11 dezembro 2012

Conheça as cidades de Minas que perderam a chance de se tornar capital do estado: Costa Sena e Colônia do Marçal, atualmente um distrito e um bairro, estavam na lista dos lugares sondados para a construção do novo centro administrativo de Minas Gerais


O futebol dos meninos no gramado da igreja matriz dá vida ao pacato distrito de Costa Sena, antiga candidata a capital Paraúnas  (Euler Júnior/EM/D.A Press)

Costa Sena – Em frente à quase tricentenária Matriz de São Francisco de Assis, do século 18, crianças jogam bola no gramado que já foi cemitério. Poucos metros adiante, bezerros descansam à sombra, enquanto na lateral da igreja um cavalo pasta calmamente. As crianças encerram a brincadeira e muitos minutos se passam até que outra pessoa caminhe por uma das três ruas de Costa Sena, distrito de Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas. A calmaria do lugarejo contrasta com o caos de Belo Horizonte. A comparação com a cidade que completa 115 anos quarta-feira pode soar absurda, mas quem vasculha a história descobre que Costa Sena poderia ter sido a capital mineira.

O médico e pesquisador Eugênio Marcos Andrade Goulart conta no livro O caminho dos currais do Rio das Velhas – Estrada real do sertão que Joaquim Cândido da Costa Sena (1852–1919) fez parte da comissão criada para decidir onde seria a nova capital mineira, que substituiria Ouro Preto, já saturada no fim do século 19. Por intermédio de Costa Sena, a localidade de Paraúna foi sugerida, mas nem a força do político, que nasceu em Conceição do Mato Dentro e foi presidente de Minas Gerais por sete meses, em 1902, sensibilizou a comissão.

Em 1938, o distrito, então chamado São Francisco de Assis de Paraúna, recebeu o nome de Costa Sena. O local se desenvolveu nos séculos passados com a extração de ouro e diamante, além estar localizado na estrada para o Serro. “O período de opulência na região não durou para sempre, como se acreditava a princípio. Seu apogeu ocorreu entre 1750 e 1760. Em poucas décadas, o diamante foi desaparecendo, e com ele a riqueza”, relata Goulart.

Com o fim da riqueza, veio o principal drama do lugarejo: a falta de opções de trabalho. Um contraste com a Belo Horizonte de hoje. No último levantamento do IBGE, a taxa de desemprego na capital foi de 3,9%. Uma das mais baixas do país, situação que, de acordo com a teoria econômica, pode ser considerada de pleno emprego. Enquanto isso, em Costa Sena grande parte dos moradores busca trabalho em outras localidades, como em Pompéu, na exploração de ardósia, e Conceição do Mato dentro, onde está em andamento um megaprojeto da mineradora AngloGold.

A mineração foi o caminho escolhido pelo filho de Catarina de Lourdes Silva. Não existe restaurante em Costa Sena e dona Catarina consegue faturar um pouco quando um viajante busca uma refeição. Não é possível a agilidade de um self-service, desses que estão espalhados por quase todas as esquinas da atual capital mineira, mas nada que uma boa conversa não resolva. Basta chegar antes, avisar que precisa almoçar e dona Catarina prepara a saborosa comida. “Estou meio desprevenida hoje, mas uma comidinha simples eu faço”, avisa antes de servir arroz, feijão, linguiça, macarrão, ovo e batata frita.

CASAMENTO DIFÍCIL Por ter poucos moradores no lugar – a população estimada é de cerca de 600 habitantes – a vida das moças que querem casar não é fácil. “Meu pai e minha mãe são primos primeiros e a minha irmã também se casou com um primo”, conta Leidilene Rosana da Silva, de 28 anos, que já engatou um namoro com parente, mas, como o romance acabou sem matrimônio, ajuda a cuidar dos sobrinhos. Leidilene sempre quis se mudar para a capital. “Tenho uma irmã que mora em BH. Já fui ao shopping e vi a Lagoa da Pampulha”, recorda. Ela não se intimidou com as duas horas que enfrentou em um engarrafamento entre a rodoviária e Ibirité, na região metropolitana. “Eu não vivi isso ainda e tenho vontade de viver.” Ela reconhece, porém, que o sossego de Costa Sena tem seu lado positivos: “Todo mundo conhece todo mundo e não tem violência”.

