26 junho 2014

LIÇÃO 13 - 29/06/14 "A MULTIFORME SABEDORIA DE DEUS"

TEXTO ÁUREO
 "Para que a multiforme sabedoria de Deus seja agora dada a conhecer por meio da igreja aos principados e potestades nos lugares celestiais" (Efésios 3:10

VERDADE PRATICA
 A multiforme sabedoria de Deus vai além da compreensão humana e é demonstrada ao mundo pela Igreja de Cristo.

LEITUA BIBLICA 
 Efésios 3:8-10 = I Pedro 4:7-10

INTRODUÇÃO

Neste capítulo 3 de Efésios começa falando de um mistério que Deus não tinha dado a conhecer em outras gerações. E diz que esse mistério foi dado a conhecer a igreja por meio dos seus apóstolos e profetas.

No tempo em que o Senhor Jesus esteve na terra, o Pai trouxe à luz este mistério. Tirou-o do seu coração e mostrou aos homens. O primeiro a receber a revelação deste mistério foi Pedro em Cesárea de Filipo. Entretanto, quem alcançou um conhecimento mais profundo dele foi o apóstolo Paulo. Este mistério é o Senhor Jesus Cristo. 

A multiforme Sabedoria

Aqui em Efésios 3:10, nos apresenta este mistério como a Sabedoria de Deus, a multiforme Sabedoria, que agora é dada a conhecer por meio da igreja aos principados e potestades. A Sabedoria de Deus é Cristo; portanto, o que se dá a conhecer por meio da igreja é o próprio Cristo. Cada vez que a igreja se reúne, dá testemunho e expressa o Senhor Jesus Cristo.

Aqui nos diz que a Sabedoria de Deus é multiforme. Quer dizer, Cristo tem muitas formas, e se expressa de muitas maneiras. Através da igreja, Cristo é mostrado de uma maneira preciosa. Cristo é tão grande, tão precioso, que ele não pode ser expresso só por uma ou duas pessoas. Necessita de toda a igreja para fazê-lo.

Por isso existem quatro evangelhos e não um. Porque um só evangelho não podia expressar tudo o que Cristo é. O evangelho de Mateus mostra Cristo como o rei. Marcos nos mostra ele como Servo. Lucas como o Filho do Homem. E João como o Filho de Deus. Ao unir todas estas quatro diferentes visões de Cristo, podemos ter um conhecimento mais completo do que ele é. Ele é Rei, mas também é Servo. Ou, dito de outra maneira, ele é um Rei humilde. É Homem e Deus, tal como nos mostram isso em Lucas e João. Parece uma contradição, mas não é; essa é a realidade de Cristo.

Como poderia um só homem mostrar esses diferentes aspectos de Cristo? É necessária a pluralidade para expressar a Cristo. Por isso, só a igreja, em sua pluralidade, pode expressar totalmente a Cristo.

Se lermos Efésios capítulo 4: 11 encontramos cinco ministérios. Ali estão os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Através deles, o Senhor capacita a igreja; mas na realidade, estes cinco ministérios são cinco expressões de Cristo.

Cristo é o verdadeiro Apóstolo, o verdadeiro Profeta, o grande Evangelista, o bom Pastor, e o grande Mestre. Assim que cada um destes cinco ministérios expressa cinco aspectos da maravilhosa pessoa de Cristo.

Quando lemos o Novo Testamento, achamos especialmente a três autores: Pedro, Paulo e João. Eles são três dos maiores escritores do Novo Testamento, ao mesmo tempo que foram os três maiores apóstolos do Novo Testamento. Cada um deles tem um caráter próprio. Embora o Senhor tenha tratado com cada um deles, nunca anulou o seu caráter. Embora eles fossem transformados à semelhança de Cristo, nunca deixaram a sua peculiaridade. Cada um deles expressa a Cristo de uma maneira diferente. Pedro o expressa de uma maneira, Paulo de outra, e João de outra.

