16 agosto 2013

As Heresias das Seitas(V)



ANIQUILACIONISMO – Tem sido uma das heresias de maior destaque nos movimentos sectários. Segundo essa teoria, o homem ímpio será finalmente reduzido a nada. Esse mesmo conceito é refletido em alguns contextos da filosofia oriental. A seita que mais se destaca com esse ensino é o “Adventismo do Sétimo Dia” e “As Testemunhas de Jeová”.

Refutação bíblica – É evidente que este ensino entra em contradição com várias passagens da Bíblia, dentre elas vale citarmos: Dn.12.2; Mt.25.41,46; Jo.5.29. Tanto o livro de Daniel quanto o de Mateus estão de acordo ao afirmar que: Os justos ressuscitarão para vida e gozo eterno. Enquanto que os ímpios ressuscitarão para a vergonha e horror igualmente eternos (ver Rm.6.23). As expressões: “destruídos”, “exterminados”, quando se referem ao destino dos ímpios na Bíblia, não podem ser tomadas como aniquilação da alma, mas do corpo. Pois não se aniquila a alma. “Morte” também não significa aniquilamento, significa “separação”. Existe a morte (separação): do corpo (Ec.12.7), do espírito humano de Deus (Gn.2.17) e a eterna (2Ts.1.9). Se fosse certo que o ímpio será destruído (no sentido de aniquilação da alma), porque então terá ele de ressuscitar e depois ser lançado no lago de fogo? (veja também Ap.14.10,11). A Bíblia fala de “fogo eterno” como condenação dos ímpios (Mt.18.8; 25.41; Jd.v.7). E que o Diabo padecerá no inferno “pelos séculos dos séculos” (Ap.20.10). Observe nesse texto que a besta e o falso profeta já haviam sido condenados antes de Satanás (Ap.19.20), e quando ele é lançado no lago de fogo mil anos depois, esses dois personagens apocalípticos ainda se encontravam lá, ou seja, eles não foram “aniquilados”.

A MORTALIDADE DA ALMA – Esta heresia é pregada pelas Testemunhas de Jeová e por alguns professores de teologia. No livro Seja Deus Verdadeiro, pág's. 56,59 (publicado pelas Testemunhas de Jeová) faz a seguinte declaração: “Os cientistas e cirurgiões não foram capazes de encontrar no homem nenhuma prova determinante de imortalidade. Não podem encontrar nenhuma evidência indicativa de que o homem possui uma alma imortal ... Assim, vemos que a pretensão de que o homem possui uma alma imortal, e que, portanto, difere das bestas, não é bíblica”.

Refutação bíblica – Em primeiro lugar precisamos entender que as coisas espirituais não se discernem humanamente (1Co.2.14,15). Em segundo lugar a sabedoria de Deus é loucura para os homens (1Co.1.18). Em terceiro lugar devemos concordar que o homem é um ser tricótomo (1Ts.5.23; Hb.4.12). Não podemos tomar a palavra “alma” como sentido estrito de “pessoa”. Do contrário entraremos em contradição com vários textos bíblicos. Além dos supracitados veja estes outros: Mt.10.28, Lc.16.19-31 e Ap.6.9. É evidente em toda Bíblia que a palavra “alma” nem sempre significa a mesma coisa, a variação do seu significado depende muito das circunstâncias em que a palavra é usada. Tanto a palavra “alma” como “espírito” são polissêmicas. Existe “alma” como o próprio sangue (Lv.17.14); como pessoa (Gn.46.22); como a própria vida (Lv.22.3); como espírito e coração (Dt.2.30) e “alma” como elemento distinto do espírito e do corpo (Jó 12.10; 27.3; 1Pe.2.11). Portanto, quando a Bíblia aplica a palavra “alma” com sentido de pessoa não está limitando a palavra exclusivamente a “pessoa” ou “criatura humana vivente.” É o que chamamos de “sinédoque”, uma figura de linguagem, que significa tomar parte da coisa, pessoa ou objeto como se fosse toda a coisa, pessoa ou objeto. O texto de 1Tm.6.16 não desdiz o que acabamos de falar. Apenas afirma que Deus é o único que possui a imortalidade, isso não significa dizer que não recebemos essa dádiva dele. A verdade é que a alma sobrevive após a morte (Ec.12.7; Mt.10.28; Lc.23.43). Ora, a Bíblia quando fala de Abraão, Isaque e Jacó os reconhecem como vivos (Mt.22.32; Mc.12.26,27; Lc.20.37,38). Você não encontra na Bíblia a expressão “alma mortal”, encontrará “corpo mortal” que ocorre três vezes (Rm.6.12; 8.11; 1Co.15.53). Deus colocou a “eternidade” (do hebraico ‘olam) no coração (alma) do homem (Ec.3.11). Algumas versões em português colocaram equivocadamente a palavra “mundo” ao invés de “eternidade”. Sendo que a definição primária de ‘olam é “longa duração, antigüidade, futuro, para sempre, sempre, eternamente, para todos os tempos, perpétuo...”. Em última definição se coloca “... velho, antigo, mundo”. Ora, se o autor do livro de Eclesiastes quisesse se referir diretamente ao planeta ou mundo, ele teria usado ‘erets (terra) ou tebel (mundo). Onde “mundo” ocorre 42 vezes na versão Almeida Atualizada e em nenhuma delas consta a palavra hebraica ‘olam.

