14 dezembro 2012

Lição 11 - 16/12/12 "AGEU O COMPROMISSO DO POVO DA ALIANÇA"

TEXTO ÁUREO = Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6.33). 
 
VERDADE PRÁTICA = a verdadeira profecia liberta o povo da indiferença e do comodismo espiritual.
LEITURA BIBLICA = Ageu 1:1-9
INTRODUÇÃO
Em 538 a.C., o rei Ciro, da Pérsia, expede um benevolente decreto, permitindo a repatriação dos judeus. Estes, após permanecerem 70 anos em Babil8nia, voltam à terra de seus ancestrais e lançam-se ao trabalho de reconstrução. Mais,  as dificuldades não seriam poucas. Teriam de enfrentar lutas e tribulações, para reconstruir os muros de Jerusalém, o Santo Templo e a própria nacionalidade. Como vencer todos estes obstáculos?.
Animados por Ageu e Zacarias, mostram aos vizinhos pagãos que, para o povo de Deus, não existe impossível. Com Ageu aprendemos a dar toda prioridade ao Reino de Deus.
Autor: Ageu
Data: Cerca de 520 aC
Ageu, cujo nome significa “Festivo”, foi um dos profetas pós-exílicos, um contemporâneo de Zacarias. Ageu tinha as qualidades de um bom pastor. Em encorajador cuja palavra estava em sintonia com o coração do povo e a mente de Deus, ele foi o mensageiro do Senhor, com a mensagem do Senhor, levando ao seu grupo desanimado a segurança da presença de Deus.
Data
O ministério de Ageu cobriu um período de um pouco menos de quatro meses, durante o segundo reinado do rei Dario, que governou a Pérsia de 522 a 486 aC, Isso localiza Ageu na história em 520 aC.
Contexto Histórico
Ageu em 520 aC, ajuntou aos exilados que haviam retornada à sua terra natal em 536 aC, para reconstruir o templo do Senhor. Eles haviam começado bem, construindo um altar e oferecendo sacrifícios, estabelecendo, então, o fundamento para a Casa do Senhor no ano seguinte. A construção havia cessado, todavia quando os inimigos zombaram dos esforços dos construtores . Mas, o ministério de Ageu e o de Zacarias fizeram com que o povo se reanimasse e completasse a tarefa em cinco anos. O templo reconstruído foi dedicado em 515 aC
Conteúdo
O livro de Ageu trata de três problemas comuns a todos os povos em todos os tempos oferecendo soluções inspiradores. O primeiro problema: o desinteresse (1.1-15) Para despertá-los da sua atitude de indiferença, Deus fala duas vezes ao povo. Primeiro, eles precisam perceber que são infrutíferos (1.5-6), porque eles tinham abandonado a Casa de Deus e ido para sua própria casa (1.7-9). Todo esforço deles para construir seu próprio reino nunca produzirá resultados permanentes. Após ver seu problema, o povo, então, precisa entender que Deus irá aceitar o que eles fazem a fim de que Deus seja glorificado, se eles entregarem a ele o que eles têm (1.8)
O Segundo problema: Desencorajamento (2.1-9) Ageu leva uma mensagem destinada a tratar decisivamente do desencorajamento. A solução tem duas partes: uma trata do problema urgente; a outra trata de uma solução a longo alcance. Por hora, basta ao povo esforçar-se e trabalhar (2.4). A outra chave para combater o mal é para os construtores saberem que eles estão construindo para o dia em que Deus encher essa Casa com a glória que será maior do que a Glória do templo de Salomão (2.9)
O terceiro problemas: Insatisfação (2.10-23) Agora que o povo está trabalhando, eles esperam uma inversão imediata de todos os seus anos de inatividade. Então o profetas vai com uma pergunta aos sacerdotes (2.12-13) acerca das coisas limpas e imundas e da influência deles sobre a outra. A resposta dos sacerdotes é que a imundície é infecciosa, enquanto a santidade não é. A aplicação é obvia: Não espere que o trabalho de três meses desfaça a negligência de dezesseis anos. A próxima palavra do Senhor ao povo é uma surpresa: “Mas desde este dia vos abençoarei” (2.19). O povo precisava entender que as bênçãos de Deus não podem ser ganhas como pagamento, mas vão como dádivas graciosas de um Deus doador. Deus escolheu Zorababel para ser um anel de sela (2.23), isto é, para representar a natureza do servo a ser cumprida, finalmente, no mais importante Filho de Zorababel, Jesus. Notar o nome de Zorobabel em ambas as listas genealógicas dos Evangelhos (Mt 1; Lc 3), indicando que a benção final, a maior delas, é uma Pessoa, seu Filho Jesus Cristo.