É muito importante ver que nós fomos criados de uma maneira distinta uns dos outros, que temos um caráter diferente. Deus necessita de todos os caracteres, de todo tipo de pessoas, porque assim ele vai poder expressar através de cada um deles esta multiformidade da Sabedoria de Deus.

Alguns pensam que para sermos feitos semelhantes a Cristo, temos que perder as nossas características individuais, e nos converter em algo assim como clones de Cristo. Mas se tivesse sido essa a vontade de Deus, teria sido muito fácil para Deus criar clones. Mas o longo trabalho que o Espírito Santo faz em nós hoje, um trabalho muito paciente e meticuloso, é para nos transformar na imagem de Cristo sem deixar de ser o que nós somos. Sem anular a nossa alma. Uma coisa é o quebrantamento da alma e outra é a anulação da alma.

Nós temos uma alma que expressa a nossa personalidade. E cada alma quebrantada é um dos destaques de Cristo mostrado às potestades superiores.

Do individual ao coletivo

Nenhum de nós vai alcançar jamais toda a estatura da plenitude de Cristo. Porque a estatura da plenitude de Cristo só pode ser alcançada pela igreja em seu conjunto. É na igreja onde Cristo é mostrado em toda a sua formosura, não em um homem em particular.

Por isso o Senhor está trabalhando em nós tão fortemente, para nos tirar do nosso individualismo. Nós crescemos rodeados de um tipo de cultura, de uma espécie de educação e de uma filosofia, centradas no individualismo. Ensinaram-me que eu sou a unidade total, como se eu fosse o tudo. Entretanto, quando nós vemos a pluralidade de Cristo, quando vemos a formosura da igreja, começamos a dar-nos conta que nós em particular não somos a unidade, mas apenas uma parte da unidade. E que a unidade é todos nós em conjunto. Todos nós vamos expressar as belezas de um mesmo Cristo, mas cada um de um modo particular.

Deus está nos tirando do nosso individualismo e está nos trazendo para a pluralidade, para o sentido de corpo, à consciência do coletivo. Eu não basto para mim mesmo. Nenhum de nós se basta para si mesmo. Eu necessito de Cristo que o meu irmão tem. Há um pouco de Cristo que ele tem e que eu não tenho; portanto, eu necessito dele.

Agora, este caminho, que vai do individual para o coletivo, é um caminho bastante doloroso. Quando nós começamos a nossa carreira cristã, somos muito seguros de nós mesmos, e temos muitas ambições espirituais. Desejamos ser muito grandes espiritualmente: o melhor pastor, ou o melhor pregador, a irmã mais servil, etc., tudo o melhor. Queremos ser os maiores. Então nos enchemos de conhecimento, porque queremos ser o melhor. Mas à medida que vamos avançando por este caminho, o Senhor vai tocando as nossas fortalezas, e vai quebrando-nos. 
Assim vem quebrantamento atrás de quebrantamento.

Antes parecia que éramos mais inteligentes; agora já não somos tanto. Antes éramos muito fortes, agora já não somos tanto. Antes podíamos fazer muitas coisas sozinhos, agora não podemos fazer as coisas sozinhos. Necessitamos cada vez mais dos irmãos. E isso conduz a um profundo quebrantamento. Isso nos faz diminuir muito, até à extremos surpreendentes.

Muitas das coisas que nos acontecem diariamente são golpes do Espírito Santo à nossa vaidade, a nossa presunção, para que nós deixemos de ser cristãos individualistas, e passemos a viver só como membros do corpo de Cristo.

Uma mudança de foco

Na epístola aos Romanos, ocorre algo muito interessante. Quando lemos os primeiros capítulos até o capítulo 8, parece que vamos em um permanente aumento, que vamos crescendo espiritualmente. Somos justificados, santificados e glorificados. E quando chegamos no capítulo 8 parece que alcançamos o topo da revelação.

