30 agosto 2014

A ÚLTIMA FRONTEIRA DO AMOR E RESPEITO(ENTRE MARIDO E MULHER) E DO TEMOR A DEUS

Será o fim do tabu da monogamia?

O crescimento do número de casas de swing, de adeptos do poliamor e de casais que optam pelo relacionamento aberto coloca em xeque a exclusividade afetiva e sexual, o último dogma das relações conjugais

Camila Brandalise e Paula Rocha



Foram quase 15 anos de casamento até que a funcionária pública E., de 36 anos, e o marido M., 35, de Curitiba (PR), passassem pela primeira crise conjugal. Após traições mútuas virem à tona, o casal resolveu se separar. No entanto, infelizes com a distância, eles reataram, mas começaram a pensar em possibilidades para continuarem juntos e mais satisfeitos. “Foi quando decidimos tentar o swing. Faz cerca de dez meses que saímos com outros casais e vamos a casas especializadas”, diz E., que é mãe de dois adolescentes. Embora ainda seja difícil assumi-la abertamente, a solução encontrada pelos curitibanos de trocar de forma consensual os parceiros sexuais tem se tornado cada vez mais comum. Em janeiro de 2015, um cruzeiro temático promete reunir cerca de 400 casais adeptos do swing e já está com todos os pacotes vendidos. O número de casas noturnas especializadas nessa prática também aumentou muito nos últimos anos, assim como cresceu o debate sobre relacionamentos abertos e a multiplicidade de parceiros, colocando em xeque o último tabu das relações conjugais: a monogamia.
MONOGAMIA-01-IE-2336.jpg
POLIAMOR
Sharlenn (centro) namora Mário (à esq.) e Rafael (à dir.). Para poliamoristas, 
é natural se envolver com mais de uma pessoa ao mesmo tempo
A exclusividade afetiva e sexual é o único dos três pilares ainda inabaláveis do casamento. Os outros dois, o caráter indissolúvel do matrimônio e a heterossexualidade, já caíram por terra, derrubados pela possibilidade do divórcio e o reconhecimento legal das uniões homoafetivas. A monogamia, no entanto, continua sendo considerada a única opção possível para grande parte dos casais. “Vivemos esse padrão há milênios, mas sabemos que, na prática, ele pode não funcionar”, afirma a antropóloga e jornalista Maria Silvério, autora do livro “Swing – Eu, Tu... Eles” (Chiado Editora). Apesar de ainda serem vistas com receio, as relações não monogâmicas vêm se tornando uma alternativa para aqueles insatisfeitos em seguir o modelo vigente. Segundo uma pesquisa publicada neste ano no periódico “Journal of Social and Personal Relationships”, 4% a 5% dos americanos se consideram em um relacionamento não monogâmico consensual, embora a maioria prefira esconder a opção. “Essas outras formas de amar não significam que a família vai acabar, tampouco o casamento entre dois indivíduos, mas é importante notar que há uma crise no modelo padrão e que há alternativas”, diz Maria.
01.jpg
Se para alguns o desejo extraconjugal se limita ao sexo, para outros a necessidade é também emocional. Entre as alternativas à monogamia, a menos difundida é o poliamor. Essa forma de se relacionar admite a possibilidade de se ter duas ou mais relações afetivas e sexuais ao mesmo tempo. Não há dados que contabilizem o número de brasileiros em relacionamentos desse tipo, mas o interesse pelo tema tem crescido e já há até grupos que se encontram regularmente para discutir esse estilo de vida. Um desses, o Pratique Poliamor Rio de Janeiro, foi criado pelo professor de história Rafael Machado, 27 anos. Filho de pai militar, ele cresceu acreditando que a monogamia era a única alternativa. “Até os 17 anos eu tinha uma postura bem moralista, resultado da minha criação. Mas, quando conheci o poliamor, entendi que é natural amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo”, diz. Em um dos poliencontros, Machado conheceu a também professora Sharlenn de Carvalho, 31 anos. Depois de viver um casamento monogâmico por nove anos, ela buscava alternativas. O namoro com Machado começou com a concordância do ex-marido de Sharlenn, na época casada. “A princípio ele achou a ideia interessante, mas depois pediu prioridade e, então, eu resolvi terminar”, diz a carioca. Hoje, ela tem outros dois namorados: o autônomo Mário Silva, 31 anos, amigo do casal, e um rapaz de Belo Horizonte que pediu para não ser identificado. Foi Machado, inclusive, quem apresentou Silva à parceira. “Ter de podar o seu desejo e o desejo do outro é uma violência”, afirma Sharlenn.
MONOGAMIA-03-IE-2336.jpg
PRAZER
Casados há 15 anos, E. e M. são praticantes de swing
e frequentam casas do ramo há quase um ano
Diferentemente do poliamor, em que todas as uniões têm a mesma importância, o relacionamento aberto é outra opção no leque das relações não monogâmicas e se caracteriza por ter o núcleo de um casal em que ambos saem com outras pessoas. O professor Victor Zellmeister, 27 anos, e a estudante de publicidade Débora Nisenbaum, 22 anos, concordaram em abrir o relacionamento um ano após começarem a namorar e estão juntos há três. “Passamos por várias regras. Em um determinado momento percebemos que as relações humanas não seguem cartilhas, então abolimos tudo. Nossa política passou a ser conversar sempre e encontrar as linhas de conforto de cada um”, diz Débora. Tanto para o relacionamento aberto quanto para swing e poliamor, quem está do lado de fora normalmente se pergunta: e o ciúme? Adeptos desses tipos de relacionamento dizem que o sentimento é superestimado e ligado apenas à insegurança. Por isso, é possível superá-lo. Mas depende de cada um. Para a antropóloga Mirian Goldenberg, autora do livro “Por que Homens e Mulheres Traem?” (editora BestBolso), as relações não exclusivistas continuarão sendo um desafio. “Conciliar liberdade e segurança é o mundo ideal, mas quem consegue fazer isso? A maioria sofre”, diz.
02.jpg

