31 dezembro 2013

Verdades da Maçonaria reveladas pela Revista Superinteressante - Final


Mais ativa foi a influência na independência americana. Pelo menos 9 das 55 assinaturas da Declaração de Independência vinham da maçonaria, assim como um terço dos 39 homens que aprovaram a primeira Constituição do país. Benjamin Franklin, um dos principais articuladores da independência, era maçom até o último fio dos poucos (mas longos) cabelos que tinha. E George Washington, líder dos rebelados, teria aparecido de avental maçônico na cerimônia de lançamento da pedra fundamental da cidade que leva o seu nome. Hoje, há quem afirme que durante sua construção a capital americana foi recheada de símbolos maçônicos (veja quadro na página 52) e, no mercado editorial, especula-se que a arquitetura da cidade será o ponto de partida para o próximo livro de Dan "O Código da Vinci" Brown. Talvez o autor também dê nova explicação para as imagens que decoram a cédula de 1 dólar, como o olho que tudo vê e a pirâmide luminosa, que parecem inspiradas na maçonaria – uma ligação que nunca foi admitida pelos desenhistas da nota.

Ventos maçônicos também foram sentidos na América do Sul. Na loja Lautaro, que tinha braços espalhados pelo continente (o nome é homenagem ao índio que liderou uma revolta contra os espanhóis no século 16), costumavam se reunir Simón Bolívar, José de San Martín e Bernardo O’Higgins, todos líderes da independência no continente. No Brasil, eram integrantes, entre outros, José Bonifácio de Andrada e Silva, o barão do Rio Branco e o príncipe regente – e depois imperador – Pedro I. Apelidado de Guatimozim, nome do último chefe asteca, D. Pedro teve ascensão meteórica na fraternidade. Foi iniciado em 2 de agosto de 1822 e promovido a mestre 3 dias depois. Menos de 2 meses mais tarde, já era grão-mestre da ordem no Brasil, cargo máximo que poderia atingir. Na mesma velocidade, passaram-se apenas 17 dias até que, já imperador, ele proibisse as atividades maçônicas no Brasil.


"A maçonaria é uma fraternidade e durante as sessões todos se tratam por irmãos e são iguais. Quando percebeu que nesse círculo ele poder ter seu poder questionado e não seria apenas ‘o imperador’, D. Pedro deixou a ordem e proibiu seus trabalhos", diz o historiador Marco Morel, da Uerj.


Nada que tenha afastado os "irmãos" das atividades políticas. Pior para os sucessores de Guatimozim: legalizada em 1831, grande parte da maçonaria se aliou ao movimento abolicionista, anticlerical e mais tarde republicano para forçar a queda da monarquia no Brasil. Apesar de existirem muitos maçons monarquistas e escravocratas, a luta contra o poder da Igreja colocou a organização na linha de frente da defesa de um estado laico, como o estabelecido em 1891 pela primeira Constituição republicana. Para os adversários, foi a comprovação do caráter conspirador da ordem. Os maçons diziam agir dentro de sua filosofia: lutavam por um país mais racional, e com ordem, que só assim chegaria ao progresso.


Os segredos

E o segredo, você deve estar perguntando. Qual é o grande segredo da maçonaria, aquele que aguçou séculos de curiosidade? "O segredo consiste de rituais e códigos. São apenas algumas palavras", diz Andrew Prescott, da Universidade de Sheffield. O negócio é que os maçons cultivam com cuidado o silêncio. Quem já viu um texto maçônico sabe disso. As frases tem abreviações aparentemente indecifráveis. Mas a coisa até que é simples. Algumas palavras são reduzidas a sílabas e acrescidas dos 3 pontos em forma de delta – o mesmo símbolo que aparece ao lado da assinatura de um maçom. Loj é Loja; Ir é irmão, como os maçons se referem uns aos outros; Prof é profano, ou seja, quem não é da maçonaria. Há palavras reduzidas às iniciais e duplicadas em caso de plural. VVig quer dizer vigilantes; AApr , aprendizes. G A D U é o Grande Arquiteto do Universo. Também é comum ver inscrições que devem ser lidas da direita para a esquerda, numa referência ao alfabeto hebraico. MOCAM, por exemplo, quer dizer "maçom".




