25 julho 2013

Lição 04 - 28/07/13 - "Jesus, o modelo ideal de humildade"



Texto Básico: Filipenses 2:5-11

Texto Áureo: 
“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fl. 2:5)

Verdade Prática:
Jesus Cristo é o nosso modelo ideal de submissão, humildade e serviço


A humildade precede a exaltação, e Cristo foi o modelo ideal para todas as pessoas.

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. (Fp 2.5-11)

O tema deste capítulo é a humildade. Paulo apela aos sentimentos dos cristãos de Filipos para que tenham essa qualidade como um modo de vida exemplificada em Cristo. Neste texto temos o destaque de duas atitudes de Cristo — humildade e obediência — como manifestações de sua humanidade. No texto de 1.27, Paulo coloca a pessoa de Jesus Cristo como o grande modelo de homem como exemplo para sua vida pessoal no modo de agir e pensar. O texto de Filipenses 2.5-11 vislumbra a perfeita divindade de Jesus Cristo reivindicada ainda como homem na sua oração feita uma semana antes de realizar seu sacrifício no Calvário.

O texto nos faz entender que Ele existiu como o Filho eterno de Deus, participando de sua glória junto do Pai antes de sua humanidade. Sem intenção didática da parte do apóstolo, ele destacou na sua carta as duas naturezas de Cristo e apresentou-as nessa escritura reafirmando essa doutrina como genuína na Bíblia. Como Filho de Deus, Jesus não discutiu sua filiação ao Pai, mas espontaneamente abriu mão de sua glória de divindade para assumir a natureza humana e por ela salvar o mundo dos seus pecados.

Ao assumir a natureza humana, nascendo de mulher, Ele fez-se homem verdadeiro. Ele nunca deixou de ser Deus, mas, ao assumir sua humanidade, nascendo de mulher e gerado pelo Espírito Santo, Ele assumiu, de fato, o papel de servo, humilhando-se e tornando-se obediente até a morte na cruz. Ele fez tudo isso para salvar o homem dos seus pecados. Por sua obediência e humildade, o Pai Eterno o exaltou à glória celestial depois de sua vitória sobre a morte e o túmulo, ressuscitando gloriosamente. Esse texto apresenta não só a sua humilhação, mas também a sua exaltação perante o Pai depois de sua vitória no Calvário.


Sua Divindade: O Estado Eterno Pré-Encarnação (2.5,6)

1. Ele deu o exemplo maior de humildade (2.5)

O versículo 5 expõe de modo especial e apropriado a encarnação de Cristo, que é a manifestação do amor divino pela humanidade. As admoestações de caráter pastoral destacam o amor misericordioso de Cristo manifestado em sua encarnação. No versículo 2, por exemplo, lê-se a exortação paulina : “tendo o mesmo amor”, referindo-se ao amor manifestado em e por Cristo.

Entretanto, no versículo 5, o texto grego destaca a palavra phroneo, referindo-se a “sentimento, pensamento”. A exortação paulina é para que a igreja tenha “o mesmo sentimento” ou que tenha a mesma “atitude” de Cristo Jesus. Na verdade, essa exortação é para que a igreja desenvolva uma relação de comunhão entre os irmãos. Esse sentimento equivale a mais que uma atitude individual que possamos ter. E mais que uma imposição. E um estado de vida, ou seja, uma maneira nova de viver em Cristo participando do seu corpo, a Igreja. Assim como a vida do sangue que percorre todo o corpo deve ser a vida de comunhão dos membros do corpo de Jesus.

Qual é o sentimento demonstrado por Jesus? Ele o demonstrou mediante a sua encarnação (Jo 1.14). Ora, sua encarnação representou seu esvaziamento de divindade para assumir 100% a humanidade. Foi por essa demonstração que constatamos a sua humildade. Ele é o modelo perfeito de humildade. Ele mesmo disse certa feita:
“Aprendei de mim, que sou manso humilde de coração” (Mt 11.29). Ele havia se humilhado, revestindo-se de nossa natureza humana e, também, humilhando-se ao papel de servo nesta natureza. O apóstolo Paulo apela a que os filipenses tenham o mesmo sentimento demonstrado por Jesus. Ora, que sentimento era esse? O sentimento de tudo fazer por amor a Deus e ao mundo das criaturas na terra. Ele subsistia cm forma de Deus (v. 6).

2. “que, sendo em forma de Deus” (2.6)

O texto destaca a palavra “forma”, sugerindo ser aquilo que tem uma configuração, uma semelhança. Porém, em relação a Deus, o seu significado, de fato, refere-se à forma essencial da divindade. A forma de Deus em Jesus é inalterável, porque a sua essência pertence à divindade e é imutável. A forma verbal da palavra “sendo” aparece em outras versões como subsistir, ou existii ser por natureza ou pela própria constituição: “subsistia em forma de Deus”. Paulo estava se• referindo ao estado de Cristo antes de vir a este mundo e assumir sua humanidade. Vários textos bíblicos comprovam a pré-existência de Cristo (Jo 1.1-3; 3.13; 17.5; 2 Co 8.9; Cl 1.15-17; Hb 1.1-3).