O SONO DA ALMA – Este outro sofisma afirma que os mortos estão inconscientes até o arrebatamento ou o juízo final. Prega-se o sono da alma entre os “Adventistas do Sétimo Dia”. Segundo eles, o que o homem possui é o “fôlego da vida”, o que dá animação ao corpo, que lhe é retirado por Deus, quando expira. E o fôlego é reintegrado no ar, por Deus, mas não é entidade consciente ou homem real.

Refutação bíblica – A expressão “dormir” usada no novo testamento para tipificar a morte não são literais. Representam a indiferença dos mortos para com os acontecimentos normais da Terra e nunca para com aquilo que faz parte do ambiente onde estão as almas desencarnadas. Existem algumas exceções, por exemplo: 1Ts.5.7; Mt.13.25. Assim como o subconsciente continua ativo quando o corpo dorme, a alma do homem não cessa sua atividade quando o corpo morre. Em Dn.12.2 fala do dormir no corpo (pó), como ele próprio diz “...dormem no pó...”. Jesus também usa expressão semelhante quando disse “corpos dos santos, que dormiam” (ver Mt.27.52). Ensinar o contrário do que estamos dizendo aqui é se descomprometer com a Palavra de Deus. Tal ensino ficará em contradição com: Lc.16.19-31; Ap.6.9; Lc.23.43; Mt.17.3. Substitua a palavra “espírito” por “fôlego” ou “sopro” nas seguintes referências e veja a contradição: Mc.2.8; At.17.16; Jo.13.21 2Co.7.1; 1Pe.3.4; Mt.26.41. Quando a Bíblia diz que Deus “soprou” no homem lhe dando o “fôlego da vida” (Gn.2.7) não está sendo literal, pois para “soprar” Deus teria que ter pulmões. O texto faz uso de antropomorfismo. O autor está dizendo que Deus deu um espírito ao homem quando este foi criado. Que é a porção espiritual. E o corpo, porção material. Assim, o que o ser humano tem nele é o “espírito” que volta para Deus quando morre (Ec.12.7). Bem como sua “alma” (1Rs.17.22). Que fica consciente e carrega consigo toda a memória de suas obras para que seja julgado logo após a sua morte (Hb.9.27; Lc.16.22,23). Observe o texto de Jo.5.24 e a expressão “não entra em juízo” na versão Almeida Revista e Atualizada, saiba que “entra” é tradução do grego “erchomai” que significa “vir” e só pode ser usado no tempo presente. Esse verbo em outros tempos (passado ou futuro) se usa a palavra “eleuthomai” ou “eltho”. A versão King James respeita também esta regra e até usa as mesmas palavras da versão Almeida Revista e Atualizada. O mesmo faz a versão católica de Jerusalém, obedecendo rigorosamente o emprego do verbo grego “erchomai” (vir): “não vem a julgamento”. Portanto, até Jesus sabia que logo a seguir a morte vinha o juízo.

A palavra grega “koimao” (dormir) é também usada como metáfora de “morrer” (ver 1Co.11.30; 15.6,20; 1Ts.4.13-15; Jo.11.11). E ainda, outra palavra grega: “katheudo” (dormir) é usada como eufemismo de morte (ver Mt.9.24; Mc.5.39; Lc.8.52). Portanto, a palavra “dormir” não tem categoricamente o sentido literal.

