26 janeiro 2014

Balada santa? Rave Gospel? Arrocha Gospel? Barzinho Gospel? Ahhhhh não!!!!


“Espero nunca ter ensinado nenhuma verdade que não tenha aprendido de Vós. Se, por ignorância, fiz o contrário, revogo tudo e submeto todos meus escritos ao julgamento da Santa Igreja Romana” (Santo Tomás de Aquino).

            Pela complexidade do assunto em questão, tenho que fazer minhas também as palavras de São Tomás de Aquino. Se a Igreja, vier a aprovar - ou caso já tenha aprovado e eu por ignorância escrever algo contrário ao que a bíblia ensina – eu revogo tudo que escrevi contrário ao santo ensinamento das Escrituras.

            Para começar a abordar o tema, começamos com a Palavra de Deus: “Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem”(Mateus 7,6).

 Quando falamos de “cristotecas” e festas do tipo, que em geral ocorre as mesmas coisas do mundo, podemos comparar com esta passagem. Só que com uma pequena diferença: Ao invés de jogar pérolas aos porcos, estamos jogando os porcos na pérola da Igreja; lançando os cães contra as coisas santas e vice-versa. Numa sociedade em que a Igreja pede uma nova evangelização, um novo ardor missionário, novos métodos, novas formas de anunciar o Evangelho e a doutrina da Igreja, fazem-se, muitas vezes, uma “evangelização” que o conteúdo é evangélico, mas a forma é condenada pelo próprio Evangelho. Eu não posso evangelizar um drogado usando droga. Infelizmente muitos grupos jovens das Igrejas chamadas cristãs, fazem o mesmo que o Governo Federal faz com dependentes químicos: 'É errado usar droga, mas se dá cachimbos para o drogado não inflamar a mão com a latinha'. Do mesmo modo, ir para boates é errado, mas se tiver o nome de Cristo na música e sendo “para Deus”, tudo bem. Será mesmo que tudo bem? Quando a Madona pega coisas cristãs como crucifixo, terços, e coloca em seus shows fazendo profanação e provocação à Catolicsimo Romano, você acha correto? Certamente que não. Mas acha certo pegar o ritmo de música da Madona e colocar dentro da Igreja, só mudando a letra? Qual a diferença?

            Façamos uma pequena análise do contexto de onde surgiu as “raves”, e vejamos se este pode ser um meio para evangelizar alguém. As raves, surgiram na cidade de Londres, na Inglaterra. Cidade esta que é tida por muitos servos de Deus, como a capital do satanismo. Essas festas eram realizadas em sítios, em lugares distantes, justamente pelo fato de que era tanta prostituição, tanta profanação, que tinham que se afastar para não ser preso. Levados pelo RÍTMO da música, muita droga, faziam bestialidades, sexo à vontade: homem com homem, mulher com mulher. Todo tipo de absurdo ocorria nesses ambientes. Agora seja sincero: você consegue ver uma cena dessa e dizer “rave gospel”? Assim como o Rock, tais músicas e festas, nasceram para um culto ao demônio. O Rock pelo fato mais espiritual, que conduz ao ocultismo sem a pessoa se dar conta; e essas festas eletrônicas pelo pecado da carne, haja vista que, como dito, fazia-se (e se faz) bestialidades unicamente pelo ritmo.

            Não podemos nos enganar, ninguém vai para a balada por causa da letra de uma música. Ninguém peca estritamente pela letra da música. Quem é o “pegador” de balada, que “pegou” um monte na festa porque a música falava – claro que muitas letras induz a isso também – pra pegar? Pega-se pela forma que a mulher está dançando. E ela dança pela letra ou pelo ritmo? Não sejamos burros! Muita música eletrônica não tem nem letra! E o povo está se entregando. Muitas estão em diversos idiomas, que a maioria que está na balada não entende, ou pelo remix não entende, ou – na grande maioria – não está nem aí pra entender. O importante é encher o corpo de droga e sexo.

