10 maio 2013

Justiça nega habeas corpus ao pastor Marcos Pereira

Pastor Marcos Pereira com uniforme da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) 

O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) indeferiu liminarmente nesta quinta-feira dois pedidos de habeas corpus ajuizados pela defesa do pastor Marcos Pereira, de 56 anos, líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD). A pedido da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), ele teve duas prisões preventivas decretadas na semana passada, pelas 1ª e 2ª Varas Criminais de São João de Meriti, acusado de estuprar mediante violência duas fiéis de sua igreja.

O religioso foi preso pela Polícia Civil no fim da noite de terça-feira, quando passava pela Rodovia Presidente Dutra, na altura de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, cidade onde fica a sede de sua igreja. Ele havia acabado de sair do templo e seguia para um apartamento em Copacabana, na zona sul do Rio, que está em nome da ADUD. Segundo a polícia, o imóvel está avaliado em 8 milhões de reais.

Em seu despacho que negou o habeas corpus, o desembargador relator da 8ª Câmara Criminal alegou que a prisão de Marcos Pereira "é necessária para a manutenção da ordem pública". Já o relator da 3ª Câmara disse que o decreto de prisão "não se mostra flagrantemente ilegal". Agora, os habeas corpus serão encaminhados ao Ministério Público, que dará seu parecer. Depois, os méritos dos pedidos de liberdade serão analisados pelos colegiados das câmaras.

Imprensa tem provas contra Marcos Pereira? Ou: as acusações de José Júnior constituem provas? Talvez: um delegado sem crimes para investigar.

Uma trama!Trata-se do pastor Marcos Pereira, presidente da igreja Assembleia de Deus dos Últimos Dias, preso na noite de terça (7) sob acusação de ter cometido vários estupros. Uma notícia chocante, mas contestável. Contestável não pelos crimes supostamente cometidos pelo líder evangélico, que se for comprovado verdadeiros que fique preso, mas pela ideologia anticristã na imprensa brasileira. 

Já fui criticado por afirmar que a Globo preferiria um país de maioria islâmica apenas para ver o cristianismo ser extinto. Mas contra fatos, não há argumentos. Certo? O mesmo portal que deu vozes aos ativistas gays contra o pastor Marco Feliciano estampa imagem de outro pastor usando uniforme da Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap-foto acima).

Veja bem, caros leitores: acusação não constitui crime, provas constituem crimes e se existem provas contra Marcos Pereira que passe o resto da vida na cadeia. Mas se não há provas, a divulgação do Globo Online é um ativo preconceito antirreligioso, que já é comum na imprensa brasileira, na verdade antievangélico e até anticatólico.

A reportagem havia sido publicada as 0h43, ou seja, pouco depois da prisão do pastor e atualizada as 16h13, pouco depois da transferência do líder para o presídio Bangu 2. Como costuma acontecer nesses casos, busca-se a audiência, não a apuração dos fatos; trabalha-se com o choque, não com os argumentos; apela-se ao resumo do caso para evitar os questionamentos. Em síntese: trata-se de militância, não de cobertura jornalística.

Em outro portal apontam até os amigos de Marcos Pereira: Marco Feliciano, Silas Malafaia e outros líderes evangélicos. Ainda atribuí-se o status de seita a denominação liderado por Pereira e questionam a proximidade dele com parlamentares evangélicos. Qual o interesse? Talvez desvalorizar a instituição.

E pouco me importa se há 99% da imprensa dizendo o contrário. O fato é que a prisão e as acusações contra Marcos Pereira não foram bem esclarecidas. Primeiro, pelo levante: qual o interesse da Rede Globo em orquestrar a destruição da imagem de Marcos Pereira? Sim, pois foi a Globo quem iniciou a divulgação das séries de acusações contra ele. Segundo, pelo lembrete: José Júnior, o coordenador do movimento AfroReggae, que havia acusado o pastor de ter planejado sua morte, encomendado atentados no Rio e até ordenado a execução de três pessoas – nunca provou ou esclareceu os motivos – mas também havia prometido que ainda veríamos o pastor preso.

Assim seria o caso de indagar: Existem provas contra Marcos Pereira ou ele é uma vítima do uso da máquina do Estado que simulou investigações com o objetivo de denegrir sua honra? Ou ainda: Certamente a mídia já possui provas contra ele, pois apenas apresentam as acusações negando os argumentos que constituem a defesa? Se José Júnior pode provar, que prove suas acusações.

José Júnior era um admirador de Marcos Pereira e antes da briga, que o fez mudar de ideia, o líder já sofria por acusações levianas. Sim, digo levianas, pois até então não foram provadas. Mas que existe um interesse incomum de ambos, isso existe: a verba do Governo que patrocinaria o programa das ONGs dirigidas por eles. Após as acusações de José Júnior o pastor perdeu o patrocínio. Ou: quem perdeu foi os dependentes químicos, pois o que é incontestável é a seriedade do trabalho de recuperação promovido pela ADUD.

Sim, é aceitável que se declare a prisão de suspeitos – sempre tendo em mente que enquanto suspeito e acusado não existirá crime! Parece tautologia, mas precisa ser esclarecido nestes tempos. Pois o que parece é que a mídia tendenciosa esta alinhada a valores incautos com o objetivo de denegrir a imagem dos evangélicos.

Veja a entrevista com o delegado responsável pelo caso e perceba o tom irônico e falta de ética profissional:

Ele se aproveitava de pessoas pobres que achavam estar precisando de acompanhamento espiritual. Ele se comportava da mesma maneira quando estuprava as mulheres, geralmente dentro da própria igreja, em São João de Meriti. Ele colocava as pessoas numa situação como se elas estivessem erradas. Na realidade quem tinha o problema eram as mulheres que estavam possuídas, endemoniadas. Ele fazia a mulher acreditar que a única forma de se libertar daquele demônio era fazendo sexo com uma pessoa ‘santa’. Uma das vítimas foi abusada dos 14 aos 22 anos. Nos depoimentos são citadas outras 20 mulheres que também sofreram abuso sexual. Existe relato de estupros desde 1998 — disse o delegado.

Comento:
O delegado trata o acusado como legítimo criminoso, mas pelo relato, seu crime maior é ser pastor, por isso afirma que Pereira usava o argumento de que o “sexo com uma pessoa santa” seria “a única forma de se libertar”.

Lembro que o suposto crime cometido pelo pastor esta sendo investigado pela Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) do Rio de Janeiro, não seria o caso de questionar as motivações do delegado? Ou: Delegacia de Proteção a Mulher deveria investigar tráfico de drogas? Mas principalmente: porque na ação da Polícia Civil que apresentou o mandato de prisão contra Marcos Pereira a imprensa já estava lá?

Encerro:
Assim, se for provado que Marcos Pereira cometeu os crimes do qual é acusado, que responda por eles. Mas, enquanto os crimes são apenas suspeitas, que ele seja tratado como inocente.

Michael Cáceres
Veja.com


Veja o vídeo em que alguns deputados apresentam a inocência do Pastor:



Deus ajude-nos para que tudo isso seja resolvido de maneira séria, e não tendenciosa.
Abraços.
Tenham um dia bendito.
Vivam vencendo!!!
Seu irmão menor




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