14 junho 2015

205 PROVAS CONTRA O PRIMADO DE PEDRO

                                 Pedro, o primeiro Papa segundo a ICAR

O presente estudo é, primeiramente, uma extensa e elaborada refutação a um famoso artigo católico feito por Dave Armstrong, que hoje está em praticamente a totalidade dos sites católicos que, no Brasil e no mundo, repetem e divulgam uma lista de 50“provas” do primado de Pedro.
 
Foi só depois de muito tempo que eu decidi elaborar uma refutação àquele artigo, não apenas respondendo a todos os pontos de Arsmstrong, mas também realizando 205 provas contra o primado de Pedro, que refutam amplamente todas as supostas “evidências” que ele achou isoladamente na Bíblia.
 
Para mostrar que o evangelho bíblico não é formado por uma ou outra passagem isolada que não pode fundamentar doutrina, busquei mostrar um conteúdo bíblico muito maior, demonstrando com clareza que o estudo de Dave foi extremamente arbitrário e que ignorou absolutamente o conteúdo total das Escrituras que vigorosamente repudiam todas as tentativas dele.
 
Sem mais delongas, irei passar as 205 provas abaixo encontradas ao longo de toda a Escritura, divididas especialmente em quatro pontos principais:

Ao final do estudo, estarei citando todos os créditos devidos ao autor.
 
1. A suposta supremacia de Pedro sobre os demais apóstolos em geral.
 
2. A suposta supremacia de Pedro sobre João.
 
3. A suposta supremacia de Pedro sobre Paulo.
 
4. O suposto primado de Pedro em Roma, durante 25 anos.
 
Depois de tudo isso, creio que não sobrará mais pessoas que continuam preferindo levar cacetadas com as suas passagens bíblicas isoladas. Qualquer um que analisar o Novo Testamento minuciosamente como eu fiz antes de elaborar o presente estudo, percebe com facilidade como que aquilo que a Bíblia mais derruba é o suposto “primado de Pedro”. Leiam e divirtam-se. A paz de Cristo seja com todos os irmãos.
  
-Provas de que Pedro não exercia primazia sobre os demais apóstolos
 
1. Os discípulos perguntaram “quem é o maior no reino dos céus” (Mt.18:1). Jesus, no entanto, não aproveitou a oportunidade para dizer que era Pedro, muito pelo contrário! Se Pedro exercesse uma primazia dentre os apóstolos, não haveria qualquer problema para Jesus terminar logo com a questão respondendo assim como os católicos declaram abertamente – que é Pedro, e fim de papo!
 
2. O fato dos discípulos disputarem entre si acerca de qual deles era o maior nos mostra que não existia uma primazia entre eles, nem mesmo depois de Mt.16:6 (note que a disputa veio depois disso, em Mt.18:1). Se os discípulos haviam entendido a declaração de Jesus em Mateus 16:16 (ou qualquer outra) como um indício da superioridade de Pedro sobre os demais, não haveria tal disputa, e nem seria necessário perguntar para Jesus“qual deles era o maior”, sendo que já estava decidido que era Pedro! Isso faria tanta lógica quanto um católico perguntar sobre quem exerce maior domínio, se o papa ou os que estão abaixo dele. O próprio fato desta questão ser levantada já nos mostra que não existia tal primazia, e ainda mais o fato de Jesus ter negado isso acentua ainda mais tal fato.
 
3. Jesus afirmou que os governantes das nações as dominam e as pessoas importantes exercem poder sobre elas, mas que não seria assim entre os discípulos (Mt.10:42,43). Ora, se Jesus concordasse com o domínio que o papa exerce sobre os demais (bispos e clérigos), então ele teria dito exatamente o contrário, isto é, que Pedro era líder dentre eles, assim como os governantes das nações eram líderes dentre eles. O fato de Cristo não acentuar uma igualdade, mas sim um contraste, nos mostra de forma muito clara que, realmente, não existiria uma superioridade entre eles: “Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês”(Mc.10:42).
 
4. Jesus chamou Pedro de “homem de pequena fé” (Mt.14:31), porque este duvidava (Mt.14:31).
 
5. Pedro teve a audácia de repreender Jesus (Mt.16:22), e foi repreendido como um demônio (Mt.16:23), por estar atuando como “pedra de tropeço” (Mt.16:23 – NVI; “motivo de escândalo” – ARA).
 
