14 março 2014

Lição 11 - 16/03/14 - "DEUS ESCOLHE ARÃO E SEUS FILHOS PARA O SACERDÓCIO"

TEXTO ÁUREO:

 “E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra” (Ap 5.10).

VERDADE PRÁTICA:

 Cristo nos fez reis e sacerdotes, para anunciarmos as virtudes do seu Reino.


LEITURA BÍBLICA = Êxodo 28: 1-1



INTRODUÇÃO

Em Êxodo 28:1 aprendemos que Arão e seus filhos foram separados para o ministério de sacerdote no Tabernáculo. Tudo que diz respeito ao oficio deles, das suas roupas e consagração, é introduzido aqui, pois estas coisas devem ser vistas como parte do Tabernáculo e dos seus serviços. Como revelado em Êxodo 39:32, o Tabernáculo não estava completo até que as vestimentas sacerdotais estivessem prontas.

Descrição Geral

Desde que o pecado entrou no mundo o homem tem sentido a necessidade de um sacerdote. Até mesmo as religiões pagãs incluem uma classe especial de sacerdotes para intermediar entre o devoto e seu deus. O desejo de um sacerdote vem do sentimento de culpa e a necessidade de um mediador entre a pessoa e Deus.

Os sacerdotes Levíticos foram ordenados por Deus sob o regime da Velha Aliança para servirem no Tabernáculo e na adoração no Templo. Seu trabalho era simbólico e tipificava o verdadeiro sacerdócio de Jesus Cristo, nosso grande Sumo Sacerdote.

O trabalho destes sacerdotes é resumido em Hebreus 5:1-2. Eles deviam ser descendentes de Arão e tinham de preencher qualificações rígidas (Levítico 21). O traje deles é descrito em Êxodo. Todo serviço do Tabernáculo estava sob os cuidados deles. Eles ofereciam sacrifícios, aspergiam sangue, queimavam incenso, trocavam os pães da proposição e transportavam o Tabernáculo quando necessário. Muitos dos deveres ligados à pureza cerimonial de Israel estavam também nas mãos deles (Levítico 12-15 nos dá um exemplo disto). E por fim, os sacerdotes deveriam instruir a nação na lei de Deus (Deuteronômio 33:10).

O Típico Significado do Sacerdócio Levítico

O sacerdócio Levítico foi instituído para prefigurar o ofício e obra sacerdotal de nosso Senhor. Estes sacerdotes judeus ilustravam a obra de Cristo tanto por comparações quanto por contrastes. Os contrastes revelam a superioridade do Seu sacerdócio. Note primeiramente as seguintes comparações:

A. Os sacerdotes Levíticos eram ungidos para o seu ofício (Êxodo 29:7, Levítico 8:12). Jesus é o Cristo. Cristo significa !o ungido?.

B. Nosso Senhor, se tornou sacerdote pela autoridade divina (Hebreus 5:4-5), assim como os sacerdotes do Velho Testamento.

C. Os sacerdotes Levíticos eram homens e podiam sentir empatia pelo povo (Hebreus 5:1-2). Jesus Cristo tomou sobre si a natureza humana a fim de que pudesse ser um Sumo Sacerdote compassivo para o Seu povo (Hebreus 2:14-18).

D. Os sacerdotes Levíticos ofereciam sacrifícios pelo povo e intercediam a Deus a favor deles (Hebreus 5:1-2). Cristo, nosso grande sumo sacerdote, se deu a si mesmo como nosso sacrifício e vive para interceder por nós (Hebreus 9:11-12, 24-28).

E. As qualificações para a o sacerdócio da Velha Aliança asseguravam que, no mínimo, eles estavam cerimonialmente e oficialmente santos. Nosso Senhor em verdade era perfeitamente santo (Hebreus 7:26).

Note agora alguns contrastes entre Cristo e os sacerdotes Levíticos:

F. Enquanto os sacerdotes Levíticos eram meramente homens, nosso grande sumo sacerdote era tanto homem quanto Deus. A Epístola aos Hebreus que fala muito a respeito do sacerdócio de Cristo, começa com um capítulo assegurando a Sua deidade (Hebreus 1:1-14). Sendo tanto homem quanto Deus Cristo pode verdadeiramente atuar como nosso mediador (I Timóteo 2:3-5).