Esta “forma de Deus” pressupõe sua deidade, existindo ou subsistindo, original e eternamente como Deus. Ele subsiste eternamente em forma de Deus e, temporariamente, assumiu a “forma de servo” (Fp 2.7).

3. Ele era igual a Deus (2.6)

“Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.” Jesus não precisava provar que era Deus e, assumindo a forma de homem, sabia que seu estado dc humilhação não ofendia a divindade. Isso revela que sua divindade é pré-existente. Ele não renunciou de modo nenhum sua divindade na encarnação. Em todo o transcurso de sua vida terrena, conservou total e completamente a natureza divina e todos os atributos essenciais de sua Pessoa na Trindade. Em sua encarnação, Jesus conservou todos os seus atributos. O ato de “esvaziar-se” (do grego kenosis) não significa que Ele tenha abandonado seu direito de divindade, mas que não usou seus atributos de divindade enquanto “filho do homem”. O pastor e teólogo Esequias Soares escreveu em seu livro Cristologia —A Doutrina de Jesus Crista: “Quando Jesus estava na terra, não se apegou às prerrogativas da divindade para vencer o Diabo, mas aniquilou-se a si mesmo, fazendo-se semelhante aos homens. Como homem, tinha certa limitação em tempo e espaço e, portanto, submisso ao Pai. Eis a razão de Ele ter dito em João 14.28: ‘O Pai é maior do que eu” (p. 49).

Cristo era, e ainda é, igual a Deus, o Pai, não no sentido de ser a mesma pessoa, mas o de ter a mesma natureza e a mesma glória (Jo 17.5). O texto diz que “ele não julgou como usurpação ser igual a Deus”. Significa que Ele não considerou a sua igualdade divina com o Pai como algo que quisesse reter para si. Ele não agiu egoisticamente, pensando apenas em si mesmo. Ele preferiu esvaziar-se de sua glória divina para assumir a natureza humana a fim de salvar a todos. Os religiosos radicais de Jerusalém procuravam matar Jesus porque Ele se identificou como “sendo igual a Deus”. Ao seu discípulo Filipe, Jesus afirmou a sua igualdade ao Pai (Jo 14.9-11). Jesus é chamado Deus em vários textos, como: João 1.1; 20.28; Hebreus 1.8; Tito 2.13; Apocalipse 21.7.


4. Ele não teve por usurpação ser igual a Deus (2.6)

A escritura do versículo 6 da ARC diz literalmente: “que sendo em forma de Deus”. Em outra versão, a escritura fica ainda mais clara, quando diz: “o qual, embora sendo Deus, não considerou que o s.., igual a Deus era algo a que devia apegar-se”. Uma melhor tradução do original sugere o texto do seguinte modo: “o qual, existindo e subsistindo em forma de Deus”. Todas essas traduções não modificam c., sentido original e a essência doutrinária do texto. Antes, contribuem 1 para entendermos que Cristo, sendo Deus, fez-se homem. Portanto possuidor de duas naturezas: a divina e a humana.

Ainda antes encarnação, em seu estado de glória divina, a humildade de Jesus, como Filho do Deus Altíssimo, revelou a força do propósito mai da Divindade, que era o de salvar a humanidade, necessitando seu esvaziamento de glória divina para encher-se da glória humana. Ele não precisava buscar ser igual a Deus porque Ele era Deus. O que se destaca nessa atitude de Cristo é o seu desejo de resgatar o homem dos seus pecados e, para tanto, Ele não exigiu nem se apegou a seus direitos de divindade, mas colocou de lado seu poder e glória, ocultando-se sob a forma de homem. Ele voluntariamente se humilhou e assumiu a forma humana para resgatar o homem.

Sua Encarnação: O Estado Temporal de Cristo (2.7,8)

1. Ele esvaziou-se a si mesmo (2.7)

Na sua encarnação aconteceu a maior demonstração de humildade de Cristo. Ele “aniquilou-se” a si mesmo. No lugar da palavra “aniquilar”, aparece na língua grega do Novo Testamento a palavra original kenoo, que significa “esvaziar, ficar vazio”. A tradução esvaziar aclara melhor que aniquilar, que significa “reduzir a nada” ou “anular”. Os significados vários aclaram a expressão “esvaziou- se”. Ele a si mesmo esvaziou-se, despojou-se, privou-se da glória de divindade para tomar a forma de homem. Ele não se esvaziou da essência da sua divindade, mas esvaziou-se dos atributos de sua divindade para poder manifestar-se como “homem”. Esse esvaziamento não significou abdicação ou rejeição àquilo que sempre lhe pertenceu.

Ele tão somente fez sua kenosis sem perder o direito de reassumir sua divindade depois de sua conquista maior: a salvação do homem pecador. A cruz foi o marco maior de sua humilhação como homem, porque Ele entendeu que o mistério do amor divino seria revelado plenamente quando Ele, sendo Deus, se tornasse igual ao homem, entrasse na sua estrutura pessoal e moral, para sentir o seu sofrimento e poder salvá-lo mediante sua obra expiatória. Precisamos entender que, em seu estado de humilhação, jamais Ele se despojou de sua divindade. Ao esvaziar-se, Ele despojou-se das glórias e das prerrogativas da divindade.