6. Jesus repreendeu Pedro por “não pensar nas coisas de Deus, mas só nas dos homens” (Mt.16:23).
 
7. Não era somente Pedro que tinha o poder de“ligar ou desligar”, pois esta autoridade foi outorgada por Cristo a todos os discípulos (Mt.18:18). Novamente, Pedro aparece na mesma condição de igualdade entre os demais apóstolos, sendo que estes estavam revestidos com a mesma autoridade dele!
 
8. Pedro não tinha o discernimento espiritual acerca do significado da parábola (Mt.15:15), assim como a multidão.
 
9. Pedro foi novamente repreendido por Jesus por não ter conseguido vigiar com ele nem por uma hora (Mt.26:40).
 
10. Enquanto Judas foi o único discípulo que entregou Jesus a morte, Pedro foi o único discípulo que negou publicamente Jesus em sua morte (Mt.26:69,70).
 
11. Pedro continuou negando a Jesus, mesmo depois de se amaldiçoar e jurar (Mt.26:74).
 
12. Mais uma vez os discípulos haviam discutido entre si acerca de qual era o maior (Mc.9:33,34 e Mc.10:41,42). Em ambas às vezes, Jesus em nenhum momento aponta Pedro como sendo este líder, como os católicos fazem sem rodeios. Ao contrário, ele confirma que isso não aconteceria entre eles (Mc.10:43).
 
13. Pedro continuou demonstrando sua falibilidade, pedindo para Jesus se afastar dele (Lc.5:8), confessando ser“homem pecador” (Lc.5:8). Ele não se destacava por ser mais santo ou justo do que os outros! Note o contraste em relação a outro discípulo, Natanael, em João 1:45.
 
14. De acordo com a narrativa de João, André foi o primeiro discípulo a seguir Jesus, e não Pedro (Jo.1:40,41). Pedro só o seguiu depois que André o chamou (Jo.1:41).
 
15. O maior elogio de caráter encontrado nas palavras de Cristo não é direcionado a Pedro, mas a Natanael –um “verdadeiro israelita, em quem não há falsidade” (Jo.1:45).
 
16. Embora muitas vezes seja Pedro quem se adiante em responder as perguntas de Cristo, outras várias vezes não é ele. Por exemplo, em João 11:26 esse papel ocupa-se na pessoa de Tomé, encorajando todos os demais discípulos a irem até a morte por Cristo (Jo.11:16).
 
17. Quando os gregos quiseram se dirigir a Jesus, eles não foram procurar o “líder” Pedro como “a boca dos apóstolos” para comunicar Jesus. Ao contrário, eles preferiram se dirigir a Filipe (Jo.12:20). Curiosamente, este também não se deu ao trabalho de ir comunicar ao “líder” Pedro, mas sim a André (Jo.12:22). Tampouco este teve a preocupação de transmitir ao “líder” Pedro, mas trouxe a mensagem a Jesus (Jo.12:22). Novamente é desconhecida qualquer autoridade de Pedro sobre os demais discípulos!
 
18. Jesus disse que “nenhum enviado é maior do que aquele que o enviou” (Jo.13:16). Curiosamente, não era Pedro quem enviava os missionários da igreja, mas ele mesmo que recebia ordens dos demais e era enviado pelos apóstolos: “Os apóstolos em Jerusalém, ouvindo que Samaria havia aceitado a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João”(At.8:14). Portanto, de acordo com as regras de Cristo (“o enviado não é maior do que aquele que o enviou”), Pedro só poderia estar, no máximo, em igualdade com os demais apóstolos. Exatamente o que todas as evidências apontam!
 
19. Não era Pedro “o discípulo a quem Jesus amava”, mas João (Jo.13:26).
 
20. Não foi Pedro quem se reclinou no seio de Jesus, mas João (Jo.13:26; Jo.13:25).
 
21. Jesus nega a veracidade da declaração de Pedro em João 13:37. Além disso, prevê as suas negações que ocorreriam na sequencia (Jo.13:37,38).
 
22. É Tomé quem pede orientações sobre o Caminho (Jo.14:5), levando Cristo a fazer a enfática declaração conhecida de João 14:6, de que ele era “o caminho, a verdade e a vida”(Jo.14:6).
 