G. Enquanto os sacerdotes Levíticos eram sacerdotes terrenos sobre uma casa terrena, nosso Salvador é um sacerdote celestial sobre uma casa celestial (Hebreus 8:1-2, 9:24).

H. Enquanto não havia nenhum juramento conectado a consagração dos sacerdotes Levíticos, nosso Senhor foi feito sacerdote pelo juramento de Deus (Salmo 110:4, Hebreus 7:21 e 28).

I. Os sacerdotes terrenos eram pecadores e necessitavam se purificar através do sacrifício. Nosso Salvador era santo e sem pecado (Hebreus 7:26-28).

J. Os sacerdotes Levíticos nunca se sentavam quando ministravam, pois seu trabalho nunca acabava. Suas ofertas realmente nunca tiravam o pecado (Hebreus 10:11). O sacrifício de nosso Senhor tirou de uma vez por todas os nossos pecados. Ele agora está assentado á direita de Deus (Hebreus 10:11-13).

K. Os sacrifícios dos sacerdotes Levíticos eram muitos porque eram apenas meras figuras e não podiam tirar os pecados (Hebreus 10:1-4). Cristo ofereceu apenas um sacrifício que é eternamente o suficiente para salvar o Seu povo (Hebreus 10:10-14).

L. Os sacerdotes Levíticos eram muitos enquanto nosso verdadeiro sacerdote apenas Um (Atos 4:12).

M. Os sacerdotes do Velho Testamento morreram enquanto nosso Salvador vive para sempre (Hebreus 7:22-25).

N. Os sacerdotes Levíticos pertenciam a um típico e temporário sistema baseado na aliança que terminou um dia. Nosso Senhor tem um real e imutável sacerdócio (Hebreus 7:11-12, 24-25).

O. Finalmente, os sacerdotes Levíticos pertenciam a uma ordem diferente de nosso Senhor. Ele era sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Hebreus 7:17). Isto será explicado na próxima seção.

 O Sacerdócio de Melquisedeque

Nós aprendemos muito a respeito de nosso Salvador contrastando o sacerdócio Levítico com o de Melquisedeque. Vamos estudar a base necessária de informações e então faremos estes importantes contrastes.


Em Gênesis 14:18-20 encontramos Melquisedeque. Esta misteriosa pessoa era tanto rei de Salém (Jerusalém) quanto sacerdote de Deus. Abraão, reconhecendo sua grandeza, pagou-lhe os dízimos. Em Salmo 110:4 lemos que o Messias seria sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. O autor de Hebreus usa isto para ensinar algumas grandes verdades:

P. Abraão era o pai (ancestral) dos sacerdotes Levíticos, mas ainda assim reconheceu que Melquisedeque era seu superior e lhe pagou os dízimos. Portanto, é óbvio que o sacerdócio de Melquisedeque é maior do que o de Arão (Hebreus 7:1-10). Logicamente, Cristo como sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque é superior aos sacerdotes Levíticos.

Q. O sacerdócio Levítico estava baseado na linhagem e descendência humana. Os sacerdotes Levíticos nasceram em certa família e então se tornaram sacerdotes. Não há relato da linhagem de Melquisedeque (Hebreus 7:3). Nosso Senhor assim como Melquisedeque, não foi um sacerdote feito em virtude de descendência de Arão (Hebreus 7:12-15).

R. Sacerdotes Levíticos eram muitos porque eles morriam e necessitavam de um sucessor. Não há registro da morte de Melquisedeque (Hebreus 7:2-3). Da mesma forma, nosso Senhor não necessita de sucessor, pois Ele vive sempre para realizar a Sua obra salvadora (Hebreus 7:15-17, 23-25).