            Então paremos de dizer que tudo que tem no mundo dá para ser usado para evangelizar. Sabe o que é ter criatividade para evangelizar? É fazer uma peça de teatro, com discernimento, unção, e fazer as pessoas terem um encontro com Cristo através de uma peça de teatro. De fato muita gente, está saturada de discursos vazios, sem Deus, sem a graça dEle. Mas uma peça, ajuda. Há, peças verdadeiramente ungidas, que  tem salvado muita gente das garras dos demônios.  Criatividade, ousadia, é fazer uma lanchonete, em que as pessoas vão comer, e de repente vem gente falar de Deus, do amor de Deus, e já tem grupo de oração, etc. Isso é criatividade. Algumas igrejas  nasceram assim: de uma lanchonete, de um encontro para oração na casa de uma pessoa, de um grupo que se ajuntava para comer e beber um refrigerante e etc. Criatividade é fazer um Acampamento de jovens, que vão não por Deus, mas por lazer; e chegando lá, começam o dia com adoração, tem seu lazer, contato com a natureza, e a tarde e noite estão em oração, pregação, e orando. Isso é uma santa criatividade do Espírito. Novos meios? Sim, a internet está aí, usemos deste meio para anunciar a verdade. O fato de leigos poderem pregar é um novo meio, isso era raríssimo.

            Mas infelizmente, parece que por falta de oração e consequentemente de temor a Deus, estamos desesperados diante dos demônios. Estamos apelando de todo jeito. Usando coisas dos demônios, que não dá para ser transformada em santa, para ataca-lo. Estamos dando prazer aos demônios. Aliás, já dizia Teresa de Ávila, que  'quem peca não quer contentar a Deus, mas dar prazer ao demônio'. Então usar algo que é pecado para querer que outros sejam santos, é dar prazer a Deus ou aos demônios?

            Infelizmente temos perdido a essência bíblica.  Os 'evangélicos' começaram a apelar, imitando o mundo. Começou infiltrando músicas com rítimos diferentes  nos grupos de oração mundo afora; aí entrou diversas outras heresias terríveis. Hoje, imitamos a  “Sara Nossa Terra” e afins, que ao final do culto deles, fazem baladas. Tem um templo protestante da referida igreja, que as paredes são pintadas de preto, pra ficar bom pro jogo de luz e etc. Não é porque alguma igreja 'evangélica' faz que nós temos que fazer. Achou ruim? Vai prá lá, mas não tente manipular-nos com seus gostos pessoais e anti-biblicos.

            “Cristoteca”, “balada santa”, “rave gospel” ou qualquer outro nome que se dê a essas festas na Igreja, ou levando o nome de grupo de Igreja, pode até ajudar a salvar alguém. Mas vejamos: Os reis magos seguiam a estrela que levava a Belém, onde Jesus tinha nascido. Os reis chegaram à Jerusalém, e pediram informações a Herodes, que consultou os Príncipes dos Sacerdotes e os Escribas; e ao saber onde nasceria o Menino Jesus, este informou aos reis magos o local, e pediu informações sobre o Menino, pois ele também queria ir adorá-lo (cf. Mateus 2,1-12). Ora, sabemos que o objetivo de Herodes era matar Jesus, mas ele indicou onde o Menino ia nascer. Essas festas podem até indicar o lugar onde está Jesus, todo Santo em Cristo, sabe, no entanto, o objetivo dela, o para quê o demônio a colocou no mundo, é para matar Jesus. É fácil olhar para uns que entraram na Igreja a partir dessas festas. O difícil é olhar para os milhares de “santos inocentes” que morreram por causa de Herodes. Algumas pessoas entram na Igreja a partir dessas festas, mas também por essas festas muita gente se perde. Se você entrou na Igreja por causa dessas festas, Rock, raves, baladas, danças frenéticas, etc.; espero que faça como os reis magos, que avisados por um anjo, não retornem a avisar Herodes, pois ele quererá matar a Igreja de Cristo.

            Mas vamos a exemplos. Em certa igreja, em uma festa 'jesuína', um certo grupo de jovens fez uma “quadrilha” fantasiados de zumbis (pois é, eu sei...) e dançando a músicaThriller de Michael Jackson. Imagina a cena. Evangelizar? Pois é, aí uma amiga minha, muito dedicada, diga-se de passagem, ouviu um rapaz que não era da Igreja, e foi conhecer. E o rapaz disse: “Se isso é igreja evangélica, eu prefiro ficar no mundo...” Aí lá vai a pobre da minha amiga conversar com o menino, explicar que aquilo não representa a Igreja. Uma outra pessoa me diz, que em sua igreja  se faz o “barzinho de Jesus” (que benção, heim?), e um rapaz que ela lutou para ir pra Igreja, participou dessa festa, e este disse-lhe: “Ah, mas estar na Igreja e no mundo é a mesma coisa...” Aí lá vai ela ter que explicar que é aí que está o sentido de “Igreja Santa formada por pecadores”, afinal, a apostasia chegou (Já chegou, já chegou...).

