29 agosto 2015

A ARCA DE NOÉ. E NOÉ - FINAL


CRIAÇÃO OU EVOLUÇÃO?

VEJA COMO AS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS APOIAM A TEORIA DA CRIAÇÃO


CRIAÇÃO

-O UNIVERSO TEVE UM PRINCÍPIO
-DIZ QUE DEPOIS DA QUEDA O MUNDO ESTÁ TENDENDO PARA A DEGRADAÇÃO
-A VIDA PROCEDEU DE UM SER VIVO (DEUS)
-O UNIVERSO É FINITO

-ENSINA QUE A LINGUAGEM E A ARTE SURGEM REPENTINAS NA CIVILIZAÇÃO

Evolução

-DIZ QUE O MUNDO TENDE PARA A EVOLUÇÃO E ORDEM
-A VIDA SURGIU POR UMA GERAÇÃO ESPONTÂNEA  (ACASO)
-O UNIVERSO É ETERNO(TESE SUSTENTADA POR MUITOS EVOLUCIONISTAS)
-ENSINA QUE A LINGUAGEM E A ARTE SURGEM GRADUALMENTE NA CIVILIZAÇÃO
-ORIGEM GRADUAL E FÓSSEIS DE VÁRIOS ELOS DE UMA ESPÉCIE Á OUTRA.

EVIDÊNCIAS

-O UNIVERSO TEVE UM PRINCÍPIO
-A SEGUNDA LEI DA TERMODINÂMICA DIZ QUE TUDO TENDE A IR PARA O CAOS E PARA A DESORDEM
-A VIDA SÓ PROCEDE DE VIDA ANTERIOR (TEORIA DE PASTEUR)
-O UNIVERSO (SEGUNDO TEORIAS RECENTES) TERÁ UM FIM
-A ARQUEOLOGIA E A ANTROPOLOGIA REVELAM O SURGIMENTO REPENTINO DAS MESMAS [linguagens e artes]  
-A ARQUEOLOGIA E A ANTROPOLOGIA REVELAM O SURGIMENTO REPENTINO DAS MESMAS
[das espécies]


As previsões criacionistas, mostradas no quadro anterior, estão mais coerentes com a realidade que vemos ao nosso redor.

O evolucionista se esforça para demonstrar suas teses. O criacionista apela simplesmente para a observação da realidade.

O evolucionista acredita que as mutações são benéficas. Porém, nenhum deles estimula o derrame de material radioativo na natureza para estimular mutações. Notamos então uma contradição entre a teoria e a prática. O relógio é prova da existência do relojoeiro. A natureza complexa do corpo humano nos leva a concluir que houve planejamento e que, portanto, existe uma inteligência por trás disso. A beleza e o padrão existente na natureza nos levam a concluir que existe um pensamento único que planejou tudo.

O universo funciona sobre um sistema matemático perfeito. O cérebro humano é a estrutura mais complexa que já se descobriu, possuindo algo próximo de10 milhões de células.

A evolução é anti-ciência - Se tudo continua evoluindo, inclusive as leis naturais, então todo o conhecimento científico pode se perder a qualquer momento por não mais corresponder à realidade. Se, porém, o criacionismo for verdadeiro, então a ciência pode estar segura da imutabilidade das leis naturais. Lei natural – causa e efeito – nenhum efeito pode ser maior que a sua causa. Como um pontinho de matéria sem vida e sem inteligência poderia dar origem à vida e à inteligência, à moral, ao amor, ao espiritual, à consciência, à personalidade.  A figura de Deus combina muito mais com a lei de causa e efeito.


O Dilúvio e a Arqueologia

Os críticos dizem que o dilúvio é apenas um plágio de antigas lendas pré-históricas. Quando não, e apenas a recordação de um cataclisma que ocorreu há milhares de anos antes de Noé.

Resposta Apologética

Antigamente, era objetado que o dilúvio bíblico era algo fictício. Todavia, com a descoberta do Épico de Atrahasis e Gilgamesh que relatavam antigas histórias de um dilúvio, o pêndulo dos céticos oscilaram para outro lado: o de insinuar que o dilúvio bíblico, a exemplo da criação, fora um plágio destas narrativas. Seja como for, fora estes dois relatos, encontramos ainda vestígios de um dilúvio nas literaturas de vários povos do mundo, tais como os gregos, hindus, chineses, mexicanos, algonquinos, havaianos, sumerianos, guatemaltecos, australianos e muitos outros povos ao redor do mundo.

