14 maio 2015

AMOR EXTRAVAGANTE



O relato da vida real que se segue, é o testemunho pessoal de um judeu.

"Trabalhei como cirurgião do Exército dos Estados Unidos durante a Guerra Civil.

Após a batalha em Gettysburg chegaram ao hospital vários soldados feridos, entre eles Charles Coulson.

Charles era muito jovem para ser soldado, pois, tinha 17 anos, alistara-se como tambor.

Ele chegou com ferimentos graves, sendo necessário amputar-lhe um braço e uma perna.

Quando meus assistentes foram aplicar-lhe clorofórmio para a cirurgia, ele recusou-se e pediu para chamar-me e disse:
- Doutor quando eu tinha 9 anos dei meu coração a Jesus e desde aquele dia venho aprendendo a confiar nEle. Ele é minha força, Ele me sustentará enquanto o senhor estiver amputando meu braço e minha perna.
Então o indaguei e pedi para que tomasse um pouco de conhaque. Mais uma vez ele respondeu:
- Doutor, quando eu tinha 5 anos minha mãe se ajoelhou ao meu lado,  pedindo a Jesus para que eu nunca bebesse um gole de bebida alcoólica. Existe a possibilidade de eu morrer e ir para a presença de DEUS. O senhor quer que eu chegue lá com bafo de conhaque?

Naquela ocasião eu detestava Jesus, mas, admirei a lealdade daquele rapaz com seu Salvador. Chamei então o capelão que conhecia bem o moço, pois este frequentava as reuniões de oração.
Disse o Capelão:
- Charles, estou muito penalizado de vê-lo assim.
Respondeu Charlie ao Capelão:
- Ah, estou bem senhor. O doutor me ofereceu clorofórmio e conhaque, mas, eu não aceitei pois quero me apresentar ao meu Salvador em meu juízo perfeito.
- Talvez você não morra, disse o Capelão. Mas, se o Senhor o levar você deseja que eu faça alguma coisa?
- Capelão, respondeu o jovem, escreva uma carta para a minha mãe e diga que eu tenho lido a Bíblia todos os dias e tenho orado sempre para que Ele a abençoe.
- Estou pronto doutor. Prometo que não vou nem gemer se o senhor não me der o clorofórmio.
Garanti-lhe que não aplicaria a droga, mas, antes de pegar o bisturi fui à saleta tomar um gole de conhaque. Quando peguei a serra para cortar o osso, o rapaz colocou a ponta do travesseiro entre os dentes e sussurrou:
- Jesus, bendito Jesus! Fica ao meu lado agora!
O rapaz cumpriu o que prometera e não gemeu.

Naquela noite não dormi pensando no rapaz.

Pouco depois da meia-noite, levantei-me e fui ao hospital. Assim que cheguei disse o enfermeiro:
- Dezesseis soldados morreram.
- E Charlie também? indaguei.
- Não, dorme como um bebê. Por volta das 9 horas o Capelão leu as Escrituras para Charlie e ambos cantaram hinos de louvor.
Não consigo entender doutor como uma pessoa sentindo tanta dor ainda era capaz de cantar, completou o enfermeiro.


Passados cinco dias desde que fora operado, Charlie me chamou e disse:
- É chegada a minha hora. Creio que não tenho mais um dia de vida. Sei que é judeu, e você não crê em Jesus, mas gostaria que ficasse ao meu lado e me visse morrer confiando em meu Salvador.
Tentei ficar, mas, não consegui, pois, aquele rapaz regozijava no amor daquele Jesus que eu detestava.

Passados 20 minutos o enfermeiro me procurou no consultório.
- Charlie está morrendo e gostaria de vê-lo novamente.
Chegando ao quarto, Charlie pediu para que me segurasse em sua mão e disse:
- Doutor, amo o senhor porque é judeu. O melhor amigo que tive no mundo foi um judeu.
Perguntei-lhe quem era esse amigo, e ele replicou:
- Jesus Cristo. Quero apresentá-lo ao Senhor antes de morrer. Enquanto o senhor me amputava orei ao Senhor Jesus pedindo que manifestasse o seu amor ao senhor.

Essas palavras tocaram fundo em meu coração. Doze minutos depois ele dormiu seguro nos braços de Jesus.

Durante a guerra morreram centenas de soldados, mas, só compareci ao sepultamento de Charlie Coulson.

As últimas palavras daquele rapaz me impressionaram muito. Possuia muitos bens materiais, mas teria dado todo meu dinheiro para crer em Cristo como ele cria.

Contudo a fé é algo que o dinheiro não compra.

Pouco depois esqueci o sermão de Charlie, embora não conseguisse esquecer-me do próprio moço. Durante dez anos lutei contra Cristo com todo ódio que tinha por Ele, até que afinal a oraço de Charlie foi atendida.

Um ano e meio após a minha conversão fui a uma reunião de oração no Brooklyn, onde as pessoas davam o seus testemunhos.

Depois de várias pessoas falarem, levantou-se uma senhora idosa e disse:
- Estou com os pulmões muito doentes, pouco tempo me resta. É um imenso prazer saber que muito em breve me encontrarei com meu filho e com Jesus. O Charlie, além de soldado da pátria, foi também soldado de Cristo.
E ela continuou:
- Ele foi ferido em uma batalha e ficou aos cuidados de um médico judeu que amputou-lhe um braço e uma perna. Morreu cinco dias após a operação. O Capelão escreveu-me uma carta relatando o que ocorrera entre meu filho e seus últimos momentos de vida.
Ao ouvi-la não me contive. Levantei-me e fui correndo até ela. Apertei-lhe a mão e disse:
- Deus abençoe minha irmã! A oração de seu filho já foi atendida. Sou o médico judeu por quem Charlie orou e o Salvador dele agora é meu Salvador também. "O amor de Jesus cativou minha alma".

Esse relato toca profundamente nosso coração. 
Vemos em Charlie Coulson 4 qualidade notáveis:
-CONVICÇÃO;
- DESCANSO;
- AMOR e
- COMPROMISSO.

Mas vemos ainda a fidelidade de Deus que honrou essas quatro atitudes dele.

"Busquem ao Senhor enquanto é possível achá-lo, clamem por Ele enquanto está perto." (Isaías 55:6).

"Todo o que n'Ele confia jamais será envergonhado" (Romanos 10:11)
"Quem converte um pecador do erro do seu caminho, salvará a vida dessa pessoa e fará que muitíssimos pecados sejam perdoados." (Tiago 5:20).

Desconheço autoria

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