01 dezembro 2012

Lição 9 -  02/12/12 "HABACUQUE A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES"

TEXTO ÁUREO = ‘Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a vexação não podes com tem piar; por que, pois, olhas para os que procedem aleivosamente e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?(Hc 1.13).
VERDADE PRÁTICA =  A fim de cumprir os seus planos Deus age soberanamente na vida de todas as nações da terra.
HABACUQUE 1: 1-6; 2:1-4

INTRODUÇÃO
Quem era Habacuque? De onde era? Qual a sua genealogia? Em que tempo exerceu o seu ministério profético? Vejamos:  O nome de Habacuque deriva de uma raiz hebraica, que, segundo Jerônimo, significa “segurar”, “abraçar” ou “abraço”. De sua genealogia nada sabemos. Alguns eruditos crêem que era da tribo de Levi e, provavelmente, sacerdote. Exerceu o seu ministério em tempos terríveis, por volta do ano 605 a. C. (O Reino do Norte já não existia há mais de cem anos). Judá, apesar dos avisos de Deus, através dos profetas, continuava em rebeldia, adorando os “deuses” das nações pagas ao redor. A corrupção, a violência e a idolatria grassavam no meio do povo. Em meio a tantas dissoluções, parecia tardar o juízo de Deus sobre a nação apóstata. Porém, Deus não falha em suas promessas, quer para o bem quer para o mal, e o juízo em breve viria. Deus estava levantando os caldeus, para usá-los como um látego, a fim de disciplinar o povo rebelde.
O LIVRO DE HABACUQUE
Autor
O nome “Habacuque” significa “abraço” ou significando que ele foi “abraço por Deus” e, desse modo, fortalecido por ele para sua difícil tarefa, ou “abraçando outros”, dessa maneira encorajando-os nos tempos de crise nacional. A notação musical encontrada em 3.19, pode indicar que Habacuque era qualificado para liderar a adoração no templo como um membro da família levítica. O profeta está imbuído de um senso de justiça, o qual não o deixará ignorar a violenta injustiça existente em volta dele. Ele também aprendeu a necessidade de levar as questões mais importantes sobre a vida para Aquele que criou e redime a vida.

Contexto Histórico
Habacuque viveu durante um dos períodos mais críticos de Judá. Seu país havia caído do auge das reformas de Josias para as profundezas do tratamento violento de seus cidadãos, medidas opressoras contra o necessitado e a ruína do sistema legal. O mundo localizado ao redor de Judá estava em guerra, com a Babilônia levantando-se em ascensão sobre a Assíria e Egito.
A ameaça de invasão do Norte foi adicionado à desordem interna de Judá. Habacuque , provavelmente, tenha escrito durante o intercalo entre a queda de Nínive, em 612 aC e a queda de Jerusalém, em 586 aC.

Conteúdo
O Livro de Hc dá um relato de uma jornada espiritual, contando sobre a trajetória de um homem da duvida à adoração. A diferença entre o início do Livro (1.1-4) e o final do livro (3.17-19) é impressionante.

Nos primeiros quatro versículos, Hc é oprimido por circunstância existente ao redor dele. Ele não consegue pensar em nada além da iniqüidade e da violência que ele vê entre o seu povo. Embora Hc se dirija a Deus (1.2), ele crê que Deus se retirou do cenário da terra: as palavras de Deus foram esquecidas; suas mãos não se manifestam; Deus não pode ser encontra em lugar algum. Os homens estão na direção, e os homens vis, por isso mesmo, também. E eles agem como seria esperado que agissem os homens sem o controle de Deus. Estas palavras e frases descrevem a cena: “iniqüidade... Vexação... Destruição... Violência... Contenda... Litígio... A lei se afrouxa... A sentença nunca sai... O ímpio cerca o justo... Sai o juízo pervertido”.

Quão diferente é a cena nos três últimos versículos do livro (3.17-19)! Tudo mudou. O profeta não é mais controlado, nem ansioso por causa das circunstâncias, pois sua visão foi elevada. Questões temporais não mais ocupam seus pensamentos, mas seus pensamentos estão nas coisas do alto. Ao invés de estar sendo regido por considerações mundanas, Hc fixou sua esperança em Deus, pois ele percebe que Deus tem interesse em suas criaturas.

Ele é a fonte da alegria e força do profeta. Hc descobriu que ele foi feito para algo acima: “E me fará andar sobre as minhas alturas” (3.19). As palavras do último parágrafo contrastam vividamente com aquelas no primeiro: “... Me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. Jeová, o Senhor, é a minha força... Pés como os das cervas... Andar sobre as minhas alturas” (3.18,19). Assim, Hc foi da queixa à confiança, da dúvida à confiança, do homem a Deus , dos vales aos montes altos.