Escavações levadas a cabo pelo arqueólogo Woolley, encontraram a colina de Ur e descobriram camadas de limo acima do nível do rio. O mar havia depositado restos de pequenos animais marinhos naquele lugar: “Ao pé da velha torre escalonada dos sumérios, em Ur, no baixo Eufrates, podia-se descer por uma escada ao fundo dum estreito poço e ver e apalpar os restos de uma imensa inundação - uma camada de limo de quase três metros de espessura. E pela idade das camadas que indicavam estabelecimentos humanos e nas quais se podia ler o tempo como calendário. Podia-se também determinar quando tivera lugar essa inundação. Ocorreu pelo ano 4.000 a.C.!”. 

Outras escavações foram feitas em Quis, cidade próxima á Babilônia, assim como em Fará e Nínive, e em todas elas constavam vestígios de uma inundação repentina. Tirando os detalhes fictícios, o épico Gilgamesh narra de forma incrível como se deu este dilúvio. Até mesmo a situação geográfica da tempestade e seus fenômenos meteorológicos. Segundo a narração, tudo indica que ocorreu um gigantesco ciclone que culminou no dilúvio. Fenômenos naturais em escala menor ainda são vistos em muitas ilhas como na Baía de Bengala que, em 1876, o mar adentrou 141 milhas na terra com ondas de até 15 metros de altura matando centenas de pessoas. Outro fato interessante é que o principal veículo de escape de Noé (a arca) é associado intimamente com o dilúvio por tais documentos extra-bíblicos. Os documentos babilônicos falam dele como um barco em que um homem escapou da terrível catástrofe. Este barco teria aterrado em um monte. Além disso, há surpreendentes relatos sobre a arca ter sido vista nas geleiras do Monte Ararate por várias pessoas de diferentes países durante os dois últimos séculos. O primeiro a relatar ter visto a arca presa nas geleiras do Ararat foi um pastor de ovelhas de Bayzit na Armênia. Depois, uma expedição em 1833 confirmaria o relato deste pastor. Em 1892 o arcediago de Jerusalém, Dr. Nouri, teria visto a arca e neste ano empreendeu uma expedição ao Monte Ararat para pesquisá-la. Durante a primeira e segunda guerra mundial, várias pessoas também afirmaram terem visto a arca. Com isso, o Czar Nicolau II mandou uma expedição ao Monte onde tiraram fotos da arca. Mas com o golpe dos comunistas no poder, essas fotos desapareceram para sempre. Não obstante, outras expedições depois destas foram levadas a cabo, mas sem sucesso, não encontraram nenhum vestígio da arca.

Além da incrível descoberta do Dr. Woolley confirmar o dilúvio, temos ainda a confirmação deste evento pela boca de ninguém menos que Jesus, (O SENHOR DO UNIVERSO) que o comparou com a sua segunda vinda: “E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mt 24.37-39 - ACF)

Veja que Jesus admitiu o dilúvio. É bem provável que todos os relatos extremamente semelhantes de vários povos e civilizações que nunca tiveram contato entre si reflitam a mesma catástrofe universal. Mas esse tão formidável acontecimento deve ter ocorrido num tempo em que já havia seres pensantes que o presenciaram e lhe sobreviveram, podendo transmitir as notícias ás gerações futuras.
KELLER, Werner - E a Bíblia tinha razão – (Editora Melhoramentos - 1962, p.45).

Há evidências de que já houve uma enchente que cobriu toda a terra? Se este fosse o caso, você acha que o resultado seria óbvio, e os criacionistas dizem que é!

Evidências de inundações globais incluem:

. recursos da terra (como montanhas, canyons, estratigrafia regional (em grande escala camas única rocha), flexão suave dos estratos de rocha, etc) requerem algum tipo de explicação catastrófica.
. formações de rochas sedimentares (formadas por deposição de água) cobrem porções significativas da América do Norte e Todos os outros continentes.
. Não há evidências de que os depósitos de carvão, petróleo ou minério estão sendo formados hoje, ainda depósitos maciços são encontrados na terra.
. Da mesma forma, a Terra possui muitos depósitos fossilíferos grande, nenhuma das quais parece estar se formando hoje também. Fósseis exigiria um enterramento rápido a ser preservado.
. Oceano fósseis são encontrados em altitudes elevadas em todos os cinco continentes.
. Exceções na coluna geológica indicam que não foi formada de maneira gradual, como o aparecimento de árvores isoladas que se estendem verticalmente através de várias "idades".
. Há outras evidências, não-geológicas, que apontam para um início (ou renascimento) da Terra cerca de cinco a 10 mil anos atrás, como seria o caso de um dilúvio global ocorreu. A origem da civilização é geral, se consideram no Oriente Médio, que é onde a Arca de Noé pousou. O Oriente Médio só é feita para ser um lugar bom, centralmente localizado a partir do qual a repovoar o mundo. Os mais antigos materiais escritos datam cinco a seis mil anos. 

