02 abril 2013

Wyllys processa os pastores Marco Feliciano e Silas Malafaia por mensagens publicadas em perfil falso no Facebook

Os deputados federais Jean Wyllys, Érica Kokay e Domingos Dutra entraram com uma ação criminal contra o deputado e pastor Marco Feliciano, seus assessores e, também, contra o pastor Silas Malafaia, acusando-os de crimes como difamação, calúnia, falsificação de documentos, formação de quadrilha, falsidade ideológica e improbidade administrativa.

Em seu site oficial, Wyllys justifica a ação criminal afirmando que o pastor Silas Malafaia “é amplo divulgador de campanhas ilegais contendo inverdades e ofensas” contra ele. O deputado afirma ainda que Malafaia “faz isso através dos seus perfis oficiais nas redes sociais e de outros não oficiais”, ressaltando que os perfis que ele classifica como não oficiais não são contestados pelo pastor.
 
O texto publicado no site de Wyllys, assinado pelo advogado Antônio Rodrigo Machado, afirma ainda que as campanhas midiáticas, supostamente organizadas pelos pastores, colocaram em risco a vida do parlamentar, e classifica os pastores e outras pessoas relacionadas como réus no processo como uma “cadeia criminosa organizada”.
 
 O pastor Silas Malafaia comentou o assunto em seu site. Afirmando que vai entrar na Procuradoria Geral da República com uma ação contra os três deputados por denunciação caluniosa, o pastor ressalta que as acusações feitas contra ele tem como base mensagens publicadas em um perfil falso no Facebook, com o qual ele não teria nenhuma relação. Malafaia detalha ainda que na mesma denúncia em que seu nome está relacionado estão misturados assuntos que não tem nenhuma relação com ele, e classifica a ação como um jogo “inescrupuloso e bandido” que tenta o incriminar.
O uso de um perfil falso como base das acusações é comentado também pelo jornalista Reinaldo Azevedo, da Revista Veja. De acordo com o jornalista, a própria representação feita pelos parlamentares “fala sobre a existência de perfis falsos, mas parte do princípio de que os responsáveis por eles são justamente os que têm seus respectivos nomes usados à revelia”.
- Chega a ser uma piada que Wyllys processe Feliciano, dizendo-se perseguido. Ora, quem é que lidera a campanha nacional contra o presidente da comissão? Incluir Malafaia na peça acusatória é a evidência escancarada de má-fé. Ele não é político, não está na comissão; é, apenas, alguém com o direito a uma opinião – comentou o jornalista, que disse também que a tentativa do processo é de cercear o pensamento e a liberdade de expressão.
- O Brasil vai ficar lotado de aiatolás bondosos dizendo o que podemos pensar ou não, o que podemos dizer ou não, que religião podemos ter ou não. Os que acreditam em Deus devem deixar de lado essa ideia estúpida de absoluto e acreditar em Wyllys – criticou.
Azevedo diz ainda que os acusadores estariam interessados em juntar seus adversários “no mesmo saco de gatos”, e classifica as ações dos parlamentares como um espetáculo de intolerância.
- Espero que a mesma imprensa que está endossando esse espetáculo de intolerância não venha a pagar caro por sua estupidez. Está confundindo o direito à divergência e ao protesto – conclui o jornalista.
Por Dan Martins

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