17 janeiro 2013

Lição 3 - 20/01/13 - "A longa seca sobre Israel"


TEXTO ÁUREO

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2 Cr 7.14).

VERDADE PRÁTICA

A longa seca sobre Israel teve como objetivo disciplinar e demonstrar a soberania divina sobre os homens.
 
Introdução 
Em Israel, Acabe promove uma grosseira e desenfreada idolatria: adoravam-se os bezerros de ouro erigidos em Dã e Betel, em Samaria havia um templo dedicado a Baal, e por todo o reino levantaram “postes-ídolos” de Baal. Os sacerdotes de Baal passaram a dominar a vida religiosa de Israel e um dito popular tornou-se audível: “Baal vive e YAHWEH já não existe mais”. Esta era a situação de Israel naquele tempo: não apenas isso, mas isso fornece a chave para tudo o que se segue. Nesse contexto de reis ímpios e idólatras surge Elias, chamado para servir como porta-voz de Deus na ocasião em que o reino do norte havia alcançado sua mais forte posição econômica e política. Sua primeira missão foi enfrentar o rei Acabe com o aviso de uma seca iminente, lembrando que o Senhor Deus de Israel, a quem ele havia ignorado, tinha o controle da chuva na terra onde viviam (Dt 11.10-12). Tiago cita esse episódio ao falar sobre o poder da oração e diz que embora Elias tivesse um ministério especial no Antigo Testamento, ele participou da humildade em comum com todos. A sua vida de oração eficaz é um modelo para todos os crentes. 
 
I. O PORQUÊ DA SECA

1. Disciplinar a nação. O paganismo de Jezabel unia prostituição e homossexualismo com religião e religiosidade. Esta é uma das principais razões pelas quais Jezabel é conhecida como prostituta. E na verdade o era, entretanto, uma hieródula, ou prostituta sagrada do casal herogâmico Baal e Astarte; seu culto envolvia prostituição sagrada, falolatria, sacrifícios de crianças, ervas alucinógenas, feitiçaria entre outros desvios grosseiros (2Rs 9.22). A adoração desses ídolos envolvia os elementos mais bestiais da natureza humana. As estátuas de Baal se assemelhavam a um órgão sexual masculino, enquanto os altares de Astarote tinham a forma do órgão sexual feminino. E, segundo a tradição fenícia e canaanita, o rei e a rainha eram elementos indispensáveis nessas festividades, pois a presença deles assegurava o favor das divindades cultuadas. O redator das crônicas dos reis afirma que Jezabel incitava o rei Acabe para fazer o que era “mau aos olhos do Senhor” (1 Rs 21.25), de maneira que a Bíblia diz o seguinte de Acabe: “E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele…” (1Rs 16.30,31). Embora Acabe tenha sido um rei politicamente forte e muito poderoso, moralmente foi muito fraco e andou nos caminhos idólatras de seu pai, que foi um seguidor de Jeroboão, filho de Nebate (1 Rs 16.26) e também aderiu aos maus costumes dos cananeus, trazidos por sua esposa, Jezabel (1 Rs 16.31). É nesse contexto apóstata que Elias é levantado para dizer a Israel que YAHWEH traria a nação ao arrependimento. A oração de Elias no monte Carmelo revela que o ato humano do arrependimento não é possível sem a graça de Deus (1Rs 18.37). 

