30 outubro 2014

LIÇÃO 05 - 02/11/14 - "DEUS ABOMINA A SOBERBA"

TEXTO ÁUREO 

“Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exalto, e glorifico ao Rei dos céus; porque todas as suas obras são verdades; e os seus caminhos, juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba” (Dn 4.3 7).

VERDADE PRÁTICA :

A soberba e o pecado que mais afronta a a soberania divina.

LEITURA BÍBLICA = Daniel 4.10-18

INTRODUÇÃO
O princípio e o final deste capítulo levam-nos a ter a esperança de que Nabucodonosor tenha sido um monumento ao poder da graça divina, e às riquezas da misericórdia celeste. Após ser curado de sua loucura, difundiu amplamente e escreveu para as gerações futuras o modo como Deus o havia humilhado de modo justo e, por sua graça o havia restaurado. Quando o pecador volta a si, procurará o bem-estar dos demais, dando a conhecer a prodigiosa misericórdia de Deus.

Antes de Daniel relatar os juízos divinos contra ele por causa de seu orgulho, Nabucodonosor falou das advertências que teve em um sonho ou visão. Daniel explicou-lhe o seu significado. A pessoa representada seria despojada de toda honra e privada do uso da razão pelo espaço de sete anos. Este é certamente o mais doloroso de todos os juízos temporais. Qualquer que seja a aflição exterior que Deus permita nos alcançar temos motivos para suportá-la pacientemente e estar agradecidos de Ele permitir que utilizemos a nossa mente de um modo são, e que coloque a nossa consciência em paz. Porém se o Senhor considerar adequado impedir por tais meios que um pecador cometa múltiplos delitos, ou que um crente desonre o seu nome, até a prevenção mais espantosa seria preferível à má conduta.

A PROVA DA SOBERANIA DIVINA
4: 1-3 - Este capítulo está na forma de uma proclamação do rei para todo o mundo. A lição que Nabucodonosor aprendeu de sua experiência é resumida agora, depois que sua arrogância se foi, só então a maneira pela qual ele foi humilhado é explicada. Nabucodonosor fala da grandeza de Deus e da sua capacidade de fazer com que os homens orgulhosos se humilhem (Jeremias 27:4-6) e também reconhece a permanência do reino de Deus (Salmo 145: 13).
Atribuição de Louvor ao Deus Altíssimo (4.1-3)

    O quarto capítulo de Daniel tem sido descrito ·como o documento governamental mais marcante dos tempos antigos. Iniciando com a inscrição Nabucodonosor, rei (1), esse documento falava com autoridade imperial a todos os povos, nações e línguas. Sem expressar vergonha ou apresentar desculpas, essa proclamação exaltava a Deus, o Altíssimo(2). Poucos líderes mundiais em qualquer época têm sobrepujado Nabucodonosor em dar glória a Deus ou em expressar de forma correta seu sublime caráter. Esse capítulo bem poderia ser chamado de "Teodicéia do Imperador" - uma vindicação sublime dos julgamentos de Deus e sua justiça.

Como são grandes os seus sinais,  como são poderosas as suas maravilhas!
O seu reino é um reino eterno; o seu domínio dura de geração em geração (3, NVI).

2. Nabucodonosor fala de seu sonho, 4:4-18.
4:4-7 - Este sonho difere daquele do capítulo 2 porque Nabucodonosor o conta aos sábios, mas nem assim eles conseguem dar a interpretação.

4:8-9 - Nabucodonosor não tinha sido completamente curado do politeísmo, mas parece reconhecer o Deus de Daniel como o maioral. Depois que seus próprios sábios fracassam na interpretação, ele chama por Daniel.

4: 1 0-12 - Ele sonhou com uma árvore forte e grande que estava num lugar proeminente e cujos galhos atingiam os confins da terra. Era agradável de se olhar, seu fruto era bom de se comer, e sua sombra dava proteção às bestas do campo e às aves do ar.

4:13-14 - Um "vigilante" (anjo), "um santo que descia do céu" veio. Ele mandou que a árvore fosse abatida, os galhos e as folhas cortados, e seu fruto espalhado.