Os primeiros sinais de civilização, coisas como a cerâmica, a agricultura, a domesticação dos animais, a metalurgia e as primeiras cidades são datadas por cientistas seculares que há aproximadamente 10.000 anos, no mínimo.

A mais antiga conhecida seres vivos, os pinheiros Bristlecone na Califórnia, datam de aproximadamente 5.000 anos atrás.      Estudo do acúmulo de população humana torna claro que os seres humanos existem há apenas alguns milhares de anos (não milhões), mesmo quando os efeitos máximos prováveis de guerra, doenças, desastres, e outros fatores de redução da população são considerados.

Uma análise (Whitelaw, 1979, mencionado anteriormente) de 30.000 datação de fosseis por radiocarbono resultados publicados na "radiocarbono" revista mostra um pico inconfundível com a morte de seres vivos, cerca de 5.000 anos atrás.

CONCLUSÃO

. O dilúvio catastrófico descrito em Gênesis 6 e 9, como julgamento de Deus sobre a terra é mencionado em outros lugares no AT (Gn 10.1,32; 11.10; Sl 29.10; 104.6-9; Is 54.9) e no NT (Mt 24.38-39; Lc 17.26-27; Hb 11.7; 1Pe 3.20; 2Pe 2.5; 3.3-7).

O fato de haver mais versículos dedicados ao dilúvio que a criação (Gn 1 e 2) ou á queda (Gn 3), indica a importância da narrativa.

O dilúvio demonstra o ódio que Deus tem pelo pecado e a certeza do julgamento divino sobre ele.
O fato de Deus ter dado 120 anos para as pessoas se arrependerem antes do julgamento demonstra sua paciência ao lidar com o pecado. cf. (2Pe 3.9). O fato de Deus poupar uma família demonstra a sua graça salvadora. O dilúvio revela o domínio de Deus sobre a natureza e sobre a humanidade.
 Noé iniciou logo seu trabalho quando Deus mandou que ele construísse a arca. Outras pessoas devem ter sido avisadas sobre o desastre próximo cf.(1Pe 3.20), mas aparentemente não acreditavam que este fosse acontecer. Hoje, as coisas não são diferentes. Embora a cada dia milhares de pessoas sejam avisadas sobre o inevitável julgamento de Deus, a maioria não acredita que ele realmente irá acontecer. Não espere que as pessoas recebam bem ou aceitem a mensagem sobre a vinda de Jesus e seu julgamento contra pecado. Os que não crêem em Deus negarão o seu julgamento e tentarão fazer com que você também negue a Deus. Mas lembre-se da promessa de Deus feita a Noé quanto a mantê-lo a salvo.

“Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antigüidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2Pe 3.3-9 - ACF)

 Qual a Extensão do Dilúvio?

“E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu, foram cobertos. Quinze côvados acima prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos” (Gn 7.19-20 - ACF)

Nós defendemos de modo veemente o fato de o dilúvio ter abarcado toda a terra, com base no seguinte:
1°. Ele destruiu toda a vida debaixo dos céus cf. (Gn 6.17);
2°. As águas subiram pelo menos uns 7 metros acima das mais altas montanhas cf. (Gn 7.19-20);
3°. O dilúvio durou (371 dias), indicando ter sido mais que uma enchente local;
4°. O julgamento final por meio do fogo sobre TODA a terra é comparado ao dilúvio de Noé cf. (2Pe 3.3-7).
5°. Na verdade era necessário que o dilúvio cobrisse toda a terra ou destruísse todos os seus habitantes.

