investir na família o melhor daquilo que Deus tem nos dado. Nenhum sucesso compensa o fracasso da família. Não podemos amar as coisas e usar as pessoas da nossa própria casa. Não podemos construir os nossos sonhos e arrebentar com a nossa família. Não podemos ser mais amáveis com os de fora que os com os da nossa própria casa. Quem não cuida dos seus é pior do que o incrédulo. O marido deve ser devotado à esposa; a esposa precisa ser uma fonte de alegria para o marido; os pais precisam orientar os filhos com sabedoria e amor e os filhos precisam obedecer aos pais com reverência. Nenhum outro interesse terreno pode se interpor entre nós e nossa família. Ela é o maior bem que possuímos. Nossa família precisa estar no altar de Deus, vivendo segundo a vontade Deus, para a glória de Deus. Ela deve ser uma igreja viva a serviço do Deus vivo.

3. Devemos priorizar o nosso relacionamento com a igreja – A igreja não é um clube de serviço, onde pagamos nossa mensalidade e a frequentamos quando não temos algo mais interessante para fazer. A igreja é o rebanho de Deus, o corpo de Cristo, a coluna e baluarte da verdade. Precisamos estar envolvidos e comprometidos em sustentar a igreja com a nossa presença, com o nosso testemunho, com as nossas orações e com os nossos dízimos e ofertas. Somos o corpo de Cristo em ação. Devemos desenvolver nossos dons para a edificação da igreja e buscar aqueles por quem Cristo deu a sua vida. Na igreja há um ministério para cada membro, pois todos são úteis e necessários. Priorize sua igreja. Ame-a, participe assídua e pontualmente de suas atividades e trabalhe para o seu crescimento espiritual e numérico.

Pr. Hernandes Dias Lopes

03 julho 2015

O PARAÍSO ISLÂMICO


Maomé adaptou todas as recompensas e sanções de sua religião para a gratificação da paixão sexual.

Origens do ódio contra os judeus
  Maomé tentou converter para o islamismo os (30 mil) judeus de Medina.
  Os judeus recusaram: as histórias bíblicas contadas por Maomé estavam erradas.
  Por terem recusado o convite para o Islã, Maomé exterminou os judeus:
  Eles foram imediatamente mortos, ou jogados no deserto para morrerem, ou vendidos como escravos.  E, claro, ele roubou os judeus no processo.
  Lembrem-se, Maomé é o modelo de conduta.

Maomé e os judeus
  Além disso, Maomé deixou uma séries de “revelações” que definem o tom do comportamento do islamismo frente ao Judaismo (por exempo):
  Alá fez os judeus deixarem as suas casas aterrorizando-os de modo que vocês mataram uma parte deles e escravizaram os demais. E ele (Alá) fez vocês herdarem as suas terras, suas casas e suas riquezas. [Alcorão 33:26].
  Judeus são porcos, macacos [Alcorão 2:62-65; 5:59-60; 7:166]
  Os nossos maiores inimigos são os judeus e os pagãos [Alcorão 5:82]
(Lembre-se, tudo isso aconteceu 1.400 anos antes da criação do Estado de Israel.)

O Alcorão não permite o reconhecimento de Israel
  Autoridade Palestina, ministro do exterior Mahmoud A-Zahar do Hamas, disse na sexta-feira (Abril de 2007) que …
  Reconhecer Israel contradiz o Alcorão.

Maomé e os cristãos
  Ao final da sua vida, Maomé iniciou a Jihad contra os cristãos, atacando a (não tão) próxima cidade bizantina de Tabuk (500 anos antes das crusadas; 12 séculos antes da independência dos EUA).
  Ele precisava de ‘revelações’ para justificar o seu ataque (por exemplo):
  Quão perversos são os cristãos [Alcorão 9:30]
  Muçulmanos, não tomem os cristãos e nem os judeus como seus amigos [Alcorão 5:51]
  Cristãos e judeus tem uma doença nos seus corações [Alcorão 74:31]
  O propósito de Alá é o de aniquilá-los por seu crime [Alcorão 5:49]
  Os cristãos espalham falsidades contra Alá e o seu profeta:
  É uma blasfêmia dizer que Jesus Cristo é Deus [Alcorão 5:72] ou Filho de Deus [Alcorão 23:91]
  Jesus era (nada mais do que) um mensageiro de Alá [Alcorão 4:171]
  Jesus não foi crucificado e nem morreu [Alcorão 4:157]
  Cristãos adoram 3 deuses (a trindade): Pai, Filho e Maria [Alcorão 5:73]

Isa: o Jesus islâmico
  Isa era um muçulmano que chamou a humanidade para obedecer a leis de Alá (Sharia).
  Ele teria sido um terrorista islâmico, pronto para derrubar os governos ‘feitos pelo homem’ e estabelecer zelosamente cortes islâmicas ao redor do mundo.
  O Jesus dos evangelhos nunca existiu:
  Dê a César o que é de César [mundo físico] e a Deus o que é de Deus [mundo espiritual], e vire a sua outra face são mentiras.

