22 janeiro 2015

O QUE ESTÁ EM JOGO? O OCIDENTE VERSUS O ISLÃ? SERÁ?

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O atentado de radicais islâmicos à revista francesa anarco-trotskista Charlie Hebdo, na quarta-feira passada, 07 de janeiro, mobilizou, para além da cobertura massiva de grandes redes televisivas como CNN, FOX News e Rede Globo todo um leque de discussões quanto ao futuro do cristianismo no Ocidente. Outro atentado, desta vez realizada pelo Boko Haram, também muçulmano, dizimou mais de 2 mil mortos na cidade de Baga, na Nigéria. O primeiro foi largamento divulgado, o segundo, praticamente silenciado.

O grande conflito para o século XXI é mesmo de matriz cultural e religiosa. É um grande embate entre o Ocidente laico, outrora cristão, e o Islamismo militante, que há décadas discute as mais variadas formas de uma invasão cultural e religiosa da Europa. Como o resultado parece estar saindo melhor do que encomenda, a atual discussão islâmica está no patrocínio de incursões e financiamentos de mesquitas nas Américas.

Isto ficou evidente no portalconservador.com/encontro-de-lideres-muculmanos-apontam-que-america-latina-e-prioridade/" último encontro muçulmano de 12 de novembro, em Istambul (Turquia). O evento foi noticiado pela grande mídia? A resposta é não. O tema? Construindo as nossas tradições e o nosso futuro. Ao contrário de Roma, que um dia fora a capital da Cristandade, Istambul permanece como a capital do Mundo Árabe. Quarenta líderes islâmicos e o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, discutiram e traçaram metas para uma expansão islâmica para os dez anos seguintes.

A escolha de Istambul é mesmo simbólica para o islamismo. Em 1453, os árabes liderados pelo sultão Maomé II (1432-1481) tomaram em assalto a cidade de Constantinopla (atual Istambul), selando o destino do Império Romano do Oriente e anunciando o seu próprio império, o Otomano, que só veio a ser dissolvido em 1922. A tomada de Constantinopla fora uma grande vitória contra o Ocidente cristão. E querem, a partir da própria Constantinopla, continuar os devidos trabalhos.

Todo esse processo de invasão acontece enquanto o Ocidente está a dormir em torno de discursos politicamente corretos, liderados por políticos de ideologias socialistas e marxistas. É uma via de mão dupla: enquanto a mídia condena toda e mera crítica ao Islã como islamofobia, evidenciando o fato de serem todos pacíficos, do outro lado a política, que outorga o ensino islâmico sob debaixo dos panos e incentiva a imigração. É uma realidade que necessita ser rapidamente compreendida.

O islamismo está em conflito com o resto do mundo desde o século VII d. C, e o islã moderno está canalizando suas forças através do ensino, da grande mídia e da publicidade. Mesmos muçulmanos inofensivos apoiam os radicais do Estado Islâmico (ISIS), afinal, estão conquistando pessoas e territórios para Alá. E nenhum islâmico é contrário à instalação da lei divina. Nos Estados Unidos, a maior organização muçulmana, a Council on American-Islamic Relations (CAIR) ficou horrorizada com a proibição da Sharia em 16 estados americanos. http://portalconservador.com/16-estados-americanos-introduzem-legislacao-banindo-a-sharia/"

Igreja-Catolica-Armenia-Portal-Conservador
Igreja Católica Armênia em Raqqa,Síria, atualmente escritório do ISIS

O Estado Islâmico dominou dois terços do território iraquiano. A segunda cidade mais populosa, atrás apenas da capital Bagdá, Mossul, não existe mais. Mossul fora um centro cristão desde o II século d. C. Com muitos altos e baixos, a violência  eclodiu após a invasão dos Estados Unidos em 2003 e a campanha do ISIS significou o golpe final http://midiainversa.org/a-queda-de-mossul-milenar-cidade-crista-do-norte-do-iraque/".