S. Diferente dos sacerdotes Levíticos, Melquisedeque era rei e sacerdote. Nosso Salvador também é um sacerdote e um rei, aos quais poderíamos acrescentar que Ele também é um profeta. Somente Cristo é profeta, sacerdote e rei; o ungido

A Indumentária dos Sacerdotes (28.1-43; cf. 39.1-31)

a) Introdução (28.1-5). Deus escolheu Arão, o irmão de Moisés, e seus descendentes, para servir de sacerdotes. Até este momento, Moisés era o único mediador, mas foi a família de Arão, e não a de Moisés, que foi escolhida para administrar perante Deus a favor de Israel (1). As vestes destes sacerdotes eram especiais e consideradas santas (2). Típico da pureza interior do povo de Deus, os objetos externos eram separados para propósitos santos. Estas roupas também eram para glória e ornamento. Seria incompatível e desprovido de glória o sacerdote ministrar com roupas simples e sem brilho no Tabernáculo graciosamente colorido. Deus, o Autor de tudo que é bom e bonito, deseja que seu povo seja formoso e que haja beleza nos procedimentos de adoração.

Deus concedeu espírito de sabedoria (3) a homens sábios para capacitá-los a fazer estas vestes. Deus, que criou a beleza, dá ao homem a apreciação divina pela beleza e a aptidão divina para criá-la. Certas produções que o mundo chama arte não passam de imoralidade, mas a verdadeira arte é de Deus.

No versículo 4, há uma lista dividida em grupos dos artigos para o sumo sacerdote, os quais são detalhados separadamente nos versículos seguintes. Os materiais eram os mesmos para as cortinas do Tabernáculo (5), exceto que havia ouro.

O Éfode! versículos 6-14O Éfode somente era usado pelo sumo sacerdote. Esta vestimenta era semelhante a um avental duplo fixado por um ?cinto especial? que era assim chamado para distingui-lo do cinto comum usado pelos outros sacerdotes (versículo 40). Tanto o cinto especial quanto o éfode eram confeccionados com o mesmo material utilizado nos véus e nas cortinas interiores do tabernáculo.

O éfode era um símbolo das funções e deveres sacerdotais. Em cada ombro havia uma pedra de ônix fixada por engates de ouro. Os nomes de cada uma das tribos de Israel estavam gravados nestas pedras. Temos aqui uma preciosa verdade em ilustração. Quando o sumo sacerdote comparecia diante de Deus, ele carregava os nomes do povo da aliança. Ele os representava em seus deveres e intercedia por eles diante de Deus. As pedras estavam nos seus ombros para revelar que sua força estava prometida para o bem estar deles.

Isto tipifica Cristo, que é a força, o representante e intercessor do Seu povo. Nossos nomes estão no livro do Seu decreto e aliança ! o da vida do Cordeiro (Apocalipse 13:8). Ele nos representou no Calvário e agora vive para levar os nossos nomes diante do Pai (João 17:9). Ele é a nossa força e salvação.

O cinto era usado para amarrar o manto para o trabalho ou quando em viagem.  Nas Escrituras, o cinto simboliza força e prontidão.  Cristo é sempre pronto para atuar ao favor do Seu povo (João 13:3-5). 

O Seu trabalho e serviço é sempre feito em justiça, querendo Ele abençoar o Seu povo ou julgar os inimigos deles (Isaías 11:5).

O Peitoral! versículos 15-29 O peitoral tinha aproximadamente 23 centímetros quadrados e era incrustado com doze pedras preciosas gravadas com os nomes das tribos de Israel. Ele era fixado ao éfode e o cinto especial, através de cadeiazinhas de ouro e do cordão azul.

Assim como os nomes gravados nas pedras de ônix revelavam a força do nosso Salvador, estas outras revelam o Seu amor. Nós estamos sempre no coração do nosso grande Sumo Sacerdote (versículo 29) do mesmo modo que as tribos de Israel estavam sobre o coração de Arão. É maravilhoso saber que Cristo intercede por nós porque nos ama. Nós somos Suas jóias (Malaquias 3:16-17). Ele nunca comparece perante o Pai sem levar os nossos nomes em Seu coração.

