30 agosto 2014

LIDERES DA IGREJA CRISTÃ MARANATA COMEÇAM A SER JULGADOS POR SEUS CRIMES


Começou às 12h desta quinta-feira (28) o  julgamento de líderes da Igreja Cristã Maranata denunciados à Justiça pelo Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) por crimes de estelionato, formação de quadrilha e duplicata simulada. Segundo a denúncia, 19 pessoas teriam praticado desvio de dízimo doado pelos fieis, que movimentou uma quantia de de R$ 24,8 milhões. Entre os acusados, está o fundador da instituição e seu presidente Gedelti Victalino Gueiros.
Em maio de 2013, a ação penal pública, assinada por nove promotores integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi apresentada. Antes, em março do mesmo ano, Gedelti e outros três membros da ICM haviam sido presos por coagir testemunhas do inquérito que investiga a igreja.
Os denunciados, segundo os promotores, “obtiveram vantagem indevida valendo-se de artifícios fraudulentos – ora utilizando-se de empresas já constituídas, ora mediante constituição de empresas simuladas – visando a justificar emissão de notas fiscais superfaturadas para possibilitar a saída de dinheiro do Presbitério”.
Dos 19 denunciados pela suposta corrupção, cinco também foram alvo de uma outra ação movida na Justiça pelos promotores. Nela, eles foram denunciados por ameaçar e coagir testemunhas. Gedelti Gueiros foi absolvido dessas acusações, mas os outros ainda respondem ao processo.
O caso ocorreu durante as investigações que apuravam o desvio de recursos do dízimo. Entre os ameaçados, estavam uma juíza e um promotor. As investigações foram conduzidas pelo Gaeco, com o apoio de interceptações telefônicas. Foram elas que ajudaram a revelar as negociações feitas entre líderes da igreja, incluindo os denunciados, para viabilizar as ameaças.
Obs.: Ouça aqui a Rádio CBN que trata longamente sobre o assunto:

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