Já o lavrador Wilson Geraldo da Silva, de 48 anos, quer distância da capital. Na única vez que visitou BH foi por um péssimo motivo: buscar um irmão que havia falecido. “Nasci e fui criado aqui. Já acostumei com o bruto e vou levando”, explica. Os três filhos já saíram de casa e a mais nova, de 20 anos, se mudou para a capital, onde trabalha e faz faculdade de engenharia civil.

Wilson aprecia a vida no distrito. Fez um banco de tronco de árvore em uma sombra na porta da casa e quando pode descansar um pouco aproveita para fumar um cigarro de palha guardado atrás da orelha esquerda. “Sempre trabalhei em fazenda. Planto milho, feijão e o que dá”, conta. Há poucos anos ir trabalhar ficou mais simples. Trocou as longas caminhadas até as roças por uma motocicleta.

SUCESSO DE VENDA As motos, que invadiram o trânsito da capital, tomaram o lugar dos jegues e cavalos na pequena Costa Sena. Tanto que na Comercial Ianni, uma das duas mercearias da cidade, um dos produtos mais procurados são pneus de motocicleta. “Aqui tem de tudo um pouco”, informa a proprietária Diane Ottoni Malaquias enquanto vende um pacotinho de cola instantânea para um freguês. “O que tem mais saída é açúcar. Parece que o povo daqui gosta de ficar diabético”, brinca a comerciante. O mercadinho foi fundado pelo pai dela há mais de 80 anos e Diane é a única dos 10 filhos que ficou no, lugarejo. O restante se espalhou por Curvelo, Congonhas do Norte, o distrito vizinho de Capitão Felizardo e , claro, Belo Horizonte.

Memória


Antes da chegada dos colonizadores portugueses, no século XVI, toda a região do atual estado de Minas Gerais era ocupada por povos indígenas do tronco linguístico macro-jê.
Na imensa faixa de terras ao largo do Rio das Velhas assenhoradas pelo bandeirante Paulista Bartolomeu Bueno da Silva (mais tarde Anhanguera II), veio seu primo e futuro genro, João Leite da Silva Ortiz(foto acima), à procura de ouro. Ele ocupou, em 1701, a Serra dos Congonhas (mais tarde Serra do Curral) e suas encostas, onde estabeleceu a Fazenda do Cercado, base do núcleo do Curral del Rei. No local, desenvolveu uma pequena plantação e criou gado, com numerosa escravatura. O povoamento aos poucos foi se firmando, de forma tal que, em 1707, já aparecia citada em documentos oficiais. Em 1711, a carta de sesmaria foi obtida por Ortiz, com a concessão da área que "começava do pé da Serra do Curral, até a Lagoinha, estrada que vai para os currais da Bahia, que será uma légua, e da dita estrada correndo para o rio das Velhas três léguas por encheio". Conforme trecho da carta de sesmaria, à ortografia da época, concedida por Antônio Albuquerque Coelho de Carvalho:
Cquote1.svg Faço saber aos q'. esta minha Carta de Sesmaria virem q', havendo respto. ao q'. por sua petição me enviou a dizer João Leyte da Silva, q'. ele suppte., em o ano passado de 1701 fabricou fazenda em as minas no distrito do Rio das Velhas em a paragem aonde chamão o Sercado, e na dita fazda. teve plantas e criações, de que sempre pagou dízimos e situou gado vacum, tudo em utelidade da fazenda real e conveniência dos minros. (…) Cquote2.svg
Ortiz dedicou-se especialmente ao plantio de roças, criação e negociação de gado, trabalhos de engenho e, provavelmente, a mineração de ouro nos córregos. O progresso da fazenda atraiu outros moradores, e um arraial começou a se formar, tornando-se um dos pontos de concentração dos rebanhos transitados pelo registro das Abóboras, vindos do sertão da Bahia e do São Francisco para o abastecimento das zonas auríferas.

Apoiado na pequena lavoura, na criação e comercialização de gado e na fabricação de farinha, o arraial progrediu. A topografia da região favoreceu o estabelecimento de uma povoação dada à agricultura e à vida pastoril. Os habitantes deram o nome de Curral del Rei, por causa do cercado ou curral ali existente, em que se reunia o gado que havia pago as taxas do rei, segundo a tradição corrente. O arraial contava com umas 30 ou 40 cafuas cobertas de sapé e pindoba, entre as quais foi erguida uma capelinha situada à margem do córrego Acaba-Mundo (onde hoje se encontra a catedral), tendo à frente um cruzeiro e ao lado um rancho de tropas. Algumas poucas fábricas, ainda primitivas, instalaram-se na região, onde se produzia algodão e se fundia ferro e bronze. Das pedreiras, extraía-se granito e calcário, e frutas e madeiras eram comercializadas para outros locais. Das trinta ou quarenta famílias inicialmente existentes, a população saltou para a marca de 18 mil habitantes.

