17 março 2014

SABOR DE FEL: A COLEÇÃO DE ERROS NAS CANÇÕES QUE OUVIMOS NAS IGREJAS

 
Qualquer cristão com um mínimo de bom senso se entristece ouvindo os “louvores” que estão sendo lançados nos últimos anos. Cada vez mais estas canções distorcem a palavra de Deus, confundem os ouvintes e levam uma mensagem cheia de falhas e erros teológicos. Mais doloroso ainda é ver as igrejas permitirem músicas como estas nos seus cultos, muitas vezes por falta de conhecimento bíblico.

Os erros são muitos, mas destaco o mais recorrente: Deus deixou de ser o centro da nossa adoração. As canções falam muito mais de vitórias, bênçãos, restituição. Músicas feitas para o homem, não para Deus. Não que Cristo esteja proibido de nos abençoar, mas a essência do louvor é Deus e não o homem. Vejamos o caso de “Sabor de Mel”, cantada por Damares. Esta música tocou tanto nas igrejas que se o sabor fosse realmente de mel, nossos irmãos teriam sérios problemas com diabetes.

Diz a letra: “Quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando ver você na bênção vai se arrepender. Vai estar entre a plateia e você no palco, vai olhar e ver Jesus brilhando em você”. Sinceramente, com todo esse sentimento de vingança em uma canção, não é Jesus quem está brilhando. A nossa vitória não tem esse sabor de mel como afirma a letra. A minha vitória teve sabor de fel, um gosto amargo, gosto de Jesus na cruz do calvário levando os meus pecados sobre si. Não, definitivamente o gostinho não foi de mel.

Outra canção com sérios erros é “Não Morrerei”, interpretada por Marquinhos Gomes. A letra afirma categoricamente: “Não morrerei enquanto a promessa não se cumprir. Quem tem promessa de Deus não morre não, não desiste não”.  O autor da canção, além de não ser bom de rima, não conhece a Bíblia tão bem. Quem tem promessa de Deus pode sim morrer. O fato de Deus nos prometer algo não quer dizer obrigatoriamente que você pode fazer o que quiser porque Ele terá que cumprir com a promessa.


O livro de Números, capítulo 14, versículo 23, afirma: “Não verão a terra de que a seus pais jurei, e nenhum daqueles que me provocaram a verá”. O povo de Israel reclamava tanto no deserto, duvidava tanto do poder do Senhor, que Deus quase os deserdou. Até mesmo o profeta Moisés sofreu as consequências dos seus erros: “E o Senhor disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado (Números, capítulo 20, versículo 12)”. Diz ainda Hebreus, capítulo 11, versículo 39: “E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa”.

E o Zaqueu de Régis Danese? Ele quer subir em uma árvore alta para chamar a atenção de Deus. Só esqueceram que Zaqueu não queria chamar a atenção de ninguém. Nos primeiros versículos do capítulo 19 de Lucas nós vemos que Zaqueu subiu na árvore porque era pequeno e queria ver quem era Jesus. Ele nem mesmo o conhecia ainda. Foi Jesus quem se compadeceu dele e disse “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa”.

Poderíamos citar mais centenas de erros em canções do mundo gospel, como uma do David Quinlan em que ele afirma querer “se embriagar como uma criança”. Nem a licença poética pra justificar uma afirmação dessas! É fácil você ver um grupo musical cantar no mesmo domingo à noite, ao mesmo tempo, canções com os títulos “Restitui” e “Abro Mão”. O complicado é entender se eles querem alguma coisa de volta ou decidiram abrir mão. Não fica muito claro. O mercado gospel têm transformado adoradores em idólatras que veneram bandas, cantoras, divas do mundo cristão. 

Adorar a Deus é mais que simplesmente cantar. Aliás, cantar é apenas uma expressão da verdadeira adoração. Você também pode adorar a Deus fazendo bem o seu trabalho, dando o seu melhor na faculdade, cuidando das obras da igreja. Tenhamos cuidado na hora de escolher os louvores que entregamos a Deus. Duvide daquilo que você não pode fazer com o seu irmão. Você cantaria essa música na igreja? Não? Então é bom ver se ela realmente procede das verdades bíblicas. Você canta porque gosta daquela banda ou daquele cantor? Cuidado: Há uma expressiva diferença entre louvar a Deus e simplesmente cantar uma música. 

