04 setembro 2014

LIÇÃO 10 - 07/09/14 - "O PERIGO DA BUSCA PELA AUTORREALIZAÇÃO HUMANA"



TEXTO ÁUREO

 Humilhai-vos perante o  Senhor, e Ele vos exaltará. Tg 4:10

VERDADE PRATICA  

 A realização humana, a parte de Deus, é impossível de acontecer, pois a criatura não pode viver longe do Criador.


LEITURA BÍBLICA = TIAGO 4: 1-10

INTRODUÇÃO



Com frequência, em nosso zelo para com a Igreja hodierna, e no intuito de conduzi-la à perfeição, desafiamos os crentes a seguirem o exemplo dos primitivos cristãos. Às vezes damos a impressão de que os cristãos primitivos não enfrentavam as mesmas tentações que os cristãos de hoje enfrentam. Mas, não é isto o que a Epístola de Tiago nos revela. Tiago mostra que os primeiros cristãos, assim como nós, hoje, eram sujeitos às mesmas paixões.

A ORIGEM DAS GUERRAS E DOS CONFLITOS
Consoante à pergunta: “Donde vêm às guerras entre vós?”, isto é, entre os crentes, dentro da igreja? Responde Tiago que elas vêm dos deleites, da cobiça e da falta de sabedoria na oração.

1. Deleites (v.1). Não é pecado o crente viver prazerosamente. Porém, através de Tiago, Deus condena o hedonismo, doutrina filosófica segundo a qual o prazer é a finalidade última, o bem supremo da vida. Neste caso, “deleite ‘ é uma forma de glorificação dos sentidos, é o culto de adoração ao “eu” próprio.

Segundo o lúcido ensino de Tiago, a força dos prazeres que operam na nossa vida é que tem produzido o clima conflitante que está a minar a força e a sugar a vitalidade espiritual de muitas igrejas. O espírito de contendas entre cristãos é o produto da carne vencida pelo intenso desejo de prazer. E o homem dominado pela carne que produz conflitos dentro da igreja.

2. Cobiça (v.2). Desejar o que há de melhor, bem como desejar progredir na vida não se constitui um mal em si mesmo. Mas “cobiça” conforme trata Tiago, não representa aspiração legítima. As consequências da cobiça (v.2) são: morte, inveja, conflitos, guerras. Que conste, nenhum crente em sã consciência admitiria que isto procedesse de Deus. As consequências da cobiça são sempre funestas. As Escrituras registram o seguinte exemplo: tomado pela cobiça, o rei Acabe consentiu em matar o piedoso Nabote, a fim de apossar-se da vinha que este não quis vender-lhe (I Rs 21).


3. Inveja (v.2). Invariavelmente o invejoso é a primeira, e, em algumas vezes, a única vítima da sua própria inveja. Em geral o invejoso critica e combate as pessoas com as quais gostaria de se parecer. A Igreja tem sofrido grandemente por causa da inveja e ciúme dos crentes carnais. Eles têm-se feito constantes causas de contendas para os cristãos sinceros e úteis à causa de Deus.

4. Falta de a sabedoria no pedir (v.3). O ensino de Jesus de que “todo o que pede recebe” (Mt 7.7,8), é corroborado por Tiago. Contudo, ele fala acerca daquelas pessoas que pedem, mas nada recebem. Por quê? Porque pedem mal. Isto é: pedem fora da vontade de Deus, para gastar nos seus próprios prazeres. Uma vida espiritualmente desajustada produz orações esorientadas, as quais não recebem a resposta de Deus. Ninguém, nem mesmo através da oração, pode fazer de Deus ministro de suas próprias concupiscências. “E esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, SEGUNDO A SUA VONTADE, ele nos ouve” (I Jo 5.14).

5. O Diabo. Ele tentou Jesus (Lc 4.2; Mt 4.1) e continua tentando os servos de Deus, provocando guerras e pelejas entre os crentes que dão lugar à sua ação. Ele anda "em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (1 Pe 5.8). Havendo guerras e pelejas, não há união e, sem esta, não há bênção. Devemos prevenir-nos contra as "astutas ciladas do diabo" (Ef 6.11).

6. A carne. Tiago, indagando de onde vêm as guerras e pelejas entre os crentes, responde que vêm dos deleites que guerreiam nos seus membros (v. 1). Paulo diz que os pecados "operavam em nossos membros" (Rm 7.5). Essas paixões ou deleites que operam nos nossos membros (a natureza carnal), tanto podem ser de origem sexual, como emocional e moral, as quais geram contendas. Alguém pode deleitar-se, em ver o mal ou a queda do outro. E prazer diabólico.

