10 setembro 2014

BRASIL É O OITAVO PAIS EM SUICÍDIO, DIZ OMS



Segundo o relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o oitavo país em número de suicídios, um crescimento de 10,4% em relação a quantidade pessoas mortas entre 2000 e 2012.

Foram 11.821 mortes por suicídio registradas no país em 2012, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres. Em todo o mundo a quantidade de homens que tiram suas vidas é maior que o número de mulheres, de acordo com a OMS.

Os países com mais mortes desse tipo são:  Índia (258 mil óbitos),  seguido de China (120,7 mil), Estados Unidos (43 mil), Rússia (31 mil), Japão (29 mil), Coreia do Sul (17 mil), Paquistão (13 mil) e Brasil (11 mil).

Entre as principais causas do suicídio estão o abuso de álcool e a depressão, mas em países pobres as causas estão relacionadas ao estresse e a problemas socioeconômicos.

Fora isso também se considera os traumas gerados pela violência física ou mental, abusos, isolamento, desastres naturais ou conflitos bélicos.

Com a divulgação do relatório a OMS quer que os países desenvolvam estratégias de prevenção, como evitar o acesso a meios utilizados para o suicídio como armas de fogo, pesticidas e medicamentos, além de reduzir estigmas e conscientização do público.

A ideia é que através dessas medidas seja possível reduzir o número de mortes que hoje, somando todas as mortes de suicídio no mundo, resulta em um dado bastante preocupante: a cada 40 segundo uma pessoa se mata.

“Os transtornos mentais e consumo nocivo de álcool contribuem para mais casos em todo o mundo. A identificação precoce e eficaz é fundamental para conseguir que as pessoas recebam a atenção que necessitam”, diz a OMS.
Com informações G1

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Especialistas criticam modo como

suicídio é tratado no Brasil

O médico José Manoel Bertolote, referência em estudos sobre suicídio e ex-funcionário da Organização Mundial da Saúde, vê com pessimismo a maneira como o tema é tratado no Brasil. Para ele, apesar de a taxa brasileira ser relativamente baixa em relação a outros países, o problema tem sido negligenciado. "Não vejo autoridades fazendo nada sobre o assunto. São raros os municípios que tratam de alguma forma o problema", disse.

Segundo ele, o tema é incômodo para muitos que preferem "varrer para debaixo do tapete" ao invés de analisar e tentar solucioná-lo. "Esse aumento dos números deveria ser sinal de alerta. Mas não é tratado dessa forma", acrescentou.

Pesquisadora especializada em prevenção de suicídios e revisora do relatório da OMS, a psicóloga Karen Scavacini compartilha da opinião de Bertolote. "Ainda vai piorar muito antes de começar a melhorar", disse a especialista sobre as estatísticas.

Karen considera importante o relatório da OMS para que o assunto seja retomado e ganhe atenção da população. "É importante por despertar a conscientização sobre o tema. O suicídio está mais perto da população do que ela pode imaginar", destacou.

Ela ressaltou que, enquanto em países desenvolvidos o número de pessoas que tiraram a própria vida começaram a diminuir, o mesmo não se repetiu em nações em desenvolvimento. Isso se explica, na visão dela, pela ausência de estratégias nacionais que debatam o assunto e proponham melhoras no sistema de saúde pública.

O Ministério da Saúde instituiu em 2006 as diretrizes nacionais para prevenção de suicídios.  A portaria destacava o "aumento observado na frequência do comportamento suicida" e a "possibilidade de intervenção nos casos de tentativas de suicídio e que as mortes por suicídio podem ser evitadas". Para combater, o documento listava uma série de medidas a serem tomadas, como o desenvolvimento de estratégias de promoção de prevenção de danos e linhas de cuidado integrais em todos os níveis de atenção.

De acordo com Karen, por falta de vontade política, a estratégia não apresenta mais nenhuma ação desde 2008. "A situação vai continuar se agravando, pois é difícil conseguir algum tratamento via governo. É difícil trabalhar sem esse apoio", disse. Para a psicóloga, é necessário "políticas de vários setores" para mudar a situação.