Se o centro do evangelho é a mudança e a transformação, o Livro de Hc demonstra essa renovação evangélica. No centro da mudança e no centro do livro, está este nítido credo da fé: “O justo, pela sua fé, viverá (2.4). Para o profeta, a promessa é para proteção física em tempo de grande sublevação. Quando a invasão, que foi predita, pelas forças estrangeiras se tornar uma realidade, aquele remanescente justo cujo Deus é o Senhor, cuja confiança e dependência estão nele, será liberto, e eles viverão. Para os escritores do NT, tais como Pauo e o autor de Hebreus, essa afirmação de fé confiante se torna uma demonstração do poder do evangelho para dar a segurança da salvação eterna. 



A QUEIXA DE HABACUQUE = Habacuque 1.1-4
Embora Habacuque seja chamado profeta (nabi), não e um mensageiro no sentido tradicional. A função do profeta era falar com o povo em nome de Deus para proclamar a vontade divina que foi recebida em revelação especial. No caso dele, vemos justamente o inverso: Fala com o Senhor em nome do povo. Mantém um discurso com Deus e o faz de maneira tal que quase chegamos a classificá-lo de cético em vez de profeta. “Este é o começo da especulação em Israel”.
E possível que o que realmente temos aqui seja um vislumbre da vida interior de um profeta; os conflitos secretos antes da proclamação. De certo modo, um tanto quanto diferente, temos a mesma coisa no caso de Oséias, cujos problemas matrimoniais lhe prepararam o coração para a mensagem que tinha de anunciar. Com Habacuque, pode ser a elaboração trabalhosa, na bigorna da vida, de uni ponto teológico fundamental de sua pregação pública. Esta idéia estaria de acordo com a argumentação de Davidson,’ a qual defende que o verdadeiro tema do livro é a destruição dos caldeus narrada no capítulo 2.
Peso (1; “oráculo”, ECA; “sentença”, ARA; “mensagem”, NTLH; “advertência”, NVI) implica revelação. Refere-se muitas vezes a acontecimentos futuros e também é usado com relação ao pronunciamento de destruição (cf. Ob 1).
O PROBLEMA DO PROFETA, 1.2-4
É precisamente no ponto de identificar a ocasião da queixa que surge a maior diversidade de interpretações. Há pelo menos cinco opiniões nitidamente diferentes, cada qual com uma defesa elaborada de sua posição. A interpretação que requer mais malabarismo do texto é a que identifica o ímpio (4) com os próprios caldeus. Porém, o estabelecimento da veracidade da leitura do versículo 6 no tempo futuro, sensatamente elimina esta identificação. O candidato mais provável, ainda que com pouca probabilidade, é o Egito. Se a profecia for colocada durante o primeiro reinado de Jeoaquim, há boas razões para o Egito ser o objeto da queixa de Habacuque. O referido rei de Judá era vassalo do Egito durante o reinado de Faraó-Neco, que há pouco matara Josias e estabelecera posição segura na Asia a leste da Palestina.
A RESPOSTA DE DEUS = Habacuque 1.5-11
A OBRA DE DEUS, 1.5. A resposta de Deus para Habacuque é esta certeza consoladora: Eu estou emepenhado. A frase vede entre as nações mostra o lugar onde o Senhor trabalha. A mesma palavra é traduzida no versículo 13 por “os que procedem aleivosamente”. Diversos expositores sugerem que o versículo 5 deveria ter a leitura: “Vede, incrédulos” (i.e., judeus incrédulos; 1 cf. At 13.41: “Olhem, escarnecedores”, onde a NVI segue a LXX).
No original hebraico, o aviso: maravilhai-vos, e admirai-vos contém duas formas do mesmo verbo. Taylor sugere a seguinte reprodução: “Estremecei e ficai horrorizados”.
O profeta declara: Vós não crereis no que Deus fará. Era inacreditável que a colossal estátua de ferro da Assíria tivesse pés de barro e logo estatelaria no chão.4 Ou, talvez fosse incrível aos judeus que Deus lhes entregasse nas mãos uma nação estrangeira — que tinha o Templo, os sacrificios e a cidade de Davi.
A frase em vossos dias limita a profecia à vida das pessoas a quem o profeta se dirigia, se quisermos manter a integridade do livro.
O INSTRUMENTO DA OBRA DE DEUS, 1.6-11
O vocábulo caldeus (6) é derivado da palavra hebraica hasdim, que é o termo babilônico e assírio kaldu mencionado nas inscrições assírias de cerca de 880 a.C. Os kaldu habitavam na região mais baixa da Babilônia. Em 721 a.C., Merodaque-Baladã tornou-se rei e reinou por 12 anos (Is 39.1). De acordo com as inscrições, foi chamado rei da terra dos kaldu. Sob o reinado de Nabopolassar e Nabucodonosor, os kaldu tornaram-se a classe governante na Babilônia. A princípio, há indícios de que Nabopolassar foi vice-rei da Babilônia durante o reinado de Assurbanipal da Assíria e seu sucessor. Durante uma insurreição de povos vassalos do sul, provavelmente em 612 ou 611 a.C., juntou forças com os rebeldes e declarou independência da Assíria.
