13 junho 2013

Lição Bíblica - 16/06/13"A FAMILIA E A ESCOLA DOMINICAL"
TEXTO ÁUREO  = “Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Tm 3.16).

VERDADE PRÁTICA = “Evangelizando e ensinando, a Escola Bíblica Dominical constitui-se no principal departamento da igreja”.
 
TEXTO BÍBLICO BÁSICO  = Pv 22.6; = 2 Tm 3.14-17; = Dt 6.6,7

INTRODUÇÃO
Ao ensejo do Dia Nacional da Escola Dominical, focalizaremos a importância do ensino sistemático das doutrinas bíblicas no desenvolvimento do caráter cristão. Não se pode conceber urna igreja sem Escola Dominical, pois os crentes necessitamos do ensino bíblico para vencer a todos os percalços de nossa jornada. Sobre a importância da Escola Bíblica Dominical, pronuncia-se A. S. London: “Extinga a Escola Bíblica Dominical e, dentro de 15 anos, sua igreja terá apenas a metade dos seus membros.”
I.O QUE É A ESCOLA DOMINICAL?
A Escola Bíblica Dominical é o principal departamento da igreja. Eis corno o pastor Antonio Gilberto a define: “...a escola de ensino bíblico da igreja, que evangeliza enquanto ensina, conjugando assim os dois lados da comissão de Jesus à Igreja , conforme Mt 28.20 e Mc 16.15. Ela não é uma parte da Igreja; é a própria Igreja ministrando ensino bíblico metódico”.
II. A ORIGEM DA ESCOLA DOMINICAL
1. No Velho Testamento. Embora seja uma instituição relativamente moderna, as origens da Escola Bíblica Dominical encontram-se nas Escrituras Sagradas. Vejamos rapidamente, pois, como a Palavra de Deus era ensinada nos antigos tempos.

a. Nos dias de Moisés. No período mosaico, eram os próprios pais os encarregados pelo ensino religioso aos seus filhos. Eis o que recomendou o Senhor por intermédio de Moisés: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando- te e levantando-te” (Dt 6.6,7).  Além do ensino informal ministrado no recesso do lar, eram realizadas também reuniões públicas: “Ajunta o povo, homens, e mulheres, e meninos e os teus estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam, e aprendam e temam ao Senhor vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta lei’‘ (Dt 31.12).

b. Nos dias dos profetas, sacerdotes e reis. Concomitantemente com os encargos cultuais, dedicavam-se os sacerdotes também ao ensino da lei, ( Jr 18.18). Todas as vezes que um monarca judaíta propunha-se a servir a Deus, unia das primeiras providências que tomava era justamente incentivar os sacerdotes a prosseguir com o doutrinamento do povo. Assim agiram, por exemplo, o piedoso Ezequias e o inigualável Josias. Entre esses notáveis soberanos, incluímos o rei Josafá. De seus ingentes esforços para ensinar seus súditos, registrou o cronista: “E exaltou-se o seu coração nos caminhos do Senhor e ainda de mais tirou os altos e os bosques de Judá. E, no terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, a Bencail, e a Obadias, e a Micaia, para ensinarem nas cidades de Judá” (2 Cr 17.6,7).
 

Como seria bom se todos os nossos pastores se dedicassem ao ensino do povo de Deus. Tenho absoluta certeza de que não teríamos mais igrejas fracas e espiritualmente enfermas. Os crentes seriam mais firmes e se dedicariam com muito mais afinco à expansão do Reino de Deus. Pastor, tens ensinado teu rebanho nos santos caminhos do Senhor? Ou tens perdido tempo com vâs filosofias e histórias que nenhuma edificação trazem?