 2. Revelar a divindade verdadeira.A nação que Deus chamara para ser sua tinha se voltado contra Ele. Trocaram a adoração a Deus pelos ídolos de um povo que no passado tinham vencido em seu nome. Baal era o deus cananeu da tempestade e era considerado providencial por enviar chuvas e fertilidade à terra, semeando assim a vida. Os seguidores de Baal acreditavam que ele controlava o trovão, o relâmpago e a tempestade, o desafio de Elias atingiu o âmago desse poder alegado. Essa seca profetizada por Elias questionou a capacidade de Baal controlar as condições climáticas. A. W. Pink em seu livro DEUS É SOBERANO faz a seguinte pergunta: “Quem está no controle de tudo quanto se passa no mundo? Deus ou Satanás?”, e em seguida prossegue: “Muita gente pensa que Deus é somente rei no céu, porém não pensa que Ele é o criador do mundo e também não acreditam que controle todas as coisas que acontecem nele”. A bíblia afirma que Deus está em completo controle de tudo: “Tua é, SENHOR, a magnificência, e o poder, e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, SENHOR, o reino, e tu te exaltaste por cabeça sobre todos.” (1Cr 29.11). Ao afirmar que Deus é soberano, diz-se que Ele tem poder absoluto sobre tudo, que é o Supremo, o Grande Rei, que faz a sua vontade no céu e na terra, e não existe mas ninguém que possa deter a sua mão e Lhe dizer: “O que fazes?” A ausência de chuva e de orvalho será menos uma punição pela impiedade de Israel do que um sinal de YAHWEH de que é ele, e não Baal quem concede a chuva necessária à vegetação e à vida. O capítulo 18 ressaltará a onipotência e o domínio do SENHOR sobre os elementos. As profecias de Oséias afirmam a mesma verdade.

II. OS EFEITOS DA SECA

1. Escassez e fome. A seca ameaçava o governo de Acabe, porquanto o exército dependia desses animais, por exemplo, nas forças de carros de combate. A reação de Acabe à seca foi prática, pois tentou descobrir água ao invés de procurar chegar até ao âmago da questão: quem é soberano sobre a natureza e a vida (1Rs 18.5). As descobertas arqueológicas tornaram célebres as estrebarias reais de Acabe em Hasor e Megido; como essas representavam a arma mais eficaz do reino, não parece por demais surpreendente que o rei em pessoa e o intendente do palácio cuidem pessoalmente de sua subsistência em época de crise. 

 2. Endurecimento ou arrependimento. Acabe via Elias como um perturbador da ordem, uma ameaça ao funcionamento normal da sociedade. Sua compreensão dos fatos era superficial. O termo hebraico traduzido como “perturbador” é “‘akhar”, de difícil equivalência. Denota uma situação religiosa anormal, insustentável e originada por uma ação maléfica. Acabe responsabiliza Elias de ter mergulhado Israel em tal situação por haver ordenado a seca (17.1). Elias, por sua vez, acusa Acabe de ter provocado, por sua idolatria, a desgraça de Israel. A questão não se trata apenas de decidir entre Baal e YAHWEH, quem é o mais poderoso, mas em sentido absoluto, qual deles é Deus. É a fé monoteísta que estava em jogo. O sacrifício do Carmelo provará que YAHWEH é o único Deus, que converte a ele os corações. O Juízo divino, proferido através de Elias, mudou a atitude de Acabe. Os atos de rasgar as vestes e de usar pano de saco eram sinais de profunda lamentação e arrependimento (Gn 37.34; 2Sm 3.31; 2Rs 6.30; Lm 2.10; Jl 1.13). Essa atitude de Acabe retardou o desterro do Reino do Norte. Deus reviu a punição que tinha decretado em 1Rs 21.21-24. A penalidade não foi rescindida, mas foi adiada por uma geração, devido à misericórdia de Deus.

III. A PROVISÃO DIVINA NA SECA

1. Provisão pessoal. Embora Elias estivesse no deserto o Senhor podia prover para ele da mesma forma como fizera em favor da nação de Israel, séculos antes, durante o Êxodo do Egito (Êx 16.4-36). Ironicamente Israel estava na terra prometida, mas se esqueceu de quem a sustentava. Elias isolou-se e caminhou em direção a leste do Rio Jordão. Nesse lugar, ele foi sustentado pelas águas do ribeiro de Querite e pelo pão e carne milagrosamente fornecidos pelos corvos. É possível que esse “ribeiro” (nahal) seja o profundo vale do Rio Jarmuque, ao norte de Gileade. Quando o suprimento de água terminou por causa da seca, Elias foi divinamente instruído a ir até Sarepta, na Fenícia, onde seria sustentado por uma viúva cuja reserva de farinha e óleo havia sido milagrosamente aumentada até que a estação das chuvas fosse restaurada à terra.