O Urim e Tumim! versículo 30As palavras Urim e Tumim significam luz e perfeição. Estes objetos que estavam sempre associados ao Éfode e ao Peitoral estavam relacionados com o serviço sacerdotal de discernir a vontade de Deus (Números 27:21; I Samuel 23:9-11 e 28:6; Esdras 2:61-63). Elas revelam Cristo como conselheiro e como aquele que revela a vontade de Deus (Isaías 9:6).


O que estas pedras eram e como elas funcionavam tem sido objeto de extenso debate. Basicamente há duas teorias pelas quais os homens têm feito muitas especulações.

A. Muitos acreditam que o Urim e Tumim eram duas pedras ou objetos guardados no bolso criado pelo duplo peitoral (versículo 16). De alguma maneira isto era usado para discernir a vontade de Deus. Alguns acreditam que elas eram gravadas com um !sim? e um ?não? e de certo modo revelavam a resposta de Deus quando os homens buscavam Sua direção.

B. Outros acreditam que o Urim e Tumim eram simplesmente as doze pedras do peitoral que eram designadas como !luz? e ?perfeição?. O sumo sacerdote o vestia em razão de ser o representante oficial de Israel perante o Senhor. Em virtude da posição do sumo sacerdote, acredita-se que Deus falava ao povo através dele.

Mesmo que o autor se inclina mais para a segunda teoria, não podemos esquecer que Deus poderia perfeitamente ter dado todos os detalhes se Ele achasse conveniente. O importante a ser visto no Urim e Tumim é que Cristo como nosso Sumo Sacerdote é também nosso profeta e revelador da vontade do Pai.

AS LEIS PARA A CONSAGRAÇÃO DOS SACERDOTES = ÊXODO 29

Este capítulo trata ao respeito das leis para a consagração dos sacerdotes em seus ofícios. Em Levítico 8 temos a descrição atual da consagração destes homens. Alguém pode perguntar porque os sacerdotes, que !tipificavam? á de Cristo, precisavam estar cerimonialmente limpos. Devemos lembrar que diferente do nosso Salvador, estes homens eram pecadores e necessitavam ficarem limpos (Hebreus 7:26-28). Israel foi então ensinado que o sacerdócio Levítico não era perfeito em si mesmo, mas apontava para a vinda de um sacerdote maior.

Os Sacrifícios Reunidos! versículos 1-3

A Iniciação da Consagração! versículo 4

Arão e seus filhos foram tirados dentre o povo de Israel para atuarem como sacerdotes. Eles foram primeiramente trazidos á porta do Tabernáculo. Como sacerdotes eles deveriam ser mediadores entre Deus e o povo, como foi mostrado em suas posições entre o Shekinah e a porta do Tabernáculo. Eles foram lavados, da mesma forma como aqueles que servem á Deus devem estar limpos (Isaías 52:11). Em nossos dias, somente aqueles que são lavados pelo novo nascimento podem verdadeiramente servir a Deus (Tito 3:5).

 Arão é Vestido! versículos 5-6

Na lição anterior aprendemos como estas roupas foram usadas para tipificar o caráter e a obra do nosso Salvador.

Arão é Ungido! versículo 7

Os dois títulos de !Cristo? e ?Messias? têm o mesmo significado, ou seja !o ungido?. Jesus é o Cristo porque foi ungido com o Espírito Santo (Isaías 61:1; Hebreus 1:8-9). Para entendermos o sentido completo disto precisamos voltar á tipologia do Velho Testamento.

Em Israel havia três ofícios importantes que prefiguravam a obra de Cristo. Israel tinha profetas, sacerdotes e reis. Em cada caso estas pessoas eram ungidas para o ofício (I Crônicas 11:3; I Reis 19:16). Eles prefiguravam Jesus Cristo como nosso profeta, sacerdote e rei.

Portanto, Arão foi ungido neste ofício a fim de prefigurar Cristo como nosso sumo sacerdote. O Salmo 133 está baseado nisto. O óleo foi copiosamente derramado sobre o sumo sacerdote pra prefigurar a unção completa do nosso Senhor (Hebreus 1:8-9). Não havia limites para o poder do Espírito manifestado na obra de nosso Senhor. O óleo, sem dúvida, é uma figura do Espírito. (Note que a receita para o óleo de unção é encontrada em Êxodo 30:23-30).

