09 dezembro 2012





Uma verdadeira confusão acontece em minha mente.
Um medo me acomete. No limiar de minhas forças, sucumbo, despenco, me entrego.
Lágrimas escorrem em descompassada correria.
As pernas jazem, e dobradas me fazem sentir o cheiro do chão, que misturado às minhas lágrimas, enlameiam meu rosto, desfigurando o quê outrora reluzia em perfeita harmonia, pois havia ali santidade.
Inerte em um ponto tangenciado com a amargura, meu ego se compadece por ter insurgido contra Sua vontade. 
Julgando-me forte, auto-suficiente; egoisticamente me separei de Ti.
Paradoxalmente caminhava em uma direção oposta ao crescimento (verdadeiro), entendendo (?) que o alvo estava traçado, meticulosamente calculado.  Não havia como errar!
Cego, me atirava às batalhas, e sem saber ou conhecer meu inimigo, acreditava vencer.  Latente, meu inimigo
fustigava-me.  Como poderia saber que lutava comigo mesmo.  Que, alimentado, meu ego insuflava, fortalecia-se.
Despedaçado, noto que minhas lágrimas limpam meus olhos e humilhado pela derrota anunciada, descubro-me de joelhos, portanto mais perto de Ti.
O simples fato de conceber Sua presença já estanca a minha dor.  Ainda há uma confusão em minha mente, porém diferentemente de antes, vejo luz.
Começo a buscar-te, e ao me encher de Ti sou esvaziado de mim mesmo, de tudo o que me atormentava ainda há pouco.  E quanto mais Te busco, mais me envolvo com esta paz.  O meu ego, dotado de “conhecimentos”, sabe que dois corpos não ocupam um mesmo espaço.  E como eu me decido por Ti, ele se esvai. 
Reconheço o meu erro e converto o meu caminho.  Sou recebido com os braços abertos, ouço música, há festa.  Como posso ter esquecido que era tão bom?  Onde começou minha queda?
Bem Senhor, até vou tentar entender tudo isso, mais verdadeiramente sua Graça me basta.
Obrigado Senhor!  
Por: Glauco Cruz

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