 
Esboço de Ageu
I. A primeira mensagem do Senhor: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos 1.1-15
Considerai o que tendes feito: negligenciastes a Casa de Deus 1.1-6
Considerai o que devíeis fazer: edificar a Casa de Deus 1.7-11
Os resultados de considerar vossos caminhos 1.12-15
II. A segunda mensagem do Senhor: Esforçaí-vos e trabalhai 2.1-9
A comparação do novo Templo com o templo de Salomão 2.1-3
Chamado para esforçar 2.4-5
A glória vindoura do novo templo 2.6-9
III. A terceira mensagem do Senhor: Eu vos abençoarei 2.10-23
Um pergunta aos sacerdotes 2.10-19
Uma promessa para Zorobabel 2.20-23
Zorobabel e o Messias
A última mensagem de Ageu é dirigida à pessoa de Zorobabel e proferida no mesmo dia da mensagem sobre a impureza do povo e falta de bênção. A mensagem do profeta ao governador do dia funde-se com os futuros juízos de Deus sobre as nações.
Tem-se em vista o tempo do fim e está prefigurada a pessoa do Messias. O abalo aqui referido e a derrubada do governo na terra são os mesmos indicados nos versículos 6 e 7. A passagem tem sido atribuida ao tempo da derrocada e revolta dos povos e províncias (persas, babilônios, medos, armênios, e outros) que buscaram destruir o Império Persa quando Dano começou a reinar no ano 521 a.C. Aceitamo-la como definitivamente profética.
Observe-se que a palavra “trono” está no singular e não no plural. Há um governo supremo sobre a terra, permitido por Deus e levado a cabo por Satanás, e esse governo será substituído pelo de nosso Senhor Jesus Cristo (Apocalipse 11:15).
A força das nações será destruída quando o Senhor exterminar as carruagens e os que as conduzem, os cavalos e os seus cavaleiros. Carruagens e cavalarias eram as principais forças (Zacarias 10:5) dos exércitos do Oriente. A destruição se completará quando cada um se voltar contra o irmão (Ezequiel 38:21; Zacarias 14:13). Isso ocorrerá na Batalha do Armagedom.
Zorobabel, porém não é nomeado para ira mas para uma missão especial. Deus o eleva e honra. A promessa na verdade, aplicava-se ao ofício que ele mantinha como governante de Judá, porque ela não poderia referir-se ao tempo de vida do próprio Zorobabel Em seu tempo não havia tais revoltas conforme aqui indicadas. Observe-se também que a expressão é “naquele dia” e não “neste dia”. A linha messiânica devia passar por Zorobabel assim como por Davi. O trono de Davi está aqui em vivido contraste com as condenadas dinastias do mundo. Zorobabel foi honrado por ocupar um lugar em ambas as genealogias do Messias (Mateus 1:12; Lucas 3:2 7). Cristo é, na verdade, Filho de Zorobabel bem como de Davi.
Os comentaristas judaicos têm ligado essa passagem com o Messias, também. O título de servo é bem conhecido para o Messias (Isaías 42:1; 52:13, etc.).
Deus promete fazer Zorobabel como um sinete, porque ele, o Senhor, o escolheu. O sinete, ou selo, era marca de honra e autoridade. Era objeto de cuidado e prazer (Cantares 8:6; Jeremias 22:24). Era muito valorizado e constantemente em vista. O sinete era usado pelo dono para assinar cartas ou documentos, e por onseguiflt0 o representava. O dono o usava sempre, e era raro se separar dele (Gênesis 38:18). Chegou a representar para o seu possuidor um bem muito prezado. Tudo isso prefigura o Cristo precioso.