Os Filhos de Arão são Vestidos! versículo 8-9

Os sacerdotes normais eram vestidos de forma diferente do sumo sacerdote, que vestia o peitoral, a mitra... etc.

O Sacrifício pelo Pecado! versículos 10-14

O sacrifício pelo pecado revelava a necessidade dos sacerdotes estarem limpos do pecado e serem então aceitos por Deus. Suas mãos eram colocadas sobre a cabeça do novilho para simbolicamente transferir os pecados deles para o animal. Cristo é o nosso sacrifício pelo pecado (II Coríntios 5:21; Isaías 53:6-8). O ato das mãos colocadas sobre o sacrifício é muitas vezes usado como figura da nossa fé no Senhor Jesus.

A queima da gordura representa a figura do Pai aceitando o sacrifício de Cristo (Efésios 5:2). A queima da pele e do esterco fora do arraial, mostra a vergonha que Cristo tomou sobre si mesmo quando carregou todos os nossos pecados (Hebreus 13:11-13).

O Holocausto! versículos 15-18

Na consagração dos sacerdotes eram utilizados três sacrifícios separados. Talvez a melhor explicação deste simbolismo seja aquela dada pelo Rabino Levi ben Gerson, como citado por George Bush, em seu comentário sobre Êxodo:

É adequado notar a ordem pela qual estes sacrifícios eram oferecidos. Primeiramente, uma expiação pelos pecados era feita, através do sacrifício pelo pecado; da qual nada, exceto a gordura, era oferecida a Deus (A quem seja louvor); porque os ofertantes ainda não eram dignos da aceitação de Deus de uma oferta ou um presente a Ele. Mas depois de terem sido purificados, eles imolavam á Deus (A quem seja louvor) um holocausto, o qual era totalmente consumido sobre o altar, a fim de indicar o seu estado de devoção ao ofício sagrado.

E depois do holocausto eles ofereceram um sacrifício á semelhança da oferta pacífica, onde uma parte era oferecida á Deus, uma ao sacerdote e outra aos ofertantes, indicando assim que eles foram aceitos por Deus, que podiam agora, ter uma mesa comum com ele.

O Carneiro da Consagração! versículos 19-28

O segundo carneiro revela os sacerdotes como agora sendo aceitos por Deus e consagrados a Ele. O sangue colocado nos sacerdotes revelava que eles estavam totalmente consagrados a Deus (versículo 20). Seu ouvir, trabalho e andar diário eram consagrados para Deus. É o sangue de Cristo que nos limpa e faz com que a nossa dedicação e serviço a Deus sejam aceitos.

O óleo e o sangue eram então aspergidos sobre os sacerdotes e suas roupas. Nós somos salvos pela regeneração do Espírito e a aplicação do sangue de Cristo. Pensaria que as embelezadas roupas ficariam manchadas pelo sangue. Entretanto, podemos ver que enquanto o sangue normal mancha, o sangue de Cristo branqueia (Apocalipse 7:14).

Parte do carneiro e o pão eram colocados nas mãos de Arão como oferta de movimento. Os sacerdotes eram agora aceitos e podiam oferecer a oferta pacífica ao Senhor. Somente através de Cristo nossos sacrifícios espirituais são aceitos.

Preparação para o Futuro! versículos 29-30

Arão morreria um dia. Quando isso ocorresse as roupas especiais passariam para aquele que o substituiria (Números 20:28). Nosso Senhor Jesus Cristo não precisa de nenhuns sucessores (Hebreus 7:24-25).

Sete dias de Consagração? versículos 31-37

Durante sete dias esta consagração deveria se repetir diariamente. Israel deveria ficar impregnado com as exigências santas de Deus. Até mesmo o altar deveria ser consagrado. Certamente que um israelita atencioso veria nestas repetições a necessidade de um melhor sacrifício (Hebreus 9:24-26). Eles deveriam ver que estas ofertas, repetidas freqüentemente, eram apenas tipos do verdadeiro.

Note que os sacrifícios se tornavam a comida dos sacerdotes. Sacrifícios e banquetes caminhavam juntos. Somos lembrados disto na ceia do Senhor (Mateus 26:26-28). Cristo morreu para tornar-se nossa comida espiritual (João 6:33).

