06 junho 2013


Confira tudo que aconteceu na Manifestação Pacífica realizada por Silas Malafaia em Brasília

manifestação-malafaia-04

Anunciada por seu idealizador, o pastor Silas Malafaia, como a maior manifestação desde as Diretas Já, a “Manifestação pela liberdade de expressão, liberdade religiosa e família tradicional” reuniu milhares de evangélicos na tarde dessa quarta feira (05) em frente ao Congresso Nacional, em Brasília.
O evento contou com a participação de 40 mil manifestantes, de acordo com o comando da Polícia Militar (70 mil, segundo os organizadores), que tinham como objetivo protestar contra a descriminalização do aborto e o casamento gay e pedir liberdade de expressão religiosa.
Um palco montado em frente ao Congresso Nacional reuniu líderes evangélicos, políticos de vários partidos, dentre eles dezenas de parlamentares ligados à bancada evangélica se revezaram para discursar, e também artistas gospel, que fizeram diversos shows que entreteram os milhares de presentes.
Entre as lideranças evangélicas que apoiaram o evento, se destacam R.R. Soares, Márcio Valadão, Edir Macedo, Ronson Rodovalho, Luciano Subirá, José Wellington, Rina, e Valdemiro Santiago. Lideranças católicas como o cardeal Dom Odílio Scherer, considerado um dos principais arcebispos do Brasil, também apoiaram a manifestação.
A maioria dos discursos do evento foi entorno da polêmica sobre o casamento entre casais homoafetivos e os esforços de parlamentares ligados a movimentos sociais de tentar criminalizar a homofobia.
- A sociedade é livre para criticar evangélico, criticar católico, criticar deputado. Agora, se criticar a prática homossexual é homofobia. – declarou o pastor Malafaia, ressaltando que, na opinião dele, “não existe delito de opinião”, segundo o G1.
- Eles nos chamam de fundamentalistas. Fundamentalistas porque defendemos a família, defendemos valores morais, somos contra as drogas. Sabe o que eles são? Os fundamentalistas do lixo moral! Escreve aí que o pastor Silas Malafaia chamou o ativismo gay de fundamentalismo do lixo moral – declarou Malafaia.
Presente no evento, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP), afirmou que os críticos do casamento homossexual não lutam contra os gays, e sim “a favor da família”.
- [O evento] é uma resposta aos governantes e a todas as pessoas que chamam de progresso aquilo que não é, que é retrocesso. A família é a base de toda a sociedade. A minha permanência na Comissão de Direitos Humanos é a favor da família. Eu mostrei isso sem xingamento, sem briga, sem nada – afirmou o parlamentar.
Silas Malafaia criticou ainda a tentativa de alguns parlamentares de regulamentar a atividade da imprensa, ato considerado pelo religioso como um atentado à liberdade de expressão. Segundo ele, para calar manifestações como a dele os políticos teriam que “rasgar a Constituição do Brasil”.
- Esses esquerdopatas querem controlar a imprensa. Estão pensando que somos uma Bolívia, uma Venezuela. Aqui não! Aqui é imprensa livre. Os esquerdopatas querem um novo marco regulatório para controlar a imprensa, o Estado e a sociedade. Querem colocar a mão na gente, querem colocar a mão em nós. E ninguém vai nos calar. Para calar a nossa voz, vai ter que rasgar a Constituição do Brasil.
Além dos presentes no local, o evento contou também com apoiadores através das redes sociais. No Twitter, várias pessoas usaram a hashtag #ManifestaçãoPacíficaEmBrasília, para publicar suas impressões sobre o evento.
- #manifestacaopacificaembrasilia eu apoio e oro por uma Igreja diferenciada e reconhecida por seus atos de amor – postou Helena Tannure.
- Que todo joelho se dobre ao poder de Deus sobre esta nação. #ManifestaçãoPacíficaEmBrasília – escreveu a psicóloga cristã Marisa Lobo. Pastores como Luciano Subirá e Antônio Cirilo também postaram a hashtag do evento em seus perfis na rede social, segundo o The Christian Post.
O evento organizado pelas lideranças evangélicas foi marcado também por manifestações contrárias, principalmente de ativistas ligados ao movimento LGBT. Durante a manifestação, um grupo carregando bandeiras do movimento gay gritou palavras de ordem a favor da união homoafetiva e do aborto.
Outro detalhe que marcou o evento foi a presença de ativistas do partido de Marina Silva, Rede Sustentabilidade, que aproveitaram a multidão reunida para coletar assinaturas de apoiadores.
Verdadegospel.com

Presidente do Senado diz que assumiu compromisso com o governo para acelerar votação do PLC 122; Silas Malafaia e Magno Malta reagem


O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que priorizará a votação do polêmico PLC 122, que tramita há anos no Congresso, e por falta de consenso entre a bancada evangélica e os ativistas gays, não foi votado ainda.