c. Nos dias do cativeiro babilônico. Os judeus foram levados cativos a Babilônia em três sucessivas levas: 606, 596 e 587 a. C. Longe de Israel e do Santo Templo, que já não mais existia, ficaria o povo à mercê das pompas cultuais pagãs e da lubricidade da adoração gentia. Entretanto, mesmo arredados a centenas de quilômetros da Formosa Terra, Deus não permitiu que eles desaparecessem como nação, nem perdessem sua identidade como povo escolhido. Além dos profetas, suscita-lhes o Eterno dedicados escribas e sacerdotes que reavivam o estudo da Lei e dos outros santos escritos. Foi durante o cativeiro babilônico que surgiram as sinagogas. Essas instituições, explica-nos Benson, tinham duplas finalidades: “As sinagogas eram casas de ensino , tanto para crianças como para adultos.”Em suma, pois, eis como funcionavam as sinagogas: Durante a semana serviam como escola para as crianças, e, aos sábados, como ponto de reunião para o estudo da Lei.

d.Nos dias de Esdras. Esdras foi um dos homens mais cultos da nação hebraica. Ele, a propósito, tem sido comparado a Moisés por ter sistematizado as Sagradas Escrituras e delimitado o cânon do Velho Testamento. Como um dos líderes dos repatriados judeus, muito se preocupou com a educação religiosa de seus conterrâneos. O pastor e professor Antonio Gilberto explica-nos como funcionava a escola dirigida pelo esforçado sacerdote: “Esdras era o superintendente (Ne 8.2), o livro-texto era a Bíblia (v.3), os alunos eram os homens, mulheres e crianças (vv. 3;12;43). Treze auxiliares ajudavam a Esdras na direção dos trabalhos e outros treze serviam como professores, ministrando o ensino (vv 7;8). O horário ia da manhã ao meio dia (v.3).” Sem a intervenção de Esdras, que além de sacerdote era habilidoso escriba, o povo não teria suportado tantas provações, dores, angústias e não poucas lágrimas.
Os filhos de Deus somente resistirão aos dias maus se estiverem alicerçados nas Sagradas Escrituras.

2. No Novo Testamento. Se o ensino bíblico era importante para a antiga aliança, quanto mais para a nova. Isto porque, como religião universal, o cristianismo não necessita apenas de adeptos. Necessita de homens, mulheres e crianças que realmente tiveram uma experiência marcante com o Senhor Jesus. Mas, deque forma podemos nos inteirar das verdades cristãs a não ser com o ensino sistemático do livro dos livros.

a. Nos dias de Jesus. Cristo foi o Mestre dos mestres. Até mesmo seus mais ferrenhos adversários admiravam- se da excelência e supremacia de seus ensinos. No Evangelho de Marcos, lemos: “E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas” (Mc 1.22). Grande parte do ministério terreno do senhor Jesus foi ocupado com o ensino (Mt 4.23; 9.35). Ele não perdia oportunidade. O Senhor ensinava nas sinagogas e em casas particulares (Mc 6.2; Lc 5.17; Mc 2.1).

Ensinava também no Santo Templo e nas humildes e esquecidas aldeias (Mc 12.35; Mc 6.6). Ante as multidões, expunha com simplicidade e terna beleza os escondidos mistérios do Reino de Deus (Mc 6.34). Cristo, todavia, não esquecia os pequenos grupos, como costumam fazer determinados evangelistas, que falam apenas às massas e se recusam a ministrar a pequenos rebanhos. Os tais se esquecem de alço fundamental: onde estiver dois ou Ires reunidos no nome de Jesus, o próprio Senhor estará no meio deles.

