23 maio 2013

Pr. Samuel Câmara é desligado pela Mesa Diretora da CGADB 

Pr. Samuel Câmara

Muito embora o site da CGADB - Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil não se reporte ao assunto, o Pr. Samuel Câmara, Pastor Presidente da Assembleia de Deus - Igreja Mãe em Belém do Pará, segundo informação publicada em seu perfil no Facebook, foi desligado da instituição em reunião da Mesa Diretora no dia de hoje,22/05/13.

Por sete votos a três, a Mesa Diretora resolveu acatar o parecer do Conselho de Ética e Disciplina, que julgou como falta de decoro as atitudes do Pr. Samuel Câmara e seus principais aliados, durante a AGE realizada em Maceió.

Os detalhes da decisão, podem ser lidos no fac-simile da publicação no perfil do mesmo, que posto abaixo para conhecimento.
Clique na imagem e visualise em tamanho real
Meu comentário:

Não tive qualquer conhecimento sôbre o ocorrido na reunião, porém, entendo que os acontecimentos já caminhavam nessa direção, o que entristece a nação assembleiana, independente do lado que se esteja na política eclesiástica da CGADB.

Creio ainda que, conforme anunciado pelo próprio Pr. Samuel Câmara, o mesmo irá recorrer da decisão e a celeuma não vai parar por aí, sendo que, a meu ver, mais uma cisão na Assembleia de Deus será o desfecho inevitável dessa fatídica situação.

Como a Assembleia de Deus, quanto Igreja, é mais forte do que tais cisões convencionais, creio que continuará sua marcha independente dessas questões e todos continuarão crescendo, o que não é suficiente para confortar o lamento de mais uma divisão na denominação.

Oremos.
Pr.Carlos Roberto da Silva
 
Comentário de Wáldson: Triste ver isso acontecer, embora já sabíamos que o caminho seria esse.
Acredito que uma outra Convenção Assembleiana está para surgir.
Isso é vergonhoso e escandaloso.
Homens brigando por poder político dentro da Convenção Geral.
Não bastasse o mundo com seus escandalos, agora temos homens importantes dentro das ADs e importantes na sociedade secular também, trazendo essa vergonha para a já tão combalida Convenção Geral.
Acredito que Pr. Samuel Câmara tenha sim, desrespeitado o Estatuto e o Regimento Internon(veja abaixo), mas que isso não era motivo para que o mesmo fosse 'julgado' pela Mesa Diretora chegando ao ponto extremo de o desligar. Isso foi arrogância do recém eleito Presidente Pr. José Wellington e seus pares.
Esse extremismo, só mostra o quanto inimigos eles são.
Já não se vêm como irmãos e sim como competidores e inimigos contumazes.
Que Deus, em nome de Jesus, dê um jeito nesse situação convencional que já extrapolou todos os limites da sensatez.
 
Abaixo partes do Estatuto que, o Pr. Samuel Câmara possa ter infrigido:
 
Para melhor avaliação da situação, transcrevo alguns trechos do estatuto da instituição, disponibilizados em seu respectivo site, que vão totalmente de encontro com a publicação de Samuel. Cada um faça sua própria reflexão. 

Estatuto da CGADB: 
Capítulo III
Art. 12. É da competência da Mesa Diretora da CGADB, apreciar, julgar e aplicar, em primeira instância, as penalidades previstas no Regimento Interno da CGADB, ao infrator do disposto no art. 9º deste Estatuto, assegurando-lhe amplo direito de defesa e recurso à Assembléia Geral.

Regimento Interno da CGADB:
Art. 127. O ministro inscrito no quadro de membros da Convenção Geral, conforme o artigo 5º e seus parágrafos do Estatuto da CGADB deverá respeitar o Estatuto, o Regimento Interno, e as autoridades constituídas da Convenção Geral, implicando em punição prevista, qualquer transgressão cometida.


Seção I

Do Regime Disciplinar


Art. 128. O membro da Convenção Geral está sujeito às seguintes penas disciplinares:

I - advertência; 

II - suspensão; 
III - desligamento. 


Parágrafo único. As penas disciplinares previstas neste artigo serão aplicadas de acordo com a gravidade da falta, sendo assegurado ao infrator, o pleno direito de defesa.

Art. 131. Será aplicado o desligamento ao membro que:

I - transgredir o art. 9º do Estatuto da CGADB; 

II - for julgado e condenado em juízo, pela prática de crime incompatível com o exercício do ministério, após o parecer do Conselho de Ética e Disciplina; 
III - desobedecer o credo doutrinário das Assembléias de Deus no Brasil, publicado no órgão oficial da Convenção Geral – Mensageiro da Paz; 
IV - negar-se a entregar a congregação ou igreja que esteja dirigindo, com o respectivo patrimônio da mesma à Igreja ou Convenção Estadual ou Regional na qual estava filiado e não assumir o ônus por débitos indevidamente contraídos em sua gestão; 
V - não cumprir o Estatuto, o Regimento Interno, as Resoluções da Assembléia Geral e da Mesa Diretora da Convenção Geral.

Fonte: CGADB

Lamentando, fico por isso.
Abraços.
Vivam vencendo a esse drama também!
Seu irmão menor.
   
   

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