Pela época da data tradicional de Habacuque, já fazia 20 anos que Nabopolassar estava no trono e era bem conhecido em Judá. Esta data limita a significação profética da primeira visão. No esforço de explicar isto, Driver sustenta que a palavra suscito significa: “Estou suscitando para estabelecer e confirmar”, para dizer que a Babilônia ainda não estava em posição de desafiar o domínio da Assíria.
Em seguida, Habacuque passa a fazer uma descrição dos invasores caldeus.
1. Seu Caráter (1.6). Os caldeus eram nação amarga e apressada, “uma nação selvagem e ameaçadora dominada por impulsos violentos, que sem pensar cometiam ações terríveis”.5
2. Sua Arrogância (1.7). A declaração: Dela mesma sairá o seu juízo e a sua grandeza, é mais bem traduzida por “criam eles mesmos o seu direito e a sua dignidade” (ARA). Os caldeus tornaram-se “lei para si mesmos” (cf. NTLH), ao presumirem superioridade política. Juízo é mishpat, que ocorre no versículo 4 (ver comentários ali); aqui indica direito legal e moral. O direito internacional não era um conceito para tais tribos bárbaras, nem havia a idéia de lei natural que estipulasse os cânones universais da justiça. O poder era o que determinavam, e os padrões de justiça eram erigidos em sua supremacia militar.
3. Sua Tática (1.8). Os leopardos estão entre os animais mais velozes de todos e que ficam à espreita de suas presas, sobre as quais pulam inesperadamente. Os lobos à tarde são mencionados duas vezes nas Escrituras (cf. Sf3.3). Eram símbolos de ferocidade “por causa das súbitas destruições que, na avidez da fome, cometiam nos rebanhos naquela hora do dia”. Os seus cavaleiros espalham-se por toda parte tem esta interpretação: “As suas tropas de cavalos marcham orgulhosamente” (BV).
As águias referem-se aos abutres, não aos urubus que se alimentam de carne putrefata; trata-se do abutre que, em vôos ou de pontos altos, vasculha o território em busca de presas vivas.
4. Suas Conquistas (1.9). Este é um dos versículos mais difíceis do livro. A primeira frase está devidamente inteligível, mas a seguinte é dúbia, e deixa o texto ambíguo. Esta tradução: “O terror deles vai adiante deles” (RSV), é reconhecidamente uma emenda do texto. Certos comentaristas dão o significado de que a conquista do território é tão veloz e ávida que parece que o engolem. Esta interpretação apóia-se na palavra hebraica traduzida por buscará. Está relacionada a um verbo que em Gênesis 24.17 é traduzido por: “Deixa-me beber”, ou literalmente, “obriga alguém a engolir eles”. Como o vento oriental, cujo poder de secar é tão eficaz que parece beber a umidade, “sorvem” suas vítimas.
A interpretação mais consistente diz que esta passagem refere-se às conquistas, que se assemelhavam ao forte vento oriental que irredutivelmente avançava.
5. Sua Invencibilidade (1.10). Não há poder que resista à vitória arrasadora dos caldeus. Eles marcharão com menosprezo sobre todos que ousarem resistir. Amontoando terra diz respeito à tática militar de fazer montículos até à altura do muro dos defensores. Assim, os guerreiros atacantes estavam em nível com os defensores e anulavam a proteção dos muros.
6. Sua Exaltação (1.11). A primeira frase é excessivamente difícil.7 Pelo visto, há três etapas na auto-exaltação dos caldeus: 1) Estavam tão cheios de orgulho por terem tomado as fortalezas que mudaram de direção e passaram para novas conquistas, talvez para Judá. 2) E se farão culpados é tradução apoiada por Lehrman. 3) O terceiro passo é fortalecer o seu deus. Este é o consenso, em oposição a atribuindo este poder ao seu deus. Em todo caso, significa que, ao divinizar seu próprio poder, se tornaram culpados de negar a Deus.
A QUESTÃO DA ESPERA
Deus demorou para responder a Habacuque? Talvez sim, talvez não, O profeta não registra quanto tempo se passou entre sua réplica e a tréplica divina. No entanto, a maior parte dos comentaristas concorda que o texto sagrado parece sugerir que o Senhor, de alguma forma, demorou a responder o profeta.