Observação: Usar textos do livro de Eclesiastes para provar sono ou inconsciência dos mortos é puro sofisma e falta de contextualização do próprio livro. Onde em Ec.1.3,9,14; 2.11,17-20,22; 3.16; 4.1,3,7,15; 5.13,18; 6.1,12; 8.9,15,17; 9.3,6,9,11,13; 10.5, há a expressão “debaixo do sol” e em Ec.1.13; 2.3; 3.1 a expressão “debaixo do céu”. Salomão está relatando sua observação nas eventualidades sob o sol, ou seja, a vida aqui na Terra, excluindo, portanto, a realidade além do céu ou pós-túmulo. Por isso que o uso da passagem de Ec.9.5 para afirmar que há uma inconsciência dos mortos (sono) é fora de contexto.

TEÍSMO PARADOXAL – Por não compreenderem o mistério de Deus-Cristo, as Testemunhas de Jeová criaram essa teoria. Negando a divindade de Cristo e a pluralidade da unidade divina (1Tm.3.16). Assim desenvolveram um sistema doutrinário, ou seja, a crença em duas divindades, uma todo-poderosa, chamada de Jeová e outra menos poderosa ou apenas poderosa, chamada de Jesus.

Refutação bíblica – Esse ensino cai de vez no politeísmo. Algo impensável na fé cristã monoteísta (Dt.6.4; 1Tm.2.5). O termo usual mais certo para definir este tipo de heresia é henoteísmo, uma subdivisão politeísta que acredita que existem muitos deuses, mas somente um que deve ser adorado. Bem dizia o Credo Niceno: “Pois da mesma forma que somos compelidos pela verdade cristã a reconhecer cada Pessoa (da Trindade), por si mesma, como Deus e Senhor. Assim também somos proibidos pela religião cristã de dizer: Existem três deuses ou três senhores”. À luz da Bíblia esta heresia não sobrevive. Se só Jeová foi quem criou todas as coisas (ver Is.44.24). Como é que no N.T. somos informados que foi Jesus quem criou tudo (Jo.1.3)? Para fugirem da realidade que Jesus e Jeová formam uma unidade composta (דחא Trindade) se complicam. Por isso que em Cl.1.16-18,20 acrescentam a palavra “outras” entre colchetes “[ ]” quatros vezes para não contradizer seus ensinos.

Existem dois tipos de divindade. Uma é verdadeira e a outro é falsa. Uma possui qualidade divina, outra não (Gl.4.8). Logo, se Jesus é Deus (Jo.1.1; 20.28, compare Jo.8.12 c/ 1Jo.1.5), se Ele é a verdade (Jo.14.6), sendo logicamente Deus verdadeiro (1Jo.5.20), como fica Jesus seguindo esse raciocínio? Há duas divindades verdadeiras? Poderia ser Jesus um deus falso possuindo qualidades divinas? (ver Ap.1.8; 4.8; 22.12,13,16). Há outro Deus verdadeiro além de Jeová? (ver Is.43.10; Jo.17.3). A verdade é que Deus é Pai e é Filho. Quando dizemos que Jesus é Deus não estamos dizendo que Jesus é o Pai, mas que ele forma uma unidade composta com o Pai (Jo.1.1; 10.30; 1Jo.5.7 nas versões do Códex Sinaiticus).

Observação: O fato de Jesus ser poderoso em Is.9.6 não significa que ele é inferior ao Pai. Pois no contexto Jeová também é chamado de poderoso (Is.10.21).

ANTITRINITARISMO – Não aceitando Deus da maneira como Ele se revela na Bíblia, os seguidores desta heresia negam completamente a doutrina da Trindade. Destacando-se “as Testemunhas de Jeová”, “os Mórmons”, “Igreja Voz da Verdade” e também uma seita oculta chamada “Espiritismo”.