LEMBRE-SE: O Motivo pelo qual Deus enviou o dilúvio foi destruir todas as maldades do mundo.
Para isto seria necessário um grande dilúvio.
6°. A catástrofe universal causada pelo dilúvio - Os dias da criação foram literalmente dias de 24 horas. O rompimento da camada de água que existia acima da atmosfera em volta da terra (Gn 1.6, 8.2; Pv 8.27-30). Provas desta posição são os fósseis animais intactos achados nas estratificações das rochas e troncos de árvores de 3 metros de altura achados em pé em jazidas carboníferas. Mamutes na Sibéria foram preservados congelados na neve, que mostram pelo alimento encontrado na boca que houve uma mudança drástica, repentina, que poderia explicar a origem das rochas, etc., que parecem indicar uma idade bem antiga para a terra. Esta posição parece ser uma maneira de acomodar o relato, vendo-o de forma literal, com as informações científicas,
“as quais não impedem”.
7°. Alguns cristãos se sentem compelidos a acreditar que o dilúvio bíblico foi apenas um evento local. Isso normalmente é porque eles acreditam que a ciência provou que a evolução ocorreu no passado (mas não o provou, de modo nenhum), mas eles ainda querem manter a fé na veracidade da Bíblia. No entanto, como a mostra itens listados, isso não é uma posição realista a tomar. O dilúvio descrito deve ter sido um dilúvio global, que cobre toda a terra.
 Quanto tempo durou o Dilúvio?

Quando dizemos que o dilúvio durou 40 dias estamos apontando para o período de tempo que durou a chuva sobre a terra. Esse conceito é visto emGênesis 7.4,12,17. E houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites (v.12). Quando dizemos que o dilúvio durou 150 dias estamos nos referindo ao tempo em que as águas predominaram sobre a terra (Gn 7.24). Somente após o quinto mês depois do início da chuva que a arca repousou sobre o monte Ararate (Gn 8.4).

E somente onze meses depois do início das chuvas as águas secaram (Gn 7.11; 8.13). Noé e sua família saíram da arca e pisaram em terra seca exatamente um ano e dez dias depois do início do dilúvio. Portanto, esses números referem-se a coisas diferentes. As Escrituras são fidedignas em seus registros.

 As fontes do grande abismo cf. (Gn 7.11)
a) Talvez diga respeito a uma terrível agitação do fundo do mar ou aos efeitos de um grande terremoto que causou um fluxo torrencial das águas subterrâneas.

b) O dilúvio começou quando se romperam todas as fontes do grande abismo.
Tremores de terra sob o mar com alcance mundial e erupções vulcânicas ocorreram quase simultaneamente, ocasionando ondas oceânicas maciças que afetaram toda a terra. Isto pode também referir-se ao cataclismo que criou os continentes, separando e afastando estas porções gigantes de terra da sua unidade geográfica original.

Como é que uma arca feita de madeira poderia resistir a um dilúvio tão violento?
1°. A arca foi feita de um material resistente e flexível “cipreste” cf. (Gn 6.14), uma madeira que “cede” sem se rachar.
2°. A carga pesada foi um ponto positivo, por lhe dar certa estabilidade.
3°. Os arquitetos navais informam-nos de que a forma construtiva da arca, semelhante a uma caixa comprida, é uma forma que dá estabilidade e resistência a águas turbulentas. Na verdade, os transatlânticos modernos seguem basicamente as mesmas dimensões da arca de Noé ou têm medidas proporcionais ás dela.

Como é que na relativamente pequena arca de Noé coube centenas de milhares de espécies?

1°. O conceito moderno de “espécies” não é o mesmo da Bíblia. No sentido bíblico, provavelmente sejam apenas algumas centenas de “espécies”diferentes de animais terrestres que teriam de ser levados para a arca. Os animais marinhos permaneceram no mar, e muitas outras espécies poderiam sobreviver na forma de ovos.
2°. A arca não era assim tão pequena; ela tinha uma enorme estrutura – a dimensão de um moderno transatlântico. Além disso, ela tinha três andares cf.(Gn 6.16), o que triplicava seu espaço a um total de (425.000 metros cúbicos)!
3°. Noé pode ter levado filhotes ou variedades menores de alguns dos animais de maior porte. Levando em conta todos esses fatores, havia espaço suficiente para todos os animais, para o alimento para a viagem e para os (8) oito seres humanos a bordo.

 Como aconteceu este recolhimento no reino animal? Será que Noé e seus filhos passaram anos reunindo todos estes Animais?

Na verdade, a criação, juntamente com Noé, estava fazendo exatamente o que Deus havia ordenado.