Entretanto, quando vamos ao capítulo 12, ali produz em nós uma tremenda mudança de foco, uma mudança de paradigma. Ali nos diz que nós temos que ser renovados em nosso entendimento para conhecer a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

Por que temos que ser renovados em nossa mente? Porque logo, nos versículos seguintes, nos diz que nós somos membros do corpo de Cristo. Não somos a unidade, não somos o corpo completo, somos só uma parte. Por isso diz: "Ninguém tenha de si mesmo um mais alto conceito do que deve ter". O individualista tem um alto conceito de si, mas aquele que chegou à realidade de ser membro do corpo tem que diminuir. E tem que reconhecer que no corpo há outros também, que tem outras expressões de Cristo que ele não tem.

Então, a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, é a igreja. E na igreja, cada um de nós é apenas um membro.

O que estamos vendo de Cristo neste último tempo? Estamos vendo-o nesta expressão multicolorido e multifacetado. Estamo-lo vendo nesta multiexpressão no meio da igreja. Os grandes homens já não nos assombram. Os grandes líderes já não nos cativam. Porque a vontade de Deus neste tempo é expressar-se através do conjunto, da totalidade dos membros do corpo de Cristo.

Creio que nunca antes na história da Igreja houve tanta luz em relação a este assunto. Neste tempo uma luz muito potente está vindo, em todo mundo. Deus está fazendo um precioso trabalho de revelação.

Dois trabalhos maravilhosos

Muitas das coisas que acontecem em nossa vida cotidiana, muitos fracassos, e muitas lágrimas, sobrevêm-nos por causa disto: por um lado, para nos tirar do nosso ego, quer dizer, tirar o eu do trono do coração, e assim poder "ver" os irmãos, reconhecê-los e valorizá-los; e, por outro lado, ver que o Espírito Santo está trabalhando em nós para nos fazer transparentes e luminosos - não com a nossa própria luz, que não a temos, porque nós só refletimos a luz de Cristo.


Estes dois trabalhos são maravilhosos; entretanto, ambos também são bastante dolorosos.
Que o Senhor nos conceda a sua graça para conhecer a Cristo em toda a sua multiformidade, e que nos conceda a graça também de aceitar a preciosa obra do Espírito Santo. Porque se nós resistirmos esta obra do Espírito Santo, ele não vai poder realizá-la. Ele nunca vai violentar a nossa vontade. Às vezes nós lhe dizemos: "Por favor, não faça mais nada; não suporto mais; é muito doloroso para mim; detenha-te; espere um pouco". Então pode passar algum tempo, onde parece que os sofrimentos terminam, mas também ocorre que a obra preciosa do Espírito Santo é detida.

A Escritura diz que o Senhor Jesus "aprendeu a obediência por aquilo que padeceu", e veio a ser autor de eterna salvação, e também veio a ser sumo sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.

O que foi que capacitou o Senhor para vir a ser Salvador e Sumo Sacerdote, quer dizer, para cumprir o seu ministério terrestre e o seu ministério celestial? Os sofrimentos, as aflições. Assim também ocorre conosco. Temos que padecer aqui para que nós possamos expressar, por toda a eternidade, aquele Cristo que somos chamados a expressar. Hoje é o tempo que o Espírito Santo irá produzir em nós o seu trabalho.

O livro do projeto de Deus

No Salmo 139 diz que havia um livro no qual Deus escreveu tudo o que nós íamos chegar a ser. Quando ele nos formava no ventre da nossa mãe, ele ia formando o nosso caráter de acordo ao que estava escrito em seu livro. Cada um de nós é como é, porque estava escrito no projeto de Deus para cada um. Por outro lado, em Efésios 2:10 nos diz que Deus preparou de antemão certas obras para que andássemos nelas.

Se nós unirmos estas duas passagens, temos algo tremendamente grande: que Deus de antemão projetou a nossa personalidade e também determinou as coisas que temos que fazer. Quer dizer, o que teríamos que ser e o que teríamos que fazer foi projetado de antemão. Com que propósito? Para expressar a Cristo. Quer dizer, algum aspecto do que Cristo é; algumas obras das que Cristo faz. Isto é algo maravilhoso, porque nos mostra que a nossa vida não é fruto do acaso, mas tudo foi preparado por Deus de antemão.

