04 setembro 2013



Lição 10 - 08/09/13 "A ALEGRIA DO SALVO EM CRISTO"


TEXTO ÁUREO = “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos” (Fp 4.4).

VERDADE PRÁTICA = Em tempos trabalhosos e difíceis, somente a alegria do Senhor pode apaziguar a nossa alma:


LEITURA BÍBLICA = FILIPENSES 4: 1-7


INTRODUÇÃO

EXORTAÇÃO PERSISTENTE 

Levando em conta o exemplo e a exaltação analisados em 3.17-21, Paulo passa a fazer uma exortação firme, mas afetuosa. O primeiro versículo deve, provavelmente, ser incluído no capítulo anterior. Paulo se gloria nos crentes filipenses: Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa (1). Ele os aceita como irmãos em Cristo a despeito das realizações espirituais, diferenças de dons e níveis de graça que cada um alcançou. Junto com esta relação fraterna há o amor fraterno, expresso nas palavras carinhosas amados e mui queridos. O termo grego epipothetoi (mui queridos) não ocorre em outro lugar do Novo Testamento; denota a comunhão especial que existia entre Paulo e os crentes fihipenses. Os seus convertidos em Filipos serão a sua coroa, a grinalda de vitória ao término da corrida cristã (cf. 1 Co 9.25; 1 Ts 2.19), ou a sua coroa na festa final no último dia de recompensa (cf. 2.16). Ele exorta: Estai assim firmes no Senhor. No capítulo precedente, o apóstolo usa a metáfora da corrida.

Agora, ele emprega uma expressão militar: estai (stekete; “permanecei”, BAB, BJ, RÃ) como soldado no meio da batalha (cf. Ef 6.10-18). Quanto ao amor e obras, os crentes filipenses sempre têm de estar avançando. No que tange à fé e fidelidade, eles têm de permanecer imóveis, Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor (2). Numerosas explicações são dadas acerca de quem eram estas pessoas. Há a sugestão de que são meros nomes que representam grupos adversários, mas os nomes não estão em oposição um ao outro. Evódia quer dizer “próspera” ou “fragrância doce”; Síntique quer dizer “afável” ou “afortunada”. Tendo em vista a referência: Essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho (3), é provável que estas sejam duas pessoas reais.

Neste caso, podem ser duas das “mulheres que [...] se ajuntaram [...] [à] beira do rio, onde julgávamos haver um lugar para oração” (At 16.13), no início da igreja em Filipos. Considerando que Paulo normalmente não permitia que as mulheres pregassem (1 Tm 2.12), é provável que fossem diaconisas. Há a possibilidade de as duas estarem em pro cesso judicial uma com a outra. Seja qual tenha sido a dificuldade, Paulo as admoesta:Sintam o mesmo no Senhor (2). O termo grego phroneo (sintam) é usado em 1.7; 2.2,5; 3.15,16; 4.2,10.
Apalavra significa mais que sentir; trata-se de uma disposição de espírito. Paulo está exigindo uma unidade moral, independente de diferenças intelectuais que possam ter. A expressão no Senhor indica que fora dele não há como haver unidade. Não podemos amar as pessoas sem amar Deus.

E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes (3). Certos intérpretes entendem que Synzygos (companheiro) é nome próprio (cf. BJ; nota de rodapé da NVI), fazendo um jogo de palavras semelhante a Onésimo (“útil”) em Filemom 11. Seja como for, este companheiro, o qual alguns imaginam ser Silas, tinha de ser pacificador (cf. Mt 5.9). Não sabemos quem era Clemente, embora a sugestão comum seja Clemente de Roma. Considerando que as mulheres trabalharam com ele e com Paulo, tratava-se de alguém bem conhecido pela congregação. O livro da vida era expressão judaica por vezes usada para descrever o rol de um exército. Estas pessoas são membros do exército do Senhor e têm batalhado com Paulo contra um inimigo comum. Por esta razão, os seus nomes estão escritos no livro da vida de Deus — o rol dos remidos.

Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos (4; cf. Si 37.4; 1 Ts 5.16). Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor (5). O termo grego epieikes, eqüidade, descreve restrição de paixões, sobriedade ou aquilo que é apropriado. Pode significar boa disposição para com as pessoas (cf. Rm 14). Em 1 Timóteo 3.3 e Tito 3.2, a palavra é usada com um adjetivo que significa “não propenso a brigar”. A idéia é de ser tolerante, não insistindo em direitos próprios, mas agindo com consideração uns com os outros.’ Em questões que sejam dispensáveis, os crentes filipenses não devem ir a extremos, mas evitar o fanatismo e a hostilidade, julgando uns aos outros com indulgência. Perto está o Senhor pode ser aviso que a igreja primitiva costumava usar. Neste caso, Paulo está dizendo: “Qual é o propósito das rivalidades? Sede tolerantes uns com os outros para que Deus seja tolerante convosco quando o Senhor vier”. A frase também era entendida como promessa da proximidade do Senhor, e interpretada com relação ao versículo seguinte.

Não estejais inquietos (“ansiosos”, AEC, BAB, NVI, RÃ) por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças (6). Embora possamos planejar o futuro (1 Tm 5.8), não devemos ficar ansiosos quanto a nada (Mt 6.25). O segredo desta qualidade de vida é a oração e as súplicas. “Cuidado e oração [...] são mais opostos entre si que fogo e água.” Oração é geral e baseia-se nas promessas divinas, envolvendo devoção ou adoração. Súplicas são rogos especiais em tempos de necessidade pessoal e apelam para a misericórdia de Deus. Tomam fôlego com ação de graças por cada acontecimento, quer de prosperidade quer de aflição. O crente ora por perdão (isso é promessa); ele suplica pela recuperação do seu filho (isso é misericórdia que excede os limites da graça). Estas petições devem ser conhecidas diante de Deus (pros ton theon; melhor: “na presença de Deus”).

Aqui, talvez, haja a sutil lembrança da presença contínua de Deus. Em vista dos conflitos em Filipos, é provável que Paulo esteja dizendo: “Quando as pessoas não vos tratarem amavelmente, orai. Em vez de ficardes ansiosos acerca disso, fazei a situação conhecida a Deus.

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus (7). A ação de graças e a paz estão juntas (cf. Cl 3.15). Mesmo que o crente não obtenha tudo que pede, a paz de Deus guarda o coração, que é onde está a vontade. Não é o coração que guarda a paz de Deus. O termo guardará é metáfora militar. A paz de Deus manterá guarda nos crentes filipenses, mesmo que Filipos esteja guardada por uma guarnição romana. Esta paz protetora “ultrapassa a compreensão humana” (CH; cf. BAB), ou é superior a toda antecipação ansiosa (cf. Is 26.3; J0 14.27).” A expressão em Cristo Jesus (que foi traduzida literalmente) sugere que o crente não pode ser guardado fora de Cristo.

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro (em pensamento, disposição e ação), honesto (sincero ou digno de honra), justo (certo em qualquer situação; cf. “certo”, BAB; “correto”, NTLH, NVI), puro (casto, como em 1 Tm 5.2, mas tb. a pureza doméstica em geral), amável (“agradável” [NTLH], inspirador ou digno de ser amado), boa fama (encantador atraente ou relatado com a melhor construção); se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (8). A virtude era de importância central no vocabulário grego da ética. Lightfoot interpreta que Paulo está dizendo: “Qualquer valor que resida em vossa velha [pré-cristã] concepção de virtude”, mantende-a. Mas o apóstolo dá aos filipenses mais que assuntos para meditação. Ele exige ação obediente e se coloca, de novo, como padrão: O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco (9). No versículo 7, ele descreve a paz de Deus; aqui, ele promete o Deus de paz ou “o Deus que dá a paz” (cf. NTLH; cf. tb. 1 Ts 5.23; Hb 13.20).

Nos versículos 4 a 9, identificamos certos elementos de “A Paz de Deus”. 1) A restrição com alegria, 4,5; 2) O privilégio de levar a Deus pedidos livres de ansiedade, 6; 3) O deleite no que é salutar, 8; 4) O senso de proximidade de Deus.


COMPLEMENTO DO LIVBRO MATTHEW HENRY = Comentário Bíblico Novo Testamento 
Edição Completa


Várias Exortações - vv. 1-9

O apóstolo inicia o capítulo com exortações sobre alguns deveres cristãos.
Para que permaneçam firmes na profissão cristã (v. 1). Infere-se isso da conclusão do capítulo anterior: Portanto, estai firmes etc. Sabendo que a nossa cidade está nos céus e que esperamos que o Salvador venha de lá e nos busque, portanto, estejamos firmes.