7. Desejo de poder. Esse desejo carnal de poder tem origem em Lúcifer, que, ao desejar tomar o lugar de Deus, imaginou-se grande (cf. Ez 28.2,17). Há muitos que, para "subir" nos cargos, procuram passar por cima dos outros, gerando guerras e pelejas desnecessárias. O melhor é humilhar-se sob a potente mão de Deus e ser exaltado por Ele a Seu tempo (Tg 4.10, 1 Pe 5.6).

A BUSCA EGOÍSTA
Tiago não usa a expressão “adúlteros e adúlteras” para acusar os cristãos, seus leitores, de impureza sexual. Não.  Ele se dirige àqueles cristãos que, devendo estar “casados”, “consorciados” com Deus, O têm traído, preferindo o concubinato com o mundo. Prosseguindo, Tiago pergunta aos seus leitores, se eles não sabem que:

1. A amizade do mundo é inimizade contra Deus (v.4). No seu livro Os Radicais, Alan Pailister, diz: “Amar o mundo é dar o nosso coração ao materialismo, à ambição ou ainda a coisas muito boas e válidas, mas que assume importância maior que o nosso Criador. O amor à pregação do evangelho pode ser no sentido negativo, amor ao mundo, se nos dedicarmos à pregação movidos pelo desejo de autoglorificação.  O nosso amor à casa de oração pode ser considerado amor ao mundo, se dermos maior importância à aparência do lugar onde oramos do que ao serviço, ao louvor e à adoração, em primeiro lugar, ao Senhor, que é a razão primordial para a existência de tal coisa”.

2. O Espírito que em nós habita tem ciúmes (v.5). Os estudiosos das Escrituras têm tido alguma dificuldade quanto a afirmar se é o Espírito Santo ou o espírito humano que de nós tem ciúmes. As melhores versões da Bíblia, porém, grafam este versículo como sendo o Espírito Santo que com ciúmes zela por nós. Na versão Matos Soares, lemos: “Porventura imaginais que a Escritura diz em vão: O Espírito que em vós habita ama-vos com ciúme?”

3. Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (v.6). E uma atitude de arrogância o crente admitir que possa amar o mundo, “dar cordas” aos seus deleites, à cobiça, à inveja, e também semear contenda entre irmãos, e por fim não vir a sofrer o juízo divino. Em contrapartida, referindo-se aos humildes: “assim diz o alto e o sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e abatido de espírito, para vivi- ficar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos ‘(Is 57.15).


A BUSCA DA AUTORREALIZAÇÃO


1. Sujeitando-se a Deus e resistindo ao Diabo (v.7). O apóstolo diz que devemos sujeitar-nos a Deus, resistindo ao Diabo, e este fugirá de nós. Sem a ação diabólica na igreja, não haverá lugar para guerras, pelejas e contendas.

2. Chegando-se a Deus (v.8). Estando perto de Deus, pela oração e comunhão, os crentes adquirem intimidade com o Senhor. Os sentimentos maus são afastados pela presença do Espírito de Deus.

3. Purificando o coração (v.8c). Davi disse que o jovem purifica o seu caminho e não peca, observando a Palavra de Deus e escondendo-a no coração (SI 119.9-11). Tiago exorta aos crentes pecadores a limparem seus corações e, aos de duplo ânimo, a purificar o coração. Isso afugenta as paixões humanas.

4. Sentindo as misérias (v.9). O apóstolo exorta a que os crentes carnais, cheios de inveja e cobiça, ao invés de pelejarem entre si, devem converter-se, sentindo suas misérias, através do lamento e do choro, tornando o riso da carne em pranto interior, e o gozo mundano em tristeza, atitudes essas que significam mudanças perante Deus.

5. Humilhando-se perante o Senhor (v.10). Já vimos que Deus dá graça aos humildes (v.6). Se os crentes se humilharem, Deus os exaltara. Se eles se exaltarem, serão humilhados. A humildade é a arma por excelência contra o orgulho, a inveja, a cobiça, as pelejas e guerras nas igrejas.