Assim como uma infinidade de temas ligados à liberdade sexual, o swing gera ao mesmo tempo curiosidade e preconceito. Se por um lado o casal de “swingers” não topou revelar suas identidades, por outro eles contaram suas histórias com a animação de quem sabe que vai ter uma audiência interessada em conhecer suas experiências. A visita a uma casa de swing, por si só, é suficiente para atrair a atenção. A reportagem conheceu duas delas na cidade de São Paulo e constatou que é um negócio muito bem organizado. Na pista de dança, o clima é de paquera, com um pouco mais de sensualidade e ímpeto do que em uma casa noturna tradicional, visto que o propósito de todos ali está bem claro. Dali, os casais vão para o labirinto, outro espaço onde há ambientes para cada tipo de aventura. Há salas totalmente fechadas, outras equipadas com estratégicos buracos, por onde se pode espiar e inclusive tocar outros casais, bisbilhotar por treliças de madeira, puxar cortinas ou então ficar em volta de uma das camas no meio dos corredores. Salas de cinema, cadeiras, poltronas... Tudo é lugar para tentar uma investida. Se alguém forçar, é expulso. “O lema geral é: ‘onde tudo é permitido e nada é obrigatório’”, diz Maria Silvério.
03.jpg


Desafiadoras para alguns, opções de vida para outros, as relações não monogâmicas devem angariar cada vez mais adeptos, o que não significa o fim da monogamia, mas apenas um melhor entendimento dessas alternativas. “Os relacionamentos com múltiplos parceiros sempre existiram, mas hoje é mais admissível discuti-los”, afirma o psicoterapeuta Ailton Amélio, da Universidade de São Paulo (USP). “Entretanto, por nos proporcionar um senso de estabilidade e segurança, a monogamia continuará sendo escolhida pela maioria das pessoas”, diz. Para a psicanalista Regina Navarro Lins, autora de “O Livro do Amor” (editora BestSeller), a tendência é não haver mais um modelo padrão para os relacionamentos. “Acredito que, no futuro, se uma pessoa quiser ficar 40 anos casada, tudo bem. Se outra quiser morar com três parceiros, tudo bem também”, diz. Se o amor for de fato uma construção social, vivemos tempos em que a sociedade já está se encarregando de criar outras formas de vivê-lo.


Segundo uma pesquisa publicada neste ano no “Journal of Social and Personal Relationships”,
4% a 5% dos americanos se consideram em um relacionamento não monogâmico consensual
Istoé,  N° Edição:  2336 |  29.Ago.14 

Comentário de Wáldson: Com uma terrivel sensação de que o mundo está desabando e poucos estão percebendo isso, é que escrevo o que penso a respeito dessa imoralidade que não é nova, a traição conjugal, mas que nunca foi tão aberta, licenciosa e aceita como está sendo agora.

o casamento(relacionamento) aberto é uma prática que eu não entendo. É uma espécie de consentimento para viver como se quiser: Hoje você está com sua esposa, amanhã está com a fulana e a beltrana, daqui dois dias está com a esposa de novo. E a esposa sabe que você esteve com a fulana e a beltrana, te aceita de volta e tudo mais. Pior: enquanto você estava com a fulana e a beltrana, ela, a esposa, também pode estar com algum querido por aí, jantando, dançando, fazendo sexo… Para alguns isso é a vida perfeita. Para mim, não.

O casamento e o sexo  que deveria ser apenas entre um homem e sua esposa, está sendo visto como algo errado e 'sem gosto'. Então, procuraram meios 'alternativos' para que possam se satisfazer. E para isso, deixaram que a vida 'a dois', viesse a se tornar 'numa vida a tres, ou a quatro ou quem sabe a cinco? Juntos'.