EXORTAÇÃO ( Ag 1 )
Ageu apareceu no cenário judaico em hora muito crítica. O povo encontrava-se em um estado confuso e indiferente quanto à continuação da reedificação do templo. Mesmo após a volta à sua terra e o início das obras do templo, os filhos de Israel ficaram desanimados e retornaram ao velho costume de esquecer de Deus. A apatia reinava, razão pela qual o SENHOR mandou Seu mensageiro para reanimá-lo.
Tempo de Construir a Casa do SENHOR ( Ag 1.1-6)
Neste Livro de apenas 38 versículos, a expressão “diz o SENHOR dos Exércitos”, ou outra muito semelhante, ocorre 26 vezes. Em dois versículos (2.4,23) a expressão ocorre três vezes em cada um. Com isso, o profeta queria expressar claramente que Deus estava falando com o Seu povo.
As mensagens por meio das profecias de Ageu consistiam em oráculos que vinham do próprio coração do SENHOR. Deus estava enfatizando a sublime vontade de ter Sua casa terminada, a fim de que pudesse tornar ao Seu merecido lugar. O SENHOR habitava no meio do Seu povo.
Pensar no passado ( Ag 1:7-11)
O povo é convidado a pensar no que aconteceu no passado. Por duas vezes a frase “... Considerai o vosso passado.” é mencionada pelo SENHOR, nesse primeiro capítulo (vv. 5,7). Os resultados não foram bons. A rebeldia do povo lhe causou muita dor e sofrimento. Ao relembrar isto, Deus procura abrir-lhe os olhos, mostrando o perigo que corre em se colocar outra vez sob Sua ira julgadora.
A consequência da falta de fé dos filhos de Israel para continuar a reedificação do templo foi uma seca que sobreveio à terra. Não chovia em Judá, tanto nas planícies e baixias, como nas montanhas. O SENHOR lhes diz, então, que lancem mãos à obra, subam os montes, busquem materiais e edifiquem a Sua casa. Então, bênçãos do alto, materiais e espirituais, voltarão a ter lugar na terra e em meio aos seus habitantes.
A reação do povo ( Ag 1:12-15)
Encontramos diversos verbos nesse trecho que indicam que a resposta de Judá à mensagem de Ageu foi positiva. Ele temeu diante de Deus, o que quer dizer que começou a adorar ao SENHOR de modo sério. Também atendeu ao apelo e pôs-se a trabalhar no templo. Isto revela obediência, propósito e uma renovada consagração da sua parte. Os líderes, Zorobabel e Josué, despertados no seu espírito, organizaram o povo, que também foi animado, e reiniciaram a tão necessária obra. Vinte e quatro dias após as primeiras admoestações de Ageu, o povo voltou ao trabalho que tinha abandonado há quatorze anos.
MOTIVAÇÃO ( Ag 2: 1-9 )
Começar um trabalho é uma coisa, continuar é outra. Ageu não parou de pregar, assim que Judá se animou e pôs a mão no arado. Ele também continuou a profetizar, procurando, agora, incentivar o povo a terminar o templo.
A segunda mensagem da parte de Deus para Ageu veio mais ou menos um mês depois de o povo iniciar a obra. Aparentemente, alguns estavam pensando na opulência do primeiro templo. Lembravam dos dias de Salomão e de todas as festividades e cerimônias que marcaram a inauguração daquela primeira casa, com grande gozo e demonstrações. Agora, ao contemplarem a edificação desta segunda, notaram que esse templo iria ser menor e menos suntuoso. Conforme o Talmude (coleção de tradições judaicas), a arca, o fogo sagrado ou a “shekinah” não se viam nessa segunda Casa do SENHOR. Por isso, algumas pessoas começaram a pensar se valeria a pena prosseguir e, possivelmente, o desânimo voltou a atormentá-los.
Ageu, entretanto, levantou sua voz e declarou a Zorobabel, a Josué e ao povo: “... sê forte...” (Ag 2.4). Em outras palavras: “Animo! Coragem! Não olhem para trás, mas sim, para a frente! E continuem a trabalhar!”. O profeta lembrou ao povo que o SENHOR estava com eles; que a Sua aliança quando saíram do Egito ainda estava em vigor. Seu Espírito não tinha se transferido para outro povo, mas continuava no meio deles, Enfim, não precisavam se preocupar, pois o Deus que fez grandes prodígios iria fazer maravilhas até maiores nessa casa e em suas vidas.