Como o maior de todos os ensinadores, Cristo era chamado com muita justiça de Rabi. Esta expressão hebraica não significa apenas Mestre. Ela quer dizer muito mais. Todas as vezes que alguém se dirige a Cristo, chamando-o de Rabi, declarava-lhe literalmente: “Minha Grandeza”. Como o inigualável Mestre, deixou-nos na Grande Comissão a responsabilidade de não somente evangelizar, como também ensinar (Mt 28.18,19). E, foi isto exatamente o que fizeram seus discípulos.

b. Nos dias da Igreja. Após a ascensão de Cristo, os apóstolos e discípulos continuaram a ensinar. Lendo o livro de Atos, vemos que a Igreja em seus primórdios dava muita importância ao ensino das doutrinas bíblicas. Leia Atos 5.41. Em suas viagens missionárias, Paulo jamais se descuidou do ensino cristão. Acompanhado de Barnabé, ele ficou um ano todo a ensinar os irmãos em Antioquia (At 11.26). Com a mesma finalidade, o tolo permaneceu três anos em Éfeso (At 20.20,31). Na capital do Império Romano, Paulo dispendeu seus últimos dias com o ensino do Evangelho (At 28.31).

3. Nos dias atuais. A Escola Bíblica Dominical, como hoje a conhecemos, começou na cidade inglesa de Gloucester. Este maravilhoso empreendimento teve início quando o jornalista evangélico, Robert Raikes, de 44 anos, foi profundamente tocado por Deus a fazer algo pelas crianças de sua cidade, que perambulavam pelos antros.
Desta forma, Robert Raikes saiu às ruas e passou a convidar as crianças para participarem de uma reunião dominical que, daí por diante, tornar-se-ia uma das mais fortes tradições da Igreja Cristã.

Nessa tarefa, Raikes contou com a valiosa ajuda de William Fox. Segundo as diretrizes estabelecidas por Robert Raikes, além dos ensinos bíblicos, ministrar-se-ia também às crianças, nessas reuniões dominicais, outras matérias: gramática, aritmética e moral e cívica. No Brasil, a Escola Dominical começou em Petrópolis em 19 de agosto de 1885. A iniciativa coube ao missionário Robert Read Kalley, da Igreja Congregacional.
III. OS OBJETIVOS DA ESCOLA DOMINICAL
Como já vimos no início desta lição, a Escola Bíblica Dominical tem dois objetivos básicos: a evangelização e o ensino. Desta forma, ela cumpre integralmente as diretrizes traçadas por Cristo na Grande Comissão.

1. Evangelização. Sendo a evangelização um dos seus objetivos, os ensinos da Escola Dominical não podem ser apenas bíblicos. Precisam ser bíblicos, mas essencialmente evangélicos. Em outras palavras, quaisquer que sejam os assuntos em estudo, temos que nos referir, obrigatoriamente, à morte e ressurreição de Cristo. Sem estes elementos básicos e indispensáveis da fé Cristã, a ED jamais cumprirá a sua missão evangelizadora. Quanto a este aspecto da Escola Dominical, escreve Cathryn Smith: “A Escola Bíblica é uma escola diferente, porque, aqui, professores e alunos são responsáveis pelo recrutamento de novos discípulos. A igreja pode utilizar-se desse princípio como estratégia para alcançar as multidões com a sua influência, coordenando o seu programa de expansão através do organismo já existente na EBD”. Com bastante propriedade, complementa a autora: “A Escola Bíblica Dominical é a agência evangelizadora por excelência da igreja”.

2. Ensino Cristão. É na Escola Bíblica Dominical que vamos adquirir um ensino sistemático e ordenado das doutrinas bíblicas. Sem este embasamento doutrinário, jamais cresceremos na graça e no conhecimento do Senhor. Façamos uma pesquisa e descobriremos que os obreiros bem sucedidos foram assíduos freqüentadores da Escola Dominical. Escreve o Dr. C. H. Benson: “Um cálculo aproximado assinala que 75% dos membros de todas as denominações, 85% dos obreiros e 95% dos pastores e missionários foram, em qualquer tempo, alunos da Escola Dominical” 
A NECESSIDADE DA ESCOLA BÍBLICA
Convencer a Igreja desta necessidade tem sido um grande desafio nos dias atuais. Não há dúvidas que a escola bíblica dominical compete com o cansaço e o lazer. E na maioria das vezes é quase uma competição desleal. Pois sempre o lazer e o cansaço vencem!