Aparentemente não houve problema para juntar os animais – Deus cuidou dos detalhes deste trabalho enquanto Noé fazia sua parte construindo a arca.Costumamos fazer o oposto do que fez Noé: preocupamo-nos com os detalhes, sobre os quais não temos controle, e negligenciamos áreas específicas(tais como atitudes, relacionamentos, responsabilidades) que estão sob o nosso controle. Como fez Noé, concentre-se no trabalho que Deus tem colocado em suas mãos, e deixe o restante com Ele.

Espaço Animal, Alimentação, Água Necessidades

Precisamos ter outra idéia fora de nossas cabeças, também, que está pensando sobre a arca como um "jardim zoológico" flutuante. A analogia mais adequada é a moderna pecuária de confinamento intensivo, onde os animais são criados em um espaço mínimo possível com o máximo de dispositivos de poupança de mão de obra empregada. A arca não era para ser uma experiência agradável para os animais (ou pessoas!). Foi, sim, um cativeiro temporário em que a única coisa a ser alcançada era simplesmente a sobrevivência de saúde razoável. Há muitas coisas que são factíveis de um ano com a sobrevivência como a única meta, que não pôde ser sustentada por um longo período de tempo. Os três ingredientes principais para a sobrevivência são:
1°) um lugar para ficar, 2°) comida suficiente, e 3°) água suficiente. Woodmorappe calculou o quanto da arca era necessário para apoiar cada uma delas.

Um pouco menos de metade do espaço era necessário no mínimo para abrigar os animais. Comida na forma de feno, frutos secos, carne seca e peixe seco ocupado até 12% do volume arca. A maior parte dos alimentos foi o feno, comprimido ou possivelmente peletizada para ocupar menos espaço. Beber água levou cerca de 10% do volume arca. Isso poderia ter sido menor se a água da chuva também foi coletada do telhado. [Nota de Hélio: 1. Deus pode ter colocado todos os animais em estado de hibernação como o urso, com metabolismo extremamente baixo, dormindo praticamente todo o tempo, com raros períodos em que acordaram para comer um pouco, beber água, urinar e defecar. Ou outros estados em que pareciam quase mortos, sem gastar quase nenhuma energia.]

Claro, todo o espaço disponível de pavimento e mais do volume interior teria sido usado para alguma finalidade (que pode ter havido um anel exercício animal). O ponto principal dos cálculos é mostrar que a quantidade de espaço mínimo necessário foi prontamente disponíveis.

Uma boa observação:

A arca de Noé, sacudida e levada pelas águas do dilúvio, é um sinal da salvação futura, sinal da Igreja arrebatada à perdição do mundo (1Pe 3.21). Talvez possamos ver nela um prenúncio da Nova Criação. Deus faz com Noé um pacto de aliança: compromete-se a não destruir mais a humanidade… O pacto com Noé é uma promessa de conservação, de manutenção da vida, feita à humanidade inteira.

DISSE JESUS: “E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos” (Lc 17.26-27 - ACF)

«Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, temeu e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé» (Hb 11.7 ACF).

Cristian Post

Abraços.

Viva vencendo pela fé somente!!!

Seu irmão menor.


28 agosto 2015

A ARCA DE NOÉ. E NOÉ


"Porque eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra expirará. Mas contigo estabelecerei a minha aliança; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo. E de tudo o que vive, de toda a carne, dois de cada espécie, farás entrar na arca, para os conservar vivos contigo; macho e fêmea serão" (Gn. 6.17-19 - ACF).