Refutação bíblica – Tanto o Pai, como o Filho (Mt.18.20; 28.18; Jo.21.17), como o Espírito Santo (Sl.139.7; Rm.15.19; 1Co.2.10), são Onipresentes, Onipotentes e Oniscientes. Todas as três Pessoas da Trindade possuem qualidade divina. Negando a Trindade tornaremos politeístas ou triteístas como ensina o Mormonismo. Por outro lado, cremos em um só Deus eternamente subsistente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Não são três deuses, são três pessoas em uma unidade composta (Jo.1.1; 10.30; Jo.14.16). Para a palavra “único” no A.T. há vocábulos hebraicos distintos. Para “único” com o significado de unidade absoluta no hebraico usa-se ישד (transl.: yachid), exemplos: Gn.22.2; Pv.4.3; Jr.6.26; Am.8.10. E “único” com o significado de unidade composta usa-se אחד (transl.: ’echad) exemplos: Nm.13.23; Gn.41.25 e Dt.6.4. Essa palavra hebraica é a melhor referência de “Trindade” na Bíblia.

Portanto, o Deus: Pai (Êx.20.2), Filho (Jo.1.1) e o Espírito Santo (At.5.3,4). Criador de tudo (Is.44.24; Jo.1.3; Jó 33.4), presente na fórmula batismal (Mt.28.19), na distribuição dos dons (1Co.12.4-6), na bênção apostólica e sacerdotal (2Co.13.13; Nm.6.24-26), habita conosco (2Co.6.16; Jo.14.23; 1Co.6.19), o único santo (Ap.15.4; At.3.14; 2.38), é trino e nem por isso deixa de ser único.

PENITÊNCIA (heresia exclusivamente Católica).

O catolicismo Romano define este dogma da seguinte forma: “A absolvição tira o pecado, mas não remedia todas as desordens que ele causou. Liberto do pecado, o pecador deve ainda recobrar a plena saúde espiritual. Deve, portanto, fazer alguma coisa a mais para reparar seus pecados; deve ‘satisfazer’ de modo apropriado ou ‘expiar’ seus pecados. Esta satisfação chama-se também ‘penitência’.” (retirado do Catecismo pág.402, §1459).

Refutação bíblica – Os católicos seguem fielmente a penitência, crendo que essas boas obras são exigidas por Deus para fazer compensação por seus pecados e restaurá-los à “plena saúde espiritual.” Os fiéis chegam ao extremo das limitações humanas. Muitos conhecidos como “romeiros”, fazem grandes caminhadas, umas a pé outras até de joelhos. Uma verdadeira negação ao sacrifício de Jesus camuflado de “atos de fé e devoção”. Este dogma desafia a Palavra de Deus e degrada a obra de nosso Senhor Jesus Cristo na cruz do Calvário (ver 1Jo.1.9; Hb.8.12; 10.17,18; Gl.2.16,21; Is.53.5; 64.6). O sacrifício de Jesus não foi incompleto, como se precisasse de um reforço ou um complemento! Observe a orientação dada pela igreja sobre como se faz a penitência: “... pode consistir na oração, numa oferta, em obras de misericórdia, no serviço do próximo, em privações voluntárias, sacrifícios, e principalmente na aceitação paciente da cruz que temos de carregar.” (retirado do Catecismo pág.402-403, §1460). Entretanto o sacrifício de Jesus na cruz anulou toda a necessidade de ofertas ou obras de expiação (Hb.9.24-26; 10.8-12).

HIPERDULIA o culto especial a Maria (heresia exclusivamente Católica).

Na apologia cristã evangélica isso se chama de “mariocentrismo” e “mariolatria”: comportamento religioso do catolicismo romano que gira em torno de Maria e do culto que é prestado a ela e suas imagens. No Catolicismo popular, Maria é o centro de preces, devoção e adoração. Jesus praticamente é ofuscado pelo culto a semideusa mãe.

Refutação bíblica – Porém para a igreja do primeiro século o centro de tudo era Jesus (1Co.3.11; Ef.4.5a). A adoração a Maria é flagrante dentro do catolicismo popular, que é coberto por um discurso eufêmico de “veneração” dentro do catolicismo tradicional. Bem como o uso de supostas réplicas de suas feições. Porém Jesus foi muito claro: “... Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto”. (Mt.4.10). A “hiperdulia” é uma adoração e um culto antibíblico e anticristão, uma vez que ambos condenaram tal prática. “Idolatria” é o culto prestado a ídolos. Vem do grego “eidololatreia”. Esse termo refere-se à “adoração” ou “idolatria”. Ou seja, adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição, etc., que tome o lugar de Deus, ou lhe diminua a honra que lhe devemos (ver 1Co.10.14). O ídolo (do grego “eidolon”) era e é uma “imagem” ou “réplica” de adoração ou veneração. E a sua prática foi condenada tanto no antigo (Êx.20.4,5) quanto no novo pacto (1Jo.5.21; 2Co.6.16). Portanto, a “hiperdulia” (culto especial a Maria), bem como a dulia (culto aos santos e aos anjos) é um grave pecado cometido pela igreja católica e pelos católicos.