Infelizmente estes cristãos também são presas fáceis de Satanás justamente por falta de conhecimento bíblico. Grande parte não tem o hábito de ler livros cristãos, freqüentar palestras e cursos de capacitação, ler comentários bíblicos. Outros são ainda piores, nem ao menos lêm a bíblia e quando estão diante de um desafio não têm a menor base para enfrentar aquela situação, lançando mão de uma teologia própria ou mal ouvida de um pastor no rádio, televisão ou de uma mensagem mal compreendida no domingo à noite. Finalmente, por não terem sucesso, culpam a Deus ou a igreja pelos seus infortúnios!

A escola dominical permite o diálogo entre o ouvinte e o professor, privilégio que os cultos normais não oferecem. Permite ao aluno questionar o professor sobre uma questão mal compreendida. E acima de tudo dar a sua opinião sobre o tema.

É verdade que a escola dominical não forma teólogos, até porque não é a sua proposta. Ela forma crente sadios, bem embasados na fé cristã, família comprometida com a verdade e ética cristã e crianças mais bem preparadas para adolescência. Adolescente preparado para a juventude e jovens preparados para assumirem uma família dentro dos padrões do evangelho. Daí a necessidade de toda a família freqüentar a escola bíblica dominical.

Outra grande vantagem da escola bíblica dominical é que, como ela é dividida em classes nas suas faixas etárias, permite uma comunicação mais proveitosa entre professor e aluno através de linguagem e exemplos pertinentes á idade daquela classe. Aí então todos os assuntos são direcionados para atingir as necessidades daquele aluno, independente do tema que esta sendo abordado e dando mais liberdade para o professor falar abertamente do tema, pois o assunto não é segredo para ninguém daquela sala.

Em resumo, você cresce e amadurece muito na fé cristã quando você freqüenta uma escola bíblica dominical.

Venha participar conosco! Se a sua igreja ainda não tem escola dominical, você esta sendo desafiado a procurar o seu pastor e se dispôr a auxiliá-lo no que for necessário a fim de que possa implantar uma escola bíblica dominical na sua igreja.

Escola bíblica dominical
Nossa escola acontece todos os domingos de 9:00hs as 10:30hs da manhã. Termos como principal objetivo proporcionar o amadurecimento cristão de nossos alunos, bem como uma continua reflexão de comportamento e atitudes frente à família, sociedade e Igreja evangélica, tendo como a principal referência a Palavra de Deus - Bíblia.

Abordando temas como infidelidade, medo, orgulho, perdão, nossas aulas para adultos têm levado os alunos a conhecer mais a si mesmos e a entender que apesar de sermos humanos e mesmo com todos os nossos instintos e emoções, somos plenamente capazes de viver uma vida de verdadeiros cristãos. E acima de tudo glorificando a Deus através do fruto do Espírito cultivado em nós, segundo o que nos orienta o livro de Gálatas 5: 22-25. Moldar o caráter á luz da palavra de Deus é a proposta de uma escola bíblica dominical teologicamente correta!
CONCLUSÃO
A Escola Dominical é um agente transformador da sociedade, muitas vidas podem ser modificadas através dos ensinos dominicais. Por isso compareça, traga sua família, convide pessoas não crentes para participar das aulas, você como igreja estará praticando o texto de Mateus citado acima. Temos várias salas de aula para atender todos os públicos da igreja.
 