Há algo que nós temos que chegar a ser, e há algo que temos que fazer. Há um pouco de Cristo que você tem que expressar, e que outro não vai expressar. Há algo que você tem que fazer e que outro não vai fazer. Cada um de nós tem um pouco de Cristo com característica própria, onde o irmão que está ao seu lado não tem. Esta é a multiforme sabedoria de Deus. Esta é a iridescência de Cristo.

Cristo é maravilhoso, e Cristo está se formando em nós. Cada um de nós é precioso para Deus. Cada um de nós tem um brilho de Cristo, uma cor de Cristo.

Que o Senhor nos socorra irmãos e nos ajude. Que nos dê ânimo. Quando estivermos decaídos: Tenhamos ânimo! Fé! Esperança! O Senhor completará a sua obra em nós. O Senhor nunca deixou a coisa pela metade, por fazer. Ele sempre nos leva mais adiante.

BONS DESPENSEIROS DOS MISTÉRIOS DIVINOS

 "Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus". (I Pedro 4: 10).

O termo despenseiro tem o significado de alguém que cuida da despensa, ou seja, é o local da casa onde se guarda os alimentos e os outros mantimentos, nesse caso, despenseiro é o que toma de conta de toda a despensa, é uma espécie de Mordomo.

No caso do texto básico da mensagem, despenseiro é aquele que administra os dons da multiforme graça de Deus, de maneira que possa abençoar a si mesmo e ao seu próximo. Muitas pessoas pensam que todas as coisas são sua propriedade.  A Bíblia nos ensina diferente, pois diz: "Do Senhor é a Terra e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam." ( Salmos 24:1). O profeta Ageu diz também: "O ouro e a prata são seus." O certo é que, pensando bem, nós não somos donos de coisa alguma, aliás, nós mesmos somos criação de Deus.  O Homem é mero administrador da graça de Deus em sua vida.  Como despenseiro de Deus, o homem precisa apresentar as qualidades de um bom despenseiro.
Vamos ver algumas delas:

1) FIDELIDADE "Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel" (I Coríntios 4:2). Fidelidade em tudo e em todas as situações. 6 dias para atividades seculares, Um dia para Deus. Dasta-se os 7 dias semanais e às vezes falta dias na semana para tanta atividade.

Esquecem-se de Deus - ISTO É INFIDELIDADE. = Não ler a Bíblia todos os dias, para buscar orientação de Deus

INFIDELIDADE = Não cooperar com o trabalho do Senhor

INFIDELIDADE = Não fazer uma só visita evangelística

INFIDELIDADE =O despenseiro deve ser fiel em todas as circunstâncias. A fidelidade é requerida tanto no máximo quanto no mínimo. Ninguém será fiel no muito se não o for no pouco ( Parábola dos Talentos - Mat. 25: 14-30).

SEJAMOS, PORTANTO, FIÉIS DESPENSEIROS DE DEUS.

A segunda qualidade de um bom despenseiro é:

2) DILIGENCIA "Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum". (II Pedro 1: 10). Diligência é o mesmo que dedicação, que esforço. O despenseiro descuidado é um mal despenseiro. Não é digno do cargo que exerce. O despenseiro diligente é ativo, é zeloso, é dinâmico.

Tudo em sua mão progride. = Somos despenseiros de Deus, e como tais, temos os nossos deveres.

O avanço do Reino de Deus, da causa de Cristo, bem como o crescimento da nossa igreja, depende também da nossa diligência. = Se não formos diligentes na obra de Deus, não devemos esperar que haja crescimento, conversões e uma igreja forte e operosa. = Quando nos empenhamos, os Eleitos de Deus se convertem. Uma outra qualidade de um bom despenseiro é:

3) HONESTIDADE. "Pois o que nos preocupa é procedermos honestamente, não só perante o Senhor, como também diante dos homens". (II Cor. 8: 21). Como bons despenseiros de Deus, Ele nos pedirá contas, nos julgará pela nossa honestidade no uso daquilo que ele nos confiou. Podemos ser considerados desonestos, se enterrarmos os nossos talentos no descaso e no comodismo.  Boa Voz - Não a usa para Deus;  Capacidade para pregar - Não prega;   
Oportunidade para falar de Cristo - Se cala.  Tempo disponível para visitar os necessitados - fica em casa. Se as coisas acontecerem desse modo, não estaremos sendo honestos para com Deus. =Se sabemos que devemos fazer o bem e não fazemos, estamos sendo desonestos com Deus. =A esposa crente que esconde o evangelho do marido ou vice-versa, estará agindo desonestamente.