 
Antiga Matriz de N.Sra.da Boa Viagem do Curral
Em 1750, por ordem da Coroa, foi criado o distrito de Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral, então sede da freguesia do mesmo nome instituída de fato em 1718 em torno de capela ali construída pelo Padre Francisco Homem, filho de Miguel Garcia Velho. Elevado à condição de freguesia em 1780, mas ainda subordinado a Sabará, o Curral del Rei englobava as regiões (ou curatos) de Sete Lagoas, Contagem, Santa Quitéria (Esmeraldas), Buritis, Capela Nova do Betim, Piedade do Paraopeba, Brumado, Itatiaiuçu, Morro de Mateus Leme, Neves, Aranha e Rio Manso. No centro do arraial, os devotos ergueram a Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem. Com a extinção dos curatos, a jurisdição do Curral del Rei viu-se novamente reduzida ao primeiro arraial, com sua população de 2.500 habitantes, que chegou a 4 000 moradores já ao fim do século XIX.

Bastidores da disputa


Em artigo publicado na Revista do Arquivo Público Mineiro, a historiadora e professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Cláudia Maria Ribeiro Viscardi revela os bastidores da disputa pela sede da capital mineira. Os anseios para tirar a capital de Ouro Preto e levar para outra localidade começaram na imprensa da Zona da Mata. “A imprensa de Juiz de Fora, em sua campanha para que a cidade fosse a capital, alegava ser a região econômica e culturalmente mais desenvolvida de Minas Gerais”, relata Cláudia Maria. O debate saiu da imprensa para o campo político. Foram indicadas Curral del Rey, Barbacena, Várzea do Marçal (hoje um bairro de São João del-Rei), Juiz de Fora e Paraúna. Curral del Rey ganhou por apenas dois votos de Várzea do Marçal. Como compensação, relata o pesquisador Eugênio Marcos Andrade Goulart, Paraúna deu nome a uma importante avenida da nova capital. Porém, a via teve o nome trocado em 1938, para homenagear o então presidente ditador Getúlio Vargas. A avenida voltou a se chamar Paraúna quando Vargas deixou o poder, mas com nova eleição do gaúcho o nome do político retornou e permanece até hoje. 
Ao pé de outra serra
Leonardo Augusto
Enviado especial


São João del-Rei – Belo Horizonte poderia também ter crescido ao pé de outra serra, a de São José, e não a do Curral, e ser banhada pelo Rio das Mortes, e não pelo Ribeirão Arrudas. A região, uma das cinco sondadas pelos enviados de Aarão Reis para construção da capital de Minas Gerais, acabou contribuindo para o desenvolvimento de outra cidade, São João del-Rei, no Campo das Vertentes, e é hoje um bairro do município, a antiga Várzea do Marçal, hoje Colônia do Marçal.

O nome vem de um dos integrantes das famílias italianas que se mudaram para o vale do Rio da Morte a partir de 1881 – 177 anos depois da fundação de São João del-Rei – com a inauguração da Estrada de Ferro Oeste de Minas por dom Pedro II. O número de imigrantes do país europeu aumentou durante a Primeira Guerra Mundial (1914–1918). Seis mangueiras de 115 anos, exatamente a idade a ser completada por Belo Horizonte na quarta-feira, formam hoje uma espécie de portal na chegada à Colônia do Marçal. A garantia da idade das árvores é dada por Wilson José Vicenti, de 54 anos, neto de um dos italianos que migraram para a região, conhecida então por Várzea do Marçal.

Dono de um bar que fica embaixo das mangueiras, o comerciante exibe uma foto em que o avô aparece ao lado de colegas perfilados antes de uma partida de futebol. O campo para a prática do esporte em que o retrato foi feito deu lugar à primeira igreja católica do bairro, depois que uma briga entre atletas de dois times terminou com o espancamento de um jovem com galhos de assa-peixe. O rapaz morreu três dias depois do confronto. “O campo acabou sendo doado para os padres”, conta Wilson.