Ele não trocou a sua natureza divina pela natureza humana, mas renunciou às prerrogativas inerentes de sua divindade para assumir 100% as prerrogativas humanas. Ele não fez de conta que era homem. Ele foi 100% homem, como era 100% Deus. Ele, que era bendito eternamente, se fez maldição por nós (Gl 3.13). Ele levou sobre o seu corpo, no Calvário, todos os nossos pecados (1 Pe 2.24).

2. Ele se fez semelhante aos homens (2.7)

Quando lemos a frase do texto que Ele fez-se “semelhante aos homens” precisamos, à luz do contexto da Cristologia, entender que a palavra semelhança em relação a Cristo não significa “um faz de conta”, ou que tenha sido apenas uma semelhança de humanidade, e não humanidade real.

No final do primeiro século da Era Cristã, surgiu uma doutrina herética denominada docetismo, da palavra dokesis, que significa “semelhança”. Essa doutrina herética visava destruir os alicerces da doutrina de Paulo sobre Cristo, para negar que “Jesus veio em carne”. Paulo combateu com todas as suas forças essa heresia ensinando que Jesus era verdadeiramente homem, “nascido de mulher” (Gl 4.4), e que foi crucificado, experimentando uma morte terrível. A expressão “fazendo-se” indica o fato de ter sido 100% homem, como todos os demais homens. O apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas 4.4 que
“Deus enviou seu Filho, nascido de mulher”, indicando que Jesus, em sua humanidade, é consubstancial com o homem e pertence à ordem das coisas assim como Adão foi criado. A diferença de Jesus como homem e os demais homens está no fato de que Ele foi gerado pelo 
 Espírito Santo. Por isso, Ele é “verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus”.

3. Ele humilhou-se a si mesmo (2.8)
 
A expressão de que Ele “humilhou-se a si mesmo” tem o testemunho da história de que a sua vida inteira, da manjedoura ao túmulo, foi marcada por genuína humanidade. Depois da humilhação da encarnação, Ele ainda sujeitou-se a ser perseguido e sofrer nas mãos dos incrédulos (Is 53.7; Mt 26.62-64; Mc 14.60,61). Foi, de fato, uma auto-humilhação! Uma decisão espontânea da sua parte. Ele submeteu-se a tudo isso porque não perdeu o foco de sua missão expiatória. O que importava para Ele era cumprir toda justiça de Deus em relação ao pecado. 


4. Ele foi obediente até a morte e morte de cruz (2.8)

O autor da Carta aos Hebreus escreveu que Cristo se sujeitou à morte “para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo, e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão” (Hb 2.14,15). A morte de cruz foi o clímax da humilhação que Jesus suportou, constituindo-se na vergonha maior que um condenado podia passar. Entretanto, a Bíblia é clara quando diz que essa morte foi necessária para que Ele pudesse vencê-la no túmulo ao ressuscitar ao terceiro dia, abolindo sua força condenatória, e pela ressurreição trazer a luz e a incorrupção. Paulo escreveu a Timóteo que Cristo “aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção, pelo evangelho” (2 Tm 1.10).
Sua obediência era exclusiva à vontade de Deus, mesmo que essa vontade apontasse para a morte de cruz. Na sua angústia, antes de enfrentar o Calvário, no Getsêmane, Ele submeteu-se totalmente a Deus e acatou a vontade soberana do Pai ao dizer:
“Não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lc 22.42). Ele desceu ao ponto mais baixo de sua humilhação ao enfrentar o Calvário e a morte de cruz. Ele sofreu tudo que a palavra “morte” significa para nós.

Passando pela dor e participando do Hades, o estado dos mortos (At 2.31) que não é a sepultura. A morte de cruz era símbolo da própria maldição (Dt 2 1.22,23), mas Cristo nos resgatou da maldição “fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar” (Gl 3.13, ARA).

Sua Exaltação: Sua Conquista Final (2.9-11)

É interessante notar que nos versículos 6 a 8 temos a descrição do caminho da humilhação do Filho de Deus, quando Ele mesmo desce ao ponto mais baixo de humilhação que um homem poderia descer. Entretanto, nos versículos 9 a 11, Paulo descreve o caminho para cima, quando Jesus é exaltado gloriosamente e ascende ao Pai e é feito Senhor sobre todas as coisas. Nesses versículos (9 a 11), temos a demonstração vitoriosa da humildade de Cristo. A recompensa da sua humilhação foi a exaltação perante toda a criação.

