28 maio 2013

Somos uma igreja missionária?




Quando  comparamos a visão, dedicação, entusiasmo  e poder da “igreja contemporânea”, com as da igreja do I século, reconhecemos que temos falhado.
O I século nos apresenta uma igreja perseguida constantemente, mas que crescia de maneira impressionante. Como é verdadeira a formosa afirmação: “O sangue dos mártires é a semente da igreja”.
 
Há um segredo fantástico para esse crescimento, a igreja do I século foi totalmente dominada pelo poder do Espírito Santo, que a impulsionou e a capacitou a testemunhar.
Devemos ter o cuidado de não romantizar a igreja primitiva como se fosse uma igreja sem falhas. Foi uma igreja com problemas - rivalidades, divisões, hipocrisia, heresias e imoralidades! Mas não obstante a tudo isso, nos ensina hoje o que devemos e o que não devemos fazer.
O livro de Atos (história da igreja) não tem uma conclusão formal, porque a grande obra começada não terminou com a prisão de Paulo. Ainda continua através da igreja no decorrer dos tempos.
A síntese da missão da igreja: Glorificar a Deus e anunciar o evangelho a todos os homens (e isso não é um segredo da igreja).
O que é “missão”? É a função que se confere a alguém para fazer algo; obrigação; dever.
1.    Porque a igreja existe?
2.    Qual o seu proposito principal?
Jesus responde a essas perguntas de maneira clara e simples em Mateus 28:18-20.
Todas as formas verbais do vs. 20 descrevem ações que Cristo queria que fossem cumpridas – pois o “fazei” (ensinai) discípulos - é um imperativo, uma ordem.
Muitos de nós enxergamos evangelização e missões como um romantismo do passado não uma realidade.
Estamos mais empenhados em formas do que na essência. E a essência da missão da igreja é fazer discípulos.
Para aqueles que já têm o Espírito Santo tudo isso é compreensível, o Senhor Jesus encontrou seus seguidores inertes antes da descida do Espírito Santo e os respondeu Mc. 16:14,15.

I- O retrato de nossas igrejas:
Mc. 16:14,15 – Medo, incredulidade e  dureza de coração são três coisas que impedem a proclamação das boas novas de Jesus.
a.    É ordem de Jesus (Mc. 16:15) – “Ide por todo mundo e pregai...”  se o campo é o mundo, e nós somos a luz do mundo, qualquer  visão menor que o mundo não é a visão de Deus.
b.    O amor pelas almas (Fl. 2:4,5) – “Não atente cada um para o que é propriamente seu,  mas cada qual também para o que é dos outros.
Em cada ocasião o Apóstolo Paulo afirmou: “O amor de Cristo nos constrange (envergonha), (II Co. 5:14) – E nós?

II. O envolvimento da igreja com missões:
A igreja que não tem interesse por missões e evangelismo se assemelha ao mar morto, com suas águas paradas e sem vida.
A igreja missionaria é fluente, e as bênçãos do Senhor repousam sobre ela, ela é semelhante ao mar da Galiléia com águas fluentes e cheias de vida.
Mar morto somente recebe águas do Jordão, mas não as distribui, tido peixe que do Jordão vem e cai nas suas águas e morre.
Mar da Galiléia recebe, mas também dá por isso suas águas são férteis em peixes.

III. Quem são os agentes da evangelização?
Somente a igreja pode evangelizar (II Co. 5:18-20).
Em nossos dias temos mais de 2 bilhões de pessoas no mundo que jamais ouviram falar de Jesus.
Infelizmente qualquer seita, faz o que a igreja do Senhor devia fazer.
O Islamismo cresce hoje mais que o cristianismo e nasceu 600 d. C.
56 pessoas morrem no mundo por minuto sem ouvirem falar de Jesus.
Existe uma promessa que paira sobre a igreja – a primeira vez que o Senhor Jesus menciona a igreja em Mt. 16:18 Ele disse que “as portas do inferno não prevaleceriam contra ela”.

IV. Os recursos para a obra missionária ser concluída:
a.    Visão – Jo.4:35 – Levantai os vossos olhos e vede as terras que já estão brancas para a ceifa.
b.    Obreiros – Mt.9:38 – Rogai, pois o Sr. da seara, que mande ceifeiros para sua seara.
c.    Espírito Santo – At.1:8 – capacitação (o poder do Espírito Santo), forma (testemunhando) e o campo (o mundo todo).

V. A mensagem a ser pregada:
“A cruz de Cristo” – I Co.2:2 – “Porque nada me propus entre vós senão a Jesus Cristo, e este crucificado”.
João Batista – Arrependei-vos, Jesus – Arrependei-vos, os discípulos – arrependei-vos.
Não o subproduto (restauração, benção financeira, emprego, essa não deve ser a nossa motivação) o ponto principal “a salvação”.
Jesus não é o solucionador de problemas, Ele é o Salvador de nossas almas – “Se esperarmos em Cristo só nessa vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”(ICo.15:19).
Cristianismo sem cruz é ralo, fraco, diverte os bodes, mas não alimenta as ovelhas.

VI. Conclusão:
O tema “missões” tem sido muito debatido em congressos e seminários. O que mais me preocupa é a possibilidade deste tema se tornar modismo. Modismo é algo que causa uma grande agitação em determinadas épocas, porém, não possui raízes e nem deixas marcas, é improdutivo.
Necessitamos compreender que missões não se faz com sensacionalismo, quando ficamos acomodados nos bancos das nossas igrejas emocionados com as narrações românticas do campo missionário.
“O mundo necessita de mais trabalho do que lágrimas”.
Ainda não estamos no céu, não podemos ficar só com nossas mãos levantadas louvando, no céu teremos uma eternidade para isso, é tempo sim de louvar e trabalhar para o Reino de Deus.
O Senhor Jesus em Mt.4:19 nos chama de pescadores de homens e pescador tem que ir pescar, não ficar em casa esperando que o peixe caia na sua casa.
Um grande exemplo de trabalho pelo Reino é o de John Wesley, pregador do século XVIII, andou montado num jumento 250 milhas (1º voltas ao redor do mundo) pregando 15 sermões por semana (40.ooo aprox. em toda vida) escreveu 250 livros. E aos 80 anos apesar de trabalhar em prol do Reino de Deus 15 hs. por dia declarou: “Me arrependo de não ter dado mais tempo da minha vida a Deus”.
Até mesmo o terreno mais fértil, permanece estéril, se nenhuma semente for lançada nele.
Somos frutos, de evangelismo – não sejamos negligentes e irresponsáveis com a obra do Senhor, como se ele jamais voltasse.

Pb. Francisco de Aquino

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