A moradora mais antiga da Colônia do Marçal, Ana Calsavara Vicentini, de 92 anos, tia de Wilson, é filha de um dos primeiros italianos a se mudarem para a região. Nas histórias contadas aos filhos, dona Ana dizia que seus pais começaram a vida na região depois de assumirem terras que, aparentemente, não tinham dono. “Com o pouco dinheiro que tinham iniciaram uma lavoura com hortaliças, mandioca e a criação de porcos”, diz uma das filhas de dona Ana, Mercês Josefina Vicentini Reis.

A Colônia do Marçal é hoje um bairro formado por casas de luxos que se misturam a residências mais simples, pousadas e bares. O vencedor, há cerca de dois anos, de um prêmio da Mega-Sena mora na região. Da época em que chegaram os primeiros italianos, resta apenas o pedaço da fachada frontal de uma pequena casa, prestes a ser demolida para dar lugar a mais uma mansão. A velha Várzea do Marçal pode não ter virado Belo Horizonte, que acabou ficando a 185 quilômetros no sentido norte, mas tampouco definhou por ter sido preterida.

De arraial a capital 


Os ideais positivistas, que norteavam a jovem república do final do séc. XIX, imprimiram profundas mudanças no país. "Ordem e progresso" sintetizava um novo referecial e não demorou para que os mineiros imaginassem para si uma nova capital, mais condizente com a grandeza do Estado. Seria um contraponto à antiga, anacrônica, colonial e imperial Vila Rica (Ouro Preto), que com suas apertadas ladeiras e casarios centenários parecia comprimir as impetuosas esperanças republicanas. Além disso, o sonho de uma nova capital era antigo, acalentado já na época da inconfidência.

Afonso Pena e Bias Fortes, sentados, da esquerda para a direita (respectivamente). Entre eles está Aarão Reis, de pé

Inauguração da Cidade de Minas (1897)


Bonde da primeira metade do séc. XX (Museu Abílio Barreto)
Após longas discussões e acalorados debates no Congresso Mineiro, ficou definido, em 17 de dezembro de 1893, que o local mais adequado para se construir a capital do Estado de Minas Gerais era a região do Curral Del'Rei, já habitada desde os primórdios do séc. XVIII. A capital, inicialmente chamada de "Cidade de Minas", foi inaugurada no dia 12 de dezembro de 1897 por Bias Fortes, presidente de Minas (1894-98).
A primeira cidade planejada do país foi construída a partir de uma concepção urbanística elaborada pelo engenheiro paraense Aarão Reis. Ele queria enfatizar a modernidade e a desenhou prevendo separar os setores urbano e suburbano, delimitados pela avenida do Contorno. Grandes avenidas, ruas largas, quarteirões simétricos, um parque central... Tudo que lembrasse Paris, Washington, e colocasse Belo Horizonte entre as grandes cidades do mundo. A realidade foi maior que o sonho e muitas previsões estavam erradas. A cidade cresceu além do esperado.
Inspirados por um belo horizonte que alimentava sonhos, os habitantes pediram ao Governo Provisório do Estado que mudasse oficialmente o nome "Cidade de Minas" para "Belo Horizonte". A mudança só ocorreu em 1906, através de um decreto expedido pelo então governador João Pinheiro da Silva.
Voltemos pois à história do antigo Curral Del'Rei. O primeiro habitante foi o bandeirante João Leite Ortiz, que fundou a Fazenda do Cercado no início do séc. XVIII. Em função do grande número de escravos que possuía, Ortiz não perdeu a oportunidade de explorar os córregos auríferos que ali existiam. Não encontrou muita coisa. Mesmo assim se fixou na região, rica em belas paisagens e com terra boa para a agricultura. Pouco a pouco um pequeno arraial se formou, apoiado na lavoura e no trânsito constante de tropeiros. A Freguesia Eclesiástica do Curral Del'Rei foi confirmada por Ordem Régia em 1750.
Parauna, Barbacena, Juiz de Fora, Várzea do Marçal e Curral Del'Rei concorriam ao posto de capital do Estado, que até então era de Vila Rica, atual Ouro Preto. Havia grupos que defendiam a permanência da capital de Minas em Vila Rica (os "não-mudancistas"), pois desta forma existiriam menos despesas. Contudo, a mudança da capital teve importante papel na preservação histórica da cidade de Ouro Preto. A ilustre Vila Rica certamente teria suas relíquias e santuários destruídos em função do progresso.