A gloria maior ( Ag 2:6-9)
O SENHOR diz a Judá que a terra, o céu, o mar e as nações serão abaladas (2.6,7). Toda esta agitação assinalará a volta do Messias, que chegará e será um espetáculo sem igual. Os povos e toda a natureza se manifestarão jubilosamente.
Deus exclama que os tesouros da terra lhe pertencem: “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos.” (v. 8). O povo estava provavelmente entristecido porque era pobre e não tinha condições de adornar o templo, como antigamente.
Mas, o SENHOR o lembra que as riquezas da terra lhe pertencem. O esplendor futuro da Sua casa será muito impressionante, pois, não somente será um belo templo e de bom grado aos seus olhos, mas, principalmente, brilhará com a glória de Deus que a encherá.
CONSIDERAÇÃO ( Ag 2:1019 )
A terceira mensagem de Ageu salienta a importância da santidade. O profeta avisa ao povo que Deus não tolera a imundície e que é mister apresentar-se puro diante dEle, pois, só assim, poderá abençoá-lo.
A nação imunda ( Ag 2:10-14 )
As perguntas de Ageu, nesses versículos, são feitas aos sacerdotes, que conheciam a lei Mosaica e poderiam respondê-las. O assunto da primeira pergunta foi sobre a possibilidade de a carne santa (ou carne separada para sacrifícios) transferir a sua “santidade” a um outro objeto ao tocá-lo. Os sacerdotes responderam negativamente.
A segunda pergunta tinha a ver com a impureza. Se alguém ficava impuro por ter tocado em corpo morto, esse passaria a sua impureza a um outro objeto, ao tocar nele. Desta vez, os sacerdotes responderam que sim, ficaria imundo.
Ageu, em seguida, passou a mostrar que Judá era uma nação imunda. Sua impureza, que agora a dominava, era resultado de seus contatos e amizades com as nações pagãs. Por terem se misturado com os povos ímpios ao seu redor e por passar muitos anos na Babilônia, absorvera parte de sua cultura, seus costumes e práticas. Seria quase impossível não influenciar, pelo menos um pouco, a sua conduta, depois de tanto tempo em terra estranha. Portanto, o povo estava contaminado e seus trabalhos e ofertas ao SENHOR eram imundos. Havia dezesseis anos que tinham voltado do cativeiro, mas os males da velha vida ainda predominavam.
Considerando tudo o que está acontecendo ( Ag 2: 15-17 )
O profeta sugere que o povo faça um retrospecto e olhe com muita atenção para os dias em que voltou do cativeiro, antes de iniciar qualquer obra no templo. Ageu leva Judá a pensar na ocasião em que começaram a se estabelecer na sua terra outra vez.
Não havia muita comida. Pestes enchiam os campos de lavoura. A vida era miserável, na pobreza. Os filhos de Israel tinham retornado à sua terra de mãos praticamente vazias.
                                                       O dia da bênção (A2.18,19)
Graças à persistência de Ageu, o povo reconheceu a sua grande necessidade. Considerou bem a sua situação e se santificou ao SENHOR. Três meses depois disso, os alicerces do templo estavam completos e, agora, Judá se chegava a Deus. Por isso, o SENHOR lhe disse: “... desde este dia, vos abençoarei.” (2.19). As colheitas seriam abundantes e os celeiros ficariam cheios. A videira, a figueira, a romeira e a oliveira dariam os seus preciosos frutos.
AFIRMAÇÃO ( Ag 2:20-22)
A última mensagem de Ageu é repleta de promessas. O profeta encerra o seu livro tratando do futuro das poderosas nações gentílicas que serão esmagadas antes do início do reino milenar do Messias de Israel. Ageu também aborda de passagem, o Dia do SENHOR, bem como a soberania do escolhido de Deus, o Messias.
Céus e terra serão abalados ( Ag 2:2022 )
Aqui Ageu recebeu uma segunda revelação de Deus, quando o SENHOR tinha em mira Zorobabel, o governador de Judá, declarando que, como fizera antes, na segunda mensagem, abalará o céu e a terra. Declara também, que derrubará os remos, nações e destruirá o seu poderio.