1. Deus o exaltou soberanamente (2.9)

Sua abnegação anterior o fez apto para conquistar o “status” de vencedor e Senhor, porque cumpriu o eterno propósito do Pai de formar um novo povo que serviria a Deus, que é a sua Igreja. A Bíblia diz que Ele foi nomeado “príncipe e Salvador” (At 5.31) e o colocou acima de tudo (Ef 1.20-22). Aquele que havia se esvaziado de todas as prerrogativas de divindade, depois de sua vitória final sobre o pecado, a morte e o túmulo é finalmente glorificado, isto é, exaltado pelo próprio Pai. O caminho para a exaltação passou pela humilhação e Ele alcançou a meta final com a coroação de glória, tornando-se herdeiro de tudo (Hb 1.3; 2.9; 12.2). No caminho da exaltação estavam a sua ressurreição e ascensão.

Na semana que antecedia seu padecimento no Calvário, Jesus reuniu seus discípulos para dar-lhes as últimas instruções relativas ao futuro deles representando o seu nome perante o mundo, e fez uma das orações mais belas e emocionantes. Ele orou pelos seus discípulos para ci.. fossem guardados do mal. Orou pelo futuro deles como igreja orou por si mesmo ao Pai. Nessa oração de caráter pessoal, Jesus reivindicou do Pai a glória que tinha antes de vir a este mundo (Jo 17.5). Ele não tinha dúvida alguma quanto à sua vitória sobre e1 Diabo, sobre a morte e o túmulo, bem como sabia que ao final seria, exaltado gloriosamente.

Além de João, em seu Evangelho, outros escritores do Novo Testamento escreveram da realidade da exaltação de Jesus afirmando que Ele foi exaltado à destra do Pai (At 2.33; Hb 1.3). Paulo usou a mesma expressão “assentado à destra do Pai” (Rm 8.34; Cl 3.1). Essa expressão é derivada de Salmos 110.1 numa alusão ao rei Davi, que metaforicamente é convidado para partilhar o trono de Deus. Jesus foi chamado “filho de Davi” para relacionar o trono de Davi com o seu trono de glória.

2. Deus, o Pai, lhe deu um nome que é sobre todo home (2.9)

Que nome era esse concedido a Jesus Cristo? No primeiro século da Era Cristã, a ideia de se proclamar um senhor restringia-se ao imperador, que se identificava como Senhor e Deus! Quando os apóstolos começaram a pregar a Cristo, não o apresentaram apenas como Salvador, mas, especialmente, como Senhor. Ora, esse título confrontava a presunção e vaidade do imperador de Roma, porque os cristãos identificavam e reconheciam que a única autoridade para salvar e comandar um novo reino era Jesus.

Tanto é verdade que o Novo Testamento se refere a Jesus como Salvador 16 vezes apenas e como Senhor mais de 650 vezes. O kerigma da igreja anunciava o senhorio de Cristo. Perante Ele o mundo precisava ajoelhar-se, mas nos tempos atuais percebemos uma inversão na postura da igreja. Tristemente, as pessoas querem um Salvador, mas não querem um Senhor. Querem a coroa, mas rejeitam a cruz. Porém, a proclamação deve ser a de Senhor, porque Deus Pai o fez Senhor.
O teólogo Ralph Herring escreveu sobre a exaltação de Cristo e declarou que “os dois elementos desta exaltação são a outorga de um nome, conquistado agora que o homem Cristo Jesus juntou o curso de vida da raça humana ao de Deus (v. 9), e o reconhecimento desse nome por parte de todas as inteligências criadas, tanto das que no céu, como das que estão na terra e debaixo da terra (vv. 10,11)”.

A principal designação dada por Deus ao seu Filho foi a de “Senhor” em seu sentido mais nobre e sublime. No grego do Novo Testamento aparece o termo kurios, que é usado de modo especial, porque Jesus representaria o nome pessoal do Deus Todo-Poderoso. O nome “Jesus” ganhou o status de “Senhor” e, por decreto divino, foi elevado acima de todo nome. O próprio Jesus declarou certa feita aos seus discípulos que o Pai faz do Filho juiz universal “para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai, que o enviou” (Jo 5.23).

3. Deus, o Pai, propiciou para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho... (v. 10)

É interessante notar, no contexto das atribuições divinas, que em Isaías 45.23 o Deus de Israel havia declarado que não partilharia seu nome nem sua glória com outrem, mas diz de modo explícito: “diante de mim se dobrará todo joelho, e por mim jurará toda língua”. No texto de Filipenses, a mesma declaração é repetida em relação a Jesus, quando diz: “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho”. O nome de Jesus não é apenas honrado e glorificado perante toda a criação, mas lhe é designado que todo joelho se dobre diante dEle. No ato de dobrar os joelhos diante de alguém está o reconhecimento de superioridade e senhorio. 

Escatologicamente, essa mesma expressão aparece na visão que o apóstolo João tem no céu.
Ele viu os seres celestiais ao redor do Trono de Deus prostrando-se perante o Cordeiro divino e vitorioso, e cânticos de celebração são entoados pela dignidade do Cordeiro (Ap 5.6-14). O nome de Jesus é a autoridade máxima da vida da igreja. Por isso, quando oramos, cantamos, louvamos e adoramos a Ele, estamos, de fato, reconhecendo sua soberania. Todas as coisas, animadas e inanimadas, estão debaixo da sua autoridade e não podem se esquivar do seu senhorio ou negá-lo.

