17 junho 2015

205 PROVAS CONTRA O PRIMADO DE PEDRO - FINAL


151. Paulo continua “se gloriando”(2Co.12:1) com isso, defendendo a sua autoridade como apóstolo. Ele passa as“visões e revelações do Senhor” (2Co.12:1), tendo sido “arrebatado até ao terceiro céu e ouvindo palavras inefáveis, que ao homem não é permitido falar”(2Co.12:4). Paulo foi o único apóstolo que, em vida, foi arrebatado ao terceiro céu!
 
152. Paulo afirma que deveria ser“louvado por vós” (2Co.12:11), visto que ele em nada foi inferior aos mais excelentes apóstolos (2Co.12:1).
 
153. Depois de defender a autoridade do seu apostolado, de se comparar até mesmo com os mais excelentes apóstolos e de não se achar em posição inferior a eles (ao contrário, afirma que sofreu e passou por experiências que nenhum deles passou), ele finaliza dizendo que poderia ser “rogoroso no uso da autoridade que o Senhor me deu para edificá-lo, e não para destruí-los” (2Co.13:10).
 
154. Paulo afirma que o evangelho por ele anunciado “não é de origem humana” (Gl.1:11), pois “não recebi de pessoa alguma nem me foi ele ensinado; pelo contrário, eu o recebi de Jesus Cristo por revelação” (Gl.1:11,12). Isso nos mostra que Paulo não foi doutrinado na doutrina de Pedro, como em submissão a ele como “papa”, mas somente e diretamente de Jesus Cristo, sem dependência dos demais apóstolos.
 
155. Isso explica o porquê que ele, ao se converter, não ter consultado pessoa alguma (Gl.1:15-17), nem ter subido a Jerusalém para ver os que já eram apóstolos antes dele, mas ter ido direto para a Arábia: “Quando lhe agradou revelar o seu Filho em mim para que eu o anunciasse entre os gentios, não consultei pessoa alguma. Tampouco subi a Jerusalém para ver os que já eram apóstolos antes de mim, mas de imediato parti para a Arábia, e tornei a voltar a Damasco” (Gl.1:15-17). O ministério de Paulo era independente, não estava dependente de Pedro nem da autoridade de nenhum“papa” ou outro apóstolo. Se Pedro fosse papa e líder dos cristãos, seria responsabilidade de Paulo consulta-lo imediatamente, como autoridade suprema e eclesiástica que seria.
 
156. Foi por meio de Paulo que os efésios receberam a dispensação da graça de Deus (Ef.3:2,3).
 
157. Se alguém pensa que tem razões para confiar na carne, Paulo ainda mais (Fp.3:4).
 
158. Paulo afirma aos filipenses a serem imitadores dele (Fp.3:17), seguindo o exemplo que tem nele (Fp.3:17).
 
159. Paulo tudo podia Naquele que lhe fortalecia (Fp.4:13).
 
160. A palavra que os tessalonicenses receberam da parte de Paulo “não era palavra de homens, mas segundo verdadeiramente é, como palavra de Deus” (1Ts.2:13). Em nenhum outro apóstolo vemos uma declaração como essa!
 
161. Paulo dava “mandamentos pela autoridade do Senhor Jesus” (1Ts.4:2). Não há nenhum registro – bíblico ou histórico – de algum outro apóstolo dando mandamentos pela autoridade de Cristo.
 
162. Se alguém não obedece as cartas de Paulo, é marcado e ninguém se associa com ele, para que fique envergonhado (2Ts.3:14).
 
163. A Sã Doutrina se vê no evangelho que Deus confiou a Paulo (1Tm.1:11).
 
164. Paulo é o único apóstolo que teve a autoridade de entregar dois blasfemadores – Himeneu e Alexandre – a Satanás, para que aprendessem a não mais blasfemar (1Tm.1:20).
 
165. Paulo reconhece o evangelho de Lucas como Escritura divinamente inspirada pelo Espírito Santo (1Tm.5:18).
 
166. O modelo da Sã Doutrina que devemos reter se encontrava naquilo que era ensinado por Paulo (2Tm.1:13).
 
167. Paulo escrevia de tal forma que até o próprio Pedro considerava certas coisas como “difíceis de entender”(2Pe.3:16). Em outras palavras, o “papa infalível” não tinha o total entendimento e compreensão dos escritos de Paulo, e mesmo assim os católicos insistem que o papa é o único que sabe interpretar direito e perfeitamente a Bíblia!
 
