12 fevereiro 2014

COMO MÚSICOS E MINISTROS DE LOUVOR ROUBAM A GLÓRIA DO DEUS VIVO

O livro de Isaías sempre me deixa assombrado por causa de algumas das mais incisivas passagens da Bíblia acerca da natureza de Deus e sobre a situação do povo. Já no começo, Isaías que era um profeta e um homem justo, estremece quando tem a visão do trono de Deus e dos Serafins com seis asas. Ele apenas exclama: “Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos.” (Is 6:5)
Isso tudo é bastante significativo e é totalmente contrário ao clima de irreverência, ganância financeira e falsa intimidade que alguns músicos, “profetas”, líderes e, especialmente, os autodenominados ‘ministros’ de louvor têm demonstrado a respeito das supostas visões celestiais que alegam ter visto e em face das revelações tremendas de músicas, melodias, ministrações e palavras que têm aparentemente recebido de Deus.
Não posso julgar cada músico e dizer quem é de Deus e quem não é, muito menos posso dizer, sem conhecer todo o contexto da vida desses homens, quem tem recebido inspiração divina para compor, pregar, ministrar e cantar e quem está apenas utilizando o poder latente da alma para criar canções, palavras e ministrações para massagear a alma dos ouvintes, entretê-los e tirar uns bons trocados deles.
Mas posso, OUSADAMENTE, afirmar, com base Bíblica, que qualquer músico, profeta, ministro, pastor, líder, apóstolo, arcanjo ou seja lá qual o seu título ou ministério, QUE COBRE AO MENOS R$ 0,01 (HUM CENTAVO) POR SEU TRABALHO COMO “MINISTRO” ESTÁ TOTALMENTE EQUIVOCADO E, PIOR DO QUE ISSO, ESTÁ EM PECADO E ROUBANDO A GLÓRIA DE DEUS.
Parecem fortes as minhas palavras? Pois vamos então para a própria Palavra de Deus revelada aos homens e que vocês dizem seguir. Vejamos o seguinte texto do livro de Isaías:
“Assim diz Deus, o SENHOR, que criou os céus, e os estendeu, e espraiou a terra, e a tudo quanto produz; que dá a respiração ao povo que nela está, e o espírito aos que andam nela.
Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, e te tomarei pela mão, e te guardarei, e te darei por aliança do povo, e para luz dos gentios. Para abrir os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas.
EU SOU O SENHOR; ESTE É O MEU NOME; A MINHA GLÓRIA, POIS, A OUTREM NÃO DAREI, nem o meu louvor às imagens de escultura.”(Cap. 42:5-8)
Veja que o texto é bastante claro a respeito do assunto, pois declara que tudo o que existe, até mesmo a nossa respiração vem como uma graça de Deus e que este JAMAIS DIVIDE A SUA GLÓRIA COM NINGUÉM!!!
Ora, com certeza muita gente que ler este artigo vai pensar naquela passagem onde se diz que o trabalhador é digno de seu salário para tentar justificar essas práticas abomináveis de cantores ‘góspeis’ que cobram cachês, valores para ir nas ‘igrejas’ ou vendem o CD para quem quer ouvir suas músicas. Sendo que a pior situação é daqueles que estão contratados por gravadoras sejam elas de cunho religioso ou secular, pois estas empresas existem apenas para explorar o “mercado gospel” e fazer comércio com a fé das pessoas.
Quero dizer, como advogado e conhecedor das leis, que direitos autorais são garantidos por lei e visam dar proteção aos criadores de obras artísticas, dentre outros. Mas direitos autorais são feitos para um mundo caído, que não glorifica a Deus como deve e para proteger (glorificar) aqueles que se julgam autores de suas obras.
Não sou contra os direitos autorais e nem acho que um cristão deva escutar músicas piratas, nem ler livros sem pagar por isso, já até escrevi sobre isso. Mas o que estou dizendo é que os artistas e autores do mundo “gospel” deveriam repensar suas práticas e pararem de roubar a glória de Deus para si. Deixem os direitos autorais para quem acha que fez alguma coisa de si mesmo.
Saiam dos palcos, púlpitos, das televisões, das rádios, das gravadores e comecem a praticar aquilo que Jesus ensinou: “E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos, Nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão; porque digno é o operário do seu alimento.” (Mateus 10:7-10)
Vejam que o trabalhador é digno apenas do salário (alimento) não de carros de luxo, ouro, prata, hotéis caros, jantares suntuosos e todas estas coisas, sobre as quais vem a devida condenação. Isso que você está fazendo muito provavelmente é o que está descrito em 2 Pedro 2, verso 3: “E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” Talvez você esteja já com raiva de mim e pensando: quem é este doido para me julgar? Saiba que eu não posso te julgar, mas a Palavra pode e sua alma pode estar irremediavelmente condenada e você achando que está fazendo a “obra”.
Esse assunto continua… E, por favor, não se ofenda se o texto disser respeito às suas práticas, apenas se arrependa e dobre-se diante da Palavra de Deus. Quanto a mim, pode dizer o que quiser. Tudo o que disse de músicos e ministros de louvor se aplica a pastores, apóstolos, líderes e toda corja de comerciantes da fé.
Giuliano Miotto 

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