OS DONS ESPIRITUAIS E O FRUTO DO ESPIRITO

A linguagem bíblica apresenta uma das figuras mais belas sobre o caráter cristão, representada pela metáfora do “fruto do Espírito”. Paulo enfatiza nove qualidades distintas do mesmo fruto, o fruto é indivisível e forma uma unidade espiritual. Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que o crente subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus (Rm 8.5-14; 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9).

Como é indivisível, é impossível ter-se uma parte dele e não possuir a outra. Difere dos dons espirituais quanto ao recebimento, o fruto surge de dentro para fora, naturalmente, através do crescimento espiritual, enquanto que, os dons manifestam-se de fora para dentro. O primeiro ajuda a desenvolver o segundo. “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” (Gl 5.22, 23a),

Não temos liberdade para escolher algumas destas qualidades, porque é conjunto (como um cacho de uvas ou um feixe de trigo) que elas nos fazem semelhantes a Cristo. Cultivar algumas, e não outras, coloca-nos em desequilíbrio. O Espírito dá diferentes dons a diferentes cristãos, […]mas ele atua no sentido de produzir o mesmo fruto em todos. Ele não se satisfaz se demonstramos amor aos outros, mas não controlamos a nós mesmos; ou se temos alegria e paz em nós, mas não somos gentis para com os outros; ou se temos paciência negativa, sem bondade positiva; ou se apresentamos humildade e flexibilidade, sem a firmeza da confiabilidade cristã.

O cristão desequilibrado é carnal; todavia, existe uma perfeição, uma compleição, uma plenitude de caráter cristão que somente cristãos cheios do Espírito têm” [5].

A FONTE DOS FRUTOS DO CRISTÃO

Os crentes, as vezes, perguntam-se o porquê eles permanecem lutando contra a carne nesta vida. Não é Deus Quem nos ensina que todos o bens espirituais são dEle? Nossa velha natureza não produz nada além de espinhos e roseiras bravas. Tudo o que agrada a Deus em um Cristão deve ser chamado de "fruto do Espírito."

O Cristão pode produzir bons frutos somente em submissão ao Espírito Santo. Enquanto nós nos rendemos a Ele estas características são produzidas em nossa vida. Esta verdade é ilustrada pelo Salvador em João 15:4-5, pois Ele fala de Sua Pessoa como a "videira" e a dos cristãos como as "varas". Sem uma união espiritual com Cristo através do Espírito não haveria fluxo de vida para os filhos de Deus.

A IMPORTÂNCIA DOS "FRUTOS DO ESPÍRITO"

A importância dos "frutos do Espírito" na vida de um Cristão pode ser vista comparando-os aos "dons do Espírito". Ambos são produzidos por Deus, contudo está claro que os "frutos do Espírito" são muito mais importantes, como prova da verdadeira espiritualidade.

A. Os "dons do Espírito" não oferecem nenhuma prova da salvação, porque em algumas ocasiões eles foram praticados até mesmo pelos não salvos - (Balaão, Judas). Os "Frutos do Espírito" porém, podem ser produzidos apenas pelas vidas daqueles que são guiados pelo Espírito Santo.

B. Os "dons do Espírito" podem ser usados como meio de glorificação pessoal ao invés de edificação. A natureza dos "Frutos do Espírito" previnem-se de abusos de fins egoístas (I Cor 12-14).

