01 fevereiro 2014

Seguindo o exemplo

Ainda me lembro como se fosse hoje: eu criança e minha mãe tentando me fazer comer salada nas refeições. Era hilário, ela tentava, tentava e nada. Eu parecia aquelas crianças mimadas, não comia nem feijão, mas continuava a bater o pé e usar a desculpa de que se meu pai não comia, eu também não precisava. Para mim era só questão de “ter gosto ruim”, mas minha mãe via o todo: sabia que os vegetais eram essenciais, e além disso, sabia que eu deveria agradecer por tê-los na mesa, já que naquela época estávamos em maus bocados quando o assunto era grana.
 
Eu tinha dois exemplos: minha mãe, que comia vegetais sempre que podia, e meu pai, que só quando muito importunado por minha mãe o fazia. Quem eu segui, caro(a) leitor(a)? Claro, meu pai. Poxa, ele não comia muitos legumes, mas já tinha passado dos 50 anos, que mal teria se eu também fizesse assim? Na vida estamos cheios de exemplos, precisamos decidir melhor qual deles é o melhor a ser seguido. Vivemos buscando alguém para seguir os passos, para “querer ser quando crescer”, muitas vezes achamos os candidatos a exemplo, mas não analisamos a qual dos grupos pertencem.

Veja no mundo cristão, por exemplo: diversos “ícones” apresentados aos que precisam de um rumo hoje em dia não movem um dedo para o crescimento do Evangelho de Cristo. Falo de alguns cantores e pastores por aí. – “Ai, irmão, mas os ministérios deles são fortes, estão crescendo, não toque nos ungidos”- calma, nem falei em nomes... pense como quiser, que de alguma forma todos levam a mensagem, mas não creio assim. Se não for o puro e simples Evangelho trazido por Cristo, sem enganação ou “lenga-lenga”, não faço questão de ouvir, nem julgo necessário. Julgue-me como queira, mas vejo muitos shows, super-stars da fé, capas da Veja, grandes concentrações, “cruzadas”, muito profissionalismo, mas muitas vezes não vejo a pregação do arrependimento. Aí não me serve.

Na outra ponta da corda, vejo aqueles pouco lembrados, mas que ainda assim, dão um belo testemunho de suas vidas. Irmãos que abrem mãos de suas vidas em benefício do crescimento do Reino. Pessoas que muitas vezes são desconhecidas em seus estados, cidades, ou mesmo em suas igrejas: falo dos missionários, pessoas que deixam muitas vezes o que parece lógico para trás e decidem falar de Deus. Seja num povoado na Amazônia, na América Central, África ou no Leste Asiático; esse é o tipo de pessoa que anda me inspirando. Abrir mão de uma vida calma para falar de Jesus, sujeitando-se a doenças, fome, frio, falta de condições dignas de vida, e sem esperar nenhum tostão em troca.

É claro que não é nem necessário mencionar que levo Jesus como inspiração. Ele mesmo disse quando andou por essa terra: “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mateus 11.29). É claro, nunca imitaremos com precisão as ações do Messias, mas ainda assim tento ser uma imagem, mesmo que distorcida, de Cristo. Some-se a Ele os grandes homens e mulheres da Bíblia e muitos outros anõnimos.

Siga o melhor exemplo. Será bom para você mesmo!

Viva vencendo com o seu testemunho!!!

Seu irmão menor.

Abraços.

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