Considerando estas palavras à luz da história e da interpretação bíblica, vemos que esta profecia aponta para os eventos bíblicos dos últimos dias. O profeta atravessa os séculos e chega ao tempo quando as nações serão subjugadas pelo poder de Deus e Israel não sofrerá mais nas mãos de seus inimigos. Findará a Grande Tribulação e virá o Milênio. Os eventos bíblicos mencionados no versículo 22 enfocam a batalha de Armagedom, de que trata o Livro de Apocalipse.
O escolhido anel de selar ( Ag 2:23 )
As últimas palavras de Ageu versam sobre o Messias. O governador de Judá à época pertencia à Casa de Davi. Fazia parte, portanto, da linhagem humana de Cristo. A História, porém, não revela qualquer grande honra que lhe tenha sido concedida.
CONCLUSÃO
A mensagem final de Ageu é dirigida somente a Zorobabel (21) e foi entregue no mesmo dia que o sermão precedente. Neste discurso, o profeta entende que este governador é antecessor e tipo do verdadeiro Rei dos judeus. Para Zorobabel e — por meio dele — para a nação que representava, Deus faz uma promessa graciosa de segurança e preferência.
Ageu vê a destruição do trono dos remos (22; as potências mundiais), e repete a profecia de 2.6: Farei tremer os céus e a terra (21). Neste rebuliço, a posição de Zorobabel permanecerá segura e Deus firmará seu representante de confiança.
Zorobabel será o anel de selar (23) de Deus. Era um anel gravado em alto ou baixo- relevo com o nome do dono, que o guardava com cuidado extremo. Usava-se para imprimir um selo de autenticação, e tornava-se, então, símbolo de autoridade. As vezes, um monarca oriental o dava para um ministro importante como sinal de confiança e autoridade (cf. Gn 4 1.42). A liderança de Zorobabel trará a marca característica da autoridade divina.
“As aspirações messiânicas que dantes estavam ligadas ao reino davídico, Ageu as transfere a Zorobabel, que, em virtude desta posição nomeada, torna-se um tipo de Cristo”.
Muitas pessoas devem ter alimentado altas esperanças de que Zorobabel era de fato o rei messiânico, pois em nome do Senhor o profeta lhe fala: Eu te escolhi. Mas, como observa G. A. Smith, este anel de sinete de Jeová (Zorobabel) não foi reconhecido pelo mundo. Pelo visto, não despertou, sequer, a mínima atenção. Na realidade, o que temos aqui é a reafirmação da esperança messiânica judaica de um libertador divino proveniente da casa de Davi, que se assentaria no trono de Davi. Esta grande esperança atingiu o apogeu com o Filho de Davi — Jesus Cristo. O seu governo se elevará acima dos remos caídos deste mundo e o seu trono será estabelecido para sempre.
 
Subsídio para o Professor


REPENSANDO A NOSSA MISSÃO E PRIORIDADES

Assim fala o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a Casa do SENHOR deve ser edificada. Veio, pois, a palavra do SENHOR, pelo ministério do profeta Ageu, dizendo: É para vós tempo de habitardes nas vossas casas estucadas, e esta casa há de ficar deserta?[…] Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos. Subi o monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei e eu serei glorificado, diz o SENHOR.  (Ag 1.2-4, 7-8)
Para cada tempo Deus tem uma missão para o seu povo. Nos dias de Ageu, quando falou aos exilados que retornaram à sua terra, a reconstrução do Templo era a missão prioritária. Em vez de cumprir as orientações do Senhor para a realização da sua obra, o povo negligenciou a tarefa e passou a se preocupar com os seus próprios interesses. A palavra hebraica traduzida por “deserta” é harebh, que significa também devastada, arruinada, assolada, em ruínas.
