17 junho 2015

CANTOR IRANIANO TOOJI, CAUSA REVOLTA AO GRAVAR CLIPE TENDO RELACIONAMENTO SEXUAL COM PADRE NO ALTAR DE UMA IGREJA

Clipe foi gravado dentro de igreja em Oslo. Foto: Reprodução

O videoclipe de um cantor iraniano naturalizado dinamarquês causou enorme comoção na comunidade cristã internacional e o repúdio de um dos representantes da Igreja Luterana na Dinamarca.

O cantor Tooji, artista de ascensão recente no cenário pop, gravou um clipe em que ele faz sexo com um padre, representado por um ator contratado. As atenções, no entanto, se voltaram à produção porque o artista usou o altar de um templo luterano em Oslo, capital da Noruega, gerando protestos.

O cantor pop criou polêmica na Noruega ao divulgar, na última segunda-feira, um videoclipe no qual aparece simulando relações sexuais com um padre dentro de uma igreja, na capital Oslo. Tooji, de 28 anos, batizou a sequência de “The Father Project” (“O projeto padre”, em tradução literal) e aproveitou seu lançamento para anunciar que é gay. O material, no entanto, foi criticado por representantes católicos. As informações são do jornal The Huffington Post.

No vídeo, Tooji entra em um igreja, encontra com um jovem padre e tem relações sexuais com ele no altar. A congregação está presente e acompanha a cena, sem demonstrar espanto.

De acordo com o jornal O Dia, o bispo Ole Christian Kvarme, 66 anos, responsável pelo templo da Igreja Luterana usada nas filmagens, criticou a iniciativa do músico, e o acusou de omitir que o local seria cenário para gravações com teor sexual.

“Uma igreja nunca deve ser usada como pano de fundo visual para cenas sexuais em uma produção comercial. Uma cena semelhante entre o homem e uma mulher seria igualmente inaceitável, um abuso. O que aconteceu aqui viola as normas e regulamentos que temos para o uso do espaço religioso”, afirmou o bispo.

A produção do cantor discorda, afirmando que todo o roteiro do clipe havia sido enviado junto com o pedido de autorização. No entanto, a negativa não impediu a repercussão negativa, e Tooji acabou demitido de uma emissora local de televisão, onde ele iria apresentar um programa nos moldes do The Voice, porém voltado a adolescentes.

A Noruega, um dos países com maior número de ateus no mundo, é conhecida pela legislação moderna e de respeito às liberdades individuais, sejam elas de crença, expressão ou pensamento. 70% da população não acredita em Deus.

O cantor recusou fazer um pedido de desculpas e afirmou que o clipe transgressor é sua forma de protestar contra as influências da religião na sociedade: “Quero destacar-me como um exemplo e deixar a minha voz ser ouvida por todas aqueles que não tem voz, para todos aqueles que se sentem envergonhados com as suas crenças, que são afrontados com a declaração de que Deus não os aceita. Deixe-me dizer a vocês: você é uma parte de Deus e o que você sente é o dom mais puro de amor entre duas pessoas. Qualquer adulto, consciente – não importa o sexo, não importa raça – é puro. Eu sou gay e eu me levanto por meus direitos e é por isso que eu fiz o vídeo ‘The Father Project’ (o projeto do pai, em tradução livre)”, finalizou.


Mas a reação ao clipe de Tooji passou longe dos representantes políticos noruegueses. Isso porque lá existe uma clara separação entre Igreja e Estado. Além do mais, a Noruega é um dos países com maior número de ateus no mundo. Cerca de 70% da população não crê em um deus.

COMENTÁRIO DE WÁLDSON:

Percebo que qualquer pessoa num passado não muito distante, e independente de sua religião e opção sexual, respeitavam um templo, por saber que nele, havia a representação de Deus, ou de um deus em quem um grupo de pessoas cria, daí vinha o respeito.

Hoje não é assim mais. Os templos, sejam de qualquer confissão religiosa, já não têm mais o devido respeito ou não despertam nas pessoas o respeito como 'casa de Deus - deus'. E é justamente por isso que, vêm aumentando a quantidade de absurdos  cometidos em templos.

É na verdade um absurdo o que anda acontecendo, pois  se faz de tudo hoje em dia, para "estar na boca do mundo" e ganhar o tão desejado protagonismo. Não se respeita nada, nem ninguém - com a bandeira dos direitos humanos bem arvorada, dizem-se e fazem-se as mais completas barbaridades... quando  se tem talento,  não precisaria de  que recorrer a outros subterfúgios para ganhar  maior notoriedade e assim,  sermos obrigados a 'engolir' o que querem e o que fazem, ainda que seja um absurdo.

Sei que a liberdade de expressão existe e deve ser respeitada, mas há de se respeitar os lugares tido como sagrados ou as pessoas que têm também seu direito de não gostar ou de não querer aceitar esse estilo de divulgação.
Lastimável!

Recordo-me de Paulo, dizendo: "O mundo jaz no maligno"

Viva vencendo a imposição do maligno, contra nossos valores e crenças!!!

Abraço.

Seu irmão menor.


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