            Como sei que esses  momentos de ignorância a respeito dessas coisas, 'encantam' os participantes, quero lhes dizer que, um jovem, hoje crente em Jesus, foi em uma dessas festas quando ainda era novo convertido ,e foi recepcionado por uma garota, de 15 anos, mordendo seu pescoço, dizendo que “ia me comer feito pão”. Aliás, ele diz se  lembrar em qual igreja foi e se ver a jovem  consegue identifica-la. Sabe também  que a mordida foi na eletrônica (pra ter ideia de como estão os grupos de jovens na Igreja). Aí o ambiente escuro, música eletrônica (colocando o Sagrado naquilo que é profano), meninas com roupas imodestas, rapazes que bebem fora do local (quando não é tipo barzinho de Jesus né ), aí imagino no que pode dar? 

            Muitos ainda acham que deve evangelizar por estes meios. Aí lembro-me de  uma jovem recém-convertida, mas já muito dedicada, porém, ainda praticava alguma coisas que aborrecia a Deus. Ela estava indo para um baile, quando Jesus falou-lhe ao coração “Até quando terei que te aguentar ?” Ela se converteu de fato, entrou pra vida religiosa, e gastou sua vida sendo uma serva do Senhor. Agora eu queria saber, se Deus quer essas festas hoje, porque Ele também não o quis no tempo dessa jovem (50 anos atrás, mais ou menos).

 Afinal, Cristo disse “Até quando terei de te aguentar”, e não “Pare de ir pra essas festas, faça uma festa com o mesmo ritmo de dança, só que falando coisas da minha misericórdia, as pessoas vão dançar umas com e para as outras, mas não tem problema, mesmo estando em perigo de pecado”. Jesus disse isso? Não! 

            Em La Sallette Nossa Senhora exortava para as congregações tomarem cuidado com quem aceitavam para as suas congregações, pois o demônio ia infiltrar muita gente. E, as novas comunidades não prestaram atenção nisso. Tem muita gente de Novas Comunidades que foram infiltradas pelo demônio, para manchar o carisma, e perder almas.

          Há 50 anos atras  víamos pessoas procurando serem cheias do Espírito Santo, orando, jejuando, fugindo da aparência do mal, evitando lugares e pessoas que poderiam lhes corromper  Hoje, vemos eventos eletrônicos e mundanos dentro da Igreja, com discurso diabético de que Deus é amor. Deus é amor, mas repudia o pecado. Em épocas de Carnaval, por exemplo, faz-se tudo o contrário da vontade de Jesus. Não vi Jesus pedindo em reparação as festas promiscuas, festas “santas”. Em reparação as baladas, “balada santas”; em reparação as discotecas, “cristotecas”; em reparação aos bares, “barzinho de Jesus”, em reparação ao pecado, “pecado disfarçado”. E o que me dói, é que em muitos lugares que fazia isso, evento de oração, aumenta um dia da agenda do evento de Carnaval, para ser feito festa eletrônica (e também, não tem tempo para a Escola Dominical,, mas tem pra ter duas atrações artísticas pra colocar o povo pra dançar). Precisamos rever nossos conceitos de evangelização.

     Crente em Jesus, larga o rap, o rock, o funk, o batidão, o sertanejo, pois não pode trocar a missão profética que Deus lhe deu, por causa do seu gosto pessoal. Em um culto, onde um espírito maligno se manifestou numa mulher, o demônio obrigado por Deus  foi forçado a lembrar uma velha profecia de um servo do Senhor: 'que viria tempos em que, havendo um grande buraco entre o mundo e a Igreja, o povo da Igreja iria querer tampar este buraco para as pessoas do mundo virem pra Igreja'. Aí pegariam o santo e o  jogavam neste buraco; o mesmo faziam com a Palavra de Deus, com a oração, com a sua santidade. Aí quando o buraco ficou cheio, as pessoas do mundo atravessaram para a Igreja. Mas chegando na Igreja, ficaram tristes, pois não havia nada que os atraísse, e saíram da Igreja. Ou seja, o que atrai as pessoas do mundo para a Igreja, é o sagrado, e nós estamos jogando fora o sagrado para agradar ao mundo. A santidade, o silêncio, o zelo, está no buraco hoje em dia, e na Igreja um jovem procura a santidade, o diferente, e encontra as festas da mesma forma que no mundo, mudando a letra, mas a letra ele nem presta atenção.