Diferente da missão outorgada aos ouvintes de Ageu, a nossa, na condição de igreja, não é prioritariamente a construção de templos, mas a edificação de vidas. A igreja é edificada quando vidas são edificadas:
[…] e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, (Mt 16.18)
Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; (Ef 2.19-20)
E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, (Ef 4.11-12)
Pelo que exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis. (1 Ts 5.11)
Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai a vós mesmos na caridade de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. (Jd 20)
Contemplamos na atualidade uma séria inversão de valores, manifesta no fato de que estamos trocando as pessoas por concreto e ferro. A construção de templos é em alguns casos motivada por competição e ostentação. Em outros casos a ideia é utilizar a suntuosidade, o luxo e o conforto dos templos para atrair “clientes” e “público”. Precisamos perguntar para nós mesmos: É de fato necessário? É para a glória de Deus?
Não estamos com isso generalizando, pois temos também espaços litúrgicos adequados, simples e funcionais. É preciso ainda considerar algumas questões pertinentes aos nossos tempos, onde o espaço de culto é necessário. Não estou aqui julgando, mas apenas alertando quanto às questões aqui expostas. Se você constrói, construa para o louvor do Senhor, construa sob a direção e aprovação do Senhor. Que a nossa consciência possa estar em paz diante de Deus, que as nossas ações possam estar fundamentadas em sua palavra.
Enquanto vemos alguns “prédios” sendo construídos e reconstruídos, enquanto enriquecemos os empresários da construção civil, contemplamos tristemente a ruína e o empobrecimento de vidas que carecem de socorro, atenção e ajuda, a ruína e o empobrecimento da doutrina, a ruína e o empobrecimento da ética e da moral conforme o padrão de Jesus, a ruína e o empobrecimento do amor e da misericórdia, a ruína e o empobrecimento da simplicidade, a ruína e o empobrecimento de instituições que na placa e na declaração de fé se intitulam de cristãs.
Precisamos nos voltar para a edificação da Igreja. Precisamos nos voltar para a edificação e reconstrução de vidas, casamentos, famílias e ministérios (vocações). Precisamos investir mais na pregação do evangelho e no discipulado. Precisamos cumprir a missão de Deus para a nossa geração.
A LEI DA SEMEADURA E DA COLHEITA
Ora, pois, assim diz o SENHOR dos Exércitos: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos. Semeais muito e recolheis pouco; comeis, mas não vos fartais; bebeis, mas não vos saciais; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário recebe salário num saquitel furado. […] Olhastes para muito, mas eis que alcançastes pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu lhe assoprei. Por quê? — disse o SENHOR dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está deserta, e cada um de vós corre à sua própria casa. Por isso, retêm os céus o seu orvalho, e a terra retém os seus frutos. E fiz vir a seca sobre a terra, e sobre os montes, e sobre o trigo, e sobre o mosto, e sobre o azeite, e sobre o que a terra produz, como também sobre os homens, e sobre os animais, e sobre todo o trabalho das mãos. […] Há ainda semente no celeiro? Nem a videira, nem a figueira, nem a romeira, nem a oliveira têm dado os seus frutos; mas desde este dia vos abençoarei. (Ag 1.5-6; 9-11; 2.19)
Deus em graça nos concede “sementes”. Sementes são recursos espirituais e materiais que o Senhor nos confia para realizarmos uma boa semeadura. Quando semearmos de maneira errada, com certeza passaremos por dificuldades e escassez. Um texto bíblico nos mostra claramente como funciona a lei da semeadura e da colheita:
E digo isto: Que o que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará. Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra, conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia e pão para comer também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça; para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus. (2 Co 9.6-11)
O contexto da passagem acima tem haver com uma oferta levantada pelo apóstolo Paulo para ajudar os irmãos pobres que estavam na Judeia. Os princípios que podemos extrair são:
- A semeadura é feita no campo, roça e terreno do outro (daquele que necessita da semente), no caso aqui a igreja de Corinto semearia na Judeia. - Semeamos nas outras vidas, mas colhemos em nós mesmos. Nossa colheita é proporcional a nossa semeadura (v. 6) - A semeadura deve ser regada pela alegria (v. 7) - A semeadura faz com que Deus nos dê em tudo toda suficiência, em todo o tempo, para superabundarmos (medida excedente) em toda a boa obra. As sementes que recebemos de Deus são para ser espalhadas entre os que delas precisam (v. 9) - A nossa generosidade em semear fará com Deus multiplique o nosso bom depósito, multiplicando com isso as sementes em nós e a semeadura por nós (v. 10) - O nosso enriquecimento espiritual e material sempre terá como objetivo a prática da generosidade, da liberalidade em socorrer, ajudar, contribuir, compartilhar (gr. haplotes).