O Sacrifício Diário! versículos 38-42

Deixando a consagração dos sacerdotes passamos para o trabalho deles. Todo dia, sem exceção, dois cordeiros deviam ser oferecidos como oferta queimada. Diariamente, Israel deveria ser lembrado da sua necessidade de um Salvador.

Que este sacrifício diário possa nos fazer lembrar de nunca deixar passar uma manhã ou uma noite sem tirarmos tempo para confessarmos nossos pecados, orarmos e adorarmos Cristo, nosso Salvador.

Deus Habitando entre o Povo! versículos 43-46

O tabernáculo, o sacerdócio e os sacrifícios, lembravam Israel constantemente que Deus somente habita com Seu povo por causa da obra salvadora de Cristo.

Conclusão

Nós poderíamos concluir que o autor da Epístola aos Hebreus usa o juramento do Salmo 110:4 para provar que o sacerdócio Levítico era temporário.
O sacerdócio Levítico não era perfeito, ou então Deus não teria prometido a vinda de outro tipo de sacerdote. O sacerdócio Levítico duraria somente até a vinda do Salvador (Hebreus 7:11-12) que iria tirar o primeiro (Velha Aliança) para estabelecer o segundo (Hebreus 10:9).

Subsídio para o Professor:

INTRODUÇÃO

Durante a peregrinação do povo de Israel no deserto, Deus orientou a Moisés que construísse o tabernáculo e separasse a tribo de Levi para devidas funções neste lugar sagrado. O Senhor nomeou Arão e seus descendentes para exercerem o sacerdócio, o que na verdade é uma figura do eterno e perfeito sacerdócio de Cristo, o qual através do seu sacrifício nos abriu o caminho de acesso a Deus tornando cada salvo um sacerdote.

I - A NOMEAÇÃO DA TRIBO DE LEVI PARA EXERCER FUNÇÕES NO TEMPLO

Os filhos de Levi, eram antes uma tribo secular, mas que foi separada pelo Senhor para exercer as funções no Tabernáculo (Nm 1.50,51,53; 18.2-4,6; I Cr 15.2). Vejamos quais foram as funções que o Senhor delegou:

1.1 Os levitas. Por haverem sido resgatados da morte, na noite da Páscoa, os primogênitos das famílias hebraicas pertenciam a Deus (Êx 13.1,2), mas os levitas, por seu zelo espiritual, foram escolhidos divinamente como substitutos dos filhos mais velhos de cada família (Êx 32.25-29; Nm 3.5-13; 8.17-19). Os levitas eram ajudantes dos sacerdotes (Nm 3.5- 9). As obrigações menores, algumas até manuais, como de limpeza, arranjo e arrumação no templo, cabiam aos levitas não sacerdotais. Alguns dos seus deveres são descritos em (Êx 13.2,12,13; 22.29; 34.19; Lv 27.27; Nm 3.12,13,41,45; 8.14-17; 18.15; Dt 15.19). Deus separou para esta função os três filhos de Levi: Gérson, Coate e Merari (Nm 26.57).

1.2 Os sacerdotes. Antes do êxodo, o chefe de cada família, ou o primogênito desempenhava o papel de sacerdote familiar; mas, os ritos do tabernáculo e a exigência de observá-los com exatidão tornaram necessária a instituição de um sacerdócio dedicado totalmente ao culto divino. Para esta importante função, Deus escolheu Arão e seus filhos (Êx 28.1). O sacerdote, termo que no hebraico é “kohen”, era o ministro divinamente designado, cuja função principal era representar o homem diante de Deus (Êx 28.38; 30.8). A vocação sacerdotal era hereditária, de modo que os sacerdotes podiam transmitir a seus filhos as leis detalhadas relacionadas com o culto e com as numerosas regras às quais os sacerdotes viviam sujeitos a fim de manterem a pureza legal que lhes permitisse aproximar-se de Deus (Nm 18.2,7,8).