Existem ainda toques e sinais para quem é da maçonaria. E esses são os mais secretos. No aperto de mãos, por exemplo, maçons se reconheceriam ao encostar o indicador no punho de quem está sendo cumprimentado. Outro sinal para identificação fora dos templos seria passar a mão pelo cabelo, virando-a durante o movimento. E como durante as cerimônias os maçons devem estar sempre eretos, uma maneira de se comunicar em lugares públicos é endireitar a coluna e colocar os pés em forma de esquadro. O abraço maçônico, presente em vários rituais, consiste em colocar um braço por cima e outro por baixo, em "X", bater 3 vezes nas costas e trocar de posição outras 3 vezes.

Outra corrente de pesquisadores afirma que o segredo maçônico é uma coisa íntima, que nasce no fundo do coração de cada maçom. Afinal, se para os que estão do lado de fora a maçonaria é uma organização com forte inclinação para a política, para os que estão do lado de dentro tão ou mais importante é o conhecimento intelectual. "O segredo é uma espécie de viagem espiritual que o iniciado faz e que dificilmente poderia exprimir-se com palavras. É algo que o maçom guarda para si. Quanto mais velho, mais volumoso é o seu segredo, composto dos resquícios de suas experiências de vida", diz Jesus Hortal, reitor da PUC-RJ, em seu livro Maçonaria e Igreja.

Tantas hipóteses para explicar qual seria o mistério maçônico fez surgir até o grupo dos céticos. Gente como o filósofo John Locke, que sugeriu que o grande segredo guardado pela maçonaria é que não existe segredo nenhum. O que, cá entre nós, seria uma revelação de proporções nada desprezíveis. "Mesmo que a inexistência de algum segredo seja o grande segredo maçônico, não é uma pequena proeza manter isso em segredo", afirmou Locke.

A maçonaria manda no mundo?

Andrew Prescott e Jasper Ridley integram o time de historiadores que defendem a tese de que a influência da maçonaria nos rumos da história foi superestimada ao longo dos tempos. Do outro lado, a lista dos que apontaram o dedo para a maçonaria é grande. Inclui praticamente todos os papas que passaram pelo Vaticano nos últimos 300 anos; o general Franco, ditador da Espanha, escreveu um livro sob o pseudônimo de J. Boor em que acusava os maçons de serem responsáveis pela decadência da sociedade espanhola;


e Adolf Hitler, que promoveu exposições de "arte antimaçônica" e afirmou que a ordem secreta sucumbira aos interesses judaicos – a fonte da acusação pode estar nos Protocolos dos Sábios de Sião, livro sagrado do anti-semitismo no século 20, que usou documentos falsos para "comprovar" a existência de uma conspiração judaica e afirmar que a maçonaria era um dos instrumentos à disposição dos judeus.


Desde a virada do século 20, no entanto, é proibido em sessões maçônicas falar de política e religião (futebol vale). Como a maçonaria não tem um corpo único – cada país é autônomo e existem diversas dissidências – a decisão não vale para todas as pessoas que se dizem maçons. Mas, na prática, a mudança deixou os encontros maçônicos bem menos agitados do que nos tempos em que reunia revolucionários como Simón Bolívar. Coincidência ou não, desde a proibição as histórias (e os boatos) envolvendo a maçonaria rarearam – a última vez que alguém lembrou de citar a ordem como possível culpada em algum grande mistério foi na morte de João Paulo 1o, em 1978, que supostamente teria descoberto ramificações da fraternidade dentro do Vaticano e por isso acabou assassinado após 33 dias de pontificado. Em outros tempos, certamente alguém afirmaria que eventos como a Guerra do Iraque, os atentados em Londres ou a convulsão do Ronaldinho às vésperas da final da Copa da França haviam sido tramados pela maçonaria. Seria esse ocasião da ordem na lista de grandes conspiradores mundiais um sinal de que a poderosa organização secreta está perdendo a força? Muitos estudiosos acreditam que sim. "Atualmente, a maçonaria mais parece uma tentativa por parte de homens bem-intencionados, na maioria brancos e velhos, de entender o sentido da vida", afirma o historiador americano H. Paul Jeffers, autor de Freemasons ("Maçons", sem versão brasileira).

O que não quer dizer que seus integrantes tenham se afastado do poder. Muitos maçons brasileiros adoram listar pessoas importantes que integram a ordem. São empresários, policiais de alta patente, políticos, juízes. Todos unidos pelo compromisso de ajuda mútua – irmão que é irmão nunca deixa outro na mão. Atualmente, por exemplo, circula entre os maçons paulistas a história de um julgamento recente, parte de um escândalo nacional, que caminhava para a condenação do réu e mudou de rumo após telefonemas entre altos membros do tribunal. Advogados, juízes e o acusado eram iniciados da ordem.