Observe: A esperança e perspectiva confiante da vida eterna deveriam motivar-nos a estar firmes, constantes e resolutos em nossa caminhada cristã. Observe aqui:

1. As saudações são muito afetuosas: “. . . meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa”; e novamente: “. . amados”. Assim ele expressa a satisfação que sentia por eles e a bondade que tinha por eles, para transmitir suas exortações com tanto carinho. Ele os tinha como irmãos, embora fosse um grande apóstolo. Todos nós somos irmãos (veja Mt 23.8). Existe diferença entre dons, graças e realizações, no entanto, sendo renovados pelo mesmo Espírito, conforme a mesma imagem, somos irmãos; como filhos dos mesmos pais, embora diferentes em idade, estatura e aparência. Pelo fato de serem irmãos: (1) Ele os amava, e os amava muito: amados e mui queridos; e novamente: amados. A afeição cordial deve ser o sentimento entre ministros e cristãos. O amor fraternal sempre deve vir junto com o relacionamento fraternal. (2) Ele os amava e tinha saudades deles; ele ansiava vê-los, ouvir deles e desejava o bem-estar deles.

Deus me é testemunha das saudades que de todos vós tenho, em entranhável afeição de Jesus Cristo (cap. 1.8). (3) Ele os amava e se regozijava neles. Eles eram sua alegria; ele não tinha alegria maior do que ouvir acerca da saúde e prosperidade espiritual deles. “Muito me alegro por achar que alguns de teus filhos andam na verdade” (2 Jo 4; 3 Jo 4). (4) Ele os amava e se gloriava neles. Eles eram sua coroa e sua alegria. Paulo estava muito orgulhoso e satisfeito com as evidências da sinceridade da fé e obediência deles. Tudo isso era para preparar o caminho para um respeito ainda maior.

2. A exortação em si: “... estai assim firmes no Senhor”. Por estarem em Cristo, eles precisam estar firmes nele, ser constantes e resolutos na caminhada com Ele, e íntimos dele e firmes até o fim. Ou, estai firmes no Senhor significa estar firmes na sua força e dependentes da sua graça, não confiando em nós mesmos e dispostos a renunciar a qualquer suficiência da nossa parte.

Devemos fortalecer-nos “. .no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10). “Portanto, estejam firmes, como têm feito até aqui; estejam firmes até o fim, porque vocês são meus amados e minha alegria e coroa. Estejam firmes, como aqueles em cujo bem-estar e perseverança estou tão intimamente interessado.”

Ele os exorta à unanimidade e ajuda mútua (vv. 2,3):“Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor”. Isso é dirigido a algumas pessoas específicas. As vezes, existe a necessidade de aplicar os preceitos gerais do evangelho a pessoas e casos particulares. Parece que Evódia e Síntique tinham uma divergência entre si ou com a igreja; é possível que isso tenha ocorrido em virtude de um motivo civil (pode ser que estivessem envolvidos em um processo judicial) ou por causa de um motivo religioso — é possível que tivessem opiniões ou sentimentos diferentes.

“Rogo”, diz ele, “que tenham o mesmo sentimento no Senhor, para manter a paz e viver em amor que tenham o mesmo sentimento uma com a outra, não contrariando e contestando, e que tenham o mesmo sentimento com o restante da igreja, não agindo de forma hostil com eles”. Então, ele exorta à ajuda mútua (v. 3), e essa exortação ele dirige a pessoas especificas: “E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro”. Não se sabe quem é essa pessoa que ele chama de verdadeiro companheiro. Alguns pensam ser Epafrodito, que parece ter sido um dos pastores da igreja dos filipenses.

Outros acreditam que era alguma senhora bondosa, talvez a esposa de Paulo, porque ele exorta seu verdadeiro companheiro a que “... ajudes essas mulheres que trabalharam comigo”. Quem quer que tenha sido o verdadeiro companheiro do apóstolo, essa pessoa também precisa ser um verdadeiro companheiro dos seus amigos. Parece que havia mulheres que trabalhavam com Paulo no evangelho; não no ministério público (porque o apóstolo proibe expressamente isso: “Não permito, porém, que a mulher ensine”, 1 Tm 2.12), mas em acolher os ministros, visitar os doentes, instruir os não-instruidos e convencer os que estavam errados. Dessa forma, as mulheres podem ser úteis aos ministros na obra do evangelho.

