27 abril 2013


Justiça determina volta da cúpula da Maranata no ES


Conselho investigado por desvio de dízimo não administrará. Conselheiros só podem exercer funções espirituais ou eclesiásticas.




Nove membros do Conselho Presbiteral da Igreja Maranata no Espírito Santo foram autorizados pela Justiça a retornarem à instituição, nesta semana. A cúpula só poderá exercer funções espirituais ou eclesiásticas e está vetada qualquer participação na área administrativa, que continuará nas mãos do interventor, o pastor e coronel aposentado da Polícia Militar Julio Cezar Costa.
O conselho, formado por pastores, foi afastado no final do ano passado, após operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, em conjunto com a Polícia Federal. Eles investigam o desvio do dízimo doado pelos fiéis e que pode ter resultado na prática de crimes como lavagem de dinheiro, estelionato, formação de quadrilha, desvio de recursos públicos, entre outros.
Advogado diz que Igreja Maranata no ES quer iludir fiéis com ação judicial (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Igreja Maranata no Espírito Santo.
(Foto: Reprodução/TV Gazeta)
Salário
A decisão de permitir a volta da cúpula foi do juiz Marcelo Menezes Loureiro, titular da Vara Central de Inquéritos de Vitória. No mesmo documento, ele aceitou os honorários propostos pelo coronel aposentado Julio Cezar Costa. No período em que permanecer como interventor da igreja, o pastor e militar receberá um salário mensal de R$ 24,9 mil.

Ele deverá apresentar, até o dia 4 do próximo mês, o primeiro relatório de suas atividades à frente da instituição. “Já está quase tudo pronto, seguindo o que foi pedido pela Justiça”, adiantou Costa.
O interventor explicou que a decisão da Justiça também suspende a proibição dos pastores do conselho de se comunicarem, o que sana uma dificuldade que vinha sendo enfrentada por eles. “Eles não podiam ministrar aulas no Maanaim ou fazer pregações em igrejas para não descumprir uma decisão da Justiça, o que agora acaba”, assinalou Costa.
Horários
Na tarde desta quinta-feira (25), Costa publicou uma instrução de serviços em que define dias e horários onde o conselho poderá se reunir. O espaço a eles destinado será uma sala do Presbitério de Vila Velha, a sede administrativa da Maranata. “Nesses momentos, não haverá presença de funcionários da área administrativa, seguindo o que determina aa Justiça”, assinalou Costa.

A decisão da Justiça também permite o retorno do pastor Daniel Moreira à Diretoria Administrativa e de Recursos Humanos. Ele também havia sido afastado de suas funções. Outro ponto da decisão diz respeito aos bens da igreja, dos quais R$ 30 milhões vão permanecer bloqueados.
O Conselho é formado pelo presidente Gedelti Gueiros e pelos conselheiros José Fraga Athayde, Gilson Souza, Marcelo Ferreira, Adaísio Fernandes, Luiz Eugênio do Rosário, Renato Duguay, Diniz Ciprestes, Alexandre Brasil.
Comentário de Wáldson: Como já se podia esperar, estamos no Brasil e aqui, até na Igreja 'Evangélica', tudo acaba em pizza!!!
Os homens foram pegos com 'a boca na botija', o MP do ES fez a intervenção, algumas autoridades sofreram ameaças e algumas testemunhas também. Foi comprovado a lavagem de dinheiro, foram presos e depois soltos e agora, são reempossados em seus cargos como se nada tivesse acontecido.
Ô país de leis bandidas que apoia bandidos, meu Deus do céu!!!!!!!!!
Gostei do comentário de um irmão, fiel da Maranata. Reproduzo-o aqui:
"o que eu acho vergonhoso para nós membros da igreja maranata é saber que esse interventor é da mesma corja desses pastores presos- ele sendo pastor da igreja sabendo que lá pastor nao tem salario(rsrsrs) - ainda recebe quase 25.000- aí vc meu irmao ainda fica patrocinando isso dando seu dizmo? Gostaria que tribunal de justiça e ministerio publico observasse esse juiz que tá autorizando intervençao, liberando esses pastotres aí pra voltar a cupula e tudo mais - como membro quero um desfexo disso e porque tantas facilidades para esses pastores conseguirem tudo tao facil. ee interventor é ligado aos pastores presos. Por mais que tentamos não acreditar nas pessoas que uma vez estiveram ligadas diretamente ao presbitério e hoje sairam, não dá pra ignorar uma informação como essa: R$ 25.000,00 de salário pago a uma pessoa que é militar reformado (já tem um salário muito bom pra sua sobrevivência). As vezes é inevitável a dúvida contra a idoneidade de alguns pastores da instituição. Outra coisa: sempre achei errado a chuva de informações sensacionalistas por parte do jornal contra a igreja... mas não concordo em mover 16 ações contra a mesma . Que exemplo é esse que se dá? Quem vai converter dessa forma?"
Abraços a todos.
Vivam vencendo aos patifes da fé!!!
Seu irmão menor.

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