17 maio 2015

MAGNO MALTA ENQUADRA FACHIN: “SEU NOME CAUSA CONFUSÃO”. MALAFAIA DIZ QUE ELE É UM ESQUERDOPATA

Nesta terça-feira o advogado Luiz Edson Fachin foi sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na condição de indicado para compor o Supremo Tribunal Federal (STF). A sabatina foi marcada pela tensão e movimentou as redes sociais.
Os senadores do PSDB, contudo, adotaram um tom excessivamente cortês que desagradou os seus próprios eleitores. Nas redes sociais, o tucano Álvaro Dias foi bombardeado com milhares de mensagens de eleitores do Paraná que retiraram o apoio para o próximo mandato.
Neste contexto o senador Magno Malta (PR-ES) se destacou como uma voz mais firme no questionamento do perfil do indicado e também da forma rápida e um tanto atrapalhada com a qual a sabatina estava sendo conduzida, conforme vídeo que circula nas redes sociais.
Em sua primeira oportunidade para falar na sabatina, Magno disparou: “Nunca vi uma celeuma tão grande instalada em torno do nome de uma pessoa no Senado. Um nome que incluiu discursos nefastos e uma séria de coisas estranhas que apareceram”.
O senador evangélico também criticou o fato de Fachin ter passado a semana visitando os gabinetes dos senadores na esperança de não ter que responder a nenhuma questão delicada publicamente, durante a sabatina, o que faria do evento algo meramente protocolar.
“Eu cheguei aqui pela via do voto, enfrentando debates na TV, no rádio, enfrentando hostilidade nas ruas daqueles que não concordam comigo. E cheguei aqui pelo voto de mais de um milhão de brasileiros do Espírito Santo que concordam comigo. Se eu posso ir para o debate, por que um sabatinado tem que resolver prestar esclarecimentos no meu gabinete, apenas pra mim? Não, isso tem que ser feito publicamente”, afirmou Magno Malta.
O presidente da Frente Parlamentar da Família também confrontou os senadores governistas que queriam imprimir pressa à sabatina com a limitação de tempo para questionamentos. O senador evangélico lembrou que Dilma demorou 9 meses para indicar Fachin.
“A presidente Dilma demorou nove meses para parir o nome, por que é que a gente tem que entregar a criança na mesma hora? Isso aqui não é casa de caldo de cana que faz tudo na hora; aqui é o Senado federal e nós exigimos respeito”, criticou Malta.

Entenda a polêmica Fachin

O nome de Luiz Edson Fachin tem levantado inúmeras polêmicas e controvérsias por causa das próprias ideias e atuação duvidosa do indicado de Dilma para o STF. Há muitas dúvidas nas esferas jurídica e moral que cercam o nome de Fachin.
O jurista é acusado de ter exercido ilegalmente a advocacia enquanto era procurador do estado do Paraná e de, para tanto, ter participado de uma fraude de documentos, juntamente com a OAB daquele Estado, conforme furo do site Antagonista.
No campo moral, a situação é pior. Fachin é diretor do Instituto Brasileiro de Direito da Família e defende a “ampliação das entidades familiares, com inclusão das relações extraconjugais”. Um inimigo declarado da família tradicional, Luiz Edson Fachin defende ainda pensão para amantes, direitos homossexuais e teses que corroboram com o aborto. Além disso, é autor do prefácio de um livro que faz apologia da poligamia.
A indicação do jurista tem preocupado lideranças religiosas, principalmente em um momento em que o Supremo tem assumido cada vez mais abertamente um perfil ativista, atuando no que chamam de “vácuo legislativo”, aprovando temas que se quer foram legislados.
O gaúcho indicado pela presidente Dilma Rousseff é abertamente partidário ao PT e em 2010 chegou a gravar um vídeo em apoio à Dilma. Além disso, o indicado ao STF é simpático ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e tem ligações com a CUT.
Veja o vídeo:

Reprodução/Youtube
O pastor Silas Malafaia está a frente de mais uma polêmica envolvendo o conceito de família - um assunto que se arrasta no Legislativo em meio a debates entre parlamentares representantes de setores conservadores e progressistas da sociedade. Uma comissão especial na Câmara analisa o estatuto da família.
Ferrenho defensor  do que ele costuma chamar  "da moral e bons costumes",  Malafaia está usando o site "Verdade Gospel",  para convocar "cidadãos de bens" a 'bombardear' por meio de e-mails os 81 senadores da República. O objetivo do pastor é barrar a indicação do jurista Luiz Edson Fachin para uma das vagas de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Fachin foi indicado pela presidente Dilma Rousseff no último dia 14 e deverá ser sabatinado pelo Senado no próximo dia 13, conforme determina a Constituição para confirmação no cargo de ministro do STF.

Para Malafaia, Fachin é "contra a família brasileira" e, por isso , "quer destruí-la". Ele argumenta que o advogado como diretor do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBdfam) patrocina causas que, para Malafaia, são contrárias aos interesses da família brasileira (veja o vídeo abaixo)

Esquerdopatas

Malafaia também diz que Fanchin faz parte de uma turma de "esquerdopatas" que pretendem " ideologizar o Supremo para produzir uma massa informe para ser manipulada por uma eleite política". O pastor evangélico também nomeia Fanchin como "esse cara que tem ideia comunista".

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