08 março 2013

Perdidos Para Sempre

Qualquer pessoa cristã que apostata está perdida para sempre. Existe uma abundância de provas bíblicas, mostrando que um apóstata jamais poderá se arrepender. A palavra grega “apostasion” significa “divórcio”. O apóstata se divorcia da verdade divina e, portanto, do Espírito Santo. Por isso, ele não tem mais chance alguma de salvação. Existe uma multidão de pessoas dentro da igreja moderna que já foi seduzida pelo evangelho açucarado da facilidade, tendo deixado de crer nas verdades claras da Bíblia, para crer nas doutrinas dos falsos mestres.


Vejamos o que está implícito no termo “apóstata”. Não estamos falando de alguém que voltou à antiga vida de pecados e deixou de andar com o Senhor. Aqui se trata de um retrocesso, do tipo mencionado em Lucas 15 - na parábola de O Filho Pródigo. Este filho abandonou o pai e andou vagando longe do lar paterno, até que veio o sofrimento e ele decidiu voltar aos braços do pai. Creio que, em cada um de nós, existe algo do filho pródigo. Todos nós já precisamos nos arrepender, por termos falhado com o Pai celeste, quando desobedecemos a Palavra Santa. Contudo, isto não é apostasia.

As pessoas apóstatas são mais religiosas do que os legítimos santos de Jesus. Elas abandonam os grandes princípios doutrinários estabelecidos na Bíblia Sagrada e logo se empenham em fazer com que outras pessoas façam o mesmo. Imaginam ter descoberto verdades maiores. Substituem a verdade bíblica por algo que imaginam ser superior e mais adequado à atualidade, como se a Bíblia fosse um livro obsoleto. O livro “The God Chasers” (Os Caçadores de Deus) de Tommy Tenney retrata bem este caso. Ele declara que a Bíblia é o lugar onde Deus já esteve, enquanto a nova revelação é o lugar onde Ele está agindo agora. Rick Warren é um desses autores. Ele substituiu o novo nascimento, conforme o ensino do Novo Testamento, por “uma vida com propósito”, um relativismo psicológico.

No mundo apóstata de hoje existem muitos caminhos que levam a Deus e Jesus ficou reduzido a apenas um destes. O inferno e o lago de fogo agora se resumem ao túmulo, onde o morto está longe da presença de Deus. A Bíblia é recortada ao bel prazer da igreja apóstata e quase cada verdade pode ter várias significações, dependendo do ponto de vista do leitor, sem o menor respeito ao Espírito Santo, autor do Livro. A separação do mundo é coisa do passado e obedecer aos Dez Mandamentos já não é uma obrigação do cristão moderno. Os corinhos modernos substituíram os hinos clássicos, que nos elevavam às alturas celestiais. Enquanto isso, a música moderna provoca balanços no corpo e nos distancia do verdadeiro desejo de alcançar o céu. O novo modo “cristão” de pensar: “Um jogo de futebol ou de basquete, na TV, podem substituir perfeitamente o culto vespertino, visto como trazem uma certa leveza ao coração, que ficou amargurado com o sermão ouvido no culto da manhã...”


A Bíblia está repleta de admoestações sobre os fenômenos do final dos tempos, conforme a 2 Timóteo 4:1-4. Mas sobre a apostasia o Livro de Hebreus tem uma passagem que tem sido amplamente ignorada pelos pregadores modernos, ou seja, Hebreus 6:4-8: “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério. Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus; Mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada”. Um pregador moderno evita este tipo de passagem, para não ferir a susceptibilidade dos ouvintes. Mas o Espírito Santo mostra que o resultado final de quem apostata é ser lançado ao fogo do inferno eterno, visto como já não pode se arrepender.

Na 2 Tessalonicenses 2:3-4, vemos claramente o que significa a apostasia final: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”. Esta passagem combina perfeitamente com a de Hebreus supracitada. Muitas pessoas resolvem aderir a “outro evangelho” porque de fato nunca amaram a Palavra de Deus e se sentem mais confortáveis com as novas doutrinas. Os pregadores do evangelho triunfalista diluem a verdade, visando conseguir novos membros para as suas igrejas. E continuam a pregar o mesmo evangelho açucarado, a fim de não espantar os novos “convertidos”, visando conseguir mais almas para o seu rebanho de ovelhas cegas. O resultado de tudo o isso pode ser visto na 2 Tessalonicenses 2:10-12: “E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade”. Para os novos crentes não é a verdade que importa, mas o evangelho que os seus corações aprovam.

Quem lê a Bíblia com a firme intenção de conhecer a verdade logo detecta os erros doutrinários que são pregados, hoje em dia. O âmago da apostasia está na substituição das simples verdades bíblicas pelo sofisticado evangelho pregado nas igrejas intelectualmente psicologizadas, através das quais Deus está permitindo que a maioria dos cristãos desembarque na “operação do erro”.

A apostasia é uma espécie de blasfêmia contra o Espírito Santo, que é “o Espírito de verdade” (João 16:15), por ser absolutamente SANTO. Rejeitar a verdade, diluir a verdade, florear a verdade, enfim, mudar a verdade entristece e até apaga o Espírito Santo, transformando-se numa blasfêmia. Ele inspirou cada passagem da Bíblia Sagrada (2 Pedro 1:21) e negar a revelação que Ele nos trouxe é blasfemar contra Ele. Desde Moisés, escritor do Pentateuco, até João, escritor do Apocalipse, a Palavra de Deus é pura, infalível, eterna e perfeita. No Livro do Apocalipse, vemos o que vai acontecer com quem toca no Livro Sagrado: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro”. (Apocalipse 22:18-19). - Pr. Joseph Chambers

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