14 agosto 2013

As Heresias das Seitas(III)



COMO IDENTIFICAR UMA SEITA?

Uma seita é identificada, em geral, por aquilo que ela ensina (Mt.7.15-20): sobre a Bíblia Sagrada, a pessoa de Deus, a queda do homem, o pecado, a pessoa e a obra de Cristo, a salvação e o porvir. Se o que uma crença ensina sobre estes assuntos não entrar em harmonia com a Palavra de Deus, podemos estar certos que estamos diante de uma seita herética ou “hairesis”. Toda seita herética tem mentiras, e nenhuma mentira vem da verdade (1Jo.2.21). As seitas heréticas têm também verdades. Mas, lembre-se: duma mesma fonte não pode vir águas doces e salgadas (Tg.3.12).

Exclusivistas – Só a igreja na qual pertencem é a verdadeira. Só convivem com os que pertencem ao grupo. Proíbem a leitura de literaturas pertencentes a outras denominações (ver Dt.10.17; 1Co.12.5,6; Mc.9.38-40);

Detentoras da verdade – Somente elas têm a verdade. Só elas estão certas. Todas as outras igrejas apostataram da fé (ver 2Pe.1.20);

Anunciadores de novas revelações – O grupo tem uma mensagem fora da Bíblia. Sendo o líder escolhido pelo próprio Deus para trazê-las (ver Gl.1.8,9; Pv.30.5,6; Dt.4.2; Ap.22.18,19);

Quebram o 3o mandamento – Não se conformam com o que diz a Bíblia. Profetizam aquilo que o Senhor não falou (Jr.23.21), explorando assuntos concernentes ao “fim do mundo”, “volta de Jesus Cristo”, “nova era”, “aparecimento e existência de seres extraterrestres (E.Ts)”. (ver At.1.7; Mt.24.36; Ap.22.18,19), em fim, vão além das Escrituras (1Co.4.6);

Adicionam algo a Bíblia – Sua fonte de autoridade não leva em consideração somente a Bíblia. Possuem sempre outras fontes de autoridades. (ver Dt.4.2; Pv.30.5,6; 1Co.4.6; Gl.1.8);

Tiram algo da pessoa de Jesus – Lhe diminuem ou a autoridade, ou sua santidade, ou sua divindade, ou sua encarnação, ou seu sacrifício, ou sua morte, ou sua ressurreição. A cristologia é a doutrina bíblica mais ferida pelos sectários. (ver Mt.28.18; Hb.4.14,15; Jo.1.1,14; 1Jo.4.10; Rm.5.6; 4.25);

Multiplicam aquilo que Deus determinou para salvação – Pregam a auto-salvação. Crer em Jesus não é tão importante para a salvação. Às vezes, repudiam publicamente o sangue de Jesus. Preferem pregar a salvação pelas obras. (veja Is.43.11; At.4.12; Ef.2.8,9; Rm.3.28);

Dividem a salvação entre Deus e a organização – Só a denominação na qual pertencem pode conduzir as pessoas à salvação. Não existe salvação fora de sua igreja (veja At.5.29; Mt.20.25-27; Jo.14.6; Cl.1.18).

AS HERESIAS DAS SEITAS

Toda seita tem suas heresias. É isso que as classificam como tais. Por isso iremos falar acerca deste assunto e refutarmos algumas das principais heresias dos quatro tipos de seitas. As heresias são verdadeiros “fermentos”, e só basta um pouquinho para levedar toda uma massa (Gl.5.9). Porém, temos na Bíblia Sagrada resposta para as elas (2Tm.3.16; Hb.4.12).

ALGUMAS HERESIAS DE SEITAS PSEUDOCRISTÃS

O SABATISMO A observância e a pregação do dia de sábado é um mandamento dentro de seitas pseudocristãs envolvidas com este ensinamento. Destacam-se “a Igreja do Evangelho Eterno” e a “Igreja Adventista do Sétimo Dia”. Ensinam que o sábado deve ser guardado por todos os verdadeiros cristãos. E em cima disso fazem suas declarações proféticas, ameaçadoras e de salvação por obras.

Refutação bíblica Nos escritos deixados por seus apóstolos não é pronunciado o 4o mandamento. Essa omissão do sábado nos escritos neotestamentários não foi esquecimento dos escritores (Jo.14.26). É porque não foi estabelecido para ser observado no Novo Testamento. Vejamos abaixo os dez mandamentos do velho pacto e a ratificação destes no novo pacto. Observe que o 4o mandamento não é encontrado.

VELHO TESTAMENTO
1o Êx.20.3                                 
2o Êx.20.4,5                              
3o Êx.20.7                                 
4o Êx.20.8                                 
5o Êx.20.12                               
6o Êx.20.13                               
7o Êx.20.14                               
8o Êx.20.15                               
9o Êx.20.16                               
10o Êx.20.17                              

NOVO TESTAMENTO
1o 1Co.10.19,20; 8.6; 1Tm.2.5
2o 1Jo.5.21; At.17.16; 1Co.10.14
3o 1Tm.6.1; Mt.6.9
4o Não há um registro óbvio!
5o Ef.6.1-3
6o Rm.13.9b
7o Rm.13.9a
8o Rm.13.9c
9o Mt.19.18d
10o Rm.13.9d

O sábado é um mandamento local e não universal. Por isso não é observado no N.T. porque foi um pacto feito com os judeus e não com os gentios (Êx.19.3-6; 24.3-8). Um mandamento bíblico só é universal quando não se limita a algum povo (ver Êx.31.16,17).

