31 janeiro 2014

O uso da TV está te matando de cinco formas


Você já deve ter aceito a idéia de que a televisão deixa você mais burro. Você também sabe que há muitas coisas mais edificantes que você poderia fazer com seu tempo ao invés de aplaudir os participantes de "Survivor" ou big-brother.

E a menos que você esteja malhando na frente de um video de ginástica, você sabe que horas esparramado na frente da TV irá lhe deixar mais gordo - para não mencionar o impacto de todo o lixo comestível que você é tentado a engolir durante a os intervalos comerciais.

Mas você vai se surpreender ao saber a quantidade de outros malefícios a TV pode trazer para você.

1. TV deixa você mais morto. 

Ver TV é um passatempo bastante mortal, a pesquisa sugere. Não importa quanto tempo você gasta na musculação, cada hora que você gasta em frente da televisão aumenta o risco de morrer de doenças cardíacas, segundo um relatório recente na publicação "Circulação: Jornal da Associação Americana do Coração". Pesquisadores australianos estudaram 8.800 homens e mulheres adultos por uma média de seis anos e descobriram que todas as horas gastas em frente à TV se traduziram em um aumento de 11 por cento no risco de morte por qualquer causa, um aumento de 9 por cento no risco de morte câncer e um aumento de 18 por cento no risco de morte por doença cardiovascular. Assim, em comparação às pessoas que assistiam menos de duas horas de TV por dia, aqueles que assistiram a quatro ou mais horas por dia tiveram um risco 46 por cento maior de morte por qualquer causa e um risco 80 por cento maior de morte por doença cardiovascular. E isso era verdade mesmo entre pessoas que não fumavam, eram magros, comiam dietas saudáveis e tinham baixa pressão arterial e colesterol.

2. TV faz você bêbado. 

TV faz você beber mais. Quando se trata de beber, estamos aparentemente muito suscetíveis ao que vemos na televisão, segundo um relatório publicado em "Álcool e Alcoolismo". Para descobrir se o que vemos realmente afeta os hábitos de consumo, os pesquisadores pegaram 80 alunos do sexo masculino com idades entre 18 e 29 e colocaram-os em um estúdio/bar onde os alunos puderam assistir a filmes e anúncios publicitários na televisão. Os pesquisadores descobriram que os homens que assistiram a filmes e comerciais em que o álcool foi tema de destaque imediatamente alcançaram um copo de cerveja ou de vinho e beberam uma média de 1,5 copos a mais do que aqueles que assistiram a filmes e comerciais em que o álcool teve um papel menos proeminente.

3. TV pode fazer o seu filho engravidar/ sua filha ficar grávida. 

Os adolescentes que assistiram a uma série de TV que incluía conteúdos sexuais tinham duas vezes mais probabilidade de engravidar, segundo um estudo publicado na revista Pediatrics. Uma vez por ano durante três anos, pesquisadores da Rand Corporation entrevistaram 1.461 jovens - de 12 a 17 anos no início do estudo - sobre os hábitos de assistir TV e o comportamento sexual. Os meninos foram questionados sobre se já haviam engravidado alguma menina e meninas foram questionados sobre se já haviam estado grávidas. Para ter uma idéia sobre quantos programas de TV sexualmente carregados as crianças estavam assistindo, os pesquisadores pediram aos adolescentes se e quantas vezes assistiam 23 programas específicos.

Outro estudo mostrou que as crianças que assistem duas ou mais horas de televisão por dia começam com o sexo mais cedo, de acordo com um relatório na revista Archives of Pediatric and Adolescent Medicine. Os pesquisadores acompanharam 4.808 estudantes durante um ano. As crianças - todas as idades de 15 anos ou menos - nunca tinha tido relações sexuais no início do estudo. Entre as crianças com pais que não aprovavam o sexo durante a adolescência, aqueles que assistiam duas ou mais horas de TV por dia tinham 72 por cento mais chance de começar a ter relações sexuais até ao final do estudo. Os pesquisadores disseram que não ficaram surpresos ao encontrar nenhum efeito televisão entre as crianças com pais que não se importava com o sexo adolescente, pois as crianças estavam em risco elevado de sexo precoce de qualquer maneira.

4. TV enfraquece os ossos. 

Horas gastas assistindo a TV podem resultar em uma criança com os ossos frágeis, de acordo com um estudo publicado no Journal of Pediatrics. Até chegarmos por volta dos 25 anos, nós acumulamos massa óssea em uma espécie de conta poupança. Quanto mais osso que construímos quando somos jovens, menor a probabilidade de que estamos a desenvolver osteoporose.

Para ver se assistir à TV pode impactar o crescimento dos ossos nas crianças, os pesquisadores acompanharam 214 crianças de 3 anos por quatro anos. A altura das crianças e peso foram aferidos a cada quatro meses, juntamente com os seus níveis de atividade. Em cada exame, os pais foram questionados sobre os hábitos de assistir TV de seus filhos. Quanto mais as crianças assistiram TV, menos ossos cresceram, independentemente de quão ativos eles estavam em outros momentos.

5. TV torna você menos empenhado. 

Um estudo recente descobriu que enquanto a TV está ligada - mesmo que seja apenas de fundo - os pais interagem menos com seus filhos. Para saber mais sobre os efeitos da TV, os investigadores trouxeram 51 crianças e bebês, cada um acompanhado por um dos pais a um centro de estudo da criança, de acordo com o relatório publicado Child Development. Os pais e as crianças foram observados durante meia hora em uma sala sem televisão e, em seguida, por uma meia hora com o televisor ligado com um programa de adultos como "Jeopardy!" Quando a televisão estava ligada, os pais gastaram cerca de 20 por cento menos tempo conversando com seus filhos. E quando os pais prestavam atenção aos seus filhos, a qualidade das interações foi menor. Com a TV de fundo, os pais eram menos ativos, atentos e sensíveis aos seus filhos.

