04 março 2015

AMIGOS E SEUS 'PECADOS INOCENTES' - COMO FICA ISSO DIANTE DO SENHOR?


Uma das partes mais memoráveis ​​de Agostinho em sua famosa obra Confissões, é a sua dolorosa lembrança  de um evento que ocorreu 25 anos antes dele estar escrevendo aquelas palavras.

Agostinho descreve o estado de seu coração quando ele tinha 16 anos:  “Eu não me importava com nada além da ideia de amar e de ser amado. . . . amor e luxúria juntos”, ele continua, “ferviam dentro de mim. Na minha juventude, tudo dentro de mim foi sendo varrido sobre o precipício de apetites do meu corpo e mergulhei na banheira onde meu pecado era massageado. Eu estava. . . chafurdando nas ondas do mar da minha fornicação. . . . Os brados da luxúria cresceram bem acima da minha cabeça e não havia ninguém para arrancá-los, certamente não o meu pai "(II.2).

Agora, apesar de seus anos de adolescência cheios de luxúria, ele  concentra a maior parte de sua atenção sobre um ato que muitos poderiam julgar como simplesmente um “pecado inocente” - O furto em uma árvore frutífera. Mas observe cuidadosamente porque Agostinho, olhando para trás, vê a malignidade do pecado em roubar estas peras:

"Havia uma árvore de peras perto da nossa vinha, carregada de frutos que de fato não eram muito atraentes nem para olhar nem ao paladar.

Tarde da noite, um bando de garotos que se achavam espertos, inclusive eu, invadíamos a propriedade para apanhar os frutos e levá-los para longe, onde nossas diversões continuavam até tarde na noite, como era nosso hábito pernicioso. Nós levávamos uma enorme quantidade de peras, não para comê-las nós mesmos, mas simplesmente para jogá-las aos porcos.

Algumas vezes comemos algumas peras, mas o nosso verdadeiro prazer consistia em fazer algo que era proibido. . . .

Não foram as peras que a minha alma infeliz desejava. Eu tinha muitas em minha casa, e na verdade melhor do que aquelas, e eu só desejava as peras para que eu pudesse roubar e pela emoção. Muitas vezes eu peguei as peras e não apreciei nada do gosto da fruta, o que provei nelas foi o gosto do meu próprio pecado, que eu apreciava e deseja satisfazer...

O que nos agradava era o riso e a galhofa... os proprietários ficavam furiosos e ninguém suspeitava de nós... Por que junto com aquela turma tudo era diversão e eu não sentia a culpa do ato como devia? Talvez seja porque não é fácil rir quando estamos sozinhos... tenho certeza de que se estivesse só, como muitas vezes estive, nunca teria feito a mesma coisa... pois para mim sozinho não teria sido divertido e eu não teria certamente feito assim.” - Agostinho, Confissões , Penguin Classics, trans. RS Pine-Coffin (New York: Penguin, 1961), II.4, 6, 9.

Veja esse antigo poema:

Isso é um fato
Na companhia de tolos
nós relaxamos em
aterros ordinários,
apreciamos comida ruim,
bebida barata,
conhecemos homens e
mulheres do
inferno.
Na companhia de tolos
jogamos os dias fora como
guardanapos de papel.
Com essa companhia
nossa música é alta e nosso
riso
falso.
Não temos nada a perder
além de nós mesmos.
Junte-se a nós,
nós somos agora
quase que
todo o
mundo.
Deus nos
abençoe.
Charles Bukowski

COMENTÁRIO DE WÁLDSON

Não existe pecado inocente. Mesmo quem não tem Jesus sabe quando erra. Muito mais nós que temos o Espirito Santo.

Tanto para cristãos quanto para não cristãos o pecado se torna tão constante que "parece" nem ser mais pecado...é ato de vida.

O fato das pessoas acharem que podem viver fazendo brincadeirinhas 'além dos limites,mas sem maldade' com os amigos mais próximos é o que leva as pessoas, principalmente os servos de Deus a viverem no pecado e não se darem conta de disso.

Como pode uma pessoa não mais sentir que pecou? Ora, pelo simples fato de ter repetidas vezes, praticado o tal 'pecado inocente'. Sua consciência ao invés de sentir repulsa, passa a 'aderir' o que está sendo feio. Eu a chamaria de uma mente 'que foi estuprada'.

Quando Paulo disse que "... o pecado não terá domínio sobre vós", queria com isso dizer que, agora, salvos e conhecedores da Verdade de Cristo Jesus, não haveria mais razão para que os novos crentes voltassem ás práticas antigas.
Mas, infelizmente, isso vem acontecendo com tanta frequencia que uma boa porcentagem dos crentes em Jesus, já não sentem seus pecados 'inocentes'.

Uma brincadeira, uma fala, um toque, uma piada, uma frase, praticados com má intençao, já é pecado. Agora imagine que, quando isso gera prazer, onde é que isso vai parar? Tornar-se-á numa 'bola de neve'.

Veja que os pecados cometidos por alguns crentes, não são diversos, ou seja, ele não está cometendo 'novos pecados' todos os dias. Mas sim, está todos os dias, repetindo os mesmos, como se não fossem algo mal.

Acordemos para essa dura realidade. A vingança de Deus contra o pecado e contra o pecador haverá de vir. E com Ele não haverá misericórdia e 'nem acordos'.

Sejamos "santos em toda a nossa maneira de viver(comportamento)".

Abraços.

Viva vencendo as brincadeiras que, parecem inocentes, mas são carregadas de pecado que viciam!!!

Seu irmão menor.


Nenhum comentário:

Postar um comentário