168. Deus fazia pelas mãos de Paulo milagres e maravilhas extraordinárias (At.19:11). Até mesmo os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos deles fugiam (At.19:12). Em nenhum local do Novo Testamento há um apóstolo com tamanho poder e autoridade ao ponto que os próprios demônios são expulsos apenas através de seus lenços e aventais!
 
169. Quando Deus quis trazer à luz a sua palavra, ele o fez por meio da pregação confiada a Paulo (Tito 1:3).
 
170. Lucas, o historiador da Igreja e escritor do livro de Atos, não se preocupou em registrar nada sobre o“príncipe dos apóstolos” em seu episcopado em Roma, mas voltou exclusivamente ao ministério de Paulo entre os gentios. Por mais que Pedro aparecesse com certa frequência dos primeiros capítulos de Atos (enquanto Paulo ainda não era convertido), desde o momento em que Paulo entre em cena e se converte na estrada para Damasco (e até o fim do livro) Lucas se preocupa exclusivamente em narrar os atos do apóstolo Paulo, e deixa Pedro para segunda ou terceira mão! A lógica é realmente muito simples: Quando Paulo entre em cena, Pedro sai de cena!
  
Provas contra o primado de Pedro em Roma
 
171. Jesus não assinala Roma como sendo o principal ou um dos principais centros do Cristianismo primitivo. Ao contrário, afirma que o evangelho seria pregado “em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra” (At.1:8). Se Roma fosse a principal sede da fé cristã, ela certamente seria inclusa nominalmente por Jesus (assim como Jerusalém, Judéia e Samaria foram), e não apenas por meio da generalização (“confins da terra”). Roma só passou a ser matriz do cristianismo séculos depois, não por ordenança de Cristo, mas pelo domínio político romano.
 
172. Os apóstolos não foram dispersos junto aos demais no episódio de Atos 8:1. Portanto, Pedro não foi para Roma, mas continuava em Jerusalém.
 
173. Quando Pedro e João foram enviados para a Samaria (At.8:14), eles voltaram pregando o evangelho em“muitos povoados samaritanos” (At.8:25), sem apssar por Roma.
 
174. Pedro, atuando como missionário intinerante, se dirigiu a Lida, onde pregou o evangelho (Lat.9:32). Novamente Roma está longe do destino de Pedro!
 
175. Ainda em suas viagens missionárias, Pedro foi visitar Cornélio em Cesaréia (At.10:1). Novamente muiito, muito longe de Roma!
 
176. Antes de chegar em Cesaréia, Pedro estava em Jope (At.10:5). Ou seja, Pedro nem estava em Roma quando se dirigiu para lá, nem tampouco foi para Roma quando saiu de lá.
 
177. Já em Atos 11, os irmãos da Judéia criticaram Pedro quando ele voltou a Jerusalém (At.11:1-3) após ter pregado o evangelho em Lida, Jope e Cesaréia. Portanto, após as suas missões evangelísticas, Pedro novamente volta a ocupar o seu lugar como apóstolo em Jerusalém, e não em Roma.
 
178. Pedro não ocupava a “cátedra de Roma”, mas, ao contrário, “viajava por toda parte” (At.9:32)!
 
179. Em Atos dos Apóstolos vemos o historiador da Igreja primitiva, o médico Lucas, escrevendo detalhosamente acerca de vários lugares onde Pedro esteve. Dentre eles estão Jerusalém (At.8:1), Samaria (At.8:25), Lida (At.9:32), Cesaréia (At.10:1), Jope (At.10:5), e também outros lugares que nós vemos através das epístolas paulinas, tais como Antioquia, conforme Gálatas 2:11, onde Paulo repreendeu Pedro na face. Ora, por que a Bíblia mostra Pedro em tantos lugares, mas sobre Roma, no entanto, faz questão de não dizer nada?! Ainda mais levando-se em conta que o tempo e o ministério de Pedro em Roma seria – para os católicos – de muito mais importância e relevância do que simples “viajens apostólicas” aqui ou ali, seria totalmente indispensável que Pedro fosse pelo menos mencionado em Roma!
 