Subsídio para o Professor 


INTRODUÇÃO
A igreja local é formada por famílias, que se reúnem para adorar a Deus. E essa adoração deve ter o respaldo e a base fundamental nas Escrituras Sagradas. Estas, por sua vez, só podem ser apreendidas, através do estudo e do ensino sistemático. O ensino cuidadoso da Palavra de Deus na Escola Dominical tem grande valia para a formação espiritual, moral e social das famílias, principalmente, quando seus componentes - pai, mãe e filhos -, são assíduos frequentadores das classes dominicais.
Nos cultos de doutrina, os obreiros podem passar para os crentes os ensinos fundamentais que fortalecem a fé e o caráter cristão. No entanto, em tais ocasiões, eles falam para um auditório heterogêneo, numa linguagem única para segmentos diversos de pessoas. A Escola Dominical, porém, com suas lições apropriadas para crianças, adolescentes, jovens e adultos, aborda assuntos da atualidade, os grandes problemas morais de nosso tempo, como aborto, eutanásia, sexo, homossexualismo desenfreado, transexualidade (mudança de sexo), etc. Tudo isso pode ser abordado e discutido na Escola Dominical, de tal forma que os alunos possam melhor posicionar-se sobre tais problemas, à luz da santa Palavra de Deus. Também, com lições que ensinam sobre seitas e heresias, a Escola Dominical presta uma contribuição excelente, para que os crentes não caiam nas armadilhas sutis dos falsos segmentos religiosos, que se apresentam travestidos de cristãos, mas, na realidade, são instrumentos do maligno para afastar as pessoas de Deus.

I. O QUE É A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

1. Definição. A Escola Bíblica Dominical é a agência de ensino da Igreja. De forma acessível a todas as faixas etárias, ela se dispõe a ensinar as Escrituras Sagradas de forma sistemática com objetivo precípuo de formar o caráter de Cristo no cristão.
Nas palavras do pastor Antonio Gilberto, “a Escola Dominical é a escola de ensino bíblico da Igreja, que evangeliza enquanto ensina, conjugando assim os dois lados da comissão de Jesus à Igreja conforme Mateus 28:20 e Marcos 16:15. Ela não é uma parte da Igreja; é a própria Igreja ministrando ensino bíblico metódico”.
É na Escola Dominical que os alunos podem fazer perguntas ao professor (algo não permitido em um culto, por ocasião da exposição da Palavra de Deus), apresentar suas ideias, aplicar o que está sendo ensinado à sua vida e desenvolver talentos em prol do Reino de Deus.
Milhões e milhões de vidas são discipuladas nos bancos da Escola Dominical. É, sem dúvida, a maior agência de serviço voluntário em todo território nacional, quiçá do mundo.
2. Raízes Bíblicas da Escola Dominical. Embora seja uma instituição relativamente moderna, as origens da Escola Dominical remontam aos tempos bíblicos. Poderemos descortiná-la nos dias de Moisés, nos tempos dos reis, dos sacerdotes e dos profetas, na época de Esdras, no ministério terreno do Senhor Jesus e na Primitiva Igreja. Não fossem esses inícios tão longínquos, não teríamos hoje a Escola Dominical.

- Nos dias de Moisés. Além de promover o ensino nacional e congregacional de Israel, Moisés deu muita importância à instrução doméstica. Aos pais, exorta-os a atuarem como professores de seus filhos: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-se e ao levantar-te” (Dt 6:7).
As reuniões públicas recebiam iguais incentivos: “Congregai o povo, homens, mulheres e pequeninos, e os estrangeiros que estão dentro das vossas portas, para que ouçam e aprendam, e temam ao Senhor vosso Deus, e tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta lei; e que seus filhos que não a souberem ouçam, e aprendam a temer ao Senhor vosso Deus, todos os dias que viverdes sobre a terra a qual estais passando o Jordão para possuir” (Dt 31:12,13).