4: 15-16 - Mas o tronco foi deixado, amarrado com uma faixa de ferro e bronze. A árvore representava uma pessoa que teria seu coração de homem trocado por um de um animal até que sete períodos de tempo passassem. A extensão dos "tempos" não pode ser determinada, se refere a semanas, meses ou anos, ou mesmo estações dentro do ano. O ensinamento mais claro é que se refere a um tempo completo, um período de tempo plenamente determinado, conhecido por Deus e intencionalmente começado e terminado por Deus (veja 4:25,32; 5:21).
4: 17 -18 - O propósito a ser conseguido por isto é, então, declarado: "o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer" (veja 2:21; 4:17, 25, 32; 5:21; Jeremias 27:4-8).

Um Sonho Perturbador (4.4-18)
    Não há uma indicação clara acerca do período no reinado de Nabucodonosor em que essa experiência humilde e esclarecedora veio a ele. Keil sugere que ela ocorreu "no período final do seu reinado, depois de ter participado de muitas guerras para a fundação e estabelecimento do seu império mundial, mas também, após concluir a maior parte das suas construções esplêndidas". Não havia nada em seu ambiente que trouxesse profunda satisfação ao rei. Ele havia varrido o mundo com suas conquistas. Ele tinha sido altamente bem-sucedido como projetista e construtor, tanto na Babilônia como em todo seu vasto império. Agora, em casa, estava sossegado [...] e florescente no seu palácio (4). Mas sua paz e satisfação foram quebradas por um sonho que o perturbou profundamente. Como ele havia feito anteriormente em uma ocasião semelhante, convocou todos os sábios de Babilônia (6). Mas, apesar de toda sua sabedoria e ostentação eles não fizeram saber (7) o mistério ao rei. Não está inteiramente claro se Daniel foi chamado nessa primeira convocação.

Talvez ele tenha sido propositadamente excluído pelo rei até que a maioria dos sábios tivesse a oportunidade de provar o que eles eram capazes de fazer. Mas, por fim, entrou na minha presença Daniel (8). Dele, o rei testificou: eu sei que há em ti o espírito dos deuses santos (9). O rei tinha visto em seu sonho uma árvore (10) que crescia cada vez mais de maneira que a sua altura chegava até ao céu (11) e parecia cobrir toda a terra. Sua folhagem era tão formosa e o fruto tão abundante que provia alimento e sombra para todos (12) - homens, aves e animais do campo. Então, um ser celestial chamado de vigia, um santo (13) apareceu e quebrou o silêncio com uma ordem poderosa:  Derribai a árvore, e cortai·lhe os ramos, e sacudi as suas folhas, e espalhai o seu fruto (14).
O mensageiro celestial continuou a mostrar detalhes específicos do sonho amedrontador, o qual soava como um presságio de julgamento. E, na verdade, era um julgamento, mas um julgamento temperado com misericórdia. Porque Nabucodonosor estava em rota de colisão, mas Deus seria fiel a ele.

Keil sugere que é possível que na identificação do rei do decreto dos vigiadores (17) haja uma alusão à antiga teologia babilônica. Na hierarquia das deidades havia trinta deuses conselheiros servindo cinco grandes deuses planetários. Quinze deles eram encarregados pelo mundo superior e quinze pelo mundo inferior. A cada dez dias um mensageiro de cada conselho visitava o outro mundo e trazia uma palavra. Mas, independentemente da limitação teológica que Nabucodonosor tivesse tido, ele veio a conhecer um Deus superior, o Altíssimo, que tem domínio sobre os reinos dos homens.

A Interpretação do Sonho, 4: 19-27.
4: 19 - Daniel ficou perturbado por algum tempo, pois preferia que a interpretação se aplicasse aos inimigos do rei antes que ao próprio Nabucodonosor. Mas este encorajou-o a falar.

4: 20-22 - Daniel explicou que a árvore representava a grandeza do reino babilônio, particularmente o próprio Nabucodonosor, que dominava com orgulho e arrogância.