C. Os "dons do Espírito" são soberanamente dispensados por Deus, enquanto que todo Cristão pode produzir os "frutos do Espírito". Às vezes dons espirituais são colocados em vidas de orgulhosos e egoístas, enquanto que os frutos espirituais somente podem ser produzidos por consagração Cristã e submissão.

D. Amor (um Fruto do Espírito) é claramente visto como superior aos "dons do Espírito". (I Coríntios 12:31-13:13). Os "dons do Espírito" devem ser regulados pelo amor, ou eles não atingirão a sua finalidade determinada, que é edificar o povo de Deus.

Não deve ser interpretado que estamos desprezando os dons espirituais. Eles têm um propósito determinado por Deus.

O ponto a ser lembrado é que os " frutos do Espírito" revelam nossa relação com Deus e formam nosso caráter Cristão. Sem a produção do Espírito de Cristo em nós pela submissão a Deus, tudo o demais tornar-se-ia em vão e nosso testemunho seria inútil.

A UNIDADE DOS "FRUTOS DO ESPÍRITO"

O autor lembra-se de ver um questionário aonde foi perguntado para os cristãos quais dos "frutos do Espírito" eram manifestados nas suas vidas. Esta pergunta tem algumas implicações errôneas. Os crentes podem ter um dom espiritual, contudo nunca é o caso dos "frutos do Espírito". Cristãos cheios do Espírito terão todos os "frutos do Espírito" porque a "mente de Cristo" (Filipenses 2:5) está neles. Assim que eles são controlados pelo Espírito de Deus tornar-se-ão como Cristo em todas as áreas do seu caráter.

Pode ser vista a unidade dos "frutos do Espírito" pelo fato de que todos os frutos podem ser incluídos junto ao primeiro que é "amor". Em Romanos 13:8-10, achamos que o amor cumpre a lei. Todos os deveres do homem podem ser incluídos sob o comando de amar a Deus e o homem. Seria um estudo proveitoso para o estudante da Palavra de Deus meditar na descrição de Paulo sobre o amor em I Coríntios 13:1-8. O aluno logo veria que todos os "frutos do Espírito" são manifestados pelo amor.

CONCLUSÃO

O despenseiro desonesto não receberá as bênçãos de Deus, porque não usou os recursos dados por Deus em benefício de si mesmo e dos outros. Jesus então lhes diz: "Lançai o servo inútil nas trevas exteriores". (Mateus 25: 30). Mordomos de Deus, sejam fiéis, diligentes e honestos na Sua divina Obra.

Subsídio para o Professor

INTRODUÇÃO
Os dons espirituais e ministeriais são dados à igreja com vistas à edificação dos santos. Para tanto, conforme estudaremos na aula de hoje, devem ser utilizados como graça, não como merecimento. A partir desse fundamento, ninguém se colocará sobre os demais na igreja, reconhecendo que somos um, em Cristo. O alicerça do uso apropriado dos dons espirituais é o amor-agape, sem o eles não passarão de metal que soa ou címbalo que retine (I Co. 13.1).

1. MULTIFORMIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS
Os dons do Espírito são dádivas de Deus, distribuídos para a igreja como LHE apraz, com vistas à edificação do Corpo de Cristo (I Co. 12.7; 14.4,12). Há um problema quando o cristão pensa ser proprietário de determinado dom. Isso porque os dons pertencem ao corpo de Cristo, à coletividade, para a unidade dos membros (I Co. 12.14-30). Cada dom é importante quando percebido na totalidade, e se algum deles, como o de profecia, é considerado melhor, é justamente pela funcionalidade, a possibilidade de edificação de toda a igreja (I Co. 14.1).  É importante destacar que os dons são de propriedade do Espírito Santo, que distribui de acordo com as necessidades da igreja, para o que for útil (I Co. 12.11). A manifestação dos dons espirituais na igreja, em conformidade com I Co. 12-14, deve ser normatizada, a fim de evitar excessos e desordens no culto (I Co.14.40). Ninguém deve confundir dons espirituais com espiritualidade, isso quer dizer que uma igreja pode ser fervorosa, mas pouco espiritual, e às vezes, carnal (I Co. 3.3). A espiritualidade depende do amor-agape, que exime a igreja de carnalidades, ainda que essa seja dotada de vários carismas (I Co. 13). Em Ef. 4.11 nos deparamos com os dons ministeriais, que são diferentes dos dons espirituais de I Co. 12 e 14. Os dons ministeriais são também denominados de dons da ressurreição, ou dons de Cristo. Isso porque em Ef. 4 Paulo revela que Cristo, ao ressuscitar, deu pessoas-dons à igreja. Essas pessoas-dons atuam no ministério: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, mestres e doutores. Essas pessoas servem na/para igreja, a fim de que os crentes cresçam em maturidade (Ef. 4.15,16). Ao longo do livro de Atos identificamos várias manifestações desses dons, tanto os espirituais quanto os ministeriais. À luz desse livro é possível compreender a função desses dons não apenas para a igreja primitiva, mas também para a igreja dos dias atuais. Uma igreja poderosa depende do poder do Espírito Santo para cumprir sua missão na terra (At. 1.8). Esse mesmo Espírito possibilita que os crentes sejam usados nos seguintes dons: profecia, línguas, interpretação, fé, milagres, curas, sabedoria, conhecimento e discernimento de espíritos. Cristo, o Senhor da igreja, presenteia a igreja com ministérios, pessoas que servem a igreja: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, mestres e doutores.

2. A GRAÇA E SABEDORIA DE DEUS NOS DONS
A graça de Deus se há manifestado em Cristo, trazendo salvação para todos aqueles que buscam justificação em Seu sacrifício (Tt. 2.14). Ele é o Maior dom de Deus entregue à humildade, trata-se de uma demonstração do amor divino (Jo. 3.16). Paulo reconhece que Deus prova Seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores (Rm. 5.8). Devemos sempre dar graças a Deus pelo Seu Dom Inefável, que é o próprio Cristo, expressão da salvação de Deus, do Seu favor imerecido (II Co. 9.15). Se não merecíamos a salvação, e fomos alcançados pela graça de Deus, devemos agir de igual modo em relação aos dons a nós disponibilizados. Por causa do sacrifício de Cristo somos agora coerdeiros com os judeus das riquezas espirituais que Deus nos deu na aliança com Abraão (Gl. 3.29). O mistério de Deus nos foi revelado, nos tornamos membros de um mesmo corpo (Ef. 4.4). Cristo é o Cabeça desse corpo (Ef. 5.22), os membros são participantes uns dos outros, para o serviço (Ef. 4.10-13). Os dons disponibilizado para igreja, sejam eles espirituais ou ministeriais, fazem parte das riquezas insondáveis de Cristo (Ef. 3.8), também o que Paulo denomina de “suprema riqueza” (Ef. 2.7). Mas isso é parte de uma revelação maior, que haverá de ser manifestada na eternidade, quando receberemos as dádivas prometidas por Deus (II Co. 5.10). Devemos trabalhar para o Senhor, buscar com zelo os melhores dons (I Co. 12.31), e rogar ao Senhor da seara, para que envie obreiros para o ministério (Mt. 9.37). Aqueles que são agraciados com tais dons, ou com qualquer favor de Deus, devem agir como Paulo, assumindo que “é o menor entre os santos” (Ef. 3.8). A manifestação dos dons na igreja não deve ser motivo de orgulho, como estava acontecendo entre os coríntios, e também em algumas igrejas cristãs da atualidade. A multiforme sabedoria de Deus, que outrora esteve oculta no Senhor, tornou-se manifesta, inclusive aos anjos. Paulo diz que “os principados e potestades” tornaram-se conhecedores desse maravilhoso mistério (Ef. 3.10). Os anjos não são oniscientes, por isso a revelação da igreja, em Cristo, foi-lhes uma surpresa. Através da igreja o Senhor mostra aos anjos, e a todos os povos, sua disposição para aceitar os pecadores, independentemente da condição étnica. Coube a Paulo, o Apóstolo dos Gentios, tornar-se despenseiro dessa grande verdade (Ef. 3.9).