INTRODUÇÃO

heb. Noach
Noé = repouso; descanso
filho de Lameque, pai de Sem, Cão (Cam) e Jafé; construtor da arca que salvou a sua família da destruição do mundo enviada por Deus através do dilúvio; tornou-se o pai da da humanidade porque a sua família foi a única que sobreviveu ao dilúvio.
Neto de Matusalém (Gn 5.25-29) que foi, durante 250 anos, contemporâneo de Adão. Era filho de Lameque, que tinha cerca de 50 anos quando Adão morreu. Noé é corretamente visto como o elo de ligação antes e o de depois do dilúvio.
É o segundo progenitor da família humana. As palavras do seu pai Lameque quando ele nasceu (Gn 5.29) são vistas como tendo um sentido profético, designando Noé como um tipo Daquele que é o verdadeiro "descanso e conforto" dos homens que levam sobre si o fardo da vida cf. (Mt 11.28). Viveu 500 anos e lhe nasceram três filhos: Sem, Cão (Cam) e Jafé (Gn 5.32).
Era um "homem justo e perfeito na sua geração" e que "andou com Deus" cf. (Ez 14.14,20). Os homens tornaram-se cada vez mais corruptos e Deus determinou varrer da terra a sua perversa população (Gn 6.7).
Mas com Noé Deus fez um concerto, prometendo-lhe salvá-lo do ameaçador dilúvio (Gn 6.18).
De acordo com as palavras de Deus, foi-lhe ordenado que construísse uma arca cf. (Gn 6.14-16), para que ele e a sua casa se salvassem. Passaram-se 120 anos enquanto a arca esteve a ser construída (Gn 6.3). Durante esse tempo, Noé deu o seu testemunho contra a descrença e a maldade daquela geração cf. (1Pe 3.18-20; 2Pe 2.5). Quando a arca de "madeira de Gofer"(mencionada somente aqui) ficou pronta, de acordo com a ordem de Deus, as criaturas vivas que deveriam ser salvas entraram na arca; e depois Noé, a sua mulher, os seus filhos e as suas noras entraram também e "o Senhor a fechou por fora" cf. (Gn 7.16). O julgamento caiu, então, sobre o mundo culpado, "pereceu o mundo de então, coberto pelas águas do dilúvio"
(2Pe 3.6). A arca flutuou nas águas durante 150 dias e acabou por pousar nas montanhas do Monte Ararate (Gn 8.3,4); mas só depois de algum tempo Deus permitiu que eles saíssem da arca. Por isso, Noé e a sua família ainda permaneceram um ano inteiro dentro da arca cf. (Gn 6.14). Ao sair da arca, a primeira coisa que Noé fez foi erigir um altar, oferecendo sacrifícios de ação de graças e adoração a Deus. Deus fez, então, um concerto com ele, o primeiro entre Deus e o homem, dando-lhe a possessão da terra e estabelecendo regras novas e especiais que ainda permanecem em força no tempo presente (Gn 8.21-9.17). Como sinal e testemunha deste concerto, Deus fez surgir o arco-íris, tendo sido adotado por Ele como garantia de que o mundo não mais seria destruído por um dilúvio. Mas Noé, depois disto, cometeu um grave pecado (Gn 9.21); e a conduta de Cão nesta triste ocasião deu lugar a uma predição memorável relativa aos seus três filhos e sua descendência. Noé "viveu depois do dilúvio 350 anos e morreu”.

“E viveu Noé, depois do dilúvio, trezentos e cinqüenta anos. E foram todos os dias de Noé novecentos e cinqüenta anos, e morreu” (Gn 9.28-29)

O Repovoamento da Terra


Noé e seus descendentes coube a tarefa de povoar a região. A fonte extra-bíblica de Flávio Josefo detalha em pormenores a descendência de Noé, e quais povos cada um de seus filhos e netos teria dado origem. Em certa altura, Noé embebedara-se com o vinho produzido de sua própria videira de tal modo que encontrou-se nu em sua tenda. Seu filho Cão o viu e faz saber aos que estavam fora. Seus irmãos sabendo entraram na tenda de costas para cobrirem Noésem o ver nu. Quando recobrou a consciência, Noé amaldiçoou seu filho Cão e seu neto Canaã, porém abençoando seus outros filhos, Sem e Jafé, cf. (Gn 9.22-29).

heb. Cham
Cam = quente - ardente
1°. Segundo filho de Noé, pai de Canaã e de vários povos que vieram a ser habitantes das terras do sul.
2°. Em uso posterior, um nome coletivo para os egípcios.
3°. o lugar onde Quedorlaomer feriu os zuzins, provavelmente no território dos amonitas (Gileade) a leste do Jordão.
CAM "Ardente" ou "quente" (refere-se ao sul). É também uma palavra egípcia para "preto". Foi o filho mais novo de Noé (Gn 5.32; compare com Gn 9.22,24). A maldição que Noé proferiu contra Cão (Cam), mais propriamente contra Canaã, o quarto filho de Cão (Cam), cumpriu-se quando os Judeus exterminaram os cananitas. Um dos fatos mais importantes registrado em Gn 10 é a criação, por Ninrode, neto de Cão (Cam), da mais antiga monarquia, em Babilónia. O primitivo império babilónico era, por conseguinte, canita e de uma raça análoga aos primitivos habitantes da Arábia e da Etiópia. Os canitas foram os mais enérgicos de todos os descendentes de Noé, nos primeiros tempos do mundo pós-diluviano.
heb. K@na‘an
Canaã = terras baixas
1°. O quarto filho de Cão (Cam) e o progenitor dos fenícios e das várias nações que povoaram a costa marítima da Palestina.
2°. A região oeste do Jordão povoada pelos descendentes de Canaã e subseqüentemente conquistada pelos israelitas sob a liderança de Josué.
3°. mercador, comerciante
CANAÃ Quarto filho de CÃO (Cam) (Gn 10.6). Os seus descendentes foram amaldiçoados por causa da transgressão do seu pai (Gn 9.22-27). Sidom, o seu filho mais velho, foi o pai dos sidónios e dos fenícios. Teve onze filhos, que foram os fundadores de muitas tribos (Gn 10.15-18).
história de Noé tem forte significado simbólico sobre boa parte da história de Israel, principalmente durante o período da conquista de Canaã narrada no livro de Josué. Amaldição de Noé certamente foi usada pelos povos semitas (ou seja, descendentes de Sem, cujos hebreus fazem parte) como justificativa para a conquista da terra de Canaã (ocupada pelos cananeus, alegadamente descendentes de Canaã, neto amaldiçoado de Noé).