4: 23-25 - Por um tempo determinado o rei seria retirado dentre os homens, e viveria entre o gado do campo, molhado pelo orvalho do céu, e comeria a erva do campo "até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens" (veja Provérbios 14:34; 16:12; Salmo 9:17).

4: 26-27 - Foi deixado o tronco que o assegurava de que voltaria a reinar depois de ter sido humilhado. Contudo, Daniel insiste com o rei para que se arrependa e assim prolongue sua prosperidade.

A Interpretação de Daniel (4.19-27)
Quando os filósofos e cientistas pagãos da corte desistiram de interpretar o sonho e estavam em completa confusão, Daniel foi introduzido e saudado pelo rei com deferência respeitosa, reveladora de sua alta estima por esse servo de Deus. Tu podes; pois há em ti o espírito dos deuses santos (18), disse o rei. Mas Daniel, quando ouviu o sonho, foi dominado por um grande espanto e ficou sem falar durante uma hora. Então, encorajado pelo rei, ele expressou o motivo do seu espanto: Senhor meu, o sonho seja contra os que te têm ódio, e a sua interpretação, para os teus inimigos (19).

A enorme árvore era, na verdade, o próprio rei. Seu crescimento e força estupenda apresentavam um quadro exato do seu grande poder. A tua grandeza cresceu e chegou até ao céu, e o teu domínio, até à extremidade da terra (22). Mas o resultado trágico era que essa grandeza estava com os dias contados. O rei, conhecido em toda a terra pela sua capacidade, perderia a razão e se arrastaria pelo chão como um animal do campo. Ele, que era honrado como o maior entre os seres humanos, perderia sua condição de humano e se tornaria como um boi que se alimenta de ervas. Até que passem sobre ele sete tempos (23) indicava sete anos de insanidade para o rei.



Mas no meio desse presságio chocante de julgamento, que para o rei deve ter soado mais terrível do que a morte, veio a garantia da infinita fidelidade e misericórdia de Deus.

Embora a árvore fosse cortada, o tronco (23; "toco", NVI) foi deixado para revi ver e crescer novamente. Além disso, ele foi cercado de cadeias de ferro e de bronze, um símbolo da firmeza e constância da promessa de Deus de sobrevivência e restauração. No final da sua interpretação, Daniel estava parado diante do rei rogando para que ele se arrependesse dos seus pecados de injustiça e opressão, a fim de que Deus prolongasse a sua tranqüilidade (27).
O Cumprimento do Sonho, 4:28-37.

4: 28-30 - Ou o sonho logo foi esquecido por Nabucodonosor ou foi negligenciado, porque doze meses mais tarde estava vangloriando-se com sua grandeza e com o que tinha feito.

4: 31-33 - Uma voz do céu declara o início do cumprimento do sonho. Nabucodonosor tomou a forma que é diagnosticada pelos médicos como licantropia, quando o paciente sofredor se imagina transformado em um animal. Ainda que sejam levantadas objeções contra a historicidade deste relato, pode primeiro ser argumentado que os registros do reinado de Nabucodonosor contêm muitas falhas em pormenores. Mas há citações de escritores deste período que não deixam suspeita da possibilidade que, próximo ao fim do reinado dele, houve um período de tempo no qual ele sofreu de doença mental.
Cumprimento e Destronização (4.28-33)

A falha de Nabucodonosor em prestar atenção e voltar-se para Deus por meio de um arrependimento genuíno é um reflexo ilustrativo da fraqueza e perversidade humanas. Doze meses (29) se passaram e a visão apavorante desvaneceu-se. Talvez a visão não viesse a se tornar realidade.  Certo dia, em um momento de glorificação própria, o rei começou a se exultar pelas suas grandes realizações. Enquanto caminhava pelo "terraço do palácio real" (NVI), debaixo dos seus pés estava o edifício mais esplêndido que a Babilônia já  tinha visto, adornado em ouro com ladrilhos lustrosos de cores brilhantes.

