10 março 2015

NEPOTISMO Á VISTA: PR. JOSÉ WELLINGTON JR É CANDIDATO Á PRESIDÊNCIA DA CGADB EM LUGAR DE SEU PAI

Revista Seara News

COMENTÁRIO DE WÁLDSON:

Prezados leitores,
graça e paz do Senhor.

Lí a reportagem e achei muito oportuna posta-la, uma vez que faço coro com o Pr. Daladier Lima dos Santos, Pr. da AD Pernambucana.

Os apontamentos desse servo do Senhor, é bastante racional e preocupante.

O que ele descreve abaixo é a mais cristalina verdade: ao invés da liderança assembleiana se preocupar com o direcionamento do povo, está preocupa em estabelecer um novo líder, que seja filho do atual. Além de ser vergonhoso para nossa Denominação, isso é nepotismo, que por si próprio, faria corar de vergonha, quem a tivesse.

No fim da Matéria, posto um comentário do Pr. Geremias do Couto, um dos grandes líderes de nossa Igreja, que tem muito prestigio por ser um homem de Deus e por não concordar com o que andam fazendo com nossa denominação.
Leia-o também.

Leia abaixo e deixe seus comentários, por favor.

No amor de Cristo,

Viva vencendo a politicagem que impera em nossa Denominação!!!

Abraços.

Seu irmão menor.