A resposta pode ter durado horas ou mesmo dias para chegar. Daniel chegou a esperar 21 dias (Dn 10.12-13) e Jeremias, dez (Jr 42.7). Nada impede que Habacuque tenha esperado um bom tempo também. Até porque a resposta ao primeiro enigma não teve essa observação do profeta a respeito da espera, que aponta para um intervalo. A primeira resposta parece ter-lhe vindo rapidamente. Tudo indica, portanto, um período de espera significativo entre o segundo enigma e sua decifração, pelo menos um tempo um pouco maior do que o que lhe pareceria normal.
A lição que tiramos dessa atitude do profeta-filósofo é tremendamente rica. Esse trecho do diário de Habacuque ensina que só haverá resposta se houver espera. Ou, colocando de outra forma, só há auxílio para o vigilante.
UMA QUESTÃO A ESCLARECER: “O QUE EU RESPONDEREI”
Antes de passarmos para o próximo capítulo, é importante atentarmos para um trecho deste versículo que tem sido um tanto mal compreendida.
Há alguns intérpretes que questionam o pronome pessoal da frase que encerra o versículo em foco. O final desse texto diz: “...para ver o que fala comigo, e o que eu responderei, quando eu for argüido”. É justamente na expressão “e o que eu responderei” que está a questão. O texto hebraico, a Septuaginta e outras versões trazem “o que eu responderei”, porém há versões que preferem “o que ele responderá”, o que significa que o texto estaria, na verdade, referindo-se a Deus.
A VISÃO PERMANENTE, 2.2,3
O Senhor respondeu sem reprovar Habacuque por sua queixa. A resposta veio-lhe na forma de visão (2), ou seja, uma profecia ou revelação. Tinha de ser escrita em tabletes, não em tábuas — primeiro, para que todos pudessem ler; e segundo, porque era para o futuro. Os tabletes eram de barro cozido, e tinham grande qualidade duradoura. Já houve quem sugerisse que o uso habitual de tais tabletes era para notificações públicas (cf. Is 8.1).
A RESPOSTA DIVINA, 2.4
Este versículo é o clímax do livro, pois nele temos a apogeu da procura do profeta. Infelizmente, o texto está bastante mutilado.
Eis que a sua alma se incha, não é reta nele. Há leituras alternativas, ambas adotadas pela maioria das traduções, para dar esta versão literal: “Eis que está inchada; não é reta sua alma nele”. O comentário Ain Feshka apóia “inchada” em lugar de “não endireitada”. Mudando uma letra na palavra hebraica para a segunda leitura, temos esta tradução muito boa: “Aquele, cuja alma não é reta nele, fracassará” (RSV).
O JUSTO VIVERÁ PELA SUA FÉ  = 01 = (2.4)
Imagine que está escalando uma montanha íngreme e, de repente, devido a um movimento brusco ou à falha de algum equipamento específico, você se encontra em uma situação de perigo onde a única saída para não cair e despedaçar-se lá embaixo é livrar-se de boa parte de sua bagagem. Nesse momento, não importa o quão valioso seja tudo o que você leva: é preciso estabelecer rapidamente uma escala de valores para se desfazer do que não é tão importante assim (se é que situações como essas nos permitem termos tempo suficiente para fazermos escolhas acertadas).
Apegarmo-nos a tudo, insistirmos em tentar escapar sem nos livrar dos excessos, é fatal. Escolhermos erradamente também, porque, ainda que escapemos desta agora, o imprescindível, que foi jogado fora, nos faltará mais adiante. Ou seja, o desastre estará apenas sendo adiado momentaneamente. Escolhas erradas podem não ter efeito imediato, mas sempre serão fatais. A curto ou longo prazo, nossas decisões afetarão nossas vidas, e às vezes radicalmente.
A Bíblia estabelece o que é prioritário nas nossas vidas. Ela diz que, na nossa trajetória na Terra, há coisas que não são tão importantes e que, justamente por isso, se nos apegarmos a elas, seremos destruídos. Não que devam ser depreciadas; simplesmente não devem tomar o primeiro plano em nossos corações. São coisas que, inclusive, não precisaremos levar para a eternidade (Mt 6.19-34 e 16.26; Lc 12.15-21). “Que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma, a vida eterna?”
O CARÁTER É A ÚNICA COISA QUE PERMANECE
“O justo viverá”. O justo! Posto que a fé bíblica (que é uma virtude) é o que fará com que o justo viva e se sagre vencedor no final de tudo (51 1.4-6), aprendemos também, através do texto de Habacuque 2.4, que o caráter é o que prevalecerá.
A afirmação do versículo é que a soberba e a integridade têm suas respectivas recompensas. A primeira terá a destruição; a segunda, a segurança. Em outras palavras, Deus diz ao profeta que a única coisa que permanece em meio ao caos, ao mundo injusto, às calamidades, é o caráter. Nas palavras de um comentarista, “o próprio profeta finalmente percebeu que o único elemento duradouro em um mundo instável e iníquo é o caráter. A tirania, a ganância e o orgulho estão todos condenados; apenas a integridade continua”.