23. É Filipe quem pediu que Jesus revelasse o Pai (Jo.14:8).
 
24. É Judas (não o Iscariotes) quem pergunta sobre a manifestação de Cristo em nossas vidas (Jo.14:22). Novamente vemos que Pedro estava longe de ser unaminidade entre todas as vezes que alguém toma a palavra!
 
25. Jesus entregou sua mãe, Maria, aos cuidados do discípulo amado, João, e não de Pedro (Jo.19:26,27). Isso deve soar ainda mais forte para os católicos, que elevam às alturas os títulos de Maria, considerando-a “mãe da Igreja”. Portanto, de acordo com essa mesma lógica, foi João quem cuidou da “mãe da Igreja”, e não Pedro!
 
26. Pedro não aparece ao pé da cruz, onde estavam o apóstolo João, e algumas mulheres descritas em João 19:25, que perseveraram até o fim por amor a Cristo e não desistiram de segui-lo até mesmo ao pé da cruz!
 
27. O primeiro dos discípulos a chegarem no sepulcro foi João, e não Pedro (Jo.20:4).
 
28. Não foi Pedro sozinho quem ordenou os presbíteros, mas todos os doze, reunindo todos os discípulos (At.6:2).
 
29. Pedro não tomou para si a escolha dos “sete homens de bom testemunho” (Jo.6:3,4), mas os apóstolos em comum acordo disseram para “escolherem entre vocês” (v.3) os homens que deveriam ser escolhidos.
 
30. Anos mais tarde, Pedro mais uma vez continuava demonstrando a sua fabilidade, agora também em aspectos doutrinários, como em Atos 10:15, considerando certos alimentos como “coisa imunda e profana” (At.10:15), quando o próprio Jesus havia “declarado puros todos os alimentos” (Mc.7:19)!
 
31. Pedro se igualou em Cornélio, se colocando na mesma posição de homem como ele, e não “acima” dele (At.10:25,26).
 
32. Pedro rejeitou o ato de se prostrarem diante dele (At.10:25,26). Os papas, ao contrário, aceitam todo e qualquer tipo de pessoas que, constantemente, se prostram aos seus pés e beijam-lhe as mãos! Quanta diferença de Pedro para os papas! Enquanto Pedro deixava o exemplo a ser seguido pelos cristãos, os papas (usurpando o lugar de Pedro) aceitam todo e qualquer tipo de “reverência” que Pedro jamais aceitou!
 
33. Não foi a igreja de Roma quem enviou Paulo e Barnabé a Antioquia (lembre-se novamente de João 13:16), mas sim a “igreja em Jerusalém” (At.11:22). Levando em conta o argumento católico de que Pedro era bispo de Roma, e a suposição de que Roma (assim como Pedro) exercia primazia sobre as demais comunidades locais, este fato aponta muito mais para a supremacia da igreja em Jerusalém, derrubando mais este mito católico. De duas, uma: Ou Roma não era maior que Jerusalém (e portanto Pedro não era maior do que Tiago ou o bispo que dirigia a igreja em Jerusalém), ou Pedro não era bispo em Roma!
 
34. Não era Pedro que enviava os seus “súditos”, mas ele próprio que recebia ordens e instruções dos demais (At.8:14). Ele era enviado da mesma forma que Barnabé (At.11:22) e, em seguida, Judas e Silas (At.15:22), que são enviados mais tarde. Não há qualquer indício de que Pedro é o único responsável das coisas ou uma espécie de “mandatário” da Igreja! Se Pedro fosse o líder da igreja, como poderia, ele próprio, ser enviado para Samaria com João, pela igreja, em lugar de estar ele à frente enviando missionários?
 
35. Pedro não era o único que tinha as “chaves”, pois Paulo e Barnabé “abriram a porta da fé aos gentios”(At.24:27), todos os apóstolos tiveram a autoridade das chaves para “ligar e desligar” em Mateus 18:18, e os próprios fariseus a detinham, mas não a usavam corretamente (Lc.11:52).
 
36. O maior Concílio da Igreja primitiva não foi realizado em Roma, mas em Jerusalém (At.15:2). Se Roma era a sede de Pedro, e Pedro era o “príncipe dos apóstolos”, então logicamente deveria ser a mais indicada para ser a sede de tal Concílio. O fato de que este só ocorreu em Jerusalém nos mostra que ou Pedro nunca esteve em Roma como papa, ou então ele de fato não tinha qualquer autoridade em nível superior aos demais apóstolos.
 