Casos assim são freqüentemente ouvidos, ainda que na maioria das vezes em tom de boato. E preocupam muita gente. Por mais que os integrantes da maçonaria sejam gente da mais fina estirpe e dotados das melhores intenções, será que têm condições de abandonar os valores e pactos da fraternidade na hora de exercer cargos na sociedade pública? Entre os que acham que não estão os líderes da campanha britânica, encampada por setores do Partido Trabalhista, para que todos os maçons sejam obrigados a se revelar como tal – e eventualmente proibidos de trabalhar na polícia e na Justiça. Assim, evitariam ter a chance de auxiliar amigos em situação delicada. "Os críticos fazem acusações como se integrar a maçonaria fosse muito diferente de ser sócio de um clube de golfe", diz Andrew Prescott, da Universidade de Sheffield, para quem a campanha é um exagero. Pode até ser. Mas será que há mesmo um clube de golfe metido em tantas histórias, revoluções e rituais misteriosos? Se existir, vive em segredo.

Para quem adora escrever sobre os cavaleiros templários, teorias da conspiração e Vaticano, a maçonaria é um prato cheio. Não chega a ser surpresa, portanto, que o escritor Dan Brown tenha prometido voltar os olhos para a organização secreta em seu próximo livro. O autor de O Código da Vinci afirmou que a obra deve se chamar The Solomon Key ("A Chave de Salomão") e ter a ação em solo americano. O ponto de partida para o professor Robert Langdon, especula-se, seria Washington e sua arquitetura supostamente repleta de símbolos maçônicos. Veja abaixo por onde a trama de Brown pode passar.

Washington Family Portrait

O quadro de Edward Savage (abaixo) mostra 3 integrantes da família Washington reunidos ao redor de um mapa da cidade. Todos apontam para o plano, formando com os dedos uma misteriosa área triangular. No canto da imagem, o neto de Washington segura um compasso – símbolo maçônico – sobre o globo terrestre. Dá até para imaginar Langdon observando o quadro, exposto na National Gallery of Art.

Monumento a Washington

A idéia original era colocar aqui os restos mortais de George Washington, mas a família do ex-presidente vetou o plano. A pedra fundamental do monumento foi lançada pelo grão-mestre da maçonaria na cidade, em 1848. A história do obelisco está, indiretamente, ligada ao Vaticano: uma pedra de mármore foi doada pelo papa Pio 9o para sua construção. Mas o bloco foi roubado e sua localização até hoje é desconhecida.

Avenida Pennsylvania

Alguns especialistas afirmam existir um alinhamento da avenida, no trecho entre a Casa Branca e o Capitólio, com a estrela Sirius, que é associada à deusa Ísis, do Egito antigo. Pode estar aí um dos elementos do sagrado feminino de que Brown tanto falou em O Código da Vinci.

Compasso entre Capitólio, Casa Branca e Memorial a Jefferson

Muita gente vê no mapa da cidade um compasso com a cabeça no Capitólio e cada uma das pernas na direção da Casa Branca e do Memorial a Jefferson. "É possível aplicar esse desenho triangular a qualquer mapa e fazê-lo funcionar. O que não quer dizer que ele estava previsto no plano original da cidade", diz Paul Dolinsky, chefe do órgão do governo americano responsável pelo patrimônio arquitetônico do país.

Amadeus Mozart
O compositor era bastante ativo numa das lojas de Viena. Compôs pelo menos 8 canções para a ordem e colocou tantos símbolos maçônicos em A Flauta Mágicaque a ópera chegou a ser descrita como um "livreto de propaganda pró-maçonaria".

Jânio Quadros
É o único presidente na história do Brasil comprovadamente maçom – apesar deFHC também ser freqüentemente apontado como membro da ordem. Fotos do maçom Jânio decoram a ante-sala do grão-mestre da principal loja de SP.

Simón Bolívar
Ícone da independência sul-americana, o venezuelano freqüentava a loja maçônica Lautaro, conhecida pelo discurso antiespanhol. Revolucionários como San Martín e Bernardo O’Higgins também participavam das sessões .

Harry Truman
Antes de ocupar a Presidência americana durante a 2º Guerra Mundial e autorizar o lançamento das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, foi grão-mestre da maçonaria no Missouri, seu estado natal.

D. Pedro I
O imperador teve uma relação de amor e ódio com a maçonaria. Sua passagem pela ordem durou 3 meses. Tempo suficiente para ele ser iniciado, ascender a grão-mestre e então proibir todas as atividades maçônicas no Brasil.