3. AMOR, GRAÇA E EXPECTAÇÃO NO USO DOS DONS
Os dons espirituais e ministeriais fazem parte de uma dimensão escatológica. Devemos exercitá-los na igreja na expectação. As promessas em relação à vinda de Jesus continuam firmes (II Pe. 3; Ap. 22.20). Muitas igrejas abandonaram o ensino a respeito do retorno de Cristo, talvez porque algumas delas se tornaram por demais secularizadas. Mas não podemos esquecer a bendita esperança da igreja, o dia em que Cristo virá para arrebatar e ressuscitar aqueles que dormem (I Ts. 4.13-17). Por outro lado essa esperança não deve conduzir os crentes à paralisia (II Ts. 3.6), muito pelo contrário, Pedro admoesta seus leitores à vigilância na oração, utilização dos dons, sobretudo que mantenham o amor (I Pe. 4.7,8). O amor-agape é o fundamento de qualquer atitude cristã, isso porque através deste é manifesto o fruto do Espírito (I Co. 13). Entre os aspectos do fruto elencados por Paulo em Gl. 5.22 o amor é o primeiro deles, mostrando que esse deve ser a base das relações cristãs. É por meio do amor que o cristão é reconhecido neste mundo, não pela manifestação dos dons espirituais (Jo. 13.34,35). Pedro cita Pv. 10.12, ao declarar que “o ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões”. Isso quer dizer, com base em Tg. 5.20 e I Co. 13.4,7, que aqueles que amam não se alegram com o pecado dos outros. Enquanto Cristo não volta, devemos ser instrumentos de Deus para a graça, vivermos não para nós mesmos, mas para os outros. Isso implica em uma disposição para o amor, a tratar as pessoas com a mesma graça com a qual fomos agraciados. O amor-agape na igreja deve mover os cristãos à unidade, como o Senhor Jesus expressou, devemos orar para que todos sejam um (Jo. 17.21). Esse amor-agape é o vínculo da perfeição que promove a paz (Ef. 4.3; Cl. 3.14).

CONCLUSÃO
Os dons espirituais e ministeriais, e também os títulos eclesiásticos, são favores de Deus para a igreja, com vistas à edificação do Corpo de Cristo. Esses dons são provenientes da Trindade: Pai-Filho-Espírito. A igreja deve colocar-se em posição de humildade, debaixo da autoridade Cristo, que é o Cabeça da igreja. Os dons e títulos eclesiásticos não podem ser motivo de arrogância ou prepotência, mas de serviço em humildade, tendo Cristo como maior exemplo. Esses dons estão em uma dimensão escatológica, apontando para a manifestação de Cristo, que nos fará conhecedores das suas riquezas insondáveis. Somos gratos a Deus pelos dons espirituais, pelas pessoas-dons, e também pelos títulos eclesiásticos. Nossa maior riqueza, no entanto, é o Seu Dom Inefável: Jesus Cristo (Jo. 3.16).

Desejo que todas as Lições possam ter deixado marcas e ensinamentos por toda sua vida.

Grande abraço.

Viva vencendo em seu ministério e/ou chamado!!!

Seu irmão menor.

Para o próximo Trimestre:


Lição 1: Tiago — Fé que se Mostra pelas Obras
Lição 2: O Propósito da Tentação
Lição 3: A Importância da Sabedoria Humilde
Lição 4: Gerados pela Palavra da Verdade
Lição 5: O Cuidado ao Falar e a Religião Pura
Lição 6: A Verdadeira Fé não Faz Acepção de Pessoas
Lição 7: A Fé se Manifesta em Obras
Lição 8: O Cuidado com a Língua
Lição 9: A Verdadeira Sabedoria se Manifesta na Prática
Lição 10: O Perigo da Busca pela Autorrealização Humana
Lição 11: O Julgamento e a Soberania Pertencem a Deus
Lição 12: Os Pecados de Omissão e de Opressão
Lição 13: A Atualidade dos Últimos Conselhos de Tiago

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