13 novembro 2012

Olha o novo golpe: Apóstolo Valdemiro  pede aos seus fiéis que dêm 10% do salário  do que eles gostariam de ter




Comentário de Wáldson: Lá no exterior(no mundo todo, redundância eu  sei, mas gosto disso), o  brasileiro tem fama de espertalhão, fanfarrão, golpista, e ladrão. É o que nós somos. Somos ladrões, egoístas, trapaceiros e vulgares. O brasileiro, em geral, e quando falo em geral é, sim, uma generalização, com poucas  exceções é claro, pois o brasileiro em geral é um deficiente moral, seja qual for sua classe social ou sua conta bancária. Nosso Congresso Nacional  mostra quem somos.
No meio evanlico não é diferente: todo mundo sabe que a maioria esmagadora dos grandes líderes e principalmente maioria  daqueles que estão na mídia são corruptos e corruptores.
Em algumas conversas e círculos diversos, quando surgem os termos 'gospel', e evangélicos  já é motivo suficiente para surgir uma 'boa' piada ou falarem sobre o último golpe do 'pastor fulano'.
Isso é fruto da venda de um evangelho(?) barato, falso, manipulado. Muitos líderes pregam o que as pessoas querem ouvir, para não perder fiéis, leia-se, DINHEIRO. Os crentes, por sua vez, alimentam-se desse falso evangelho por comodidade.
O verdadeiro Evangelho de Cristo prega o amor (inclusive ao inimigo), a santificação e a obediência. Isso poucos querem escutar e praticar. Evangelho assim, se pregado pelos líderes, e nesse caso pelos grandes líderes, não lhes dará grana, dinheiro, reais, bufunfa, arame, bolada  e, consequentemente acabará 'a farra gospel', 'a teta da vaca evangélica/ gospel'  deixará de ser mamada por eles.
Vejam bem o que acontece nesse nojento meio 'gospel falsificado', podre e rico: Se você   analisar, verá que a grande maioria não tem nenhum grau de instrução e sua grande maioria já fo pervertido no passado. São todos ingênuos ou maldosos. Ingênuos são muitos e maldosos bastante também . Os  maldosos que existem, geralmente são os lideres que pela sua grande maioria também são ignorantes e gananciosos. Sei que essa grande maioria que foi pervertida no passado, ao terem um encontro com Jesus, teriam que, biblicamente terem passado por uma mudança radical de vida e comportamento, pois não há UMA SÓ PESSOA  que tenha se encontrado com Jesus de fato, continue a viver a vida torta em que  vivia. Ou, tiveram um encontro com Jesus, mudaram, viveram essa mudança por algum tempo e ao perceberem que ser discípulo de Jesus exige mudança e renúncia, resolveram que isso era demais para eles e seguiram tocando sua vida de acordo com suas conveniências, ou seja, usam a bíblia, são pastores e/ou lideres, mas agora, praticam as maldades que antes da conversão praticavam. Só que agora, com a capa de 'gospel'.
Resumo da ópera: voltaram a ser bandidos como antes, porém agora usando uma biblia na mão, pois assim fica mai fácil enganar os tolos.
Então é só você pegar o histórico desse tipo de gente. Eu disse desse tipo: Vão  aparecer inúmeras historias como a que acima trás o titulo sobre o Sr. Valdemiro Santiago com sua esperteza.
Para esclarecer a  algumas pessoas e até mesmo irmãos em Cristo: o fato de alguém fazer milagres acontecerem não quer dizer com isso que Jesus está aceitando seu modo de vida, ou suas atitudes. Milagres não são atestados de que Deus está se agradando da forma de vida da pessoa. Milagres acontecem por causa do nome de Jesus que tem todo o poder e por causa da fé da pessoa que o busca.
Existem muitas pessoas que realizam milagres em nome de Jesus, mas não vão entrar no céu, porque suas vidas e comportamentos diários são contrios ao que a bíblia ordena.

Agora veja o vídeo abaixo, onde o apóstolo, descaradamente, ludibria seus fiéis propondo-lhes uma indencia que deveria servir para milhares fazerem Boletins de Ocorrência  por todo o país e o Ministério Público entrar em ação.
O que você verá nesse vídeo é o Marcos Valério melhorado. Ou o José Dirceu com outra fisionomia.
Se o Mensalão está sendo julgado pela maior Corte do país, por que, meu Deus, atitudes como essa, também não deveria levar homens como esse a responderem na Justiça essa forma de lavagem cerebral, engano e a tentativa de possuir o alheio?
Posso respeitar a pessoa do Sr. Valdemiro, mas não respeito  suas atitudes e suas espertezas quando quer arrancar milhões de reais  de pessoas que na sua maioria ganham até dois salários mínimos.
Iludir a pessoa fazendo-a entregar 10% do salario que ela gostaria de ganhar é ultrajante, revoltoso e é induzir a pessoa a gastar o que ela não tem. Isso é ladroagem, picaretagem, agir de má fé e  usar o nome de Jesus para aumentar  suas já grandes propriedades.
Aí  digo: qual o salário que eu gostaria de ganhar, trabalhando honestamente como faço hoje? Com certeza R$50.000,00. Isso me daria muita satisfação. Não queria mais do que isso. Mas e você, quanto gostaria de ganhar, trabalhando honestamente como você faz hoje?
Essa é a pergunta e a malandragem do Sr. apóstolo. 
Se eu ganhasse hoje R$ 50.000,00 eu teria que entregar como dízimo R$ 5.000, 00.  Imagine então se como eu, mais dez mil pessoas desejassem ganhar também R$50.000,00? O valor seria então, R$ 500.000,00. E o diizimo desse valor seria então, R$50.000,00. Digam-me senhores sensatos, que lêm esse Blog, isso não é revoltante? Isso não é pilantragem? Isso não é um pecado diante de Deus?
E vejam que eu escrevi que se dez mil pessoas desejassem ganhar também os mesmos R$50.000,00. 
Você tem ideia de quantos milhares de pessoas assistem o programa? Você tem ideia de quantos milhares de pessoas passam por dia no Templo Sede?
Terminando, quero dizer que ninguém é obrigado a ofertar, doar, entregar seus bens e nem ficar constrangido diante do pedido do apóstolo. Se não houvesse quem pagasse(lei da oferta e da procura), a oferta não seria tão gritante. Quanto mais pessoas atendem a esses pedidos(lei da oferta), claro é que esses 'bacanas', ricaços e empresários da fé vão continuar pedindo.