Observando os princípios aqui citados, pode-se perceber a razão da falência, da insuficiência e escassez nas vidas daqueles para quem Ageu profetizou, e na vida daqueles que hoje trilham o caminho da avareza, do acúmulo de bens, da falta de amor ao próximo, da indisposição em cooperar com a obra que temos para realizar.
A PALAVRA DE DEUS PRODUZ O GENUÍNO AVIVAMENTO
Então, ouviu Zorobabel, filho de Sealtiel, e Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e todo o resto do povo a voz do SENHOR, seu Deus, e as palavras do profeta Ageu, como o SENHOR, seu Deus, o tinha enviado; e temeu o povo diante do SENHOR.  Então, Ageu, o enviado do SENHOR, falou ao povo, segundo a mensagem do SENHOR, dizendo: Eu sou convosco, diz o SENHOR.  O SENHOR despertou o espírito de Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e o espírito de Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, e o espírito do resto de todo o povo; eles vieram e se puseram ao trabalho na Casa do SENHOR dos Exércitos, seu Deus, (Ag 1.12-14)
As palavras do profeta Ageu eram a voz do SENHOR falando ao seu povo, apelando para que refletissem sobre aquele comportamento reprovável: “Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos” (Ag 1.5, 7).
A palavra provocou temor a Deus (hb. yare, que pode ser traduzido por respeito e reverência). O temor do povo fez com que o Senhor levantasse (hb. ‘ur, que pode ser traduzido por despertar, acordar) o ânimo dos líderes e do povo. O verdadeiro avivamento gera uma mudança de conduta. Os líderes e o povo se voltaram para realizar a obra de Deus, a missão dada pelo Senhor para aquela geração: “e vieram e trabalharam na Casa do SENHOR“.
UMA GLÓRIA AINDA MAIOR
Ora, pois, esforça-te, Zorobabel, diz o SENHOR, e esforça-te, Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e esforçai-vos, todo o povo da terra, diz o SENHOR, e trabalhai; porque eu sou convosco, diz o SENHOR dos Exércitos, (Ag 2.4)
Grandes conquistas envolvem grandes esforços. Nenhum projeto de reconstrução é fácil, mas tendo o Senhor ao lado, cooperando conosco, temos a certeza de que alcançaremos os objetivos estabelecidos.
Como falei no início, o grande projeto de Deus para os nossos dias é a reconstrução de vidas, casamentos e famílias. As pessoas estão no centro da atenção de Deus. O Senhor deseja que sejamos cooperadores dele na promoção do bem ao próximo. Ele quer que sejamos canais de bênçãos. Minha é a prata, meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos. (Ag 2.8-9)
Aprendemos ainda com a mensagem de Ageu que é possível reconstruir o que foi destruído por causa dos nossos pecados. Não apenas é possível a reconstrução de vidas, casamentos, famílias, ministérios, etc., mas a reconstrução pode vir também acompanhada de algo melhor e maior do que aquilo que existia antes, pode vir acompanhada de um tempo de paz. É a graça de Deus que possibilita que tudo isso aconteça para a sua glória. Ele nos oferece todos os recursos necessários para o projeto de reconstrução: “Minha é a prata e meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos.”
Termino este breve texto com uma mensagem de fé e encorajamento. Se alguém lhe falou que aquilo que foi destruído não tem mais jeito, procure ouvir o que Deus tem a dizer sobre o assunto. Leia a Bíblia e leia as circunstâncias, pois o Senhor fala de várias maneiras. Não desista daquilo que Deus não desistiu.
A glória do Senhor na tua vida será maior.
A glória do Senhor no teu casamento será maior.
A glória do Senhor na tua família será maior.
A glória do Senhor no teu ministério será maior.
Façamos o que podemos 'enquanto é dia'.
Tenham todos uma boa aula. Aproveite o domingo e faça visitas. Evangelize. É nossa missão.

Bibliografia:  
Livro:-  Os Profetas Menores – Charles L. Feinberg 
EETAD – Os Profetas Menores =  Richard Leroy Hoover
Panorama Biblico do AT

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