Diz a Palavra em I Coríntios, capítulo 1, versículo 18: “Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus”. A mensagem da cruz de Cristo parece loucura para o mundo, ao contrário destas canções com falsas mensagens e recheadas de erros teológicos. Em Amós, capítulo 5, versículo 23, Deus estava tão enjoado dos pecados do seu povo que não quis ouvir as canções que ofereciam a Ele: “Afastem de mim o som das suas canções e a música das suas liras”.

O louvor a Deus é um dos maiores prazeres que o cristão pode ter no seu relacionamento com Deus. Por isto, é bom zelar e cuidar desta poderosa ferramenta de aproximação com Jesus. Façamos como Davi, que louvou as palavras do Senhor, como em Salmos, capítulo 119, versículo 54: “Os teus decretos são o tema da minha canção”.

Veja também essa canção:  "Ele vem", também conhecida como "Incendeia".

"O tempo de cantar chegou; o tempo de dançar chegou; o tempo de cantar chegou..."


Para o servo do Senhor, sempre é tempo de cantar louvores. Mas estamos num tempo em que devemos também chorar, clamar, buscar mais a Deus... À luz da Palavra do Senhor, é também tempo de evangelizar, de guardar o que temos recebido do Senhor, de vigiar.

Concordo que cantar — quando de fato cantamos louvores — seja importante, porém não é a nossa prioridade. As últimas palavras de Jesus antes de ser assunto ao céu foram mandamentos e orientações quanto à evangelização do mundo (Mt 28.19; Mc 16.15; At 1.8). Por isso, preferiria: "O tempo de evangelizar chegou".

"O tempo de dançar chegou"

Bem, para mim nunca foi e nunca será tempo de dançar. Mas tenho de ser convincente em minhas explicações, uma vez que os amantes da dança (que já devem ser maioria) ficarão muito bravos comigo...

Por que o tempo de dançar não chegou e nunca chegará, pelo menos para quem deseja andar segundo as Escrituras? Por várias razões:

1) Ao longo da História, a dança nunca esteve presente na liturgia das igrejas cristãs. É claro que uma ou outra pessoa falava em “dança no Espírito”, e outras até cantavam, sem dançar, o famoso corinho “Se o Espírito de Deus se move em mim, eu danço como Davi”. Por que agora esse assunto tão controvertido deve ser tratado como natural? Por que a dança é agora tão essencial para um culto de louvor a Deus?

2) A Palavra de Deus diz que há diversidade de ministérios (1 Co 12.5), mas não nos esqueçamos de que isso alude à maneira multiforme de o Espírito Santo atuar. Essa menção de modo algum apóia todo e qualquer ministério inventado por pessoas que querem fazer prevalecer as suas preferências pessoais. Na Bíblia não há apoio ao chamado ministério da dança.

3) Os defensores da dança citam Miriã e Davi, mas as suas atitudes e ações, conquanto não tenham sido reprovadas por Deus, deram-se fora do culto coletivo a Deus. Foram atos patrióticos, pelos quais extravasaram a sua alegria. Daí o próprio Davi, ao organizar o culto, juntamente com Asafe, não ter feito nenhuma menção à dança, estabelecendo apenas cantores e músicos (1 Cr 25.1).

4) Não há base bíblica para se introduzir danças no culto, tampouco chamá-las de ministério, como muitas igrejas estão fazendo. Há até exceções, como as coreografias infantis e adolescentes, feitas de maneira esporádica ou em ocasiões especiais. Mas as exceções não devem se transformar em regra, gerando modismos injustificáveis.

5) Não existe sequer um versículo nos mandando ou nos autorizando a dançar na casa de Deus! No Novo Testamento não há nenhum incentivo à sua introdução no culto.

6) Os dois únicos textos que poderiam — supostamente — ser usados como incentivo à dança estão nos Salmos 149 e 150, no Antigo Testamento. Mas não são passagens que falam propriamente da dança no culto da igreja do Senhor.

Alguns exegetas até discutem se o termo original traduzido em algumas versões em português para “dança”, nos textos mencionados, significa flauta ou harpa. Entretanto, mesmo aceitando-se que os Salmos 149 e 150 aludem à dança entre os hebreus — o que não seria nenhuma novidade (Jz 11.34; Ec 3.4; Lm 5.15) —, eles nada têm que ver, diretamente, com o culto do Novo Testamento.

A mensagem da Bíblia se dirige a três povos: judeus, gentios e igreja (1 Co 10.32). E nem sempre um mandamento pode ser considerado “universal”, isto é, para todos. Se aplicarmos a nós o que dizem os tais Salmos, na íntegra, teremos de louvar a Deus com uma espada na mão e tomar vingança das nações, literalmente! “Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus e espada de dois fios, nas suas mãos, para tomarem vingança das nações e darem repreensões aos povos, para prenderem os seus reis com cadeias e os seus nobres, com grilhões de ferro” (Sl 149.6-8).