Agora, diz o apóstolo, ajuda essas mulheres. Aqueles que ajudam os outros devem ser ajudados quando necessário. “Ajudem-nas, isto é, unam-se a elas, fortaleçam suas mãos, animem-nas em suas dificuldades”. “... com Clemente, e com os outros cooperadores”. Paulo amava te- dos os seus cooperadores; e, como tinha experimentado o beneficio da ajuda deles, deixa claro que eles também sentiriam o conforto de ter a ajuda de outros. Ele diz o seguinte a respeito dos seus cooperadores: “cujos nomes estão no livro da vid”; ou, então, eles eram escolhidos de Deus desde a eternidade, ou registrados e inscritos na corporação e sociedade a quem o privilégio da vida eterna pertence, aludindo aos costumes entre os judeus e gentios de registrar os habitantes ou os homens livres da cidade.

Assim lemos que os nomes deles estão escritos nos céus (Lc 10.20), e que o Senhor não riscará os seus nomes do livro da vida (Ap 3.5), e que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro (Ap 21.27). Observe: Existe, de fato, um livro da vida; há nomes nesse livro e não somente figuras e condições. Não podemos examinar aquele livro ou conhecer os nomes que estão escritos lá; mas podemos concluir que aqueles que trabalharam no evangelho, e são fiéis aos interesses de Cristo e das almas, têm seus nomes escritos no livro da vida.

Ele exorta à alegria e ao deleite santo em Deus:“Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos” (v. 4). Toda nossa alegria deve culminar em Deus; e nossos pensamentos de Deus devem ser pensamentos agradáveis. “multiplicando-se dentro de mim os meus cuidados (pensamentos dolorosos e aflitivos), as tuas consolações reanimaram a minha alma” (Sl 94.19), e a “minha meditação a seu respeito será suave” (Sl 104.34).

Observe: E nosso dever e privilégio regozijar-nos em Deus e regozijar-nos nele sempre; em todos os momentos e em todas as condições; mesmo quando sofremos por Ele ou somos afligidos por Ele. Não devemos pensar o pior dele por causa dos sofrimentos que passamos no seu serviço. Há bastante em Deus para nos suprir de alegria nas piores circunstâncias na terra. Ele havia dito isso antes (cap. 3.1): “Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor”. Aqui ele repete o que havia dito anteriormente: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai -vos”. A alegria em Deus é um dever de grande conseqüência na vida cristã; e os cristãos precisam ser relembrados disso. Se pessoas íntegras não vivem em constante festa, o problema é com elas.

Somos exortados a ser sinceros e bondosos e a ter equilíbrio espiritual em relação aos nossos irmãos: “Seja a vossa eqüidade notória a todos os homens” (v. 5). “Em situações neutras, não corram para os extremos; evitem a intolerância e a animosidade; sejam caridosos uns com os outros”. A palavra to epieikes significa uma boa disposição em relação a outros homens; e essa moderação é explicada (Rm 14). Alguns entendem tratar-se de suportar com paciência as aflições ou do desfrutar sóbrio de bens materiais; e assim há uma concordância com o versículo seguinte. A justificação é: “Perto está o Senhor”. A consideração da vinda próxima do nosso Mestre, e a nossa prestação de contas final, deveria guardar-nos de atacar nossos irmãos em Cristo, animar-nos nos sofrimentos presentes e moderar nossa paixão em relação às coisas exteriores. “Ele tomará vingança contra seus inimigos e recompensará sua paciência”

Advertência contra preocupações desconcertantes e inquietadoras (v. 6): “Não estejais inquietos por coisa alguma” — meden merimnate. Este mesmo pensamento é encontrado em Mateus 6.25: “...não andeis cuidadosos quanto à vossa vida”; isto é, evitai a inquietação ansiosa e pensamentos perturbadores nas necessidades e dificuldades da vida. Observe: O dever e interesse dos cristãos é viver sem ansiedade e preocupação.

Existe uma inquietação diligente que é nosso dever, e ela consiste em uma prevenção sábia e uma preocupação devida; mas existe uma inquietação desconfiada e receosa que se torna pecado e insensatez, e que somente desconcerta e distrai a mente. “Não estejais inquietos por coisa alguma, para que em vossa inquietude não desconfieis de Deus e vos tomeis desqualificados para o seu serviço”.

Como um antídoto soberano contra a inquietação desconcertante ele recomenda a oração constante: antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças”. Observe: 1. Devemos não somente manter períodos de oração fixos, mas orar em cada situação critica que aparece: em tudo... pela oração.

