03 janeiro 2013



Decadência Assembleiana


Diz o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa que o significado de decadência é: “Começo da ruína; declínio: a decadência de um império; Declínio, queda, ruína”.

Tenho observado nos noticiários que o Brasil passa por uma decadência moral em todos os setores, a começar do Governo, atingindo até os mais pobres.

A nossa Polícia também passa por uma decadência, pois aquela que deveria ser a guardiã do cidadão, volta e meia encontra-se envolvida com bandidagem, fazendo o contrário daquilo que deveria fazer.

Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário já não conseguem inspirar confiança em ninguém.

A Justiça Brasileira não consegue inspirar no cidadão a confiança de tempos atrás, onde era ela a defensora dos direitos dos cidadãos. Hoje isso não mais acontece.

A corrupção grassa nossa nação. O nosso País é conhecido no exterior como o “Pais da impunidade”, “Terra de ninguém” ou “País  da imoralidade”.

Se for escrever sobre a corrupção nos setores privados, iremos muito longe e assim, sucessivamente.

Mas quero falar de outra corrupção que campeia fortemente para desgraça nossa: a corrupção no meio Evangélico, ou para quem gosta, ‘meio Gospel’.

O ‘meio’ está corrompido. A pregação do verdadeiro Evangelho foi diluída, para ficar mais ‘apetitosa’, o ensino da Palavra está satisfazendo os ‘ouvidos que cocam’, pelas heresias e por ensinamentos que condizem com seus modos de vidas, divorciados do ensino de Jesus e de Seus apóstolos.



Nosso louvor, está uma lástima: todos os ritmos, qualquer letra, qualquer um hoje se auto-proclama ‘levita’ e começa a cantar qualquer coisa que satisfaça ao ego dos ouvintes que, coitados,  já não sabem a diferença entre ‘o profano e o sagrado’.

Mentes cauterizadas, onde tudo é permitido. Consciências ‘compradas’, onde ‘nada é pecado e nada tem importância’. 



Corações corrompidos pela vaidade e pela procura de aceitação e firmação no meio secular, sem deixar de ser ‘gospel’.

Essa podridão entrou em nossas igrejas e hoje o liberalismo teológico e as práticas pecaminosas, fazem parte do dia-a-dia do povo chamado crente.


Pecado perdeu a pecha de mal. Agora  ele é ‘pecado só se o coração condenar’. Se não for assim, vale tudo.
        
Vale roubar, não pagar, ludibriar, enganar no peso ou na medida, ser agressivo ou agredir ao invés de conversar, ir para motel com o(a) namorado(a), ficar uma semana com uma pessoa e na outra já com outra, aproveitando bastante o corpo alheio. Vale também homem arder de paixão por outro homem e na mesma proporção, mulheres se apaixonarem entre sí e continuarem a ‘servir ao senhor’ na igreja evangélica.

Hoje, vale tudo: ‘boate gospel’, ‘cerveja gospel’, ‘barzinho gospel’, ‘balada gospel’, ‘samba gospel’, ‘funk gospel’, ‘pagode gospel’, ‘motel gospel’, ‘cachaça gospel’, ‘preservativo gospel’, ‘sex shopping gospel’ e, ufa! etc.

  

Diante disso, me lembro que há alguns poucos anos, a Rede Globo lançou uma minissérie chamada “Decadência”, onde a trama se desenrolava tendo como personagem central um pastor evangélico, picareta, adúltero e mentiroso que se envolvia com todo tipo de patifaria.

Os crentes ‘viciados em novela’ logo protestaram porque o personagem mexia com eles. E achavam um absurdo a tal TV provocar os evangélicos tanto assim. E além disso, na abertura da trama, aparecia uma bíblia com uma calcinha por cima dela.

Na verdade era uma provocação sim. Mas o que a TV mostrava não era nada que não acontecesse no meio gospel. Os fatos eram verdadeiros. Os personagens apenas interpretavam o que acontecia com os 'tais' evangélicos. Não sei porque tanta ira...


O tempo passou e prá nossa vergonha, tudo o que a TV mostrou, era apenas ‘fichinha’ diante do que temos visto hoje no meio ‘gospel’.
  

E por isso mesmo é que estou escrevendo. Escrevendo para lhe mostrar que não há diferença entre o ímpio com suas atitudes entre crentes com as mesmas atitudes.

Não existe hoje separação do sagrado e do profano.Tudo é festa e tudo é bom!

O que era prática só do mundo, hoje adentrou nossas igrejas e se tornou normal, como se Deus, tivesse a obrigação de aceitar o que as pessoas fazem, mesmo que Ele não aprove.

Nessa virada de ano, tive o desprazer de tomar conhecimento de que algumas  igrejas  evangélicas terminaram 2012 e começaram 2013, não debaixo da graça, mas na  escravidão da  carne(Gl.5:16-25).



Na carne porque começaram de forma ímpia, a julgar pela forma da apresentação que é igual á do mundo e distante daquilo que se chama ‘santo ao Senhor’.
 

Os ‘tempos modernos’ chegaram e com eles uma gama muito grande de pessoas que nunca conheceram a Jesus e Sua Palavra e por isso, trazem para o templo, aquilo que lhes era agradável quando estavam no mundão.

Estão tentando santificar o imundo, imaginando que, assim, podem ‘curtir’ a porca vida pregressa, interagindo com o Senhor Jesus da forma que pensam estarem servindo-O.

Lamentável essa atitude.
 

Decepcionante que nossas igrejas tenham que suportar pessoas que fazem da Casa do Senhor um ambiente de danças, sensualismo, carnalidade e festas ímpias.

Que Deus, tenha misericórdia de nós, pastores, para que possamos sem medo, colocarmos um ‘freio’ espiritual nessa nuvem de gente descompromissada que estão invadindo nossos arraiais.


Imagino um jovem como Daniel, Timóteo, Tito e outros se estivessem hoje tendo que conviver com isso. Que reação teriam? Aceitariam? Iriam aderir?

Não. Com certeza não.

Enquanto não houver conversão verdadeira, o mundo continuará dentro das pessoas que o amam.

Abraços tristes por esse ‘papelão’!!

Vivam vencendo!!!

Seu irmão menor.








2 comentários:

  1. ótimo post amigo!!!infelizmente é isso q acontece na igreja de cristo hj!!!deus continue te abençoando e inspirando vc!!!abçs

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  2. Concordo com seu comentário, realmente o mundo continua dentro dos tais. A bíblia diz: Aquele q quer ser amigo do mundo, torna-se inimigo de Deus. E ainda tem crentes querendo processar os profetas por pregar contra o pecado, estão se levantando contra Deus e vão receber a ira vindoura.

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