Próximo do palácio ficava a montanha artificial e os mágicos jardins suspensos construídos para a sua rainha das montanhas da Média. Esta era a grande Babilônia (30). De uma pequena cidade dê um lado do rio Eufrates o rei havia dobrado sua área para os dois lados do rio. Ele a havia enchido com novas construções e templos com uma arquitetura distinta. Ele a havia cercado com muros conhecidos pela sua altura e largura. Parelhas de carruagens podiam correr lado a lado sobre esses muros. Cerca de 210 quilômetros desses me cercavam a cidade. Cem aberturas, com portões de bronze, controlavam o acesso à cidade.

Do lado de fora dos muros ficava um reservatório de cerca de 220 quilômetros dê circunferência, conservando e controlando as águas do Eufrates. Canais para navegação e irrigação cobriam toda a área. Diques e represas alinhavam o Eufrates até o mar diversos quebra-mares tornavam o Golfo Pérsico seguro para a navegação.

Com esse tipo de visão enchendo a sua mente, podemos imaginar a soberba do rei.

Aquele que já tinha tudo glorificou-se a si mesmo: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei [...] para glória da minha magnificência? (30). Inflado de amor-proprio, a ponto de explodir, ele ruiu em um abismo de trevas espirituais e mentais. O interlúdio de insanidade de Nabucodonosor aqui relatado não é conhecido em nenhuma outra fonte, como bem podemos entender. Qualquer referência a esse fato nas fontes babilônicas seria cuidadosamente apagada depois que o rei recuperou a sua Sanidade e posição. O orgulho extremo do monarca foi castigado por meio de um julgamento fulminante e humilhante. A forma específica de demência que atingiu o rei Nabucodonosor é conhecida como licantropia.

Louvor de Nabucodonosor a Deus, 4:34-37.
4: 34-35 - Nabucodonosor recuperou a razão e louvou o poder de Deus e sua autoridade sobre toda a terra.

4: 36-37 - Quando sua razão retomou, seus administradores começaram a consultá-lo novamente. Se Nabucodonosor converteu-se a Jeová ou não, é duvidoso, mas ele aprendeu uma lição de que todos os governantes precisam hoje em dia: Deus domina sobre o reino dos homens e é capaz de rebaixar os orgulhosos.

Restauração (4.34-37)
Esse capítulo encerra de maneira apropriada a narração do rei acerca da sua recuperação e sua declaração de louvor ao Deus Altíssimo. Como Deus havia prometido, seu reino foi preservado. Seu ministério de conselheiros, do qual Daniel provavelmente fazia parte, administrou o reino durante os "sete tempos" (32) da incapacidade do rei. Se esses sete tempos representavam sete anos, como a maioria dos comentaristas interpreta, isso mostra algo da consideração e estima que os subordinados do rei tinham por ele. -= como a providência fiel de Deus em inclinar os seus corações nesse sentido.

Talvez alguns se perguntem: Por que Deus permitiu a restauração? Ou, então: L que Deus garantiu essa restauração a um autocrata tão egocêntrico como Nabucodonosor Não foi para que Deus pudesse revelar a sua glória por meio desse homem?

Deus tinha planejado essa experiência como uma disciplina especial de aprendizado para Nabucodonosor. Seu propósito especial era, nas palavras de Daniel: até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer (25). E nós lemos que a recuperação ocorreu quando eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu (34).

O rei tinha aprendido bem a sua lição. Tudo que sabia acerca de Deus até então, muito ou pouco, ele agora expressa por meio de um louvor profundo. A natureza do Deus Altíssimo distingue-se em claro contraste ao paganismo e superstição daqueles dias.

Nesse texto vemos revelados:
1) A eternidade de Deus - ao que vive para sempre (34).
2) Sua soberania - cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração.
3) Sua onipresença - segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra (35).
4) Sua onipotência - não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes? 5) Sua justiça - "Porque tudo o que ele faz é certo, e todos os seus caminhos são justos" (37, NVI).