 2. Provisão coletiva. Depois de uma das muitas confrontações com o rei Acabe e com a rainha Jezabel, Deus instruiu Elias a ir até a terra próxima à cidade natal de Jezabel, à casa de uma viúva a quem o Senhor havia ordenado que tomasse conta do profeta. Prestes a perecer pela fome, essa mulher viu a mão do Deus de Israel agir em seu favor. Obadias (Obadiáhu), intendente do palácio, temente à YAHWEH, foi instrumento nas mãos do Senhor para prover proteção e sustento naqueles dias difíceis para os que não haviam apostatado da fé em YAH. Obadias era um exemplo dos sete mil homens fiéis a YAHWEH, de que Elias não tinha conhecimento (1Rs 19.18). Mesmo onde há rejeição, Deus reserva para si um remanescente fiel e cuida dele. (Rm 11.1-10).


IV. AS LIÇÕES DEIXADAS PELA SECA




1. A majestade divina.Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” (Ap 4.11). Deus, quem fez todas as coisas, é absolutamente soberano. Ele faz o que Lhe apraz e efetua a Sua própria vontade. Ele fez todas as coisas para Si mesmo, e possui também o direito de fazê-lo assim, porque Ele é o Deus Todo Poderoso. Porém Deus não só fez todas as coisas pelo seu próprio poder soberano, senão que também governa tudo. Deus está controlando ainda aquelas coisas que não têm vida como o clima, o vento e o mar. Quando Deus disse “Seja feita a luz”, a luz foi feita. Quando Deus disse que enviaria um dilúvio sobre o mundo antigo devido à depravação dos seus habitantes, então o dilúvio veio. Quando Deus trouxe as pragas sobre o Egito, a luz tornou-se obscuridade, as águas converteram-se em sangue e grandes pedras de saraiva caíram. Deus estava controlando todos esses eventos. Existem muitos exemplos na Bíblia de como Deus tem controlado todas aquelas coisas que não têm vida. O forno do rei Nabucodonosor foi esquentado sete vezes a mais do costume, e três dos filhos de Deus foram arrojados dentro dele, e o fogo nem sequer queimou as suas vestes, embora sim tivesse matado os homens que os lançaram no forno. Quando os discípulos iam com o Senhor Jesus Cristo numa pequena barca e a tormenta atemorizou-os, Jesus disse à tempestade: “Seja a paz”, e então o vento cessou e o mar acalmou-se. Deus controla o clima, porque Ele envia o gelo, a neve e o vento. Ele envia e detém a chuva. Todas estas coisas inanimadas obedecem a voz de Deus e assim executam a Sua soberana vontade. Quando nos queixamos do clima, em verdade estamos queixando-nos da vontade de Deus! Em 1 Reis 17.2-4 lemos que Deus disse ao seu profeta Elias que fosse viver perto de um ribeiro, onde uns corvos o alimentariam. Há muitas outras histórias como estas na Bíblia, que demonstram que Deus controla todas as coisas. 
2. O pecado tem o seu custo. Ora, havia uma passagem específica nos livros das Escrituras daquela época que parece ter chamado a atenção de Elias: “Guardai-vos não suceda que o vosso coração se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros deuses, e vos prostreis perante eles; que a ira do SENHOR se acenda contra vós outros, e feche ele os céus, e não haja chuva, e a terra não dê a sua messe” (Dt 11.16,17). Era exatamente esse o crime do qual Israel era agora culpado: eles tinham se desviado para adorar deuses falsos. A Bíblia ensina claramente que as ações de cada pessoa, sejam boas ou más, são controladas pelo Deus soberano. Os homens podem pensar que eles são mais fortes que Deus, rebelando-se talvez contra Ele, porém Deus ri de sua debilidade e do néscio que resultam. Ele é tão poderoso que pode destruí-los no momento em que assim o deseje. A questão do pecado se reveste de importância capital pela simples razão de que seu conceito está diluído em nossa cultura. Para modernas correntes da Psicologia, o homem não pode ser responsabilizado por seus atos por ser produto do ambiente. Então, não existe uma coisa chamada “pecado”. Diz até uma música popular brasileira: “Não existe pecado do lado de baixo do Equador”. Pecado é uma atitude diante de Deus, bem mais do que atos. É desobediência e rebelião. O pecador nunca é um coitado ou uma vítima do meio, da deseducação ou produto da falta de oportunidade, no ensino do Antigo Testamento. É alguém que é pecador porque optou pelo pecado. E o preço do pecado é a morte, eterna. Aqueles que, com seus atos, estão rebelados contra Deus, estão sob a ira e o juízo de Deus (Sl 1.5) e enfrentam destruição total (Gn 13.13; Sl 104.35; Is 1.28). Na história de Caim e Abel, o pecado aparece como um animal, pronto a atacar, espreitando “à porta” do coração de Caim, uma fera que fica de emboscada esperando uma oportunidade de atacar. (Gn 4.7).
CONCLUSÃO
Não podemos entender a estiagem que caiu sobre Israel como castigo divino; ela foi consequência do pecado, da apostasia, do abandono do culto a YAHWEH. Toda dor e sofrimento causados pela estiagem não tiveram outra origem que não o erro de Israel, e Israel errou não porque não ouviu ou não entendeu, mas porque desobedeceu e se rebelou contra aquele que os plantou naquela terra, “terra que mana leite e mel” - mas que sem a provisão de Deus, só produzia cardos e espinhos. A seca profetizada por Elias questionou a capacidade de Baal controlar as condições climáticas. Serviu para trazer o povo à razão e ao entendimento de que a estiagem só poderia cessar com a intervenção do verdadeiro Deus, e Ele só agiria se houvesse conversão; muito embora sua misericórdia impeça a pessoa de ter o que merece (no caso, o julgamento); a graça lhe dá o que não merece - a salvação; YAHWEH traria a nação ao arrependimento. Deus preservou um pequeno remanescente como evidência de que Ele não abandonou totalmente o seu povo, sempre haverá um remanescente! N’Ele, que me diz: “regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes” (Rm 12.12), Campina Grande, Paraíba Janeiro de 2013, Francisco de Assis Barbosa Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino).
 