180. Foi a igreja em Jerusalém (e não de Roma) que enviava os missionários, tais como Barnabé a Antioquia (At.11:22). Se Pedro era papa em Roma que era a sede do cristianismo apostólico, seria de se esperar que fosse de lá que os missionários fossem enviados e o evangelho fosse centralizado.
 
181. Não foi em Roma que os cristãos foram chamados por este nome pela primeira vez, mas sim em Antioquia (At.11:26). Inácio de Antioquia, bispo de século I, completa dizendo que foi ali mesmo em Antioquia – e não em Roma - onde os apóstolos estabeleceram as fundações da Igreja: “Isto se cumpriu primeiramente na Síria, pois "os discípulos eram chamados de cristãos na Antioquia", quando Paulo e Pedro estabeleciam as fundações da Igreja” (Inácio aos Magnésios, Versão Longa, Cap.10).
 
182. Há fortes indícios de que Pedro só esteve em Roma para morrer martirizado, chegando lá no fim de sua vida. Por exemplo, Orígenes (séc.II) lança muita luz sobre isso e afirma: "Pedro, finalmente tendo ido para Roma, lá foi crucificado de cabeça para baixo”. Este “finalmente” nos deixa claro que Pedro não ficou em Roma os 25 anos como querem os católicos, mas apenas no final de sua vida, FINALMENTE, e com a finalidade claramente exposta ali mesmo – de ser crucificado de cabeça para baixo (martirizado).
 
183. O historiador eclesiástico da Igreja, Eusébio de Cesaréia (Séc.III e IV), lança ainda mais luz e afirma com a maior clareza possível: "Pedro, segundo parece, pregou no Ponto, na Galácia e na Bitínia, na Capadócia e na Ásia, aos judeus da diáspora; por fim chegou a Roma e foi crucificado com a cabeça para baixo, como ele mesmo pediu para sofrer" (HE, Livro III, 1:2). Portanto, os locais onde Pedro mais pregou o evangelho foi exatamente no Ponto, na Bitínia, na Capadócia e na Ásia. Paulo afirma que ele era missionário itinerante (1Co.9:5). Ele não exerceu um primado em Roma! Da mesma forma, ele pregou “aos judeus da diáspora”, e não “aos romanos”!Finalmente, Eusébio afirma o tempo quando Pedro chegou a Roma – “por fim” – e com a finalidade de morrer martirizado, exatamente como disse Orígenes. Foi apenas no fim de sua vida que Pedro veio a Roma, e não para exercer primado ou atuar como “papa”, mas com a clara finalidade de ser martirizado. Isso elimina por completo as pretensões romanistas de colocar Pedro 25 anos em Roma, e ainda por cima como papa!
 
184. Paulo escreve a Filemom diretamente de Roma, em 60 d.C, local onde supostamente estaria Pedro (segundo o evangelho católico). Contudo, Paulo cita quatro companheiros com ele em Roma. São eles: (1)Epafras, (2)Marcos, (3)Aristarco, (4)Demas, e (5)Lucas. Em nenhum momento Paulo cita Pedro em Roma! Este fato nos deixa claro que Pedro não estava lá, ou, caso estivesse, a sua presença seria indispensável, junto aos outros cinco nomes que estavam com Paulo (Fl.1:23-25). Paulo não iria ignorar a autoridade de Pedro. Se Pedro lá estivesse, a negação de sua presença seria um claro sinal de insubordinação.
 
185. Aos Filipenses, também em Roma, em 61 d.C, Paulo menciona saudações especiais aos que estão no “palácio de César” (Fp.4:21-23), mas novamente não menciona Pedro ou a sede papal, que seria muito mais importante caso realmente existisse!
 