O sábado tornasse em desuso porque não é ratificado no N.T. Pois o antigo pacto foi só com Israel (Sl.147.19,20), e como o novo pacto se estende a todos os povos (Gl.3.28), o N.T. é a confirmação de seguirmos ou não certos mandamentos. E este depõe o sábado: Mc.2.27,28; Rm.14.4-6; Mt.12.5 e compare Os.2.11 c/ Cl.2.13-16.

LEGALISMO – Os legalistas são os que crêem que através de observância da Lei conquistam a salvação. Por isso insistem em dizer que a Lei não foi abolida. E para fugirem dos textos que provam que Cristo aboliu a Lei, dividem-na em duas. Uma chamada “lei cerimonial”, onde ensinam que foi essa que Jesus aboliu. A outra chamam de “lei moral” (o Decálogo), ensinam que esta vigora até hoje e todos devem obedecer-lha. Como diz o ditado que um abismo chama o outro. Esta heresia apóia a heresia do sabatismo, em virtude do 4o mandamento ser a guarda do Sábado. O legalismo vem sendo pregado pelos “Adventistas”, pelos seguidores da “Igreja do Evangelho Eterno” e por alguns cristãos evangélicos desinformados.

Refutação bíblica – Longe de declarar que a lei não seja boa, perfeita, santa (Rm.7.12). Mas quanto ao ser humano, fica difícil atribuirmos mesmas qualidades (idem v.14). A salvação não depende da observância de leis ou da lei ou das obras da lei. É pela graça de Deus que somos salvos, e Ele requer de nós apenas a fé para salvação (Ef.2.8,9). Ninguém cumpriu a Lei; todos nós somos transgressores dela (Rm.3.23; 1Jo.1.10; 3.4). E incapazes de cumprir integralmente (Gl.3.10; Tg.2.10). A tentativa de cumprimento da Lei para salvação anula a cruz de Cristo (Gl.2.21). Precisamos passar pelo novo nascimento (1Jo.3.9; Gl.6.15). E logo, a palavra Lei em nenhuma das 400 vezes que ocorre na Bíblia não se refere somente ao decálogo (lei moral). Devemos tê-la como um todo (ver Js.8.30-35; Ne.8.1-14; Rm.2.27; Gl.5.3,4). A Lei foi abolida por Cristo como meio de salvação (Cl.2.13,14; Hb.7.18; 2Co.3.3-18; Lc.16.16 compare com 24.44). Agora, como instrutora, corregedora e disciplinadora do cristão continua a sua validade. Contudo, há pecados no N.T. que não constam no decálogo (lei moral), como pecado: lascívia, avareza, heresia, glutonaria, bebedices, feitiçaria, etc. (Gl.5.19-21; 1Co.6.10). Há dois mandamentos no A.T. que não constam no decálogo, um é citado em Dt.6.5 e o outro em Lv.19.18 (Jesus citou eles como superiores Mt.22.35-40). E constam na lei que chamam de “cerimonial”, porém são de natureza moral. Também há na lei que chamam de moral um mandamento que é de natureza cerimonial (Êx.31.16). Portanto fica impossível afirmar que há uma divisão da Lei sem se contradizer com os textos bíblicos que falam do assunto. A Lei deve se classificar (e não se dividir) da seguinte forma:

Lei Universal (conhecida também como Lei Moral): É a vontade de Deus descentralizada de um povo específico, dirigida para todos os povos, línguas e culturas. Que permanece não para salvação, mas para instrução.

Lei Local (conhecida também como Lei Cerimonial ou Civil): É a vontade de Deus centralizada, dirigida para uma comunidade, nação ou cultura específica. Baseada em cerimônias, simbolismos e alguns preceitos. Que entrou em desuso com a vinda do evangelho de Jesus para todos os povos (Lc.16.16).

O JEOVISMO – Os jeovistas pregam que Deus tem um único nome. Usando o texto de Êx.3.15 com suas Bíblias TNME invadem as casas das pessoas dizendo que o nome de Deus é Jeová e não há outro: “Disse Deus ainda mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR (na TNME: Jeová), o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração.” A seita que lida direto com este ensino são “as Testemunhas de Jeová.”

Refutação bíblica – Se esquecem do que escrevem as próprias Testemunhas de Jeová. No livro “Riquezas” pág.134 não dizem bem assim. Apresenta-se como nome: “Deus”, “Altíssimo”, “Pai”. Como pode mediante esse fato um T.J chegar a nos dizer que “Deus” não é nome?