O arcebispo de Mossul, Dom Amel Nona, foi enfático, em agosto de 2014:Perdi minha diocese para o Islã; vocês no Ocidente também serão vítimas. E de fato, o mundo islâmico sabe muito bem que está em guerra com o cristianismo. É preciso compreender a posição do Corão sobre os infiéis, que são todos aqueles não-islâmicos. Para o islamismo, é irrelevante se você é cristão, ou ateu, ou budista, se é ou não é adepto das utopias messiânicas socialistas. Continua sendo infiel, pois não compartilha da fé em Alá. E portanto, ou você se converte ao Islã, ou você deve ser morto.

Ao contrário do Ocidente, que não experimenta nenhuma coesão religiosa ou até mesmo professa irreligiosidade, o mundo islâmico é representado por uma instituição internacional: com 57 países-membros. É simplesmente o maior bloco de países do mundo. Todos estes países defendem, desde o maior ao menor grau à instituição da lei islâmica, a Sharia. Rechaçaram, em diversas ocasiões, a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU.

É mais do que evidente que a secularização experimentada pelo Ocidente é completamente inofensiva contra uma religião totalitária que é o islamismo. Eles estão vencendo esta batalha, mas ainda podem perder a guerra. É só lembrar que a Cristandade foi atacada constantemente por mais de quatro séculos antes dos Papas aprovarem as Cruzadas:
-http://portalconservador.com/introducao-as-cruzadas
-http://portalconservador.com/paul-crawford-desmente-mitos-anti-catolicos/

E ainda há gente ignorante, para dizer o mínimo, que as condenam.

 Escrito por John Ford Braüner¹
¹Colunista político, é fundador da Rede Conservadora

 O porquê de eu não ser Charlie Hebdo


Um pensamento me passou sobre o terrorismo, analisando a atitude pela ótica dos islâmicos fanáticos: não se tolera a ofensa ao sagrado, sob pena de morte. Como nós, ocidentais, somos criaturas envolvidas numa cultura secularizadas e não sinceramente religiosas o suficiente (ou até cínicas), eles, contudo, vêem de forma diferente. Quem desrespeita a Alá não tem o direito de viver. Logo, os cartunistas que satirizavam virulentamente as religiões deveriam morrer.

Mas o raciocínio aqui esconde dois grandes sofismas, que disfarçam a falta de prudência e a distorção perigosa do raciocínio: eu tenho pleno direito de discordar, de desprezar e até mesmo odiar os cartunistas que faziam charges de profundo mau gosto. Porém, encontraria os meios mais prudentes e legítimos de coibir a ofensa à fé, através da razão e dos meios legítimos.  Não me dá o direito de matá-los, nem de ser terrorista. Justamente porque, ao contrário do islamismo, para um cristão, o sagrado não é apenas uma retórica abstrata. Ele implica também uma questão prática que é a vida de um ser humano. E a quem disser que na Cristandade não havia provocações desse tipo, será preciso ler a forma como os cristãos medievais revelavam o humor. O carnaval, por exemplo, é uma festa genuinamente medieval. Nestas festas, camponeses se fantasiavam de vários personagens e até de nobres, de clérigos e embora tivessem uma reverência ao sagrado, não poupavam críticas satíricas às autoridades religiosas da época. A paródia e a imitação eram a regra. Dante Alighieri manda o papa Adriano V ao inferno. Erasmo de Roterdã acusava o papa Julio II de corrupto e homossexual. Inclusive, Sua Santidade, nas portas do céu, discute virulentamente com o apóstolo Pedro, chamando-o pejorativamente de judeu,pescador. Os elementos religiosos são envolvidos numa piada. Será que alguém veria algum tipo de manifestação cultural desse tipo no mundo islâmico? Difícil.

"Prefiro morrer de pé do que viver ajoelhado", disse diretor do Charlie Hebdo. Uma questão que qualquer membro de outra religião jamais vai entender (e incluo entre eles, os islâmicos) é que a história do Cristianismo é uma tensão entre o sagrado e o profano, entre o temporal e o espiritual, entre a liberdade mundana e a ordem espiritual. Esse detalhe particular é incompreendido até mesmo pelos meus amigos católicos tradicionalistas, que idealizam uma Idade Média hermética, fictícia e inexistente.