Aplicações para os Dias de Hoje:
1. Daniel 4: 17,25,32: Deus domina o reino dos homens (veja Daniel 2:21,37; 5:21). Isto é claramente ensinado através de todos os diferentes períodos da história do Velho Testamento (Isaías 10:5-16,25-27; Habacuque 1 :5-11; Jeremias 51; Isaías 44:28 - 45: 7). Do mesmo modo, o Novo Testamento declara que Jesus Cristo é "Soberano dos reis da terra" (Apocalipse 1 :5; 17:14; Efésios 1:20-23).
2. Daniel 4: 30-32: O orgulho vai adiante da queda (Provérbios 16:18; Obadias 3:4; 1 Coríntios 10:12; DanieI5:18-20; 1 Pedro 5:5-7).

LIÇÃO QUE A HISTÓRIA NOS DEIXA

Exemplos negativos de pessoas que se tornaram soberbas

A Bíblia não conta apenas as vitórias e conquistas dos homens, nas revela suas fraquezas e derrotas para que se aprenda lições que envolvem nossas relações com Deus e com as pessoas.

Nabucodonosor é o grande exemplo do perigo da arrogância. Ior esta causa ele perdeu seu trono e seu reino.A soberba é um dos pecados do espírito humano que afeta diretamente a soberania de  Deus. Por causa da sua arrogância contra o Cetro do Deus Altíssimo, Nabucodonosor, assim como a árvore do sonho, foi cortado até a raiz (v. 18 ). A profecia cumpriu—se integralmente na vida de Nabucodonosor, e ele, depois de humilhado, perdeu a capacidade moral de pensar e decidir porque seu coração foi mudado, de “coração de homem”(v.16) para “um coração de animal”. “A punição levaria sete tempos” (v. 16).

Na linguagem bíblica, sete tempos equivalem a sete anos em que o monarca da Babilônia estaria agindo como um animal do campo em total demência racional. A estupidez da experiência amarga de Nabucodonosor foi demonstrada por uma licantropia, ou seja, ele foi dominado por uma insanidade sem precedente. Passou a agir como um animal do campo, tendo o seu corpo molhado pelo orvalho do céu e com um comportamento irracional, comendo a erva do campo (Dn 4.25). Esse estado de decadência do rei foi resultado de sua soberba que o levou a perder o reino e o trono e a Babilônia esteve em decadência política.

O Rei Herodes é outro personagem que se destaca na Bíblia por sua soberba. Ele era neto de Herodes, o Grande, e seu nome era Agripa 1 que governou a Palestina nos anos 37-44 d.C., mas foi o imperador de Roma que lhe deu o título de rei sobre Israel. Ele não gozava de aprovação entre os judeus, porque era um homem altivo, presunçoso e teve um fim triste para a sua história. Em Atos dos Apóstolos está registrado que ele mandou matar Tiago, irmão de João, um dos apóstolos de Jesus Cristo para ganhar o coração de judeus inimigos dos cristãos naqueles primeiros dias da Igreja (At 12.1,2). Depois, percebendo que isto agradaria os judeus que não o recebiam bem, mandou prender outros cristãos e, principalmente Pedro, mandando—o para a prisão (At 12.3-1 1) quando foi libertado pelo anjo do Senhor de modo excepcional. Herodes não conseguiu matar Pedro. Mais tarde, a soberba de Herodes lhe rendeu desprezo do próprio povo (At 12.21,22).

Para que todos entendessem que Deus não aceita que se zombe da sua soberania e justiça, enviou o seu anjo que feriu-o...,porque não deu glória a Deus e, comido de bichos, expirou” (At 12.23). Ninguém usurpa a glória que só pertence a Deus, a glória de sua soberania.

O Rei Saul é outro exemplo negativo do significado da soberba. Foi o primeiro rei de Israel. Saul começou bem o seu reinado, até que se deixou dominar por inveja, ciúmes e, então, começou a agir irracionalmente. A presunção de se achar superior a tudo, o levou a agir com atitudes arbitrárias dentro do Palácio e nos assuntos do reino. Foram atitudes que feriam princípios morais, políticos e espirituais de Israel.