186. Escrevendo aos Colossenses, ainda em Roma (60 d.C), Paulo desta vez menciona vários nomes. São eles: (1)Tíquico, (2)Onésimo, (3)Aristarco, (4)Marcos, (5)Jesus, (6)Epafras, (7)Lucas e (8)Demas. Novamente, o total silêncio a respeito de Pedro chega a ser constrangedor para os romanistas. É incrível que Paulo passasse oito nomes, mas se “esquecesse” exatamente do mais importante deles: de Pedro!
 
187. Aos Colossenses, Paulo escreve que Marcos e Jesus eram “os únicos da circuncisão que são meus cooperadores em favor do Reino de Deus” (Cl.4:11), em Roma. Curiosamente, Pedro era precisamente “apóstolo da circuncisão” (Gl.2:8,9), assim como Marcos e Jesus, o Justo. Mas apenas estes dois últimos que colaboravam com Paulo em Roma, e ele é preciso em dizer que “estes são os únicos que são meus cooperadores” (Cl.4:11). Ao dizer “únicos”, ele exclui a possibilidade de “alguém mais”. Assim, ou Pedro realmente não ocupava nenhuma “cátedra de Roma”, ou então ele não colaborava com Paulo!
 
188. Escrevendo sua segunda epístola a Timóteo, em Roma (67 d.C), Paulo novamente cita vários nomes como estando com ele naquela cidade (2Tm.4:9-12,21,22). Estes são: (1)Lucas, (2)Êubulo, (3)Prudente, (4)Lino, (5)Cláudia. Mais uma vez, Paulo não cita Pedro! Não sabemos se Paulo estava “de briga” com Pedro e por isso omitia sempre o seu nome, apenas para passar a falsa impressão de que ele estava com ele. De qualquer jeito, a alternativa mais provável continua sendo que Pedro factualmente não se encontrava lá!
 
189. Nessa mesma epístola, no capítulo 4 e versos 9-12, há uma declaração preciosa de Paulo. Ele afirma que Demas o havia deixado, bem como Crescente e Tito. Ele novamente não cita Pedro. Em outras palavras, Pedro não o havia deixado, nem estava com ele. Tudo leva a crer que ele de fato nem sequer estava em Roma, o que dispensa maiores comentários e esclarece todas as coisas.
 
190. Ainda nessa saudação final, Paulo cita que “só Lucas está comigo” (2Tm.4:11), isto é, mais próximo dele naquela cidade. Ao dizer “só Lucas”, ele exclui as chances de que Pedro também estivesse ali, incógnito, invisível, ou em missão secreta. Era Lucas – e somente Lucas – quem estava com ele!
 
191. Por fim, Paulo afirma que “na minha primeira defesa, todos me desampararam” (2Tm.4:16). Ora, se existia algum líder cristão para os católicos que poderia “salvar a pele” de Paulo, esse alguém certamente seria o papa, Pedro. Contudo, novamente Pedro não aparece fazendo nada por Paulo em Roma! Será mesmo que Pedro estava em Roma, sendo sempre tão indiferente ao apóstolo Paulo?
 
192. Por um bom tempo, os cristãos que foram dispersos não anunciavam o evangelho a ninguém, senão “apenas aos judeus” (At.11:19). Como os romanos não eram judeus, fica difícil conciliar a ideia de que rapidamente Pedro se instalou por lá, procurando algum judeu para pregar o evangelho!
 
193. O imperador romano Cláudio havia expulsado todos os judeus de Roma em 41 d.C até 54 d.C. Este foi o motivo pelo qual Áquila e Priscila tiveram que sair de lá, “pois Cláudio havia ordenado que todos os judeus saíssem de Roma” (At.18:1,2). Como Pedro era judeu, ele não iria ficar lá sozinho. Cláudio não iria expulsar todos os judeus mas deixar precisamente um dos “principais” por lá, sozinho. Portanto, neste tempo Pedro não poderia de forma alguma ter estado em Roma.
 
194. Em Gálatas 1:13-18, Paulo afirma ter ido a Jerusalém e conheceu Pedro, estando com ele durante quinze dias. Portanto, sendo que Pedro ainda estava em Jerusalém por esta época, é fato que ele não estava ocupando cátedra nenhuma em Roma.
 