Quando alguma coisa oprime o nosso espírito, devemos aliviar ou tranqüilizar a nossa mente pela oração; quando nossos afazeres estão confusos ou complicados, precisamos buscar direção e apoio. 2. Devemos acrescentar ações de graças às nossas orações e súplicas.
Não devemos buscar apenas posses e bens, mas ter um suprimento de misericórdia em nossa vida. O reconhecimento agradecido daquilo que temos indica uma disposição mental correta e será decisivo para bênçãos posteriores. 3. Orar significa oferecer nossos desejos a Deus e fazê-los conhecidos a Ele: “... as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus”. Não que seja necessário para Deus que contemos as nossas necessidades ou desejos a Ele, porque Ele as conhece melhor do que nós: mas Ele deseja ouvi-los da nossa boca; dessa forma, mostramos nossa preocupação e interesse e expressamos nossa estima pela misericórdia dele e mostramos a nossa dependência dele. 4. O efeito disso será que a “. paz de Deus.., guardará os vossos corações” (v. 7).

A paz de Deus, isto é, a percepção confortável da nossa reconciliação com Deus, o beneficio do seu favor; o favor da bem-aventurança celestial e o desfrutar de Deus na vida futura, “...que excede todo o entendimento”, é um bem maior que não pode ser suficientemente valorizado e devidamente expressado. “Não subiu ao coração do homem” (1 Co 2.9). Essa paz guardará os nossos corações e os nossos sentimentos em Cristo Jesus; ela nos guardará de pecar nas dificuldades e de afundar diante delas. Essa paz nos manterá calmos e serenos, sem aflição e com uma satisfação interior. “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti” (Is 26.8).

Somos exortados a receber e manter um bom nome, um nome para coisas boas com Deus e com pessoas de bem: “...tudo o que é verdadeiro e honesto” (v. 8), uma consideração pela verdade em nossas palavras e obrigações, e pela decência e conveniência em nosso comportamento, apropriados às nossas circunstâncias e condição de vida. Tudo o que é justo e puro de acordo com as regras de justiça e retidão em todos os nossos procedimentos com as pessoas, e sem a impureza ou mistura de pecado.

Tudo que é amável, tudo o que é de boa fama, isto é, tudo que é afável; que nos tornará amáveis e bem considerados pelos outros. “... se há alguma virtude, e se há algum louvor” — qualquer coisa realmente virtuosa e digna de louvor. Observe: 1. O apóstolo queria que os cristãos aprendessem qualquer coisa que fosse boa dos seus vizinhos pagãos: “Se há alguma virtude, nisso pensai — imitai-os naquilo que é verdadeiramente excelente entre eles e não permitais que vos sobrepujem em qualquer instância de bondade”. Não deveríamos estar envergonhados em aprender alguma coisa boa de pessoas más, ou daqueles que não têm as nossas vantagens. 2. A virtude tem seu louvor, e continuará tendo.

Deveríamos andarem todos os caminhos da virtude e permanecer nela; e, então, quer nosso louvor seja de homens ou não, ele procederá de Deus (Rm 2.29).

Nessas coisas, ele se coloca como exemplo (u 9): “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei”. Observe: A doutrina e a vida de Paulo eram uniformes. O que viam nele era a mesma coisa que ouviam dele. Ele podia propor o seu exemplo bem como a sua doutrina para serem imitados pelos filipenses. Aquilo que dizemos aos outros tem uma grande força quando podemos recorrer ao que viram em nós. E essa é a maneira de termos o Deus de paz conosco — de ficarmos próximos de nosso dever para com Ele.

Subsídio para o Professor


INTRODUÇÃO

Nesta Aula, iniciaremos o estudo do último capítulo da Carta aos Filipenses. Trataremos acerca das recomendações finais de Paulo à igreja filipense, que era considerada por ele como a alegria e coroa do seu ministério. A alta estima que Paulo tinha a essa igreja fazia com que ele não economizasse no vocabulário, riquíssimo de nobres sentimentos – “ meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa”. Essa igreja nasceu num cenário de muita dificuldade, mas lhe trouxe muitas alegrias. Essa igreja associou-se a Paulo desde o início para socorrê-lo em suas necessidades. Era uma igreja sempre presente e solidária. Paulo agora está fazendo suas últimas recomendações a essa igreja querida, a quem ele chama de "minha alegria e coroa”. É como se Paulo dissesse que os filipenses são a coroa de todas as suas fadigas, esforços e empenhos. Ele era o atleta de Cristo, e eles, a sua coroa.

I. EXORTAÇÃO À ALEGRIA E FIRMEZA DA FÉ (Fp 4:1-3)

“Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa, estai assim firmes no Senhor, amados. Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor. E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida”.