Essa relação entre o espiritual e o profano expõe os seguintes dilemas, não somente da defesa da religião e de princípios, como também da sua atuação na vida mundana. Se por um lado defender os valores da religião cristã é um fator legítimo, isso não isenta a importância do profano, dos homens reais do dia a dia, dos seus dramas e de suas dissidências. Essa briga e esse universo dividido que faz do ocidente um ambiente de liberdades inexistente no mundo oriental e no mundo islâmico. Essa ignorância da divisão entre o humano e o sobrenatural faz com que os islâmicos transformem o crime, o terror e a violência mais brutal, imoral e gratuita num elemento sacralizado, divinizado. O terrorismo islâmico é, na prática, uma idolatria perversa e divinizada da ação humana. Ao contrário da modinha do momento, “Je suis charlie”, sou completamente “je nes suis charlie”. O humor daqueles cartunistas me parecia grosseiro, apelativo, desrespeitoso. Eis o mal do humor moderno: ele não tem, como na Idade Média e até na Renascença, a finalidade de educar, de rir, de denunciar objetivamente o ridículo, mas de ofender por ofender. Justamente porque o sentido moral do humor se perdeu. Numa sociedade onde as noções do bem, do belo, da verdade e da decência foram obscurecidas pelo relativismo, resta inverter a ordem natural das coisas. Faz-se piada sobre o que é bom, o que é decente e valoriza-se o que é ridículo como se fosse algum tipo de bem.

O folhetim Charlie Hebdo, como aqui no Brasil o sonolento grupelho de youtube “Porta dos Fundos”, não fazia humor, caluniava e agredia pura e simplesmente. Vou mais além: era humor “politicamente correto”. Atacar a religião pode. Agora experimente satirizar os grupinhos do momento protegidos pela histeria politicamente correta? Pode dar cadeia. Os cartunistas do Charlie Hebdo foram mortos porque atentaram contra um grupo que era, paradoxalmente, protegido pelos seus amiguinhos de esquerda, os muçulmanos, esses adeptos da “religião da paz”. 

Se a histeria politicamente correta no ocidente atacasse tão virulentamente os islâmicos como ataca os cristãos, era até possível que os terroristas fossem um pouquinho mais cautelosos. Se algum cristão desajustado e maluco praticasse o mesmo crime, a imprensa ocidental seria muito mais impiedosa e não teria tantos escrúpulos em atacar a Igreja Católica.Mas o terrorismo islâmico é incensado, aprovado e acobertado pelas esquerdas do ocidente. Charlie Hebdo quebrou a regra e perdeu. Ou melhor, como os cartunistas faziam parte dos que ditavam as regras, ignoraram que terroristas, em geral, não obedecem regras. Mesmo assim, apesar do atentado e da ameaça que o islamismo representa para a Europa e o ocidente, há muito esquerdista aí que está mais preocupado com o crescimento da “extrema-direita” nas próximas eleições!

É surpreendente agora afirmar que a “liberdade de expressão” foi atacada na França. O que o ocidente não percebe, por cegueira, é que, como antes, a liberdade de expressão é muito seletiva. E pior, invertida no âmbito dos valores. A cultura politicamente correta criminaliza ofensas ou jocosidades contra “minorias sexuais”. É pior, a despeito de vários crimes envolvendo muçulmanos na Europa e da franca hostilidade dessas comunidades alienígenas encravada no continente, a imprensa fez o mais obsequioso silêncio. Tenta ainda resgatar o mito do islamismo bonzinho. Preocupa-se com a tal “islamofobia”. Revelar a verdade se tornou de consciência.