1.2.1 Funções dos sacerdotes. Os sacerdotes deviam queimar incenso, cuidar do castiçal e da mesa dos pães da proposição, oferecer sacrifícios no altar e abençoar o povo (Nm 5.5-31) e ensinavam a Lei (Ne 8.7,8). Eles ministravam como mediadores entre o povo e Deus (Êx 12.12,29,30), e também comunicavam ao povo a vontade e o concerto de Deus (Jr 33.20-22; Ml 2.4) e intercediam, perante Deus, devido à pecaminosidade do povo. Exercendo o seu ministério, eles faziam expiação pelos seus próprios pecados e pelo pecado do povo (Êx 29.33; Hb 9.7,8), e testificavam da santidade de Deus (Êx 28.38; Nm 18.1).

1.3 O sumo sacerdote. O primeiro sumo sacerdote escolhido por Deus em favor de Israel foi Arão (Hb 5.1-4). Ele era o filho mais velho do levita Anrão e de Joquebede (Êx 6.20; Nm 26.59). Era irmão de Moisés e Miriã, sendo três anos mais velho que o Legislador (Êx 7.7). Sua esposa era chamada Eliseba (Êx 6.23). Com ela Arão teve quatro filhos, Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar (I Cr 24.1). O sumo sacerdote era o principal entre os sacerdotes. Em hebraico ele é chamado de “kohen gadol” que quer dizer “grande sacerdote”. Somente ele entrava uma vez por ano no Lugar Santíssimo para expiar os pecados da nação israelita, no Dia da Expiação (Êx 30.10; Lv 16.34). Veja a figura do sumo sacerdote abaixo:


1.3.1 A murmuração pela nomeação de Arão. Na ocasião em que Deus ordenou a Moisés para separar Arão e seus filhos para exerceram o sacerdócio, ouve reclamação de Coré que persuadiu seus companheiros levitas e outros a se juntarem na busca da função sacerdotal (Nm 16.1-3,9,10). Este texto deixa claro que estes homens questionaram a escolha divina, pensando que fosse uma preferência de Moisés e por isso eles foram punidos severamente (Nm 16.21-35).

1.3.2 O sinal de Deus para escolha de Arão. Para deixar evidente a toda a congregação de Israel e aos rebeldes, a escolha de Arão, o Senhor orientou a Moisés que pedisse a vara dos cabeças de cada tribo, mandou que escrevesse nelas o nome da tribo correspondente e as colocasse diante do Senhor, no Tabernáculo, pois Deus daria um sinal, na vara da tribo escolhida para o sacerdócio (Nm 17.7-9). Aconteceu que somente a vara pertencente a tribo de Levi e que tinha o nome de Arão havia florescido. O Senhor ordenou então que guardasse esta vara dentro da Arca da Aliança como um memorial a fim de evitar as murmurações (Nm 17.10,11).

II - A SUPERIORIDADE DO SACERDÓCIO DE CRISTO

O sacerdócio de Arão é uma figura do sacerdócio de Cristo. No entanto, o sacerdócio de Cristo é superior. As Escrituras deixam bem claro que a Antiga Aliança era apenas sombra dos bens futuros (Hb 10.1), demonstrando assim a superioridade da Nova Aliança. O escritor aos Hebreus diz: “De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador” (Hb 7.22). Destacaremos na tabela abaixo, informações que comprovam que o sacerdócio de Cristo é superior ao de Arão:

SACERDÓCIO DE ARÃO
SACERDÓCIO DE CRISTO
Feito sem juramento (Hb 7.20)Feito com juramento (Hb 7.21)
Instituído durante a Lei (Êx 28.1; Hb 7.28)Instituído antes da Lei (Gn 14.18; Hb 6.20)
Necessitava sacrificar por si mesmo, pois era imperfeito (Lv 9.7,8; Hb 5.3; 7.27,28)Não necessitou sacrificar por si mesmo, pois é perfeito (Hb 7.28; I Pe 2.22)
Sacrificava continuamente (Hb 10.11)Fez um único sacrifício (Hb 7.26,27; 9.25-28,10.10,12,14)
Teve o seu ministério impedido pela morte (Hb 7.23)É sacerdote para sempre (Hb 6.20; 7.3,24)
Entrou no tabernáculo terrestre (Hb 9.1)Entrou no tabernáculo celeste (Hb 8.1,2; 9.11,24)
Oferecia sacrifício de animais (Hb 9.13)Ofereceu a si mesmo como sacrifício (Hb 9.11-14)
Entregou dízimos a Melquisedeque na pessoa de Abraão(Hb 7.9,10)Recebeu dízimos até de Levi na pessoa de Melquisedeque(Hb 7.9,10)