1. A alegria de Paulo. “Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa, estai assim firmes no Senhor, amados”.

Paulo referia-se aos filipenses como sua alegria e coroa, querendo dizer que eles eram sua alegria no tempo presente e serão sua coroa perante o Tribunal de Cristo. Por causa das promessas extraordinárias e certas, exaradas no capítulo anterior, nos versículos 20 e 21, Paulo exorta-os a continuarem “firmes no Senhor”, opondo-se à falsa doutrina e à divisão interna. A igreja estava sendo atacada por falsos mestres e por falta de comunhão. A heresia e a desarmonia atacavam a igreja. Existiam problemas que vinham de dentro e problemas que vinham de fora; problemas doutrinários e relacionais. A igreja estava sendo atacada por fora e por dentro. Diante desses perigos, Paulo exorta a igreja a permanecer firme no Senhor. Paulo encerra o versículo supra com a expressão “amados”. Ele ama de fato os crentes de Filipos, e esse é um dos segredos de sua eficácia na obra do Senhor.

2.  A alegria nas relações fraternas. “Rogo a Evódia e rogo a Síntique que sintam o mesmo no Senhor”.

Nem tudo era maravilhoso e perfeito na igreja de Filipos. Ali estava acontecendo algo que é muito comum nestes últimos dias da Igreja – a dissensão, oriunda de problemas de relacionamentos. Evódia e Síntique, eram duas irmãs que ocupavam posição de liderança na igreja, que haviam se esforçado com Paulo no evangelho, mas, agora, estavam em discórdia na igreja. Elas tinham nomes bonitos (Evódia significa “doce fragrância”, e Síntique “boa sorte”), mas estavam vivendo de maneira repreensível. O relacionamento interrompido delas não era um problema pequeno: muitos havia se tornados crentes através de seus esforços (cf Fp 4:3), mas a sua briga estava causando uma dissensão na igreja. Não temos detalhes da causa de sua discórdia (talvez seja bom assim!), mas Paulo rogou a elas que resolvessem a situação. O apóstolo emprega a palavra “rogo” duas vezes, para mostrar que essa exortação é dirigida a uma e outra. Paulo as incentiva que “sintam o mesmo no Senhor”.

É impossível sermos unidos em todas as coisas da vida diária, mas quanto às coisas “no Senhor” é possível reprimir pequenas diferenças a fim de que o Senhor possa ser magnificado e para que sua obra avance.

A fim de resolver a questão, Paulo solicita ajuda de um líder da igreja, que ele não nomeia, para auxiliar essas duas diaconisas da igreja de Filipos, a fim de construírem pontes, em vez de cavar abismos. Precisamos exercer na igreja o ministério da reconciliação, em vez de jogar uma pessoa contra a outra. Precisamos aproximar as pessoas, em vez de afastá-las. A igreja é um corpo, e cada membro desse corpo deve trabalhar em harmonia com os demais para a edificação de todos.

É válido ressaltar que na vida cristã não há comunhão vertical sem comunhão horizontal. Não podemos estar unidos a Cristo e desunidos com os irmãos. A lealdade mútua é fruto da lealdade a Cristo. A irmandade humana é impossível sem o senhorio de Cristo. Ninguém pode estar em paz com Deus e em desavença com os seus irmãos. Por isso, a desunião dos crentes num mundo fragmentado é um escândalo. Devemos ser um povo diferente do mundo ímpio, senão, nossa evangelização é inócua.

3. A alegria de ter os nomes escritos no Livro da Vida. “... cujos nomes estão no livro da vida”.

Há uma realidade celestial acerca da igreja: os nomes de todos os crentes salvos estão registrados no Livro da Vida, e lá no Céu não há divisão. O “Livro” simboliza o conhecimento que Deus tem daqueles que lhe pertencem (cf Lc 10:17-20; 12:8,9; Hb 12:22,23; Ap 3:5; 20:11-15). No Antigo Testamento, ter seu nome escrito no livro da vida se referia ao registro do povo da aliança de Deus (cf Ex 32:32,33; Sl 69:28; 139:16).

É bom conscientizar-nos que a igreja na terra deve ser uma réplica da igreja do Céu. A igreja que seremos deve ensinar a igreja que somos. É contrária à natureza da igreja confessar a unidade no Céu e praticar a desunião na terra. Todos os crentes, lavados no sangue do Cordeiro, têm seus nomes escritos no Livro da Vida e serão introduzidos na cidade. O fato de irmos morar juntos no Céu deveria nos ensinar a viver em harmonia na terra. Pense nisso!
II. A ALEGRIA DIVINA SUSTENTA A VIDA CRISTÃ (Fp 4:4,5)
“Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos. Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor”.