Porém ninguém reconhece o direito de se proteger valores familiares ou religiosos cristãos, que são a base de nossa sociedade. Ou melhor, as bases espirituais da civilização européia já estão destruídas pelo secularismo. Criticar ou contar piadas de gays não pode, mas zombar de Jesus Cristo pode.  As feministas da FEMEN podem invadir a Catedral de Notre-Dame, mostrar os peitos ou mesmo simular aborto no altar da Igreja. Isso é “liberdade de expressão”. Agora ninguém pode denunciar o islamismo como “religião da violência”, porque você será considerado “preconceituoso”, “racista” e “fascista”. E repito, mesmo que os coleguinhas de esquerda tenham sido executados com fuzis kalashnikov nas ruas de Paris, transformando a bela cidade numa extensão da Síria, a vigilância continua como dantes. Todo mundo nas ruas é “Je Suis Charlie”, o islamismo é a “religião da paz” e tudo fica por isso mesmo!

O massacre dos cartunistas será o pretexto que os socialistas europeus, aqueles que promoveram durante anos o radicalismo islâmico, ataquem todas as religiões e radicalizem o processo secularista do continente. Resta saber quem ganhará a disputa sobre a alma dos europeus: a União Européia ou o islã.

Os passos da tomada da Europa pelo islamismo

Quando o professor Olavo de Carvalho dizia, novamente, há dez anos ou mais, que existia um plano a longo prazo e muito bem arquitetado para a tomada tanto moral quanto biológica da Europa por parte dos Islâmicos, riram dele; para variar, o mesmo de sempre: Chamaram-no de maluco, conspiracionista e todo tipo de coisa. Hoje em dia, eis os números:
Dos 50 mil combatentes do grupo ISIS, 20 mil deles vieram da Europa e demais países islâmicos. Dos que chegam para o combate, um em cada seis, vem de países Europeus, sem histórico majoritário Islâmico. A estratégia foi muito bem construída: Primeiro, o aporte em países sem tradição religiosa nas últimas décadas; Noruega, Suécia, França e Finlândia. No vácuo da fé, acomodaram-se e se multiplicaram.

Converteram milhares de jovens locais com as palavras que se encaixavam como uma luva na já doente mentalidade moderna; venderam a ideia de que eram sofridos, discriminados, de que sua cultura ancestral era algo a ser preservado, uma espécie de ligação direta com algum tipo de sabedoria ancestral combatida e que valia a pena serem conhecidos, ao menos. Que a proximidade eliminaria os preconceitos e que ninguém nos dias de hoje poderia atacá-los sem que ao menos o conhecessem. Aos mais fracos e vazios, foi um convite para a conversão.

Para uma geração que nunca conheceu o perigo, o trabalho, a insegurança, o Islã serviu como uma causa, um sentido para a vida; o homem tem espaço de causa; para alguns, essa causa é deus, para outros o mercado, o estado, as artes ou literatura. Mas, de qualquer forma, o vácuo de vida é preenchido na apresentação de um primeiro objeto de adoração; o Islã converteu aos montes quem antes gritava que a religião era uma espécie de herança bárbara, que deveria ser combatida.

Chegavam às mesquitas sem nenhuma noção de estratégia ou preparo mental; sem o conhecimento das habilidades da guerra pela mente que há muito tempo William Sargant tão bem havia descrito. Foram presas fáceis. Em uma mente frágil e sem propósitos, qualquer causa, bem vendida, torna-se a própria causa, a própria vida.

A grande questão, que virá logo a seguir, não são os jovens que vão à Síria para combater, mas os que sobreviverem e voltarem aos seus países, agora tendo experimentado a realidade Jihadista lá de fora, onde decapitar pessoas, estuprar mulheres e enterrar crianças vivas é algo normal. Dormem e acordam juntos, aos bandos, sentindo prazer nisso. Aos que sobreviverem, o retorno está garantido. Se misturam aos turistas, refugiados ou rapazes em férias. Eis que então a próxima fase do plano de dominação estará mais do que completa: Haverá pelo menos algumas dezenas de homens bomba prontos para agir, enfiados em seus apartamentos, trabalhando em bibliotecas, cafés e universidades, à espera do primeiro chamado. Tempos difíceis virão. Não que não tenham sido anunciados.

Ícaro Carvalho e Conde Loppeux de la Villanueva

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