Alguém dirá: “Ora, tudo isso pode ser aplicado de maneira figurada”. É mesmo? Então por que a dança deve ser aplicada de modo literal? Por que empunhar uma espada e tomar vingança das nações é figurado, e dançar não?! Por que não consideramos, então, que devemos dançar espiritualmente, e não com o corpo? É mais fácil priorizar preferências pessoais, para depois encontrar na Bíblia versículos isolados em apoio a invencionices?

7) Muitos têm citado 1 Coríntios 6.20 como apoio à dança no culto. Dizem que devemos glorificar a Deus com o corpo. Sabe o que é isso? Torcer a Palavra de Deus, fazendo-a dizer o que não diz. A simples leitura do contexto da passagem é suficiente para demonstrar que ela nada fala acerca da dança. Glorificar a Deus com o corpo significa não pecar contra o Senhor por meio do corpo (vv.18-20)!

9) A dança no culto também não é uma questão cultural, como muitos pensam. Não é porque o brasileiro tem samba no pé que deve sambar na casa de Deus. Isso seria secularizarismo ou dessacralização, à luz de Romanos 12.1,2; Tiago 4.4; 1 João 2.15-17.

10) Nas Escrituras não há — repito — nenhuma passagem que apóie a dança no culto neotestamentário. “Ah, mas eu quero dançar, gosto de fazer isso e tenho certeza de que Deus a receberá”, alguém poderá argumentar. Ora, quem quiser, que dance e assuma a responsabilidade diante de Deus. Mas não diga que o culto precisa de danças para agradar ao Senhor. As nossas reuniões sobreviveram sem danças durante muito tempo.

11) Em várias igrejas, as danças só vêm sendo incorporadas ao culto porque lhes falta o principal: salmo, doutrina, revelação, língua e interpretação (1 Co 14.26). Um culto não pode sobreviver sem a genuína manifestação do Espírito, a Palavra de Deus e os verdadeiros louvores. Sem dança, ele subsiste — sempre subsistiu, ao longo da História.

12) Se nos conscientizarmos de que o culto é para Deus, e não para agradar pessoas; e se nos convencermos de que a maneira de Deus falar, no culto, não é por meio de danças, e sim pela Palavra, tudo ficará mais fácil, não é mesmo?

"E Ele vem, e Ele vem saltando pelos montes" (2 vezes)

Quem vem? Ah, sei... linguagem figurada. Cantares de Salomão? Sei... É... de fato, é um livro rico em figuras de linguagem... Algo errado? Não, não. Afinal, o que vale é o estilo dançante, não é mesmo? O que é gostoso nessa canção é batida, o ritmo... Bem, em resumo: essa canção balança o corpo, mas não balança o coração. Prefiro seguir ao exemplo do salmista (Sl 57.7).


"E seus cabelos e seus cabelos são brancos como a neve (2 vezes); e nos seus olhos e nos seus olhos há fogo; incendeia Senhor a sua noiva; incendeia Senhor a sua igreja; incendeia Senhor a sua casa; vem me incendiar!"

Meu Deus! Que "viagem"... O Noivo do livro de Cantares, que estava saltando pelos montes, reaparece como descrito em Apocalipse 1... O que é isso?
O que dizer de uma canção “evangélica” cuja letra diz “Incendeia, Senhor, a sua noiva.../ Ele vem, ele vem saltando pelos montes.../ Seus cabelos, seus cabelos são brancos como a neve”? Ora, não podemos nos valer da aplicação do poder de Deus como fogo para dizer que Ele incendeia a sua noiva... A Bíblia emprega a linguagem figurada, porém tudo tem limite. Que Deus é esse, que, além de incendiar a Igreja, vem saltando pelos montes?

Bem, resumindo: essa canção, tão cantada por evangélicos, possui um ritmo arrastado e uma batida repetitiva, o que produz um “clima” de descontração, e não de louvor a Deus! Precisamos decidir: O que vamos fazer no templo, louvar a Deus ou buscar entretenimento? Com toda a franqueza, quem quiser diversão, deve procurá-la em outros lugares, pois o templo é lugar de oração, louvor e ensino da Palavra (At 2.42-47; 5.21).

Sejamos criteriosos ao escolher o que iremos cantar em nossos Conjuntos, Grupos e até mesmo no canto congregacional.

Viva vencendo os'louvores' que não louvam a Deus!!!

Abraços.

Seu irmão menor.
















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