Calheiros justificou que devido à falta de consenso entre as partes, a única forma de resolver a situação é submeter o projeto à análise dos senadores em plenário: “O processo legislativo caminha mais facilmente pelo acordo, pelo consenso, pelo entendimento. Quando isso não acontece, tem que submeter à votação, à apreciação. É o que vai acontecer em relação ao projeto da homofobia”.
A decisão do senador Renan Calheiros foi anunciada após reunião com a ministra Maria do Rosário, titular da pasta dos Direitos Humanos. “Assumi com a ministra Maria do Rosário o compromisso de priorizarmos apreciação de alguns projetos dessa agenda. Considero fundamental que ela vá adiante nesse propósito de aproximação do Senado com a sociedade brasileira”, disse o presidente do Senado, de acordo com informações da Folha de S. Paulo.
O projeto que será votado foi alterado pela senadora licenciada Marta Suplicy, e segue a nova redação proposta pelo movimento homossexual, buscando estabelecer uma legislação própria para crimes de ódio e intolerância praticados contra homossexuais.
Reações
O pastor Silas Malafaia e o senador Magno Malta foram ao plenário do Senado e protestaram contra a decisão do presidente da casa. Malta afirmou que o PLC 122 “não pode ser votado a toque de caixa. A sociedade brasileira, acima de 80% dos brasileiros, não concordam com isso. Não quero acreditar que o presidente Renan tenha dito isso, que ele vá cometer essa atrocidade. Eu não sou homofóbico, mas o projeto não é justo. Banalizar a palavra é fácil”, disse.
Já Malafaia disse a Renan que ele não pode ser “tão inconsequente assim” e afirmou que “ele não vai atropelar trâmites da Casa. Deve estar falando isso para agradar o público da Parada Gay”, acredita.
“Marta fez a sua própria versão do texto, mais amena do que aquela que foi discutida na Câmara, o que não quer dizer que seja aceitável [...] Ele não é bom, ele não é democrático, ele não é aceitável”, criticou o jornalista Reinaldo Azevedo, em sua coluna no site da revista Veja.
De acordo com a análise de Azevedo sobre a nova proposta do PLC 122, existe autoritarismo no projeto: “O que Marta espertamente tentou fazer foi dar um truque nas igrejas cristãs, que eram claramente perseguidas na primeira versão da proposta. Na segunda, o risco é amenizado, embora continue presente. O texto continua autoritário para cristãos e não cristãos”, afirmou.
“A dita Lei Anti-Homofobia é um coquetel de inconstitucionalidades. Isso não quer dizer que, se submetida à análise do Supremo (caso aprovada no Congresso), não vá ser considerada mais um primor do direito criativo, uma área em que o Brasil está virando craque. Marta já afirmou que é preciso haver pressão da sociedade para aprovar a tal lei. “Pressão da sociedade” significa a organização de grupos da militância gay em favor da lei — e, obviamente, o silêncio de quem é contra. E é evidente que se pode ser contra não por preconceito contra os gays, mas porque a lei ofende o bom senso e cria uma casta de aristocratas sob o pretexto de combater a homofobia”, disse Azevedo.
O senador Renan Calheiros adiantou que pediu ”uma conversa com a bancada evangélica, sem restrição de nenhum nome. Mesmo sob um tema polêmico, a gente vota e destaca uma parte ou outra”.

Folha de São  Paulo
Vamos mandar emails de repudio a esses ditos deputados e a nossa grande indignação tanto com eles como contra seus partidos que apoiam isso. Segue links: http://www.senado.gov.br/senadores/
http://www2.camara.leg.br/participe/fale-conosco/fale-com-o-deputado

Nenhum comentário:

Postar um comentário