Sua arrogância o fez praticar ações que não competiam à sua alçada e, por isso, foi lhe tirado a graça de Deus na sua vida. Então passou a agir irrefletidamente dominado pela soberba que fez Deus rejeitá-lo, porque sua desobediência era fruto da soberba (1 Sm9.26; 10.1; 15.2,3,9; 15:23).

A soberba é como vírus contagiante
A soberba é o orgulho excessivo que uma pessoa demonstra e não tem nenhum senso de autocrítica. A soberba é como uma doença contagiosa que se aloja no coração do homem e ele perde a capacidade de admitir que para viver no mundo dos homens ele precisa lembrar que o outro existe. A falta do senso de autocrítica o faz agir irracionalmente (Si i0l.5;2 Cr26.16).A soberba é contagiosa porque contamina todo o homem (Mc 7.21-23). A Bíblia nos mostra que a soberba torna os olhos altivos (Pv 21 .4) e cega a vista (1 Tm 3.6; 6.4).

A soberba foi o pecado de Lúcifer
A história de Lúcifer infere-se em dois textos proféticos de Isaías e Ezequiel nos quais, encontramos em linguagem metafórica, a história literal da queda de Lúcifer, perdendo sua posição na presença de Deus. Ele é identificado na Bíblia corno Diabo, Satanás (Is 14.13-16; Ez 28.14,16). Essas duas escrituras revelam que Lúcifer perdeu seu status celestial na presença de Deus por causa da sua soberba. Por isso, a soberba é um pecado do espírito humano, que afeta diretamente as relações verticais do homem com Deus.

Subsidio para o Professor

I - INTRODUÇÃO:
Diz a Bíblia: "Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós porque pecamos" (Lm 5.16). Veremos nesta lição alguns exemplos de pessoas, mencionadas nas Escrituras, que perderam a sua coroa. Começamos pelo caso do rei Nabucodonosor.

II - O EXEMPLO DO REI NABUCODONOSOR:
Dn 4 - O rei Nabucodonosor teve um sonho que muito o perturbou (v.5). Fez chegar a sua presença os magos, astrólogos, caldeus e adivinhadores, mas ninguém conseguiu interpretar a revelação (v.7). Finalmente, foi convocado Daniel, e este, ao ouvir do rei o relato, ficou perturbado, e disse: "O sonho seja contra os que te têm ódio, e a sua interpretação para os teus inimigos" (v. 19).
(1) - A interpretação de Daniel:
(a) - No sonho, o rei viu uma grande árvore cuja altura chegava até o céu, observada por todos os povos, cujas folhas eram formosas, e cujo fruto abundante. Ela representava o rei Nabucodonosor, que cresceu e se fez forte, e estendeu o seu domínio até as extremidades da Terra.

(b) - No sonho, foi visto um vigia, um santo, que descia do Céu, e dizia: "Cortai a árvore, e destruí-a, mas o tronco com as suas raízes deixai na terra, e com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado do orvalho do céu,e a sua porção seja com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos" (v.23).

(c) - Daniel aproveitou a oportunidade, para, amorosamente, aconselhar o rei a levar a sério o aviso de Deus, através do sonho. Livrasse-se também dos seus pecados, e usasse de misericórdia para com os pobres (v.27).

(2) - O cumprimento do sonho do rei - Ao fim de doze meses, no dia em que o rei passeava em seu palácio, ele disse: "Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência? (vv.29,30).

No mesmo momento, ouviu-se uma voz do céu: "A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: passou de ti o reino. Serás tirado de entre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens, e os dá a quem quer" (w.31,32).

A palavra teve cumprimento imediato. Nabucodonosor morou com os animais, comeu erva como boi, e seu corpo foi molhado pelo orvalho.