 

Longevidade de Noé


De acordo com o texto bíblico, Noé teria vivido 950 anos. Tinha 500 anos quando gerou aSem, Cam e Jafé. Com a idade de 600 anos, enfrentou o dilúvio e ainda viveu mais três séculos e meio, o que significa que poderia ter falecido nos dias de Abraão, já na décima geração de seus descendentes.

A Perversidade e o Castigo do Velho Mundo (Gn 6.1-9.29)

1°. Noé, porém achou graça (Gn 6.8). A graça estendida a Noé por sua vez se tornou a causa dele ser justo e perfeito entre seus contemporâneos. A escolha de Noé foi outro passo no propósito divino da redenção, e revela que esse propósito é de "graça" não merecida.

2°. A CONSTRUÇÃO DA ARCA POR NOÉ (Gn 6.9-22).
Justo e reto (v. 9). Essas palavras não ensinam que Noé fosse impecável, mas que era homem que prezava a retidão e a integridade. Corrompida diante da face de Deus... encheu-se a terra de violência (v. 11).

Nada existe de surpreendente na íntima ligação entre a corrupção e a violência; uma coisa segue imediatamente a outra, e a razão pelo qual os homens acham-se em conflito entre si é que estão em conflito com Deus. Uma arca (v. 14). Trata-se da uma palavra hebraica arcaica,mas mui possivelmente indica nada mais que uma caixa feita para flutuar. Noé não edificou um navio no sentido literal; mas a arca era uma espécie de jangada coberta, cuja intenção era meramente flutuar. Foi construída de ciprestes e vedada com betume, um dos produtos naturais da Assíria. Considerando o cúbito como 45 cm, a arca teria mais ou menos 150 metros de comprimento e 25 metros de largura. Foi construída com três conveses, e com a altura de mais ou menos 15 metros. A janela, que aparece em versículo 16, é chamada dasohar, que significa uma "luz", e deve ser distinguida da abertura mencionada em (Gn 8.6),também como janela. Até onde é possível compreender a construção, a sohar parece ter sido um espaço aberto de profundidade de 45 cm que corria ao redor do topo da arca, permitindo a entrada da luz e ar. Meu pacto (v. 18). Essa é a primeira ocorrência dessa importante palavra bíblica. Note-se que foi uma aliança baseada na graça (Gn 6.8), e observe-se a provável ligação com (Gn 3.15).

3°. A ALIANÇA COM NOÉ – Está em 8.20 - 9.17. A aliança vem logo após o dilúvio. O segundo dia (literal, de 24 horas, um período de claridade e outro de escuridão a criação fizera do caos um cosmos. O dilúvio faz do cosmos um caos. A primeira foi ação divina. A segunda é ocasionada pelo pecado (6.13). Em 6.18 há a primeira menção bíblica a pacto. É o hebraico berith. traduz por “pacto”. Segundo Weinfeld, “o sentido original do hebraico berith não é um acordo ou estabelecimento entre duas partes, como costumeiramente se declara. Berith implica primeiro, e acima de tudo, na noção de imposição, sujeição ou obrigação”. É algo que é trazido unilateralmente e não comporta discussões.