Maria não é tida apenas como uma santa no catolicismo popular. Veja esta declaração: “Sois onipotente ó Maria... Ó mãe de Deus vossa proteção traz a imortalidade; vossa intercessão, a vida... pois só por vosso intermédio esperamos a salvação.” (retirado do livro “Glórias de Maria” págs.100, 77, 147). Acompanhe os meus grifos: “Onipotente” é um atributo da divindade (Sl.91.1), “mãe de Deus” implica atualmente em ser deusa, negando assim a encarnação de Cristo (ver Fl.2.5-8; Jo.1.14; 1Jo.4.2,3). A “intercessão” é uma ponte divina humana (1Tm.2.5) e a “salvação” uma dádiva divina (Is.43.11; At.4.12). Quem é Maria para o catolicismo popular? Só pode ser uma deusa. E quanto a isso a Bíblia é terminantemente contrária (Êx.20.3; Is.42.8; 1Co.8.4). A igreja cristã verdadeira tem uma mensagem cristocêntrica! Jesus é o centro de nossas vidas (Rm.11.36; Cl.1.16b).

Obviamente o catolicismo tradicional é conivente com isso. Até porque o próprio Catecismo ensina o mariocentrismo e a mariolatria, como por exemplo, na página 274, §969 diz: “... Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora, medianeira”. “... A piedade da Igreja para com a Santíssima Virgem é intrínseca ao culto cristão. A Santíssima Virgem é legitimamente honrada com um culto especial pela Igreja”. E na página 275, §975: “Cremos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da igreja, continua no Céu sua função materna em relação aos membros de Cristo”.

Ora, a partir do momento que se coloca Maria como “Mãe de todos”, “advogada”, “medianeira” e um “culto” é prestado, ela assume o “centro das atenções” e “toma a adoração” que é para o Trino Deus: “Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem, nem a minha honra, às imagens de escultura”. (Is.42.8). Veja que o apóstolo Paulo via as prerrogativas divinas como legitimidade de uma divindade (Gl.4.8). Ele usou a palavra grega “phusis” (natureza – características naturais de um ser) para definir a divindade. Se os santos e Maria possuem “phusis theos” (natureza divina) eles são deuses, no mínimo semideuses. O que contraria o 1º mandamento (Êx.20.3). E que se diga de passagem que Maria também é aclamada por Roma como “Senhora”. Expressão usada no N.T. grego: “kurios”, contudo atribuída a Cristo (Jo.13.13), em passagem nenhuma do N.T., se refere a Maria. Ferindo a unidade da própria Igreja de Cristo, que reza que “há um só Senhor [kurios]”. (Ef.4.5; Jd.v.4). Em Mc.12.29 fazendo referência a Dt.6.4. A palavra “kurios” se faz representar o nome divino: “Yehovah”.

Todo o argumento da teologia católica de que pessoas receberam glória na Bíblia são argumentos sem sustentação. Porque a palavra glória tem uma polissemia muito clara. Um estudante sério das Escrituras não confundiria, por exemplo, a glória citada por Paulo aos cristãos em Rm.2.10 com a glória citada por João a Cristo em Jo.1.14. O mesmo ocorre com os outros substantivos “honra”, “louvor” e etc. São textos que não passam de pretextos. O mesmo ocorre com a questão da chamada adoração da bandeira nacional. Onde ninguém nunca se viu o governo aclamando que a nossa bandeira tenha poderes milagrosos ou que ela tenha prerrogativas divinas nos céus. Usam-se também as passagens do Antigo Testamento onde Deus manda confeccionar imagens de anjos e etc. Assunto dirimido no meu texto “Tipos de Imagens” postado aqui.

Continuaremos amanha...
Abraços.
Vivam vencendo as contradições biblicas!!!
Seu irmão menor.

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