10 janeiro 2014

Líderes religiosos que pregarem contra a prática homossexual podem ser punidos



A maioria (60%) dos brasileiros defende que os líderes religiosos — pastores e padres, entre outros — que pregarem contra os homossexuais sejam acusados pelo crime de homofobia. É o que apurou a pesquisa Ibope Inteligência/CNT (Confederação Nacional dos Transportes) divulgada pela Época e site do instituto.


A pesquisa não faz menções a nomes, mas no noticiário e junto à comunidade gay se destacam como homofóbicos os pastores Silas Malafaia e Marcos Feliciano, que também é deputado federal pelo PSC. Ambos negam.


Do total das 2.002 pessoas entrevistadas entre 5 e 9 de dezembro em 141 cidades, 55% concordaram que os temas referentes à homossexualidade devem ser incluídos no currículo das aulas de educação sexual. Na militância religiosa, a FPE (Frente Parlamentar Evangélica) tem tido forte atuação contra qualquer abordagem sobre a homossexualidade nas escolas públicas. 


Para 73% das pessoas pesquisadas, o uso de camisinha não fere (ou não deveriam ferir) os dogmas das religiões. 61% delas afirmaram que sexo antes do casamento não é pecado.


Do total, 60% disseram que a pedofilia é o maior problema. Em seguida vêm a corrupção (16%) e o distanciamento da Igreja da realidade dos fiéis. Para 65%, os padres deveriam ter o direito de se casar e constituir família.


A pesquisa mostrou que, em algumas questões, os brasileiros são conservadores. Para 48%, por exemplos, as mulheres católicas devem ser vetadas para o exercício do sacerdócio. O mesmo vale, de acordo com 74%, para os homossexuais. 


76% apoiam a ideia de que os templos celebrem casamento entre casais que já tiveram relação sexual. 


Das pessoas entrevistadas, 61% são católicas, 24% evangélicas e 4% de outras religiões. Mais da metade (59%) declara ser praticante da religião.  Os sem religião representam 10% do total.


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