12 fevereiro 2014

Rachel Sheherazade concede entrevista e mira no PT, PSOL e Sindicato dos Jornalistas do RJ

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A jornalista disse que o PT e PSOL defendem a censura e se pergunta se estes partidos foram dar algum socorro ao rapaz que foi preso ao poste, após ser acusado de praticar furtos no bairro do Flamengo no Rio de Janeiro
A jornalista disse que o PT e PSOL defendem a censura e se pergunta se estes partidos foram dar algum socorro ao rapaz que foi preso ao poste, após ser acusado de praticar furtos no bairro do Flamengo no Rio de Janeiro
Tudo porque a apresentadora do jornal “SBT Brasil” emitiu uma opinião na última terça-feira (04) sobre um jovem de 15 anos, acusado de roubo, que foi agredido e acorrentado por populares no Rio de Janeiro.
Para a âncora, em um país onde há grandes índices de violência, as atitudes dos chamados vingadores são consideradas compreensíveis.
A jornalista ainda classificou o fato como uma “legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado” e incentivou que os defensores dos direitos humanos fizessem um “favor” ao Brasil e adotassem um bandido.
Veja o vídeo com “Adote um Bandido“, com a opinião da jornalista.
A crítica de Sheherazade alcançou enorme repercussão e gerou reclamações de muita gente, inclusive de partidos e sindicatos. O PSOL protocolou uma representação na Justiça por crime de incitamento à violência.
Já o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro e a Comissão de Ética também se manifestaram contrários ao posicionamento da âncora. Tais órgãos alertaram para a grave violação de direitos humanos através do pronunciamento da jornalista.
Em entrevista exclusiva ao NaTelinha, Rachel falou sobre sua opinião emitida no “SBT Brasil” e não poupou críticas aos que falaram mal dela.
Confira na íntegra:
NaTelinha – Você tem algum receio de que as suas opiniões polêmicas coloquem em cheque sua credibilidade?
Rachel Sheherazade – Opiniões não afetam a credibilidade. Quando você exibe sua opinião, você toma posicionamentos, mostra quem é, como pensa. Se opiniões depusessem contra nossa reputação só os idiotas teriam crédito.
NaTelinha – O que tem a dizer sobre a representação do PSOL contra você e do comunicado do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro repudiando sua critica?
RS – O PSOL é um partido que vem ganhando as manchetes dos jornais por seus escândalos de desvio de dinheiro público e fraudes. É uma legenda insignificante, inexpressiva, que agora, às vésperas da eleição, quer ganhar as manchetes, se fazer presente de alguma forma. Procurava uma vítima para chamar de sua e uma algoz a quem pudesse acusar, desviando, assim, a atenção dos eleitores de seus escândalos políticos recentes. Assim como o PT, o PSOL também defende o controle da mídia, que nada mais é do que a volta da CENSURA aos meios de comunicação. O partido acusa-me de incitação à violência quando simplesmente faço uso de um direito constitucionalmente garantido – a liberdade de expressão. Portanto, é um partido anti-democrático, que não tolera a imprensa livre. Seu presidente usou o plenário da Câmara para me fazer acusações levianas, na esperança de ganhar dividendos eleitorais.
Já o sindicato dos jornalistas do RJ, em vez de defender seus profissionais e a liberdade de imprensa, está jogando o jogo dos maus políticos, promovendo a volta da mordaça. O sindicato acaba maculando sua própria credibilidade, como entidade representativa dos direitos dos jornalistas. Só tenho a lamentar…
Agora eu me pergunto: que tipo de apoio o PSOL, o PT, o Sindicato dos Jornalistas do RJ e as ONGs de Direitos Humanos fizeram até agora pelo infrator preso ao poste? Alguma dessas entidades lhe socorreu? Estendeu-lhe a mão? Ou ele só foi usado como discurso panfletário e nada mais?
NaTelinha – O pessoal mais de direita te defende. Até dizem que você é reacionária. Concorda?
RS – Sou, de fato, uma pessoa com valores conservadores, muito mais à direita que à esquerda. Quero conservar o Estado democrático de Direito, a família, a propriedade privada, o voto livre, o parlamento forte, a Justiça independente, a liberdade religiosa, as garantias constitucionais, a paz social, a manutenção da ordem, o direito à vida… Se tenho atitudes reativas é porque reajo contra a corrupção, a violência, a impunidade, a falência do ensino, o desrespeito às nossas instituições e tudo o que põe em risco nossas maiores e mais importantes conquistas sociais.
NaTelinha – Você acha que, em algum momento de suas opiniões nestes anos de “SBT Brasil”, você tenha quebrado a ética jornalística?
RS – De forma alguma! Defendo, antes de tudo, a democracia, a legalidade, o bem comum, a ordem, e principalmente, os direitos dos cidadãos de bem esquecidos pelo Estado.
NaTelinha – No “SBT Brasil” desta quinta-feira (06), você deu explicações sobre sua opinião de terça (04). Foi obrigada pela direção de jornalismo a fazer isso? Como se sentiu diante de tantas críticas?
RS – A ideia de voltar ao assunto foi do nosso diretor de Jornalismo [Marcelo Parada] e acatei na hora. Fazemos um jornal muito transparente e somos muito próximos ao nosso público telespectador. Tamanha repercussão sobre aquele assunto não poderia passar em branco no SBT BRASIL.
Quanto as críticas, eles serão sempre bem vindas. É para isso que analisamos os fatos, nos posicionamos diante da notícia. O objetivo não é empurrar goela abaixo nossa opinião, mas fomentar debates na sociedade. Permitir ao telespectador um olhar mais apurado e aprofundado sobre a realidade do país. 
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