Não é para sentar-se à mesa e discutir cláusulas. Por aquilo que Deus fez, ele tem o direito de dizer o que é e o que deve ser feito, sem discutir termos. Esta noção de berith deve ser guardada. Ela vai servir de fio de prumo para toda a nossa abordagem do Antigo Testamento. Concordo com as palavras do rabino Kushner, no livro Quem Precisa de Deus?: “Para mim (e, afirmarei, para a Bíblia, a essência de um relacionamento religioso com Deus está na idéia contida na Aliança”.(p. 67). O texto inicia com um ato de culto. No entanto, não é este que motiva a aliança. Esta começa na graça de Deus (6.8). O caráter de Noé agradou a Deus (6.9). A obediência é mostrada como um traço do seu caráter (6.22, 7.5, 7.9 e 7.16). A moralidade de Deus o leva ao desgosto (6.11-13) e, também, à eleição que produz o pacto (6.18). Um princípio se estabelece, o da obediência: 6.22. O ato de culto de nosso texto é resposta de gratidão à salvação.“Holocaustos” (Gn 8.20) é o hebraico ‘olah, que significa “oferta inteiramente queimada”, a mais expressiva no AT. É uma oferta de gratidão e não o motivo da aliança. Alguns vêem uma aliança pré-diluviana e uma pós-diluviana, com Noé. É melhor ver uma só, que antes se expressa em termos de salvação temporal e depois, em termos de bênçãos futuras. A aliança com a Igreja é de uma salvação imediata e uma futura, sem ser duas.
. A analogia pode ser feita. A Igreja adora não para fazer a aliança, mas porque ela foi feita por Cristo, com seu sangue.
. AS BASES DA ALIANÇA – Não é um contrato bilateral, conforme já dissemos, com as partes firmando o acordo, após discussão e acerto de cláusulas. Uma tradução literal de Gn 9.9 nos dá: “Eu, eu mesmo, estabeleço o meu pacto convosco”.A ênfase é na ação divina, mostrando o pacto como algo unilateral.

Há três características a notar nesta aliança:
1°) Foi concebida e firmada pelo próprio Deus. Ele é o agente. Noé providencia a arca, mas a revelação vem de Deus e a orientação também. Deus é o sujeito das ações. Julga, mas é longânimo, dando prazo para que a pregação de Noé fosse ouvida. Independente do que seja a interpretação do texto, 1Pedro 3.20 nos diz que a “longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé”. O juízo é por causa da moralidade divina, mas houve espera e pregação. 2Pedro 2.5 fala de Noé como “pregador da justiça”. Houve graça, também.

2°) A aliança era universal em seu alcance. Gênesis 9.9 fala de “vossa descendência”, mas9.16 fala de “todo ser vivente de toda a carne”. A graça é manifestada mesmo sem haver compreensão dela. A graça tem uma dimensão universal e é sobre toda a criação.

3°) A aliança era incondicional. Não há nenhum “se”. Cumprindo o homem o que se espera dele ou não, não haveria mais juízo por água. Haveria um dilúvio só em toda a história. Nada há que o homem faça que possa provocar novo dilúvio. Nada há que o homem faça que possa invalidar o juízo. Até o sinal da graça independe de ação humana nem pode ele exercer qualquer controle sobre ele. É dada, independente de aceitação. Isto nos ajuda a entender que a aliança com Noé foi produto de uma administração soberana da graça e da magnanimidade divinas, em sua origem, manifestação e cumprimento. O sinal dado aos homens, o arco-íris,recebeu uma boa interpretação de Von Rad: Deus pôs de lado seu arco de guerra. A convexidade do arco-íris, diferentemente da do arco de guerra, está voltada para o céu e não para a terra. É uma oferta de paz. Trata os homens, na sua aliança, como amigo e não como guerreiro. A aliança é uma promessa de bênção, de segurança e uma oferta de paz. Cabe ao homem aceitar ou rejeitar. Discutir termos ou impor posições não é possível. A aliança não é dialogável, passível de acertos e negociações. É uma oferta de amor, mas firme e decidida. O contexto da aliança é, pois, uma oferta de paz, uma promessa de bênção, e é assegurado à descendência. Assim como o coração de todo homem é pecador (8.21), a aliança é ofertada a todos. Deus deseja se relacionar bem com todos os pecadores e lhes estende a sua graça. É a mensagem da aliança. É um ato soberano de sua vontade e não mérito humano.
                                                 

Idades dos Patriarcas
Nome
Idade ao ser Pai
Idade ao Morrer
130
930
105
912
90
905
70
910
65
895
162
962
65
365
187
969
182
777
Noé
*500 - 502
950
100
600
35
438
30
433
34
464
30
239
32
239
30
230
29
148
70
205
100
175
60
180

  

Descendentes de Noé


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