(3) - O rei entendeu que tudo aconteceu, por causa de seu orgulho - Depois de restabelecido, Nabucodonosor declarou: "Agora eu, Nabucodonosor, louvo, e exalço o Altíssimo, ao rei do céu; porque todas as suas obras são verdade,e os seus caminhos juízo, e pode humilhar os que andam na soberba" (v.37).
Ele aprendeu que Deus não aceita o orgulho, uma forma de insubordinação contra o Senhor. Também é uma manifestação da natureza caída do homem. A Bíblia expressa isto em Romanos 8.7: "A inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, e nem em verdade o pode ser".

(4) - A Bíblia dá exemplo de outros reis que caíram nesta fraqueza:

(a) - O rei Herodes discursou, assentado no tribunal, e o povo, que o ouvia, exclamou: "Voz de Deus, e não de homem" (At 12.21,22). Na mesma hora, um anjo o feriu, porque não deu glória a Deus, e comido de bichos expirou (At 12.23).

(b) - O rei Uzias, soberano de Judá nos anos 757 a 697 a.C., era temente a Deus, e a bênção do Senhor fê-lo prosperar grandemente. Mas, após fortificar-se, exaltou-se o seu coração, e transgrediu contra o Todo-Poderoso. Entrou no Templo, para queimar o incenso. Foi repreendido pelo sacerdote Azarias, porque não lhe competia aquele ofício, uma vez que era atribuição exclusiva dos levitas. O monarca não aceitou a repreensão, e indignou-se contra o oficiante. Na mesma hora, a lepra lhe saiu à testa e, apressadamente, saiu do recinto sagrado. Ficou leproso até o dia da sua morte, e morou em casa separada (2 Cr 26.3-21).

(5) - Todos devemos ter cuidado, para que o orgulho não nos domine - A Bíblia relata a queda de Lúcifer, o querubim ungido (Ez 28.14), que se tornou o Diabo. Ele disse em seu coração: "Subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo" (Is 14.14). E, com esta mesma arrogância, conseguiu derrubar Eva, no jardim do Éden. Satanás lhe disse: "...sereis como Deus" (Gn 3.5). O conselho da Bíblia é válido para todos os tempos: "Andes humildemente com teu Deus" (Mq 6.8).

III - O EXEMPLO DO REI SAUL:
Saul, benjamita de família respeitada, teve um bom início. O profeta Samuel transmitiu-lhe a chamada de Deus para o cargo de rei, e ungiu-o para esta função. Foi bem recebido pelo povo (l Sm 9.26; 10.1).

Logo no início de seu governo, Deus lhe ordenou que executasse o castigo divino sobre Amaleque (l Sm 15.2,3). A ordem era destruir tudo, mas ele poupou o melhor das ovelhas e das vacas (l Sm 15.9). O Senhor considerou a desobediência de Saul como rebelião (l Sm 15.23). Ele foi repreendido pelo profeta Samuel: "Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti para que não sejas rei" (l Sm 15.23).

Logo depois, o profeta recebeu de Jeová a incumbência de ungir Davi rei sobre Israel (l Sm 16.1).

Todos corremos o risco de tomar algo que Deus condenou ou rejeitou. A palavra divina diz: "Saí do meio deles, e apartai-vos diz o Senhor, e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei" (2 Co 6.17).

Recebemos, pela salvação, uma nova natureza (2 Pe 1.4), que só deseja aquilo aprovado por Deus. A Bíblia diz: "Porei as minhas leis em seus corações, e as escreverei em seus entendimentos" (Hb 10.16).

O crente vitorioso é aquele que admite em sua vida o que é aceito por Deus. E quando, por algum descuido, algo errado acontece, imediatamente sua consciência acusa a falta cometida. Ele, então pede perdão, e afasta-se do mal. Deste modo, a paz e a comunhão com Deus continuam inalteradas.

Se, porém, este pronto rompimento com o erro não ocorrer, a comunhão com o Senhor fica impedida, e a coroa corre perigo de ser perdida.

IV - O EXEMPLO DA RAINHA VASTI:
Assuero, rei persa sobre 127 províncias, convocou todos os príncipes e os maiorais do seu reino, para, por um período de cento e oitenta dias, exibir as riquezas de sua glória (Et l.3,4).