Antiga rua do Capão (Curral Del'Rei). Igreja da Boa Viagem e Serra do Curral ao fundo

Rua da Bahia (1910)

Prédio da Estação Ferroviária
"Belo Horizonte tornou-se o cérebro de Minas; o coração continuou em Ouro Preto."
Augusto de Lima Júnior (governador interino de Minas em 1891)
A escolha de Belo Horizonte se deu principalmente por suas qualidades climáticas e topográficas. Ficou comprovado que o terreno da cidade era mais seco, portanto não necessitava de prévia drenagem. As condições se prestavam a um sistema perfeito de esgotos e águas pluviais. Várzea do Marçal, forte concorrente, enfraqueceu-se em função de suas péssimas condições para construção de rede de esgoto. A área era alagadiça, sujeita a infiltrações, com lençol de água muito superficial.
Em 17 de dezembro de 1893 Afonso Pena, na ocasião presidente de Minas Gerais (1892-94), promulgou a lei que designava Belo Horizonte para ser a capital do Estado. O prazo mínimo para a transferência definitiva do governo era de 4 anos. O tempo foi insuficiente e a cidade teve que ser inaugurada às pressas, ainda poeirenta e com prédios a construir. Sua consolidação levou anos. Mudar uma capital realmente é uma obra colossal!
Praça Raul Soares (1946)