O texto diz que o dobrar dos joelhos aconteceria “nos céus, na terra, e debaixo da terra” (2.10). Mas o que se entende por “debaixo da terra”? A expressão refere-se ao mundo dos mortos, o Sheol-Hades onde as almas e espíritos dos mortos estão conscientes. Essa expressão tem um sentido metafórico; por isso, não se refere às sepulturas fisicas, mas ao mundo espiritual, onde as almas e espíritos dos mortos aguardam a ressurreição de seus corpos. Alguns teólogos afirmam que esse lugar “debaixo da terra” é figurado, mas pode se referir à habitação dos maus espíritos, ou seja, dos anjos que se tornaram demônios e que por sua desobediência “não guardaram o seu principado”, razão por que estão reservados na escuridão para o Juízo Final (Jd 6). A maioria dos teólogos concorda e prefere a ideia de que se trata das almas e espíritos dos mortos que estão no Sheol-Hades (Ap 5.13).

4. “E toda boca confesse que Jesus Cristo é o Senhor” (2.11)
 
O cristianismo só tem valor por aquilo que crê. A confissão de que Jesus Cristo é o Senhor se constitui no ponto convergente da igreja (Rm 10.9; At 10.36; 1 Co 8.6). O credo da Igreja implica na sua confissão publica sobre o Senhor da Igreja. Essa escritura mostra  que a exaltação de Cristo é uma exaltação que deve ser proclamada universalmente. “Toda língua confesse” (v. 11) implica que o evangelho seja pregado em todo o mundo e cada crente proclame o nome de Jesus como o nome que é sobre todo nome.


Subsídio para o Professor


INTRODUÇÃO

A encarnação de Cristo foi a maior demonstração de humildade. O Filho de Deus deixou o céu, a glória, o Seu trono, e se fez carne, fez-se homem, se encarnou. O eterno Filho de Deus não nasceu em um palácio. O Rei dos reis não nasceu num berço de ouro nem entrou no mundo por intermédio de uma família rica e opulenta; ao contrário, nasceu num berço pobre, numa família pobre, numa cidade pobre. Jesus nasceu numa manjedoura, cresceu numa carpintaria e morreu numa cruz. Ele não veio ao mundo para ser servido, mas para servir (Mc 10:45). Ele renunciou a Sua glória celestial. Ele tinha glória com o Pai antes que houvesse mundo (João 17:5). No entanto, voluntariamente deixou a companhia dos anjos e veio para ser perseguido e cuspido pelos homens. Do infinito sideral de eterno deleite, na própria presença do Pai, voluntariamente Ele desceu a este mundo de miséria a fim de armar a Sua tenda com os pecadores. Ele, em cuja presença os serafins cobriam o rosto, o objeto da mais solene adoração, voluntariamente desceu a este mundo, onde foi “… desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer” (Is 53:3). Jesus é o modelo ideal de humildade.

I. O FILHO DIVINO: O ESTADO ETERNO DA PRÉ-ENCARNAÇÃO (Fp 2:5,6)
“Se alguém não entendeu o que Paulo quis dizer quando falou de agir por humildade (Fp 2:3) e olhar primeiro para as preocupações dos outros (Fp 2:4), então Paulo esclareceu as suas palavras, dando um exemplo a seguir. Os crentes deveriam adotar a mesma atitude ou estrutura de pensamento que foi encontrado em Jesus Cristo, nosso Senhor”.

1. Ele deu o maior exemplo de humildade -De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2:5). Paulo faz passar diante dos olhos dos Filipenses o exemplo do Senhor Jesus Cristo.

Qual foi a atitude que Cristo manifestou? O que caracterizava seu comportamento em relação aos outros? O Senhor Jesus pensava sempre nos outros. Ele serviu aos pecadores, às meretrizes, aos cobradores de impostos, aos doentes, aos famintos, aos tristes e enlutados. Quando os Seus discípulos, no cenáculo, ainda alimentavam pensamentos soberbos, Ele pegou uma toalha e uma bacia e lavou os seus pés (João 13:1-13).
Certa feita, ao entrar numa cidade Ele tocou no corpo imundo de um leproso e na língua de um mundo. Ele Se preocupava com os homens loucos de quem ninguém mais conseguia aproximar-se. Ele aceitava convites para jantar nas casas de pecadores, publicanos, bem como fariseus e hipócritas. Jesus não evitava nenhuma classe de gente.

Mulheres de má reputação chegaram a Ele sabendo que encontrariam compreensão, perdão, e também a ordem de arrependerem-se do mal.
Jesus tirava tempo de sua apertada agenda para falar com todos, respondendo perguntas, tirando dúvidas e mostrando o melhor caminho. Ele visitava as casas do povo, assistia casamentos, pescava com amigos, falava com crianças no Seu colo. Ele sempre parava no caminho para atender um chamado de ajuda. Em Jesus podemos ver todas as atitudes associadas com uma pessoa pobre de espírito: humildade, submissão, serviço e amor. Sem dúvida, Jesus é o modelo ideal de humildade.