Subsídio para o Professor 


O Pai celestial tem diversas maneiras de disciplinar os seus filhos. No antigo Testamento, uma delas era provocando longos períodos de seca sobre a nação de Israel. As advertências sobre este método disciplinar podem ser lidas em alguns textos bíblicos:

Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno, então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão: [...] Os teus céus sobre a tua cabeça serão de bronze; e a terra debaixo de ti será de ferro. Por chuva da tua terra, o SENHOR te dará pó e cinza; dos céus, descerá sobre ti, até que sejas destruído. (Dt 28.15,23-24)

Se eu cerrar os céus de modo que não haja chuva, ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou se enviar a peste entre o meu povo; se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. (2 Cr 7.13-14)

A falta de chuva resultaria em crise econômica, que acabaria por tratar do orgulho, da arrogância e da idolatria nacional, que chegava a creditar sua prosperidade aos falsos deuses.

A SOBERANIA DE DEUS SOBRE A NATUREZA

O Pai celestial é soberano sobre toda a criação. Lembremo-nos do conceito de soberania divina:

“Soberania não é uma propriedade da natureza divina, mas uma prerrogativa oriunda das perfeições do Ser Supremo. Se Deus é Espírito, e portanto uma pessoa infinita, eterna e imutável em suas perfeições, o Criador e preservador do universo, a soberania absoluta é um direito seu. A infinita sabedoria, bondade e poder, com o direito de posse que pertence a Deus no tocante às suas criaturas, são o fundamento imutável de seu domínio (cf. Sl 115.3; Dn 4.35; 1 Cr 29.11; Ez 18.4; Is 45.9; Mt 20.15; Ef 1.11; Rm 11.36) ” (CHARLES HODGE).

“O termo soberania, denota uma situação em que uma pessoa, com base em sua dignidade e autoridade, exerce o poder supremo, sobre qualquer área, em sua província, que esteja sob sua jurisdição. Um “soberano” pois, exerce plena autonomia e desconhece imunidades rivais. Quando aplicado a Deus, o termo indica o total domínio do Senhor sobre sua vasta criação. Como soberano que é, Deus exerce de modo absoluto a sua vontade, sem ter que prestar contas a qualquer vontade finita. Conforme se dá com outras idéias teológicas, o termo não figura nas páginas da Bíblia, embora o conceito seja reiterado por inúmeras vezes. Para tanto, as Escrituras apelam par a metáfora de “governante e súditos [...] (Dn 4.25; 1 Tm 1.17)" . (R. N. CHAMPLIN).