- Na época dos reis e sacerdotes. Vários reis de Judá, estimulados pelos profetas, restauraram o ensino da Palavra de Deus, encarregando os levitas desse mister. Eis o exemplo de Josafá: “No terceiro ano do seu reinado enviou ele os seus príncipes, Bene-Hail. Obadias, Zacarias, Netanel e Micaías, para ensinarem nas cidades de Judá; e com eles os levitas Semaías, Netanias, Zebadias, Asael, Semiramote, Jônatas, Adonias, Tobias e Tobadonias e, com estes levitas, os sacerdotes Elisama e Jeorão. E ensinaram em Judá, levando consigo o livro da lei do Senhor; foram por todas as cidades de Judá, ensinando o povo” (2Cr 17:7-9).
- Na época de Esdras. Foi Esdras um dos maiores personagens da história hebreia. Ele estabeleceu em Israel o ensino sistemático e popularizado da Palavra de Deu e, de acordo com a tradição, foi ele quem estabeleceu o cânon do Antigo Testamento. Nascido em Babilônia durante o exílio, viria a destacar-se como escriba e doutor da Lei (Ed 7:6). Segundo a tradição judaica, a sinagoga foi estabelecida por Esdras durante o exílio babilônico. Como os judeus estavam longe de sua terra, distantes do Santo Templo e afastados de todos os rituais do culto levítico, Esdras, juntamente com outros escribas e eruditos, resolvem criar a sinagoga. Esta funcionava, não somente como local de culto como também servia de escola às crianças. Foi justamente no âmbito da sinagoga que a religião hebreia pôde manter-se incontaminada numa terra onde prevalecia a idolatria. A Escola Dominical, como hoje a conhecemos tem muito da antiga Sinagoga. Ambas dedicam-se ao ensino relevante e popularizado da Palavra de Deus.
- Na época de Jesus. Foi o senhor Jesus, durante o seu ministério terreno, o Mestre por excelência. Afinal, Ele era e é a própria sabedoria. Nele residem todos os tesouros do conhecimento (Cl 2:3).
- Na Igreja Primitiva. Do que Lucas registrou em Atos dos Apóstolos, é fácil concluir: os discípulos seguiram rigorosamente as ordens do Senhor Jesus Cristo. Ensinaram em Jerusalém, doutrinaram em toda a Judéia, evangelizaram Samaria, percorreram as regiões vizinhas à Terra Santa. Em menos de 30 anos, o Evangelho foi proclamado e ensinado em todo império Romano (Cl 1:5,6), chegando até à sua capital, Roma (At 28:31). Se a Igreja cresceu, cresceu ensinando a Palavra de Deus a toda a criatura; se expandiu, expandiu-se evangelizando e discipulando. Sem o magistério do Evangelho, inexistiria a Igreja de Cristo.
É inaceitável existir ‘cristãos’ que não queiram conhecer a Deus profundamente. Que tipo de cristão é esse que quer manter um relacionamento com Deus sem saber como Ele é ou o que Ele quer? Aparentemente, são pessoas que não tem temor a Deus, nem respeito à Sua Palavra.
3. A Origem da Escola Dominical. Fundada na Inglaterra pelo missionário Robert Raikes, em 1780, a Escola Dominical foi uma criação que deu certo. Tão certo que os primeiros missionários que aqui chegaram procuraram organizá-la imediatamente. O casal Robert e Sarah P. Kalley, da igreja Congregacional, fundou a primeira Escola Dominical no Brasil em 19 de agosto de 1855, na cidade de Petrópolis, estado do Rio de Janeiro. Na primeira reunião, nesta data, a frequência foi de cinco crianças, que deu origem à Igreja Congregacional no Brasil. Desde então, a Escola Dominical vem crescendo em todas as denominações, e onde quer que estas cheguem, a Escola Dominical é logo implantada produzindo sem demora seus excelentes resultados na vida dos alunos, na Igreja, no lar, com reflexos positivos na sociedade.
Infelizmente, não são poucas as pessoas que fazem opções em detrimento da Escola Dominical. Será que essas pessoas sabem o quanto estão perdendo? Pense bem: ausentando-se da Escola Dominical quem perde as bênçãos de Deus é você.

