10 fevereiro 2014

Drones: Uma realidade que já mete medo: vigilância 24h


Lançamentos da francesa Parrot cabem na palma da mão (Foto: Divulgação)



Os drones, assim denominados pelos americanos, são a última coisa em sua lista de temores? Robôs voadores letais parecem coisas que paquistaneses, afegãos e outros habitantes de terras distantes precisam temer, mas americanos, não? Deixe-me dar-lhe algumas razões para americanos se preocuparem. A maior parte desse material – e muito mais – pode ser encontrada em “The Drones Come Home” [“Os Drones Voltam Para Casa”, literalmente], meu artigo para a edição de março da revista National Geographic.

Mas o que é um Drone?

Um Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) ou Veículo Aéreo Remotamente Pilotado (VARP), também chamado UAV (doinglês Unmanned Aerial Vehicle) e mais conhecido como drone (zangão, em inglês), é todo e qualquer tipo de aeronave que não necessita de pilotos embarcados para ser guiada. Esses aviões são controlados a distância por meios eletrônicos e computacionais, sob a supervisão e governo humanos, ou sem a sua intervenção, por meio de Controladores Lógicos Programáveis (CLP).


 A administração Obama prometeu diminuir restrições da Administração Federal de Aviação, até 2015, para tornar a utilização de drones mais fácil por parte das 18 mil agências fiscalização e punição para fins de vigilância, entre outros usos.

De acordo com um relatório no New York Times de 16 de fevereiro, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos também ofereceu apoio financeiro para ajudar departamentos de polícia a adquirir drones, que estão “se tornando os queridinhos das autoridades da lei de todo o país”.

A Agência de Projetos Avançados de Defesa está financiando pesquisas com “micro-drones” parecidos com mariposas, beija-flores, e outras criaturinhas voadoras que, dessa forma, podem “estar disfarçados a olhos vistos” como me disse um pesquisador da Força Aérea.

A Força Aérea atualmente está testando micro-drones em instalações como o “micro-aviário” na Base Wright-Patterson da Força Aérea em Dayton, Ohio.

Esses micro-drones poderiam carregar armas.

A Força Aérea produziu uma animação extraordinariamente assustadora [link: http://migre.me/djZWK ] exaltando possíveis aplicações dos “Micro Veículos Aéreos” [MAV, em inglês].

O narrador elogia os “discretos, onipresentes, letais”  enquanto o vídeo mostra drones alados saindo da barriga de um avião e descendo sobre uma cidade, onde perseguem e matam um suspeito.

As forças armadas dos Estados Unidos já utilizaram um drone, chamado de “Switchblade”, que tem asas dobráveis e pode ser guardado em um tubo pouco maior que um pão italiano. O Switchblade carrega uma carga do tamanho de uma granada. 

O governo Obama compilou silenciosamente argumentos legais para assassinatos sem julgamento de cidadãos americanos, como relatado recentemente pela NBC News.

A administração já executou o assassinato por drone de pelo menos dois cidadãos americanos, os supostos militantes muçulmanos Anwar al-Awlaki e Samir Khan, mortos no Iêmen em 2011.

O entusiasmo dos Estados Unidos por drones disparou uma corrida armamentista internacional.

Mais de 50 outras nações já têm a tecnologia, bem como grupos militantes não-governamentais, como o Hezbollah.

Oficiais de segurança dos Estados Unidos estão tão preocupados com a ameaça de terrorismo com drones que já executaram simulações de ataques em um programa chamado “Black Dart”.

Empresas de defesa como a Procerus Technologies agora desenvolvem um software que permitirá que drones rastreiem e destruam outros drones.

Estamos diante de um evento de especiação tecnológica que poderia trazer mais mal do que bem. Devemos nos manter informados para garantir que drones sejam lançados para fins benéficos, e não insidiosos.

Os Drones também farão entregas nas casas dos consumidores:

Veja o vídeo:




Os fabricantes de tecnologia que apresentam seus novos produtos na Consumer Electronics Show, em Las Vegas, não deixaram câmeras voadoras de lado. No evento, que acontece durante toda essa semana, marcas revelaram lançamentos de drones — robôs que permitem o registro de imagens aéreas.
No Brasil, o dispositivo é já usado desde o ano passado para coberturas jornalísticas. Os primeiros testes aconteceram durante as manifestações de junho. O uso do aparelho, no entanto, desperta uma série de debates éticos, uma vez que não existe uma legislação específica no país. Há quem acredite que ele poderia ser um instrumento de violação de privacidade.
Na CES, o fabricante chinês DJI apresentou seu S1000, dispositivo com oito hélices criado especialmente para carregar as câmeras da Canon 5D Mark II e Mark III (capazes de gravar filmes para o cinema e documentários). O preço não foi divulgado, mas o drone de seis hélices da marca custa US$ 6 mil.
Já a Parrot, com sede na França, fez dois lançamentos: o Jumping Sumo e o MiniDrone. Ambos cabem na palma da mão. O primeiro, embora não voe, possui duas rodas para gravações no chão. Como o próprio nome sugere, ele também pode pular. O MiniDrone tem rodas mas, diferentemente do irmão, foi feito para voar.
Veja o vídeo:
Um drone que o Brasil possui e usa
         

Drones vigiam movimentos de cada morador de Nova York


Veículos aéreos não tripulados irão em breve observar a ordem e segurança nas ruas da maior cidade norte-americana, Nova York, declarou o perfeito da cidade Michael Bloomberg. De acordo com ele, não há diferença se a câmera de vigilância é instalada num edifício ou num drone.

É possível que já em cinco anos toda Nova York seja vigiada por câmeras. O perfeito acrescentou que estão sendo desenvolvidos programas de computador especiais para estabelecer a identidade de pessoas simplesmente pelas imagens de câmeras.

John Horgan é professor do Stevens Institute of Technology e autor de 4 livros, entre os quais The End of Science (Addison Wesley, 1996) and The End of War (McSweeney`s, 2012). Follow on Twitter @Horganism.

http://www.publico.pt/drones


http://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2014/01/drones-cada-vez-menores-e-mais-potentes.html


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