Benjamin Franklin
Cientista e ativista político americano, usou seus contatos nas maçonarias da França e da Inglaterra para conseguir apoio à causa da independência dos EUA, da qual foi um dos principais líderes.


1. De peito aberto
Com os olhos vendados o iniciado é levado ao templo por um maçom que vai acompanhá-lo durante toda a cerimônia. Ele deverá ter nus a perna direita, até a altura do joelho, e também o lado esquerdo do peito – a origem desse costume seria uma tentativa de se certificar que não se trata de uma mulher.

2. 360o
Antes de começar a iniciação, o candidato é girado em torno de si para perder o senso de direção. A seguir, começa a cumprir as provas que representam a passagem por fogo, água, ar e terra. Numa delas, ouve espadas tinindo ao redor do templo.

3. Montanha-russa
O iniciado encontra obstáculos: uma gangorra onde sobe sem saber que está prestes a cair. Ou uma almofada de pregos em que é convidado a descansar – os metais serão retirados poucos antes de ele sentar. A idéia é testar sua confiança. Depois, é levado para uma pia, onde se purifica lavando as mãos, e é incensado 3 vezes.

4. Batismo de sangue
O iniciando se compromete ao sacrifício pela pátria, pela humanidade e pela ordem. O venerável mestre então manda imprimir em seu peito uma marca que o tornará reconhecível para todos os maçons – na verdade, aproxima da pele um pedaço de ferro aquecido que transmite a sensação de calor.

5. Sim ou não
Após se comprometer a guardar em segredo tudo que escutar e a fazer caridade, o iniciado deixa o templo para os maçons decidirem se o aceitarão. Em caso positivo, o rito segue. Com um compasso numa mão e a outra sobre a Bíblia, o iniciado faz um juramento. O mestre diz: "De hoje em diante,estais ligado para sempre à nossa ordem".

6. Faz-se a luz
Mais uma vez o iniciado sai da sala. Quando volta, encontra o templo às escuras e todas as espadas apontadas para ele. Só um sustinho. As luzes são acesas e, com uma espada sobre a cabeça, o iniciado recebe o avental de aprendiz e ouve a revelação dos segredos como toques, palavras e sinais. Está para sempre na maçonaria.


COMPASSO
O instrumento que desenha círculos perfeitos significa a busca pela perfeição. É o símbolo do raciocínio maçônico.

ESQUADRO
Seu ângulo reto mostra como o homem deve levar uma vida honesta. Ao lado do compasso, representa a união de idéias e ações.

AVENTAL
Lembra que todo homem nasceu para o trabalho e que um maçom deve trabalhar insistentemente para a descoberta da verdade e melhora da humanidade.

TRÊS PONTOS
Tem várias interpretações reconhecidas. Lembra o místico delta, faz referência ao tripé liberdade, igualdade e fraternidade e às qualidades indispensáveis ao maçom: amor, vontade e inteligência.

COLUNAS
Um templo deve ter 12, para lembrar os 12 signos do zodíaco.

Templários
A ordem com sede no templo de Jerusalém foi criada após a Primeira Cruzada para proteger peregrinos. Vitaminada por doações de nobres, ganhou poder a ponto de incomodar o rei da França e o papa. Juntos, eles tramaram para mandar os templários para as fogueiras da Inquisição.


Iluminati
Fundada em 1776, pretendia se infiltrar nos governos para controlar decisões nacionais. A ambição gerou perseguição feroz e em menos de 10 anos a sociedade estava praticamente exterminada.

Rosacruz
A ordem que prega a tolerância religiosa fez muito sucesso com os intelectuais do século 17. Seus rituais e sinais secretos têm seguidores até hoje.

Skull and Bones
Para muitos, é a mais poderosa sociedade secreta atual. Aceita apenas alunos da Universidade Yale, uma das mais elitizadas dos EUA. Entre seus integrantes estão George W. Bush, seu adversário nas últimas eleições John Kerry, ministros da Suprema Corte ealguns dos mais influentes empresários do país.

Fontes:

A Maçonaria - Ralph Beck, Planeta, 2005
Freemasons - H. Paul Jeffers, EUA, 2005
Maçonaria e Igreja Católica - Benimeli, Caprile e Alberton, Paulus, 2003
The Freemasons - Jasper Ridley, EUA, 2001
A Ação Secreta da Maçonaria na Política Mundial - José Castellani, Landmark, 2001
Site do Grande Oriente do Brasil

Abraços.
Vivam vencendo todos os intentos contra o Evangelho de Jesus!!!
Seu irmão menor.

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