Em alguns paises onde a Escola Dominical perdeu espaço nas igrejas, a derrocada espiritual foi inevitável. Estamos vendo isto nos Estados Unidos da América.  Lá, em muitos estados, não se realiza mais a Escola Dominical. Em seu lugar, é realizado um culto dominical, quase sempre o único do primeiro dia da semana. E as consequências espirituais são bastante visíveis: há um esfriamento espiritual congelante nesse país.
Na Europa, a situação é mais complicada. A Escola Dominical foi sepultada em muitos lugares depois que o materialismo ateu, ensinado nas escolas, nos colégios e nas faculdades, influenciou gerações e mais gerações a afastar-se de Deus, e assimilando a falsa teoria da evolução. Em muitas igrejas, os adolescentes e jovens não quiseram mais ir aos cultos, por não verem mais sentido. Restaram os idosos que, ao longo dos anos, por doença ou velhice, tiveram que ficar em casa. Igrejas fecharam. Sem culto, sem reuniões, sem contribuições, o caminho foi o fechamento dos templos. Muitos foram vendidos e transformados em mesquitas, em cinemas, ou em estabelecimentos comerciais. Triste fim espiritual para um continente que foi berço de grandes avivamentos cristãos!
Mas a derrocada espiritual desses países, chamados de Primeiro Mundo, começou, quando os pais não tiveram mais coragem e firmeza para ensinarem a Palavra de Deus em seus lares; quando as igrejas evangélicas capitularam e se deram por vencidas pelo materialismo diabólico; quando os filhos deixaram de ir para as reuniões, para os cultos, para a Escola Dominical. A Bíblia diz: “Ensina o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22:6).

II. FINALIDADES DA ESCOLA DOMINICAL

1. Auxiliar no ensino das Escrituras. Quando conhecemos as Escrituras, elas nos levam a abandonar o pecado em nossas vidas e a praticar a justiça. Sabemos quem realmente é Deus, e o que Ele espera de nós, e o que Ele pode fazer por nós. Sentimos prazer em seguir seus mandamentos, confiamos na sua suficiência; somos mais submissos aos atos providenciais dEle. Entendemos que precisamos de Cristo, confiamos nEle e nos desperta um grande desejo pelo seu retorno. Conhecendo melhor as Escrituras, sabemos a real utilidade das boas obras e qual o seu lugar na vida do cristão. Aprendemos obediência. Aprendemos que não devemos nos apegar às coisas do mundo. Sabemos contra o que e contra quem devemos lutar. Enfim, o estudo da Palavra de Deus nos dá alegria, ensina-nos a amar e nos ensina que a fonte destes elementos espirituais está em Deus. A Escola Dominical é inegavelmente a maior agência de ensino cristão do mundo.
2. Auxiliar na evangelização. A evangelização é o objetivo supremo da Igreja de Jesus Cristo. A história relata que a Escola Dominical foi criada com a finalidade de resgatar crianças da rua através da evangelização e do ensino secular para melhor compreender a Palavra de Deus. De certa forma, esta finalidade evangelística tem sido deixada de lado. É por demais desejável que a igreja resgate esse finalidade importante da Escola Dominical. Para envolver todas as classes, principalmente as de adolescentes, jovens e adultos, deve-se usar da criatividade. “O ensino bíblico sistemático, finalidade relevante, nas classes por faixas etárias, deve continuar, pois é de grande significado para a formação dos cristãos, mas algumas providências devem ser tomadas para que a Escola Dominical cumpra seu papel evangelizador” (Pr. Elinaldo Renovato).