195. Pedro era “apóstolo aos circuncisos” (Gl.2:8), e não aos gentios. Se Pedro ocupasse a Sé de Roma, ele seria apóstolo aos romanos (gentios), consequentemente seria apóstolo do incircuncisos, assim como Paulo (Gl.2:9,10), pois este atuava entre eles. Paulo era judeu, mas, por ter um ministério entre os gentios, ele era considerado apóstolo dos incircuncisos (Gl.2:7,8). Pedro, também sendo judeu, era contudo considerado “apóstolo aos circuncisos” (Gl.2:8), pois o seu ministério não era entre os gentios (como era o de Paulo), mas entre os próprios judeus! Portanto, Pedro não atuava predominantemente em Jerusalém (judeus), e não em Roma (gentios).
 
196. Paulo afirma que “o evangelho da incircuncisão de fora confiado, como a Pedro o da circuncisão” (Gl.2:7). Se Pedro atuasse como bispo em Roma, seria ele o principal apóstolo da incircuncisão (gentios), e não Paulo! Portanto, de duas, uma: Ou Paulo era maior que Pedro, pelo que era o principal apóstolo dos gentios, ainda que Pedro também fosse voltado aos gentios de Roma(!); ou então Paulo era um dos principais dos gentios porque estava entre eles (gentios), enquanto Pedro era um dos principais da circuncisão porque estava entre eles (judeus). Sendo assim, faz lógica afirmar que Pedro ficava predominantemente em Jerusalém (ainda que tivesse viagens missionárias como a de Atos 8:14), enquanto Paulo ficava predominantemente entre os gentios. Mais uma vez, “Pedro bispo de Roma”não passa de um mito muito mais inventado.
 
197. Em Gálatas 2:9, Paulo se encontra em Jerusalém com Tiago, Pedro e João (Gl.2:9), o que nos mostra que Pedro (assim como Tiago e João) ainda permaneciam em Jerusalém. Além disso, vemos que Paulo continuaria se dirigindo aos gentios, enquanto eles continuariam se dirigindo aos circuncisos: “Eles concordaram em que deveríamos nos dirigir aos gentios, e eles, aos circuncisos” (Gl.2:9).
 
198. Já em Atos 23:11, vemos o Senhor Jesus dizendo a Paulo ter coragem, pois “assim como você testemunhou a meu respeito em Jerusalém, deverá testemunhar também em Roma” (At.23:11). Ora, onde é que estava Pedro, o papa, que tantos anos nessa cidade não tornava conhecido o nome de Jesus ali?
 
199. Em Atos 11:2, Pedro volta a Jerusalém, e por este tempo Herodes lhe prende (At.12). Sendo que este rei morreu bem pouco tempo depois (At.12:23) e que Flávio Josefo afirmou que tal fato (da morte de Herodes Agripa) ocorreu durante o quarto ano do reinado de Cláudio (em 45 d.C), segue-se logicamente que por este tempo Pedro ainda continuava em Jerusalém.
 
200. Em Gálatas 2:11, Pedro aparece em Antioquia, já em 45 d.C, que se encontra muito, muito longe de Roma, em pleno Oriente!
 
201. O Concílio de Jerusalém (At.15), que contou com a presença de Pedro, ocorreu nesta cidade e não em Roma. Se Pedro fosse papa em Roma, tal Concílio poderia perfeitamente ter se dado por lá e, se ele estava realmente em Jerusalém, segue-se que em 49 d.C Pedro continuava em Jerusalém, e portanto não se encontrava em Roma.
 
202. Já no final dos Atos dos Apóstolos, pelos anos 60-61 d.C, Paulo chega preso a Roma (At.28:11), e Lucas registra que os irmãos da fé foram até ele (At.28:15). Curiosamente, Pedro não aparece para receber o seu colega de ministério, nem tampouco Lucas se preocupa em narrar Pedro por lá, o que seria da maior importância! Pedro novamente mantém “oculto” o seu mistério em Roma!
 
203. Quando Paulo chegou a Roma, pelos anos 60-61 d.C,fato este registrado no último capítulo de Atos, os romanos precisavam de informações acerca dos cristãos, pois não tinham maiores informações sobre ela. Eles precisavam ouvir da parte de Paulo o que ele pensava (At.28:22), tendo que se juntar em um certo dia para ouvirem a mensagem do evangelho (At.28:23). Se Roma fosse a sede do papa ou o centro do cristianismo, isso não seria preciso, visto que eles já saberiam muito bem quem são os cristãos!
 