Matéria do Pr. Daladier Lima dos Santos, publicada em seu site

"Prezados, aqui e ali as notíciasdestacam a indicação do Pr. José Wellington Júnior à presidência da CGADB. Desde agosto do ano passado, na UMADENE, a indicação fora aventada e, consta, admitida. Agora foi a vez da SearaNews, que tem entre os colaboradores o amigo Pr. Robson Aguiar. Antes de prosseguir deixo bem claro que não conheço o prezado pastor candidato, nem tenho nada pessoal contra ele, nem contra seu pai. Por que teria? Os questionamentos a seguir são eco de outras postagens e buscam aprofundar a discussão sobre a Assembleia de Deus que precisamos, para fazer frente aos desafios de nosso tempo. Quando escrevemos fazemos escolhas. Entre os pastores citados e a denominação, fico com esta última. Procurem na pesquisa e confirmem que já nos ocupamos bastante do assunto.
Pois bem, a próxima eleição será em abril de 2017. Estamos razoavelmente distante da campanha. Infelizmente, assim como na política a cúpula da entidade só pensa na manutenção das rédeas. Aliás, é praxe Brasil afora. Faço o registro com tristeza profunda no coração. Tenho absoluta certeza que nossos fundadores ficariam desgostosos com tal caminho tomado pela denominação.
Ouvi num grande culto de Confraternização da Mocidade, no templo central em Recife/PE, há mais de 28 anos, um preletor afirmar: “A Assembleia de Deus é o maior movimento pentecostal do mundo, mas se esta igreja não tiver cuidado Deus a rejeitará”. Era um prenúncio sombrio. A efervescência daqueles dias embotava a realidade que se já estava em curso. Nos meus 16, 17 anos não percebia…
Chamo a atenção dos meus dez leitores para algumas colocações que julgo pertinentes:
1) Vejo a indicação com tanta antecedência como uma tentativa de frustrar os planos de concorrentes internos. Posso estar enganado? Sim. Mas, ao contrário do que parece, alguns dos grandes líderes que compõem as entidades representativas assembleianas no Brasil gostariam de ter seus nomes levados em conta. Com a indicação vão ter que trabalhar na surdina, o que reduz seu alcance numa eventual campanha. A maioria dos interessados não vai querer comprar a briga e desiste bovinamente;
2) Consolida-se o patrimonialismo assembleiano, tão bem caracterizado em 1959 (vejam quantos anos!), pelo já falecido Pr. Alcebíades Vasconcelos, nas páginas do Mensageiro da Paz: “O sistema de hierarquia eclesiástica que, pelo adotado, já se esboça de modo bem acentuado entre nós na Assembleia de Deus no Brasil, pois, aquilo que no Cristianismo primitivo demorou cinco séculos para se generalizar, entre nós, com outros nomes, se generalizou em apenas 40 anos e o que na igreja apóstata deste último tempo custou ainda mais tempo para vingar, entre nós, nalguns setores, já é coisa oficializada com menos de 50 anos de experiência pentecostal“. Dentre as negativas características do modelo temos o nepotismo, aonde o poder é hereditário. Depois de 26 anos do pai, teremos o filho;
3) A cúpula não está muito preocupada com os rumos da denominação. Agora mesmo temos uma grave crise ética e institucional na política brasileira e o que ouvimos da CGADB? Nada. Relembro aqui o debate sobre os anencéfalos, no qual todas as entidades religiosas foram convidadas. A CNBB entre outras foi. Mas quem representou a igreja evangélica brasileira foi a IURD, cuja posição sobre o aborto destoa radicalmente da assembleiana! Foi assim com o PNDH 1, com o PNDH2, com o PNDH3. Este último, procurem no blog, somente dois anos depois de lançado foi debatido no Mensageiro da Paz;
4) Mas há algo pior, a CGADB se omite mesmo quando o assunto diz respeito a nós internamente. O que dizer da falta de atuação no sertão nordestino, aonde milhões são escravos da idolatria em pleno século XXI? Aliás, neste particular a UMADENE também tem sua colaboração. Não fora a iniciativa isolada de alguns a AD, maior igreja brasileira, não seria lembrada naqueles rincões. A entidade não protagoniza na erradicação do analfabetismo. Por que não utilizar a Bíblia e massificar um sistema como o Alfalit? Pasmem os senhores, há na CGADB um Comissão de Planos e Estratégias de Evangelismo que utiliza dados de 1993! Em que mundo vive esse pessoal? A CGADB, por exemplo, não tem um portal para repercutir suas ações? Você vê os Testemunhas de Jeová, lançam um site com tradução para centenas de idiomas! Uma entidade mais atenta já teria processado o deputado Jean Wyllis, por exemplo, por suas declarações de discriminação religiosa, como é o caso da última reportagem sobre os projetos de recuperação de viciados evangélicos. Ao contrário, os críticos florescem, transgridem leis e não são enquadrados;
5) No quesito ético nenhum dos políticos assembleianos se viu enquadrado por seus desvios, nem mesmo os deputados federais. Alguns deles estão com processos em diversas instâncias da Justiça. Qualquer um se unge pastor, consagra um punhado de seguidores e põe o nome Assembleia de Deus alguma coisa na parede. Os ministérios pululam nas avenidas brasileiras. As brigas estaduais se aprofundam. Igrejas são tomadas à força Brasil afora. Os líderes se engalfinham e fica tudo por isso mesmo;
6) Até agora a única proposta que mereceu repercussão nacional foi a criação de um partido assembleiano. Ou seja, já não temos partidos demais e desvios políticos aos borbotões e agora se junta mais um partido puro sangue evangélico, que, anotem, não fará nada diferente do que os outros partidos já não fazem. E olha que eu conheço um bocado de políticos evangélicos. Do perfil deles, sem generalizar, não tenho dúvida: vai ser uma benção.
Ficam pendentes a padronização de usos e costumes, Norte a Sul, uma estratégia para a capacitação de obreiros leigos, um “ENEM” para professores e alunos da EBD, um chega pra lá nas denominações assembleianas, de fundo de quintal, o enquadramento de Convenções beligerantes, a implantação da remuneração dos obreiros de maneira uniforme nacionalmente (a Brasil para Cristo, que saiu de nossas fileiras conseguiu aprovar em estatuto, por que não nós?), o adensamento nas redes sociais, o reconhecimento nacional da carteira da entidade para os ministros (novamente a Brasil para Cristo, que saiu de nossas fileiras conseguiu aprovar em estatuto, por que não nós?) e umas dez mil pendências outras. Mas o que é isso diante da perpetuação do poder?
Às favas com as urgências! Como o segredo de aborrecer é dizer tudo (como diz o Reinaldo Azevedo): Não acredito que estas indicações sejam “espontâneas”! #prontofalei"
Comentário do Pr. Geremias do Couto: "Inicialmente quero lhe dar parabéns por trazer o tema à baila. Esse é um “novelo” difícil de desenrolar. Há tantas voltas e tantos nós, que, talvez, em nossa pobre humanidade, o melhor fosse desconstruir tudo para recomeçar do zero. A pior coisa é reformar uma casa que tenha sido mal construída. A CGADB, a meu ver, padece desse mal. Ela reflete em sua cúpula o “hibridismo” que caracteriza o nosso sistema eclesiåstico, onde passar o “cajado” de pai para filho (ou genro) virou rotina. Entendo até a razão de alguns: o medo de ficarem abandonados, se um desconhecido assumir o seu lugar. Tamvém, com isso, não questiono a vocação de filhos de pastores realmente chamados por Deus. Mas, regra geral, o desejo é manter a dinastia na família. Não vejo de outra forma essa insistência do pastor José Wllington Bezerra da Costa em que o filho seja candidato a presidente da CGADB em 2017 e ele venha como vice-presidente. Certamente, a sua resposta será: “são os pastores que querem, não eu”. Mas os que conhecem os bastidores sabem como funciona: terceiros são usados para propor o que o líder deseja. O meu preclaro amigo disse bem: em 2017 completar-se-ão 29 anos do atual presidente à frente da CGADB! Por outro lado, até onde sei, são mais de 70 mil filiados à instituição. Será que entre esses homens não há alguém capaz de presidi-la? Mas a tática é essa: como temos um padrão de comportamento quase bovino (temos força, mas não sabemos usá-la), a antecipação do lançamento da candidatura (isso ocorreu pela primeira vez em 2014, três anos antes das eleições) serve para que possíveis candidatos recuem, embora fiquem insatisfeitos. Ou seja, esses próximos dois anos e um mês serão dedicados a construir a perpetuação da dinastia, a tentar afastar do caminho as vozes divergentes e aqueles que, porventura, buscarem mais uma vez enfrentar, nas urnas, a candidatura da família Costa. Isso sem falarmos nas obscuridades que se mantêm no âmbito da adminisrração da CGADB. Peço licença ao preclaro amigo para divulgar o link em meu perfil no Facebook. Afinal, esse é um tema que precisa ser discutido".
Fonte:
www.daladierlima.com/o-que-penso-sobre-a-indicacao-do-pr-jose-wellington-junior/

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