05 abril 2014

APRENDENDO COM OS NÃO-CRENTES




Já há 6 semanas que venho acompanhando uma construção próxima de minha casa. Devo dizer-lhes que quando começaram a construir, não sabia o que viria a ser contruído ali; se uma igreja, uma empresa, uma oficina, um depósito outra coisa qualquer. O fato é que independente do que seria erguido naquele local, algo inevitavelmente chamava minha atenção e de todos que passavam por ali: A quantidade exorbitante de homens e mulheres (sim, mulheres puxando barras de ferro, levando objetos para lá e para cá, cortando madeiras...) trabalhando em pról do bem comum. Também era comum ver pessoas dormindo no local, facilmente se encontrava outras trabalhando depois das 22:00, sábados, domingos, feriados... parecia não haver tempo ruim para eles.

O tempo foi passando e a construção foi tomando forma semelhante à de alguma igreja ou outra instituição sem fins lucrativos. Os vizinhos então cogitavam sobre o que viria a ser: Alguns diziam que seria uma Assembléia de Deus, outros uma igreja Batista, ainda outros disseram que seria uma Católica Romana, mas ninguém sabia ao certo.

Então, esses dias saí de casa, passei pela construção e vi um homem arrumando as letras finais na parede que diziam: "Salão do Reino das Testemunhas de Jeová".

Irmãos, confesso-lhes que fiquei estarrecido - não pelo fato de estarem construindo um salão à Jeová; que, aliás, diga-se de passagem, eles podem ser testemunhas de qualquer deus, menos do Jeová da bíblia - por ver com que grande alegria e disposição aquelas pessoas trabalhavam e expectavam a finalização daquele empreendimento.

Me pus a pensar sobre o porquê de muitas vezes os cristãos não terem esta mesma alegria. Como é difícil - e quase doloroso - conseguirmos pessoas voluntárias para limparem a igreja, como é sofrível ver a estatística que diz que apenas dez por cento dos membros das igrejas trabalham efetivamente pela causa de Cristo Jesus. É lamentável programarmos e estimularmos os crentes à leitura e oração e quando chamados à compartilharem sobre seus estudos, vemos que pouco proveito houve naquele tempo.

Queridos, fazemos bem em atentarmos para as palavras de Tiago que dizem, "sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos" (Tiago 1.22), para não nos assemelharmos àquele Israel que ouviu as palavras de Isaías: "O boi reconhece o seu dono, e o jumento conhece a manjedoura do seu proprietário, mas Israel nada sabe, o meu povo nada compreende" (Is 1.3).

Que difícil para nós!

Viva vencendo o comodismo!!!

Seu irmão menor.

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