CONCLUSÃO
Fica bem claro que as guerras e pelejas entre os crentes, como manifestações das paixões humanas, têm sido utilizadas como instrumento de perturbação da obra do Senhor. O Adversário sabe que a igreja só marcha mais rápido, quando há união, amor, humildade, oração sincera e comunhão com Deus. Se ele conseguir prejudicar o clima espiritual, o caminho está aberto para o fracasso. Que Deus nos ajude a evitar esses males em nós mesmos e ao mesmo tempo combatê-los

Subsídio para o Professor 



I - INTRODUÇÃO:



O servo de Deus precisa estar orando e vigiando para não se deixar dominar pelas paixões carnais.

II - ORIGEM DAS GUERRAS E PELEJAS NAS IGREJAS 

(1) - O Diabo - Ele tentou Jesus (Lc 4.2; Mt 4.1) e continua tentando os servos de Deus, provocando guerras c pelejas entre os crentes que dão lugar à sua ação. Ele anda “em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (l Pe 5.8). Havendo guerras e pelejas, não há união e, sem esta, não há bênção. Devemos prevenir-nos contra as “astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11).

(2) - A carne - Tiago, indagando de onde vêm as guerras e pelejas entre os crentes, responde que vêm dos deleites que guerreiam nos seus membros (v. l). Paulo diz que os pecados “operavam em nossos membros” (Rm 7.5). Essas paixões ou deleites que operam nos nossos membros (a natureza carnal), tanto podem ser de origem sexual, como emocional e moral, as quais geram contendas. Alguém pode deleitar-se, em ver o mal ou a queda do outro. É prazer diabólico.

(3) - Desejo de poder - Esse desejo carnal de poder tem origem em Lúcifer, que, ao desejar tomar o lugar de Deus, imaginou-se grande (cf. Ez 28.2,17). Há muitos que, para “subir” nos cargos, procuram passar por cima dos outros, gerando guerras e pelejas desnecessárias. O melhor é humilhar-se sob a potente mão de Deus e ser exaltado por Ele a Seu tempo (Tg 4.10, l Pe 5.6).


(4) - Cobiça - O apóstolo diz: “Cobiçais e nada tendes” (v.2a). Cobiça é a “ambição desmedida de riquezas”. É irmã da avareza. É o desejo incontrolável e malsão de obter dinheiro e outros bens materiais, não importando como. Isso é pecado. A Bíblia diz que “…o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (l Tm 6.10).

(5) - Invejas - “…sois invejosos e cobiçosos e não podeis alcançar” (v.2b). A inveja é prima da cobiça e da avareza. Esta palavra vem do latim “invídia”, significando “desgosto ou pesar pela felicidade de outrem; desejo violento de possuir o bem alheio” (Dicionário Aurélio). Na Bíblia, inveja é “obra da carne” (Gl 5.21). Seja qual for o sentido, inveja é sentimento carnal e diabólico, sendo causa de guerras e contendas entre pessoas nas igrejas. O invejoso é um fraco, um escravo de si mesmo. Que Deus tenha misericórdia dessa gente, despertando-as para a conversão do seu eu.

III - CONSEQUÊNCIAS DAS PAIXÕES HUMANAS:
(1) - Carência de bens espirituais - “Nada tendes, porque não pedis” (v.2c). O apóstolo falava a crentes que, ao invés de buscarem a Deus, em oração sincera, ficavam a guerrear entre eles, cobiçar o que era dos outros. Tudo isso gerava um clima de inquietação, que não motivava a adoração a Deus. Paulo, escrevendo aos filipenses, diz que devemos orar, suplicar e apresentar ações de graças, em lugar de inquietar-nos. Assim, teremos a paz de Deus (Fp 4.6,7).

(2) - Orações não respondidas - “Pedis e não recebeis” (v.3). No versículo anterior, o apóstolo diz que eles não pediam. Aqui, diz que pediam, mas não recebiam. Por quê? A resposta é dada em seguida: “…porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (v.3). Em meio às guerras e pelejas internas, na igreja local, seus pedidos não tinham valor. Temos o direito de pedir o que quisermos ao Senhor, desde que o objetivo não seja egoísta, e, acima de tudo, seja para a glória de Deus. Jesus ensinou os discípulos a orar (ver Mt 6.5-13).

(3) - Infidelidade espiritual - Tiago chamou aqueles crentes de “adúlteros e adúlteras” (v.4a). Podemos entender que se tratava de infidelidade espiritual, pois o apóstolo acentua que “a amizade do mundo é inimizade contra Deus”. Entre aqueles crentes, não havia lugar para o Espírito de Deus. João diz que “Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (l Jo 2.15). Esse amor ao mundo configura adultério ou infidelidade espiritual. Deus não aceita isso, em hipótese alguma. Jesus disse que “ninguém pode servir a dois senhores…” (Mt 6.24).