204. Pedro, ao escrever a sua primeira epístola, afirma estar escrevendo da “Babilônia” (1Pe.5:13). Há várias razões para crer que esse lugar não é Roma, como pregam os católicos.
 
a. Em primeiro lugar, porque se Babilônia é uma linguagem enigmática para Roma, então os católicos terão que admitir que é Roma a Babilônia, desmontando desta forma a crença deles de que Jerusalém é a Babilônia do Apocalipse. Sendo que quase a totalidade dos católicos prega que a Babilônia é Jerusalém, segue-se logicamente que, se a passagem aqui é enigmática ou figurada, deve se tratar de Jerusalém, e não de Roma!
 
b. Mas há várias razões para crer que Pedro não estava empregando uma linguagem misteriosa ou enigmática em 1Pedro 5:13. Por exemplo, o apóstolo Paulo escreve abertamente aos romanos, sem enigmas (Rm.1:7). Ele não precisa dizer que estava escrevendo “aos babilônicos”, ele simplesmente diz que escrevia para os romanos! Da mesma forma, Lucas, ao escrever Atos mais ou menos na mesma época da epístola de Pedro, não poupa palavras para se dirigir a Roma, de forma trnasperante e não enigmática (At.28:14; At.28:16; At.19:21; At.23:11; At.18:2; etc). Ele escreve abertamente a respeito desta cidade, por várias vezes. Portanto, não haveria motivos para que Pedro quebrasse toda a regra bíblica e empregasse tal linguagem diferenciada, cujo o próprio contexto não a apoia, visto que o contexto não é nem um pouco “enigmático” ou “misterioso”!
 
c. A referência, portanto, diz respeito a cidade da Babilônia situada junto ao Eufrates. Havia uma considerável população judaica na vizinhança de Babilônia, nos primeiros séculos da Era Cristã. Ela permaneceu um foco do judaísmo durante séculos e, portanto, um lugar adequado para Pedro, que era o “apóstolo aos circuncisos”(Gl.2:8), pregar o evangelho. Lendo 1Pedro 1:1 e 1Pedro 5:13, vemos que Pedro não escreveu nem de Roma, nem para os romanos!
 
205. Finalmente, nada melhor do que analisarmos a própria carta de Paulo escrita aos romanos. Se houve uma oportunidade mais que perfeita para citar o “papa Pedro” que supostamente estaria ali, essa seria a chance perfeita! Porém, Pedro nem sequer é citado ao longo de todos os dezesseis capítulos da epístola de Paulo aos romanos! E pior: Ele nem sequer aparece na lista de saudações extensas que o apóstolo passa no último capítulo, onde ele saúda nominalmente vinte e sete irmãos de Roma, e não cita Pedro do início ao fim! Ora, se Pedro fosse o papa que lá estivesse, sendo uma das figuras mais importantes de todo o Cristianismo, ele deveria ser o primeiro a ser saudado por Paulo! Mas este, do início ao fim, escreve perfeitamente como alguém que não faz a mínima ideia que Pedro estivesse lá. Não lembra o seu nome no início da carta, nem na metade, nem nas saudações finais. Isso, contudo, não impede que ele tenha saudado outras vinte e sete pessoas que ele lembrou, e também não impede que os católicos, mesmo à luz de tudo isso, prefiram continuar na mais vigorosa ignorância, antes que confessar todos os pontos óbvios e auto-evidentes presentes ao longo de todo este estudo, e se libertarem dos seus erros históricos que são facilmente refutados.

Por: Lucas Banzoli

É autor dos livros: "A Lenda da Imortalidade da Alma", "A Verdade sobre o Inferno", "O Enigma do Falso Profeta", "A História não contada de Pedro", "O Mistério do Castelo de Wartburg", "Chamados para crer e sofrer", "As Provas da Existência de Deus", "A Igreja na Grande Tribulação", "Calvinismo ou Arminianismo" e "Em Defesa da Sola Scriptura".

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