1. Alegria permanente no Senhor. “Alegrai-vos, sempre...”.

Paulo diz que devemos nos alegrar sempre. Parece estranho que um homem na prisão estivesse dizendo à igreja para continuar a se alegrar. Mas a atitude de Paulo nos ensina uma lição importante: as nossas atitudes interiores não tem que refletir as nossas circunstâncias exteriores. Paulo estava cheio de alegria porque sabia que, a despeito daquilo que lhe acontecesse, Jesus Cristo permaneceria com ele. Portanto, a alegria do cristão não pode depender das circunstâncias, ou seja, ela é ultracircunstancial. Na verdade, nossa alegria não é ausência de problemas. Não é algo que depende do que está fora de nós. Neste mundo, passamos por muitas aflições, cruzamos vales escuros, atravessamos desertos esbraseados, singramos águas profundas, mas a alegria verdadeira jamais nos falta. Embora os crentes frequentemente enfrentem situações nas quais não podem estar felizes, eles sempre podem se alegrar e se deleitar no Senhor. Temos uma linda promessa: a vida eterna (1João 2:25); isto nos basta!

2. Uma alegria cuja fonte é Cristo. “Alegrai-vos, sempre, no Senhor”.

Nossa alegria é uma Pessoa, o Senhor, e não ausência de problemas. Nossa alegria está centrada em Cristo, ou seja, nossa alegria é cristocêntrica. Quem tem Jesus, experimenta essa verdadeira alegria; quem não tem Jesus, pode ter momentos de alegria, mas não a alegria verdadeira. Quem tem Jesus, tem a alegria; quem não O tem, jamais a experimentou.

3. Uma alegria que produz moderação. “Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor”.

Aqui, Paulo incentiva os filipenses a fazer conhecida de todos os homens sua moderação. Entendendo melhor, o apóstolo Paulo fala à igreja sobre a necessidade de cuidarmos das nossas atitudes internas e das nossas reações externas. A alegria nem sempre é visível aos outros, mas as ações em relação aos outros são prontamente vistas. Assim, Paulo encorajou os filipenses a deixarem que todos vissem que eles eram atenciosos. Eles deveriam ter um espírito que fosse justo e caridoso. Eles são motivados à alegria e à consideração aos outros, lembrando-se de que o Senhor voltará em breve. A promessa da segunda vinda do Senhor encoraja a conduta cuidadosa de seus seguidores.

Segundo o rev. Hernandes Dias Lopes, a moderação tem que ver com o controle do temperamento. Um crente não pode ser uma pessoa explosiva, destemperada e sem domínio próprio. Suas palavras precisam ser temperadas com sal, as suas atitudes precisam edificar as pessoas, e a sua moderação precisa refletir o caráter de Cristo.

III. A SINGULARIDADE DA PAZ DE DEUS (Fp 4:6,7)

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”.

1. A alegria desfaz a ansiedade e produz a paz. “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças “.

A ansiedade é a maior doença do século. Ela atinge adultos e crianças, doutores e analfabetos, religiosos e ateus.

Será possível ao crente não andar ansioso de coisa alguma? Sim, é possível, visto que temos o recurso da oração da fé. A oração combate a preocupação, permitindo que purguemos aquilo que estiver nos preocupando. A oração é um antídoto à preocupação. A oração e a preocupação não podem coexistir. Disse Paulo: “Antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus”. “Tudo” significa tudo mesmo. Não há nada que seja pequeno demais ou grande demais para o amoroso cuidado de nosso Deus.

Todavia, os crentes não devem colocar de lado as responsabilidades da vida, de forma a não se preocuparem com elas; Paulo estava enfocando as atitudes dos crentes na vida cotidiana e ao enfrentarem oposições e perseguições. Os crentes devem ser responsáveis por suas necessidades, por suas famílias, por cuidar dos outros e se interessar por estes, mas não devem permitir que as preocupações os dominem (Mt 6:25-34).

Preocupar-se é ruim, porque é uma forma sutil de não confiar em Deus. Quando os crentes se preocupam, eles estão dizendo que não confiam que Deus proverá aquilo de que necessitam e duvidam que Ele se importa ou que pode controlar a situação. Veja o caso dos espias (Nm 13:25-30), somente dois confiaram em Deus; os demais não confiaram, por isso, pereceram no deserto juntamente com aqueles que os seguiram. Lembre-se, o deserto é a trajetória do povo de Deus rumo à Canaã. Se não pormos a nossa confiança no Senhor, certamente, sucumbiremos.

