19 setembro 2014

SUPORTANDO UM ENCARCERAMENTO INJUSTO



Não faz muito tempo, estava assistindo ao noticiário da noite na televisão e vi dois homens libertados da penitenciária, os quais tinham passado 17 anos atrás das grades por um assassinato  que não haviam cometido. Que decisão injusta de um tribunal! Depois de ter sido declarado inocente, um deles exclamou: "Dezessete anos de minha vida desperdiçados!" Não precisariam ter sido.

Na antiga União Soviética, milhões de pessoas inocentes foram enviadas para os campos de trabalho forçado na Sibéria e incontáveis milhares internados em manicômios por "crimes" contra o Estado - como, por exemplo, queixar-se de condições intoleráveis de vida. Alguns foram até mesmo drogados, para que se lhes debilitasse a força de vontade.

Não esperamos que injustiças desse tipo existam numa sociedade livre - mas existem. 

Vários anos atrás, uma senhora foi injustamente internada num hospital para doentes mentais, pelos próprios familiares mesquinhos. Algumas pessoas ter-se-iam entregue ao desespero - mas não aquela senhora! Atente para as corajosas palavras que ela escreveu em sua "cela de prisão":
"Uma 'voz mansa e delicada' me assegura que as orações em meu favor serão atendidas. Há uma linguagem mais forte que as palavras e, quanto mais me apóio no divino amor, mais condições tenho de entendê-la. Apego-me à certeza de que aquilo que é da vontade de Deus, não pode estar fora de lugar. O poder do homem poderia ter-me dado liberdade física há bastante tempo, mas todo o bem que há em mim deve ser inteiramente provado, e testada a sua profundidade e genuinidade. ... Talvez aqueles que se encontrem fisicamente livres não estejam experimentando a alegria que sinto neste aparente confinamento. Aqui dentro, tenho aprendido quão responsáveis somos pela medida de alegria ou pela falta dela que temos em nossa vida".

Paredes de pedra não fazem uma prisão,
nem barras de ferro uma cela;
mentes calmas e inocentes
fazem delas um local de retiro.

Richard Lovelace


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