“Autoridade inquestionável que Deus exerce sobre todas as coisas criadas, quer na terra, quer nos céus, dispondo de tudo de acordo com os seus conselhos e desígnios. A soberania divina está baseada em sua onipotência, onipresença e onisciência. Deus é absoluto e necessário – todos precisamos dele para existir; sem Ele, não há vida nem movimento”. (CLAUDIONOR DE ANDRADE).

Ainda para Hodge:

- A soberania de Deus é universal. Ela se estende sobre todas as suas criaturas, das mais elevadas às mais inferiores;
- Ela é absoluta. Não se podem pôr limites à sua autoridade. Ele faz seu beneplácito nos exércitos do céu e entre os habitantes da terra;
- Ela é imutável. Não pode ser ignorada ou rejeitada. Ela obriga todas as criaturas, tão inexoravelmente quanto as leis físicas obrigam o universo material.

A soberania de Deus sobre os fenômenos naturais é manifesta nas passagens abaixo:

A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra. Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra. [...]Porque estou para derramar águas em dilúvio sobre a terra para consumir toda carne em que há fôlego de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra perecerá. (Gn 6.11-13,17)

Saía o sol sobre a terra, quando Ló entrou em Zoar. Então, fez o SENHOR chover enxofre e fogo, da parte do SENHOR, sobre Sodoma e Gomorra. E subverteu aquelas cidades, e toda a campina, e todos os moradores das cidades, e o que nascia na terra. (Gn 19.23-25)

Disse o SENHOR a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta o teu bordão, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco. [...] Então, o Anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e passou para trás deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles, e ia entre o campo dos egípcios e o campo de Israel; a nuvem era escuridade para aqueles e para este esclarecia a noite; de maneira que, em toda a noite, este e aqueles não puderam aproximar-se. Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o SENHOR, por um forte vento oriental que soprou toda aquela noite, fez retirar-se o mar, que se tornou terra seca, e as águas foram divididas. Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas lhes foram qual muro à sua direita e à sua esquerda. Os egípcios que os perseguiam entraram atrás deles, todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavalarianos, até ao meio do mar. Na vigília da manhã, o SENHOR, na coluna de fogo e de nuvem, viu o acampamento dos egípcios e alvorotou o acampamento dos egípcios; emperrou-lhes as rodas dos carros e fê-los andar dificultosamente. Então, disseram os egípcios: Fujamos da presença de Israel, porque o SENHOR peleja por eles contra os egípcios. Disse o SENHOR a Moisés: Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavalarianos. Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar, ao romper da manhã, retomou a sua força; os egípcios, ao fugirem, foram de encontro a ele, e o SENHOR derribou os egípcios no meio do mar. E, voltando as águas, cobriram os carros e os cavalarianos de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nem ainda um deles ficou. Mas os filhos de Israel caminhavam a pé enxuto pelo meio do mar; e as águas lhes eram quais muros, à sua direita e à sua esquerda. Assim, o SENHOR livrou Israel, naquele dia, da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar. (Êx 14.15-16, 19-30)

Afinal, chegaram a Mara; todavia, não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas; por isso, chamou-se-lhe Mara. E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber? Então, Moisés clamou ao SENHOR, e o SENHOR lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces. Deu-lhes ali estatutos e uma ordenação, e ali os provou, (Êx 15.23-25)

Tendo partido o povo das suas tendas, para passar o Jordão, levando os sacerdotes a arca da Aliança diante do povo; e, quando os que levavam a arca chegaram até ao Jordão, e os seus pés se molharam na borda das águas (porque o Jordão transbordava sobre todas as suas ribanceiras, todos os dias da sega), pararam-se as águas que vinham de cima; levantaram-se num montão, mui longe da cidade de Adã, que fica ao lado de Sartã; e as que desciam ao mar da Arabá, que é o mar Salgado, foram de todo cortadas; então, passou o povo defronte de Jericó. Porém os sacerdotes que levavam a arca da Aliança do SENHOR pararam firmes no meio do Jordão, e todo o Israel passou a pé enxuto, atravessando o Jordão. (Js 3.14-17)

