14 janeiro 2014

Religiosos fazem guerra santa contra Porta dos Fundos

No vídeo de humor, Jesus quis saber se os pregos com
 os quais seria crucificado não estavam enferrujados


Católicos e evangélicos, como se sabe, gostam de se manterem distantes entre si, mas de vez em quando ocorre um milagre, e eles se unem, ao menos quando se trata de pregar contra a liberdade de expressão.

Neste momento, por exemplo, eles fazem a mesma pregação de condenação ao humor do portal no Youtube “Porta dos Fundos”, que ultimamente tem se dedicado a temas religiosos.

O vídeo de 16 minutos feito para o Natal  parece ter sido a gota d’água para os religiosos, fazendo-os declarar uma “guerra santa” ao portal. 

Entre as cenas que mais chocaram os religiosos, está a da “carteirada” de Jesus para conseguir mesas em um restaurante para fazer a Santa Ceia. O vídeo foi acessado mais de 4 milhões de vezes.

O cardeal Odilo Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, escreveu no Twitter que se trata de “péssimo mau gosto”. “Será que isso é humor? Ou é intolerância religiosa travestida de humor?”

Com atraso, dom Scherer entoa, assim, a mesma campanha que já vinha sendo vocalizada algum tempo pelo pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC), entre outros.

O polêmico pastor tem feito campanha para censurar Porta dos Fundos. Ele simplesmente quer que alguns vídeos sejam tirados do ar.

O missionário católico Anderson Reis tem pedido aos fiéis que assinem uma petição para que a cerveja Itaipava deixe de patrocinar o grupo de humoristas. Ele também sugeriu que as pessoas registrem na Polícia Civil do Rio queixa contra crime de preconceito e de odio à religião. "É hora de protegermos a honra do menino Jesus", disse o missionário em vídeo no YouTube. "Sabe quem não luta contra essas porcarias do inferno? São os medrosos, são os covardes."

O missionário, como se vê, está jogando mais pesado até mesmo que Feliciano.

Hermes Rodrigues Nery, diretor da Associação Nacional ProvidaFamília, disse que vai recorrer à Justiça contra o humorista Fábio Porchat, do grupo.

Porchat negou que os vídeos tenham sido produzidos para deliberadamente ofender as religiões cristãs. Argumentou que apenas houve uma livre interpretação de um episódio bíblico. Ele defendeu o seu direito de dar opinião sobre qualquer assunto, o que inclui a religião.
Odiario.com.br





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