A FÉ É DE SUPREMA IMPORTÂNCIA
A quarta lição de Habacuque 2.4 é que a fé é de suprema importância para a vida. Afinal de contas, somos salvos por meio dela (Ef 2.8), sem ela é impossível agradar a Deus e sermos abençoados (Hb 11.6), e devemos tomar o escudo da fé para resistirmos aos ataques espirituais do Maligno (Ef 6. 16) e viver pela fé (Rm 1.17).
Sem a fé bíblica, é impossível viver. Porque a rejeita, o soberbo perecerá. O justo porque a recebe, viverá. Vivera em Habacuque 2.4 e (1) desfrutar do favor de Deus e(2) não ser consumido pelo juízo divino. Quanto ao primeiro aspecto, “sem dúvida, nesta profecia se encontra presente a idéia de sobrevivência.
A FÉ É A COISA MAIS REVOLUCIONÁRIA DO MUNDO
E O QUE NOS FAZ VENCER AS PRESSÓES DO CAOS
Por fim, esse versículo de Habacuque nos mostra que a fé verdadeira é o que sustém o crente apesar da mais intensa provação e o faz vencedor. Trocando em miúdos, o que temos diante de nós é uma declaração cimentada de que a fé bíblica é a coisa mais revolucionária do mundo.
Não há nada mais revolucionário no cosmos do que a fé em Deus. Somente ela é capaz de mudar radicalmente a vida das pessoas ao ponto de fazê-las suportar a mais hostil fornalha e sair dela intactas. Uma caricatura dessa fé nos fará perecer já na primeira tempestade. A verdadeira fé nos tornará casas edificadas sobre a Rocha.
Infelizmente, hoje muitos estão pregando uma fé barata, que não revoluciona, que não marca, que não faz diferença na vida de ninguém. Algo que se assemelha a qualquer religião humana.
A VERDADEIRA DERROTA
A conexão da passagem de Habacuque com o ensino neotestamentário é forte. Tanto para a tradição judaica quanto para a cristã, o contexto profético de Habacuque 2.3,4 é importante. “A visão outorgada por Deus é expressamente confirmada. E conservada para o tempo do fim, e não deixará de surgir. O ‘arrogante’ é expressamente condenado pela Palavra de Deus; a vida, no entanto, é prometida ao ‘justo’, tendo em vista a sua fidelidade. (...) Aqui, ‘fidelidade’ e ‘fé’ ficam bem perto uma da outra. (...) A idéia é a de se firmar sem hesitação na Palavra de Deus, a despeito5de todas as aparências em contrário”.
Nitidamente, a fé é destacada constantemente tanto no Antigo como no Novo Testamentos. Isso porque, pela fé, só pela fé, seremos vencedores na vida e na morte. Por isso o apóstolo Paulo foi enfático ao escrever a Timóteo: “Este mandamento te dou, meu filho Timóteo, que, segundo as profecias que houve acerca de ti, milites por elas a boa mílicia; conservando a fe e a boa consciência, a qual alguns, rejeitando, fizeram naufrágio na fé” (1 Tm 1.18,19). Antes de morrer, ao se despedir, declarou: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4.7).
Escreveu Bonhoeffer, que não esmoreceu na fé mesmo sendo levado à morte por Hitler por causa de suas convicções bíblicas que obviamente se chocavam com os ideais do governo alemão: “Ao destroçar a fé bíblica em Deus e todos os mandamentos e ordenanças divinas, o ser humano se destrói a si mesmo”. Em outras palavras, a verdadeira derrota do homem está em abandonar a fé em Deus, não importa o que tenha conquistado aqui na Terra. Ser vencido pelo mundo é o verdadeiro fracasso.
A vitória, segundo as Escrituras, está em guardar a fé e viver por ela. Habacuque 2.4 fala justamente disso. Ele é o texto áureo do livro, e a sua grande mensagem é que somente uma coisa faz com que escapemos do naufrágio; só uma coisa vence o caos, a confusão, a loucura, a tentação, o escuro, o vazio, o tudo e o nada; só uma coisa nos faz sobreviver a tudo isso, a todas as pressões do mundo: a fé.
Somente a verdadeira fé faz com que encaremos até mesmo a morte de cabeça erguida, como Bonhoeffer, e não por mera altivez, mas porque até a morte, sob a perspectiva dessa fé, faz sentido, torna- nos vitoriosos mesmo quando morremos. Nas palavras de Paulo, em Cristo “o viver é ganho e o morrer é lucro.”
Como escreveu João, “esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (l Jo 5.4).
Você quer vencer também? Viva por essa fé bíblica e genuína.
A FÉ É UMA VIRTUDE
O termo ‘emi2nâ, traduzido nesta passagem como “fé”, significa “firmeza”, “fidelidade”. Ela é comumente traduzida aqui como fé devido ao uso que Paulo faz do termo em Romanos 1.17 e Gálatas 3.11.
