27 novembro 2012

MP cumpre mandados e investiga desvios de dízimos em igreja no ES

Operação ''Entre Irmãos'' cumpre 12 mandados de busca e apreensão.
Cúpula da Igreja Maranata está sendo investigada pelos crimes

Operação cumpre mandados na Grande Vitória. (Foto: Eliana Gorritti/ G1ES)

Ministério Público do Espírito Santo (MPES) deu início, na manhã desta segunda-feira (26), a uma operação que investiga um esquema de desvios de doações de dízimos, lavagem de dinheiro, falsificações de documentos e ocultação de bens da Igreja Cristã Maranata.

A ação denominada ''Entre Irmãos'' está cumprindo, por meio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), um total de 12 mandados de busca e apreensão e conta com o apoio da Ronda Tática Motorizada (Rotam) da Polícia Militar, na Grande Vitória. Também são investigadas as participações de policiais na segurança de integrantes.
Por meio da assessoria de imprensa, a Igreja Maranata informou que os advogados a instituição “estão se inteirando do processo e das acusações e devem se pronunciar somente após as 11 horas desta segunda-feira (26)”.
Os alvos da operação são igrejas, um escritório de contabilidade e até a residência de um contabilista. Um dos principais pontos do esquema é o Presbitério da Maranata, no Centro de Vila Velha, na região Metropolitana, onde funciona a sede administrativa e financeira da entidade. Segundo o Ministério Público, estão sendo apurados os crimes de corrupção, falsificações de documentos e ocultação de bens por parte de membros da cúpula da Igreja.


A ação visa desarticular e colher provas relativas à suposta atuação de uma organização criminosa na igreja. Computadores, documentos, dados e depoimentos estão sendo recolhidos.
Além dos mandados de prisão, a operação prevê cumprimento de ordens judiciais de afastamento, sequestro de bens, quebra dos sigilos ficais e impedimento de acesso de toda a direção das áreas administrativas da Maranata para que o trabalho do Ministério Público possa ser realizado livre de obstáculos e ingerência dos eventuais envolvidos, sem impedir o livre exercício do culto religioso.
A cúpula da Igreja Maranata está sendo investigada pelos crimes de estelionato, falsificação de documentos, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

MP-ES analisa documentos da Igreja Maranata e notifica testemunhas

Após nove horas do início da operação "Entre Irmãos", o Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) deixou a sede administrativa da Igreja Cristã Maranata, em Vila Velha, na Grande Vitória, nesta segunda-feira (26). Vários malotes com documentos foram levados para serem analisados por promotores.

O órgão procura indícios que comprovem um suposto esquema de desvios de dinheiro do dízimo, além de lavagem de dinheiro, falsificações de documentos e ocultação de bens da igreja. A Igreja Cristã Maranata informou, por meio de nota, que "acredita que todos os pontos da investigação serão apurados devidamente pela Justiça" e que vai colaborar com as investigações do MP-ES.

A ação foi cumprida por meio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), contando com o apoio da Ronda Tática Motorizada (Rotam) da Polícia Militar, na Grande Vitória. No total, 12 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta segunda.

Os assessores do Ministério Público deixaram o local a sede administrativa nesta tarde. Pela manhã, eles também recolheram documentos na Fundação Manoel Passos Barros, na Serra, na região Metropolitana, entidade mantida pela Maranata. O órgão disse que há indícios de desvio até de emendas parlamentares destinadas à fundação.
As investigações da operação "Entre Irmãos" começaram em fevereiro deste ano. O MP-ES afirmou que os desvios aconteciam por meio de pagamentos feitos com notas fiscais ilícitas. Ao mesmo tempo, a Polícia Federal realizou outra operação, que também tem como alvo a Igreja Maranata, mas essas investigações correm em segredo de Justiça.
Por ordem judicial, foi efetivada a quebra dos sigilos fiscal e bancário dos envolvidos e o sequestro de bens, ativos e valores supostamente desviados, visando ao resguardo e restituição à Igreja e aos cofres públicos.
Agora, o Ministério Público segue com as investigações através do depoimento de testemunhas, eventuais colaboradores e membros da Igreja que tenham informações de irregularidades na gestão. Foram notificadas 26 pessoas para prestarem esclarecimentos a partir dos próximos dias. Outros colaboradores que quiserem auxiliar nas investigações podem entrar em contato com a instituição por meio dos promotores de Justiça do Gaeco, ou pelo telefone 127, da Ouvidoria do MP-ES, que recebe denúncias sem a necessidade de identificação.

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Abraços.
Vivam vencendo!!!
Seu irmão menor 



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