2. Ele era igual a Deus. ”Que, sendo em forma de Deus”(v.6). Quando lemos que Cristo Jesus subsistiu “em forma de Deus”, aprendemos que ele existiu desde a eternidade como Deus. Ele não é apenas semelhante a Deus, mas de fato é Deus, no melhor sentido da palavra.

No entanto, “não julgou como usurpação o ser igual a Deus”. É da máxima importância distinguir aqui entre igualdade pessoal com Deus e igualdade posicional. Quanto à sua Pessoa, Cristo sempre foi, é e há de ser igual a Deus. Era-lhe impossível abrir mão disso, mas igualdade posicional já é outra coisa. Desde a eternidade, Cristo era posicionalmente igual ao Pai, desfrutando as glórias do Céu. Ele não julgou, porém, que fosse necessário agarrar-se a essa posição a qualquer custo. Quando foi necessário redimir a humanidade perdida, ele abriu mão livremente de sua igualdade posicional com Deus, ou seja, os confortos e a alegria do Céu. “Não julgou” necessário agarrar-se a eles para sempre e sob qualquer circunstância.

Assim estava pronto para vir a este mundo e padecer a contradição dos pecadores contra ele mesmo. Ninguém jamais cuspiu em Deus Pai, tampouco foi ele agredido fisicamente ou crucificado. É neste sentido que o Pai é maior que o Filho; não é maior quanto à Sua Pessoa, e, sim, quanto à sua posição e à maneira em que viveu. João exprime esse pensamento: “Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai, pois o Pai é maior do que eu” (João 14:28). Os discípulos deviam se alegrar com a noticia de que ele ia para o Céu. Enquanto viveu na terra, Jesus foi tratado cruelmente e por fim rejeitado. Vivera em circunstâncias muito inferiores às de seu Pai. Nesse sentido, o Pai lhe era superior. Quando voltou para o céu, porém, passou a ser igual ao Pai quanto às circunstâncias e à Pessoa deste.

3. Mas “não teve por usurpação ser igual a Deus” (v.6). Este texto descreve a posição que Cristo tinha em sua existência antes da criação do mundo, isto é, o seu estado pé-encarnado. Jesus Cristo era Deus. Tudo o que Deus é, Cristo é; a igualdade está em características essenciais e atributos divinos. Mas Jesus não teve como usurpação ser igual a Deus, antes colocou os seus direitos de lado por um tempo, a fim de se tornar humano. Quando Cristo nasceu, Deus tornou-se um homem. Jesus não era parte homem e parte Deus; ele era completamente humano e completamente divino. Cristo é a perfeita expressão de Deus na forma humana. Como um homem, Jesus estava sujeito ao lugar, ao tempo, e às outras limitações humanas. O que tornou a humanidade de Jesus excepcional foi o fato de não ter pecado. Ele não abandonou o seu poder eterno quando se tornou humano, mas deixou de lado a sua glória e os seus direitos. Em sua humanidade plena, podemos ver tudo aquilo que está relacionado ao caráter de Deus que pode ser transmitido em termos humanos.

II. O FILHO DO HOMEM: O ESTADO TEMPORAL DE CRISTO (Fp 2:7,8)

1. “Aniquilou-se a si mesmo ” (Fp 2:7). Diante dessa afirmação, surge logo a pergunta: “O Senhor Jesus se esvaziou em que sentido?”.
Devemos ter cuidado ao responder a essa pergunta. Muitas vezes, ao tentar definir esse esvaziamento, muitos acabam por roubar de Cristo os atributos da Divindade. Por exemplo, dizem alguns que o Senhor Jesus, quando andava aqui na Terra, não era onisciente nem onipotente; que ele não podia estar em todos os lugares ao mesmo tempo; que ele voluntariamente pôs à parte esses atributos da divindade quando entrou no mundo como homem. Uns dizem até que ele estava sujeito às mesmas limitações que os homens, que era passível de erro e que aceitava as opiniões e os mitos comuns de seus dias! Refutamos isso com veemência. O Senhor Jesus Cristo não pôs à parte nenhum dos seus atributos divinos quando veio a este mundo. Ele continuou a ser onisciente (sabendo tudo); continuou a ser onipotente (todo-poderoso); continuou a ser onipresente (presente em todas as partes ao mesmo tempo). O que ele fez foi desfazer-se de sua posição de igualdade com Deus Pai e ocultou sua glória por baixo de um corpo de carne humana. A glória ainda estava lá, mas escondida, brilhando apenas em certas ocasiões, como, por exemplo, no monte da Transfiguração. Não houve um momento sequer, em toda a sua existência sobre a terra, em que ele ficasse sem os atributos da Divindade.