  São distorções que os cristãos introduziram na bíblia para negar Alá – diz a tradição islâmica.
  Por isso, a necessidade do Alcorão, “a palavra de Alá, sem corrupção.”

  O Alcorão ensina que Alá levou Jesus (Isa) para o paraíso até o dia do julgamento.
  Jesus (Isa) irá retornar à Terra para liderar os muçulmanos numa guerra contra os judeus e os cristãos, quando a terra será limpada dos infiéis.
  O filho de Maria irá em breve descer para o vosso meio. Ele irá quebrar a cruz [acabar com o cristianismo] e matar os porcos [os judeus][Hadith escrito por Al-Bukhari]

Supremacismo islâmico
N  O islamismo é a única “religião” com uma doutrina prescrevendo:
  A conquista militar dos não-muçulmanos
  A subjugação contínua dos não-muçulmanos como inferiores dentro da lei islâmica (Sharia)
  Alá enviou Maomé para fazer o Islã superior sobre todas as religiões [Alcorão 9:33]
  Então lute contra os não-muçulmanos até que toda a oposição termine e o Islã seja a única religião [Alcorão 8:39] (através da  Sharia)
  … até que os não-muçulmanos paguem a Jizya de modo subserviente, e sintam-se subjugados [Alcorão 9:29]

Supremacismo islâmico
  Irmandade Islâmica “Um Memorando Explanativo sobre o Objetivo Estratégico Geral da Irmandade na América do Norte”:
   o trabalho na América é como uma grande Jihad
   para eliminar e destruir a Civilização Ocidental por dentro
  E ‘sabotar’ esta casa miserável por suas mãos e pelas mãos dos fiéis
  De modo que a religião de Alá seja feita vitoriosa sobre todas as outras religiões.

Maududi (Islamic Scholar) escreveu:
  O Islã deseja destruir todos os estados e governos em qualquer lugar na face da Terra que se oponha à ideologia e programa do Islã independente do país ou nação que a governe.
  O propósito do Islã é o de estabelecer um estado baseado em sua própria ideologia e programa, independente de que país assuma o papel de líder, ou que governo seja derrubado no processo de estabelecimento da ideologia.
  O Islã não pretende confinar esta revolução a apenas um estado ou alguns países; o propósito final é o de promover uma revolução universal.

Paz - Quando não existe mais resistência ao Islã. Paz apenas existe quando o Islã governa, tanto políticamente quanto religiosamente, e todos os princípios islâmicos regem a lei.

Liberdade – Liberdade existem apenas quando o Islã e seus princípios obtém dominio completo, contitutindo a totalidade da crença religiosa e das regras políticas.

Justica – O estado no qual a Lei Islâmica Sharia é a única lei da terra, e todas as decisões judiciais são baseadas apenas sobre ela. Justiça existe quando os não-muçulmanos não têm direitos perante um tribunal, e quando o testemuno de duas muçulmanas é igual ao de um muçulmano.

Igualdade – Igualdade é alcançada quando os muçulmanos forem os únicos líderes da sociedade, e ocuparem os seus lugares como os “melhores dos homens”, liderando todas as instituições políticas e religiosas. O mesmo não se extende aos não-muçulmanos e nem aos apóstatas.

Tolerância – O estado no qual os não-muçulmanos são devidamente subservientes ao governo muçulmano, concordam com seu estado de segunda-classe (Dhimmi), e pagam a taxa Jizya para os seus senhores muçulmanos.

Verdade – Consiste em aceitar a versão islâmica dos eventos, como estabelecido no Alcorão e na Sunna. Tudo além disso é boato ou blasfêmia (veja Mentira).

Democracia – O estado no qual o Islã é a lei e religião absoluta, e todas as pessoas se conformam com as leis e costumes islâmicos (veja Liberdade).

Liberdade de Expressão – É alcançada quando os muçulmanos, e apenas eles, são livres para expalhar as suas crenças, e os não-muçulmanos são proibidos de comentar ou criticar qualquer preceito islâmico.

Justiça Social – Uma sociedade governada por muçulmanos sob a lei islâmica.

Alcorão – A palavra final de Alá, perfeito e inalterado, superior a todos os outros “livros” e o único e verdadeiro guia para a humanidade no tocante a religião, lei e política.

Opressão – Quando um país não é governado pela lei islâmica, ou quando existem  ações de resitência à implementação da lei islâmica.

Racismo – Quando qualquer preceito islâmico, ou quando algum muçulmano, é criticado ou rejeitado.

Infiél – Todo e qualquer não-muçulmano. Segundo a lei islâmica eles são sujeitos a conversão, subjugação ou condenados à morte.

Escravidão – O estado legal de qualquer infiél capturado em uma batalha contra o Islã.

Tratado – Acordo temporário entre muçulmanos e não-muçulmanos, válido apenas até quando os muçulmanos recuperarem o poder para alcançar por outros meios, violentos ou não, aquilo que eles momentaneamente não conseguiram.

Mentira – Ato de esconder a verdade. Permitido pela lei islâmica para um muçulmano para se proteger ou para avançar a causa do Islã.


Fonte: averdade
 
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