Então, Josué falou ao SENHOR, no dia em que o SENHOR entregou os amorreus nas mãos dos filhos de Israel; e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeão, e tu, lua, no vale de Aijalom. E o sol se deteve, e a lua parou até que o povo se vingou de seus inimigos. Não está isto escrito no Livro dos Justos? O sol, pois, se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro. Não houve dia semelhante a este, nem antes nem depois dele, tendo o SENHOR, assim, atendido à voz de um homem; porque o SENHOR pelejava por Israel. (Js 10.12-14)

Responde-me, SENHOR, responde-me, para que este povo saiba que tu, SENHOR, és Deus e que a ti fizeste retroceder o coração deles. Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus! (1 Rs 18.37-39)

Respondeu Elias e disse-lhe: Se eu sou homem de Deus, desça fogo do céu e te consuma a ti e aos teus cinquenta. Então, fogo de Deus desceu do céu e o consumiu a ele e aos seus cinquenta. (2 Rs 1.12)

Então, Elias tomou o seu manto, enrolou-o e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos em seco. (2 Rs 2.8)

Tomou o manto que Elias lhe deixara cair, feriu as águas e disse: Onde está o SENHOR, Deus de Elias? Quando feriu ele as águas, elas se dividiram para um e outro lado, e Eliseu passou. (2 Rs 2.14)

Sucedeu que, enquanto um deles derribava um tronco, o machado caiu na água; ele gritou e disse: Ai! Meu senhor! Porque era emprestado. Perguntou o homem de Deus: Onde caiu? Mostrou-lhe ele o lugar. Então, Eliseu cortou um pau, e lançou-o ali, e fez flutuar o ferro, (2 Rs 6.5-6)

E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança. Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé? E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem? (Mc 4.38-41)

Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam. De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos. (At 16.25-26)

Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu. (Tg 5.17)

A estes eventos, dentre outros, poderiam ser acrescentados as pragas no Egito e o juízo de Deus em Apocalipse. Como pode ser observado, o Senhor se instrumentaliza dos fenômenos naturais para disciplinar ou para abençoar os seus filhos.

A DISCIPLINA QUE VEM DE DEUS

Ora, na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado;    porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige? Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam, e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai espiritual e, então, viveremos? Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.    Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça. Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os pés, para que não se extravie o que é manco; antes, seja curado. (Hb 12.4-13)

Os princípios da disciplina que vem de Deus estão explícitos no texto acima, e deixam claro que:

- A disciplina é motivada pelo amor que o Pai tem por nós (v. 6);
- A disciplina é uma prova de nossa filiação espiritual (v. 7 e 8);
- A disciplina produz vida (v. 9);
- A disciplina nos torna participantes da santidade do Pai celestial (v. 10);
- A disciplina não produz de imediato alegria, mas depois é produtora de vida correta e de paz (v. 11);
- A disciplina é fonte de motivação e força para os fracos e cansados (v. 12);
- A disciplina promove a construção de caminhos retos, uma nova direção e de cura para os mancos (v. 13)

Em toda a Escritura, a disciplina do Senhor cooperou na transformação e restauração de pessoas, povos e nações.

Períodos de duradouras secas, enquanto disciplina de Deus, são vivenciados em todas as áreas de nossas vidas, para que tempos de prosperidade plena sejam por nós desfrutados para a glória de Deus!

Como o salmista, poderemos então dizer:

Tens feito bem ao teu servo, SENHOR, segundo a tua palavra. [...] Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra. [...] Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos. (Sl 119.65, 67, 71).
 
Aproveite bem a aula e imprima nos seus alunos que, a palavra de um homem de Deus, pode abrir ou fechar o céu, depois que ele ora a Deus.
 
Bibliografia 

Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
-. HARRISON, R. K. Tempos do Antigo Testamento: Um Contexto Social, Político e Cultural. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
-. SOARES, E. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
-. ZUCK, R. B. (Ed.) Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD. 2009.
-. http://pt.scribd.com/doc/21991078/A-Vida-de-Elias-capitulos-1-a-8-A-W-Pink
 
 
Grande abraço.
Viva vencendo!!!
Seu irmão menor. 
 

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