Como você é manipulado sem perceber:


Você é manipulado(a), isso é fato. Em diferentes graus e de diferentes formas a mídia está controlando seu modo de pensar, de agir e até mesmo de ser.
Como no Brasil (e em vários outros países), temos que lastimar o fato de que a maioria da população está inserida na classificação “alvo fácil da mídia”, os exemplos desse artigo podem até não ser completamente aplicáveis a você, mas saiba que se aplica à maioria do povo.
O controle da mídia
Não adianta teorizar demais. Vou resumir o fato da manipulação pegando alguns exemplos recentes e mostrando o “passo a passo” da manipulação que todos sofremos.
Uma criança morre. Apesar de que crianças morrem a cada hora no Brasil das formas mais cruéis e inimagináveis, nesse caso um ou outro ponto chama um pouco mais a atenção: é uma família de classe média e a menina é jogada do sexto andar de um prédio.
  1. Agora entra o que chamo de “a isca”: As emissoras de TV e outros veículos de informação passam a notícia normalmente, como se fosse mais uma notícia como todas as outras tragédias. Com a tecnologia de hoje, os veículos de informação conseguem medir o grau de interesse do povo em determinado assunto. No caso dessa notícia, há uma pequena variação – nada alarmante – mostrando um pouco mais de interesse nessa notícia. O povo então é fisgado.
  2. A notícia teria durado poucos dias (senão um só), mas uma emissora decide “investir” naquela notícia por causa do sutil aumento de interesse do povo, e solta uma notícia mais completa, dessa vez usando artifícios para mexer com as emoções do povo. Éalgo bem simples, se houve um pouco mais de interesse, então fica fácil aumentar mais ainda esse interesse despertando emoções no povo, como raiva, indignação, comoção etc (tragédias são ótimas iscas). Se essa tática dá certo, aí entra o que chamo de “avalanche”.
  3. Com os artifícios da emissora, o interesse do povo aumenta muito e, agora sim, de forma significante, fazendo com que todas as outras emissoras e veículos de informação também comecem a investir mais naquela notícia. Em questão de dias, será o assunto mais falado.
  4. Para quem ainda não percebeu, a parte mais difícil da manipulação já aconteceu, que foi fisgar o povo. A partir de agora, os jornalistas, repórteres e empresas de comunicação, vão depositar todas suas fichas no caso e sugar cada gota de sangue, com notícias até mesmo inúteis, como “padrastro da prima do marido da irmã menina morta, toma banho nos alpes suíços”, mas que vão conseguir manter o povo com os olhos pregados na televisão, assistindo comerciais e recebendo “opiniões pré-fabricadas” direto na cabeça. O que o jornal insinuar, vira lei. Nesse momento o povo está praticamente escravizado.
  5. Durante semanas, os jornais vão focar somente nessa notícia e nos seus mais estúpidos detalhes, até que, quando detectarem o início de um desinteresse, vão jogar várias outras notícias de crianças mortas. Até mesmo se um pai der um puxão de orelha no filho em praça pública, será noticiado (coisa que antes nunca seria notícia). Qualquer coisa relacionada à maldade com crianças será mostrada como um grande furo de reportagem para aproveitar o sentimento que foi criado entre o povo – fabricado. Tudo isso se alternando com resquícios da já completamente devorada notícia da criança que caiu do sexto andar e o andamento do caso.
  6. Agora o povo já está em frente ao tribunal fazendo um show. Éum circo de horrores onde inúmeros “juízes” já julgaram com “suas” (destaco as aspas) opiniões até a sexta geração dos réus.
  7. Algumas semanas depois, não se fala mais nisso. Passou. Notícias relativas a isso só aparecerão agora quando algo mais interessante ocorrer (antes se noticiava até os banhos dos réus que, continuam tomando banho, mas não é mais noticiado).
  8. A mídia agora precisa fisgar o povo novamente e, alguma isca vai funcionar e tudo vai recomeçar.
Isso ocorre com acidentes aéreos, assassinatos e várias outras notícias “trágicas” – minha aposta para a próxima carnificina é a advogada que foi morta e jogada junto com o carro num lago. Pense bem: você não tinha tanto interesse naquela notícia, esse interesse lhe foi imposto.
Porque isso ocorre? Ésimples. Não é por maldade, é por interesse. A mídia jamais conseguiria fazer isso sozinha, precisa da ajuda de suas vítimas. Precisa da falta de instrução, precisa da falta de cultura, da falta de identidade do povo. E isso em países como o Brasil é a coisa mais fácil de encontrar. A mídia e os políticos usam muito bem esse ponto fraco. Se uma emissora não destroça uma notícia como as outras emissoras estão fazendo, vai perder audiência. Se um político não explora a ignorância do povo, vai perder votos para os outros que o estão fazendo. Money, money, money.
Éum círculo vicioso que dificilmente vai ter fim.
Existem ainda “iscas” mais certeiras e premeditadas, como o carnaval, a copa do mundo etc. Com esses eventos já há um preparativo para fazer o povo comprar isso ou aquilo, fazer isso ou aquilo e vários “issos” e “aquilos” em diante.



Fonte:MSNBC

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