Existem pelo meios dez categorias distintas nas quais o vocábulo é usado nas Escrituras. Em sua primeira ocorrência, na passagem de Êxodo 17.12, ele expressa o sentido básico de “mãos firmes”. A partir desse uso mais genérico, a Bíblia quase sempre passa a empregar o termo em relação a Deus ou àqueles que se relacionam com Ele.
É comum ver o termo sendo usado em referência direta ao próprio Deus (Dt 32.4). A palavra é utilizada também quando se fala dos Seus atributos (lSm 26.23; SI 36.5-6; 40.10-11; Lm 3.23), das Suas obras (Si 33.4) e das Suas palavras (Si 119.86). O vocábulo ainda é usado em alusão aos que têm suas vidas estabelecidas por Deus, que, por sua vez, espera fidelidade da parte deles (Pv 12.22; 2Cr 19.9).
A FÉ QUE NÃO TEM DEUS COMO REFERÊNCIA NÃO É A VERDADEIRA FÉ
O texto de Habacuque diz que o justo viverá pela sua fé. Essa declaração tem sido muito distorcida ultimamente pelos adeptos da confissão positiva, que ensinam uma espécie de culto à fé. Para os diletantes dessa doutrina, a fé é tudo.
Porém, a Palavra de Deus nunca nos instruiu dizendo que a fé, em si mesma, é suficiente. A fé vitoriosa, a fé virtude, a fé bíblica, sempre é apresentada como estando atrelada a Deus. Ela só tem relevância por estar apoiada e abalizada em Deus.
Fé na fé é antibíblico. “Tendes fé em Deus”, ensinou Jesus a seus discípulos (Mc 11.22). A Bíblia fala que quem vive pela fé é o justo, e o justo nas Escrituras é aquele que foi justificado por Deus e que vive segundo a vontade divina (Rm 4.1-22). Logo, sua fé não é baseada em uma presunção pessoal, mas no próprio Deus. Isso fica ainda mais claro no texto de Habacuque 2.4, já que, como vimos, a palavra traduzida por “fé” na passagem bíblica é, no original, “fidelidade”. Assim, sua melhor tradução seria “O justo viverá pela sua fidelidade”. Como só se pode ser fiel a alguém ou a alguma coisa, fica evidente que o texto se refere a ser fiel a Deus.
É bem verdade que se pode dizer que também existe a fidelidade para consigo mesmo, mas obviamente o texto não alude a tal fidelidade. Ela é uma declaração de Deus ao profeta sobre a vida e o destino do justo, de quem Ele espera fidelidade. Pois, como é dito noutra passagem, como uma continuação do texto de Habacuque, “se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele”, diz Deus (Hb 10.38). Corroborando isso, o escritor aos Hebreus assevera mais adiante que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6).
CONCLUSÃO
O capítulo 3 é uma rememoração dos grandes feitos de Jeová em defesa do seu povo. Se no passado o Senhor foi a salvação do seu povo, não deixará de ser também no presente;pois “nele não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1.17). Veja Ml 3.6.
1. O cântico de Habacuque (Hc 3.2). Habacuque inicia o seu cântico épico, exclamando: “Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia” (3.2).
Ele sabia que Deus iria derramar o cálice da ira sobre o seu povo rebelde e idólatra, usando os ímpios caldeus como um látego de disciplina. Ele mesmo havia interpelado Jeová a respeito do Seu silêncio, diante da iniqüidade, da idolatria e da violência que grassavam em Judá. A enormidade dos pecados de Judá, havia ultrapassado os limites da paciência do profeta, e ele esperava de
Deus deu uma resposta a altura. O castigo viria. Deus já havia respondido dizendo: “Se tardar, espera-o; porque certamente virá, não tardará”. Porém, Jeová faz diferença entre os caldeus e o seu povo. Quanto aos caldeus Ele afirma: “Eis que a sua alma se incha, não é reta nele” e conclui, referindo-se aos que nele confiam “mas o justo pela sua fé viverá”(Hc 2.4). No original hebraico, a palavra usada é ‘emunâh que significa fidelidade, e expressa total confiança do justo em Deus.
2. Habacuque confia e se regozija em Deus (3.16-19). Apesar da ameaça da iminente invasão babilônia, que destruiria totalmente a nação judaica, reduzindo a escombros a cidade, e à ruína os campos, os animais e as plantações, o profeta confia no Senhor, e nessa fé descansa e exulta no Deus da sua salvação.
Infunde-nos respeito a confiança do profeta, e incita-nos à fé inabalável nas promessas e misericórdias do Senhor. Ainda que tudo seja adverso, cantemos com o profeta da fé: “Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas; todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. Jeová, o Senhor, é a minha força” (Hc 3.17-19). 
 