Nessa revelação de Deus a Moisés em Êx.3.15 vemos Deus apresentar-se transliterado do texto original assim: YHVH (chamamos de tetragrama). No hebraico só escreve-se consoantes e o A.T. se encontra assim também. Fazendo a leitura, oralmente se adicionavam as vogais. E isso é assim até hoje em Israel. O povo de Israel temia e ainda temem o 3º mandamento. Em virtude disso e também dos incessantes cativeiros foram esquecidas as vogais usadas para dar sentido a expressão "YHVH" apresentada por Deus a Moisés. Os judeus usavam o nome transliterado: ’adonay, traduzimos: Meu Senhor, Mestre, em substituição ao nome YHVH. Alguns usavam O ETERNO.  Atualmente chamam HASHEM, O NOME. Para dar sentido ao tetragrama utilizavam-se das vogais “a,o,a” de ’adonay em substituição as vogais originais, ficando YEHOVAH. Onde uma regra da gramática hebraica manda pronunciar o “a” na 1ª sílaba de “e”. Acredita-se que por volta do século XII, um monge católico foi quem transformou YAHVEH em Javé construindo o tetragrama com a 1ª vogal de ’adonay a 1ª vogal de ’elohim. Outros dizem que a construção YEHOVAH deriva da 1ª vogal de ’elohim e as vogais finais “o,a” de ’adonay.

Como acabamos de analisar. A palavra “Jeová” não é o nome legítimo de Deus. Foi formada por vogais emprestadas de outro nome de Deus. E logo, no texto original que menciona o tetragrama, não constam nem as vogais legítimas, quanto mais emprestadas. E mais, dizer que Jeová é o único nome de Deus é querer conceituar Deus ao nosso entendimento. Se nós temos um único nome, não significa que com Deus também seja assim (Is.55.8,9). Um só nome não seria capaz de representar a Deus como representam os nossos nomes (ver Gn.30.8). Deus tem vários nomes (’El, ’Adonai, ’Elohim, Jeová, Jesus) e vários títulos (Rei dos reis, Primeiro e Último, Criador, Redentor, Eterno, Senhor dos senhores, Verbo, Estrela da manhã, Conselheiro, Príncipe da paz, etc.). Isso as Ts.J omitem.

UNICISMO – Esta heresia tenta explicar o assunto desenvolvendo a teoria de três manifestações. Seria um único Deus Verdadeiro que se manifestara em três formas, ora como Pai, ora como Filho, ora como Espírito Santo. As principais seitas adeptas deste pensamento são: “Igreja do Evangelho Eterno”, “Tabernáculo da Fé”, “Só Jesus”, “Voz da Verdade”, “Igreja Local de Wintness Lee”.

Refutação bíblica – Essa teoria unicista não encontra sustentação na verdade bíblica, já que na Bíblia encontramos passagens deixando claro que há pessoas distintas na divindade e não meras manifestações (Jo.1.1-2; 8.16-18; 15.26; 1Jo.2.22; 2Jo.v.3). O conceito unicista entra em conflito com a doutrina da obra mediadora entre Deus e o homem. A reconciliação (2Co.5.18-21) subentende deixar de lado a inimizade. Que inimizade é deixada de lado? As Escrituras revelam que Deus está em inimizade contra os pecadores (Rm.1.18), e que as pessoas, nos seus pecados, também estão em inimizade contra Deus (Rm.3.10-18; 5.10). Deus envia o Filho ao mundo (Jo.3.16,17). Jesus se submete com obediência a vontade do Pai (Mt.26.39). O relacionamento entre o Pai e o Filho fica claramente evidente aqui. O Filho suporta a vergonha do madeiro maldito, trazendo a paz (reconciliação) entre Deus e a humanidade (Rm.5.1; Ef.2.13-16). Se duas pessoas distintas não forem reveladas aqui, no ato mediador da cruz, esse evento seria uma mera charada de um único Cristo. Em Mc.10.45 declara que Cristo veio para “...dar a sua vida em resgate por muitos.” O conceito de resgate é usado com referência de um pagamento que garante a libertação de presos. A quem Cristo pagou o resgate? Negando uma distinção entre as Pessoas da divindade, conforme faz o unicismo, Cristo teria que pagar o resgate ou à raça humana ou à Satanás. Porém a humanidade está morta em transgressões e em pecados (Ef.2.1), nenhum ser humano teria o direito de exigir que Cristo lhe pagasse resgate. Nem muito menos Satanás, nós não devíamos nada a Satanás (não existe nenhuma passagem que fale isso). Ele não poderia fazer a extorsão de Cristo. Essa idéia de satanás exigir resgate pela humanidade é blasfêmia (Jo.10.15-18). A nossa dívida era para com Deus (compare Lv.19.22 c/ 1Jo.4.10 e Jo.1.29). Quanto ao Espírito Santo, Cristo declara que o Espírito Santo é outra pessoa, distinta dele (Jo.14.16). O próprio Cristo declarou que o enviaria (Jo.16.7,8).

Continuaremos amanhã...

Vivam vencendo as confusões doutrinárias e impostoras!!!
Seu irmão menor.
Abraços fraternos.

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