A História de Belo Horizonte - De 1897 a 1909


1897 - 12/12 é inaugurada a nova Capital de Minas Gerais.
  • 29/12 - É empossado o primeiro Prefeito de Belo Horizonte Dr. Adalberto Ferraz da Luz que foi um dos engenheiros construtores de BH.
1898 - 12 / 01 Foi inaugurada a primeira Agência Bancária de Belo Horizonte na recepção do Hotel Romanelli Rua Carijós, esquina com Rua São Paulo.
  • Acontece o primeiro grande incêndio de BH, foi no Quartel do 1 Batalhão de Brigada Policial em Santa Efigênia o prédio ficou completamente destruído.
  • Nesta época o Conde de Santa Marinha era uma figura de grande conceito em Belo Horizonte tendo construído o Cemitério do Bonfim e o prédio da imprensa oficial.
  • Toma posse como Presidente do Estado o Dr. Francisco Silviano Brandão em 07/07/1898.
1899 - Belo Horizonte tinha uma população de 25.000 habitantes.
  • Francisco Soucassoux constrói o primeiro Teatro de belo Horizonte que ficava na Rua da Bahia esquina de Av. Afonso Pena.
1900 - Foi realizada a maior festa já vista na cidade que foi o reivellon.
  • A diversão maior da cidade era as festas populares onde o pau de sebo era a atração principal.
  • Neste ano foi realizado o Carnaval com grande sucesso com desfiles de carroças enfeitadas com flores.
  • A única Escola de Nível Superior era a Faculdade de Direito.
  • É inaugurado o primeiro grande mercado de Belo Horizonte.
1901 - Foi inaugurada a primeira linha de Bondes em Belo Horizonte, nesta época os bondes eram transportes de luxo, para utilizar deste serviço os passageiros tinham que estar bem vestidos e não podiam transportar embrulhos, era um luxo !
  • 05/01 - Era inaugurada a primeira Associação Comercial de Minas Gerais.
  • 19/03 - Era inaugurada apedra fundamental da igreja São José.
  • 01/07- A cidade recebia o seu nome definitivo "Belo Horizonte ".
1902 - O presidente mandou construir um monumento na Praça da Liberdade, com as formas do Pico do Itacolomi, para homenagear os ouro-pretanos, que foram obrigados a deixar sua terra. A idéia não foi muito feliz pois recebeu várias críticas ridicularizando a obra.
  • O governo da época, Silviano Brandão, contraiu uma moléstia - a qual mais tarde o levou à morte - foi afastado do mandato, sendo substituído por Francisco Salles.
  • Construção da estrada de Ferro Oeste de Minas, rumo a Betim, passando pelo bairro Calafate, onde seria construído uma estação perto à Rua Santa Quitéria.
  •  
1903 - Alberto Santos Dumont, o criador do avião, visitou a cidade. Os moradores de Belo Horizonte o recebeu calorosamente. Após a recepção, o pai da aviação, percorreu a cidade no Landau presidencial - uma carroça puxada por quatro cavalos de raça . A cidade lhe prestou uma homenagem, dando seu nome a uma de suas principais avenidas: a Avenida do Comércio, que liga a Praça da Estação à Praça Rio Branco, passando a chamar-se Avenida Santos Dumond.
  • Foi criado o primeiro colégio, o Colégio Santa Maria, que fica na Rua da Bahia, hoje existe a Catedral de Lourdes.
1904 - Inauguração da Igreja São José, com desfiles de colegiais, bandas de músicas, novena e missa.
  • Fundação do primeiro time de futebol, o Sport Clube de Futebol, com sede numa loja da Rua dos Caetés. Os treinos eram realizados no Parque Municipal.
  • 01/10 - Fundação da União Espírita Mineira
1905 - A cidade ganhou um novo tipo de taxi. Eram os fiacres, uma charrete coberta, puxada por um cavalo.
  • 23/06 - Inauguração da primeira linha de bondes para o bairro Floresta, deixando de ser o transporte da elite, e passando a ser coletivo.
1906 - Foi eleito o presidente Afonso Pena, e no dia 18 de fevereiro, chega a Belo Horizonte, sendo calorosamente recebido pela população, que foi às ruas aplaudi-lo.
  • 08/07 - Inauguração do Prado Mineiro, local apropriado para corridas de cavalo.
  • 14/07 - Inauguração do segundo Batalhão de Polícia, na Rua da Bahia com Avenida Santos Dumont.
  • No mês de dezembro um rapaz chamado Raimundo Azeredo, que morava no bairro Pepiripau (hoje Sagrada Família), construiu um presépio com personagens que se movia, por meio de um pequeno motor a vapor. O presépio despertou interesses, e passo a ser chamado de Presépio do Pepiripau. Hoje o presépio é preservado pelo Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, localizado na Rua Gustavo da Silveira, 1035; Bairro do Horto.
1907 - A popularidade do Presidente junto aos moradores de Belo Horizonte era tão grande que, todos os funcionários públicos cederam um dia de seus salários para comprar um palacete e o ofertaram ao chefe do Estado. Compraram o terreno e construíram uma das mais belas residências da cidade na Avenida Liberdade, hoje avenida João Pinheiro.
  • 17/03 - O Presidente João Pinheiro fundou a primeira Escola Superior da Capital, a Escola Livre de Odontologia de Belo Horizonte. Ficava localizada à Rua Guaicurus, nº 266.
  • Com muito pesar a população recebeu a notícia de que o Presidente João Pinheiro adoecera. Apesar dos esforços da junta médica formada pelos Drs. Hugo Werneck, Murtinho Novaes e Teles Menezes, o governador Veio a Falecer. Foi decretado luto oficial por 30 dias. O presidente foi sepultado em Caeté, e a urna foi transportada num trem especial para a cidade vizinha. No dia seguinte ao sepultamento o povo exigiu a mudança do nome da Avenida Liberdade para Avenida João Pinheiro.
1908 - Inauguração do Cine Teatro Comércio, na rua Caetés com Rua São Paulo, era o maior da cidade com capacidade para 800 pessoas.
  • 25/01 - Nascia na capital o time de futebol que viria a ser o mais querido, o Clube Atlético Mineiro.
  • 05/11 - Ocorreu um violento incêndio no Grande Hotel. O sinistro destruiu todo o prédio em poucas horas. Um fato curioso acontece: um piso cedeu e provocou a queda de um piano que ficou tocando de forma automática em meio às chamas.
1909 - O Bairro Bonfim recebeu sua linha de bonde.
  • 01/04- Reinauguração do Grande Hotel, com uma grande festa.
  • 14/06- Morre o fundador de Belo Horizonte, Afonso Pena. O comércio, as repartições públicas e estabelecimentos de ensino fecharam e foi decretado luto oficial por três dias.
  • 21/10- Inauguração do grande Teatro Municipal (mais tarde cine Metrópole). O teatro foi construído por José Verdussem. Neste dia foi apresentado a peça "Magda", com a companhia de Nina Sanzi, uma artista mineira que fazia sucesso na Europa. 
  • Belo Horizonte é uma das poucas cidades conhecidas que já teve vários nomes,c omo: Curral Del Rey, Nossa Senhora da Boa Viagem do Curral, Cidade de Minas,Novo Horizonte e por fim, Belo Horizonte.Por Estaminas e Jornal Estado de Minas

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