Concordo com o rev. Hernandes Dias Lopes quando diz que:

·   A ansiedade é o resultado de olharmos para os problemas, em vez de olharmos para Deus. Os crentes de Filipos não estavam vivendo em um paraíso existencial, mas num mundo cercado de perseguições (Fp 1:28). O próprio Paulo estava preso, na antessala do martírio, com os pés na sepultura. Nuvens pardacentas se formavam sobre sua cabeça. Quando olhamos as circunstâncias e os perigos à nossa volta, em vez de olharmos para o Deus que governa as circunstâncias, ficamos ansiosos.

·   A ansiedade é o resultado de uma exagerada preocupação com as coisas materiais (Fp 3:19). Aqueles que só se preocupam com as coisas materiais vivem inquietos e desassossegados. Aqueles que põem a sua confiança no dinheiro, em vez de pô-la em Deus, descobrem que a ansiedade, e não a segurança, é a sua parceira.

2. Uma paz que excede todo o entendimento. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento...”.

A “paz de Deus” é muito mais maravilhosa do que a mente humana pode entender. Se os filipenses levassem ao coração as palavras de Paulo em Fp 4:4-6, então eles transformariam a ansiedade em oração e seriam cheios com a “paz de Deus”. A oração aquieta o nosso interior e muda o mundo ao nosso redor. Por meio dela, nos elevamos a Deus e trazemos o céu à terra.

A ansiedade é um pensamento errado e um sentimento errado, por isso a paz de Deus guarda mente e coração. O mesmo coração que estava cheio de ansiedade, pela oração agora está cheio da “paz de Deus”. Esta paz é diferente da paz do mundo. É a paz que Jesus prometeu aos seus discípulos e a todos aqueles que o seguissem (João 14:27). A verdadeira paz não é encontrada no pensamento positivo, na ausência de conflitos, ou em bons sentimentos; ela vem do conhecimento de que Deus está no controle. Os crentes recebem a paz com Deus quando creem (Rm 5:1), e tem a tranquilidade interior da paz de deus quando andam diariamente com Ele.

3. Uma paz que guarda o coração e os sentimentos do crente. ”... guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”.

A palavra grega para “guardar” é um termo militar que significa cercar e proteger uma guarnição militar ou uma cidade. Os filipenses, vivendo em uma cidade de guarnição, estavam familiarizados com os guardas romanos que mantinham vigília, guardando a cidade de qualquer ataque externo. A “paz de Deus” é como soldados cercando o coração e a mente de cada crente (isto é, as emoções e os pensamentos), guardando-os contra as forças externas ameaçadoras e destruidoras. Portanto, a “paz de Deus” protege o coração e o pensar. Que tônico maravilhoso para estes dias de neuroses, crises nervosas, tranquilizantes e aflições mentais!

CONCLUSÃO
Com base no que foi exposto nesta Aula, afirmo que alegria do Senhor é uma ordenança, e não uma opção. Ser alegre é um mandamento, e não uma recomendação. Deixar de ser alegre é uma inobediência a uma expressa ordem de Deus. O evangelho trouxe alegria, o Reino de Deus é alegria, o fruto do Espírito é alegria, e a ordem de Deus é "alegrai-vos". Quem tem Jesus tem a alegria da salvação e pode se regozijar em toda e qualquer situação. Na nossa jornada rumo à pátria celestial enfrentamos momentos ruins, mas a alegria concedida pelo Eterno nos dá forças para seguirmos em frente. Talvez você esteja enfrentando momentos difíceis em sua família, no seu trabalho, na sua igreja, no seu ministério; talvez você esteja encarando um luto traumático ou um divórcio ameaçador ou uma dívida inquietante e amedrontadora, mas saiba de uma coisa, Deus nunca abandonou o seu povo no deserto, Ele sempre esteve e está presente. “Perto está o Senhor”. Portanto, não perca a força nem o ânimo, confie no Senhor e permita que a alegria dEle inunde sua alma trazendo paz e esperança.

Bibliografia:

Comentário Bíblico popular (Novo Testamento) - William Macdonald.

Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo – Aplicação Pessoal.

O Novo Dicionário da Bíblia – J.D.DOUGLAS.

Comentário Bíblico NVI – EDITORA VIDA.

Revista Ensinador Cristão – nº 55 – CPAD.

Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal.

Filipenses – A alegria triunfante no meio das provas – Rev. Hernandes Dias Lopes.


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