Veja o engodo: Obs.: por favor, veja todo o vídeo.






Ultrajante não é mesmo?
Grande abraço. Com muita tristeza e indignação.
Viva vencendo aos 'vendilhões do templo'.
Seu irmão menor.
  


O Texto abaixo é uma transcrisão do Jornal Sul21: http://www.sul21.com.br/jornal/2012, que tem tudo a ver com o que eu disse acima:
Os canais de rádio e TV são concessões públicas, supostamente alheias aos credos e seitas religiosas que transformaram estúdios, igrejas, templos e estádios em púlpitos eletrônicos cada vez mais invasivos e escancarados. Não existe ninguém no governo ou no Congresso brasileiros com coragem para frear essa flagrante ilegalidade, sancionada por verbas, dízimos, patrocínios e uma farta hipocrisia. A irrestrita capitulação aos padres e pastores que lideram milhões de fiéis (e eleitores) ficou escancarada na última eleição presidencial, em 2010, quando os dois principais candidatos com raízes na esquerda – Dilma Rousseff e José Serra – sucumbiram vergonhosamente à chantagem das correntes mais atrasadas das igrejas, frequentando missas e cultos com o gestual mal ensaiado de pios devotos que não sabiam nem metade da missa, nem qualquer salmo dos evangelhos.

 A submissão das instâncias do Estado secular ao poder cada vez maior das igrejas pode ser medida pela intrusão cada vez mais descarada da fé nos meios eletrônicos do Brasil, que deturpam a concessão pública pelo proselitismo religioso vetado pela Constituição. A igreja católica brasileira agrupa hoje mais de 200 rádios e quase 50 emissoras de TV, contra 80 rádios e quase 280 emissoras de TV de oito braços do crescente ramo evangélico. É um domínio que se fortalece cada vez mais, embora adaptando seu perfil para fórmulas mais agressivas e despudoradas de avanço sobre o bolso das populações mais pobres, mais desesperadas, menos instruídas.


Lutero e sua radical volta às origens, estimulando o protesto aos desvios éticos de Roma e o retorno à palavra original dos evangelhos, geraram os dois termos que identificam os segmentos mais prósperos da dissidência cristã: os protestantes e os evangélicos, onde brilha sua facção mais agressiva e endinheirada – o pentecostalismo, que hoje abriga no mundo cerca de 600 milhões de seguidores, pulverizados em 11 mil seitas e subgrupos. Ali viceja sua parcela mais faustosa: a corrente neopentecostal, a que pertencem o abonado bispo R.R. Soares e seus parceiros mais ricos, os também bispos Edir Macedo, Silas Malafaia e Valdemiro Santiago, cada um chefiando sua própria seita, sempre na condição suprema de “apóstolos”. Todos mostram uma devoção especial pela alma e pelo bolso de seus seguidores, a quem não se acanham de pedir contribuições financeiras a que, recatadamente, chamam de “oferta”.
Para não atormentar ainda mais a vida de sua aflita freguesia, os quatro chefes religiosos tratam de facilitar ao máximo as ofertas financeiras. Na tela da TV de seus animados cultos, sempre se oferece o número das contas bancárias, a bandeira dos cartões de crédito ou o telefone para informações extras que permitam a oferta, rápida e facilitada. Nenhum deles fica ruborizado pela insistência do pedido de ajuda, porque todos são pios devotos da “Teologia da Prosperidade”, uma doutrina pecuniária que faria o velho Lutero engolir cada uma das 95 teses que vomitou contra a cupidez da velha Roma.
A ideia nasceu, evidentemente, no coração do capitalismo, os Estados Unidos, no início do século 20. O pai dessa fé sonante é o americano Essek William Kenyon (1867-1948), um evangelista de origem metodista nascido em Saratoga, Estado de Nova York. Descobriu o milagre do rádio e plantou ali a sua Igreja no Ar, a ancestral eletrônica dos R.R.Soares e Malafaias da vida. Espalhou então aos quatro ventos o lema que explica as benesses divinas da fartura: “O que eu confesso, eu possuo”.
Kenyon passou o bastão da prosperidade para um conterrâneo, Kenneth Erwin Hagin (1917-2003), um jovem texano com deficiência cardíaca, que caiu de cama quando adolescente. Garantiu ter ido e voltado ao inferno e ao céu não uma, nem duas, mas três (três!) vezes. Com este desempenho singular, até para campeões de esportes radicais, o jovem naturalmente converteu-se. Dizendo-se ungido para ser mestre e profeta, Hagin garantia ter tido oito (oito!) visões de Cristo na década de 1950, além de acumular alguns passeios extracorpóreos. Tudo isso acrescido pela divina revelação de que os verdadeiros fiéis deviam gozar de uma excelente saúde financeira e que o caminho da fortuna passava, inevitavelmente, pela prosperidade de seus profetas aqui na Terra. Foi sopa no mel, e a teologia da prosperidade conquistou corações e mentes – e bolsos.
  

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