Como crente em Jesus e cidadão desse país, não sou o que chamam por ái  de “cara cabeça aberta” ao ponto de pensar que eu estou assistindo a um DVD em casa ou trabalhando no computador ou lendo um livro na cama ou fazendo qualquer coisa sozinho e minha mulher está se esbaldando com alguém em outro lugar. E o que é pior: com o meu consentimento! Alguém, talvez, vá dizer: “amigo, ela pode estar fazendo tudo isso sem teu consentimento”. Até  pode estar. Mas, além de não ter meu consentimento, eu não tenho conhecimento disso.

A definição moralista é a melhor neste caso para definir essa libertinagem. Então, Dizer: “isso é errado” ou “casal que faz isso não tem amor” ou “esse mundo está perdido” é muito simplista. É muito mais que isso. Dá-se ai isso o termo de anormalidade, ou anomalia de caráter. Talvez a resposta esteja na simples liberdade que eu tenho de ser monogâmico e que eles têm de querer optar por um casamento aberto. Não sei. Também acho simples demais jogar a culpa na liberdade. A questão é mais complexa. Isso é luxúria, lascívia. Noutras palavras, é um direto desacato a Deus e Seus princípios.
Perdeu-se a moral, a decência, o respeito, o amor, a dignidade humana e isso tudo porque primeiro, perdeu-se o temor a Deus.
Fidelidade é o alicerce para que um casal viva bem.  Fator indispensável à Estabilidade no casamento. Além de proporcionar segurança espiritual e emocional, a fidelidade é indispensável ao bom relacionamento conjugal. Sem fidelidade, o casamento desaba. As estruturas do matrimônio não foram preparadas para suportar o peso da infidelidade, cujos efeitos sobre toda a família são devastadores. O adultério é tremendamente destrutivo tanto para o homem como para a mulher (1 Co 6.15-20).
Cuidado com os falsos padrões. O amor que se vê nos filmes, novelas e revistas seculares está longe de preencher os requisitos da Palavra de Deus. É falso e pecaminoso. O verdadeiro padrão do amor conjugal é o de Cristo para com a Igreja! Através de Malaquias, o Senhor repreendeu severamente os varões israelitas por sua infidelidade conjugal (Ml 2.13-16). Biblicamente, o casamento é uma aliança que deve perdurar até a morte de um dos cônjuges. Não é um “contrato” com prazo de validade, mas uma união perene, cuja fidelidade é um dos elementos indispensáveis para que os cônjuges sejam felizes.

Deus instituiu o casamento monogâmico(um homem e uma mulher). Porém, um sujeito sem moral e sem temor, instituiu a poligamia. Chamava-se Lameque: "E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá." (Gn. 4.19).

A partir dai, o desrespeito estava liberado. E isso foi crescendo tanto ao ponto de Deus colocar um limite, com a permissão do divorcio("por causa da dureza do coração humano" e não porque Ele o quisesse).

Na época da igreja primitiva o ensinamento de Paulo e dos demais apóstolos, foi de que "... cada homem tivesse uma esposa e cada esposa o seu marido". E isso foi um mandamento observado de lá, até hoje no meio do povo cristão, com suas exceções, claro. 

Mas o que vemos agora é o limite máximo. Será que Deus vai tolerar isso? Toleraria Deus essa aberração que está indo além do que chamamos de infidelidade, ou adultério? Veja bem que aqui destaco que está indo além porque, há aqui o consenso do casal.

As estruturas do matrimônio não foram preparadas para suportar o peso da infidelidade, cujos efeitos sobre toda a família são devastadores. O adultério é tremendamente destrutivo tanto para o homem como para a mulher (1a. Co 6.15-20).

É preciso deixar claro que a afirmativa acima não aponta para a impossibilidade da restauração de um casamento vitimado pela infidelidade conjugal, mas apenas destaca o alto grau de dificuldade diante de tal situação.

Há vários relatos publicados em livros sobre casais que sofreram com a infidelidade conjugal, mas que com a graça de Jesus tiveram os casamentos plenamente restaurados, onde o perdão foi concedido para a glória de Deus (Mt 6.12; 18.23-35).

Mas pra que isso acontecesse, certamente houve por parte de ambos, sinceridade, arrependimento e desejo de mudança. Mas, o que trato aqui é a livre deliberação para pecar, com consentimento das partes.

Em momentos como esse, meu coração pede: "Venha logo Jesus"!

Viva vencendo a licenciosidade que está á espreita!!!

Abraços.

Seu irmão menor.

Um comentário:

  1. Compreender o mundo e não repudiá-lo é a única forma de evoluirmos enquanto sociedade.
    A matéria é boa, porém ainda falta bastante informação na trajetória relacional humana.

    ResponderExcluir