37. Paulo e Barnabé foram tratar dessa questão com “os apóstolos e anciãos” (At.15:2), e não com Pedro em sentido singular.
 
38. Pedro não foi o que abriu o Concílio, nem tampouco o que fechou, nem sequer aquele que teve a palavra mais importante!
 
39. Não foi Pedro quem se levantou primeiro para definir a questão com o seu “dom de infalibilidade”, pois ele só se disse algo “depois de muita discussão” (At.15:7).
 
40. Pedro, ao discursar, não se declarou como “papa”, nem sequer como estando exercendo primazia sobre os outros, nem menos como aquele único que tinha a infalibilidade. Ao contrário, ele apenas ressalta o seu ministério entre os gentios (At.15:7) em função de suas várias viagens missionárias (At.9) por Samaria(At.8:25), Lida (At.9:32), Cesaréia(At.10:1), Jope(At.10:5), Antioquia (Gl.2;11). Ele não afirma ser “bispo universal”, mas apenas ressalta um ministério missionário entre os gentios!
 
41. Foram os “apóstolos e anciãos”(At.15:6) que trataram deste assunto. Novamente, a supremacia única de Pedro é incógnita!
 
42. Foi Tiago quem presidiu o Concílio de Jerusalém. Toda a carta enviada aos gentios foi baseada inteiramente nas palavras de Tiago, e não de Pedro (At.15:19-21).
 
43. Quando Tiago tomou a palavra, todos se calaram (At.15:13).
 
44. Foi Tiago quem fechou o Concílio, e não Pedro. Quando perguntamos acerca de todos os pontos fundamentais pelos quais podemos identificar alguém que preside uma assembléia, Tiago preenche perfeitamente todas as perguntas: Quem deu a palavra final? Tiago.Quem deu o veredicto? Tiago.A sugestão de quem foi decidida como a própria carta que seria enviada aos gentios? Tiago! O papel de Pedro neste Concílio não pode nem de longe ser comparada à liderança de Tiago! Isso derruba as chances de Pedro ser papa, pois, desta forma, seria ele mesmo quem presidiria o Concílio, e faria uso de sua “infalibilidade” para decidir a questão!
 
45. O parecer final não foi de Pedro, mas sim dos “apóstolos, anciãos e toda a igreja” (At.15:22) em geral. Foram eles quem enviaram Paulo e Barnabé a Antioquia (At.15:22) com a resposta, e não Pedro.
 
46. Também a própria carta enviada aos gentios com a descrição da decisão tomada por parte da liderança da Igreja em nada tem parte com alguma primazia de Pedro, nem menos sugere isso. Ele tão somente se limita a dizer que foram “os irmãos apóstolos e presbíteros”(At.15:23), sem fazer média ou status particular para Pedro como “líder máximo”da Igreja.
 
47. Muitos anos depois, Paulo continuava sem preocupação em visitar a igreja de Roma, mas se mostrava decidido a “com pressa chegar a Jerusalém” (At.20:16). Se fosse Roma e não Jerusalém a sede do Cristianismo, onde Pedro atuava como “papa”, Paulo certamente iria ter pressa em chegar a Roma, e não a Jerusalém! Ademais, vemos que Paulo foi a Jerusalém com o intuito de visitar Tiago (At.21:18). Se fosse Pedro a autoridade máxima pela qual Paulo devia submissão, ele iria ter pressa a chegar em Roma e falar com Pedro, fato no qual a Bíblia simplesmente silencia do início ao fim!
 
48. Quando Pedro foi liberto da prisão, ele disse para que anunciassem isto a Tiago (At.12:17), que evidentemente deveria ser o primeiro a ficar sabendo das coisas.
 
49. Não é Pedro o indicado como sendo “o líder da seita dos nazarenos” (At.24:5), mas Paulo.
 
50. Pedro não é apontado como sendo a única coluna da Igreja, mas divide o lugar com outros (Gl.2:9).

Continuaremos amanhã...

Viva vencendo a má interpretação das Escrituras!!!

Abraços.

Seu irmão menor.

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