III - O SACERDÓCIO UNIVERSAL

A Bíblia nos mostra que no Novo Pacto, ratificado pelo sangue de Cristo na cruz do Calvário, todo aquele que o recebe como Salvador e Senhor têm diversos privilégios, entre os quais podemos citar:

3.1 O véu do templo foi rasgado. O véu era uma espécie de divisória ou cortina de separação geralmente usada para ocultar algo (Êx 26.31; Hb 6.19). A passagem por este véu era proibida a não ser no dia da expiação do povo de Israel (Lv 16.34; Hb 9.7). Três verdades devem ser destacadas sobre a função do véu: (1ª) o véu fazia separação (Êx 26.33); (2ª) o véu vedava o acesso ao Lugar Santíssimo (Hb 9.7); (3ª)o véu ocultava a Arca (Hb 9.3). Quando Jesus, o nosso Sumo Sacerdote morreu na cruz como oferta pelos nossos pecados, o véu do Templo foi rasgado de alto a baixo, como registra os evangelistas (Mt 27.51; Mc 15.38; Lc 23.45). Agora, por meio de Cristo ficou aberto o caminho a Deus, a fim de que todos quantos crerem nele e na Sua Palavra tenham livre acesso (Hb 9.1-14; 10.19-22).

3.2 Ele nos fez sacerdotes. Já vimos que no AT, o sacerdócio era restrito a tribo de Levi. Sua atividade distintiva era oferecer sacrifícios a Deus, em prol do seu povo e comunicar-se diretamente com Deus (Êx 19.6; 28.1,2; II Cr 29.11). Agora, por meio de Jesus Cristo, todo crente é constituído sacerdote para o serviço de Deus (Ap 1.6; 5.10; 20.6). Esse sacerdócio de todos os crentes abrange o seguinte: (1) todos os crentes têm acesso direto a Deus, através de Cristo (Jo 14.6; At 4.12; Ef 2.18); (2)todos os crentes têm a obrigação de viver uma vida santa (I Pe 1.14-17; 2.5,9); (3)todos os crentes devem oferecer “sacrifícios espirituais” a Deus (Cl 3.16; Hb 13.15; I Pe 2.5); (4) todos os crentes devem interceder e orar uns pelos outros e por todos (Cl 4.12; I Tm 2.1; Ap 8.3); (5) todos os crentes devem proclamar a Palavra e orar pelo bom andamento dela (At 4.31; I Co 14.26; II Ts 3.1).

3.3 Temos acesso direto a Deus. Contrastando o acesso limitado a Deus que os israelitas tinham na Antiga Aliança, Cristo, ao dar sua vida por nós como como sacrifício perfeito, abriu o caminho para a própria presença de Deus e para o trono da graça (Hb 4.16). Por isso, na Nova Aliança, os crentes podem com muita liberdade achegar-se a Deus em oração (Tg 4.8; Ef 2.18, 3.12), chamando-o de Pai como Jesus nos ensinou e o Espírito Santo nos leva a fazer (Mt 6.9; Rm 8.15).

CONCLUSÃO

A Antiga Aliança era transitória. As Escrituras afirmam que “… se aquela primeira fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda” (Hb 8.7). Por isso, Jesus trouxe uma Nova Aliança, que se estabeleceu, não em atos exteriores e rituais, mas, no interior do homem. Jesus, como Sumo Sacerdote constituído por Deus, no céu, exerce seu trabalho no verdadeiro tabernáculo, fundado pelo Senhor, e não pelo homem (Hb 8.1-4).

Abraços.

Vivam vencendo!!!

Seu irmão menor.

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