No final daquele período, deu um banquete com uma semana de duração e, no último dia, ordenou que a rainha Vasti viesse a sua na presença, para mostrar a todos a sua formosura (Et 1.10,11).

Ela, porém, recusou-se a comparecer. O motivo da rejeição não está na Bíblia.
O soberano sentiu-se muito humilhado perante seus súditos. Receoso de que o exemplo de Vasti fosse seguido em todo o vasto império, o rei, após ouvir seus conselheiros, decretou que ela não mais fosse rainha, e que, para seu lugar, fosse escolhida uma outra jovem (Et 1.13-19).

A rainha perdeu sua coroa, por ter desobedecido ao seu esposo. Se a desobediência a um rei terrestre trouxe tão sérias consequências, quanto mais, se não atendermos ao Rei dos reis e Senhor dos senhores! "É melhor obedecer do que sacrificar" (l Sm l5.22).
queles que foram resgatados pelo sangue de Cristo, purificam as suas almas na submissão à verdade. A operação do Espírito nas nossas vidas está vinculada à obediência (At 5.32).

Ajude-nos o Senhor a sempre vivermos cm sujeição a Cristo (2 Co 10.5), para garantimos assim a nossa coroa.

V - "GUARDA O QUE TENS, PARA QUE NINGUÉM TOME A TUA COROA":
O mais precioso que o crente tem para guardar é a salvação. É Jesus em nós: "Cristo vive em mim" (Gl 2.20); "Cristo em nós, esperança da glória" (Cl 1.27). E, para esta comunhão com o Filho, somos chamados por Deus, que é fiel (l Co 1.9).

Quatro forças querem nos derrubar, mas podemos vencê-las por Jesus Cristo:

(a) - O pecado - "O pecado jaz à porta, para ti é o seu desejo, e tu sobre ele dominarás" (Gn 4.7). Somos participantes da vitória de Jesus sobre o pecado (Rm 6.3-5). Por isso, "não reine o pecado em vosso corpo mortal" (Rm 6.12). Ele não terá domínio sobre nós, pois que estamos debaixo da graça (Rm 6.14).
(b) - A carne - É a nossa velha natureza da qual nos despimos no ato da nossa conversão (Ef 4.22). Pela salvação, o Espírito passa a habitar em nós (l Co 6.19). Se andarmos em Espírito, não cumpriremos as concupiscências da carne (Gl 5.16).
(c) - O mundo - Precisa ser dominado em nós (l Jo 2.15-17). Pela salvação, o mundo fica crucificado para nós, e todos para ele (Gl 6.14). Quando o vencemos, acontece o que diz a Bíblia: "Tornem-se eles para ti, mas não voltes tu para eles" (Jr 15.19).

(d) - O Diabo - Precisa ser dominado pelo crente. Jesus já venceu o Diabo (Cl 2.15). Cristo nos dá a sua vitória (l Co 15.57). Pela fé em Jesus, lhe resistimos e ele foge de nós (l Pe 5.9; Tg 4.7). O nome de Jesus faz com que os demônios se nos sujeitem (Lc 10.17).
 vitória sobre estes quatro inimigos não é mérito nosso. Somos fracos, mas em Cristo somos mais do que vencedores (Rm 8.37).

VI - CONCLUSÃO
Jamais esqueçamos que a humildade é uma virtude imprescindível na vida do cristão. Se desejamos viver vitoriosamente, tenhamos muito cuidado, para não sermos contagiados pelo orgulho, que tem levado muitos à queda, pois Deus abate os soberbos e eleva os humildes.


Que Deus nos livre da soberba! Que passemos a passos largos dela. Que não a tenhamos em nossa companhia, em nossa vida, em nossa casa e em nenhum lugar, inclusive dentro do coração.

Ela é uma praga que, depois de derrotar o proprio Satanás, continua derrotando pessoas várias, inclusive, muitos crentes em Jesus.

Salvai-vos!!!

Abraços.

Viva vencendo esse sentimento carnal e maligno que domina ate matar por completo!!!

Seu irmão menor.

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