            Agora faço a seguinte comparação: Um jovem vindo pra balada, chega em casa drogado, daquele jeito, todo detonado pelo pecado, muita droga, muito sexo. Aí, quando consegue acordar, ele lembra que alguém falou sobre determinado evento, e ele quer mudar de vida. E toma coragem junto com água gelada com açúcar. Aí quando ele chega, o primeiro lugar que ele aparece é na “tenda eletrônica”, as pessoas ouvindo as mesmas músicas que ele ouvia, dançando da mesma forma que ele dançava, pessoas “ficando” como ele ficou com umas duzentas na noite anterior, bebendo, etc. Aí ele vai pensar: “Igreja e o mundo é a mesma coisa”. E ele preferirá o mundo, pelo menos não tem responsabilidade. E infelizmente o mau exemplo de muitos 'evangélicos, tem feito muita gente virar churrasco do diabo.

            Por fim quero lembrar o que tem escrito no livro de Isaías (sei que não diz respeito necessariamente a este tempo, mas é muito parecido os aspectos em relação o desgosto de Deus sobre as festas religiosas): “As luas novas, os sábados, as reuniões de culto, não posso suportar a presença do crime na festa religiosa. Eu abomino as vossas luas novas e as vossas festas; elas me são molestas, estou cansado delas. Quando estendeis vossas mãos, eu desvio de vós os meus olhos; quando multiplicais vossas preces, não as ouço. Vossas mãos estão cheias de sangue.”(Isaías 1,13-15)

Portanto, não se enganem: "Deus não se deixa escarnecer: tudo o que o homem plantar, certamente isso, colherá".

Abraços.

Vivam vencendo o 'joio que cresce com o trigo'!!!

Seu irmão menor.

2 comentários:

  1. Pr. Wádson, estou sem palavras! Muito bom e esclarecedor o seu texto a respeito dessas "adorações extravagantes." Tenho 16 anos, e também não concordo com essas coisas nas Igrejas atuais. Me converti quando me apresentaram o amor de Deus, quando eu soube que Deus nos enviou o Seu único filho para morrer em nosso lugar, para morrer em prol da raça pecadora, eu pude perceber que viver a minha vida sem Ele simplesmente não dá! Hoje em dia, as pessoas, querem evangelizar os jovens do mundo com as coisas do mundo, querem tirar jovens de baladas e raves, os trazendo para baladas e raves gospel. Ora, será que só eu não vejo muita diferença nisso? Jesus diz: ide e pregai o evangelho a toda criatura, ao meu ver devemos apresentar Deus a e Biblia as pessoas tal como são, temos que falar do amor de Deus, dizer: "Ei existe alguém que Se fez filho do homem para que você pudesse ser feito filho de Deus, pregado Ele sofreu por te amar e etc.. Temos que falar do amor de Deus e não trazer o mundo visando a idéia de que assim ganhamos os jovens pra Deus. Não sou contra a essas baladas ou coisa do tipo, apesar de não concordar, não tenho nada contra e nada a favor. Só acho que temos que falar a verdade as pessoas tal como Jesus falou, e deixar que o Espirito as convença, não disfarçar as coisas do mundo dizendo que é uma forma de adoração. Mas hoje em dia tá assim né? Existem muitos crentes e poucos cristãos. Só espero que jovens frequentem a Igreja pela simplicidade do Evangelho e pelo amor de Jesus a elas e não por quererem essa nova modinha gospel. Fica na paz Pastor, muito edificante o seu texto, Deus abençoe.

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  2. Olá Sabrina,
    paz e graça.
    Você está bem?
    Então, o mundo 'gospel', virou a 'cabeça' da queles que não conhecem a Jesus.
    Vamos fazer diferente, em nome de Jesus.
    Obrigado por escrever.
    Abração.

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