IV - O RELACIONAMENTO COM DEUS PREJUDICADO

(1) - O Espírito tem ciúmes (v.5b) - Apesar de certos estudiosos da Bíblia acharem que o versículo é ambíguo quanto ao termo Espírito, o cuidadoso e amplo estudo do contexto, acrescido das demais passagens correlatas, deixa claro tratar-se do Espírito Santo, que, ante a amizade do crente com o mundo, tem zelo extremo, entristecendo-se com esse “adultério” espiritual. As guerras e pelejas, próprias de carnais, sufocam a comunhão com o Espírito Santo.

(2) - “Deus resiste aos soberbos” (v.6a) - O soberbo é o mesmo que orgulhoso. Este, na verdade, não tem nada de positivo em sua vida. De acordo com a Psicologia, orgulho é medo. O orgulhoso tem medo de não ser respeitado, de não ser reconhecido. Por isso, exalta-se a si mesmo, buscando a qualquer custo “honra e estima dos outros a fim de satisfazer o seu orgulho” (Bíblia de Estudo Pentecostal). Assim, em sua exaltação, perde a oportunidade de ser abençoado por Deus. E pior: encontra pela frente a resistência da poderosa mão de Deus. Ao contrário disso, diz Tiago que Deus “dá, porém, graça aos humildes”.

V - COMO EVITAR AS PAIXÕES HUMANAS:


(1) - Sujeitando-se a Deus e resistindo ao Diabo (v.7) - O apóstolo diz que devemos sujeitar-nos a Deus, resistindo ao Diabo, e este fugirá de nós. Sem a ação diabólica na igreja, não haverá lugar para guerras, pelejas e contendas.

(2) - Chegando-se a Deus (v.8) - Estando perto de Deus, pela oração e comunhão, os crentes adquirem intimidade com o Senhor. Os sentimentos maus são afastados pela presença do Espírito de Deus.

(3) - Purificando o coração (v.8c) - Davi disse que o jovem purifica o seu caminho e não peca, observando a Palavra de Deus e escondendo-a no coração (Sl 119.9-11). Tiago exorta aos crentes pecadores a limparem seus corações e, aos de duplo ânimo, a purificar o coração. Isso afugenta as paixões humanas.

(4) - Sentindo as misérias (v.9) - O apóstolo exorta a que os crentes carnais, cheios de inveja e cobiça, ao invés de pelejarem entre si, devem converter-se, sentindo suas misérias, através do lamento e do choro, tornando o riso da carne em pranto interior, e o gozo mundano em tristeza, atitudes essas que significam mudanças perante Deus.

(5) - Humilhando-se perante o Senhor (v.10) - Já vimos que Deus dá graça aos humildes (v.6). Se os crentes se humilharem, Deus os exaltará. Se eles se exaltarem, serão humilhados. A humildade é a arma por excelência contra o orgulho, a inveja, a cobiça, as pelejas e guerras nas igrejas.

(6) - Não falar mal uns dos outros (v.ll) - Tiago ensina-nos que não devemos falar mal uns dos outros. Se o fizermos, passamos à condição de juízes da lei, tomando o lugar de Deus, o que é perigoso. Finalmente, o apóstolo conclui: “Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?” (v.!2b). Todos os meses, tomamos a Ceia do Senhor e o texto básico de l Cor 11.31 diz que ali temos um momento apropriado em que devemos julgar a nós mesmos e não aos outros.

VI - CONCLUINDO
Fica bem claro que as guerras e pelejas entre os crentes, como manifestações das paixões humanas, têm sido utilizadas como instrumento de perturbação da obra do Senhor. O Adversário sabe que a igreja só marcha mais rápido, quando há união, amor, humildade, oração sincera e comunhão com Deus. Se ele conseguir prejudicar o clima espiritual, o caminho está aberto para o fracasso. Que Deus nos ajude a evitar esses males em nós mesmos e ao mesmo tempo combatê-los.

Aproveite esse domingo e faça visitas ás pessoas que você sabe, precisam.
Ore com e por elas.

Convide uma pessoa próxima a você para ir  na sua igreja. Ela precisa ouvir a Palavra de Deus.

Invista seu tempo no domingo. Dedique-se mais a Deus.

Abraços.

Viva vencendo!!!

Seu irmão menor.
 

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