Portanto, é preciso ter muito cuidado ao explicar a frase: “Aniquilou-se a si mesmo”, ou, conforme a Revista e Atualizada, “a si mesmo se esvaziou“. O método mais seguro é deixar que as expressões que se seguem providenciem a explicação. Ele se esvaziou “assumindo a forma de servo, tornando-se semelhança de homens”(ARA). Ou seja, Ele se esvaziou, assumindo uma coisa que nunca teve antes: humanidade. Não pôs à parte sua divindade, e, sim, seu lugar nos céus, e isso ele fez apenas temporariamente.


“Assumindo a forma de servo“. Jesus “não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20:28). O apóstolo Paulo exorta os cristãos de Filipos a manifestar o mesmo sentimento que havia em Cristo. Os argumentos cessariam se todos se mostrassem dispostos a assumir o lugar mais humilde.

2. Ele “humilhou-se a si mesmo” (Fp 2:8). O Filho de Deus não estava apenas pronto para deixar a glória dos céus. Ele esvaziou-se! Tomou a forma de servo! Fez-se Homem! E, também, “se humilhou”! Não havia profundidade a que ele não estivesse disposto a se rebaixar para salvar as almas perdidas. Bendito seja seu glorioso nome  para sempre!

3. Ele foi “obediente até a morte e morte de cruz” (Fp 2:8)Jesus Cristo serviu sacrificialmente e foi obediente até à morte e morte de cruz. Cristo se esvaziou e se humilhou quando se fez homem. Depois desceu mais um degrau nessa escalada da humilhação, quando se fez servo; mas desceu as profundezas da humilhação quando suportou a morte e morte de cruz. Por seu sacrifício, Ele transformou esse horrendo patíbulo de morte no símbolo mais glorioso do cristianismo (Gl 6:14).

Segundo Hernandes Dias Lopes, a cruz de Cristo é a grande ênfase de toda a Bíblia, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento (Ec 24:25-27). Dois quintos do Evangelho de Mateus são dedicados à última semana de Jesus em Jerusalém. Mais de três quintos do Evangelho de Marcos, um terço do Evangelho de Lucas e quase a metade do Evangelho de João dão a mesma ênfase.
O apóstolo João fala da crucificação de Cristo como “a hora” vital para a qual Cristo veio ao mundo e o Seu ministério foi exercido (João 2:4; 7:30; 8:20; 12:23; 12:27; 13:1; 17:1).
Cristo morreu para remover o pecado (1Pe 2:24; 2Co 5:21), satisfazer a justiça divina (Rm 3:24-26) e revelar o amor de Deus (João 3:16; 1João 4:10).
Concordo com o Rev. Hernandes Dias Lopes quando diz que a morte de Cristo foi dolorosíssima, ultrajante e maldita. Todavia, não devemos olhar a morte de Cristo na cruz apenas sob a perspectiva do sofrimento físico.

A grande questão é: por que Ele morreu na cruz? Cristo não foi para a cruz porque Judas O traiu por ganância, porque os sacerdotes O entregaram por inveja ou porque Pilatos O condenou por covardia. Ele foi para a cruz porque o Pai O entregou por amor e porque Ele a si mesmo se entregou por nós. Ele morreu pelos nossos pecados (1Co 15:3). Nós O crucificamos. Nós estávamos lá no Calvário não como plateia, mas como agentes da Sua crucificação.

A cruz de Cristo é a maior expressão do amor de Deus por nós e a mais intensa expressão da ira de Deus sobre o pecado. O pecado é horrendo aos olhos de Deus. A santa justiça de Deus exige a punição do pecado. O salário do pecado é a morte. Então, Deus num ato incompreensível de eterno amor, puniu o nosso pecado em Seu próprio Filho, para poupar-nos da morte eterna. Na cruz, Jesus bebeu sozinho o cálice amargo da ira de Deus contra o pecado.
Na cruz, Jesus foi desamparado para sermos aceitos. Ele não desceu da cruz para podermos subir ao céu. Ele se fez maldição na cruz para sermos benditos de Deus. Ele morreu a nossa morte para vivermos a Sua vida. Glórias sejam dadas ao seu glorioso Nome!!

III. A EXALTAÇÃO E CRISTO (Fp 2:9-11)

Cinco verdades devem ser declaradas sobre a exaltação de Cristo: Em primeiro lugar, a exaltação de Cristo é obra de Deus (Fp 2:9); Em segundo lugar, a exaltação de Cristo é uma exaltação incomparável (2:9); Em terceiro lugar, a exaltação de Cristo é uma exaltação que exige rendição de todos (2:10); Em quarto lugar, a exaltação de Cristo é uma exaltação proclamada universalmente (2:11); Em quinto lugar, a exaltação de Cristo é uma exaltação que tem um propósito estabelecido (2:11).

1. “Deus o exaltou soberanamente” (Fp 2:9). Jesus Cristo se humilhou, mas foi exaltado, e essa exaltação lhe foi dada pelo Pai. O caminho da exaltação passa pelo vaie da humilhação; a estrada para a coroação passa pela cruz. Deus exalta aqueles que se humilham (Mt 23:33; Lc 14:11; 18:14; Tg 4:10; 1Pe 5:6). Foi por causa do sofrimento da morte que essa recompensa lhe foi dada (Hb 1:3; 2:9; 12:2).

