19 maio 2015

A REVOLTA DOS "PASTORES DJ" E SEU FÃ-CLUBE


Extra, extra! Depois dos fãs das celebridades gospel, dos milagreiros, dos pregadores malabaristas, dos animadores de auditório e dos "mestres" da Teologia da Prosperidade, um novo fã-clube está revoltado contra mim! Na última madrugada, minha página no Facebook foi "bombardeada" com mensagens "elogiosas" de alguns "pastores DJ" — promotores do que eles chamam de Rede Dance Gospel — e seus "amáveis" defensores.

Infelizmente, muitos líderes evangélicos, baseando-se erroneamente em 1 Coríntios 9.22, pensam que a contextualização da mensagem não tem limites e torcem o Evangelho, dessacralizando o louvor a Deus, associando-o a estilos musicais mundanos e secularizando o culto. E isso tem produzido, a cada dia, mais e mais adeptos do pseudo-evangelho da ostentação — o falso evangelho-show —, os quais, embora digam que são "loucos por Jesus", não querem entrar pela porta estreita, preferindo andar pelo caminho largo (Mt 7.13,14).

O que o apóstolo Paulo — um paradigma para todos pastores — ordenou, em 2 Timóteo 4.1-5, depois de ter dito: "Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo"? Ele disse: "Que divirtas a 'galera', animes plateias e promovas festas dançantes"? Não! A mensagem dele foi clara: "Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo". Paulo não perdia tempo com efemeridades e superfluidades, mas pregava a mensagem da cruz (1 Co 2.1-5).

Quanto ao Senhor Jesus, o Pastor dos pastores, nosso supremo exemplo (At 10.38; 1 Jo 2.6), a despeito de Ele ter cantado, ao andar na terra (Mt 26.30), seu ministério não foi voltado ao entretenimento da "galera". Cerca de dois terços do seu tempo, neste mundo, foi dedicado à exposição da Palavra. E, se há um versículo que corrobore essa constatação, é Mateus 4.23: "E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo". ‪#‎FicaADica‬, especialmente para o fã-clube dos "pastores DJ".

Ah, sim! Antes que alguém me diga: "Saia da Internet, pois, assim com o 'ministério de pastor DJ', ela não está na Bíblia", desejo fazer um esclarecimento. Quando eu critico o "ministério" de "pastor DJ", refiro-me — evidentemente — a um claro desvirtuamento do ministério pastoral, à luz do Novo Testamento, o que é contrário ao culto cristocêntrico.

Sabemos que a Bíblia não é apenas um livro de mandamentos, mas também um livro de princípios. Embora não haja uma menção expressa ao culto com "pastores DJ", podemos perceber que esse tipo de culto não agrada a Deus. Quanto à Internet, conquanto ela também não seja mencionada na Bíblia, de modo específico, não vemos, à luz dos princípios bíblicos, que essa ferramenta seja antibíblica. Já o culto antropocêntrico, o evangelho da ostentação, voltado ao entretenimento, com "pastores DJ", é claramente um desvio do Evangelho e do culto cristocêntrico. #‎ProntoFalei

O texto no Facebook é esse: "Nesses tempos pós-modernos, o Evangelho está sendo desprezado e trocado por um falso evangelho-show, que oferece às pessoas o que elas desejam, e não o que elas precisam (2 Tm 4.1-5; Jo 6.60-69). Já existem, alhures, fã-clube gospel, gospel night, pregador (pregador?) stand-up e pastor (pastor?) DJ. Muitos estão embarcando nessa canoa furada! Mas a “mensagem que somos convocados a pregar é ofensiva. O próprio Cristo é uma pedra de tropeço e rocha de escândalo (Rm 9.33; 1 Pe 2.8). A mensagem da cruz é uma pedra de tropeço para alguns (1 Co 1.23; Gl 5.11) [...] Por que você acha que Paulo escreveu ‘não me envergonho do evangelho’ (Rm 1.16)? Certamente porque há muitos cristãos que estão envergonhados da própria mensagem que são ordenados a proclamar” (MACARTHUR JR., John F. Com Vergonha do Evangelho. São Paulo: Editora Fiel, 1997. P. 28-29). por: Ciro Sanches Zibordi.

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