 
Subsídio para o Professor 


A palavra-chave da mensagem de Habacuque é “visão”. O termo deriva-se do hebraicohizzayon, que significa “sonho”, “visão” ou “revelação”. Aqui, trata-se de visões concedidas por Deus, que nos permitem ter uma clara e real percepção e compreensão da condição e realidade: presente e futura, visível e invisível, horizontal e vertical. Observemos, dessa forma, com base nas visões de Habacuque, as condições ou caminhos para um genuíno avivamento.
TER UMA VISÃO DA NOSSA PRÓPRIA CONDIÇÃO E REALIDADE PRESENTE ENQUANTO POVO DE DEUS
“O peso que viu o profeta Habacuque. Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritarei: Violência! E não salvarás? Por que razão me fazes ver a iniquidade e ver a vexação? Porque a destruição e a violência estão diante de mim; há também quem suscite a contenda e o litígio. Por esta causa, a lei se afrouxa, e a sentença nunca sai; porque o ímpio cerca o justo, e sai o juízo pervertido.” (Hc 1.1-4)
Habacuque nos revela a condição moral e espiritual na qual se encontrava o povo de Deus, marcada pelas seguintes práticas:
- Violência. A violência não se manifesta única e necessariamente na forma de agressão física ou verbal. A violência se revela na opressão e na exploração ao próximo, na falta de respeito e reconhecimento de sua dignidade. A violência nem sempre é histérica e alarmante. Há muita violência acontecendo de forma silenciosa e discreta. O termo hebraico para violência é hamas, que implica em injustiça, ganho injusto, crueldade, dano, farsa, agravo, afronta. A sequência do texto de Habacuque é mais específica quanto ao tipo de violência então praticada.
- Iniquidade. Aqui a ênfase está no vazio (hb. ’awen), na futilidade da vida, em palavras ditas e em ações praticadas que não levam a nada, quem não produzem nada e que não servem para nada. Palavras e ações vazias de sentido e propósito, são claras manifestações de vidas vazias de sentido e de propósito. Em sua visão, Habacuque contemplou dolorosamente um povo vazio, por esse povo estar vazio de Deus.
- Contenda e litígio. Quando a violência e o vazio de Deus (que consequentemente torna a vida sem sentido e propósito) estão presentes, a contenda torna-se algo rotineiro. Pessoas violentas e vazias são especialistas em provocar litígios, brigas, facções, discórdias, discussões e disputas (hb. ribh). Quanto estamos vazios de Deus, brigamos e entramos em disputas por direito de posse de coisas que não nos pertence, e de posições, títulos e cargos para os quais não fomos vocacionados, preparados, nem chamados por Deus para tê-los ou ocupá-los.
- Injustiça caracterizada pela parcialidade nos julgamentos e pela perversão das sentenças. Habacuque viu o enfraquecimento e a frouxidão (hb. pugh) da justiça e do direito, a interpretação perniciosa da lei (hb. torah), e sentença (hb. mispat) adiada ou pervertida. Nestas condições, só os grandes, os poderosos, os ricos e influentes se beneficiam do sistema judiciário. Para o pobre e oprimido resta aguardar a justiça divina, que por sinal nunca falha.
A violência ao próximo é sempre um ato de violência contra nós mesmos. Quando agimos violentamente contra o outro, violentamos a nossa própria consciência, determinando assim a nossa autodestruição integral. Praticamos violência a nós mesmos, quando conscientes ou entorpecidos por nossa insensatez e loucura, nos privamos da presença, da direção e da bênção de Deus.
TER UMA VISÃO FUTURA DE CURA, RESTAURAÇÃO, RENOVAÇÃO E RESSURREIÇÃO RESULTANTE DA INTERVENÇÃO DE DEUS NA HISTÓRIA
“Vede entre as nações, e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizo, em vossos dias, uma obra, que vós não crereis, quando vos for contada.” (Hc 1.5)
O Senhor afirma que fará algo grande. Acontece que o processo de cura, restauração, renovação e ressurreição é por vezes doloroso. A disciplina que vem de Deus, apesar de por um momento suscitar dor, está fundamentada em seu amor. Deus nos ama, por isso nos corrige (Hb 12.5-11). As obras ou ações de Deus nos maravilham porque nos surpreendem. Os seus caminhos, nem sempre são aqueles que imaginamos. Deus nem sempre segue a lógica humana.
Além da declaração de que realizará, Ele deixa especificado o tempo. A coisa aconteceria nos dias dos contemporâneos de Habacuque. Eles sofreriam a disciplina e a correção pedagógica, necessárias para o arrependimento, quebrantamento e obediência:

“Então, o SENHOR me respondeu e disse: Escreve a visão e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa. Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará, e não mentirá; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará.” (Hc 2.2-3)
Os caminhos de Deus podem ocasionalmente promover em nós dúvidas, e certa confusão mental. Ficamos sem entender, sem compreender, sem alcançar. É nesse momento que precisamos descansar e confiar que “[…] o justo, pela sua fé, viverá.” (Hc 2.4b). O justo não questiona o Senhor. Apenas crê, espera, confia.
Na experiência visionária, não apenas os meios no processo de avivamento são conhecidos, os resultados são também revelados: “Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar.” (Hc 2.14).
Uma inundação do conhecimento (hb. yadha’) da glória (hb. kabhodh) do Senhor sobre a terra é prevista. Não apenas um novo saber sobre Deus, ou uma nova forma de contemplação, mas, um novo e amplo relacionamento com Ele será possível, e isso resultará em seu louvor: “Deus veio de Temã, e o Santo, do monte de Parã. (Selá) A sua glória cobriu os céus, e a terra encheu-se do seu louvor.” (Hc 3.3)
Quando somos contemplados por visões, e quando ouvimos coisas semelhantes àquelas ouvidas por Habacuque, algumas reações e atitudes são esperadas:
“Oração do profeta Habacuque sob a forma de canto. Ouvi, SENHOR, a tua palavra e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia.” (Hc 3.1-2)
A primeira delas, identificada no texto acima, é o temor, a reverência e o respeito pela pessoa e pela palavra de Deus. Não apenas tememos, mas, também, trememos: “Ouvindo-o eu, o meu ventre se comoveu, à sua voz tremeram os meus lábios; entrou a podridão nos meus ossos, e estremeci dentro de mim;” (Hc 3.16a). Tal temor e tremor não produz medo, antes, produz oração, música e canto.
Uma outra atitude esperada é o clamor pelo cumprimento da sua palavra, do seu projeto, do seu querer: “[…] aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica;” (Hc 3.2b). Quando clamamos por um avivamento estamos pedindo que o Senhor, mediante a sua intervenção na história e em nossa vida, nos sare, renove e vivifique (hb. hayah), de maneira que essa restauração se torne visível e notória em nós.
TER UMA VISÃO DOS ATRIBUTOS TRANSCENDENTES E IMANENTES DE DEUS
A experiência visionária de Habacuque não lhe proporciona apenas uma visão clara da realidade presente. Não se limita ao conhecimento dos acontecimentos futuros. Ele é alcançado com uma visão de Deus e sobre Deus.
Habacuque pôde contemplar e conhecer a santidade de Deus:
“Não és tu desde sempre, ó SENHOR, meu Deus, meu Santo? Nós não morreremos. Ó SENHOR, para juízo o puseste, e tu, ó Rocha, o fundaste para castigar. Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a vexação não podes contemplar; por que, pois, olhas para os que procedem aleivosamente e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?” (Hc 1.12-13)
Separado de todo o mal, puro em tudo, Deus é inerentemente, integralmente, plenamente e absolutamente santo (hb. qadhosh). (Sl 22.3; Hc 3.3a; Is 6.3; 1 Pe 1.13-16).
Habacuque pôde contemplar e conhecer a majestade de Deus: “Mas o SENHOR está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.” (Hc 2.20). Ele é o Rei de toda a terra:
“[Salmo para o cantor-mor, entre os filhos de Corá] Aplaudi com as mãos, todos os povos; cantai a Deus com voz de triunfo. Porque o SENHOR Altíssimo é tremendo e Rei grande sobre toda a terra. Ele nos submeterá os povos e porá as nações debaixo dos nossos pés. Escolherá para nós a nossa herança, a glória de Jacó, a quem amou. (Selá) Deus subiu com júbilo, o SENHOR subiu ao som da trombeta. Cantai louvores a Deus, cantai louvores; cantai louvores ao nosso Rei, cantai louvores. Pois Deus é o Rei de toda a terra; cantai louvores com inteligência. Deus reina sobre as nações; Deus se assenta sobre o trono da sua santidade.” (Sl 47.1-8).
Isaias contemplou magnificamente a majestade do Senhor: “No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo. Os serafins estavam acima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, e com duas cobriam os pés, e com duas voavam.” (Is 6.1-2).
Ele é o Rei da glória!
Habacuque pôde contemplar e conhecer a justiça e bondade de Deus: “[…] na ira, lembra-te da misericórdia.” (Hc 3.2c). O salmista Davi é enfático e confiante: “Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR por longos dias.” (Sl 23.6)
Deus é justo e bom. Com a sua justiça Ele nos corrige, e com sua bondade nos restaura: “Bom e reto é o SENHOR; pelo que ensinará o caminho aos pecadores.” (Sl 25.8).
Habacuque pôde contemplar e conhecer a verdade e a fidelidade de Deus: “Porque a visão é ainda para o tempo determinado, e até ao fim falará, e não mentirá; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará.” (Hc 2.3). É impossível que Deus minta (Hb 6.18). A verdade vai adiante dele: “Justiça e juízo são a base do teu trono; misericórdia e verdade vão adiante do teu rosto.” (Sl 89.14).
Quando tais conhecimentos sobre Deus se manifestam, além das atitudes aqui já expostas, só nos resta cairmos com a nossa face ao chão, e adorá-lo. Não importa se entendemos ou deixamos de entender o seu agir, não importa a escassez ou a abundância, os ganhos ou as perdas:
“Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação. JEOVÁ, o Senhor, é minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas. (Para o cantor-mor sobre os meus instrumentos de música.)” (Hc 3.17-19)
Se a nossa visão fica apenas na dimensão do aqui e agora, e não percebe em Deus as possibilidades futuras, desmaiaremos em nosso desespero e desesperança. Por isso, juntamente com a possibilidade de discernir a realidade presente, de enxergar as coisas como as coisas são, Deus nos oportuniza vislumbrar um futuro de glória, onde a sua vontade soberana prevalecerá, e o seu nome será glorificado.Publicado na obra: Um Perfil de Sete Líderes (Arte Editorial).

Bibliografia: 


COLHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Os Doze Profetas Menores. CPAD. STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
ELISSEN, Stanley. Conheça melhor o Antigo Testamento. VIDA. SCHULTZ, S. J. A História de Israel no Antigo Testamento. Vida Nova.
MEARS, Henrieta C. Estudo Panorâmico da Bíblia. Vida.SCHULTZ, SAMUEL J; S. G. V. Curso Vida Nova de Teologia Básica. Mundo Cristão.

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