Deus Pai não deixou seu Filho na sepultura, mas O levantou da morte, O levou de volta ao céu e O glorificou (At 2:33; Hb 1:3). Deus Pai deu a Jesus “toda autoridade no Céu e na Terra” (Mt 28:18). Deu a Ele autoridade para julgar (João 3:27) e O fez Senhor de vivos e de mortos (Rm 14:9), fazendo-O assentar à sua destra, acima de todo principado e potestade, constituindo-O cabeça de toda a Igreja (Ef 1:20-22). Fica claro que essa elevação de Jesus não foi a restituição da natureza divina, porque Ele jamais a perdeu, mas foi a restituição da glória eterna que tinha com o Pai antes que houvesse mundo, da qual voluntariamente havia se despojado (João 17:5,24).

Porque Jesus se humilhou, Ele foi exaltado. Jesus mesmo é a suprema ilustração de Sua própria afirmação: “… todo o que se exalta será humilhado: mas o que se humilha será exaltado” (Lc 18:1,4b). Os homens cuspiram nEle, mas Deus O exaltou. Os homens Lhe deram nomes insultuosos, mas o Pai Lhe deu o nome que está acima de todo nome.

2. “Dobre-se todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra” (Fp 2:10)Deus Pai estava tão contente com a obra redentora de Cristo que determinou que todo joelho haverá de se dobrar perante Ele - dos seres “que estão nos céus, na terra e debaixo da terra”. Isso não quer dizer que todas as criaturas serão salvas. Os que não dobram o joelho perante Cristo agora por livre vontade serão obrigados a fazê-lo um Dia. Os que não querem ser reconciliados com Ele na era da graça serão subjugados no Dia do juízo.

A expressão “nos céus” refere-se aos anjos; “na terra” significa toda a humanidade; “debaixo da terra” refere-se ao mundo dos mortos - possivelmente as pessoas não salvas que morreram ou os demônios. Aqueles que amam a Jesus se dobrarão em adoração e reverência; aqueles que se recusaram a reconhecê-lo se dobrarão em submissão e medo (ler Ef 4:9,10; Ap 5:13). Isto ocorrerá na segunda vinda de Jesus, quando as forças do mal serão completamente derrotadas e Deus formará um novo Céu e uma nova Terra (Ap 19:20,21; 21:1).

3. “Toda língua confesse” (v.11). Toda língua confessará a verdade básica do cristianismo:Jesus Cristo é Senhor. Ele é o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, o Todo-poderoso Deus, diante de quem os poderosos deste mundo vão ter de se curvar e confessar que Ele é o Senhor. Aqueles que zombaram dEle, vão ter de confessar que Ele é o Senhor. Aqueles que O negaram e nEle não quiseram crer, vão ter de admitir e confessar que Ele é Senhor. Essa confissão será pública e universal. Todo o Universo vai ter de se curvar diante daquele que se humilhou, mas foi exaltado sobremaneira!

Isso não significa, obviamente, que todas as pessoas serão salvas. Somente os que agora reconhecem que Jesus é o Senhor e O confessam como tal serão salvos (Rm 10:9). Entretanto, na segunda vinda de Cristo, nenhuma língua ficará silenciosa, nenhum joelho ficará sem se dobrar. Todas as criaturas e toda a criação reconhecerão que Jesus é o Senhor (Fp 2:11; Ap 5:13).

É válido ressaltar que esses versículos foram introduzidos em razão de um pequeno problema na igreja de Filipos. Não era ideia de Paulo no inicio escrever um tratado sobre o Senhor. Pelo contrário, ele queria apenas corrigir o egoísmo e o espírito de partidarismo entre os santos. Para curar essa condição, é preciso ser governado pela mente de Cristo. Em todas as situações da vida, Paulo apresenta o Senhor Jesus como solução. Devemos fazer o mesmo!


CONCLUSÃO

Entre o povo de Deus, a humildade é um imperativo, pois “Deus escarnece dos escarnecedores, mas dá graça aos humildes” (Pv 3:34). Tiago diz que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4:6), e o apóstolo Pedro ordena: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte” (1Pe 5:6). A humildade deve ser a marca do cristão, pois seu Senhor e Mestre foi “… manso e humilde de coração” (Mt 11:29). Jesus dizia aos discípulos que maior é o que serve e que Ele mesmo veio não para ser servido, mas para servir (Mc 10:45). Alguém ainda tem dúvida de que Jesus é o modelo ideal de humildade?


Bibliografia:
William Macdonald - Comentário Bíblico popular (Novo Testamento).
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal.
O Novo Dicionário da Bíblia - J.D.DOUGLAS.
Comentário Bíblico NVI - EDITORA VIDA.
Revista Ensinador Cristão - nº 55 - CPAD.
Comentário do Novo Testamento - Aplicação Pessoal.
Filipenses - A alegria triunfante no meio das provas - Rev. Hernandes Dias Lopes.

Siga o exemplo do maior Homem que já esteve entre nós.
Abraços.
Vivam vencendo!!!
Seu irmão menor.


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