Ranking de países, por quantidade de suicídios em 2012:

1º) Índia: 258.075
2º) China: 120.730
3º) Estados Unidos: 43.361
4º) Rússia: 31.997
5º) Japão: 29.442
6º) Coreia do Sul: 17.908
7º) Paquistão: 13.377
8º) Brasil: 11.821
9º) Alemanha: 10.745
10º) Bangladesh: 10.167

Dados de suicídio no Brasil:

1. Número de suicídios: 
  • Todas as idades e ambos os sexos em 2012: 11.821
  • Mulheres: 2.623
  • Homens: 9.198
2. Taxa de suicídio por idade por 100 mil habitantes em 2012:
  • Todas as idades: 6.0
  • Mulheres: 2.6
  • Homens: 9.4
Faixa etária:
  • 5-14 anos (homens e mulheres): 0.4
  • 5-29 anos (homens e mulheres): 6.7
  • 30-49 anos (homens e mulheres):  8.4
  • 50-69 anos (homens e mulheres): 8.0
  • 70+ anos (homens e mulheres): 9.8
Fonte: ESTADÃO.COM.BR – Saúde – 04 de setembro de 2014


Comentário de Wáldson:

“Cada um é responsável por sua vida diante de Deus, que lhe deu e que dela é sempre o único e soberano Senhor. Devemos receber a vida com reconhecimento e preservá-la para honra dele e salvação de nossas almas. Somos os administradores e não os proprietários da vida que Deus nos confiou. Não podemos dispor dela” (Catecismo da Igreja Católica § 2280).
Por isso, o suicídio contradiz a inclinação natural do ser humano a conservar e perpetuar a própria vida. É gravemente contrário ao justo amor de si mesmo. O suicídio ofende também o amor do próximo, porque rompe injustamente a comunhão com as pessoas amadas da família e da sociedade. E, muitas vezes, a família pode ficar desamparada com a morte do pai ou da mãe. E, sobretudo, ele [suicídio] é contrário ao amor do Deus vivo.
A prática do suicídio torna-se mais grave ainda se for usado como exemplo, especialmente para os jovens, para justificar que a vida não tem sentido e que por isso se pode eliminá-la. Uma mentalidade pagã que tem como único sentido para a vida o prazer, e quando este não é possível, pode querer suprimi-la. Cooperar com o suicídio de alguém é também falta grave. Infelizmente, alguns filósofos ateus propunham e ainda propõem essa prática [suicídio] diante de uma vida que consideram um absurdo e sem sentido. A vida humana, por mais debilitada e fraca que seja, é um belo dom de Deus; e de forma alguma pode ser eliminada pela pessoa.
Infelizmente, hoje há “clínicas para matar” em países como a Holanda, Bélgica e Suíça, onde o “suicídio assistido” é legal. Então a pessoa chega viva a essas clínicas e sai morta delas. Uma gravíssima ofensa a Deus e à sociedade. Nos Estados Unidos da América faleceu há pouco alguém que ficou chamado de “doutor morte”, que inventou uma máquina para a pessoa se suicidar “sem sofrimento”.
Os eleitores de Zurique, Suíça, rejeitaram em 2010, em referendo, propostas para vetar o suicídio assistido e o “turismo do suicídio”, que é a chegada ao país de estrangeiros em busca da morte. O suicídio assistido é permitido nesse país desde 1941. Estrangeiros terminais vão ao país europeu para cometer suicídio, aproveitando regras do país, um dos mais liberais do mundo. (Folha de São Paulo, 16/5/2011).
Mas a Igreja reconhece que as motivações ao suicídio podem ser complexas. Podemos dizer que aquele que se suicidou esteja condenado por Deus. Existem muitas razões que podem levar uma pessoa ao suicídio: Distúrbios psíquicos graves, a angústia ou o medo grave da provação, do sofrimento ou da tortura.
Sabemos que um momento grave de depressão, desespero, angústia prolongada, entre outros, podem debilitar psiquicamente a pessoa de maneira tão grave que ela possa buscar refúgio na morte, mesmo sem a desejar em si mesmo.
Deus é o único que pode limpar o coração amargurado e ferido, pois Ele é dotado de amor, compreensão e cuidado. No livro de Salmos, capítulo 55 e versículo 22, consta: “Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá jamais permitirá que o justo seja abalado”. Para aquele que tem uma predisposição para o suicídio e deseja ser liberto dessa opressão, basta entregar os problemas nas mãos de Deus, pois Ele garante remover todo jugo que sobrecarrega e impede de ter esperanças para prosseguir.
O suicídio apenas isentará, porém não irá resolver o problema, pelo contrário criará outra preocupação, principalmente para os familiares e pessoas próximas, além claro do principal, de não ter direito de herdar a vida eterna. Somente Deus tem o direito de decidir o momento em que a pessoa morrerá, e enquanto esse dia não chega, cabe a cada um procurar viver da melhor forma possível.
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” Mt. 11:28-30
Viva vencendo, sem se desesperar da vida!!!
Abraços.
Seu irmão menor.

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