25 novembro 2012

Curiosidade assembleiana: a cruz e outros símbolos cristãos

Muitas pessoas não sabem, mas até o ano de 1937 as Igrejas Evangélicas das Assembleias de Deus ilustravam a fachadas de seus templos com a cruz. Porém, neste mesmo ano, em uma Convenção Geral realizada na cidade de São Paulo, foi decidido e aprovado pelos pastores presentes naquela reunião que as Assembléias de Deus não mais usariam o referido símbolo em suas fachadas.

Essa decisão foi motivada como uma prevenção para que os crentes mais fracos e ainda influenciados pelo catolicismo romano não incorresse no pecado de idolatria, fazendo da cruz um objeto de adoração.

Ainda, segundo Augusto Ribeiro, do Blog Missão da Fé Apostólica, o problema foi na época, levantado pelo missionário Gustav Bergstöm que lançou ao ar a seguinte pergunta: "É lícito que as Assembleias de Deus coloquem a cruz nas fachadas de seus templos?"

O resultado gerado por está pergunta surtiu efeito até nos dias de hoje, quando percebemos o total abandono de um dos principais símbolos do cristianismo por parte das Assembleias de Deus: a cruz vazia.

Além da cruz, outros símbolos históricos do cristianismo são: a pomba, as letras gregas Alfa e Ômega e o peixe, os quais foram desenhados principalmente nas Catacumbas, que eram locais onde a igreja de Cristo se reunia para cultuar o Senhor longe da perseguição. Todos estes e outros símbolos serviam como sinais ou  representação gráfica de algum tema ensinado por Cristo e entendido somente pelos cristãos da época.

Entende-se então, que os símbolos cristãos, especialmente a cruz vazia, tinham única e exclusivamente um papel didático, ensinando aos cristãos grandes verdades espirituais. A cruz vazia, por exemplo, é um poderoso sinal de que o nosso Cristo alcançou a vitória sobre a morte e não está pendurado mais nela. Da mesma forma são os demais símbolos do cristianismo, todos eles comunicam algum ensino.

Desta forma, não vejo nenhum pecado em se ter a ilustração de uma cruz vazia ou qualquer outro símbolo cristão nos adereços ou objetos pessoais de algum crente nos dias de hoje. Pois, entendo ainda, que o problema maior das pessoas não está no uso desses adornos e ilustrações que possuem apenas valor simbólico. O problema todo está na natureza humana e na forma como usamos tais objetos. Sendo assim, até mesmo a comida pode torna-se uma forma de tropeço para muitos crentes que não se controlam: o pecado da gula é um exemplo.
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