3.  Auxiliar no discipulado. Sem dúvida, a Escola Dominical é a melhor escola que a igreja dispõe para auxiliar no discipulado dos novos convertidos e, também, crentes que ainda não adquiriram maturidade espiritual. Acrescento sem receio, que, para este mister, a EBD desempenha um importante e insubstituível papel. Em cada classe, havendo professores bem preparados, os alunos podem ser formados para serem bons discípulos de Jesus, e não apenas membros ou congregados das congregações e igrejas. Jesus mandou fazer discípulos, ensinando todas as coisas que Ele havia mandado. Portanto, que haja classes de discipulado para as crianças, adolescentes, jovens e adultos. Mas, acima de tudo, não nos esqueçamos de que, como discípulos de Cristo, nossa vida é um permanente discipulado - “Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2Co 3:18).

III. A ESCOLA DOMINICAL FORTALECE A FAMILIA

1.  As crianças são bem instruídas. Dizem os estudiosos que a personalidade humana começa na infância, e que é definida até aos sete anos de idade. O que ela aprender e apreender, até esta fase, comprometerá todo o seu desenvolvimento psíquico, emocional, afetivo, social etc. Daí, podemos ver como é importante o papel da Escola Dominical na formação da personalidade das crianças. Certamente, é o que a palavra de Deus adverte: “Ensina o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”(Pv 22:6).
2. A juventude é prevenida contra o pecado. Diz a Bíblia: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra. De todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos. Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti” (Sl 119:9-11). Como o adolescente ou o jovem pode ter um caminho puro diante de Deus, em meio a uma onda avassaladora de materialismo e pecado? O texto transcrito dá a orientação divina: “Observando-o conforme a tua palavra”.
Estou de acordo com o pr. Elinaldo Renovato, ao dizer que hoje, em muitas igrejas, é comum haver adolescentes completamente alheios às coisas de Deus; há muitos que não têm qualquer compromisso com o Senhor Jesus Cristo; estão nas igrejas porque acham que é bom, mas não querem fazer nada que “atrapalhe” seus sentimentos, seus desejos, ou suas inclinações, mesmo que estas contrariem a Palavra do Senhor. Isso é trágico, pois, se os adolescentes de hoje não tiverem uma boa formação espiritual, como o serão, em poucos anos, quando alcançarem a fase adulta? E esta vem rápido. Daí, a importância de as igrejas locais terem um programa de ensino para essas faixas etárias.
A Escola Dominical está bem mais estruturada para esse mister. Todavia, o professor precisa possuir criatividade suficiente para despertar nos adolescentes e jovens interesse pela aprendizagem da Palavra de Deus no âmbito da Escola Dominical. Eles gostam de desafio. E precisam ser desafiados a buscar a Deus, a ler e estudar a Bíblia, numa programação que os atraia para os caminhos do Senhor. É necessário muita criatividade por parte do professor. Gincanas bíblicas, competições interessantes, maratonas de conhecimento bíblico, e outros eventos, podem despertar o interesse dos adolescentes. Com sabedoria e graça de Deus, é possível tornar a ministração das Escrituras aos adolescentes e aos jovens agradável e interessante.
3. Os adultos frutificam. Os adultos são fortalecidos em sua vida, podendo contribuir para a formação dos mais jovens: “Os passos de um homem bom são confirmados pelo SENHOR, e ele deleita-se no seu caminho” (Sl 37:23). Há adultos que não tem consciência da vida cristã por ter uma formação espiritual deficiente, ou por só ter aceitado a Cristo na idade adulta. A Escola Dominical precisa ajudar a lapidar o caráter dessas pessoas, estimulando-os à leitura e ao estudo da Bíblia Sagrada, e à prática da vida cristã em seu dia a dia (João 5:39). Assim, os adultos tornam-se aptos a dar muitos frutos na obra do Senhor (João 15:1-16).

CONCLUSÃO

No mundo, há um número inimaginável de escolas. Todavia, nenhuma instituição escolar tem um efeito tão benéfico sobre a família como a Escola Bíblica Dominical. Portanto, as igrejas evangélicas precisam valorizar ainda mais essa, que é, certamente, a maior escola de formação do caráter e de vidas transformadas.
 
Abraços.
Vivam vencendo!!!
Seu irmão menor.

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